Capítulo 57.- Diagnóstico

Acordei na cama no dia seguinte me sentindo fraca com a luz do sol em meu rosto CH apareceu sorrindo me deu um beijo na testa

- Marquei sua consulta você será a primeira a ser atendida hoje. -Disse CH

- Chis eu não consigo me levantar. -Disse

- Como não consegue, o que você está sentindo? -Disse CH

- Tontura, minhas pernas está fraca. -Disse, Ele pegou uma roupa me ajudou a trocar me pegou no colo saiu comigo em seus braços, ele me colocou no banco do carona deu a volta abrir a porta vomitei no chão

- Você está bem? -Disse CH

- Não. -Disse, Continuei a vomitar CH saiu do carro voltou um tempo depois limpou a calçada me entregou um plástico fechou a porta do carona entrou no carro foi em direção ao hospital

- Mantenha a cabeça erguida. -Disse CH ao coloca a mão minha testa

- Tá tudo girando. -Disse

- Deve ser por causa da gravidez, calma. -Disse CH Pareceu uma eternidade até chegarmos no hospital CH parou o carro sai me segurando na porta ele me ajudou a andar fomos diretamente para o consultório

- Aconteceu algo? -Disse Médico

- Ela está com Enjoos, fraqueza, tontura. -Disse CH

- Pode ser por causa da gravidez mais farei exames para ter certeza? -Disse Médico

- Por favor faça isso. -Disse CH Logo após isso o médico começou a fazer uma pilha de exames em mim, quanto mais tempo se passava para obter o resultado mais Chis ficava preocupado quando a teve em mãos ficou ainda mais

- Você está abaixo do peso ideal para gravidez, os exames mostraram que está com a imunidade baixa, isso pode coloca em risco seus bebês e deixa lós exporto a alguma doença, infecção ou até risco dela morrer no parto. -Disse médico

- O que você recomenda? -Disse CH

- Eu recomendo dar soro na veia ou alimentação por sonda para aumenta a calorias e fazer ela ganhar peso até o nascimento delas. -Disse médico

- Não, soro não são mil e quinhentas calorias diretamente na veia. -Disse desesperada

- Vai ser por nossas filhas. -Disse CH

- Não quero. -Disse

- Irei deixa vocês conversarem a sós, Mais recomendo você ganhar peso o quanto antes. -Disse médico saindo

- Me fala o que aconteceu? -Disse CH

- Eu vi que estava ganhando cada vez mais calorias, comendo toda hora eu comecei a conta as calorias comendo cada vez menos ai parei. -Disse

- Henrique não fez nada? -Disse CH

- Ele tentou, ele me forçou a comer sempre que ele saia eu vomitava, ele enfiava soro em mim enquanto eu dormia. -Disse

- Não era você que tanto queria elas. -Disse CH

- Eu quero mais, ai eu penso e se depois que elas nascerem eu não conseguir emagrecer é ficar com todo aquele peso. -Disse

- Então você quer que elas fiquem em risco por causa disso. -Disse CH

- Eu não consigo. -Disse

- Eu sei que você quer elas, então faça por elas de todas as calorias para elas não para você. -Disse CH

- Você sabe que eu terei que engorda para fazer isso. -Disse

- Você é linda e sempre será não importa seu peso. -Disse CH

- Eu vou pensar. -Disse

- irei dar um tempo para você pensar. -Disse CH ao sair

  Aquilo era uma escolha difícil pois eu queria elas bem mais eu só pensava na quantidade de calorias que eu teria, eu não iria conseguir peguei minhas coisas sai da sala encontrei CH conversando com médico comecei a andar pelo corredor

- Anny espera, aonde vai? -Disse CH

- Para casa. -Disse

- Tá só deixa eu paga a consulta. -Disse CH

- Como quiser estarei esperando no carro. -Continuei andando CH apareceu em alguns minutos me estendeu um cereal olhei para ele rir peguei a barra

- Tá brincando comigo? -Disse

- Não, eu sei do seu distúrbio mais não é só sua vida que está em risco! -Disse CH

- Há uma voz aqui que não para de falar quantas calorias tem em cada alimento, isso me deixa louca. -Disse

- Quero que quando chegarmos em casa você pegue a foto do último ultrassom é olhe para elas e pense. -Disse CH ao ligar o carro

  Não disse nada CH seguiu caminho até em casa vi nossa casa sai do carro em movimento entrei em casa Sra. Müller estava dando gargalhada com um homem subi as escadas me tranquei no quarto das gêmeas, Peguei todos os ultrassom espalhei pelo chão, eu realmente estou matando elas, talvez elas tem se mexido com menos frequência nesses últimos meses escutei batidas na porta permaneci imóvel

- Anny me desculpa, eu exagerei eu estou preocupado. -Disse CH Permaneci calada peguei a barra uma lâmina a cortei em um pequeno cubo fiquei olhando para aquela barra que continha cento sessenta e três gramas de calorias, Se eu come se eu teria que fazer exercícios para queimar toda aquela caloria passei dedo suavemente sobre a barriga formando um círculo esperei para que elas reagissem nada, me levantei correndo abrir a porta CH estava encostado na parede

- Elas não mexem. -Disse com lágrimas nos olhos

- Tem certeza? -Disse CH

- São duas CH, se elas tivessem mexido eu sentiria. -Disse

- Tá calma. -Disse CH

- E se eu tiver matado elas. -Disse

- Não diga isso, vamos ao morro. -Disse CH ao me puxar

  Desci as escadas fomos ao carro coloquei cinto CH saiu acelerando pela rua eu não conseguia parar de chorar ele segurou minha mão aqueles minutos que se passaram me torturavam ao chegar minha pernas deu cãibra, CH pegou uma cadeira de rodas me colocou entrou comigo no hospital fomos para sala do médico que se levantou, quando nos viu Chis me colocou na maca explicou a situação ele fez um ecocardiograma fetal

- Elas estão vivas o coração delas batem fraco o que não é bom, você terá que reagir e comer ou elas morreram. -Disse médico

- O que sugere? -Disse

- Eu sugiro fazer uma Sonda nasogástrica pode ser o mais adequado nessa situação já que elas precisam de alimento imediatamente. -Disse médico

- Tá mais traga algo para cobrir. -Disse o médico saiu CH veio até mim beijando minha testa respirei fundo

- Você vai conseguir pense só nelas, tudo irá para elas. -Disse CH ao mexer no meu cabelo

  Concordei com ele, troquei de roupa quando uma enfermeira apareceu me levou para quarto começou o procedimento da sonda nasogástrica fechei os olhos era algo desconfortante ter um tubo sendo enfiado do seu nariz até estômago

- Eu não acredito que fui capaz disso. -Disse

- Não se culpe, sei que você não fez por mal. -Disse CH o pai do CH apareceu gritando no hospital ele nos viu é veio em nossa direção

- Chis onde está a piranha da sua mãe? -Disse Maycon Müller

- O que você faz aqui? -Disse CH seriamente, Maycon Müller me olhou sorrindo veio até mim colocou a mão sobre minha barriga

- O que foi agora ela não aguentou o tranco com o sequestrador. -Disse Maycon Müller, CH o pegou pelo pescoço começou a arrasta ló para fora do quarto, quando vi Isabel, Frederico na entrada eles me viram vieram na minha direção fui abraçada

- Foi Henrique que fez isso? -Disse Isabel

- Não foi eu mesma. -Disse Senti seu dedo quente sobre minha pele ela passava as pontas do dedo delicadamente sobre minha barriga

- Vocês vão ficar bem? -Disse Isabel

- Claro, elas vão nascer em poucas semanas bem e saudáveis. -Disse, Ela tirou uma caixa da sua bolsa me entregou

- Henrique mandou para você, ele voltou diferente sei que você tem algo haver com você. -Disse Isabel

- Eu apenas o ajudei assim como ele me ajudou diversas vezes. -Disse

- Obrigada. -Disse Isabel Frederico deu um breve aceno de cabeça saiu olhei para caixa em minhas mãos abrir vi alguns papéis peguei um envelope abrir tinha uma carta abrir

Anny

Anny obrigada por tudo que você fez, você me deu uma nova chance para viver com minha família e de ser feliz eu irei aproveitar essa oportunidade desistir de ser dono do morro irei morar naquela casinha no meio do beira mar, depois de algumas reformas ela ficou grande, espaçosa e boa o suficiente para todos obrigada agora poderei ver meu filho crescer. Hoje me olho no espelho é tenho vergonha da pessoa que eu havia me tornado me sinto envergonhado de ter feito todas aquelas coisas com você eu realmente espero que vocês estejam bem e sejam felizes assim como eu serei.

Ps: você foi um anjo como consideração quero deixar meu morro para você, sei que você o fará um lugar melhor do que eu fiz.

 Respirei fundo tirei o embrulho vi uma foto, roupa de bebê escutei um barulho vi CH ele se aproximou de mim estendi a carta para ele que pegou começou a ler passei a mão pelo tecido da roupinha.

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