Capítulo 25


Roberta: Mas como eu vou segurar os dois? – suspirou. – O Dudu já está terminando, eu acho que ele não está mais com fome. – tirando o seio da boca do bebê que torceu o bico. – Ah não... – pôs a mão na testa e ele começou a chorar de novo. – Pega meu bem. – colocando o bico do seio na boca do filho novamente, ele calou retomando sua mamada, tranquilamente. – Trás ela aqui, amor. – pediu, colocando o corpinho de Dudu em cima de um travesseiro para sua esquerda. – Pega aquele outro travesseiro ali. – apontando. – Vem mãezinha. – tirando o outro seio e deitando a bebê no travesseiro, ela procurou o seio da mãe com rapidez e logo o encontrou. – Pronto, meu amor. – sorriu, olhando os filhos apaixonada. – Ainda bem que eu tenho dois peitos. – riu. – Será que as mães de gêmeos siameses grudados pela cabeça amamentam assim? – com os olhos arregalados. Diego gargalhou.

Diego: Não pensa isso meu amor. – dando um beijo na testa dela. – Mas que é uma bela posição para amamenta-los isso não podemos negar. – piscou. – Te amo. – com os olhinhos brilhando.  

Roberta: Eu também. – dando um carinhoso selinho nele. 

Diego sorriu e deu um beijo em cada um dos gêmeos, depois beijou a amada de novo e ficaram curtindo aquele momento tão lindo, até que os bebês dormiram e os dois os levaram de volta para seus quartinhos.

Diego: Já está com sono neném? – sorrindo, enquanto ela deitava a cabeça em seu peito.  

Roberta: Estou monstrinho. – dengosa. – Parece que além do leite, esses dois sugaram minhas energias também. – deu um sorriso de canto. 

Diego: Eu sei que é difícil cuidar deles, mas nós dois estamos juntos nessa viu? – ela sorriu de lado, assentindo. 

Roberta: Eu sei meu amor. – lhe dando outro selinho. – Te amo. – mordeu o lábio.

Diego: Eu também te amo. – sorrindo abertamente. – Vamos dormir sim? – ela assentiu, os dois foram fazer suas higienes e logo adormeceram abraçadinhos.


Às três e meia da madrugada, Lara começou a chorar dengosa, assustando o pai.

Diego: Ai meu Deus. – resmungou abrindo os olhos, encarou as duas babás eletrônicas e viu que era a rosa a responsável pelo barulho. – Ai minha filha. – olha para o lado com a expressão chorosa e vê que Roberta dormia serenamente, parecia não ouvir os berros de Lara. – Muito bem, vamos nessa Diego! – se levantou e foi até o quarto da pequena, que chorava no berço. – Ei gatinha. – se aproximou, pegando a filha com cuidado. – O que foi hein? – colocando-a no trocador. – Deixa o papai ver se você está coco. – fazendo careta, enquanto examinava a fraldinha dela e viu que estava certo. – Ah não. – passou a mão no rosto, desesperado. A bebê o encarava com os olhinhos bem abertos e com a mãozinha na boca, com isso ele teve que sorrir. – Tudo bem, o papai dá conta. – piscou. – Como é que se faz mesmo? – tentando recordar das poucas vezes que trocou fralda, depois de um tempo, por fim conseguiu trocar a fraldinha da filha de maneira desajeitada. – Prontinho gatinha, agora você vai ficar quietinha aqui. – fez menção de colocá-la no berço novamente e a menina voltou a choramingar. – Não, minha filha! – arregalou os olhos. – Você tem que dormir, o papai precisa descansar. – ela não estava nem aí, abria o berreiro mesmo. Diego a pegou no colo novamente e resolveu ir ao quarto do seu filho, quando chegou lá ele teve uma surpresa ao ver que o bebê estava acordado e brincava com as mãozinhas. – Já está acordado? – colocou a filha em um cantinho no berço e ela choramingou um pouco, mas ele lhe mostrou um chocalhinho e ela ficou quietinha. Pegou o filho no colo e foi ver o que ele tinha, viu que a fraldinha do pequeno também estava carregada e a trocou desajeitadamente. – Realmente você puxou para o papai filhão, muito calmo. – Lara começou a chorar novamente, o seu choro assustou o irmão que também abriu o berreiro. – Ai meu Deus e agora? – se apavorou com a mão na cabeça. – A Roberta não escuta isso não? – choroso. – Ah já sei! – colocou Eduardo em um braço, pegou a filha com um pouco de dificuldade e colocou a no outro, balançou levemente os dois. – Shii o papai está aqui com vocês. – falando suavemente. 

Ele levou os dois até a sala de estar, ligou o som com um pouco de dificuldade em uma música suave, começou a se movimentar lentamente no ritmo da música e por incrível que pareça os dois estavam se acalmando. Eles grudaram a cabecinha no ombro do pai e ficaram ouvindo a música com os olhinhos bem abertos. Diego sorriu ao ver que estava conseguindo o que queria.

Diego: Eu sou demais. – se achando.

Roberta apalpou o lado da cama esperando encontrar Diego, mas quando viu que estava vazia se assustou e levantou. Viu que a luz do corredor estava ligada, caminhou até a sala e viu a cena mais linda de sua vida, ele estava dançando lentamente com os dois no colo, os bebês estavam extremamente calminhos e se encaravam um ao outro, teve vontade de chorar e quando deu por si sentiu duas grossas lágrimas em seu rosto, sorriu e as limpou, voltando a observar aquela fofura. 

Diego ainda não tinha notado a presença dela, beijou a cabeça dos bebês e sentiu aquele delicioso cheirinho que eles tinham. Fechou os olhos com força ao pensar que um dia achou que a chegada daqueles dois anjinhos poderia prejudicar seu casamento, como fora tolo! Os dois só vieram para uni-lo mais a mulher de sua vida. 

Se virou e a viu o encarando com o rosto molhado, sorriu para ela e a chamou, ela se aproximou e o abraçou lentamente. Deu um beijinho nos filhos que já estavam quase dormindo no colo do pai e ficaram ali, um sentindo o calor do outro. 

Roberta: Porque não me acordou? – sussurrando no ouvido dele. 

Diego: Estava dormindo tão profundamente que eu fiquei com pena. – disse no mesmo tom.  

Roberta: Eles não quiseram mamar? – encarando os filhos que já dormiam no colo dele.  

Diego: Não, só estavam com a fraldinha carregada. – sorriu. – Eu que troquei! – se achando.  

Roberta: Isso você faz muito bem, meu amor. – piscou e ele riu baixinho. 

Diego: Dormiram? – disse arqueando a sobrancelha. 

Roberta: Dormiram. – sorrindo, enquanto dava um beijinho na costinha do filho. – Vamos leva-los para o berço?

Diego: Sim, claro. – disse caminhando lentamente até o quartinho de Eduardo.  

Roberta: Vem com a mamãe... – pegando o bebê e o colocando no berço devagar, ele reclamou um pouco, mas voltou a dormir calminho. Fizeram o mesmo com Lara e depois seguiram para o quarto.

Diego: Eu não vejo a hora dessa sua quarentena acabar sabia? – mordendo a orelha dela enquanto seguiam para o quarto. 

Roberta: Hm... – sorrindo e mordendo o lábio. – Eu também. – se virou e os dois se beijam delicadamente, sem pressa. Depois de um tempo, a respiração falta e vão separando com selinhos. – Agora vamos dormir, por que amanhã temos muito trabalho, ou melhor, eu tenho, porque você vai para a empresa não é? – cheirando o pescoço dele. 

Diego: Sim eu preciso ir. – pensativo. – Meu amor, nós precisamos contratar uma babá. – disse encarando a esposa. – Você vai voltar a trabalhar e com quem vão ficar os nossos anjinhos?

Roberta: Tem razão, por enquanto eu vou ligar para a minha mãe para que me faça companhia com os gêmeos amanhã, não se preocupe com isso agora bebê. – sorriu despreocupada. – Vamos pensar nisso daqui a seis meses, que é quando eu volto ao trabalho certo? – piscou e ele assentiu. 

Diego: Tudo bem. – sorriu, cheirando o pescoço dela. – Agora vamos dormir, antes que eu mude de ideia. – Roberta riu e os dois foram dormir, pois o dia seria longo.¨


¨¨¨¨

Dias depois. Mia por fim volta para casa, Miguel vinha trazendo o filho no colo que dormia e Franco, Alma e Marina os acompanhavam.

Mia: Ai até que enfim! – jogando as bolsas no sofá. – Não aguentava mais ficar naquele hospital chato. – com bico. – Não sei por que a Roberta saiu rapidinho e eu fiquei tanto tempo internada.

Marina: Meu amor, já te explique que Roberta teve os gêmeos de parto normal, a recuperação dela foi mais rápida. – explicava. – Já você foi operada. – sorriu e Mia rolou os olhos, fingindo não entender as razões de ter ficado internada todos esses dias. 

Mia: O importante é que estou de volta. – piscou e escutam um latido. – Polly! – sorrindo alegre, enquanto a cadelinha pulava no colo dela. – Vem meu amor, estava com saudades da mamãe não era? – recebendo várias lambidinhas na mão. – Que linda! 

Alma: Essa mocinha sentiu sua falta mesmo Mia. – contou, rindo. – Sempre que eu a levava ao pet shop  ela ficava irritada.

Mia: Obrigada por ter cuidado da Polly todo esse tempo Alma. – agradeceu e Alma apenas sorriu. – Vem conhecer seu irmãozinho Polly! – levantando com a cadelinha minúscula no colo. – Olha aqui o Arthur. – mostrou e a cadelinha latiu, enciumada.

Miguel: Ei, tira essa pulguenta de perto do meu filho! – afastando o bebê com um bico. 

Mia: Miguel... – resmungou, também com bico. – Eles são irmãos, tem que ser unidos. – com um grande sorriso. 

Miguel: Que irmão o que! – a encarou perplexo. – Desde quando meu filho é irmão de cachorro? – indagou perplexo.

Mia: Seu chato. – dando língua. 

Franco: Ora parem com isso, sim? – sorrindo e negando com a cabeça. – Vamos colocar meu neto no berço, antes que ele acorde. – enfatizou.

Miguel: É isso que eu vou fazer Franco. – disse indo em direção ao quarto do filho. 

Mia: Espera aí que eu vou também! – vai atrás dele, apressadamente. 

Franco: Esses dois... – negando com a cabeça, enquanto ria com os outros.


Roberta estava passeando com Phil e os gêmeos pelo shopping. Os dois bebês estavam quietinhos no carrinho, o que era quase um milagre.

Phil: Ai diva olha que gracinhas. – encarando os dois no carrinho, com os olhinhos brilhando.  

Roberta: Sim e essas gracinhas estão tirando meu sono. – disse sorrindo fraco. – Preciso contratar uma babá, uma não... – negou. – Duas! – fez dois com o dedo. – Mas ao mesmo tempo eu tenho medo. – mordeu o lábio, acariciando a pequena mãozinha da filha.  

Phil: Ora, é normal ter medo. – comentou, tomando um gole de suco. – Mas tem muitas babás boas e responsáveis. – piscou. – Posso te dar o número de uma agência de babás maravilhosa que a minha vizinha usa!

Roberta: Ah, eu vou querer sim Phil. – assentiu, tomando um gole do suco. – Quando voltar a trabalhar meus pimpolhos vão precisar de atenção. – mordeu o lábio. – Afinal, Diego e eu vamos ficar fora por muito tempo.

Phil: Ai diva, mal vemos a hora de você voltar! – batendo palminhas. – Aquilo ali fica tão sem graça sem você! – suspirou. 

Roberta: Não se preocupe que a diva em breve vai voltar a ativa! – piscou se achando. – Só vou me recuperar mais um pouco e tentar recuperar meu corpo novamente para voltar a desfilar.

Phil: O que não vai precisar de muito esforço, você já está perfeita novamente!

Roberta: Ai Phil não exagera. – riu negando com a cabeça. – Ainda estou bem baqueada. – fez careta, devido a uns flashes em cima dela, Phil também percebeu.

Phil: Mas o que é isso? – olhou ao redor, confuso. Roberta bufou e voltou a tomar seu suco.

Roberta: Não olhe, são os paparazzi! – aconselhou entediada. – Sabe que eles sempre me perseguem, você já devia ter se acostumado Phil. – deu um sorrisinho brincalhão. 

Phil: Eu não me acostumo sonho, esses caras não tem nada melhor para fazer não? – com bico. – Eu sei que nós somos pessoas glamorosas, mas eles também exageram.

Roberta gargalhou e Lara começou a resmungar no carrinho, os dois a encararam.

Phil: E agora o que ela tem? – sorrindo babão.

Roberta: Parece que ela vai chorar. – observou e revirou os olhos. – Essa menininha é fogo. – terminando o seu suco e botando o copo de lado. Como bem disse, Lara começou a chorar. – Ai meu Deus... – chorosa. – O que você quer agora minha filha? – perguntou pegando a pequena do carrinho, ela balançava os bracinhos e choramingava no colo da mãe. 

Phil: Acho que ela fez cocozinho, diva. – deduziu, colocando seus enormes óculos de sol. 

Roberta: Deixa eu ver... – apertando a fralda e notando que estava pesada. – Eu também acho. – levantou. – Onde será que tem um fraldário por aqui hein? – mordendo o lábio. 

Phil: Por ali eu vi um. – apontando e se levantando. – Vamos lá. – Roberta assentiu.


Os dois levantam e Phil vai arrastando o carrinho com Dudu, Roberta vai com Lara no colo, ninando a filha na tentativa de fazê-la parar de chorar.

– Roberta, uma foto, por favor! – o paparazzi se aproximou, tirando várias fotos da ruiva.  

Roberta: Uma foto? – perguntou irônica. – Se você tirou dez agora foram poucas. – fez careta, demonstrando sua insatisfação. – Com licença, por favor! – se afastando. 

– Se eu pedisse você não permitiria. – se explicou, ainda com os flashes. 

Roberta: Tem razão, não deixaria mesmo. – sorrindo falso. – Agora se quiser manter seus testículos intactos sai da minha frente! – bufou. 

Phil: Você não está ouvindo não meu amigo? – falou com uma voz de homem. – Não está vendo que ela está com a criança? – apontando Lara que ainda chorava. 

– Só estou fazendo o meu trabalho! – novamente se defendeu.

Phil: E eu estou fazendo o meu, agora cai fora! – disse bravo. – Circulando!

– E o que é isso? – apontando no carrinho onde Eduardo estava brincando com as mãozinhas. 

Roberta: Uma laranja. – revirou os olhos, sem paciência. – Quer que eu faça um suco? – irônica, enquanto ele batia várias fotos do bebê. – SAI DE PERTO DO MEU FILHO! – berrou, deixando o homem assustado.

– Valeu Roberta! – sorriu e se mandou com as fotos. 

Roberta: Filho de uma égua! – disse estressada.

Phil: Relaxa diva. – respirou fundo. – Se você for fazer caso por todos os paparazzi que te fotografam, eu nem saberia o que fazer. – pôs a mão na testa, negando com a cabeça.

Roberta: Quase ri quando você falou com aquela voz grossa! – gargalhando, Phil também riu. – Agora vamos que eu tenho que trocar essa chatinha! – os dois saíram até o trocador e trocaram a fralda de Lara.


Na Maremis, Diego e Miguel conversavam na sala do loiro.

Diego: Cara, que bom que a Mia já recebeu alta. – sorrindo enquanto Miguel se servia de café.  

Miguel: Nem me fale cara. – negando com a cabeça. – Eu não estava mais aguentando ter que vê-la no hospital, era muito desgastante tanto para ela quanto para mim.

Diego: Ela está sozinha em casa? – arqueando a sobrancelha. 

Miguel: Não. – negou prontamente. – A Marina está lá. – deu um risinho. – Não sou louco de deixá-la sozinha com o Arthur. 

Diego: Cara, agora se prepare para passar noites em claro e padecer. – disse com a mão no rosto. – Talvez para você não seja tão trabalhoso, agora eu parceiro... – negando com a cabeça. – Os gêmeos são terríveis! – riu de lado. – Choram a todo o momento, principalmente a Lara que quer mamar direto, fazem coco, xixi! – passou a mão no rosto. – É uma tortura! – sorriu pensativo. – Mas é a melhor tortura que existe. – lembrando-se do rostinho deles. 

Miguel: Eu imagino cara. – também sorrindo. – Em tão pouco tempo, eu não imagino mais a minha vida sem meu loirinho. – assentiu. – Ele já faz parte de mim. – disse simples. 

Diego: Eu digo o mesmo. – sorriu, concordando. – Não vejo a hora de ouvir os dois me chamando de papai! – com os olhinhos brilhando. 

Miguel: Não vai demorar. – piscou e continuaram a conversar sobre amenidades.


De madrugada, na casa de Mia e Miguel. A situação estava meio tensa, Arthur estava em uma crise de choros sem fim. Mia chorava enquanto Miguel tentava acalmar o filho.

Miguel: Mia, para de chorar meu amor. – pediu, com o filho no colo. – Eu não sei quem está chorando mais, se é você ou o nosso filho. – sorriu de leve.

Mia: Mas Miguel, ele está sofrendo. – soluçando. – Eu estou desesperada! – coçou a cabeça. – Já fizemos de tudo para acalmá-lo e nada!

Miguel: Vai ver ele está com cólicas! – deduziu e arregalou os olhos. – Claro meu amor! – sorriu. – Está com cólica!

Mia: Você acha Miguel? – perguntou, enxugando as lagrimas. 

Miguel: Claro que sim meu amor! – sorrindo mais aliviado. – Eu acho que a Roberta deve saber de alguma coisa, não acha? – arqueando a sobrancelha. 

Mia: Miguel você vai ligar a essa hora? – perguntou receosa. – Eles já devem estar dormindo!

Miguel: Eles vão entender a situação melhor do que ninguém. – deu de ombros. – Não custa nada tentar. – piscou e pegou o telefone.


Mas o que ele não sabia era que na casa de Roberta e Diego estavam em uma situação semelhante, só que em dose dupla.

Roberta: Ah, eu não estou mais aguentando! – disse chorosa. – O que será que eles tem?

Diego: Com certeza são cólicas amor. – deduziu, balançando o filho e fazendo um barulhinho com a boca. – Calma garotão. – batendo na costinha dele de leve. 

Roberta: Mas os dois? – ergueu a sobrancelha, com a filha no colo. – Eles já mamaram, já estão trocados. – cheirou o cabelinho ralo da filha.

Diego: Por isso eu digo que são cólicas. – dando um beijo na cabecinha do bebê. – Ah meu filho, não chora. – dizia agoniado, o telefone toca. – Deixa que eu atendo amor. – indo até o telefone.  

Roberta: Quem será à uma hora dessas? – perguntou confusa e Diego deu de ombros. 

Diego: Pronto. – pôs o telefone entre o ombro e a cabeça. 

Miguel: Diego? – suspirou pesadamente. – Cara, foi mal acordar você. – penoso.

Diego: Não Miguel, relaxa, nós não estávamos dormindo. – sorriu despreocupado. 

Miguel: Eita! – ouvindo os choros dos gêmeos pelo telefone. – Pelo jeito a situação de vocês não está muito diferente da nossa! – riu.

Diego: Não acredito que estejam na mesma. – rindo. – Os gêmeos estão com cólica. – explicou. – Pelo menos é o que eu acho!

Miguel: Cara, o Arthur também está desesperado de cólica. – retrucou apavorado. – Mia e eu não sabemos mais o que fazer. – respirando fundo. – Liguei justamente para saber se vocês não sabem nada para melhorar, mas pelo jeito que as coisas estão por aí, estou vendo que não.

Diego: Não cara, é a primeira vez que eles tem crises de cólicas, nunca tiveram. – balançando o filho. – Não sabemos de nada, mas eu vou ligar para a minha mãe para perguntar se ela sabe alguma coisa, daí eu retorno pra você.

Miguel: Beleza cara. – agradeceu. – Valeu mesmo! – desligam a chamada. 

Roberta: O que o Miguel queria? – perguntou confusa. 

Diego: Lá a situação está igual. – sorriu negando com a cabeça. – Arthur também está com cólicas, Miguel ligou para perguntar se não sabíamos algum truque para amenizar. – discando outro numero no telefone. 

Roberta: E agora, para quem você está ligando? – ergueu a sobrancelha.

Diego: Vou ligar para a minha mãe e perguntar se sabe de algo. – explicou com um largo sorriso, mães sempre sabiam o que fazer.

Ligou para Mabel e ela lhe recomendou que fizesse uma massagem na barriguinha e nas costinhas do bebê, isso com certeza aliviaria a cólica. Diego agradeceu à mãe e em seguida ligou para Miguel e contou o que a mãe tinha dito. Fizeram as massagens e os bebês se acalmaram por fim e dormiram, deixando também que seus pais fizessem o mesmo.


No dia seguinte na mansão Colucci. Alma estava na piscina tomando um pouco de sol antes de ir para a casa de Roberta, quando Cândida se aproxima com o telefone.

Cândida: Alma, telefone para você. – sorrindo e entregando o telefone. 

Alma: Quem é? – tirando os óculos de sol e pegando o telefone. 

Cândida: É um tal de Lorenzo. – respondeu, dando de ombros. 

Alma: Ah, obrigada querida. – Cândida sorri e se afasta. – Olá Lorenzo. – cumprimentou com um sorriso. – Como está? 

Lorenzo: Alma! – sorriu. – Que prazer falar com você novamente. – disse alegre. – Bem, já que se esqueceu de mim e nunca mais me ligou estou mal não é? – com voz magoada em um de seus típicos exageros. 

Alma: Ora não seja exagerado querido, acontece que eu ando tão ocupada com o nascimento dos meus netos, que fico esquecendo até meu próprio nome às vezes. – rebateu com o mesmo exagero.

Lorenzo: É tão estranho você falar em netos, sendo tão linda e tão jovem. – franziu a testa e Alma sorriu. – Mas é sobre eles que quero conversar com você.

Alma: Ora... – ergueu a sobrancelha, sem entender. – Pois então fale! – curiosa. 

Lorenzo: Hoje saíram algumas fotos da sua filha e dos seus netos na principal revista de celebridades do país. – contou e Alma arregalou os olhos.


Alma: Roberta? – confusa. – Mas como? 

Lorenzo: Parece que um paparazzo a flagrou no shopping com os bebês e capturou algumas imagens. – explicou e Alma negou com a cabeça, dando um sorriso de lado. – O que eu sei é que estamos recebendo vários pedidos de uma sessão de fotos com você e eles, os seus fãs estão muito animados com a ideia. – hesitou. – Então eu pensei que pudesse...

Alma: Oh, Lorenzo querido... – suspirou pesadamente. – Eu não sei se seria possível, nem sei se minha filha permitiria. – coçou a nuca. – Os bebês acabaram de nascer, são muito novinhos.

Lorenzo: Sim, mas tente conseguir a permissão dela. – falou pidão. – Você é a mãe da Roberta. – enfatizou. – Umas poucas fotos não vão fazer a mínima diferença. 

Alma: Sendo assim... – comentou, pensativa. – Quando será a sessão?  

Lorenzo: Amanhã mesmo.

Alma: Muito bem querido, eu vou ver o que consigo certo? – sorrindo abertamente. 

Lorenzo: Tudo bem Alma, agora mesmo vou te enviar por e-mail os papéis para sua filha e o seu genro assinarem. – comemorou animado. – Bye amore! – desliga. 

Alma: Agora o problema é eles assinarem. – coçando a nuca, olhando o telefone. 

Realmente era uma ótima ideia posar com os gêmeos. Não era nada demais e Roberta não se importaria, resolveu ligar para Mabel para que a amiga fosse sua cúmplice. Mabel, alvoroçada do jeito que era, aceitou na hora!


Roberta estava brincando com Eduardo na cama, pegava as mãozinhas dele e mordia de leve, fazia o mesmo com os pezinhos minúsculos, ele sorria. A ruiva dava graças a Deus por Lara estar dormindo e Dudu estar tão calminho, afinal estava sozinha em casa e uma crise de choro não a ajudaria em nada.

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