Capítulo 22
Martin: Não tem problema meu amor. – deu de ombros. – Eu passo uma pomada depois, pode extravasar sua dor a vontade. – piscou e Roberta deu um sorrisinho. – Quem diria hein? Minha moranguinho vai ser mãe dentro de poucas horas. – disse com algumas lágrimas de emoção. – Sabe o que isso significa pra mim? – Roberta sorriu.
Roberta: Papai... – disse enquanto ele beijava a mão dela. – Obrigada por estar comigo nesse momento. – sorriu de leve. – Eu te amo muito viu?
Martin: Eu também. – assentiu. – Agora fica relaxada, porque está vindo mais uma, filha. – olhando atenciosamente o aparelho que monitorava as contrações.
Roberta: Ah não... – fechou os olhos, sentindo toda a dor de novo. – Oh, porra! – apertando a mão de Martin com força. – Ai! – chorosa. A enfermeira chega toda sorridente.
Enfermeira: Olá mamãe? – sorriu para a ruiva. – Como se sente? – se aproximando da cama.
Roberta: Como eu me sinto? – gargalhou de maneira irônica. – Nem queira saber como eu me sinto sua broaca, ok? – a olhou, cerrando os olhos pela maldita contração. – Estou aqui a mais de duas horas e ninguém se importa!
Enfermeira: Mas a senhora chegou não tem nem quinze minutos. – sorrindo despreocupada.
Martin: Não ligue para o que ela falar, está descontrolada. – disse baixinho e a enfermeira deu de ombros, afinal já estava acostumada com esse tipo de comportamento das futuras mamães.
Roberta: Tirem isso de dentro de mim! – pediu, chorando.
Enfermeira: Vamos medir sua pressão... – se aproximou dela, com o medidor.
Roberta: ESCUTE AQUI! – a olhou. – SE NÃO ME LEVAREM PARA A SALA DE PARTO AGORA, EU VOU EXPLODIR ESSA DROGA DE HOSPITAL COM TODOS NÓS DENTRO E VAMOS TODOS PARA A PUTA QUE PARIU OK?! – gritou apertando a roupa da pobre enfermeira.
Enfermeira: Relaxe Roberta, ficar nervosa é normal. – a acalmou. – Mas infelizmente, não podemos te levar agora, não esta dilatada o suficiente. – explicou.
Roberta: Para à merda a dilatação junto com você! – se levantando e andando de um lado para outro, tentando amenizar a dor.
Alma: Querida, o Diego chegou. – entrando na sala, acompanhada de Diego.
Diego: Meu amor! – se aproximou, sorrindo. – Eu já estou aqui.
Roberta: Não se aproxime de mim Bustamante! – berrou do outro lado do quarto. – Se estou passando por tudo isso agora a culpa é sua! – acusou, chorosa. – Oh! – tocou o ventre dilatado.
Diego: Mas amor... – fez careta.
Roberta: Mas uma pinoia! – ela o interrompeu. – Oh! Eu quero morrer... – encostando a cabeça na parede.
Enfermeira: Não se preocupe, ela está nervosa. – disse a Diego. – É normal xingar o parceiro. – piscou.
Diego sorriu assentindo, Roberta estava muito cômica. Os cabelos vermelhos estavam presos em um coque mal feito e a roupa de hospital a deixava linda, mas também muito engraçada.
Roberta: Do que está rindo idiota?! – bufou, o olhando com careta. – Eu tenho cara de palhaça?
Diego: Não, eu só estava te admirando meu bem. – sorriu de lado, botando as mãos no bolso. – Sabia que está linda? – ela lhe fez careta, ele sorriu apaixonado e pegou a câmera para começar sua filmagem. – Sorriam, que eu vou filmar tudo. – dando um risinho entusiasmado. – Não tem noção de como está linda meu amor. – apontando a câmera para ela, que deu o dedo do meio a ele.
Alma: Roberta, a doutora disse que já está chegando. – indo até a filha, que estava muito alterada.
Roberta: Diz isso desde que eu cheguei. – ainda virada para a parede. – Ah, como dói! – fungou.
Alguns minutos depois a doutora chega, por fim.
Doutora: Desculpem a demora, eu estava vendo seus últimos exames querida. – disse simpática, se aproximando de Roberta.
Roberta: E enquanto isso eu morro de dor aqui não é? – resmungou, insatisfeita.
Doutora: Deite aqui, vamos checar sua dilatação. – ignorando o comentário dela, afinal também estava acostumada com coisas do tipo. – Quem é o senhor? – olhou Martin.
Martin: Sou o pai dela. – explicou. – Martim Reverte, é um prazer.
Doutora: Ah sim, o prazer é meu. – sorriu abertamente. – Abra as pernas, querida. – Roberta abriu com um bico enorme. – Hm, vamos ver. – examinando. – Você só tem que dilatar mais um pouquinho, está com oito centímetros. – piscou.
Roberta: O que? – arregalando os olhos, em perplexidade. – Quanto tempo mais eu vou esperar? – indagou. – Isso aqui está pior do que hospital público!
Doutora: Se acalme menina. – rindo e negando com a cabeça. – Ficar nervosa não vai adiantar nada!
Roberta: Ah! – ignorando a doutora e apertando o travesseiro com força. – Eu vou parir aqui viu?!
Doutora: Nem tente mocinha! – disse em tom de repreensão. – Você está aumentando, logo vai chegar ao ponto. – ainda olhando para vagina dela e notando que a fenda crescia rapidamente. – Luíza, por favor, prepare a sala de parto três.
Enfermeira: Sim doutora. – saiu acompanhada de outra enfermeira.
Diego: Sorria meu amor. – falou, enquanto filmava todo o lugar.
Roberta: Não me filma, seu imbecil! – rosnou, com os olhos fechados.
Doutora: E então? Quem vai participar do parto? – olhou todos. – Digo logo que só pode uma, no máximo, duas pessoas. – explicou. – E então querida?
Roberta: Meu amor. – chorando e Diego sorriu ainda com sua câmera na mão. – E a mamãe. – apontou.
Alma: Eu? – apontou para si mesma, surpresa. Roberta assentiu e gritou de novo.
Roberta: Quero que fique comigo mãe. – disse rápido. – Por favor, não me abandona! – pediu, agoniada.
Alma: É claro que a mamãe vai ficar com você meu bem. – sorrindo emocionada. – Nunca vou te abandonar. – acariciando os cabelos dela.
Doutora: Peguem a roupa com as minhas enfermeiras sim? – olhando os dois. – Já vamos levá-la para a sala de parto, ela já está pronta. – sorrindo para a ruiva, que suspirou aliviada.
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Roberta: AAAH. – gritou, fazendo força. – Ai merda, tá doendo! – chorando.
Doutora: Faça mais força querida. – pediu, de maneira calma.
Roberta: Você fala isso como se eu estivesse ótima não é? – rosnou. – Ai, eu quero morrer! – vermelha.
Diego: Shii, apenas faça força, meu bem. – pediu, apertando a mão dela e segurando a câmera.
Roberta: CALA A BOCA! – berrou e ele sorriu, beijando a mão dela. – Você é o culpado! – cerrou os olhos. – Nunca mais vai colocar nada dentro da minha vagina, seu idiota! – aos prantos. – Ai caralho! – xingou. – Alguém tire essas duas coisas de dentro de mim!
Alma: Não seja dramática meu amor! – sorrindo e limpando a testa suada da filha.
Roberta: Ai está descendo! – sentindo o bebê descer e em seguida uma puta de uma contração. – Oh!
Doutora: Isso, agora empurra Roberta! – pediu sorrindo. – Muito bem, querida. – limpando o sangue que saia da vagina. – Mais um pouquinho.
Roberta: AAAH! – fazendo mais força. – Eu quero anestesia! – chorando.
Doutora: Ótimo, eu já estou vendo a cabecinha querida. – eufórica. – Só mais um pouquinho!
Roberta: AAAAH! – tirando o pano que cobria suas partes, deixando descoberto. – Tirem essa droga de pano! – mordendo o pano e fazendo mais força. Diego que estava filmando tudo, precisava registrar aquele momento maravilhoso. – Bustamante, se você não desligar essa droga de câmera eu vou enfiar ela no seu... – interrompeu. – AAAH! – gritou e fez mais força.
Diego não se importou e continuou filmando, logo pode ver perfeitamente a cabecinha do bebê saindo de dentro da ruiva. Sentiu uma emoção imensa ao ver a cena, olhou melhor e viu que a esposa estava bem... Alargada.
Diego: Isso volta ao normal não é? – dando um risinho e desmaiando em seguida.
Doutora: Oh meu Deus. – sorriu negando com a cabeça. – Acode o papai aqui Luíza! – apontando ele no chão.
Roberta: Mas é um idiota mesmo! – fungou, enquanto Alma secava a sua testa com a toalha.
Doutora: Vamos lá Roberta. – olhou a ruiva. – Só mais uma empurrada e seu primeiro bebê chega.
A ruiva sorriu e logo sentiu a contração novamente. Viu Diego acordando aos poucos, semicerrou os olhos e empurrou, mordendo uma toalha com força. Logo um chorinho é ouvido. Roberta suspirou e sorriu quando viu a doutora segurando um bebê todo sujo, que chorava sem parar e balançava os bracinhos.
Doutora: Muito bem Roberta! – sorriu. – Olha o seu garotão aqui! – mostrando o pequeno.
Diego levanta com a ajuda das enfermeiras e vê o bebê no colo da doutora, sorri completamente bobo e fica encarando aquela coisinha perfeita.
Diego: O meu filho nasceu. – sorrindo todo bobo enquanto a doutora cortava o cordão umbilical cuidadosamente e entregava para uma das enfermeiras.
Roberta: AAAH! – gritou, segurando a mão da mãe ao sentir outra contração forte. – Ai, porque não nasceu junto com seu irmão?! – mordeu o lábio, se preparando psicologicamente para recomeçar o trabalho.
Alma: Já vai passar filha, eu prometo!
Depois de um tempinho fazendo força para dar a luz a sua menina, a doutora pediu licença, Roberta percebeu que ela conversava com algumas enfermeiras e a cara delas não estavam nada boas.
Roberta: Doutora! – gritou. A doutora se aproximou com uma cara de preocupação. – O que está acontecendo?! – perguntou nervosa. – Por que a minha filha ainda não nasceu?
Doutora: Roberta, eu preciso que você fique calma. – pediu, tocando o ombro dela.
Roberta: Fala logo o que está acontecendo! – sentiu outra contração e apertou forte a mão da mãe. – FALA!
Diego: Aconteceu alguma coisa com a menina? – disse sentindo um nó na garganta.
Doutora: É melhor falar logo... – suspirou pesadamente. – Sua bebê está com o cordão umbilical enrolado no pescoço. – contou e Roberta e Diego sentiram o pânico se apossar deles. – Ela está fraquinha e por isso não está ajudando você.
Roberta: Não! – chorando desesperada, não podia acontecer de novo. – Minha bebê não pode morrer! – fungou. – Minha filha não! – desesperada.
Doutora: Querida por favor, se acalme. – a conteve. – Preciso agora mais do que nunca que faça muita força, precisamos fazer essa pequena nascer o mais rápido possível, antes que fique sufocada! – a olhou e Roberta assentiu nervosamente.
Roberta: Ela está descendo. – disse tremendo, pois sabia o que viria.
Doutora: Ótimo, empurra! – pediu.
Roberta gritou e fez uma força extraordinária. Nada. A doutor tentou coloca-la em outras posições, de cocares, de joelhos, de tudo quanto era jeito para ver se nascia mais rápido. Roberta gritou de novo, estava chorando muito, tanto de dor, quanto de preocupação. Alma e Diego a seguravam e davam toda a força, mas ela estava muito suada e exausta, dava de perceber que estava atingindo seu limite. Alma estava desesperada ao ver a filha sofrer daquele jeito e Diego esfregava o rosto com as mãos, também estava muito nervoso.
Roberta: AAAH! – gritou e fez o máximo que podia, no mesmo momento em que sentiu sua pequena deslizar inteira para fora. Relaxou quando sentiu toda a dor cessar, fechou os olhos e em seguida olhou para os braços da doutora e viu sua filha ali, era minúscula, branquinha e estava com o rostinho completamente roxo. A doutora rapidamente desenrolou o cordão do pescocinho dela. Diego a encarou e segurou forte a mão dela que tremia. Droga a criança não chorava! – Não... – negando com a cabeça, desesperada. – Você não pode estar morta filhinha!
Diego: Ela não está morta. – disse encostando a cabeça dela no peito dele. – Ela vai chorar meu amor, você vai ver. – sorrindo e beijando a testa suada da esposa.
Alma encarava a filha com pena, sentia uma dor em seu peito, não podia acontecer de novo. Sua filha não merecia mais uma perca. Diego e Roberta olhavam sem piscar para a equipe médica que tentava reanimar a pequena Lara, faziam massagem cardíaca e outros procedimentos que eram incapazes de entender naquele momento.
Roberta: Chora, por favor... – chorava desesperada. – Chora filha! Chora pra mamãe!
Diego beijou a mão dela já esperando pelo pior, quando um choro fino ecoou no lugar. A doutora e as enfermeiras abriram espaço e os três puderam ver a menininha chorando ao lado do irmão, que agora encarava um dos médicos quietinho.
Diego: Graças a Deus! – agradeceu a Deus trilhões de vezes, Roberta sorria aliviada enquanto derramava várias lagrimas e olhava boba seus dois milagres, tinha conseguido! – Eu te disse que daria tudo certo meu amor!
Roberta: Sim! – sorrindo sem poder acreditar que era mãe, por fim.
Doutora: Conseguimos salvá-la! – sorriu emocionada, enquanto observava a enfermeira limpar a bebê. – Você foi ótima Roberta. – cumprimentou. – Sua pequena estava desmaiada, por isso não estava ajudando você a empurrar, você fez tudo sozinha, meus parabéns! – a ruiva sorriu, com lagrimas.
Alma: Meu amor, agora é mamãe. – com os olhos mareados e dando um beijo na testa dela, que sorriu. – Eles são lindos, querida.
Roberta: Obrigada. – dizia com os olhos fechados de alivio. – Nem acredito que tudo acabou.
Diego: Obrigado por tudo doutora. – agradeceu, com um sorriso que mal cabia no rosto. – Pena que não filmei isso, meu Deus. – passou a mão no rosto, sem acreditar.
Alma: Mas ele filmou. – disse apontando para um enfermeiro que sorria com a câmera na mão. – Quando você desmaiou pedi para ele continuar filmando.
Diego: Valeu cara. – sorriu para o enfermeiro enquanto Alma pegava a câmera.
Depois de alguns minutos a enfermeira trás os dois bebês, a menina enrolada em um paninho rosa e o menino em um paninho azul.
Enfermeira: Digam oi para a mamãe, meus amores. – sorrindo, falando com voz de bebê.
Roberta chorava enquanto sorria, era uma emoção que mal cabia em seu peito, a enfermeira com cuidado colocou os bebês no colo dela. Seu coração quase parou de bater quando seus olhos encontraram os olhinhos de seus bebês, que a encaravam curiosos.
Roberta: Olá! – sorrindo apaixonada. – Eu sou a mamãe. – se apresentou, Diego estava sorrindo com os olhos mareados. – E esse bobão aqui, é o papai. – sorriu ao marido.
Diego: Eles são perfeitos! – tocando a mãozinha do seu filho. – São tão pequenininhos. – negando com a cabeça.
Roberta: Sim. – dizia toda boba. – Agora eu vejo que tudo aquilo que eu passei valeu a pena. – fungou. – Os enjoos, as tonturas, a dor infernal de agora pouco. – sorriu. – Tudo acabou, agora são os meus filhos.
Diego: Obrigado por isso meu amor. – dando um beijo na testa suada da esposa. – Eu te amo!
Roberta: Eu também te amo. – chorando emocionada. – Me perdoa pelo que eu estava falando, pelos xingamentos, sim? – ele assentiu sorrindo e lhe deu um beijo molhado.
Nesse momento Alma não resistiu e tirou uma foto, sorrindo com a imagem que capturou.
Alma: Não me façam chorar, por favor. – disse com os olhos mareados.
Roberta: Eu queria pedir desculpas a todos que eu xinguei. – fez uma caretinha. – Sinto muito, eu estava fora de mim. – disse sem graça.
Enfermeira: Não tem problema, sabemos como é. – piscou, deixando-a aliviada. – Agora preciso levar os dois.
Roberta: Mas já? – perguntou chateada. Não queria se separar dos bebês.
Diego: Só mais um pouquinho. – pediu com um bico.
Enfermeira: Não posso deixar mais. – negou. – Eles precisam ser limpos e depois ficar um pouquinho na incubadora. – explicou. – Mas depois podem vê-los no berçário. – sorriu e os dois assentiram, sem escolha.
A enfermeira pegou um dos bebês e uma outra enfermeira pegou o outro e saíram levando os gêmeos.
Doutora: Agora você precisa descansar querida. – sorriu, olhando-a. – Foi muito corajosa em encarar o parto normal.
Roberta: Valeu doutora. – bocejou.
A doutora fez os últimos procedimentos em Roberta, em seguida a ruiva tomou um banho com a ajuda da mãe e enfim foi para o quarto, dormiu como se estivesse três anos seguidos sem dormir.
Eduardo nasceu pesando três quilos e dez gramas e medindo quarenta centímetros, Lara nasceu pesando três quilos exatos e medindo trinta e cinco centímetros. Os dois estavam saudáveis, mas precisariam ficar um pouquinho na incubadora por serem prematuros. Tudo enfim tinha dado certo.
Enquanto isso no corredor, todos estavam esperando noticias, até que Diego chega com um sorriso de orelha a orelha.
Mabel: Meu filho! – indo abraça-lo. – O que aconteceu? Como está a Roberta?
Diego: Eles nasceram mãe. – com os olhinhos brilhando. – Meus filhos são lindos!
Mabel: Oh meu amor! – exclamou sorrindo aliviada. – Meus parabéns! – Diego sorria abertamente e todos deram parabéns a ele.
Jose: E a gatinha como está? – perguntou eufórica.
Diego: Ela está bem. – sorrindo e coçando a nuca. – Ela está bem esgotada, mas muito bem. – olhou todos. – Aconteceu um problema com a minha filha, mas já foi solucionado e está tudo certo.
Mia: O que houve Diego? – perguntou preocupada.
Diego: Enroscou o cordão umbilical no pescocinho dela e deu muito trabalho para nascer, e quando nasceu não chorava, mas a doutora fez massagem cardíaca e ela respondeu. – disse todo bobo.
Giovanni: Cara que barra, ainda bem que tudo deu certo. – batendo nas costas dele. – Quem diria Bustamante, você é papai agora! – animado.
Jose: Mas quando poderemos vê-los? – sorriu abertamente. – Eu estou ansiosa! – disse eufórica.
Diego: Já estão sendo levados para o berçário. – explicou. Alma aparece, todos perguntam por Roberta e fazem igual o que fizeram com Diego.
Alma: Se acalmem garotos! – sorrindo. – Minha rainha está em um soninho delicioso agora, nem tentem acordá-la, a pobrezinha sofreu muito. – penosa.
Miguel: Você filmou Diego? – perguntou.
Diego: Sim, está tudinho aqui! – mostrando a minúscula câmera. – Vou mandar fazer o DVD. – piscou e Lupita aparece.
Lupita: Oi gente. – sorrindo para os outros. – Diego, meus parabéns! – abraçando o amigo. – Eu vi os bebês com a doutora, eles são muito lindos. – elogiou com os olhinhos brilhando.
Diego: Valeu Lupi. – tocou o ombro dela. – Você os viu limpos? – Lupita assentiu enquanto dava um selinho em Giovanni. – Qual é a cor do cabelinho deles?
Lupita: São castanhos claros, quase loirinhos. – respondeu com um sorriso. – Ah gente, eu falei com a doutora e ela já estava levando os bebês para o berçário, também pediu para eu avisar que já podem vê-los. – avisou, os garotos sorriram e foram em direção ao berçário.
Diego por sua vez, foi ver Roberta primeiro, estava preocupado com a esposa. Entrou no quarto com muito cuidado e a viu dormindo profundamente, estava um pouco pálida e mantinha a expressão tranquila no rosto, sorriu e tocou em suas mãos lentamente, para não acorda-la.
Alma seria capaz de mata-lo se fizesse isso! Saiu de seus devaneios quando viu a doutora entrando no quarto, da mesma forma que ele, cautelosamente para não acordar Roberta.
Doutora: Como está essa mamãe rebelde? – sussurrando com um sorriso.
Diego: Dormindo como uma pedra. – sorriu, sem tirar os olhos dela. – Doutora, ela não está muito pálida não? – perguntou preocupado.
Doutora: Não se preocupe querido. – examinando o soro dela. – Roberta perdeu muito sangue, é normal ficar assim, mas logo o organismo dela vai repor as energias perdidas. – piscou enquanto anotava algo em uma prancheta.
Diego: E a minha filha como está?
Doutora: A Lara está muito bem, o que houve com ela foi uma coisa muito normal, mas temos que deixá-la na incubadora junto com o irmão. – sorriu. – Ah, o seu filho já conquistou todas as minhas enfermeiras. – contou. – Ele é lindo e bem calminho, não chora muito e elas estão morrendo de amores por ele.
Diego: Puxou o pai. – sorriu convencido e a doutora riu baixinho. – Eu posso ver eles?
Doutora: Claro que sim, eles estão no berçário.
Diego: Vão ficar quanto tempo na incubadora? – perguntou confuso.
Doutora: Apenas o tempo de a Roberta ganhar alta, ela já estava quase completando nove meses, então não ficarão muito.
Diego: Entendi. – suspirou, mais tranquilo. – Eu vou ver eles, muito obrigado por tudo doutora. – sorriu agradecido.
Doutora: Imagina querido. – tocou o ombro dele. – E novamente parabenizo você pelos bebês. – sorriu e se retirou.
Diego ficou mais um tempo velando o sono da amada e depois decidiu ir ao berçário ver seus filhos. Estava ansioso para vê-los limpinhos.
Ao chegar ao berçário encontra Mia, Miguel, Lupita, Giovanni e Jose em um canto olhando o vidro. Diego olhou para duas incubadoras que estavam bem perto do vidro e sorriu abertamente, olhou sua pequena e viu que ela se mexia com as perninhas e os bracinhos de maneira alvoroçada, já o seu filho estava quietinho olhando para um bichinho de pelúcia que tinha por ali.
Sorriu satisfeito, era pai de dois bebês perfeitos, eram gêmeos, mas eram diferentes e pelo pouco que já conhecera sua filha, concluiu que ela era bem agitada e seria uma pessoa determinada e também muito teimosa, assim como a mãe. Já seu filho era calmo e mais parecido com ele, tanto fisicamente quanto no jeito de ser. Os dois tinham os cabelinhos claros, assim como Lupita dissera e eram extremamente pequenos e branquinhos. Estava apaixonado por eles.
Giovanni: Cara, o moleque é a sua cara meu irmão! – se aproximou, batendo nas costas dele. – Meus parabéns de novo!
Diego: Valeu. – apertando a mão dele. – Eu estou feliz demais cara! – com a mão no maxilar.
Giovanni: Eu imagino, se estivesse no seu lugar estaria soltando fogos. – olhando os bebês. – E a Chucky? – franziu a testa. – Como está?
Diego: Está melhor, mas ainda está um pouco pálida. – pensativo. – Eu fico meio preocupado com ela. – coçando a nuca.
Giovanni: Relaxa cara, a garota acabou de parir esses dois... – olhando o vidro. – É normal ficar meio baqueada, convenhamos que eles não sejam nada pequenininhos.
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