Capítulo 7

Erica: Só um minuto. – ouvindo chamar. – Oi Diego. – disse assim que ouviu a voz sonolenta dele.

Diego: Quem está falando? – bocejou confuso.

Erica: Como assim quem está falando? – ergueu a sobrancelha. – Sou eu amor, a Erica!

Diego: O que você quer? – fechou a cara.

Erica: Ah, quero te convidar para sair amor, sei lá se divertir um pouco. – provocante. – Depois quem sabe não rola algo mais.

Diego: Mas você é muito cínica não é? – disse muito irritado, aquela mulher era muito cara de pau.

Erica: Do que esta falando amor? – se fez de desentendida.

Diego: Eu não sou seu amor. – disse grosso.

Erica: Ok desculpa, mas do que está falando?

Diego: Eu sei que foi você que contou para a Roberta que eu estava no seu apartamento. – disse de repente, fazendo Erica se assustar, afinal não esperava que ele soubesse. Contudo, preferiu negar.

Erica: Claro que não, eu seria incapaz! – se fazendo de inocente.

Diego: Não me diga. – ironizou. – Faça o favor de não me incomodar mais, tchau!

Erica: Amor, espera não desliga, amor! – grunhiu ao ver que ele tinha desligado. – Inferno!

Michelle: O que foi Erica? – vendo a amiga pegar sua bolsa.

Erica: Nada que te interesse! – levantou e saiu sem se despedir. 

Michelle: Eu acho que a Erica está maluca! – murmurou confusa.¨


¨¨¨¨

Mabel: Alminha! – disse chegando à piscina, ao enxergar a amiga. – Quanto tempo!

Alma: Mabel que saudades minha amiga! – levantou para cumprimentar-lhe. – Alejandro, tudo bom? – sorrindo alegre. – Parece que hoje é o dia das visitas agradáveis. – riu.

Alejandro: Tudo certo Alma e por aqui?

Alma: Tudo bem por aqui... – olhou Felipe. – E esse moço? 

Alejandro: Esse aqui é o meu sobrinho Felipe. – deu um leve tapa no ombro do sobrinho. – Vai trabalhar na empresa comigo, vai ser o novo fotógrafo.

Felipe: Oi. – babando nos peitos de Alma.

Alma: Como vai Felipe? – simpática, dando dois beijinhos nele.

Mabel: E a Roberta? – quis saber. – Eu estou sabendo o que houve.

Alma: Minha filha está muito estranha amiga. – suspirou coçando a nuca.

Mabel: Ela deve estar malzinha mesmo.

Alejandro: Bom, eu vou deixá-las conversar! – se afastou e foi em direção a onde Franco estava com Martin.

Felipe: E eu vou dar uma voltinha. – sorriu falsamente. – E ir atrás da Roberta gostosinha... – pensou enquanto se afastava.

Alma: Pois é Mabel. – suspirou, retomando o assunto. – A Roberta não está só mal com o Diego, mas também de saúde.

Mabel: Como assim Alma? – se preocupou. – Ela está doente ou o que?

Alma: Minha filha está estranha, ela... – soltou o ar. – Diz que está sentindo o corpo mudar, que está diferente. Sei lá amiga, eu estou muito preocupada.

Mabel: O que acha que ela tem Alma?

Alma: Ela desmaiou duas vezes antes de eu ir viajar, não se alimenta bem e assim vai, e agora mais essa. Segundo o Peter ela estava com febre.

Mabel: Ai meu Deus Alma! – se alarmou.

Alma: O que foi Mabel? – se assustou.

Mabel: Não foi nada. – não queria falar sobre a pequena suspeita que tinha. – Só estou preocupada. – disfarçou. – Marina!

Marina: Mabel! – a loira se aproximou. – Que saudades! – deu dois beijinhos na amiga.

Mabel: Ah amiga, já estava sentindo a sua falta. – a abraçando.

Marina: Eu sei que sou inesquecível. – brincando. – Menina, que vestido é esse? – ficaram conversando sobre coisas fúteis, mas Mabel ainda estava preocupada com Roberta.



Felipe estava caminhando pelos jardins até que esbarra em uma figura conhecida.

– Ei, não olha por onde anda não? – irritado. Felipe já estava se preparava par dar um esporo, quando viu quem era.

Felipe: Não acredito! – arregalou os olhos.

– Eu deveria te esmurrar todo, cara! – ainda não tinha olhada e quando se virara para ver de quem se tratava, teve uma surpresa. – Felipe?! Cara é você mesmo? – deu um sorriso.

Felipe: Em carne e osso! – riu. – O que faz aqui Romeu? – abraçando o amigo.

Romeu: Vim fazer uma visitinha para a Mia e você cara?

Felipe: Eu vim com o meu tio, e o que faz na cidade? – soltou-o e se olharam.

Romeu: Eu me mudei pra cá já tem um tempinho. – coçou a nuca. – Coisa do meu pai, como ainda era menor de idade tive que vir junto, mas até que gostei. – deu de ombros. – E você está andando igual uma barata tonta, está perdido ou o que?

Felipe: Estou procurando a Roberta. – olhando ao redor. – Você a conhece?

Romeu: A ruiva?

Felipe: Essa mesma! – sorriu.

Romeu: Esquece! – fez uma caretinha. – Ela já é do Diego, o melhor amigo do meu primo.

Felipe: Você conhece o playboy? – bufando entediado.

Romeu: O Diego?

Felipe: Ele mesmo. – rolou os olhos e Romeu assentiu. – Mas não se preocupe, eles não estão mais namorando. – convencido.

Romeu: Eu sei, afinal ele é o melhor amigo do Tomás. – rebateu, revirando os olhos.

Felipe: E então? – ergueu a sobrancelha.

Romeu: Mas está escrito na testa dela que ela ainda morre por ele. – comentou e Felipe cerrou os punhos disfarçadamente. – Mas de onde você a conhece?

Felipe: Na verdade eu não a conheço. – colocou as mãos nos bolsos. – Quer dizer, só pela TV, mas ela é linda e vai ser minha!

Romeu: É uma ruiva e tanto. – concordou. – Mas pelo jeito, ela não está por aqui.

Felipe: Mas eu vou encontra-la, e você de onde conhece a tal Mia? – quis saber.

Romeu: Eu já falei com ela uma vez. – respondeu com um grande sorriso. – E claro, também a conheço pela TV.

Felipe: Legal... – assentiu. – Eu vou atrás da Roberta, você vem?

Romeu: Vou, mas se eu encontrar a Mia, eu vou te deixar por ela viu? – riu.

Felipe: Está me estranhando cara? – deu um pedala. – Meu negócio é mulher, e mulher gostosa viu? – nessa brincadeira saíram em busca de Mia e Roberta.


Roberta acordou muito indisposta, já tinha passado o dia quase todo dormindo e estava farta disso, olhou pela janela e viu todos na piscina, resolveu descer com eles para tentar aproveitar o resto do dia. Vestiu um biquíni preto e uma saia jeans bem curtinha deixando a mostra suas belas coxas, fez duas trancinhas de lado, olhou-se no espelho e gostou do que viu. Pouco tempo depois já estava na piscina, para atazanar os convidados da mãe.

Roberta: Oi povo! – disse alegre.

– Olá! – animados.

Alma: Meu amor, você está melhorzinha filha? – preocupada.

Roberta: Estou igual mamãe. – deu de ombros, tentando sorrir. – Oi Mabel? – indo até a ex-sogra e dando dois beijinhos.

Mabel: Oi meu amor. – tocando a testa dela. - Já sei o motivo da sua tristeza. – disse compreensiva e Roberta soltou um muxoxo, sentindo sua vista embaçar.

Roberta: Espera aí. – se apoiando em Alma. – Ai mamãe, está rodando a minha cabeça.

Alma: Como assim meu amor? – a segurando. – Ai meu Deus, minha filha vai desmaiar outra vez. – disse histérica.

Roberta: Eu... – não pôde terminar a frase e caiu desmaiada no chão.

Alma: Ai meu Deus, minha filha! – desesperada. – Roberta! 

Marina: Nossa, o que houve com ela? – disse assustada, vendo a moça caída. – MARTIN! – chamando o marido, que logo estava lá.

Martin: Roberta, minha filha acorda! – desesperado e pegando a filha no colo. – Afaste-se, por favor! – deitando ela na espreguiçadeira. Mabel olhava tudo apreensiva.

Mabel: Meu Deus, será? – perguntando para si mesma.

Aos poucos Roberta ia despertando. Sentia sua vista embaçada e sua cabeça girando.

Roberta: O que aconteceu? – abrindo os olhos devagar.

Martin: Você desmaiou filha, está melhor? – disse ainda branco de preocupação, nunca tinha visto sua filha assim. – Vou chamar um médico.

Roberta: Ah não pai, médico de novo não! – fazendo bico.

Alma: Filha, nós precisamos saber o que você tem. – disse cheia de preocupação. – Você anda doente, desmaiando, está muito estranha. – pôs a mão no rosto e Roberta engoliu o seco.

Mabel: Alma e Martin, será que eu posso conversar com a Roberta em particular? – olhando-os e em seguida olhando Roberta, os dois assentiram e se afastaram.

Roberta: Olha Mabel, se é pra falar sobre o Diego eu... – foi interrompida.

Mabel: Não é pra falar sobre o meu filho. – disse sentando ao lado dela. – É pra falar sobre você.

Roberta: Sobre mim? – disse se arrumando na espreguiçadeira. – O que quer saber?

Mabel: Sim querida, eu quero saber o que está acontecendo.

Roberta: Como assim o que está acontecendo?

Mabel: Sim! – disse respirando fundo. – Porque desmaiou?

Roberta: Ai Mabel. – rolou os olhos. – Eu sei lá, vai ver é o calor, anda muito quente esses dias... – murmurou.

Mabel: Confia em mim Roberta. – apertou a mão dela. – Me responde uma coisa.

Roberta: O que? – mordeu o lábio.

Mabel: Anda desmaiando muito, pelo menos nos últimos meses?

Roberta: Na verdade essa é a terceira vez, nos três últimos meses. – respondeu com um pouco de medo.

Mabel: Sente enjoos?

Roberta: Às vezes, ai Mabel todo mundo enjoa de vez em quando! – brincando com os dedos.

Mabel: Sua menstruação está em dia? 

Roberta gelou, com tantos problemas na cabeça, não tinha notado que estava há um bom tempo sem menstruar. Sentiu um frio na espinha e engoliu o seco. 

Roberta: Mabel, aonde quer chegar?

Mabel: Responde Roberta. – ergueu a sobrancelha.

Roberta: Está querendo saber se eu estou grávida? – perguntou sem enrolação.

Mabel: Isso mesmo! – assentiu e Alma que estava próxima, não pode deixar de ouvir. Arregalou os olhos.

Alma: Grávida? – desmaiando.

Roberta: Mamãe! – se levantou e pegou um copo, encheu de água da piscina e jogou no rosto da mãe fazendo-a despertar. – Acorda mamãe! – a mulher foi abrindo os olhos aos poucos.

Alma: Minha rainha, você vai ter um bebê? – disse alvoroçada. – Vai ter um bebezinho?

Roberta gelou, não sabia o que responder à mãe.

Mabel: Alma, nós não sabemos de nada ainda. – ajudando Alma a levantar.

Roberta: E nem vão saber, por que eu não estou grávida! – já estava ficando nervosa.

Alma: Calma Roberta não se altera, pode fazer mal para o bebê, meu amor!

Mabel: É Roberta, não queremos o mal do nosso netinho. – sorrindo empolgada.

Roberta: Vocês estão é malucas! – respondeu se deitando. – Não tem netinho nenhum. – engoliu o seco.

Mabel: Confia na gente Roberta, na sua mãe e em mim que sou sua amiga desde que tinha dezesseis anos.

Roberta: Eu sei e gosto muito das duas, mas é tudo tão estranho. – disse confusa. – Eu estou com medo! – chorosa. – Eu não sei o que está acontecendo. – caindo no choro.

Alma: Onw minha filha. – a abraçou. – Confia na gente meu amor. – sorrindo.

Roberta: Está bem, vai. – enxugou as lágrimas.

Mabel: Responda tudo o que eu perguntar ok? – ela assentiu. – Como eu ia dizendo, como vai seu ciclo menstrual? – perguntou, Alma viu que a filha estava tremendo e segurou forte a mão dela.

Roberta: Faz um tempinho que eu não menstruo. – disse voltando a chorar. Alma e Mabel a olharam com os olhos arregalados. – Ai, por favor, não me olhem assim. – observando o olhar das duas. – Me deixam com mais medo.

Alma: Ai minha rainha, está quase na cara que você está grávida! – disse a abraçando pelos ombros.

Roberta: Ai mamãe, não fala isso, por favor! – chorando mais. – Eu não posso estar grávida, não nesse momento. – negava com a cabeça.

Mabel: Calma Roberta, nós estamos com você e não vamos te deixar sozinha, ok? – tranquilizando-a. Roberta assentiu com a cabeça.

Alma: Precisamos de um teste de farmácia para comprovar essa gravidez.

Mabel: Ai Alma, teste de farmácia? – fez careta.

Alma: Sim, não podemos perder tempo. – disse obvia.

Roberta: Já chega com isso. – disse se levantando. – Vão logo comprar esse maldito teste. – resmungando enquanto enxugava as lágrimas. – Eu não aguento mais isso!

Mabel: Tudo bem! – se levantou junto com a Alma. – Não faça nenhuma bobagem viu?

Roberta: Nem que eu fosse a Mia. – as duas riram e se afastaram.¨


¨¨¨¨

Romeu: Mia?

Mia: Oi Romeu! – dando dois beijinhos. – Tudo bem?

Romeu: Tudo e você? – segurou a mão dela.

Mia: Eu estou ótima. – assentiu com a cabeça. – O que você faz por aqui? – confusa.

Romeu: Vim te fazer uma visita, algum problema? – perguntou com aspecto receoso.

Mia: Claro que não. – deu de ombros. – Imagina!

Romeu: Também vim te convidar para sair, sei lá dar um rolé. – sorrindo abertamente, Mia fechou o sorriso.

Mia: Romeu, eu sinto muito, mas eu sou comprometida. – disse sem graça.

Romeu: Sei. – suspirou. – Comprometida com o Miguel?

Mia: Ele mesmo. – assentiu. 

Romeu: E é feliz com ele? – disse colocando as mãos nos bolsos, como se não quisesse nada.

Mia: Claro que sim, porque não seria? – sem entender.

Romeu: Sei lá Mia... – coçou a nuca. – Uma moça do seu nível namorando alguém como ele.

Mia: Olha Romeu, eu amo o Miguel. – deixou claro. – E não ligo para o que ele tem ou deixa de ter.

Romeu: Está bem. – disse erguendo as mãos, em sinal de rendição. – Não queria te irritar.

Mia: Desculpe. – suspirou. – É que eu não gosto que se metam no meu relacionamento, ainda mais uma pessoa que conheci dois dias atrás. – com a cabeça baixa.

Romeu: Está zangada Mia? – perguntou receoso.

Mia: Não. – negou. – Só acho que é melhor a gente ficar só na amizade. – forçou um sorriso.

Romeu: Certo. – assentiu, tentando esconder a irritação. – Tudo para não brigar contigo. – sorrindo.

Mia: Obrigada! – sorrindo também. – Eu tenho que ir agora, depois a gente se vê! – deu tchauzinho. – Bye !

Romeu: Até! – observando ela se afastar. – Você ainda vai ser minha Mia Colucci. – foi embora, sem mais ter o que fazer ali.



Alguns minutos depois, Felipe já estava cansado de procurar Roberta, Romeu já havia encontrado Mia e ele ainda estava atrás da ruiva, estava se sentindo um idiota até que...

Felipe: É ela! – viu Roberta de longe, na espreguiçadeira. – Está linda e sozinha! – disse animado enquanto se aproximava. – Oi?

Roberta: E ai. – o olhou.

Felipe: Você está bem? – observando a expressão tensa dela.

Roberta: Estou. – disse confusa. – Quem é você? – se arrumou na espreguiçadeira.

Felipe: Sou Felipe Albuquerque, prazer Roberta! – estendeu a mão.

Roberta: Como sabe o meu nome? – confusa, apertando a mão dele.

Felipe: Sou seu fã! – pensou na primeira desculpa para disfarçar a mancada. 

Roberta: Hm, legal! – achando muito estranho. – E o que faz aqui?

Felipe: Vim com meu tio Alejandro. – sentando ao lado dela.

Roberta: Você é sobrinho do Alejandro?

Felipe: Sou sim. – não parava de olhar para os seios dela, que estavam à mostra por causa do pequeno biquíni que ela usava.

Roberta: Escuta? – deu um sorriso, incrédula. – É impressão minha ou você está babando nos meus peitos?

Felipe: Não é impressão não! – disse ainda olhando. – São lindos! – babando.

Roberta: Mas você é muito cara de pau mesmo, hein meu filho?! – irritada.

Felipe: Espera Roberta! – disse batendo na própria testa. – Eu não vou negar que você é muito boa, porque eu sou homem e não sou cego, mas eu não vou mais te faltar o respeito, eu juro. – sorrindo inocentemente.

Roberta: Certo. – o olhando estranhamente e se cobrindo com a canga. – Enfim eu não estou com muita vontade de conversar.

Felipe: Mas por quê?

Roberta: Eu estou com muitos problemas. – suspirou.

Felipe: E um desses problemas é o meu primo postiço? – deu um leve sorriso.
Roberta: Já deve saber não é? – suspirando.

Felipe: Sei o suficiente pra te dizer que ele não presta! – enfatizou, fazendo-a respirar fundo.
Roberta: Eu sei que ele não presta! – sem animo.


Felipe e Roberta ficaram conversando um bom tempo até que ela decidiu entrar para esperar Alma e Mabel que estavam demorando muito e isso a deixava mais nervosa ainda. Entrou, tomou um banho, vestiu uma roupa mais confortável e deitou-se para ver alguma coisa na TV. Fazia pouco mais de uma hora e meia que Mabel e Alma tinham ido comprar o tal teste, até que as duas surgem, por fim.

Alma: Filha, nós já chegamos. – disse pegando a sacola de farmácia e tirando o teste. 

Roberta: Demoraram, por quê? – disse coçando a nuca e pegando o teste.

Mabel: Estávamos atrás do melhor! – sorriu. – Vai lá no banheiro, na caixinha está explicando tudo. – tocou no ombro dela, Roberta assentiu, respirando fundo e foi morrendo de medo de dar positivo.

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