Capítulo 27
Miguel: O que? – franziu a sobrancelha, em seguida lembrou que tinha bebido muito. – Mia, eu estava bêbado!
Mia: E o que você acha que vai mudar dizendo que bebeu Miguel?! Você me traiu! – berrando. Giovanni, incomodado com os gritos, foi ver o que estava acontecendo.
Giovanni: Meu Deus o que aconteceu aqui? – olhando a confusão. – Você quem é? – perguntando para Michelle.
Michelle: Sou Michelle Ferraz. – disse de cabeça baixa.
Giovanni: Miguel, não vai dizer que você pegou essa mina? – disse estático.
Miguel: Eu estava bêbado cara, não lembro o que aconteceu. – entristecido ao ver a decepção de Mia.
Mia: Eu vou embora. – enxugou as lágrimas. – E pensar que eu vim me acertar com esse caipira estúpido! – saiu chorando.
Miguel: Mia, por favor, espera! – indo atrás dela, se cobrindo como podia. – Mia! – chamou.
Mia: Me solta Miguel! – se soltou, gritando.
Miguel: Não Mia! – ele negou. – Eu não vou deixar você ir sem uma explicação! – ele dizia eufórico.
Mia: Explicação Miguel? – ela o olhou de maneira gelada. – Eu peguei você com outra mulher e o que você quer explicar?
Miguel: Mia, eu estava fora de mim! – suspirou, coçando a cabeça. – Eu não me lembro de nada amor!
Mia: Sim, claro e acha que isso vai mudar alguma coisa? – ironizou e Miguel podia jurar que nunca a viu tão brava.
Miguel: Mia, por favor, não aconteceu nada, eu acho. – ele dizia muito confuso, realmente não estava entendendo.
Mia: Miguel é claro que aconteceu! – rolou os olhos. – Você estava pelado com ela na cama porra. – dizia vermelha de raiva.
Miguel: Mia me perdoa? – ele pediu. – Por favor, me perdoa... Eu não estava raciocinando.
Mia: Claro que não, acha que um pedido de perdão vai mudar algo? Eu não te perdoo Miguel! – ele abaixou a cabeça. – Acabou aqui! – enfatizou e saiu, aos prantos.
Miguel: Mia! – ele chamou desesperado. – Não Mia, não faz isso! – Mia nem olhou pra trás, estava muito machucada com o que viu, Miguel estava pior.
¨¨¨¨
Roberta: Oi Felipe! – disse, chegando por fim até ele.
Felipe: Roberta! – falou surpreso e deu um selinho nela. – O que fez no cabelo? – confuso.
Roberta: Eu cortei. – deu de ombros. – Gostou?
Felipe: Adorei. – passando o olhar por ela, Roberta estava dez vezes mais provocante que o normal, estava tudo de bom. – Que linda que você está! – falou babando nos peitos dela.
Roberta: Para de olhar para os meus peitos. – lhe deu um tapa no ombro.
Felipe: Impossível, olha o tamanho do teu decote. – deu uma piscadela, sorrindo. – O que te trás aqui?
Roberta: Vim te ver... – acariciando o peitoral dele. – Podemos sair, o que acha?
Felipe: Eu acho uma ótima ideia. – disse todo animadinho.
Roberta: Já terminou? – olhando a câmera.
Felipe: Quase, só um minutinho. – piscou.
Roberta: Certo, vou dar um pulinho lá em cima ok? – ergueu a sobrancelha.
Felipe: Tudo bem, mas não demora. – enfatizou. A ruiva concordou com a cabeça e saiu. – Oh meu Cristo, eu vou ter que te comer o mais rápido possível, senão eu piro gata. – falando pra si mesmo.
Diego estava digitando algo no seu computador quando Roberta entra, ele nem percebe que ela chega de tão concentrado que estava.
Roberta: Nossa, como ele fica lindo trabalhando, ah meu bebê como eu te amo. – pensava.
Diego: Ai meu Deus, o que foi agora Roberta? – resmungou, tirando-a de seus pensamentos.
Roberta: O que Dieguinho? – disse divertida.
Diego: Como o que? – rolou os olhos. – Você invade o meu escritório e ainda me pergunta o que? O que está fazendo aqui?
Roberta: Relaxa Dieguinho... – piscou, olhando ao redor. – Eu só vim te visitar.
Diego: Sei, mas eu não tenho tempo para perder não, eu tenho que trabalhar. – apontando as pilhas de papeis.
Roberta: Nossa que trabalhador ele é. – irônica.
Diego: Roberta, você não deveria estar no estúdio? – ergueu a sobrancelha ignorando a ironia da ruiva. – Eu já falei que é no décimo andar.
Roberta: Sim, mas o Felipe está arrumando umas fotos por lá e eu estou aqui. – deu de ombros. Diego rolou os olhos e continuou digitando, entretanto não conseguia se concentrar com Roberta ali. – Ai Dieguinho, Dieguinho... – o olhava.
Diego: Roberta eu acho que eu ouvi o Felipe chamando. – pôs o indicador no ouvido.
Roberta: Pois você está precisando lavar os ouvidos meu bem, eu não ouvi nada. – piscou.
Diego: Eu acho que você está doidinha para ficar aqui, sozinha comigo, por isso quer tanto ficar. – ele deduziu pensativo e Roberta gargalhou alto.
Roberta: Você acha mesmo meu bem?
Diego: Eu não acho! – cruzou os braços. – Eu tenho certeza!
Roberta: Nossa como ele é convencido. – rolou os olhos. – Pois fique sabendo Dieguinho, que eu não quero mais saber de bebês como você!
Diego: Ah não? – arregalou os olhos. – Nossa, como eu acredito em você. – irônico.
Roberta: Agora você não esconde de ninguém que me deseja não é? – continuava.
Diego: Eu não apenas te desejo Roberta! – se levantou e se apoiou na mesa. Roberta se chocou. – Eu te amo e você melhor do que ninguém sabe disso. – a ruiva estava sem reação. – Agora se me der licença eu tenho que trabalhar. – apontou a porta.
Roberta: Claro, eu tenho um encontro com o meu gato. – falou isso para magoá-lo.
Diego: Boa noite pra você e para o seu gato... – o celular dele toca. – Alô?
Erica: Meu amor?
Diego: Fala Erica. – ele sorriu abertamente e Roberta cerrou os punhos, afinal o celular estava no viva-voz e ela sabia que Erica realmente estava do outro lado da linha.
Erica: Amor faz um tempão que a gente não fica juntos. – dizia melosa.
Diego: Ah minha linda, a gente pode se ver hoje se quiser. – falou carinhoso, Erica por sua vez estranhou, mas não falou nada.
Roberta estava emburrada do outro lado da sala.
Erica: É claro que sim gatinho, que horas?
Diego: Daqui a mais ou menos... – olhando no relógio. – Vinte minutinhos.
Erica: Perfeito meu tesão, beijos.
Diego: Beijos gata. – desliga. – Ah ainda está aí Roberta? Pensei que já estivesse longe. – sorrindo.
Roberta: Mas você é mesmo muito cara de pau, seu bunda de nós todos! – esbravejou.
Afinal a pouco ele estava dizendo que amava e agora fazia essa palhaçada.
Diego: O que foi? – dizia perplexo. – Eu sei que minha bunda é gostosa e tudo, mas não precisa exagerar. – piscou convencido.
Roberta: Estúpido! – sai soltando fogo pelas ventas, deixando para trás um Diego satisfeito e sorridente.
Diego: Está com ciúmes. – sorrindo apaixonado. – Está com ciúmes. – repetiu avoado.
Roberta e Felipe saíram naquela noite, assim como Diego e Erica, terminaram de assistir o filme no cinema e Felipe foi deixa-la em casa.
Felipe: Ai Roberta, eu acho que forçar a minha vista com o filme não fez muito bem. – estacionando o carro. – Já estava com dor de cabeça por causa dos flashes da câmera, mas agora está muito pior. – mentiu.
Roberta: Como assim Felipe? – se preocupou. – Você está legal?
Felipe: Na verdade não. – negou, com os olhos fechados.
Roberta: Entra pra beber algo, você não está em condições de dirigir agora. – sugeriu ainda preocupada.
Felipe: Tem razão. – saindo com ela do carro e os dois adentram a mansão. – Sua mãe não vai se importar?
Roberta: Não claro que não. – deu de ombros, sorrindo. Roberta levou Felipe para a cozinha deu algo pra ele beber, depois foram para o quarto dela.
Felipe: Seu quarto é muito lindo. – comentou, olhando ao redor.
Roberta: Obrigada. – disse jogando suas coisas no pufe em forma de mão.
Felipe: Quem entra aqui e não conhece você, pensa que é uma princesinha filhinha de mamãe. – rindo.
Roberta: Eu sei, eu até acho engraçado a decoração, é bem coisa de menininha, mas eu realmente ainda me sinto uma menina aqui dentro. – disse animada.
Felipe: Sua cama é bem confortável. – sentando na cama.
Roberta: Eu também acho. – concordou, olhando a cama. – Oh essa cama já presenciou tantas coisas. – pensou e em seguida riu do próprio pensamento.
Felipe: Do que está rindo Roberta? – confuso.
Roberta: De nada. – disfarçou, sentando do lado dele.
Felipe: Sabe Roberta. – comentou, se aproximando. – Faz muito tempo que eu tenho vontade de fazer algo. – se aproximando mais dela.
Roberta: É? – estranhou. – O que? – confusa.
Felipe: Posso fazer? – perguntou, roçando os lábios.
Roberta: Faz. – deu um sorrisinho amarelo.
Felipe não espera mais e começa a beijar o pescoço dela com muito desejo, Roberta não estava sentindo absolutamente nada com o ato dele a não ser uma vontade imensa de sair voando dali.
Roberta: Felipe olha... – Felipe coloca a mão na boca dela, a impedindo de falar e começa a levantar a saia dela e passar as mãos por ali. Roberta fecha os olhos e se deixa levar, entretanto estava completamente travada. Quando já estava só de lingerie e Felipe só de cueca ela o empurra por fim. – Felipe não dá... – se levantando.
Felipe: Como assim não dá? – grunhiu frustrado.
Roberta: Não dando, eu acabei de sofrer um aborto, estou toda comprometida aqui, cheia de pontos e você já quer transar? – disse obvia, agradecendo a Deus o fato de ter uma desculpa tão boa.
Felipe: Mas é claro que sim, eu quero muito, já estamos juntos a mais de um mês! – lembrou.
Roberta: E daí? – cruzou os braços. – É só isso que te interessa ou o que?
Felipe: Porra Roberta, é claro que não. – se retratou. – Mas, sei lá, eu pensei que ia rolar agora. – fazendo cara de cão sem dono.
Roberta: Desculpa Felipe, mas não pode rolar nada por agora. – soltou a respiração. – Está zangado comigo?
Felipe: Não... – coçou a nuca. – Claro que não. – tentando disfarçar a raiva que estava sentindo.
Roberta: Valeu por entender. – piscou. – Mas se quiser podemos dormir juntinhos. – sorrindo docemente.
Felipe: Ok, eu vou tomar um banho para ver se abaixa. – sorrindo azedo.
Roberta assentiu e ficou mexendo no computador, enquanto Felipe foi tomar banho, ou melhor dizendo, se masturbar.
¨¨¨¨
Diego: E ai gente! – disse cumprimentando os amigos assim que entrou em casa. – O que aconteceu aqui? – observando a cara de dó dos dois.
Giovanni: A Mia pegou o Miguel com outra. – batendo nas costas de Miguel levemente.
Diego: O quê? – perguntou espantado. – Isso é sério cara?
Miguel: A Mia me odeia Diego! – derramando algumas lágrimas. – O nosso namoro também acabou.
Diego: Poxa Miguel! – coçou a nuca. – Já não basta o meu exemplo, como você também inventa de fazer isso com a Mia?
Miguel: Diego eu bebi, quando eu me acordei estava pelado com a Michelle na cama e a Mia gritando igual louca. – suspirou.
Diego: Michelle? – estranhou o nome.
Giovanni: É por quê?
Diego: Não sei, eu acho que conheço uma Michelle, mas não deve ser a mesma. – pensativo.
Giovanni: O que eu sei é que ela é gostosa.
Diego: Toda mulher é gostosa pra você Giovanni. – rolou os olhos. – Miguel se você está assim, imagina a Mia cara.
Miguel: É, ela deve estar bem pior que eu. – batendo na testa. – Eu sou um idiota!
Diego: Eu a conheço desde pequena e ela odeia traição. – mordeu o lábio.
Miguel: Diego faz um favor? – olhou o amigo
Diego: O que? – confuso.
Miguel: Vai falar com a Mia amanhã? – o loiro arregalou os olhos, amarelo. – Por favor! – dizia aos prantos. – Ela gosta de você, a mim ela não quer vem nem vestido de rosa.
Diego: Tudo bem. – sorriu de leve. – Eu vou tentar falar com ela. – assentiu suspirando.
Miguel: Valeu cara, fico te devendo essa! – disse um pouco mais tranquilo.
No dia seguinte, Felipe acorda primeiro que Roberta, ele ainda estava super bravo por não ter pegado a ruiva de jeito, saiu do quarto de Roberta puto de raiva e esbarra com nada mais nada menos que...
Felipe: Olha quem encontramos aqui... Playboyzinho da mamãe! – rindo debochado. Diego sentiu o coração apertado, o que ele estava fazendo no quarto de Roberta?
Diego: O que está fazendo aqui? – disse duramente.
Felipe: Perdão, o que VOCÊ faz aqui? – rebateu, olhando-o insatisfeito.
Diego: Isso não é da sua conta. – cruzou os braços.
Felipe: Então o que eu estou fazendo aqui também não te interessa. – Diego deu de ombros e ia saindo, mas Felipe o detém. – Mas se quer tanto saber, eu passei a noite todinha fazendo sexo com a Roberta. – falou vitorioso. Diego teve vontade de chorar, mas engoliu, não podia dar esse gostinho àquele merda. Não podia acreditar que Roberta tinha feito aquilo. – Ela é uma delícia embaixo dos lençóis hein?
Diego: Não precisa me explicar o que eu já sei melhor que você. – deu um sorriso vitorioso e
Felipe fechou a cara, Diego saiu satisfeito.
Felipe: Mas fui eu quem ficou com ela ontem! – enfatizou, mas viu que Diego já tinha ido e o deixou falando sozinho. – Filho da puta! – chutou o ar.
Mia estava vendo algumas recordações, fotos e cartas de Miguel. Não podia acreditar que ele a tinha enganado, enquanto ela estava toda preocupada em pedir desculpas a ele.
Mia: Como eu fui burra! – dizia enquanto rasgava uma carta no meio. – Estúpido, eu te odeio! – alguém bate na porta. – Eu não quero ver ninguém! – berrou com a mão no ouvido.
Diego: Nem eu? – colocando a cabeça pra dentro.
Mia: Diego. – levantou para abraça-lo.
Diego: Mia, eu fiquei sabendo o que aconteceu entre você e o Miguel. – a encarando e logo em seguida a abraçando.
Mia: Diego, eu odeio o Miguel com todas as minhas forças! – soluçava.
Diego: Mia... – ela o interrompeu.
Mia: Ele me traiu Diego! – negou com a cabeça. – Você sabe o que é você ser traída pela pessoa que mais ama? Dói, dói mais do que uma facada no peito.
Diego se lembrou de Roberta e derramou uma lágrima, mas a limpou logo em seguida sem deixar Mia perceber.
Diego: Mia, eu sei, mas o Miguel não fez por que quis. – tentou explicar o amigo.
Mia: Claro que sim, quando um não quer dois não brigam. – rebateu.
Diego: Mia, ele estava embriagado, estava bêbado loira! – pôs o cabelo dela atrás da orelha.
Mia: Mais traição não tem cara Diego, ele podia estar sóbrio, bêbado, drogado, dane-se como! – negando com a cabeça. – Ele tinha que pensar em mim! – apontando pra si mesma.
Diego: Mia olha pra mim. – a fazendo olhar pra ele. – O que eu fiz com a Roberta, eu me arrependo profundamente e vou me arrepender até o último dia da minha vida, sabe por que Mia? – Mia negou com a cabeça. – Porque eu perdi pra sempre a mulher que eu amo.
Mia: Claro que não Diego, até um cego vê que o Roberto te ama! – esfregou a ponta da nariz e Diego deu um risinho.
Diego: Mas nunca mais vai me perdoar pelo que eu fiz e ainda tem esse aprendiz de veado do Felipe! – reclamou fazendo caras e bocas.
Mia: Nunca se sabe Diego, ela pode te perdoar. – suspirou.
Diego: Acho difícil, ela já até transou com esse cara. – disse tristemente.
Mia: Como você sabe? – perguntou, chocada.
Diego: Eu o vi saindo do quarto dela agora pouco.
Mia: Não sei não Diego... – achando aquela história esquisita demais. – Eu não ouvi nenhum gemido dela não e olha que eu passei a noite todinha em claro.
Diego: E ela precisa gemer?
Mia: Diego, eu durmo do lado do quarto da Roberta e também quando você vinha dormir com ela, eu não conseguia pregar os olhos de noite com tantos gemidos de vocês! – deu um risinho.
Diego: Você ouvia? – perguntou, com vergonha.
Mia: Digamos que é bem impossível não ouvir, sua Robertinha é bem escandalosa quando faz isso. – começou a rir.
Diego: Tem razão... – concordou distraído e logo percebeu a burrada que tinha dito. – Quer dizer...
Mia: Você não pode negar. – rindo.
Diego: Pelo menos está rindo um pouquinho, loirinha. – apertando o nariz dela.
Mia: Você é o meu melhor amigo, desde pequeno, sempre me ajuda a superar tudo loiro! – sorrindo e abraçando-o. – Você é como se fosse meu irmão mais velho.
Diego: E você é como se fosse minha maninha. – beijando a testa dela. – E eu não quero te ver mal, quero que se acerte com o seu namorado.
Mia: Não Diego, eu não vou perdoar o Miguel! – enfatizou. – Ele que fique com a tal Michelle!
Diego: Bom, isso só o tempo vai dizer... – suspirou e puxou outro assunto a fim de distraí-la, ficaram conversando por um bom tempo, até que dá a hora de Diego. – Bom, agora eu tenho que ir Mia.
Mia: Ah não Diego, fica só mais um pouquinho... – fez uma caretinha.
Diego: Não dá Mia, tenho que ir pra empresa. – fez uma caretinha, imitando-a. – Eu volto depois, eu prometo.
Mia: Promessa é divida viu?
Diego: Sei, estou te devendo.
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