Capítulo 23
Romeu: O que vai fazer? – ergueu a sobrancelha. – Chamar alguém pra acertar ele também? – debochou, caindo no riso. Felipe lhe deu um pedala.
Felipe: Claro que não! – grunhiu. – Eu vou me fazer de vitima. – deu um grande sorriso.
Romeu: Como assim se fazer de vitima?
Felipe: Vou mostrar para a Roberta o que o Diego fez comigo. – apontando para o olho roxo.
Romeu: Você é esperto. – analisou e Felipe gabou-se. – Mas então? O que passou com a Roberta?
Felipe: Ela perdeu o filho do mané! – sorrindo de orelha a orelha. – Eu não faço nada pra perder, anota isso.
Romeu: Cara. – ergueu a sobrancelha, olhando o amigo. – Você não tem nada a ver com isso certo? – Felipe deu um risinho, se encostando a árvore. Romeu ficou em choque. – Felipe, o bebê não tinha nada a ver, porque você fez isso?
Felipe: Negócios Romeu. – deu de ombros. – Negócios. – deu uma piscadela. – Vamos indo. – os dois foram embora.
Diego continuava andando sem rumo pelas ruas do México. Até que o celular toca e o acorda de seus devaneios.
Diego: Ai só faltava essa, a mala da Erica pra me perturbar. – olhando o visor e vendo que era Erica chamando, resolveu não atender, mas ela continuava ligando, até que ele não aguentava mais o toque. – Fala Erica! – disse grosso.
Erica: Nossa tchutchuco, que mau humor! – se fazendo de ofendida.
Diego: Fala logo o que quer Erica, eu não estou com humor para te aguentar hoje! – grunhiu.
Erica: A Roberta está bem? – perguntou, fingindo preocupação.
Diego: Não, ela perdeu o bebê. – fechou os olhos, voltando a derramar lagrimas. Erica deu um sorriso vitorioso, mas não deixou que Diego percebesse do outro lado.
Erica: Oh meu amor, eu sinto muito! – falou falsa.
Diego: Tudo bem Erica, agora eu vou desligar! – não deu nem tempo de ela se despedir, já tinha batido o telefone.
Andou mais um pouco e resolveu voltar à clínica para ver Roberta, ao chegar lá, encontrou todos, menos Alma e Franco.
Diego: Onde está a Alma, mamãe?
Mabel: Depois de muita insistência da nossa parte ela foi para casa tomar um banho.
Diego: E vocês deveriam descansar também. – olhando para os outros.
Mia: Eu não vou! – cruzou os braços, com bico.
Giovanni: Sem chance parceiro. – negou com a cabeça.
Tomás: Estou contigo Diego. – piscou.
Jose: Daqui eu só saio com a Roberta! – disse firme.
Lupita: Eu já fui, já regressei e daqui não saio mais! – mordeu o lábio.
Miguel: Idem! – deu de ombros.
Diego: Valeu. – ele coçou a nuca. – Eu nem sei como agradecer a vocês pela força. – disse sorrindo desanimado. – E você mãe? Não vão descansar um pouco?
Mabel: Enquanto você estava fora, nós fomos, voltamos agora pouco para a Alma e o Franco irem. – sorrindo.
Diego: A Roberta já acordou?
Alejandro: Não Diego, estávamos conversando e achamos melhor você contar a ela sobre a morte do bebê, não sabemos qual vai ser a reação dela e você é o mais apropriado para falar.
Diego: A Roberta não quer me ver nem pintado. – deu um longo suspiro.
Mabel: Acho que ela não vai se importar com isso nesse momento. – deu um entristecido sorriso e Diego assentiu.
Mia: Eu vou tomar uma água e pegar um ar. – levantou-se. – Não demoro. – se afastou.
Miguel: Eu vou ao banheiro. – disse indo atrás de Mia. Logo a alcançou. – Mia! – chamou e ela se virou, com cara de poucos amigos, em seguida voltou a andar.
Mia: O que você quer Miguel? – tirou a franja da cara e cruzou os braços.
Miguel: Olha pra mim Mia. – a pegou pelo braço, forçando-a a olha-lo.
Mia: Me solta! – se soltou. – O que é? Sua amiguinha brega não está aqui e agora você se lembra que tem uma namorada, certo?
Miguel: Não é nada disso Mia, você sabe que o que aconteceu foi um mal entendido. – rolou os olhos. – Ela achou que estávamos separados pelo fato de você não desgrudar daquele merda do Romeu. – ela suspirou. – Ah, agora você se cala, não é?
Mia: Eu não tenho nada que falar, você melhor do que ninguém sabe que entre Romeu e eu não há nada. Já entre você e aquela vagabunda lá eu não posso dizer o mesmo.
Miguel: Ah Mia... – soltou um longo suspiro. – Tudo bem, isso foi um errinho nosso, não leva a sério!
Mia: Esse é o seu problema Miguel! – depreciou. – Você não quer nada sério! – acusou chateada.
Miguel: AH VOCÊ ACHA MESMO QUE EU NÃO QUERO NADA SÉRIO, MIA COLUCCI? – berrou perplexo, fazendo algumas pessoas os olharem com careta. – EU TENHO QUE AGUENTAR FICAR COM VOCÊ SEM SEXO DURANTE QUATRO ANOS E VOCÊ DIZ QUE EU NÃO QUERO NADA SÉRIO? – apontou pra si mesmo.
Mia: Você não demonstrou isso ontem. – falou com lágrimas.
Miguel: Eu também não demonstrei isso durante quatro anos não é? – também com lágrimas. – O que você acha disso?
Mia: Quer saber o que eu acho? – ele assentiu obvio. – Que é melhor a gente dar um tempo um do outro, já que a minha virgindade é um incômodo pra você, temos que pensar bem se vale a pena continuar nosso namoro. – falou, com os olhos embargados.
Miguel: O que? – falou estático.
Mia: Isso mesmo. – olhou as mãos. – É o melhor no momento, eu não estou com humor para ficar discutindo com você agora, portanto, dá licença. – saiu de dentro do hospital às carreiras e sentou em baixo de uma árvore.
Chorou tudo que estava sentindo, ainda não tinha esquecido, sabia que essa historia de dar um tempo não era uma boa ideia, mas ainda estava muito magoada com o que Miguel e Michelle fizeram.
Miguel também não estava nada bem com isso. Como assim Mia pedia um tempo de tudo o que eles viveram? Será que ela estava ficando com Romeu? Seja o que for ele iria descobrir.
¨¨¨¨
Diego: Me chamou doutor Alfredo? – disse entrando na sala do doutor, uma enfermeira tinha acabado de dizer que o doutor queria falar algo sério com ele.
Alfredo: Sim Diego, pode sentar. – disse apontando a cadeira a sua frente.
Diego: O senhor acha melhor eu dar a noticia a Roberta? – ele perguntou, com a certeza de que era sobre aquilo que o homem queria tratar.
Alfredo: Sim. – assentiu. – Eu acho que é a pessoa mais apropriada para essa difícil tarefa.
Diego: E se reagir mal? – falou temeroso. – Nós dois estamos em uma fase difícil. – falou entristecido.
Alfredo: Provavelmente sim, para uma mulher principalmente, perder um bebê é muito duro. – levantando. – Mas não é sobre isso que eu quero falar com você.
Diego: Não? – ergueu a sobrancelha. – O que então? – confuso.
Alfredo: Os últimos exames da Roberta chegaram até mim agora pouco. – apontou a pasta.
Diego: O que aconteceu Alfredo? – ele subiu o olhar, olhando a pasta. – Ela vai ficar com sequelas? – perguntou preocupado.
Alfredo: Não, não, fique tranquilo! – disse de pronto. – Como eu disse ela poderá engravidar outras vezes sim.
Diego: Então? – confuso.
Alfredo: Foram encontrados resíduos de uma erva abortiva no organismo dela. – falou com toda a calma que pode e Diego ficou em choque.
O loiro ficou mudo, não sabia o que pensar, como assim Roberta tomou ervas?
Diego: O QUÊ? – foi só o que conseguiu falar diante do susto.
Alfredo: Isso mesmo. – lhe entregou os exames para que ele visse, Diego pegou a pasta. – Ela ingeriu uma quantidade bem avantajada de ervas com alto poder abortivo.
Diego: O senhor está de brincadeira não é? – olhando os exames, com o coração aos saltos.
Alfredo: Não Diego, aí estão os exames. – apontando os papeis que ele lia. – Veja você mesmo!
Diego: Não pode ser. – chorando, assim que confirmou que doutor estava certo. – Ela não fez isso! Eu conheço a Roberta, ela nunca seria capaz de fazer isso de propósito!
Alfredo: Sim, às vezes elas ingerem sem saber, pelo tanto que ela tomou eu tenho certeza que ela não fez de propósito, geralmente quem faz de propósito sabe que não pode ingerir certas quantidades.
Diego: Com certeza foi isso. – assentiu, se Roberta tivesse matado o bebê de propósito ele jamais a perdoaria, mas sabia que ela jamais faria isso, a conhecia profundamente.
Alfredo: Diego é bom que seja discreto, sabe que quando é proposital, é crime não sabe? – Diego assentiu, com um longo suspiro. – Ótimo, era só isso mesmo, daqui a mais ou menos quarenta minutos a Roberta acorda e você vai ser o primeiro a vê-la.
Diego: Obrigado doutor. – apertando a mão do homem. – Eu preciso muito vê-la, eu preciso ficar pertinho dela para juntos superamos, porque sozinho eu não posso. – dizia, levantando arrasado.
Alfredo: Eu imagino Diego. – sorriu de maneira reconfortante.
Diego: Hm, vocês sabem qual era o sexo? – perguntou, com curiosidade.
Alfredo: Era um menino. – contou pensativo e Diego fechou os olhos.
Diego: Meu filho... – mordeu o lábio, segurando o choro. – Me deseje sorte, por favor. – pediu, com os olhos embargados.
Alfredo: Boa sorte. – tocou o ombro dele e Diego sai. Alfredo respira fundo e volta ao seu trabalho. Jamais se acostumaria com isso.
Felipe e Romeu chegam a casa de Alejandro e encontram Erica e Michelle na frente.
Felipe: O que fazem aqui? – quis saber.
Erica: Ora, viemos te dar os parabéns, você conseguiu, ou melhor, NÓS conseguimos! – enfatizou sorridente.
Michelle: O que aconteceu? – sorrindo confusa. – Dá pra alguém me explicar? Por que eu estou boiando! – cruzou os braços, insatisfeita.
Felipe: Eu consigo tudo o que eu quero Erica! – continuou, ignorando a pergunta de Michelle.
Erica: Claro que não! – debochou. – Você quer a Roberta e nunca teve! – gargalhando.
Felipe: Esqueceu que não tem mais nada que me impede de tê-la? – ergueu a sobrancelha.
Erica: Tem razão. – deu de ombros, olhando as unhas.
Michelle: O que vocês fizeram porra? – berrou com raiva e curiosidade.
Felipe: Colocamos ervas abortivas no suco da Roberta e ela perdeu o bebê, mula! – explicou impaciente.
Michelle olhou para Erica, completamente passada. Em choque.
Michelle: Erica me diz que você não está metida nisso, por favor? – pediu, quase chorando.
Romeu: É Michelle. – deu um longo suspiro, também tinha achado pesada a atitude dos dois. – Os dois mataram o bebê! – disse bem balançado.
Felipe: A Erica que teve a ideia, ela não é um gênio? – deu um enorme sorriso.
Michelle: Meu Deus Erica! – pôs a mão na testa. – Como você pôde fazer essa atrocidade? –perplexa.
Erica: Podendo amore! – disse dando de ombros.
Michelle: Erica, o bebê dela não tinha nada a ver com isso! – explicou, com lágrimas.
Erica: Ai cala a boca Michelle! – disse sem paciência. – Vai me dizer que você não faria o mesmo pelo Miguel?
Michelle: MAS É CLARO QUE NÃO ERICA! – berrou perplexa. – ONDE QUE EU ME TORNARIA UMA ASSASSINA POR CAUSA DO MIGUEL?!
Erica: Eu não sou uma assassina! – falou com um sorriso debochado. – Eu não matei um bebê matei um embrião, e nem foi eu, foi o Felipe! – apontando para Felipe.
Michelle: O que vocês fizeram foi uma covardia, mataram um bebezinho inocente. – secando as lágrimas. – Às vezes eu me envergonho de ser sua amiga Erica, você está totalmente mudada, não é aquela boboca que eu sempre zoava e brincava sem medo, agora eu tenho medo de você Erica, ou melhor, eu tenho NOJO de vocês. – apontando todos.
Romeu: Ei Mi, eu não tenho nada a ver, eu também não aprovei isso. – disse em sinal de rendição.
Felipe: Qual é Romeu? – ergueu a sobrancelha, olhando o amigo. – Vai desistir é? – rindo.
Romeu: Claro que não, mas também nunca mataria um bebê assim, vocês passaram dos limites mesmo! – desabafou, por fim.
Felipe: Não enche, nós fizemos por negócios. – gabou-se. – Vocês nunca vão se dar bem como nós. – abraçando Erica por trás.
Erica: Isso mesmo Felipe! – apoiou o queixo no ombro do cúmplice. – Se estiverem incomodados, o problema é de vocês! – deu um sorriso despreocupado.
Romeu: Se é assim, eu não vou mais me meter! – suspirou demoradamente.
Michelle: Eu vou embora, não quero ver vocês nunca mais na minha frente! – enfatizou e saiu caminhando a passos largos.
Romeu: Espera Mi! – gritou, mas Michelle o ignorou. – Eu vou com você! – ia saindo, mas Felipe o segura.
Felipe: Ei cara? Qual é? – rolou os olhos. – Vai ficar do lado dela, ou o que?
Romeu: Depois a gente se fala cara, a Mi está muito mal. – se soltou e foi atrás de Michelle. Não queria admitir, mas começava a sentir algo forte por ela, algo que nem ele mesmo entendia.
Enquanto isso no hospital, Diego entrou no quarto com o coração na mão. Passou os olhos pelo lugar e viu Roberta sentada, chorando muito, ficou muito mal ao ver a ruiva daquela forma, esperava vê-la triste, mas a situação que ela estava era bem pior. Estava arrasada.
Roberta: Diego. – disse assim que o viu e abriu os braços para que ele a abraçasse.
Diego: Meu amor. – a abraçando e beijando os cabelos dela.
Roberta: O que aconteceu Diego? – chorando. – Porque eu estou toda dolorida? O que fizeram comigo?
Diego: Nós dois temos que ser fortes pequena. – explicou, engolindo o seco.
Não estava chorando, para que Roberta se sentisse segura, mas a vontade que estava de desabar era algo fora de série.
Roberta: Não! – ela falou, balançando a cabeça negativamente. Sabia que isso tinha acontecido, mas não queria aceitar, não iria aceitar. – Eu quero o meu bebê Diego! – gritou. – Eu quero o meu filho!
Diego: Meu amor se acalme! – pediu, tentando contê-la. – Ele está no céu agora! – a abraçando novamente, na tentativa de fazê-la parar de se debater.
Roberta: Não! – se debatia nervosa. – Não pode ser Diego! – com o rosto molhado de lágrimas. – Como pode estar tão calmo seu idiota?! O nosso filho morreu seu estúpido! – estapeando-o.
Diego: Eu não estou calmo, Roberta! – a conteve. – Eu estou tão mal quanto você! – falou, botando o cabelo dela atrás da orelha.
Roberta: Meu filho, meu filhinho. – fechou os olhos. – Meu bebê! – sorrindo e chorando com a mão na barriga.
Diego: Roberta se acalma. – pediu, preocupado, achando que ela estivesse em um surto amalucado.
Roberta: Não dá Diego. – negou com a cabeça, o encarando. Ele assentiu, beijando sua testa. – Eu o carreguei aqui dentro por quatro meses e agora eu já não posso senti-lo mexer. – chorando. – Antes mesmo de você me dizer, eu já sabia que ele não estava mais aqui. – com a mão na barriga.
Diego não resistiu e chorou com ela, só eles sabiam o que estavam sentindo naquele momento.
Diego: Eu te entendo pequena, eu estou aqui com você. – beijou os lábios dela, em um impulso. – Eu te amo muito! – secando as lágrimas dela. – Vai dar tudo certo amor, vamos superar isso, você vai ver. – tentou sorrir.
Roberta: Ele vai ficar bem? – perguntou avoada.
Diego: É claro que sim! – assentiu, sorrindo.
Roberta: Qual era o sexo dele Diego? – perguntou abraçando-o.
Diego: É melhor você dormir meu bem... – disse, tentando cortar o assunto.
Roberta: Não! – ela o olhou. – Fala! Era um menino não é? – ele abaixou a cabeça e apenas assentiu tristemente. – Eu sabia... – sorriu tristemente, enquanto algumas lágrimas rolavam por seu rosto. – Eu sempre soube que era um menino.
Diego: Ele está bem. – garantiu. – Vamos nos lembrar dele com muito carinho. – beijou a testa dele, que assentiu. – Agora vem, dorme mais um pouquinho. – Roberta sorriu sem graça e deitou no peito dele, estava doendo muito a perda de seu bebê, mas ela esperava superar aquela dor, assim como superou outras coisas dolorosas ao longo da vida.
Ele a levou para cama e a abraçou até ela adormecer. Deu um beijo na sua testa e saiu.
Ao sair do quarto, encontrou Alma, Mabel, Alejandro, Franco, Martin, Marina, que tinham vindo correndo para a capital assim que ficaram sabendo do acontecido com Roberta.
Alma: E então Diego? – levantou, aflita. – Como a minha rainha reagiu?
Diego: Ela já sabia Alma. – ele encostou-se a parede.
Mabel: Como assim? – ergueu a sobrancelha, confusa. – Contaram?
Diego: Disse que não sentia mais o bebê mexendo dentro dela, é de doer, ela está muito mal. – de cabeça baixa.
Martin: Pobre da minha garota... – coçou a nuca. – Podemos vê-la?
Diego: Desculpe, eu a fiz dormir de novo, ela estava precisando. – soltou a respiração.
Martin: Tem razão.
Alejandro: Nós a escutamos gritar, muito triste. – Diego estava no mundo da lua. – O que foi filho? Está tenso. – analisou.
Diego: O doutor falou que os últimos exames dela chegaram agora pouco. – contou receoso, olhando para os lados, lembrando que o doutor tinha pedido descrição.
Alma: O que houve Diego? – arregalou os olhos. – Minha filha vai morrer? – perguntou, se desesperando.
Diego: Se acalme Alma! – acalmando a mulher. – Não é nada disso, a Roberta está fora de perigo, graças a Deus.
Marina: E então Diego? – cruzou os braços. – O que tem os exames?
Diego: Foi encontrada uma boa quantidade de uma erva abortiva no organismo dela. – falou, em um tom baixo. Todos ficaram em choque.
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