Final: "Não existe um Fim" ☔

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Park Jimin:

Horas antes...

Nunca pensei que sentiria tanta vontade de matar alguém em minha vida, como sentir ao ver Sid em minha frente, mas meu ódio só aumentou quando ele teve coragem de dizer que o que aconteceu não foi pessoal.

Não foi pessoal o cassete, para mim isso foi além de pessoal, e exatamente por isso que eu voltei e tentei matá-lo asfixiado, meu ato só não foi concluído porque Jungkook me impediu.

— Amor eu sei que você quer matar ele, eu também quero, mas infelizmente nós precisamos dele vivo.

— Filho da puta desgraçado eu vou te matar Jimin!

Sid se levanta da poltrona e vem para cima de mim, mas ele é impedido com o soco que Jungkook dá em seu rosto.

— Se você tocar mais uma vez no Jimin, eu juro que nada vai me impedir de te matar desgraçado. — Jungkook aponta o dedo para Sid ao falar.

— Tira ele de perto de mim! Eu disse que isso não era pessoal caralho! — Diz Sid.

— Seu babaca eu não tenho medo de você.

Fui para cima dele com fúria mas Jungkook me agarrou pela cintura me impedindo de ir para cima dele.

— Me solta Jeon. — Gritei chateado me debatendo.

Empurrei Jungkook no peito e me tranquei no banheiro.

— Jimin, amor abre a porta, por favor. — Jungkook bate na porta ao falar.

— Agora não, Jeon, me deixe sozinho, eu preciso pensar.

— Jimin, amor, por favor. — Jeon insiste, mas eu ignoro pois preciso realmente desse momento sozinho.

Vejo a sombra dele sumir pelo vão da porta, ao me olhar no espelho as lágrimas vão escorrendo ao lembrar de toda tortura que passei nas mãos de Sid, abraço meu corpo, minhas mãos tremem, depois de chorar lavei meu rosto e mais uma vez Jeon bate na porta.

— Amor, fale comigo. — Abro a porta e Jungkook me abraça forte.

— Jimin, você quer conversar sobre o que aconteceu? — Jungkook pergunta.

Me afasto do abraço e desabotoei minha camisa, Jungkook me olha confuso, já sem camisa me virei de costas para ele ver o que eu passei.

— Isso aqui foi Sid que fez a mando do seu avô.

O silêncio do Jungkook era a única resposta, mas ao me virar para ele Jungkook estava lacrimejando, e mais uma vez ele me abraça.

— Me perdoe meu amor, eu deveria estar lá para proteger você, eu falhei novamente.

Jungkook cobriu meus machucados e depositou um selar em meu ombro, Jeon segurou em meu queixo me fazendo olhar em seus olhos.

— Todos que machucaram você meu amor irão pagar.

Todas as palavras que saíram dos lábios que tanto amo, eram cheias de sinceridade, eu pude ver através dos seus olhos o quanto Jungkook se sentia culpado por tudo o que aconteceu.

— Jeon seu avô fez isso comigo, não você, então não se sinta culpado, sei que desde que tudo aconteceu nós não conversamos mas eu não estava preparado, dói lembrar de tudo, descobrir que minha mãe não era quem eu sempre imaginei que fosse fez minha cabeça dá um nó, eu já não sei mais o que e verdade nisso tudo. Tudo isso está acontecendo por causa disso, Jeon. — Tirei o pendrive do meu bolso e mostrei a ele.

— Eu também quero que tudo isso acabe, mas para isso acontecer, preciso saber quem é a pessoa que irá acabar com toda essa farsa.

— Don é o nome da pessoa que ordenou me matar, ele é o general russo que seu avô teme. Não sei como dizer isso a você.

Me afasto e caminho até a janela do trem, Jeon se aproxima e me abraça por trás com cuidado pois os machucados das chicotadas estão doloridas.

— Estou com você meu amor, você é a minha metade, você é o meu mundo.

— Até quando, Jeon? — Pergunto ao me virar e olhar em seus olhos.

— Até quando você me quiser por perto. — Jungkook beija meus lábios e sorri.

— Sua Omma e minha tia Bom-mi estão envolvidas na morte de minha Omma.

— Do que você está falando, Jimin?

— É isso mesmo que você ouviu, enquanto eu estive no cativeiro descobrir tantas coisas Jeon, minha Omma trabalhava para o governo e quando ela tentou sair dessa vida, seu avô, sua omma e minha tia Bom-mi a mataram. Sei que isso é demais, sua Omma não suportava ver a minha mãe e seu pai juntos, com medo de perder o senhor Do-jun Hana pediu ajuda ao seu avô e a tia Bom-mi.

— Como eu fui cego dessa forma! — Jeon bate em sua cabeça com raiva.

— Meu amor, você não tem culpa de nada do que aconteceu comigo, nem você e nem eu sabíamos que isso iria acontecer.

— Eu permiti que meu avô fizesse isso com você, eu o subestimei, meu avô sabia que isso um dia poderia acontecer e foi por isso que ele me treinou, eu fui um boneco nas mãos dele. — Com raiva Jeon deu um soco no espelho.

— Jeon? — Jeon não me olhou.

Me aproximei, olhei para suas mãos e elas estavam trêmulas, sua respiração estava pesada, eu precisava fazer alguma coisa para conseguir ajudá-lo a se acalmar, mas o que? Toquei em seu ombro e o abracei forte, foi então que ele começou a chorar.

— Me perdoe Jimin! — Jeon fala aos prantos.

— Ei, olhe para mim, meu amor. — Passo por debaixo de seus braços ficando em sua frente, Jeon continua de olhos fechados, e ao sentir minha mão tocar seu rosto, Jeon aperta seus olhos.

— Eu te amo, Kook, você é a minha pessoa, você não tem culpa das pessoas serem perversas, você também foi enganado. Mas como você mesmo disse logo isso vai acabar, basta entregarmos Scylla para a pessoa certa.

— Vem cá. — Jeon me puxa para mais um abraço. — Vamos voltar para lá, eu não vou mais permitir que Sid se aproxime de você.

Acenei com a cabeça confirmando, Jungkook deposita um selar em meus lábios e voltamos para nossos acentos, ao passarmos pela poltrona onde Sid está ele se levanta e nos encara.

— Fica na tua, eu já te avisei Sid. — Diz Jeon ao apontar o dedo no peito do segurança.

Foi a noite mais longa que já tive, quem disse que eu dormir, mas eu não era o único todas as vezes que eu abria meus olhos Jungkook estava acordado, Yoongi também, olhei para trás Sid estava me encarando, eu sabia que na primeira oportunidade ele tentaria me matar, pois eu penso o mesmo.

O dia clareou e quando estávamos nos preparando para desembarcar no próximo terminal o trem foi parado antes, todos estranharam, Jeon segurou em minha mão e fomos para os fundos mas ao chegarmos na porta os homens do Don já nos aguardavam.

— Jeon são eles. — Jeon olha para trás, e logo em seguida ele puxa pelo meu braço para fugirmos, mas Namjoon e Yoongi são capturados.

Os seguranças nos colocaram em um carro, não tínhamos como fugir, todos estavam armados. Jungkook percebe o quanto estou com medo e nervoso pelo o que vai acontecer com a gente, então ele se aproxima de mim e sussurra baixo para que somente eu possa ouvir, em uma certa parte do caminho somos encapuzados, até aí tranquilo, mas as coisas saem fora do controle quando somos separados, Jungkook tenta revidar, mas infelizmente ele não consegui.

— Para onde está me levando? — Pergunto ao me debater.

— Calminha coração logo, logo você irá saber.

Meu corpo é empurrado e ao tirar o capuz para a minha surpresa sou colocado junto do Sid, a última pessoa que eu queria está preso nesse momento. Me afastei pois não sei até onde irei me controlar.

— Sabe Jimin você era a última pessoa que eu queria ver antes de morrer, sei que está com ódio de mim, mas eu não tive outra escolha, eles estavam com minha irmã, eu sempre fui leal a eles, mas tudo mudou quando eu descobri para o que eles iriam usar Scylla. Não estou pedindo para acreditar em mim, eu só estou falando para você o que é certo, se a gente conseguir sair daqui e eu vou entregar Scylla para a pessoa certa, mas também eu sei que vou morrer, pois o seu namoradinho não vai esquecer o que eu fiz com você.

Ouvir as palavras do Sid, foi o mesmo que elas entrarem por um ouvido e sair pelo outro.

— Tua vida para mim não tem importância alguma. — Respondi ao encará-lo.

— Eu sei, mas esse não é o momento para pensarmos no passado, precisamos nos unir para podermos sair daqui, você sabe o quanto Don é cruel, Jimin, você sentiu na pele.

Permaneço calado, apenas ouço toda a merda que sai da boca dele, meu silêncio o incomoda, mas nesse instante minha mente trabalha para encontrar uma maneira de sair daqui, minha cabeça começa a doer muito me fazendo deitar sobre o chão.

— Jimin?

A voz de Sid parece estar tão longe, mesmo eu vendo ele em minha frente, não consigo falar nada a não ser gritar de dor.

— Alguém aqui, socorro.

Sid vem novamente até mim, suas mãos estão cobertas de sangue, sinto meu corpo ser carregado.

— O que tu fez Sid? Don irá te matar por isso!

— Eu nem toquei nesse merdinha por mais que minha vontade seja enorme.

Sou levado para um local onde não consigo identificar, mas ao passar por um corredor reconheço a voz do presidente Jun-seo.

Jeon... — Sussurro por seu nome.

— Jimin, o que vocês fizeram com ele porra.

Ouço Jeon gritar batendo na porta, olhei para ele, Jeon estava desesperado.

— Eu te amo...

— Me deixam sair daqui porra. - Jeon grita.

A dor fica mais forte, sinto que a qualquer instante vou morrer, meu corpo é colocado sobre uma cama, as luzes brancas não me deixam enxergar, mas percebo que ao meu redor tem uma equipe de médicos.

— Doutora ele não irá resistir, precisamos operá-lo imediatamente.

Sinto meu rosto ser tocado, e meu corpo se arrepia, talvez eu esteja tendo uma alucinação.

— Omma ... — Chamo por minha Omma.

— Iremos levá-lo daqui enquanto Don está ocupado com o neto do Jun-seo.

— Não... não... Jeon eu quero vê-lo.

— Sinto muito, mas você nunca mais irá vê-lo.

Essas foram as últimas palavras que eu ouvi.....

••

Ao recobrar minha consciência, pisquei um par de vezes, me sento na cama, olhei ao meu redor e não consigo me lembrar exatamente de nada.

Onde estou? Que lugar é esse? - Me pergunto. Levei minha mão até minha cabeça e ela está enfaixada, tirei os aparelhos que estavam ligados ao meu corpo e desço da cama, caminhei até a janela.

— Que lugar é esse?

— Vejo que já está bem, meu jovem?

A voz delicada ecoou no cômodo, e foi então que eu vi pelo vidro da janela a imagem uma mulher de cabelos grisalhos, bela postura e um sorriso encantador no rosto.

— Sou a doutora Niraj. — Diz ela ao deixar sua prancheta sobre a mesinha.

— Me deixe fazer um curativo em seu braço, você está perdendo sangue.

Foi só aí que percebi que não agonia eu tirei o acesso, o sangue escorria pelo meu braço pingando todo o piso.

— Onde estou? E o que aconteceu comigo?

— Eu salvei a sua vida, se não fosse por mim, e minha equipe você estaria morto.

— Por que eu não lembro de nada então?

— É normal no seu caso. — Disse a médica ao se aproximar de mim. — Park você passou por uma cirurgia delicada, você estava com um coágulo no cérebro, provavelmente você não irá recuperar algumas memórias.

— Cadê meus amigos?

— Amigos? — A médica olhou para mim confusa e sorri.

— Sim, meus amigos, Taehyung, Hoseok e Seokjin!

— Não tinha ninguém com você!

— Não se aproxime de mim! — A médica parou de andar.

— Deixe-nos a sós Niraj.

Olhei em direção a porta e uma mulher muito bem vestida passou por ela, seu olhar é de julgamento eu não a conheço, ou se conheço não me recordo.

Quem é ela? E porque ela está me olhando assim? A bela senhora tirou suas luvas e as colocou sobre a cama.

— Quem é você? E o que quer de mim?

A bela senhora me olha e parece estar surpresa.

— Eu sou uma amiga, estou aqui para te ajudar, mas antes disso tudo quero que saiba que eu sou mãe também.

— Quem é você ? — Pergunto novamente.

— Você não se lembra de mim? — Balancei minha cabeça dizendo que não.

Faço esforço para tentar recordar o que aconteceu, mas nada adianta é como se um lado do meu cérebro estivesse desligado.

— Me chamo Hana, sou mãe do Jungkook!

— Jungkook? Quem é ele? E o que eu tenho haver com essa pessoa?

Não sei o porquê mas ao ouvir o nome dessa pessoa meu coração disparou, é como se eu já tivesse ouvido isso antes.

— Eu vou tirar você do país, aqui você não está seguro, menino.

Porque será que eu não confio nessa mulher à minha frente? — Me pergunto.

— E porque aqui não é seguro para mim? Eu sou algum foragido? Eu matei alguém?

— Você matou o presidente da Cisco Systems, mas eu sei que você é inocente, é exatamente por isso que vou te ajudar a sair do país.

— Eu não acredito, isso deve ser um grande engano.

— Eu tenho provas que dizem o contrário, meu jovem. — Diz ela ao virar a tela do celular para mim.

Ao ver o vídeo onde eu apareço atirando contra o presidente, me encostei na parede para não cair.

— Como eu não consigo lembrar! — Altero minha voz.

— Como você sabe, Jimin você passou por uma cirurgia, você ficou em coma por algumas horas. Agora troque de roupas pois vamos sair hoje de madrugada..

Ao terminar de falar, Hana saiu, mesmo assistindo o vídeo eu não consigo acreditar que eu tenha feito isso com o presidente, e quem é esse homem que fez meu coração disparar.

Peguei as roupas que ela havia colocado sobre a cama e vesti, já vestido vou até a janela, a vários seguranças ao redor da casa, os carros pretos já estão à nossa espera, de repente começa um movimento estranho alguns seguranças vão para os fundos, enquanto todos correm na mesma direção um deles fica parado no meio e olha em minha direção, tento reconhecê-lo mas não lembro.

Não sei se o que ela falou é realmente verdade, não sei por quantos tempo eu fiquei em coma, mas o que aconteceu durante esse tempo enquanto eu estava dormindo, algo dentro de mim grita para eu sair do quarto, pois algo me diz que aquele homem que me encarou não é confiável.

De repente as luzes são apagadas, e minha cabeça começa a ter reflexo e isso me faz ficar tonto, me seguro na parede para não cair, os disparos começam, a chuva começa a cair fortemente lá fora também.

— Senhora Hana, Park não está no quarto dele.

— Como assim seu idiota?

— Eu fui pegá-lo para irmos para o esconderijo, mas encontrei o quarto completamente vazio.

— Seu idiota, achem ele e o matem! — Diz Hana com a voz alterada.

Arregalei meus olhos ao ouvir a discussão entre os dois.

— Jungkook não pode saber que Jimin está vivo, e muito menos que eu o tirei de lá.

Jungkook?......

Fecho meus olhos ao pronunciar esse nome e tudo vem em minha mente com clareza, os momentos, as juras de amor, tudo o que eu vivi ao lado do meu amor Jeon.

Eu preciso encontrá-lo e dizer que estou vivo, preciso sair daqui, agora, os tiros vinham de todos os lados, eu já nem sei por onde e a saída. Desço os degraus rapidamente, com a clareza dos relâmpagos eu consigo avistar uma porta, olhei para trás novamente e não vejo ninguém, então corri até a porta mas ao me aproximar meu corpo e puxando e minha boca e tapada, tento me soltar porém a pessoa é mais forte que eu.

— Ele foi por aqui! — As vozes parecem estar cada vez mais perto.

Assim que os seguranças passaram por nós, dei uma cotovelada na costela da pessoa que rapidamente me deixou sair.

— Preciso que confie em mim Park, e só então sairemos daqui vivos.

— Como me encontrou? E Jungkook como ele está?

— Jungkook irá se casar daqui a dois dias.

— O que ?

— Eu te explico quando estivermos longe daqui, Jimin.

— Não, Sid, eu quero saber agora.

Sid olha para mim como se estivesse procurando as palavras corretas para dizer, sei que não é hora, mas se Jungkook realmente casar com Jisoo eu prefiro ficar aqui e morrer, pois eu não vou suportar.

— Jimin esse foi o acordo para deixar você vivo.

Ouvir a confirmação sair da boca do Sid, fez meu coração errar a batida, Jeon não pode se casar com Jisoo.

— Eu preciso impedir esse casamento!

— Eu sei, mas antes precisamos sair daqui sem que Don nos pegue, ele ainda quer a outra metade de Scylla e eu sei que está com você Jimin, você é esperto demais para ter entregado assim tão facilmente.

Sorri, tenho que confessar, Sid é bastante inteligente, mas isso não impede a vontade que sinto de matá-lo.

— Me dê uma arma. — Sid olha para mim sem acreditar.

— Jimin você não tem coragem de matar ninguém.

— Eu era assim antes de conhecer você, agora me dá uma arma.

Sid tirou a outra arma que estava em sua cintura e me entregou, assim que as vozes foram se afastando saímos e corremos para dentro da floresta, a chuva caía forte, mas isso não me impedia de continuar, pois eu preciso encontrar o real motivo pelo qual me mantém vivo até hoje, Jeon Jungkook.

- Vamos Park eles estão se aproximando. - Diz Sid ao olhar para trás.

Continuamos correndo, mas tudo piorou quando ouvimos som de cachorros, o som estava tão alto que juro olhei para trás para ver se eles estavam perto, isso só me fez lembrar do que aconteceu com Min-jun.

— Porra estamos sendo caçados. — Diz Sid ao disparar contra um dos cachorros.

De repente o corpo do Sid foi ao chão, era um dos seguranças de Hana, o cara era enorme, os dois começaram uma luta eu não sabia o que fazer, um lado meu me pedia para ir embora e deixar os dois se matarem, mas o outro me pedia para ajudá-lo mesmo que Sid não mereça, sei que estou sendo um idiota mas infelizmente esse sou eu.

Sid estava sendo enforcado pelo grandalhão, apontei a arma para ele e acertei seu braço, o cara caiu para o lado e segurou seu braço.

— Eu vou te matar filho da puta. — Disse o grandalhão.

Ele se levantou e veio em minha direção furioso, eu continuei apertando o gatilho, acertei mais quatro tiros nele, o cara continuava em pé, parece que o corpo dele era de aço, minha munição acabou, ele se aproximou de mim e segurou em meu pescoço me sufocando, tento me defender mais de nada adianta, de repente, o sangue dele expirou em meu rosto e seu corpo caiu, assim como eu caí de joelhos segurando em meu pescoço, olhei para trás para ver quem havia atirado, e vejo Sid com a arma apontada.

Puxei minha respiração até ela voltar ao normal, mas não podemos bobear ainda estávamos em território do inimigo, me levanto e Sid também, olhei para a camisa do Sid e ela estava com sangue.

— Eu vou ficar bem, já passei por coisas bem piores. — Diz ele.

— E desde quando isso me importa?

— Eu sei que te dei motivos para me querer morto, mas como eu disse aquilo nunca foi pessoal.

— Pois para mim é, mais que pessoal isso, Sid.

Entramos em uma estrada, os latidos dos cachorros pareciam estar mais longe, assim que nos aproximámos de uma casa Sid parou e apontou para o lado esquerdo lá estava uma Van preta, corremos até ela abaixados, entramos e ele nos tirou o mais rápido do local.

— Você sabe que ir para a casa do Jungkook agora é perigoso demais, eles podem nos pegar antes, então vamos para um lugar seguro, lugar do qual somente eu tenho acesso.

Odeio ter que admitir mas Sid tem razão ir procurar Jungkook agora e uma armadilha, mas também sei que não posso confiar em Sid até porque o cara a um dias atrás foi contratado para me matar.

Enquanto Sid dirigia, minha cabeça só pensava em uma coisa o quanto Hana é perigosa, me pego a imaginar qual vai ser a reação do Jungkook quando ele ficar sabendo que foi sua Omma que me tirou do cativeiro e me trouxe para esse fim de mundo e pior ela estava planejando me matar durante o caminho.

— Jimin, Jungkook só aceitou a união com Jisoo porque o presidente disse que te deixaria vivo. — Diz Sid ao me encarar pelo retrovisor do carro.

Permaneço calado, virei meu rosto para o lado e fingi não dar importância para o que o segurança dizia, mas só eu sei o quanto estou morrendo por dentro.

••

Ao abrir meus olhos eu já estou sobre uma cama quente, tirei rapidamente a coberta que estava sobre meu corpo e me vejo de roupas secas, engoli a seco.

— Não se preocupe, eu não toquei em você, eu pedi para a senhora Éster trocar suas roupas.

Me assustei com a voz do Sid, olhei em direção a porta ele e uma senhora entraram juntos, ela colocou uma bandeja com algumas coisas e logo saiu de cabeça baixa.

Me levanto da cama, e vou até a bandeja, peguei a xícara e me servi de chá, levei a bebida até a minha boca e peguei Sid me olhando de uma forma estranha.

— Você tem pessoas de confiança? — Perguntei e ele sorriu

— Não diria de confiança, mas tenho pessoas que me devem favores. — Sid responde ao ir em direção a janela, ele afasta as cortinas e olha para fora.

— Me diga o que você quer, Park? Aliás, qual é o seu plano?

— Quero que peça para alguém tirar o senhor Do-jun do hospital sem que Hana e seus filhos percebam, ele está correndo um grande risco.

— O que eu ganho em troca desse favor?

—  A outra parte de Scylla! — Sid sorriu ao me ouvir. — Me dê um celular, eu preciso entrar em contato com alguém.

— Se for seus amigos isso é inútil.

— Porque? — Sid fica calado. — Eu preciso saber como está Taehyung.

— Ninguém sabe o paradeiro deles, a não ser Jungkook e seus amigos, desde aquela noite Jeon ordenou para que eles fossem levados para um lugar seguro.

Sinto um grande alívio ao ouvir as palavras dele, mas mesmo assim sinto um certo receio.

— Onde acontecerá o casamento?

— Pelo o que eu fiquei sabendo ele acontecerá em uma casa da ilha, pois Jisoo ainda está sendo procurada pelo atentado contra o rapaz Ling.

— Você tem notícias do meu irmão?

Sid fica calado e isso me deixa com medo de sua resposta.

— Me responde Sid!

— Junwei está em coma, um dos tiros acertou o peito e a cabeça.

Levo minha mão até meu peito, por um lado me sinto culpado pois eu disse a ele no meio a raiva que eu o odiava até disse que ele estava morto para mim.

— Jimin, você sabe que se você for até lá você poderá não sair vivo.

— Eu não me importo, eu tenho um plano, aqui está uma lista do que vamos precisar, me ajude e então terá Scylla.

Sid demorou para responder, mas eu sabia que isso era questão de minutos para ele aceitar.

— Irei pedir para Éster providenciar tudo isso para você, e aqui está o celular agora cuidado com o que irá fazer Jimin.

Acenei com a cabeça e Sid se retirou do quarto, faltam apenas dois dias meu amor. Já sozinho no quarto vou até a janela e olhei para fora e a única coisa que vejo ao redor são árvores e um jardim lindo, desço e vou até o lado de fora preciso pensar em meu plano para que nada saia errado, me sentei na cadeira de balanço e fiquei olhando para o céu, se antes meu cérebro já era bom agora está 100%, as horas se passaram e eu continuava ali, tiro o celular do bolso e disquei alguma mas mensagens para um velho amigo.

A noite caiu estava em meu quarto quando a senhora Éster bateu na porta me chamando para jantar, ao descer vejo a mesa enorme onde está somente o meu prato.

— Onde está Sid? — Perguntei ao me sentar.

— O senhor Wool saiu à tarde e ainda não voltou, mas ele disse que era para me servir seu jantar pois ele iria demorar.

— Você trabalha a quanto tempo para ele?

— Eu trabalho para os Wool's desde que Sid e Sara eram crianças. — Diz Éster ao me servir.

— E onde eles estão?

— O senhor e a senhora Wool, morreram em um acidente de lança, a senhorita Sara, ela...

Ester pausa sua fala, ela olha para mim assustada.

— Desculpe, eu falei demais. — Diz ela ao abaixar sua cabeça.

— Não se preocupe, Sid não irá saber!

Comi um pouco de salada, e depois voltei para o quarto, estou inquieto ainda mais por não ter notícias do Jungkook, entro nas redes sociais mas não há nada, procurei notícias sobre o presidente Jun-seo e não tem nada também, tudo está calmo e isso é preocupante.

••

Chegou o grande dia, me sinto recuperando 80% e isso para mim é muita coisa, não nego que estou ansioso e com um certo medo, troquei de roupa vestindo a mesma roupa da empresa do buffet que foi contratada, Sid também está usando o mesmo uniforme, Sid amarra os dois funcionários para que possamos assumir os lugares deles, tudo tem que ser feito com calma para que nada saia errado.

O grande desafio é passar pela segurança, os sete que estão na minha frente estão sendo revistados.

— O próximo. — O chefe de segurança me chama, caminho até ele com a cabeça baixa, o medo de ser descoberto é enorme.

— Droga...

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Autora:

Ao ser separado do Jimin, Jungkook sabia exatamente que coisa boa não iria vir pela frente.

— Jeon, você ficar nervoso não vai ajudar em nada, se controlar, precisamos achar uma maneira de sairmos daqui. — Diz Namjoon.

— Calma? Como eu posso ficar calmo, se o Jimin está junto com aquele idiota do Sid. — Jungkook grita e logo em seguida dá um soco na parede ferindo sua mão.

Os amigos do CEO conhecem bem o chefe que eles têm, exatamente por isso que eles resolveram ficar quietos, Jungkook está irritado por não ter notícias do que está acontecendo com seu amado. Os minutos vão se passando e Jungkook perdeu o pouco de paciência que ele tinha.

De repente gritos, pedidos de socorro fizeram o coração do moreno disparar, ele só pensou no Jimin, Jeon correu até a porta e ao ver o corpo do Jimin em cima da maca coberto de sangue fez o moreno entrar em desespero.

— O que vocês fizeram para ele? O que aconteceu porra? — Jeon, bate na porta tentando abri-lá, Park olha para ele e mexe seus lábios dizendo que o ama.

O corpo do loiro foi levado deixando o CEO aos gritos, furioso. Jeon anda pelo quarto de um lado para outro, mas de repente sua atenção é chamada.

— Então é você que é o neto do Jun-seo.

— Não interessa quem eu seja, eu quero saber o que aconteceu com o Jimin para ele estar daquela forma.

— Isso vai depender do que você tem a me dizer.

— Desgraçado filho da puta. — Jungkook foi para cima do Don, mas seus seguranças o impediram. - Eu vou te matar com minhas próprias mãos.

— Tragam ele para mim. — Don ordena.

Os seguranças vão para cima do Jungkook, mas Yoongi e Namjoon se metem e levam a pior, os amigos do Jungkook começam a serem espancados pelos seguranças e o CEO não suporta ser obrigado a assistir isso acontecer.

— Parem, eu vou com você, mas antes deixe eles dois fora disso tudo.

Don ordenou para seus seguranças tirarem Yoongi e Namjoon do quarto.

— Agora vamos ao que interessa Jeon Jungkook.

— Antes de tudo me deixe ver Jimin!

— Você não está em condições de exigir nada. Mas posso conceder isso se me entregar Scylla.

— Eu digo onde está, mas me deixa vê-lo.

Don, anda de um lado para o outro pensativo, depois de um tempo ele chega a uma conclusão.

— Park precisa fazer uma cirurgia urgente, ou então ele morrerá, eu tenho a equipe mais qualificada, mas para isso acontecer me dê Scylla.

— Quem me garante que você vai cumprir com sua palavra?

— Eu tenho palavra, sou completamente diferente do seu avô, moleque!

Com a cabeça quente Jungkook partiu para cima Don acertando ele em cheio, os dois travaram uma luta da qual só sairia vencedor se um morresse, mas Jeon estava no território inimigo, os seguranças apareceram e levaram o moreno para um outro quarto onde Jungkook foi espancado.

Mesmo machucado sua única preocupação era Jimin, ele é a única coisa que o mantém vivo, Jungkook é acorrentado, o moreno tenta se soltar mas é impossível. Sua única companhia nesse momento é a escuridão e o silêncio do qual é quebrado quando ele ouve uma voz conhecida.

Don ordena que o espetáculo comece, ao acender as luzes Jungkook pisca várias vezes tentando se acostumar com a claridade, o grito de desespero do seu avô o faz olhar em sua direção.

— Não.... — Grita Jun-seo.

Jungkook olhou para seu avô com tanto ódio.

Desgr.... — O moreno tenta dizer algo mas ele está tão machucado que não consegue.

— Don esse não foi nosso acordo. — Diz Jun-seo.

— Mudança de planos, matem ele.

— Não.... Por favor, Don eu te entrego Scylla mas deixe meu neto fora. — Implora o presidente Jun-seo.

Don acena e os seguranças vão até Jungkook e acertam o rosto do moreno mais uma vez.

— Don, meu amor não seja tão malvado. — Diz Bom-mi ao beijar seu amante.

— Eu avisei, presidente Jun-seo, para não me subestimar. — Diz Bom-mi ao tocar o ombro do presidente.

— O que você quer Bom-mi?

— Quero o que prometeu a minha filhinha!

— Jungkook não ama sua filha, Bom-mi.

— Não estamos falando de amor, velhote, estamos falando de negócios. — Diz ela.

Mas antes que a conversa prossiga eles são interrompidos com o tiroteio que vinha de todos os lados.

— Vem meu amor, irei tirá-la daqui. — Diz Don ao guiar sua amante.

— Peguem o rapaz. — Ordena Don para seu segurança.

Enquanto todos fingiam, Jun-seo ficou e soltou o neto que mal conseguia ficar de pé, os gases que estavam sendo lançado nos cômodos deixaram o ambiente com uma enorme neblina da qual não se enxergava direito, Jun-seo consegue carregar seu neto até seu carro e o tira o mais depressa dali.

— Quem invadiu? — perguntou Don.

— Nossos homens falaram que era alguém que queria o rapaz Park, pois ele foi levado.

— Droga.... — Grita Don, furioso, o impiedoso acertou o segurança várias e várias vezes até ficar inconsciente.

— O que houve, meu amor? — Pergunta Bom-mi com um olhar assustado.

— Não se preocupe meu amor, irei resolver isso tudo. — Diz Don, ele deposita um beijo na testa da amante e olha para os seguranças. — Matem todos e tragam o filho da Min-Jin vivo para mim.

De repente o esconderijo explode, a sirene da polícia ecoa e todos começam a correr para seus carros, a troca de tiros começam, mas Don consegue fugir.

— Fiquem de olho no Jun-seo e no neto dele, docinho tenho um pedido para fazer a você.

Don se aproxima do ouvido da amante e sussurra algo para ela.

— Sim senhor, iremos segui-los.

— E quanto ao filho da Min-Jin, procurem, eu quero a cabeça de quem o ajudou a fugir, você sabe se Sid conseguiu fugir no meio da confusão?

—  Pelos três homens que encontrei degolados no corredor, com certeza ele escapou, mas ele está ferido, havia muito sangue no local.

Don fica calado e mas seu silêncio diz muita coisa e seu motorista sabe, a raiva que ele está sentindo não tem tamanho, ele quer a cabeça de quem o traiu e pode ter certeza que a morte mais perversa o espera.

Enquanto os russos fugiam, do outro lado da cidade, Jun-se cuida do seu neto que está bastante machucado, o presidente sabe que quando Jungkook acordar vai cobrar respostas. Mas o mais velho tá ciente que eles só saíram vivos de lá porque Don deu uma chance para ele fazer diferente, caso contrário a única solução é a morte.

— Jimin.... — Jungkook sussurra pelo nome do amado.

— Quando isso tudo terminar você irá me agradecer Jeon. — Diz o presidente ao acariciar o rosto do neto.

A noite ainda não havia terminado, não para os Jeon's, até porque os inimigos queriam ter a certeza se o presidente iria dar continuidade com o plano e para ter certeza Don mandou uma visitinha para o velho Jeon.

— Senhor Jun-seo. — O motorista bate na porta chamando pelo seu senhor.

Jun-seo, vai até a porta, olha novamente para seu neto e ao ver que Jungkook permanecia dormindo ele sai do quarto e tranca a porta para que Jeon não fuja.

— A senhora Ling está lá embaixo esperando pelo senhor, ela disse que só iria embora depois de falar com o senhor.

— Droga.... Diga que já desço, Rud assim que ela for embora quero que a siga.

— É claro senhor.

O motorista se retirou e foi até a sala falar com Bom-mi, ao chegar na sala a bela senhora estava olhando para a fotografia do Jungkook que estava pendurada na parede.

— Ele irá recebê-la. — Diz o motorista.

— Ótimo.

Rud, sai da sala e vai até onde está o carro da senhora Ling, o motorista olha para os lados para se certificar que está sozinho, e só então ele se abaixa e coloca o rastreador. Depois de fazer seu trabalho, o motorista vai até a garagem preparar seu carro.

••

— Yoongi não podemos voltar para lá, pois fizemos um juramento para Jungkook, devemos proteger os amigos do senhor Park. — Diz Namjoon ao dirigir o carro para longe dos olhos dos inimigos.

— Droga, eu sabia, tudo estava fácil demais. — Diz Yoongi.

Os amigos se sentem péssimos por ter que deixar Jungkook para trás, mas isso foi uma ordem e uma escolha do CEO. Namjoon entra com o carro em uma estrada e espera passar alguns minutos, e ao ter certeza que não estão sendo seguidos os dois voltam para a estrada e vão em direção aos amigos do Park. Ao chegar no porto eles entram na lancha e vão em direção a ilha.

A cabeça do Yoongi não aceita de forma alguma a decisão do seu amigo, assim que eles desembarcam vão em direção a casa secreta, ao passarem pela porta Seokjin corre até Namjoon e o abraça.

— Onde ele está? — Yoongi pergunta para Seokjin.

— Ele está lá em cima com Hoseok.

— Como ele está?

— Vai lá , Yoongi, os dois estavam preocupados com você, acho que já está na hora de vocês se acertarem de uma vez. — Diz Seokjin.

— Cadê o Jungkook com Jimin? — Pergunta Seokjin.

Namjoon abraça o namorado, que logo em seguida começa a chorar.

— Não sabemos o que aconteceu, pelo o que vimos Jimin não estava bem, mas te garanto se Jungkook jurou trazer seu amigo de volta meu amor ele irá cumprir nem que isso seja a última coisa que ele faça. — Diz Namjoon ao segurar no queixo do Jin.

Enquanto Namjoon consolava seu namorado, Yoongi subia os degraus da escada com o coração na mão, pois ele não sabe qual vai ser a reação dos dois homens de sua vida, Yoongi não consegue escolher apenas um, ele sabe que está sendo egoísta em querer os dois pra si, mas infelizmente ele não manda em seu coração, seu amor pelos dois é igual.

Yoongi bate na porta e entra de cabeça baixa, mas ele é surpreendido com seu corpo sendo abraçado pelo Hoseok.

— Eu senti tanto medo de perder você. — Diz Hoseok com a voz falha.

Yoongi retribuiu o abraço, ele olha para Taehyung que está sobre a cama, e o mais alto sorri e levanta seus braços. Yoongi segura na mão do Hoseok e o guia até a cama.

— Eu sei que estou sendo egoísta em querer ter você dois, mas infelizmente eu não posso escolher um de vocês, até porque meu coração já escolheu os dois, meu amor é igual e eu amo você dois, eu daria minha vida se fosse preciso para ver vocês dois felizes.

— Yoongi. — Taehyung o chama mas Yoongi o impede de falar.

— Taehyung me deixa falar quando estou com coragem. — Diz Yoongi.

— Se você está sendo egoísta nós também estamos. — Diz Hoseok.

E é nessa hora que a ficha para o menor caiu, Yoongi levantou sua cabeça e olhos para os dois.

— Não sabemos como vai ser daqui pra frente, mas quero que saiba que eu amo vocês dois. — Diz Taehyung.

Então o tão esperado beijo triplo do casal aconteceu, mas para Yoongi sua felicidade não estava completa, pois seu irmão não estava presente, e o menor só iria descansar quando todo esse tormento acabar.

Taehyung, por está se recuperando do tiro que levou, está sendo mimado pelos dois homens de sua vida, para ele não tem momento melhor, mas sua tristeza é tão nítida que doía, e Yoongi sabe o motivo.

A falta de notícia do Jimin deixa os amigos aflitos, pois eles temem pelo que Jimin esteja passando.

Será que ele está vivo? — E o que os três se perguntam em pensamentos.

Chega a noite, Taehyung e Hoseok estão deitados escolhendo um filme para assistir, Yoongi entrega a pipoca para Hoseok, mas antes de deitar Yoongi vai até a janela e olha para fora, e tudo está tranquilo, o menor liga o detector de movimento ao redor da ilha, as câmeras estão todas ligadas, depois de deixar tudo organizado ele volta para a cama e se deita, Taehyung está entre os dois, o filme começa e Hoseok nota que Yoongi está inquieto.

— Você vai voltar lá, ne? — Pergunta Hoseok.

A pergunta do moreno fez com que o menor se engasgasse com a pipoca, Yoongi ficou vermelho de tanto tossir, e sua voz mal saiu por ter feito tanto esforço ao tossir.

— Me perdoe, mas eu preciso ir até lá. — Diz Yoongi.

— Nós te entendemos, mas por favor tome cuidado e volte para nós vivo. — Diz Taehyung.

— Namjoon irá com você? — pergunta Hoseok.

— Não! Eu ficarei mais tranquilo se ele ficar aqui com vocês , eu vou partir hoje antes do amanhecer.

Hoseok e Taehyung tiveram que tomar uma das decisões mais difícil que era apoiar Yoongi no que ele iria fazer, assim que o filme terminou Yoongi se prepara para partir, ele se despede do Taehyung e Hoseok o acompanha até a saída, do lado de fora da casa o menor pediu para Hoseok cuidar do Taehyung até ele voltar, os dois se despedem com um beijo e um abração bem apertado, Hoseok fica olhando para o horizonte até o corpo do menor sumir na mata.

De volta a cidade, Yoongi começa a procurar pelo paradeiro do CEO, mas antes ele passa no hospital onde o senhor Jeon estava internado e ele tem a grande notícia da qual ele não se encontra mas internado, preocupado com o sumiço de Do-jun, o motorista corre até a casa dos Jeon's e ao chegar lá ele fica sabendo da notícia do casamento do Jungkook com Jisoo e isso o deixa mais surpreso ainda.

— O que você está fazendo aqui? — Pergunta Ji-ho.

— Eu quero ver o senhor Do-jun.

— Ele não está aqui! Não sabemos para onde meu Appa foi levado. Temos quase certeza que isso é coisa do Jungkook.

— Eu não acredito em você Ji-ho, e cadê Jungkook?

— Na casa do meu avô, se for até lá vou logo avisando que Jungkook não irá recebê-lo. — Diz Hoon.

Ao ouvir a confirmação do irmão mais velho do Jungkook, Yoongi teve a certeza que algo grave estava acontecendo, pois Jungkook jamais se casaria com Jisoo.

Yoon não ficou conformado com tudo o que ouviu, ele queria ver com seus próprios olhos se tudo que os irmãos Jeon's falaram era realmente verdade. Ao entrar no seu carro seu telefone tocou, Yoongi olhou para a tela e era um número desconhecido, ele pensou em não atender mas algo dizia para ele atender e foi isso que ele fez.

| Não desligue Yoongi, eu sei que você sabe quem eu sou então me encontre ao pôr do sol neste local que acabei de mandar para você, por favor se certifique que não está sendo seguido.

Sem responder, Yoongi desliga o telefone e continua dirigindo, ele parou no sinal vermelho e abriu a mensagem onde dizia o lugar do encontro e a hora exata. O menor guardou novamente o aparelho e foi em direção a casa do presidente Jun-seo.

Já em frente a casa do presidente Jun-seo, Yoongi sai de dentro do carro e vai até o portão.

— Me deixe entrar ou então eu vou arrombar a porra desse portão. — Yoongi avisa.

As palavras do menor são ignoradas, ele voltou para o carro, ligou o motor e encarou os seguranças com um sorriso malicioso no rosto, ele pisou no acelerador e foi em direção ao portão.

Mas ao ver seu amigo Jeon a sua frente, Yoongi parou o carro e saiu de dentro e foi até o portão.

— Vai embora Yoongi, você não tem nada o que fazer aqui. — Diz Jungkook.

— Como assim você vai se casar, e com Jisoo, Jungkook ?

— Isso é uma escolha minha, então vai embora, a partir de hoje você não trabalhará mais para mim.

—  Jeon? — Yoongi grita chamando pelo amigo, mas Jeon dá as costas e segue para dentro da casa.

Yoongi não se conforma com a reação do CEO, pois ele tem certeza que algo sério está acontecendo e Jeon só está agindo assim para proteger todos.

Inconformado, Yoongi entra no seu carro e vai em direção ao encontro, se passaram alguns minutos e o segundo carro chegou ao local.

— O que você quer, afinal, Sid?

— Estou com Jimin!

— O que você fez com ele seu idiota? — Yoongi parte para cima do mais alto.

— Ele está bem! Jimin vai impedir o casamento do Jungkook.

— Como?

— Mas nós sabemos que nem todos irão sair vivos de lá, então é por isso que chamei você. Eu tenho um plano é preciso que me ajude, Jimin não precisa saber.

— O que preciso fazer? — Responde Yoongi.

_______________________________

Jeon Jungkoo

Horas antes.....

Acordar e não ter Jimin em meus braços é o mesmo que ficar sem vontade para viver, me levantei da cama e fui em direção ao escritório onde eu encontraria meu avô, Rud tenta me segurar mas com raiva eu acertei um soco em seu rosto, o motorista caiu.

— Onde está Jimin? — Abro a porta já gritando.

Ao ver meu avô e a senhora Bom-mi sentados, gargalhei e bati palmas, caminhei até meu avô e girei a sua cadeira.

— O que você fez com Jimin? — Meu avô me olhou assustado.

— Jun-seo, acho bom você colocar seu neto no devido lugar. — Diz Bom-mi.

— Você sua jararaca de peruca não se meta. — Apontei para a senhora Ling, que fez sua cara de nojo.

— Chega Jungkook! — Meu avô grita. — Senhora Ling por favor, nós conversamos outra hora.

A senhora Ling se retirou do escritório com um sorriso vitorioso no seu rosto, já a sós vou para cima dele furioso, eu não me importo se ele é um senhor de idade.

— Se realmente você quer que aquele garoto sobreviva, se case com Jisoo.

— Isso só pode ser uma piada.

— Isso aqui é piada por acaso Jungkook? — Meu avô girou a tela do computador, dei um passo para trás ao ver Jimin sobre uma cama bastante machucado.

— Somente eu sei onde ele está! Somente eu tenho acesso ao local onde ele está! Então meu querido neto, ou você casa com a senhorita Jisoo ou então ele morre.

— Você não teria coragem de fazer uma monstruosidade desse tamanho.

Meu avô sorri, ele tira o telefone do bolso, ele aperta algumas teclas.

— Aumenta a voltagem!

Pela tela do computador, Jimin se contorce assim que a eletricidade passa pelo seu corpo.

— Para! Você vai matá-lo desse jeito. — Gritei.

— Essa não é a resposta que eu quero ouvir Jungkook.

— Tudo bem eu caso, mas deixe ele em paz. — Respondi aos prantos.

— Ótima escolha.

Caí de joelhos ao chão, assim que meu avô passou por mim, segurei em seu braço e olhei dentro dos seus olhos.

— Porque queres tanto esse casamento?

— São apenas negócios, filho, um dia você irá me agradecer.

— A única coisa que terás de mim é meu desprezo.

— Seu casamento está marcado para daqui a dois dias, e para a segurança daquele bastardo sugiro que não saia dessa casa e nem entre em contato com mais ninguém, a não ser que você queria carregar o sangue de mais um inocente em tuas mãos Jeon.

Para me torturar mais ainda, meu avô deixou o monitor ligado, me levantei e fui até a mesa, passei meus dedos na tela enquanto as lágrimas escorriam.

— Me perdoe meu amor por não cumprir com minha promessa.

Fiquei olhando para a tela, e uma coisa me chamou a atenção, porém a câmera foi desligada.

— Aguenta firme meu amor, te darei minha vida em troca da sua liberdade. — Fecho meus olhos e pronuncio três vezes essa mesma frase.

No dia seguinte, ignorei um dos meus melhores amigos, eu conheço Yoongi e sei que ele é inteligente o suficiente para entender que as coisas estão fora do meu controle. Ando furioso dentro do quarto ao lembrar da cena onde Jimin é torturado. Pois eu juro que irei matar todos que ousaram tocar nele.

••

Dois dias se passaram então chegou o infeliz dia, estou em frente ao espelho me preparando para me casar com Jisoo. Hoje será o dia do meu enterro, pois é assim como me sinto, morto por dentro. O barulho de uma explosão chama a minha atenção, vou até a janela e vejo a correria dos seguranças, do lado esquerdo a empresa do buffet preparar seus funcionários.

— Jungkook, todos já estão no jardim! — Diz meu avô ao bater na porta do meu quarto...

Me olhei novamente no espelho e não me reconheci, a um tempo atrás me casar por dinheiro era meu objetivo, mas depois que conheci o amor mudei completamente, a porta do meu quarto é aberta, e uma dos funcionários da empresa do buffet entrou.

— Desculpe, mas você está no lugar errado, sua equipe de buffet está do outro lado.

— Tem certeza? — Disse ele ao parar em minha frente.

Ele deu um passo para frente e eu dei um para trás, ele levou sua mão até o boné e tirou, meus batimentos aumentaram ao ver Jimin em minha frente, eu corri até ele e o abracei.

— Meu amor. — O carreguei e o beijei.

— Estou aqui meu amor. — Diz Jimin retribuindo os beijos apaixonados e cheios de saudades.

Corri até a porta e a tranquei, pois eu não queria que ninguém interrompesse esse momento nosso.

— Eu... estava .... com ... tanto... medo.... de .... não .... ver ...mas você... meu amor.

Cada palavra que saia da minha boca era um beijo que eu depositava nos lábios do meu loirinho.

Ter novamente o meu mundo em meus braços, fez meu peito se encher de felicidades, felicidades da qual eu já havia perdido a dois dias atrás, quando o vi em cima de uma maca coberto de sangue, naquele segundo meu mundo desabou pensei que eu não iria nunca mais vê-lo, eu sou capaz de dar minha vida por esse anjo, e foi exatamente por isso que aceitei me casar com Jisoo, mas agora tudo mudou.

— Jeon filho! — A voz do meu avô nos assustou, Jimin tapou minha boca rapidamente e fez um sinal para que eu agisse naturalmente.

— Jungkook? — A maçaneta da porta é tocada, sem minha resposta meu avô pediu para alguém trazer a chave reserva, mas antes dele entrar no quarto abro a porta.

— O que quer? Veio sorrir da minha desgraça? — Perguntei sem deixar ele entrar, já sei, você veio ver se eu tinha fugido!

— Jeon.

— Chega, estou cansado de tudo senhor presidente, neste exato momento eu te renego e não faço mais parte dessa família amaldiçoada.

— Essa maldição a qual você se refere irá ser sua família, então trate de fazer a sua parte, se realmente quer que o filho de Min-Jin sobreviva.

— Me responda presidente, você acha mesmo que todos nós vamos sair vivos daqui hoje?

— De onde você tirou isso?

— O senhor sabe que eu estou certo! Agora me deixe eu preciso me concentrar em não perder a minha paciência antes de terminar essa noite viúvo, pois o único desejo que sinto é de matar Jisoo.

— Não demore, os convidados já estão ansiosos.

Ao ver meu avô indo em direção ao banheiro comecei a ficar nervoso pois meu Jimin está lá dentro, meu avô percebeu, não consigo disfarçar.

— Eu já disse que não tem ninguém aí! — Alterei minha voz.

— Se não tem porque está nervoso Jungkook?

Jun-seo abriu a porta do banheiro, mas como eu havia dito o cômodo estava vazio, depois de se certificar que eu estava dizendo a verdade, Jun-seo se retirou do quarto.

— Jimin, amor. — Chamo por ele, Jimin sai de trás da banheira, e vem até mim e me abraça.

— Jeon, Sid está aqui e ele tem um plano, eu não faço ideia do qual seja, mas eu fiz um acordo com ele!

— Que tipo de acordo, Jimin?

— Eu entrego Scylla para ele, se me ajudar a entregar Don para a sede Coreana.

— Onde está a outra metade de Scylla?

— Está guardada, quanto menos você soube onde ela está Jeon, menos risco você corre, eu não entendo porque você aceitou esse casamento.

— Jimin eu vi você ser torturado! O que você queria que eu fizesse?

— Torturado?

— Sim, meu avô mostrou para mim a sala onde você está todos esses dias.

Jimin começou a sorrir nervoso, ele joga seus cabelos para trás e vem até mim novamente.

— Foi sua mãe que me tirou do cativeiro, ela está por trás disso tudo, se Sid não tivesse me tirado de lá ela iria me matar.

— Isso que você está me dizendo é verdade?

— Eu pedi para tirarem seu Appa do hospital pois ela iria matá-lo para ficar a frente de tudo, ela me odeia Jeon e odeia minha Omma por ter sido o grande amor do seu pai.

Meu corpo começa a tremer de raiva e ódio, pois como ela pode ser tão cruel ao ponto de matar as pessoas por dinheiro, ela nunca amou meu Appa e sim o dinheiro dele.

— Eu vou destruir todos...

— Nós vamos, mas antes precisamos sair daqui meu amor, precisamos nos encontrar com Sid.

Segurei na mão do Jimin e fomos em direção a porta do quarto, mas ao abri-lá.

— Onde você pensa que está indo seu pivete. — Diz meu avô. — Pegue ele.

Os seguranças vieram para cima da gente e eu lutei contra eles, mas Jimin foi capturado.

— Solte ele.

— Você vai até aquele altar e vai se casar com Jisoo, se realmente quiser sair daqui vivo faça isso. Eu te prometo que não vou machucar ele, Jeon.

— Me solta, assassino. Jeon foi seu avô que matou minha Omma, junto com sua Omma e a Bom-mi.

— Tirem ele daqui agora.

— O que esse bastardo está fazendo aqui no meu casamento? — Pergunta Jisoo.

— Pronto o circo está completo agora. — Diz Jimin.

— Vocês, levem ele para baixo agora. —  Jisoo bateu o pé e ordena.

— E você meu amor vamos para o altar nos casar, e quanto a você bastardo fique assistindo.

Jimin é levado para baixo enquanto seguimos para o jardim, mas ao passarmos pelo corredor reconheço Yoongi e Sid, olhei novamente para trás e Sid faz menção com a mão para mim.

— Onde está Jimin? — Pergunta Sid disfarçadamente ao me entregar uma taça de champanhe.

— Não sei para onde eles levaram ele, só sei que é para o subsolo.

— A cerimônia vai começar. — Meu avô nos interrompe.

Sid se retira de cabeça baixa, e meu avô fica olhando para ele, deixo minha taça sobre a bancada, arrumei meu terno e vou em direção ao altar, ao me verem todos os convidados se levantaram, aperto meus meus punhos com ódio, olhei para a primeira fileira e vejo Hana, Jung Hoon, procurei por Ji-ho mais não o vejo, Jung Hoon olha para mim como se quisesse me dizer algo.

De repente sinto um aperto em meu peito, uma angústia cresce, Jisoo estava tão apressada para casar e agora ele está demorando, olho para meu relógio.

— É normal filho, as noivas sempre se atrasam. — Diz Hana ao se aproximar e arrumar a flor do bolso do meu terno.

— Eu sei o que você fez, então sugiro que fuja para bem longe. — Hana me olha desesperada.

Hana volta para o seu lugar ao lado do meu irmão mais velho, mas a atenção de todos é chamada com a presença do Ji-ho completamente bêbado.

— Viva os noivos, então irmão, como se sente sabendo que você está destruindo o meu coração ao se casar com o meu amor? Eu, te odeio Jeon Jungkook, e eu quero que você morra. — Grita Ji-ho.

Os comentários entre os convidados começam, meu avô ordena para que Jung Hoon faça alguma coisa, e meu irmão vai até o mais novo e o tira a força da festa.

Ignorei todos os convidados e sai correndo em direção a casa, eu só queria saber onde o meu Jimin estava, pela demora de Jisoo com certeza ela está com ele. Ao entrar na casa o alarme de incêndio começa a tocar, os convidados começam a correr para fora do jardim, ao me aproximar do corredor encontro Yoongi desacordado, mas a frente vejo Sid sangrando.

— Onde está o Jimin? —  Pergunto para Sid.

— Eu sinto muito Jeon. — Diz Sid ao olhar para a última porta.

— Jimin...

Corri em direção a porta mas ao me aproximar vejo a fumaça passar pelo vão, tento tocar na maçaneta, mas ela está quente, tirei meu terno e coloquei sobre a maçaneta e só então consigo abrir.

— Jimin, amor, cadê você? — Chamo por ele.

— Jeon aqui, socorro.

Sai procurando em meio a fumaça que já estava ficando impulsivo de respirar.

— Aqui Jeon.

Ao olhar para trás da mesa o vejo caído sobre o chão, vou até ele, Jimin está sangrando ele segura seu abdômen.

— Deixa ele, Jeon. — Grita Jisoo ao atirar contra nós dois.

— Vai embora meu amor, Jeon, eu não vou conseguir.

— Pare de falar meu amor, nós vamos sair daqui juntos. — Minhas lágrimas rolam sem parar.

Olhei para Jisoo ela estava completamente fora de si, seu rosto estava machucado e sua mão cheia de sangue ao lado dela estava uma faca a qual ela usou para ferir Jimin.

— Eu te amo tanto Jungkook, e você só me desprezou, se ele não estivesse entrado em nossas vidas você e eu estaríamos casados, poderíamos até ter filhos, mas você preferiu essa peste. — Jisoo atira mais uma vez contra eu e Jimin.

O fogo aumenta, tudo fica mais difícil, o calor fica insuportável, tento ir em direção ao Jimin mas ela atira em meu braço.

— Jeon? — Jimin grita pelo meu nome.

Olhei em direção a ele e não o vejo mais ao chão, foi quando Jimin me empurrou para fora e se jogou contra Jisoo os dois caíram no meio do fogo, tento ir em direção a ele mais o fogo me impedi.

— Vamos Jungkook, não podemos fazer nada. — Diz Yoongi ao me segurar.

— Aaaa.... socorro tá doendo, me tire daqui. — Grita Jisoo...

— Jimin..... ,— Grito desesperado e ele nada responde.

Meu corpo é tirado contra a minha vontade, por mais que tento voltar para lá Jung Hoon e Yoongi me seguram, do lado de fora do subsolo me joguei no chão, minha vida acabou, me sinto destruído, eu quero morrer.

— Aqui é a Interpol, Senhora Bom-mi, Senhora Hana e senhor Don, nos acompanhe.

— Posso saber porque? — Pergunta Don.

— Vocês estão sendo presos, por assassinato, contrabando e outras acusações das quais não preciso nem mencionar aqui.

O corpo de bombeiros chegou, e controlaram o fogo, um dos bombeiros veio até o seu superior.

— Capitão..

— Quantos corpos?

— Quatro! Entre eles uma mulher. Senhor, não tem como fazer reconhecimento a não ser pelo DNA.

A dor que estou sentindo não tem palavras que possa descrever, eu morri.

A morte é uma realidade inevitável da vida, dizer adeus a alguém que amamos nunca será fácil, perdi o grande amor da minha vida, eu nunca vou me perdoar por isso, pois os culpados estão presos porém vivos.

Todos seguem suas vidas normal, bem pelo menos ele estão tentando, pois eu estou eternamente de luto, me sinto um grande inútil, nem olhar nos olhos dos amigos do Jimin eu tive coragem, desde o dia da fatalidade, eu não saí mais da minha casa, não fui mais para a empresa, meu mundo acabou.

Hoje a saudade apertou, estou aqui no lugar do qual Jimin mais gostava de vir, tirei meus sapatos e me sentei na areia, coloquei meus pés na água para sentir as ondas.

Hoje está fazendo um mês que Jimin foi arrancado de mim, a pior dor não é a despedida, nem a missa de sétimo dia, a pior dor do luto é o dia normal, pois eram os dias normais que eu mais amava.

Dizer adeus ao meu grande amor foi o mais difícil que eu tive que dá em minha vida, e como dói, como dói saber que eu o perdi para sempre.

A brisa do vento bate em meus rosto, fecho meus olhos, Jimin você levou minha vontade de viver, não vou dizer que um dia irei superar a sua ausência, você não tem noção meu amor do quanto eu queria te abraçar agora.

As lágrimas escorrem do meu rosto e vão de encontro com o mar, beijei a flor branca e a joguei para que as ondas a levassem. Abraço minhas pernas e abaixo minha cabeça, a dor sufoca o choro preso na garganta e tão doloroso. Minha vontade é de entrar no mar e deixar que a morte venha ao meu encontro. Mas Jimin não me perdoaria se eu fizer isso e eu quero muito encontrá-lo na próxima vida.

— Eu te amo para sempre Park Jimin.

— Eu também também te amo, meu vice-presidente.

Giro meu corpo rapidamente, e o vejo em minha frente, corro até ele e o abraço chorando.

— É você mesmo, meu amor? — Beijo seus lábios e o abraço.

— Como isso é possível? Eu pensei que você estivesse.

— Morto, eu sei, eu estava se não fosse seu avô me tirar de lá.

Olhei para trás e vi meu avô, ele acenou para mim e entrou no seu carro, a dor que eu senti não desejo para ninguém, mas Deus está me dando mais uma chance, e olha que eu cheguei a pensar que eu não fosse merecedor.

Ficamos olhando o pôr do sol abraçados, pois daqui por diante quero estar sempre assim com Jimin, juntos enfrentando tudo e todos se for preciso.

Hoje pela manhã eu soube que houve uma rebelião no presídio onde Don estava ele foi esquartejado. Junwei desde que soube que Jimin havia morrido ele foi embora para o Brasil, o senhor Ling perdeu toda a sua fortuna, agora vive nas ruas pedindo esmolas, nem seu filho estendeu a mão para ele.

O destino do meu avô todos nós já sabíamos, eu o agradeço por ter salvado Jimin, mas eu não o perdoou pelo o que ele o fez passar, enquanto ele fugia para Dubai meu avô sofreu um AVC e faleceu antes mesmo do avião decolar, meu pai foi o único que foi ao seu enterro.

Meus irmãos cada um seguiu seu caminho, Taehyung, Yoongi e Hoseok ficaram noivos, assim como Namjoon e Seokjin.

Eu e Jimin abrimos uma nova empresa, pretendemos nos casar, mas primeiro queremos deixar tudo organizado para podermos dar esse passo em nossas vidas, não sei o que aconteceu com Scylla, e também nem quero, nossas vidas voltaram ao normal, e hoje eu posso dizer que sou um homem completo, o amor quebra barreiras e diferenças, então se um dia você encontrar o verdadeiro amor agarre-se nele, o amor cura corações feridos mas não se tem felicidade melhor da qual encontrar um verdadeiro companheiro, se eu encontrei o meu você também irá encontrar.. não existe um fim....

Fim

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Agradecimento..

Eu autora Patty_Jikook quero agradecer a todos que acompanharam Amor por acidente, essa é minha primeira história Jikook a ser finalizada, e é com grande orgulho que eu digo, eu consegui, chegar até o fim não foi fácil, mas eu consegui, mesmo com as dificuldade que eu enfrentei, eu consegui, minhas queridas leitoras o meu muito obrigado de coração, a vista tá embaçada por que estou chorando, não sou boa com as palavras... queria poder dar um abraço em cada uma, então sintam-se abraçadas bjs

Patty_Jikook.

Não existe fim para quem ama..... bjs ....

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