cap02° Eu posso ser☔
Park Jimin:
Minha vida não é perfeita, porém eu não tenho do que reclamar, mas hoje me encontro em um beco sem saída, ainda mais pelo o que aconteceu.
Já se fazia exatamente duas horas e meia que o médico tinha levado o desconhecido para a sala, eu estava nervoso e aflito e já nem tenho mais unha para roer. Depois de um tempo de espera o médico veio até mim para me informar que ele já estava no quarto só que ele estava dormindo, o doutor disse que eu poderia ir vê-lo se quisesse. E é claro que eu fui né precisava ver de perto o estrago que eu causei.
Abri a porta lentamente, como o médico mesmo disse ele estava dormindo tranquilamente, parecia uma criança, fechei a porta devagarinho para que ele não acordasse, me aproximei de sua cama puxei uma cadeira e me sentei, fiquei ali esperando ele acordar, para saber como ele estava se sentindo. Comecei a fazer minhas orações pedindo a Deus que ele não ficasse com nenhuma sequela.
Não tem como não notar a beleza desse homem mais o que realmente chamou minha atenção foi a pintinha que ele tem embaixo dos seus lábios, meus olhos percorreram cada detalhe do rosto bonito.
Enquanto ele não acordava, resolvi descansar um pouco pois eu também acabei me machucando, na hora nem percebi que meu joelho estava ferido.
Inclinei meu corpo para frente apoiando meu cotovelo em minha coxa colocando minha mão embaixo do queixo, meus olhos queriam se fechar mais acabei me assustando, quando meu braço escorregou da minha perna, balancei minha cabeça com a intenção de afastar o sono.
Fiquei olhando para a mão grande do moreno, então mais uma vez comecei a imaginar ele segurando meu pescoço com força me fazendo arfar, com certeza essas mãos faria um estrago tão gostoso em meu corpo.
— Aí Park lá vem você novamente com essa sua imaginação. — Balancei minha cabeça e suspirei.
Foi quando ele mexeu seu dedo, me senti aliviado por ele estar acordando. Ele abriu seus pequenos olhos e ao me ver se assustou, sorri, ele se ajeitou na cama, evitando olhar para mim, parecia que estava com medo.
— Por favor, cuidado, não se mexa. — Apontei para sua perna, ele me olhou de uma forma assustadora. Abaixei minha cabeça envergonhado.
— Quem é você? — Ele perguntou me fazendo olhar para ele confuso.
— E.....Eu ... — Apontei para meu peito, o moreno acenou com sua cabeça.
— Me chamo Park Jimin.
— Hum então Park Jimin me empresta seu celular?
— Meu celular? Para quê? — Perguntei, então tirei o celular do meu bolso e dei para ele.
— Pra mim ligar para a polícia! — Assim que escutei a palavra polícia, tomei meu celular novamente da mão dele.
— Pra quê? — Perguntei assustado.
— Pra dizer que além de me atropelar você tentou me matar.
Eu não acredito que ele está me ameaçando.
— Não....Não...Não. — Olhei para os lados vendo se tinha alguém nos escutando.
— Por favor, vamos conversar? Tenho certeza que podemos entrar em um acordo, além do mais quem em sã consciência aparece do nada em plena tempestade no meio da estrada?
— Você tentou me matar, e eu vou denunciar você, sabe que aquela estrada não e permitido motocicletas!
Pior que ele tem razão, isso só vai piorar a minha situação.
— Vamos entrar em um acordo. — Insisti
— Você sabe quem eu sou? — Ele perguntou apontando para si próprio.
Esse cara é maluco. Como eu vou saber quem é ele, fiquei olhando para ele.
— Você não se lembra quem é você? — Perguntei, e olhei assustado me aproximando mas da sua cama.
— Só me lembro que você tentou me matar!
Minha vontade era dar um soco no meio do nariz dele para ele voltar a dormir. Descobri que gosto mais dele dormindo do que acordado. O médico chegou e veio até nós.
— Então como está se sentindo? — O doutor perguntou para o moreno já anotando algo em seu prontuário.
— Só estou um pouco tonto, doutor!
Assim que ouvi a resposta do moreno, puxei pelo braço do doutor o trazendo para perto da porta para poder conversar com ele, dei aquela olhada por cima do ombro do médico para ver se o moreno estava olhando para nós.
— Doutor, acho que ele não machucou só a perna, ele machucou a cabeça também, pois ele tá falando coisas estranhas. — Falei em sussurros, o médico me olhou e depois olhou para o seu prontuário.
— O resultado dos exames estão bons, mas ele foi atingido com força em sua cabeça e normal no seu quadro apresentar perda de memória temporária.
— Força? — Perguntei e o médico apenas balançou sua cabeça dizendo que sim, sem olhar para mim.
Ao escutar as palavras do médico, a única coisa que me veio à minha memória foi o beijo que o moreno me deu, e o tapa que eu retribui fazendo com que ele batesse sua cabeça com força na maca.
— Lascou...... Pensei
Olhei para minha mão e depois para o moreno morrendo de vergonha.
— Será que ele lembra? Ele parece tão calmo, olhei para o médico e ele ainda continuava analisando os exames.
— E por quanto tempo doutor, ele vai continuar assim?
— É difícil dizer, talvez alguns dias — Me ferrei.
— Ou vários meses. — Olhei para o moreno, sorri pois minha vontade era sair correndo.
— Tudo é possível! — O médico respondeu, merda não tem como piorar não é mesmo.
— Pague primeiro a conta, e depois pegue a receita, a enfermeira que estava acompanhado o médico anotava tudo o que o médico falava e depois ele saiu, deixando nós três no quarto.
— Me acompanhe, senhor até a recepção para acertar o valor, por favor!
Eu gritava de raiva por dentro, mas sorri, eu disse a ele que iria fazer o pagamento e que já voltava.
Fui com a enfermeira até a recepção, assim que a recepcionista me mostrou o valor eu quase tive um ataque cardíaco. Me inclinei ficando na pontinha dos pés, me aproximei do vidro que nos separava.
— Oi, você poderia parcelar esse valor em dez vezes? — Falei bem baixinho para que ninguém me escutasse.
— Não entendi, senhor poderia falar mais alto, não consegui escutar o que o senhor perguntou! — Olhei para ela sem paciência.
Perguntei a ela novamente se poderia me dar um desconto, ela sorriu e disse que eles não dão desconto aí eu perguntei novamente porque a cirurgia era tão cara, ela respondeu que a cirurgia não era cara e sim a taxa de hospitalização, aí eu perguntei quanto custa sem hospitalização 2.500, foi isso que ela me respondeu, então eu disse que iria pagar somente a cirurgia e que não iríamos querer a hospitalização, ela acenou sua cabeça então abri minha carteira e tirei o meu cartão e dei para a moça ela pegou o cartão mais eu não queria soltar ela me olhou e eu sorri então eu soltei o cartão quase ao choro.
Ao retornar para o quarto, uma enfermeira estava fazendo o curativo do rosto do moreno, juro não que isso me incomodasse, mas caramba a mulher estava se oferecendo na maior cara de pau para ele .
— É uma pena, ter uma cicatriz em um rosto tão bonito como o seu, você vai precisar de uma enfermeira particular para cuidar de você, e olha só eu estou disponível. — Disse a oferecida
— Não é nada grave! — Ele respondeu para ela já afastando seu rosto assim que notou minha presença, a enfermeira saiu e ficamos a sós.
Eu me aproximei da cama e disse a ele que o médico havia lhe dado alta, ele se inclinou e pegou uma folha de papel e começou a escrever algo, eu parei de falar e fiquei o observando, ele parou de escrever e me entregou o papel, eu perguntei do que se tratava e ele teve a cara de pau de me dizer que era as coisas que eu teria que arcar, por ter atropelado ele, peguei o papel da sua mão para ler.
Eu não acreditava no que estava lendo.
1° Uma enfermeira particular.
2° Uma nutricionista.
3° Uma suíte presidencial na Hilton Plaza
Olhei para o final da lista onde estava escrito, o valor das despesas era cerca de R$300.000 mil reais.
— Você está ficando louco, né? Você está me chantageando? — Alterei minha voz, balançando o papel quase esfregando na cara dele.
— Então ligue para a polícia, e deixe que eles cuidem disso! — Ele respondeu, me fazendo amassar o papel com raiva.
— Você perdeu a memória e ainda consegue me extorquir dessa forma!
— Eu perdi a memória, mais não sou idiota! — Ele engrossou a voz.
Foi quando chegou a notificação do meu banco, abri e olhei meu saldo R$90,00, sorri, bem 90 e um bom número, meu novo número da sorte, respirei fundo e olhei novamente para ele.
— Eu!... — Pausei minha voz procurando as palavras corretas para explicar a ele, — Eu tô sem dinheiro, eu usei o único dinheiro que eu tinha para pagar a sua cirurgia. Mas eu posso te levar para minha casa, ela não é um hotel luxuoso mas é aconchegante, se você precisar de uma enfermeira, eu posso ser o seu! — Ele ficou calado pensando e eu rezando para ele aceitar.
— É, isso serve! — Foi somente o que ele disse, isso não sendo o suficiente ele me fez escrever o porquê eu estaria prestando serviço a ele.
Então eu peguei uma folha e comecei a escrever.
— Eu Park Jimin no dia X acabei atropelando acidentalmente uma pessoa, e para recompensar as perdas da vítima, estou disposto a seguir o comando do mesmo e fornecer acomodação e cuidar dele durante sua recuperação até que eu pague a dívida remanescente de R$3000.000 mil
Ao terminar de ler ele olhou para mim. Sorri mesmo que minha vontade fosse bater nele.
— Está pronto para sair do hospital Sr.Vítima?
Ele me olhou e sorriu de canto como se estivesse dizendo eu vou fazer da tua vida um inferno, como se já não estivesse.
Então fomos em direção a minha casa durante o caminho eu ia pensando como deveria chamá-lo, perguntei para ele, e o moreno disse para eu o chamar do que quiser, eu disse que iria chamá-lo de vítima, ele nada falou apenas virou seu rosto para o lado. Ele ficou parado olhando tudo à sua volta, parecia estar com nojo ou com medo de entrar, eu perguntei o que houve, ele apenas me perguntou se o lugar era habitável, minha vontade foi de voar no pescoço dele, como ele é irritante, oh Deus me dê paciência porque se o senhor me der força eu mato um.
O ajudei a ficar de pé, ele perguntou em qual andar ficava o meu apartamento eu disse que no segundo e apontei em direção a ele, ao olharmos a janela se abriu com o vento eu sorri ao ver ele engolir a própria saliva.
— Onde fica o elevador?
Gargalhei na mesma hora que ouvi sua pergunta, mas depois me arrependi pois olhei para a sua perna e estava engessada, foi aí que me toquei que eu iria ter que ajudá-lo, a subir.
— Desculpe, eu irei te ajudar, está bem pode se apoiar em mim.
Me aproximei dele, colocando seu braço em volta do meu pescoço, e nossa como ele é pesado, depois de bastante tempo conseguimos chegar, abrir a porta e ele passou, tirei meu sapato e pus meu chinelo, o moreno olhava para todos os lados e isso estava me incomodando bastante, pedi para ele se sentar no sofá enquanto eu ia arrumar o quarto que ele iria ficar, eu o deixei e fui para lá.
— Valeu aí meu anjo da guarda pela ajudinha viu, juro que se um dia eu me encontrar com você, aí deixa pra lá!
Levei um pequeno susto ao olhar em direção a porta e vê-lo em pé, sorri disfarçando, ele perguntou onde ficava o banheiro eu apontei para o final do corredor, o ajudei até na porta, entreguei a ele toalhas limpas e voltei para terminar de arrumar o quarto.
Depois de um certo tempo ele saiu do banheiro e veio até o quarto, eu olhava discretamente para ver o que ele estava fazendo, foi quando ele pegou um porta retrato onde tinha uma foto minha com minha mãe, eu saí correndo passando por cima da cama até ele, e peguei de sua mão, e disse para ele não tocar no meu tesouro.
— E sua mãe? — Ele perguntou
— Do que te importa! — Respondi grosseiramente, pois dói muito lembrar de tudo.
Ele se afastou me dando os ombros, depois de arrumar o quarto peguei o porta retrato e as minhas coisas que estava lá e levei para meu quarto, e só assim fui para cozinha fazer algo para jantarmos, eu estava faminto, resolvi fazer Kimchi um prato rápido de fazer, preparei tudo rapidamente.
O jantar estava pronto, enquanto eu arrumava a mesa para jantarmos ele me olhava pelo canto do olho, mas sempre calado, do contrário de mim que falo mais do que um rádio velho.
O chamei para jantar, ele apenas me olhou, perguntei se queria ajudar para vim até a mesa, ele disse que não precisava, ele tentou se levantar mais eu percebi quando ele franziu seu rosto causado pela dor, então eu coloquei sua comida em um prato e fui até ele, coloquei seu prato em cima da mesinha de centro e voltei para pegar água e suco.
— Você não colocou veneno aqui não né? — Ele ironizou, olhei com raiva para ele!
— Você me viu cozinhar! Acha mesmo que eu seria capaz de fazer algo tão perverso assim ? Eu estou disposto a me dedicar até sua recuperação, e irei fazer, só desejo que você se recupere o mais rápido possível, e que sua memória volte para que se lembre de quem é, e saia da minha casa.
Ele permaneceu calado, e eu o observando, o moreno levou a colher até sua boca e assim que sentiu o sabor da comida abriu seus olhos e como são lindos.
— Qual é não tá tão ruim assim! — Falei de boca cheia, apontando o garfo para ele.
Ele começou a levar uma colher atrás da outra, era como se ele estivesse sem comer a dias, sorri e coloquei mais um pouco em seu prato, parei de comer e fiquei o observando estava impressionado pois eu nunca tinha cozinhado para alguém em minha vida, essa era a minha primeira vez, ele terminou de comer e me olhou.
— Já comi comidas melhores! — Ele tinha que acabar com o momento de paz.
— Quê! — Me levantei com raiva, peguei as louças de cima da mesinha e levei para a pia, que ódio como ele consegue me tirar do sério tão rápido! — Falei baixinho enquanto eu lavava as louças.
Depois de terminar de limpar a cozinha, fui até a geladeira, tirei de lá dois sorvetes um sabor morango e outro no sabor de chocolate, de sobremesa, olhei no meu relógio meu dorama estava para começar, fui até a sala ele estava sentado, pulei no sofá o assustado, e ao se assustar ele bateu sua perna.
— Oh meu perdoe eu não fiz por mal. — Dei a ele o sorvete como um pedido de desculpa pelo susto que causei, liguei a TV.
O meu sorvete estava tão gostoso que eu me deliciava, chupava ele todo com tanta vontade, meus lábios ficaram vermelhos e inchados e também dormente, foi quando olhei para o meu lado e peguei o senhor Vítima olhando para minha boca sem piscar, ele estava de boca aberta, ele umedeceu seus lábios sem ao menos disfarçar então ficamos naquela troca de olhares por uns minutos meu corpo começou a esquentar, e olha que estava chovendo muito, mas de repente eu comecei a sentir um certo calor, o restante de sorvete que eu estava segurando caiu em minha camisa, me fazendo despertar do transe ao sentir o contato gelado em minha pele.
— Eu vou me deitar se precisar de qualquer coisa é só bater na porta! — Minha voz saiu quase um gemido e eu me odiei por isso.
Me levantei quase correndo, fui para meu quarto, tranquei a porta e me encostei na madeira, eu me abanava com a intenção de fazer o calor passar, fui até o banheiro e tomei um banho de água fria, nunca em minha vida me senti assim.
Depois de banho tomado, vesti um short samba canção na cor verde e uma camisa da mesma cor, estava sem sono, fui desenhar, rabisco vai rabisco vem, olhei para o desenho eu havia criando um novo personagem em quadrinho, estava tão distraído que nem vi as horas passarem, olhei no relógio ele marcava duas horas da manhã.
Está silêncio demais, será que ele já dormiu? Me levantei e caminhei até a porta coloquei meu ouvido contra a madeira para escutar algum som, mas nada, mas também não fui ver, voltei para a minha cama e acabei dormindo.
Horas mais tarde......
— Não! Socorro sai daqui! Me solta! Fica longe de mim, você é um monstro! — Senti meu corpo ser sacudido várias vezes, mas eu não conseguia acordar, eu chorava e sentia minhas lágrimas escorrerem pelo meu rosto, eu escutava uma voz tão longe me chamar, estava tendo mas uma paralisia do sono.
Essa é a pior sensação que alguém pode sentir só quem já passou por isso sabe o que estou sentindo, você se vê lutando contra algo maior que você, a única coisa que passa em sua cabeça é que você vai morrer, você grita pede socorro mas tudo é inútil nessa hora.
— Acorde Park! Park por favor acorde! — Ao abrir meu olhos vi o senhor Vítima sentado em minha cama me segurando em seus braços.
— O que está fazendo aqui? — Perguntei
— Escutei gritos vindo do seu quarto e vim ver, eu chamava e você não respondia então resolvi entrar, perdoe eu não deveria ter invadido seu espaço, muito menos ter entrado em seu quarto mas eu não sabia o que fazer.
— Está bem, obrigado, agora volte para seu quarto, você precisa descansar! — O moreno deu meia volta com uma certa dificuldade e foi em direção a porta eu o olhava me certificando se ele iria conseguir chegar até seu quarto.
Deixei passar alguns minutos e me levantei, fui até a minha varanda, o sono havia ido embora, me sentei em minha cadeira de balanço, levantei minhas pernas e as abracei e comecei a chorar baixinho lembrando do pesadelo. E o quanto sinto a falta da minha mãe, pensei que quando eu crescesse e conseguisse um trabalho iria me acostumar com a sua ausência mas é aí que eu me enganei, a saudade que eu sinto dela não cabe em meu peito, na verdade a cada dia que passa ela o aumenta mais ainda.
O vazio que eu carrego dentro do meu coração é enorme e muito doloroso, me pergunto será que um dia eu serei ser feliz novamente, será que um dia eu irei me permitir a amar alguém, será que um dia eu irei conseguir ter tudo o que minha mãe me falou antes de acontecer a tragédia? Porque toda vez que penso nisso sinto um medo crescer dentro de mim, sinto medo de amar e perder tudo novamente.
Não posso me permitir chorar mais, eu sou forte não um fraco, eu brigava comigo mesmo me repreendendo por deixar que o meu padrasto me atormente em meus sonhos.
Deus será que isso um dia vai ter fim?
Voltei para meu quarto para tentar novamente dormir, me deitei na cama e acabei dormindo.
Na manhã seguinte acordei às 5:00 horas da manhã para deixar tudo preparado para meu hóspede, pois eu tinha que ir para a empresa, só Deus sabe o quanto estou preocupado em deixar ele sozinho em minha casa, espero que ele não coloque fogo na casa.
Tudo pronto, fui para o banheiro tomar meu banho, eu cantava debaixo do chuveiro, quem nunca sonhou em ser um cantor famoso. Sai do banheiro apenas com uma toalha enrolada na cintura, lembrei que eu tinha colocado minhas meias para secar no varal fui até lá, só que ao voltar eu me esbarrei no moreno, minha toalha quase caiu do meu corpo, se não fosse minha rapidez em segurá-la, sentir meu rosto ficar quente e vermelhos, sai correndo de volta para meu quarto.
Aí Park você esqueceu que não está mais sozinho nessa casa, com que cara vou olhar para ele agora, terminei de me vestir, e voltei para a cozinha com tanta vergonha, mas precisava tomar meu café então peguei a vergonha e deixei dentro do meu quarto até porque eu iria fingir que não aconteceu nada , ele estava na sala sentado no sofá, o chamei para se sentar à mesa junto a mim, ele se levantou e veio até a mesa já sentado eu o servi, enquanto tomávamos nosso café eu explicava que eu iria para o trabalho e estaria de volta as 15:00 horas.
Olhei em meu relógio faltavam apenas vinte minutos para as oito, me apressei coloquei minha xícara na pia, hoje não iria dar para lavar, deixarei para fazer isso quando eu chegar, fui até a sala peguei o capacete, minha mochila e minhas chaves, já na porta de saída.
— Ei oh. — Ele apenas me lançou um olhar matador.
— Oi, me chame de Jeon! — Olhei sem acreditar. — Não me olhe assim e só o que eu sei, bem eu acho que é meu nome.
— Ok então Jeon, eu deixei seu almoço pronto, você só precisará usar o microondas para esquentá-lo! Você sabe fazer isso né, e por favor só não coloque fogo na minha casa, se precisar de alguma coisa me ligue, deixei o numero do meu celular na porta da geladeira, agora preciso ir, tchau até mais tarde.
Sai de casa com meu coração na mão, é tão estranho deixar um desconhecido tomando conta dela, peguei minha moto da garagem e saí em direção a empresa.
Eu dirigia a rodovias mas meus pensamentos estavam voltados só para uma pessoa, eu tentava de todas as formas não imaginar o que ele estava fazendo, cheguei a empresa estacionei a moto Bê falava comigo mas eu nem conseguia prestar atenção, ao entrar Taehyung veio até mim, me abraçou.
— Então como você está? — Tae perguntou, me fazendo soltar minha respiração.
— Nem sei dizer Hyung minha vida, virou de cabeça para baixo! HEle me levou para sentarmos em um banco na parte de fora.
— Como ele é? — Olhei para meu amigo e não pude acreditar que ele realmente estava me perguntando isso.
— Oi Jimin-ah, oi Tae.
— Oi Jin! — Respondi e logo Tae também respondeu, Jin sentou-se entre nós.
— Então Jimin está tudo combinado para hoje a noite né? — Olhei sem entender para o Jin pois não lembrava mesmo. — Hoje é noite de filme e dessa vez é na sua casa, esqueceu?
— Não! — Gritei. — Outro dia está bem! Hoje, eu...
— Jin esqueci de falar vai será na minha casa! — Tae se meteu na conversa e logo me ajudou, Jin ficou desconfiado mas depois eu iria explicar tudo para ele, pois se eu falar ele vai querer ir lá em casa e colocar o Jeon pra fora por está me chantageando.
Tae me olhava esperando eu contar tudo com detalhes, só que eu estava tão atordoado que nem pensar eu estava pensando direito, senhor Mín-jun chegou então fomos em direção ao depósito, precisava ocupar minha cabeça, e a única forma que eu encontrei foi encher a cara de trabalho.
Estava conferindo o estoque quando meu senti Min-jun se aproximar, ele inspecionava tudo, isso era agoniante, estranhei pois ele não é de vim até aqui no depósito sua presença não deixava só a mim tenso os outros funcionários também se sentia desconfortável.
— Desejas algo senhor, Mín-jun? — Perguntei
— Assim que terminar Park compareça à minha sala!
— Sim senhor!
Ele ficou mas um pouco e depois se retirou, Hoseok se aproximou e perguntou o que eu tinha aprontando dessa vez, eu respondi que nada, mesmo curioso para saber o porquê o senhor Min queria minha presença, deixei ele esperando um pouco, a manhã passou voando, aproveitei a hora do almoço para ir até a sala do chefe, bati na porta e logo ele pediu para entrar.
Ao entrar o senhor Min estava sentado, com o caderno de pontos de todos os funcionários engoli seco ao olhar para sua mão ele segurava a ficha do meu amigo Seokjin.
O que ele está fazendo? — Me perguntei.
— Sente-se Park! — Ele apontou para a cadeira em sua frente. — Só irei terminar aqui e já lhe dou a minha atenção, já almoçou?
— Ainda não senhor!
— Então vá para o refeitório, e antes de sair passe aqui assim teremos mais tempo para conversar !
Teremos mais tempo. O que ele quis dizer com mais tempo? Meu celular começou a vibrar, dei aquela disfarçada enquanto o senhor Min olhava para o computador, era de casa.
Meu Deus, o que aconteceu dessa vez?
Saí da sala e disse que depois do meu expediente eu viria, Min apenas disse "tá" e continuou olhando para a tela do computador.
Já do lado de fora pego rapidamente o meu celular e retorno a ligação.
| Não me diga que você ateou fogo na minha casa?
| Que horas você vem, estou com fome!
| Quê você só pode está zuando com a minha cara não é!
| Você esqueceu que assinou um termo dizendo que iria me servir quando eu precisasse, então estou precisando de você aqui e agora.
Cara irritante eu não vou aguentar isso não.
| A sua comida eu já deixei pronta só precisa colocar no microondas, esse aparelho branco com a porta de vidro que fica em cima do balcão, é só apertar o botão ligar e pronto. Eu não posso sair, estou no meu trabalho, esqueceu?
| Não sei como irá fazer, só sei que eu estou com fome.
Assim que ele respondeu desligou o telefone na minha cara, bem eu não vou dar esse gostinho pra aquele mimado, ele tem que aprender a respeitar as pessoas não vou aceitar suas ameaças.
Coloquei meu celular no bolso, e fui para o refeitório, bem eu tentei mas eu sou um idiota mesmo, eu só pensava naquele mimado, então resolvi ir até minha casa pois fiquei com medo dele fazer alguma besteira, pois pelo jeito ele não sabe fazer nada mesmo.
Peguei a moto novamente mas antes de sair olhei pela janela do escritório do senhor Min e lá estava ele parado olhando em minha direção, mas não me deixei intimidar. Saí em direção a minha casa, chegando lá estacionei a moto e subi as escadas correndo, já quase sem fôlego cheguei em frente a porta, ao passar pela ela o vi deitado no sofá, ao escutar o som que se fez assim que coloquei a chave no balcão ele se levantou e olhou assustado em minha direção.
— Com que direito você acha que pode me ligar para vim até aqui esquentar comidinha para você, só porque o bebezão ai não sabe ligar a droga do microondas, eu preciso do meu trabalho, então peço que só me ligue se for algo realmente sério, eu dependo do meu trabalho pra me sustentar, entendeu?
— Se não quer me servir mas, resolver isso de outra forma senhor Park!
— Eu falei que irei sim ajudar você no que precisar, mas isso já é demais, eu já deixei a droga da comida pronta! — Respondi indo em direção a cozinha.
Depois de esquentar a comida coloquei na mesa e fui até meu quarto pegar uma muda de roupa que ao saí pela manhã acabei esquecendo, mas ao voltar ele estava sentado à mesa olhando em minha direção.
— Eu não quero comer sozinho, você pode ficar e me fazer companhia ? — Me surpreendi com seu pedido.
— E outra peço desculpa por ter tirado você do seu trabalho! Tenho certeza que você ainda não comeu, então por favor sente-se, eu irei servir você, até porque é muita comida para mim.
Isso realmente não estava em meus planos, ele me desarmou no instante em que me pediu para ficar, eu tenho o coração mole mesmo, eu pensei em dizer não pois ainda estava chateado, mas tudo mudou no momento em que eu olhei para ele.
— Desculpe, mas preciso ir, senão eu irei me atrasar para voltar para o trabalho! — Peguei minha chaves, eu não quis olhar para trás pois eu sentia os olhares dele em minha direção.
— Tchau Jeon.
Fechei a porta, e saí mas parei no meio da escada e voltei, qual e eu não sou assim, ao abrir a porta novamente ele estava brincando com a comida olhando para o nada, assim que ele me viu sorriu.
— Esqueceu alguma coisa? — Jeon perguntou.
— Sim de almoçar com você! —Sorri
Puxei uma cadeira e me sentei à mesa , peguei meu prato e me servi com um pouco de salada, ele me olhava por baixo mas mesmo eu não olhando diretamente para ele eu vi o pequeno sorriso se fazer presente em seus lábios.
Portanto sei que por causa dessa minha boa ação, virá grandes consequências, mas não quero pensar sobre isso agora, só quero aproveitar e comer em paz bem eu tento não olhar para ele, mas é estranho a sensação que eu sinto, é como se nós já estivesse nos conhecido antes, é complicado de explicar nem eu mesmo sei o que estou dizendo.
Terminei meu almoço, levei meu prato até a pia, e me surpreendi pois ele havia lavado a louça do café, e ao ver isso sorri mas sem ele ver é claro, caminhei até a porta mas antes eu chamei sua atenção.
— Jeon! — Ele parou de comer e me olhou.
— Eu disse que iria voltar para casa às 15:00 horas, mas preciso fazer hora extra hoje, então só estarei a noite em casa e quando eu voltar trago algo para você jantar, não faça muito esforço, para poder se recuperar logo.
Ele nada disse apenas acenou sua cabeça, eu não sou bobo sinto que ele está aprontando alguma coisa, mas também não perguntei até porque eu tinha outras coisas para pensar e resolver tipo ir para o trabalho e saber o que o senhor Min deseja tanto conversar.
Durante o caminho todo, eu pensava em tantas coisas. O sinal fechou e eu parei, ao olhar para o lado senti um medo enorme crescer dentro de mim ao ver um homem parado sorrindo para mim, olhei novamente para ter certeza que não era uma miragem. Esfreguei meus olhos e ao abri-los novamente o homem que parecia o infeliz do meu padrasto não estava mas no mesmo lugar, me assustei com os carros buzinando atrás de mim.
Parei no acostamento para tentar me acalmar, mas as lágrimas não paravam, estava em pânico, minhas mãos tremiam e isso dificultava até para voltar a dirigir, deixei passar quinze minutos, então voltei a dirigir mas o medo de está sendo seguido só aumentava. Não tenho inimigos mas ultimamente tenho a sensação que alguma coisa ruim está prestes a acontecer.
Olhei pelo retrovisor e tinha uma kombi preta me seguindo......
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top