Cap 21° Laços☂️

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Enquanto Jungkook estava enfrentando uma forte tempestade para chegar em Busan, os homens que seu amigo Yoongi pediu para irem até Jimin já estavam próximos do lugar, porém ao chegarem eles encontraram tudo revirado.

- Se espalhem, procurem todos! - Disse Pierre firme.

Os homens se separaram cada um foi em direção diferentes, Pierre subiu as escadas e acabou encontrando os três amigos amarrados. Ao se aproximar deles, Pierre ouviu gemidos vindo de trás do sofá, ele olhar por cima e encontra Namjoon sentado encostado na parede bastante machucado, devido ter tentado defender os outros dos sequestradores.

- Cadê o senhor Park? - Pergunta Pierre, ao se aproximar do Seokjin.

- Fica longe dele! - Grita Namjoon, tentando se levantar, porém não consegue. - Quem são vocês? - Pergunta Namjoon novamente.

- Yoongi nos mandou aqui! Me digam onde está o senhor Park? - Insisti Pierre, e não demora para os outros chegarem.

- Eles o levaram. - Diz Taehyung chorando desesperado.

- Em qual direção eles foram? - Tae não consegue falar nada ele apenas aponta mostrando o caminho para onde eles seguiram.

- Eles vão fugir pelo rio! - Diz Namjoon com a voz falha.

O secretário tentar se levantar, porém ele cai ao chão, desesperado Seokjin corre até o namorado para ajudá-lo, o que ninguém imaginava é que Namjoon estava ferido, ao levar sua mão até a costa do amado, Seokjin nota a faca encravada, desesperado Seokjin grita pedindo ajuda, ao ver a situação Pierre não encontra outra saída a não ser dividir sua equipe, ele levou dois homens consigo, e ordenou os outro dois para levarem os amigos para o hospital mais próximo.

Enquanto Gil dirigia, Saulo olhava para a entrada atento, mesmo com tudo acontecendo, Seokjin estava calmo bem pelo menos por fora porque por dentro ele estava em desespero, o namorado estava desmaiado e o amigo sequestrado, Taehyung não parava de chorar e Hoseok tentava acalmá-lo mesmo que isso fosse impossível.

Ao chegarem no hospital, Namjoon foi levado direto para a sala de cirurgia, os amigos voltaram para a sala de espera, Seokjin e Hoseok estavam sentados enquanto Taehyung andava de um lado para o outro tentando falar com Jungkook ou até mesmo Yoongi, mas a atenção de todos é chamada pelo noticiário na TV.

- O tornado Keller chegou na cidade de Seul devastando tudo, a chuva forte cai sobre a cidade, deixando os moradores sem energia elétrica, todos os voos foram cancelados, ninguém entra e ninguém sai.

Todos estavam inquietos sem notícias, tanto do Namjoon quanto do Jimin, Hoseok se levantou e foi até o Gil perguntar se ele tinha notícias do Jimin mas infelizmente ele não tinha, a única pista que eles tinham é o sangue que encontraram no caminho.

Hoseok tirou o celular do bolso e discou o número da pessoa que faz seu coração disparar, mas só dava fora de área, o moreno não sabia mais o que fazer, estava com medo de perder o amigo e o grande amor de sua vida, desde que descobriu que Yoongi estava ficando com seu amigo Tae, Hoseok tentou tirar o baixinho do seu coração mas todas as suas tentativas foram insuficiente pois o sentimento que ele sente por Yoongi fica cada vez maior, mas o medo de perder o Tae é grande que seu peito dói, Hoseok está em um beco sem saída, e isso o deixa sem saber o que fazer a respeito dessa situação, pois ele sente o quanto Taehyung está sofrendo.

Hoseok limpou suas lágrimas e foi para dentro do hospital, toda sua pose de machão durão foi pelo ralo assim que Taehyung veio em sua direção chorando.

- Estou com tanto medo, Hoseok!. - Diz Tae, já soluçando.

- Vai dar tudo certo, nós vamos encontrar Jimin, Yoongi vai aparecer com Jungkook, e tudo vai se resolver, acredite em mim. -Hoseok fala ao tocar o rosto bonito do amigo.

- Como você pode ter tanta certeza, Hoseok? - O moreno segurou no queixo do Tae e olhou em seus olhos. - Eu só sei, mas nesse instante nosso amigo Jin precisa do nosso apoio.

- Você está certo. - Diz Tae, o moreno limpa suas lágrimas e sorri tentando disfarçar o quanto está apavorado por dentro.

Hoseok segurou na mão do moreno e foram juntos até Seokjin, pois mesmo se fazendo de forte os amigos sabiam muito bem que Jin estava nervoso e com medo de que algo desse errado na cirurgia, porém Jin sempre guardou as coisas para si, igualmente Jimin.

Foram três horas de cirurgia, estávamos todos cansados, Hoseok se levanta para ir até a lanchonete comprar três sucos pois desde que tudo aconteceu eles não comeram nada, mas ao se afastar, a porta da sala de espera foi aberta e por ela passou o cirurgião James.

- Então doutor, como ele está? - Jin se levanta ao perguntar, Tae segura sua mão lhe passando forças, e também para Jin entender que ele não está sozinho.

- Vocês são parentes do paciente Kim?

- Eu sou o namorado dele. - Jin levanta a mão chamando a atenção do médico. - Então doutor me diga como ele está? - A voz do Seokjin saiu trêmula pelo nervosismo.

- A cirurgia ocorreu tudo bem. - Diz James.

Ao ouvir as palavras do médico, Jin soltou a respiração que estava segurando.

- Mas....

- O que tem esse mais doutor? - Pergunta Hoseok.

- O paciente não apresenta nenhuma reação, ele perdeu muito sangue, a cirurgia foi complicada, a faca estava encravada no meio da coluna. - Tae abraçou o amigo.

- Ele vai acordar, eu sei que vai! - Jin fala aos prantos, e Taehyung concorda acenando com a cabeça para o amigo.

- Vamos esperar as primeiras 24 horas, mas se ele não acordar iremos fazer novamente os exames. Vão para casa descansar. - Doutor James toca ao ombro do Seokjin, o fazendo olhar em seus olhos azuis. - Seu companheiro está em boas mãos, prometo ligar se ele acordar ou se tiver qualquer alteração.

- Vamos, Jin, o doutor está certo, vamos para casa, pois amanhã é a data de falecimento da senhora Min-Jin, e precisamos fazer uma oração diferente das outras, nosso amigo passou por tanta coisa que ele não vai ter tempo para fazer isso. - Disse Taehyung.

- Min-Jin? - Pergunta James, sua voz saiu trêmula, seus batimentos aceleraram ao ouvir o nome da pessoa que ele procura há anos.

- Doutor, o senhor está bem? - Pergunta Hoseok ao tocar no ombro do médico que estava tão longe com seus pensamentos.

- Sim!

Mesmo ele tentando ser firme com sua resposta, não convenceu os três amigos.

- Quer que eu chame alguém doutor? - Pergunta Jin.

- Não precisa! É que eu procuro a tanto tempo uma pessoa com o mesmo nome, que pensei ser, mas com certeza não é ela. - Disse o médico com os olhos lacrimejando.

- Espero que o senhor a encontre, e a ame muito. - Diz Seokjin.

O médico se afasta dos amigos, mas Tae o acompanha com o olhar.

- Espere Doutor. - Grita Taehyung ao correr até o médico. - Eu tenho a foto da senhora Park pois notei o quanto ficou abalado e para ter certeza que não é a pessoa que está procurando.

Tae vira a tela do celular e mostra para o médico uma foto onde está, Min-Jin com Jimin sentado em seu colo. As lágrimas do médico vão rolando enquanto Taehyung vai falando todo entusiasmado sobre o amigo que nem percebeu o médico chorando.

James engoli o choro.

- Desculpe. - Diz o médico e se retira de cabeça baixa.

- Eu hein, eu só quis ajudar. - Sussurra Taehyung e dá com os ombros.

Antes de saírem do hospital, Jin passou pela recepção e deixou seu contato e dos amigos caso eles precisassem entrar em contato. Já do lado de fora os amigos andavam um do lado do outro.

- Eu irei deixá-los em casa. - Diz Gil.

Todos entram no carro, e a única coisa que eles têm em comum é o silêncio é a preocupação, mas Taehyung ficou pensativo com a reação do médico, mas ignorou pois tinha coisas mais graves com que se preocupar. Gil parou o carro em frente ao apartamento do Jimin, pois os amigos resolveram ir para lá, enquanto os amigos entraram, Gil e Saulo ficaram de segurança.

•••

No meio da floresta Jimin corria desesperado tentando fugir dos sequestradores, mas quanto mais ele tentava fugir parecia que mais próximos eles estavam, ao olhar para trás para ver se eles estavam perto, o loiro e agarrado pela cintura.

- Me solta por-... - Jimin tenta falar mas ao ver quem o segurou ficou em choque.

- O papai chegou, filho! - Diz Hae-jin, sorrindo diabolicamente.

- Não... Não... - Park diz já com a voz falha.

O loiro tenta se soltar dos braços do seu padrasto, mas por está fraco não consegue, Park morde o ombro do Hae-jin o fazendo gritar, furioso o mais velho dá um soco forte no rosto no menor o fazendo cair e bater a cabeça, Park desmaia e não demora para os caras que entraram na casa chegassem.

Hae-jin e seus homens entraram em uma pequena embarcação, tudo havia sido articulado para que nada saísse errado, enquanto Jimin estava no quarto algemado na cama para que não tentasse fugir, Hae-jin estava do lado de fora em uma ligação com a senhora Hana.

| Senhora Jeon.

| Então Hae-jin você está com Jimin? - Pergunta Hana.

| Hana, diz pra ele ir embora o mais rápido se possível para bem longe de Busan. - Diz a senhora Ling.

| Já estou com ele, podem ficar tranquilas, senhoras, mas agora eu preciso que cumprem com a parte de vocês no acordo.

| Quanto a isso pode ficar despreocupado, Hae-jin, pois eu sempre cumpro com minhas promessas. - Diz Hana.

Enquanto Hae-jin conversava com as duas, Park ouviu tudo, bem pelo menos uma boa parte da conversa, mesmo que ele não escutasse o nome da pessoa com quem seu padrasto discutia, o loiro imaginava que era pessoas grandes, ele pensou é claro no avô do Jungkook, pois esse o queria morto.

- Eu preciso encontrar um jeito de sair daqui. - Pensou ele.

A maresia o deixa enjoativo, Jimin nunca gostou do mar, porém quando ele estava com Jungkook a sensação foi completamente diferente.

Os batimentos do menor aceleram, suas mãos começam a suar frio, Park sente que seu corpo pode a qualquer momento ir ao chão, a sensação de medo o apavora, isso o fez ter uma crise de pânico. Ele se apoia contra a parede e tenta acalmar sua respiração mesmo que seja impossível, porém tudo piora quando ele vê a maçaneta da porta ser girada. Park olha para todo canto do cômodo procurando um refúgio, mas infelizmente não existe. Antes da porta ser aberta ele volta para a cama e fingi que ainda está desacordado.

Hae-jin caminha pelo quarto indo em direção a cama, e fica observando o seu maior desejo, e tantas coisas se passam em sua cabeça doentia, mas uma delas é certa, Park será seu nem que seja pela última vez.

- Minha doce tentação como esperei ter você sobre a minha cama. - Disse Hae-jin ao tocar no rosto angelical.

Ao sentir o toque sobre sua pele, Jimin segurou a vontade de vomitar.

- Sempre te desejei desde que era uma criança, sei que isso parece ser doentio mas eu não iria tocá-lo quando fosse criança, sei que naquela noite eu passei dos limites, mas eu juro eu não ia machucá-lo. - Agora suas mãos tocavam as mãos pequenas.

O nó preso na garganta do menor, o sufocava, e Park não estava mais suportando fingir tudo. Em seus pensamentos ele implorava a Deus para que Hae-jin saísse do quarto.

- Hae-jin temos um problema! - Diz um dos sequestradores.

O mais velho suspira chateado, antes de se afastar ele deposita um selar na mão do menor e se retira do quarto, já do lado de fora ele tranca a porta e guarda a chave em seu bolso.

- Qual o problema dessa vez porra!

- O radar apontou algo vindo em nossa direção! Não sabemos se é a marinha, ou se são os piratas, pois pelo o que ficamos sabendo ultimamente anda acontecendo bastante assaltos em alto mar.

- Nos tire daqui agora, vamos para o lugar que combinamos, e de lá fugiremos de carro! - Disse Hae-jin ao olhar para o aparelho celular.

- Sei que não devo perguntar, mas quem é esse rapaz? Já que estou arriscando minha cabeça quero saber se vale apenas!

- Escuta aqui. - Hae-jin segurou o sequestrador pelo colarinho e o encostou na parede o encarando. - Não importa quem é ele, apenas faça o seu trabalho, até porque eu estou te pagando muito bem! - Hae-jin deu dois tapinhas no rosto do cara o intimidando.

Will não falou nada, mas ele sabia muito bem que Park era alguém muito importante, e ele estava desconfiando se realmente Hae-jin ia cumprir com sua parte no acordo. Ele se afastou do Hae-jin e foi em direção aos outros tripulantes, ele não podia sair perdendo então resolveu passar a perna em Hae-jin antes que ele fizesse isso com eles. Ele chamou todos e combinaram que ao ancorarem eles iriam matar Hae-jin e pegar Jimin.

Mas de idiota Hae-jin não tem nada, ele já imaginava que Will tentaria algo, até porque ele veio enche-lo de perguntas querendo saber quem e o Jimin afinal. Hae-jin caminhou até a sala de máquina e ativou duas bombas caseiras, depois de programá-las ele retorna para o quarto onde Park está.

Park estava tão distraído procurando uma saída no banheiro que não percebeu que a porta do quarto foi aberta, ao encontrar a cama vazia o coração do Hae-jin disparou, rapidamente ele foi até o banheiro e abriu a porta assustando o menor que ao vê-lo na porta se encostou contra a parede.

- Não tem saída, a não ser essa que passa por trás de mim, querido. - Disse Hae-jin sorrindo.

- O que você quer afinal comigo, Hae-jin? - Pergunta Jimin em um tom firme.

- Ainda não entendeu o que quero, meu menino? - Hae-jin perguntou ao dar um passo para frente.

- Você é um doente, eu tenho nojo de você.

- Pois eu tenho desejos por você, menino e não são poucos. - Hae-jin morde os lábios.

- Você nunca irá me ter! - Park grita.

- Não penso dessa forma. Já percebeu onde você está? Só para você saber, o seu namoradinho está morto então se está esperando ele vir te resgatar, esqueça essa possibilidade não vai acontecer, e se ele vier eu o mato novamente.

- Mentiroso! - Jimin grita e vai para cima do Hae-jin.

- Escuta aqui. - O mais velho segurou o loiro pelos braços o fazendo olhar em seus olhos. - Se queres sair daqui vivo faça o que eu mandar ou então nós dois iremos morrer.

- Me solta desgraçado! - Park tenta se soltar mais uma vez, mas sua tentativa não resulta em nada.

Hae-jin percebeu a maçaneta da porta ser girada, e para sua proteção ele agarra o menor e tapa sua boca.

- Cala a boca, Jimin ou então esses homens que estão no barco com a gente irão te fazer sofrer da pior maneira, eu vou tirar nós dois daqui, mas se tentar qualquer gracinha eu mesmo te entrego para ele.

Park parou de se debater, até porque a forma como Hae-jin estava o fez perceber que ele estava falando a verdade, e para conseguir fugir o loiro resolveu entrar no jogo dele, até ele ter certeza se o que seu padrasto disse é verdade.

- Hae-jin. - Will chama pelo mais velho, porém ele permanece calado.

- Volta para a porra daquela cama agora e finja que está dormindo. - Sussurra Hae-jin próximo ao ouvido do loiro.

Jimin volta para a cama sem dizer uma única palavra, ao ver que o loiro obedeceu sua ordem, Hae-jin abriu a porta e Will ainda estava no corredor.

- Algum problema? - Pergunta Hae-jin.

- Os outros estão desconfiados, eles acham que você não vai cumprir com seu acordo. - Diz Will.

- Pois diga a eles que só não vou cumprir com minha parte como o dinheiro está na casa para onde estamos indo.

- Preciso de garantia, para poder convencê-los. - Diz Will.

Hae-jin dá um passo para frente e segura Will contra a parede o engasgando.

- Você acha que eu sou idiota caralho, tu acha que eu não sei do seu plano porra? Se queres a porra do dinheiro fica do meu lado e me ajuda e fingir com o Jimin.

Will, já estava ficando vermelho pela falta de ar, e ver o desespero do sequestrador alimentava a maldade do Hae-jin. Sua vontade era de matá-lo, mas Hae-jin sabia que precisava da ajuda do Will para fugir do país.

Will fechou seus olhos lentamente pois sua hora havia chegado, mas Hae-jin resolveu dar-lhe mais uma chance, o mais velho soltou o pescoço do menor que começou a tossir procurando ar desesperado.

- Decidi, Will ou você me ajuda ou morre, então qual vai ser a sua escolha?

Mesmo sabendo que ele sairia perdendo, Will preferiu ficar ao lado do Hae-jin, pois seria uma grande burrada ficar contra ele a essa altura do campeonato.

- Está bem, eu te ajudo. - Diz Will.

- Ótimo, então se prepare, vamos agir antes de ancorarmos.

Will arruma sua roupa, e vai em direção aos companheiros de tripulação, ao chegar na sala de máquinas todos estavam reunidos esperando o seu sinal, assim que passou pela porta um dos tripulantes percebe que Will está nervoso mas não se manifesta.

- Então Will estamos esperando pelo seu sinal para agirmos. - Disse uma deles ao se levantar da cadeira.

- Tudo tem que sair da forma como planejamos, Hae-jin não pode desconfiar!

Enquanto eles revisam o plano, do lado de fora da sala Hae-jin escutava tudo, ele olhou em seu relógio e faltavam apenas quinze minutos para a bomba ser acionada, ele voltou rapidamente para o quarto para pegar o Jimin.

- Vamos sair daqui agora, Jimin! - Disse Hae-jin já segurando Jimin pelo braço, ao saírem, eles são pegos por um rapaz, os três trocaram olhares, mas Hae-jin sorri como se nada estivesse acontecido.

- O senhor por acaso está fugindo? - O rapaz perguntou sorrindo, ele leva sua mão até sua cintura.

- Não, eu apenas vou dar uma voltinha com esse garotinho enquanto não chegamos ao nosso destino.

- Mas já estamos chegando senhor, eu estou indo agora mesmo avisar o comandante Will.

- Quanto minutos até ancoramos?

- Cinco minutos. - Diz o rapaz desconfiado.

Hae-jin balança para o rapaz que segue adiante, porém Hae-jin dar uma coronhada fazendo o rapaz cair batendo mais uma vez a cabeça, Jimin fica em choque ao ver toda a cena, enquanto Hae-jin arrasta o rapaz para o quarto, Jimin sai correndo pelo corredor da embarcação.

Ao voltar para o corredor, Hae-jin dá por falta do Jimin.

- Desgraçado, moleque insolente.

O mais velho destrava sua arma e sai procurando pelo Jimin, o único medo que o mais velho sentia é de que Jimin estivesse nas mãos do Will, ao olhar para seu relógio só faltava sete minutos para a bomba explodir, era uma corrida contra o tempo, ao passar próximo a uma porta ele ouvi um barulho, Hae-jin abriu a porta devagar e foi recebido por uma porrada mas ele desvia e agarra Jimin novamente.

- Vamos agora o barco vai explodir. - Ele grita.

Eles correram procurando uma saída, não ia dar tempo de entrar no bote, a única solução no momento que encontraram era pular na água, ao se aproximar da beira do barco a explosão começa.

- Hae-jin? - Grita Will vindo em sua direção.

Os três pulam na água, Hae-jin começa procurar, Jimin por todos os lados mas ele não o encontra, e aí que o mais velho lembra que o loiro não sabe nadar, desesperado ele mergulha, se passa três minutos e nada de encontrar o menino Park, Hae-jin volta a superfície a procura de ar, e mais uma vez ele mergulha, e uma busca incansável, ele olha para o fundo e ver Jimin ir afundando, Hae-jin nada para o fundo já quase sem ar ele consegue pegar na mão do loiro e o puxa para superfície.

Mesmo cansado, Hae-jin consegue tirar Jimin da água, porém o loiro encontra-se desacordado, Hae-jin começa a fazer o RCP, mas Jimin não reage, ele ficou muito tempo embaixo da água, mas Hae-jin não desisti e faz mais compressa no peitoral do menor, na última tentativa, Park reage e começa a colocar toda água que estava impedindo sua respiração. Cansado, Hae-jin deita ao lado do menor, mas ele é surpreendido com Will apontando uma arma para sua cabeça.

- Você vem comigo. - Diz Will ao levantar Jimin do chão.

- Tira as mãos dele! - Grita Hae-jin.

- Vamos, vá na frente seu idiota e me leve até a grana ou esse garotinho aqui morre! - Will segurou Jimin pelos cabelos.

- Ok, eu vou! Só não o machuque. - Hae-jin pede.

Hae-jin ia na frente mais sempre olhando para trás para ver como Jimin estava.

Cansado, Will diz para pararem para descansar, ir pela mata é perigoso mas para eles é o lugar mais seguro ainda mas para quem está fugindo. Eles pararam perto de um córrego, tomaram água da nascente e descansaram um pouco, porém Will não largava Park, pois ele sabia que na primeira oportunidade Hae-jin iria tentar algo e não podia vacilar a esse ponto.

Enquanto eles andavam, Jimin ia planejando sua fuga porém seus pensamentos estavam bem longe, apesar de tudo o que o loiro leu nas manchetes de fofoca seu coração pertencia ao Jeon, mas o que mais doía era saber que os lábios que ele tanto amou tocaram de outra pessoa e em rede nacional.

- Então, Hae-jin qual a história do garoto? Porque você o quer tirar daqui? - Pergunta Will.

- Ele é importante para mim! - Hae-jin responde firmemente, e para não prolongar mais a conversa ele diz que já estão perto.

E ao ouvir essas palavras o coração no menor acelera, o fazendo pensar tantas possibilidades, Jimin sabia que se ele saísse do país, nunca mais iria ver seus amigos até porque ele não saberia se iria continuar vivo, pois ele preferia a morte do que ser tocado pelo monstro do seu padrasto.

Ao chegarem na casa, Will ordena para que Hae-jin vá buscar a grana para ele enquanto espera na sala com Jimin. Assim que Hae-jin entrou no quarto se abaixou e puxou uma bolsa onde havia alguns dólares, para ele o dinheiro era de menos até porque de onde ele conseguiu poderia tirar mais.

- Aqui está. - Hae-jin joga a bolsa em direção aos pés do Will, que sorri.

- Abra para mim! - Diz Will.

O mais velho se abaixa e abre a bolsa, e ao ver as notas dos dolores Will sorri, ele fica tão distraído com o dinheiro que não se tocou que havia soltado o Jimin, e essa era a hora perfeita para Hae-jin agir, e foi exatamente isso que ele fez. Em um movimento rápido o mais velho tira a arma de sua cintura e dá uma coronhada na cabeça do Will que cai desmaiado, Park se assusta e tenta fugir, porém seu padrasto atira contra ele e o faz parar.

- Tranca a porta e volta para cá!

Jimin obedece até porque ele também tem planos.

- Bom garoto, agora me ajuda a amarrar esse saco de bosta, pois infelizmente eu preciso dele e é só por isso que eu não vou matá-lo.

Park sem dizer nada pega a corda e amarra, Will que se encontra desacordado e com a cabeça sangrando. Hae-jin se aproxima para ver se Will está bem amarrado, e só depois de verificar ele olha para Jimin e sorri.

- Agora suba!

- Por favor, não faça nada comigo. - Implora Park.

- Sobe logo porra, ou prefere que eu te carregue.

Park começa a subir as escadas e cada degrau que ele sobe suas pernas fraquejam, rastro de lágrimas vão ficando para trás, em seus pensamentos ele começa a se despedir de todos que ama, e principalmente Jungkook.

Já dentro do quarto, Park olha para todos os lados procurando um meio de fugir, mas a única janela que tem no quarto é no alto e ela é tão pequena que nem que ele tentasse passar conseguiria. Ele chora por dentro e clama por socorro.

- Vá tomar um banho, tire essas roupas molhadas, e no guarda-roupa tem roupas secas, vista-se, não adianta procurar por uma saída, pois não tem, eu escolhi o lugar certo para ficarmos até as coisas esfriarem. Depois eu venho vê-lo e trazer algo para você comer, pois preciso de você bem forte e alimentado, minha jóia.

Hae-jin fecha a porta e Jimin cai de joelhos chorando, sua cabeça o tortura de todos os jeitos, Park se sente tão pequeno, frágil e sozinho, pela primeira vez ele clama pela morte pedindo que a leve antes do pior, pois seu coração sangra em saber que seu amado Jungkook está morto.

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Seul: 01:00 da madrugada...

Jeon Jungkook

Yoongi tenta de todas as formas controlar o jatinho, mas a tempestade é tão forte que não conseguimos estabilidade, o jatinho está perdendo altitude rapidamente, Park é somente nele que penso.

- Jungkook? - Yoongi grita.

Acordo com a água batendo em meu peito, olho para o lado Yoongi está desacordado e machucado, tento tirar o cinto de segurança, e essa mesma situação me fez lembrar do meu atentando, eu sabia que ninguém daquela família me amava a não ser meu pai, o que mais me doeu foi saber que meu irmão Ji-oh foi o mandante, e olha que eu cheguei a acusar Jung-Hoon.

Saí das lembranças dolorosas quando senti a água bater em meu queixo, mas uma vez tento soltar meu cinto e depois de algumas tentativas eu consigo tirar o cinto do meu amigo Yoongi e o tio da água, nado, nado tanto e parece que a superfície fica cada vez mais longe, já fora da água Yoongi recupera a consciência.

- JK precisamos encontrar um lugar seguro. - Diz Yoongi pausadamente.

- Você procura um lugar para você, até porque eu voltar para Busan, algo me diz que Jimin corre perigo.

A tempestade fica mais grossa, as ondas ficam mais altas, ficar aqui é perigoso demais, então levantamos e fomos procurar um lugar seguro e só assim eu iria voltar para Busan, depois de um tempo chegamos a uma pequena vila onde as casas estavam sem energia elétrica, entramos em um albergue, caminhei até a recepção e pedi ajuda, mas o senhor que me atendeu estava mais preocupado com o sangue que estava em minha roupa.

- Boa noite senhores, venham comigo, vocês precisam de um médico. - Diz um senhor.

- O senhor tem um aparelho celular que eu possa usar, eu preciso ligar para minha família. - Digo em um tom firme.

- Sinto muito senhor, o meu está sem bateria.

Ao ouvir as palavras do senhor, minhas esperanças foram ficando cada vez menores!

- Eu preciso alugar um carro, o senhor poderia me indicar alguém eu pago o triplo se for preciso.

- Desculpe senhor, mas com uma tempestade dessa ninguém irá ajudá-lo, espere mais a tempestade passar, talvez assim você consiga.

- Eu não tenho tempo!

Me afastei deles enquanto Yoongi encontrava outro meio de convencê-lo, já sem esperança saio andando por um corredor onde e iluminado por velas, paro em frente a uma janela de vidro e encosto minha mãos nela me apoiando, abaixo minha cabeça e me permiti chorar, pois meu coração dói, eu deveria ter ficado ao lado dele quando me pediu, Jimin estava tendo um pressentimento e eu ignorei, como sou idota. De repente em meio a dor e ao desespero sinto meu casaco ser puxado lentamente.

- Moço, senhor, você está passando mal?

Paro de chorar e me viro para ver de que é a voz angelical que chama por mim.

- Você quer que eu chame alguém? Porque você está chorando? Você também perdeu seus papais?

Porra, ao ouvir as perguntas do menininho senti uma dor tão grande no peito, que parecia que eu iria morrer, pois isso me vez lembrar do dia em que eu perdie meus pais. Eu me abaixei ficando de joelhos em sua frente e segurei em suas pequenas mãos, olhei dentro dos seus pequenos e brilhante olhos, mesmo ele sorrindo a tristeza em seus olhos eram de deixar qualquer homem com o coração em pedaços e comigo não era diferente.

- Você está sozinho aqui? Como se chama?

- Meu nome é Changmin! - Ao falar ele limpa seus olhos.

- Então Changmin, eu também perdeu meus pais quando eu tinha o seu tamanho, sinto muito a falta deles, mas eu estou chorando por outro motivo, eu preciso encontrar uma pessoa que eu amo muito, e eu não tenho como ligar e nem um carro para ir até ele.

- Espere aqui eu já volto. - Disse Changmin.

O garotinho soltou minha mão e saiu correndo, vendo que ele não vinha mais eu resolvi voltar para a recepção.

- Espere senhor. - Olho para trás era Changmin vem correndo com um aparelho celular em sua mão. - Pegue use o meu. - Ele sorri ao me entregar, confesso que eu nunca tive afeto paterno por nenhuma criança como eu senti por esse garoto.

Peguei o celular da sua mão, tinha apenas 7% de bateria, disquei o número do Namjoon, mas ninguém atende e isso me deixa nervoso, então ligo novamente.

| Olá! - De imediato reconheço que não é a voz do meu secretário.

| Cadê o secretário Kim Namjoon? - Pergunto firme.

| Senhor Jeon Jungkook, aqui e o Gil nós fomos mandados pelo Yoongi, o senhor Kim no momento não pode atender ele está no hospital.

| Cadê o Jimin, porra?

| Senhor infelizmente quando chegamos no local, ele havia sido levado, mas Pierre foi atrás dele, estou lhe enviando o número dele para saber de mai-..

Desligo o celular assim que o número cai na msg, rapidamente disquei o número e ligo para o tal Pierre. O celular toca e Pierre atende.

| Pierre aqui e Jungkook amigo do Yoongi, preciso de notícia do Jimin, fala rápido a bateria vai acabar.

| Senhor, estamos na cola deles, eles fugiram de barco, mas quando chegamos perto da costa encontramos só os destroços do barco, mas creio que eles fugiram antes da explosão, eu e meus homens estamos fazendo busca pela mata, e encontrando rastros de sangue.

| Onde vocês estão?

| Estamos em alguma parte de Busan, estou enviando a localização.

Desligo o celular e vejo em qual parte Pierre está bem eu preciso ir até lá pois essa é a única pista que eu tenho. Olho para Changmin, ele está assustado ao me ver furioso.

- Changmin eu preciso ir atrás de uma pessoa, mas assim que eu achar-lo virei te buscar, está bem? - Changmin sorri e me abraça.

Voltei correndo até Yoongi, e assim que ele me avista, vem sorrindo.

- Consegui um carro!

- O que estamos esperando, eu tenho a localização, Yoongi.

- Como assim tem a localização?

- No caminho eu te explico, agora vamos.

Antes de sair, fui até o dono do albergue e pedi para ele cuidar do menino Changmin até eu voltar.

Entrei no carro e procurei por um adaptador que eu possa usar como carregador, e nossa agradeço a Deus por achar um, conectei o cabo no celular e consegui ativar o GPS.

- Isso fica a alguns quilômetros daqui, JK! Mas como você conseguiu a localização e esse celular?

- Um garotinho me emprestou! Agora quanto a localização eu falei com o Pierre.

A chuva forte caía mas nem isso me fez parar, eu sentia que meu Jimin precisava de mim, me sinto culpado por ele está passando por isso. Sei que sofrerei as consequências por ter deixado meu avô e a Jisoo para trás mas eu não me importo, pois sou capaz de enfrentar até o próprio diabo se for preciso só para eu chegar até onde Park está.

Olhei para o GPS e já estávamos próximos, liguei novamente para Pierre mas estava sem sinal.

- JK, vamos a pé para não chamarmos a atenção! - Disse Yoongi.

Saímos do carro, e entramos na mata, estava atento a tudo, eu só queria achar o meu amor, e acabar com esse pesadelo. Já não bastava a chuva cair forte, a escuridão da mata só fazia piorar. De repente Yoongi para de andar e faz um sinal para mim. Não estávamos sozinhos, alguém estava nos seguindo, me escondi por trás de uma árvore grande e Yoongi também.

- Porra perdemos eles.

Ao se aproximarem do Yoongi ele reagiu e rendeu um dos homens.

- Caralho.. - O cara grita.

O outro foi para cima do Yoongi para ajudar o amigo, mas eles não contavam comigo, derrubei o maior com um soco e subi em cima dele e comecei a dar vários socos sem dar chance para ele revidar.

- Porra Yoongi e o Kart, ele vai matá-lo. - Grita Pierre.

- Pare JK! - Yoon segura em meu braço me fazendo parar.

Olhei para o cara que estava quase inconsciente, mas eu não senti remorso até porque eu não fazia ideia de quem se tratava. Pierre ajudou o amigo a se levantar.

- Consegue continuar? - Pierre pergunta, o cara apenas acena com sua cabeça.

- Jungkook, você quase matou o cara! - Diz Yoongi, olhei para meu amigo.

- Você vai ficar? Eu vou continuar.

- Pierre, você tem alguma pista?

- Yoongi, achamos uma casa aqui próximo, mas não entramos pois não sabemos quantos tem lá dentro.

Não esperei mas, pois Jimin estava correndo perigo, me aproximei da casa e tudo estava escuro menos a última janela, meu coração disparou ao imaginar tantas atrocidades que ele poderia estar passando. Tentei ir em direção a casa mas meu braço é segurado firme, olhei era Yoongi me alertando que dois carros chegaram e de dentro saíram alguns homens armados, ele batem na porta é o desgraçado do Hae-jin que atende, é nessa hora que minha raiva aumenta, eu necessito ir até meu Jimin e saber se está bem, se está machucado.

- Yoongi eu juro se esse maldito tocar no Jimin eu corto ele em vários pedaços.

- Sei que está com raiva e quer ir lá de qualquer maneira, mas no momento estamos em desvantagem, ainda mais agora que você quase matou o Kart.

- Eu não tenho culpa se esse imbecil veio para cima, como eu ia adivinhar.

- Senhor, você sabe usar uma arma? - Pergunta Pierre.

Ele me entrega uma pistola com silenciador, pego de sua mão e a manuseio com tanta facilidade que a pistola parece um brinquedo em minhas mãos, Pierre me olha impressionado.

- Kart vai ficar aqui de fora dando cobertura, mas vamos esperar mais uns minutos para só então iniciarmos o plano. - Diz Pierre.

- Ninguém toca no Hae-jin além de mim, estão me ouvindo?

Eles acenaram com a cabeça, porém nossa atenção foi chamada ao ouvirmos tiros vindo de dentro da casa, sem pensar eu corri em direção a entrada, os outros foram pelos fundos.

A porta estava aberta, entrei tudo e estava escuro e silencioso, pra ser sincero não tô gostando nada disso.

- O acordo não foi esse, caralho.

A discussão vinha da cozinha, e pela alteração a coisa era grave. Louis se aproximou da porta para ver de onde vinham os tiros, ele disse que tinha dois corpos caído ao chão porém nenhum era do Jimin.

- Você fica aqui, eu vou subir. - Louis apenas acena com a cabeça.

Cada degrau de subo meu peito dispara, o medo do que vou encontrar só aumenta, parei em frente a uma porta porém ela estava trancada.

- Fica longe de mim, seu monstro.

Assim que ouvi a voz do Jimin, corri em direção ao quarto de onde vinham os gritos, arrombei a porta, Jimin estava machucado, amarrado na cama e o desgraçado do Hae-jin estava em cima dele. Meu sangue esquentou, um ódio cresceu dentro de mim, corri até ele e o joguei de cima do Jimin, Hae-jin veio para cima de mim rápido e começamos uma briga, assim como eu desviava dos seus golpes eles desviava dos meus.

- Não machuca ele, Hae-jin. - Jimin grita tentando soltar seus punhos que já estão bastante machucados e sangrando.

- Eu vou te matar desgraçado. - Gritei,

A troca de tiro do andar de baixo era sinal que todos já sabiam que estavam sendo invadidos. Saquei minha arma, porém ele foi mais rápido vindo novamente para cima de mim feito um monstro, e mais uma vez, nós saímos se enrolamos pelo chão dando socos e chutes um atrás do outro.

Hae-jin se afasta e olha para mim, sorrindo, olho para sua mão e vejo sangue, olho para meu abdômen, e vejo o sangue escorrer, mas meu sangue está tão quente que não sinto nada a não ser a grande vontade de matá-lo.

- Sabe Jungkook, tu é tão otário que não percebeu que sua própria família me pagou para tirar o Jimin na tua vida, eu já ia fazer isso mesmo sem grana, mas já que a senhora Jeon e a senhora Ling se ofereceram porque não unir o útil ao agradável. Park é meu, e você vai morrer.

Hae-jin disparou sua arma contra mim, mas meu corpo é abraçado.

- Não... Não ...meu amor .. Jimin - Segurei o corpo pequeno em meus braços.

- Você veio me salvar, kook. - As lágrimas rolam pelo rosto que tanto enche minha vida de esperança.

- Aguenta firme meu amor, não fale nada está bem. Me perdoe, eu deveria ter ficado quando você pediu.

- Eu te amo, Kook. - Jimin começa a tossir.

- Eu... eu ... Não queria. - Diz Hae-jin, olho para ele com tanto ódio.

- Eu vou te matar desgraçado.

Desesperado e com medo, Hae-jin foge. Mas tiros vindo do corredor ficam cada vez mais perto.

- Jungkook?

- Yoongi, socorro, estou aqui.

Yoongi entra no quarto, ao ver Jimin em meus braços sangrando ele fica despertado.

- Yoongi cuida dele para mim, eu vou atrás do desgraçado do Hae-jin, não espere por mim, tire ele daqui.

Yoongi carregou Jimin em seus braços, e eu saí correndo atrás do desgraçado pois ele iria pagar por ter machucado meu grande amor. Mesmo sangrando encontrei forças de onde eu não tinha, parei de correr assim que escutei o som de latidos que vinha de uma pequena casa. Olhei pelas brechas e o enxerguei.

Nunca pensei que carregaria o sangue de alguém em minhas mãos, mas eu não vejo outra punição para esse desgraçado, eu Jeon Jungkook vou fazer justiça com minhas próprias mãos.

Pego um pedaço de lenha que estava perto do meu pé, entrei sem que ele perceba minha presença e o atingi na cabeça fazendo ele caísse desmaiado, então eu arrasto seu corpo e o amarro em cima de uma mesa velha, apenas de cueca e o aguardo acordar, pois se ele nunca sentiu dor, hoje ele irá sentir, e da pior maneira, fico girando a faca em minha mão, Hae-jin começa acordar e ao se ver amarrado e nu praticamente, o faz entrar em desespero.

- O que tu vai fazer comigo moleque? - Nada respondo, porém continuo girando minha faca.

- Eu estou falando contigo porra. - Ele grita.

Me levanto e vou até ele, sorrindo.

- Olha bem para mim, Hae-jin, pois te garanto que daqui tu não vai sair vivo.

- Como assim, do que você está falando desgraçado?

- Teu erro foi machucar o Jimin, e pior ter tentando tocá-lo com essas suas mãos sujas.

- Nem eu e nem você vai ficar com ele. - Hae-jin começou a gargalhar.

Isso só despertou um lado meu que ninguém conhece a não ser eu mesmo.

- Sorri, agora. - Segurei seus testículos, e o encarei com um olhar diabólico.

- Para caralho, porra Jungkook o que tu vai fazer garoto.

- Eu não estou escutando você sorrir mas, é porque parou. Sabe o que acontece com um rato de esgoto como você, quando toca em algo precioso?

Ele nada responde, mas o medo do que vai acontecer com ele está tão nítido em seu olhar. Então em um movimento rápido cortei os seus dois testículos, Hae-jin grita desesperado, assim que vejo sua boca aberta enfiei suas bolas dentro.

- Eu disse que iria sentir muita dor, agora vai abraçar o demônio.

Depois de vê-lo agonizar de tanta dor, puxei a arma da minha cintura e dei um tiro em sua cabeça para me certificar de que realmente estaria morto, então o deixei para que animais comessem seus restos mortais.

Sei que o que eu fiz é desumano, mas não me arrependo, chegou a vez de fazer todos que fizeram Jimin sofrer pagarem, hoje nasceu um Jungkook que ninguém imagina, todos nós guardamos um demônio dentro de da gente, a dor faz com que ele surja, e assim foi comigo.

Ao sair da casinha encontro com Louis, e só então meu corpo cai ao chão.

- Senhor? - Louis correu até mim e me ajudou.

- E o Jimin? - Pergunto.

- Ele foi levado para o hospital e é para lá que eu irei levá-lo.

Louis me ajudou a entrar no carro, durante o percurso minha vista começa a ficar embaçada, minha cabeça começa a girar tento falar algo porém não consigo.

- Senhor? - Louis me chama.

•••

Ao abrir meus olhos, levo minha mão até meu rosto para proteger meus olhos, e só depois de um tempo, me acostumei com a claridade. Olho para o lado e vejo Yoongi em pé na janela falando ao telefone.

- Yoongi? Como o Jimin está?

Essa é a primeira pergunta que faço.

- Com licença, rapazes fui ameaçada de várias formas por esse rapaz se eu não o trouxesse até aqui para vê-lo.

Olhei em direção a porta e era ele, Jimin vinha sentado em uma cadeira de rodas, ao vê-lo vivo meu peito se encheu de felicidade novamente.

- Senhor Park lembre-se ele precisa descansar e você também, e outra devemos voltar para o quarto antes que o diretor do hospital chegue.

Os dois saíram da sala nos deixando a sós, Jimin segurou em minha mão e sorriu.

- Me perdoe por ter deixado você sozinho quando me pediu para ficar.

Jimin se levanta da cadeira e vem até mim, olho para seu braço e o vejo enfaixado.

- Me desculpe por isso, meu amor! - Toquei em seu rosto e Park beijou minha mão.

- Estou bem senhor Jeon, achou mesmo que ia se livrar de mim assim tão fácil.

- E quem disse que eu quero! - Jimin se aproximou do meu rosto e depositou um selar em minha testa.

- Jeon, o que aconteceu com Hae-jin? Não estou preocupado com ele e sim com você meu amor.

- Não se preocupe, ele não vai mais nos incomodar.

- Jeon, o que você fez? Você o matou?

- Eu não fiz nada.

Às vezes precisamos contar uma mentirinha, mas um dia contarei a verdade a ele mesmo que depois me odeie. Ficamos aproveitando um ao outro, sei que devo me preocupar com o amanhã, mas agora só quero ficar com o meu amor ao meu lado.

- Jimin amor, eu vou enfrentar todo mundo, o casamento de fachada com Jisoo não acontecerá mais, eu vou desmascarar todos, só peço que esteja ao meu lado meu amor, eu não quero mais me separar de você. Então ouça o que eu vou pedir a você. Jimin, você aceita se casar comigo?

- Jeon, você bateu com a cabeça? Que loucura é essa de casamento?

- Não bati com a cabeça! Só estou fazendo o que eu deveria ter feito há um tempo atrás. Então você aceita se casar comigo?

- Seu bobo eu só fiz essa pergunta para ter certeza que você não voltaria atrás. Eu aceito, senhor vice-presidente!

Para selarmos o pedido, Park beijou meus lábios, porém nosso momento de grude foi interrompido com a enfermeira entrando no quarto.

- Vamos senhor Park a hora do namoro está encerrada por hoje, está na hora do seu medicamento.

- Enfermeira, posso pedir um favor?

- Diga senhor, Jeon.

- Deixe ele ficar aqui no quarto comigo?

- Não prometo nada, mas irei falar com o diretor. Agora temos que ir.

Jimin se despediu e saiu, agora novamente sozinho me pego a pensar em tudo o que aconteceu, tenho que me recuperar e sair o quanto antes dessa cama, o médico entra no quarto e faz outros exames e me aplicou um medicamento para dormir, assim que o efeito começou a agir meus olhos ficaram pesados, mesmo lutando contra o sono não consegui me manter acordado, pois eu tinhe medo de fechar meus olhos e não encontrar mas Jimin.

No dia seguinte acordei com gritos vindo do lado de fora.

- Eu exigo que me deixe vê-lo, eu sou a noiva dele.

- JK e a senhorita Jisoo, ela está fazendo o maior barraco na recepção.

- E o Jimin?

Minha única preocupação é ele nesse momento, pois se ela desconfia que ele também está aqui, com certeza vai tentar contra a vida dele.

- Jungkook, assim que eu descobri que ela estava vindo para cá, pedi para transferirem o Jimin de andar.

- Fica com ele, proteja ele Yoongi.

- Está bem, Jeon, mas você sabe que Jimin é muito esperto e ele vai desconfiar.

- Sim, mas até lá eu já estarei resolvido. Agora volta para lá e distrai Jimin.

- Certo.

Yoongi saiu, e não demorou para Jisoo entrar feito uma maluca no quarto.

- Meu amor, como isso aconteceu? - Jisoo veio para tentar me beijar, porém eu virei meu rosto.

- Chega, Jisoo a farsa acabou, eu não vou me casar com você nem que eu seja amarrado.

- Eu te mato Jeon se você me largar em cima daquele altar!

- Então faça isso agora!

- Porra Jungkook o que eu tenho de errado para você não querer se casar comigo? Será que eu sou tão desprezível assim?

- Teu erro foi tentar matar o Jimin, ou você achou mesmo que eu não iria descobrir.

- Eu posso ser doida mas jamais iria tentar matar ele, mesmo que eu o odeie eu não faria isso, eu tentei frear mas o carro estava fora do controle, sei que não acredita em mim, mas estou falando a verdade. Jungkook eu te amo. - Jisoo se ajoelha em minha frente e começa a chorar.

- Bota uma coisa nessa tua cabeça de vento, não vai ter casamento.

- Certo Jungkook, foi você que pediu. - Jisoo saiu com ódio do quarto fazendo vários juramentos.

Uma coisa é certa, eu preciso me recuperar o quanto antes, se passaram alguns minutos e a enfermeira entrou para me examinar e trocar o curativo, logo após ela terminar o procedimento perdi para dessa vez me levar até o meu Jimin.

Ela me ajudou a sair da cama, me sentei na cadeira e só assim ela me levou até Jimin, assim que entrei o vi perto da janela olhando para fora do quarto.

- Jimin você tem visita.

Park, olha para mim com um olhar diferente, desconfiado como se tivesse me condenando.

- O que ela queria, Jungkook?

- Fazer ameaças como sempre, mas eu deixei bem claro que não vou me casar com ela, Jimin.

- Você disse isso mesmo, Kook?

- Você achou mesmo que eu iria cair no jogo de sedução dela?

- Jeon, ela é...

- Por favor Jimin nem contínua, Park é você que eu quero. Mas tem uma coisa que Jisoo falou que me deixou pensativo.

- O que, Jungkook? - Jimin se aproxima e senta em meu colo.

- Ela disse que perdeu o controle do carro, ao tentar frear contra você.

- Você acha que sabotaram o carro dela?

- Talvez, mas não posso descartar a possibilidade dela estar mentindo.

- Eu não quero me afastar de você, Jeon.

- Não vamos, mas preciso te manter em segurança.

- Pode parar, Jeon, será que você não entendeu, o único lugar onde é seguro para mim é estando ao seu lado. - Park fala chateado.

- Eu sei meu amor.

- Não, não sabe, Jeon.

Jimin altera sua voz, mas ela fica trêmula.

- Vem cá amor, está tudo bem eu não vou sair de perto de você está bem?

- Promete?

- Sim, eu prometo!

Mesmo sabendo que posso falhar com minha promessa, tento acalmar o Jimin, ficamos um poucos juntos e depois a enfermeira veio para me levar para meu quarto, assim que cheguei ao quarto pedi a enfermeira que me trouxesse o médico pois eu precisava falar com ele, alguns minutos depois o médico veio.

- Disse que queria me ver, Jungkook?

- Sim, Marlon, eu preciso que dê alta para mim e para o paciente Park, nos ajude por favor.

- Isso vai contra o meu juramento Jungkook, apesar de sermos amigos eu fiz um juramento perante a lei.

- Se você não nos ajudar vamos morrer aqui!

- Porra Jeon você está me colocando em uma situação bem difícil.

- Marlon?

- Ok, está bem, eu ajudo.

Marlon saiu do quarto e Yoongi entrou, eu pedi para ele ir pegar Jimin para irmos embora, eu imagino que Jisoo está planejando algo e conhecendo ela como eu conheço ela vai voltar e eu pretendo não está aqui.

•••

Já dentro do carro, Yoongi nos leva para uma lugar seguro, a antiga casa dos meus pais, lá ninguém vai nos procurar, cerca de uma hora chegando a casa, ela era uma casinha simples mas bem conservada, pois eu sempre fiz questão de deixar tudo como era em minhas lembranças. Jimin segura em minha mão e entra junto comigo, não precisamos dizer nada um para o outro. Enquanto eu e Jimin estávamos no sofá, Yoongi estava na cozinha preparando algo para comermos, eu queria saber como Namjoon estava, porém era perigoso demais procurá-lo.

Os dias foram se passando eu e Jimin já estávamos recuperados, todos estavam à minha procura, o meu relacionamento com Park ficou mais forte, e nossa aliança só aumentou, agora posso afirmar que estamos mais unidos do que nunca, somos capazes de enfrentar quem quer que seja, nós vamos derrubar todos que foram capazes de nos ferir.

Um mês se passou, então chegou o grande dia do nosso retorno a Busan.

Já em frente a casa da minha família, olho para o Jimin.

- Chegou a nossa vez de desmarcara todos meu amor. Vamos fazer conforme o nosso plano, não podemos colocar tudo a perder.

- Eu confio em você meu amor. - Beijo os lábios que tanto amo e me despeço do Jimin.

O carro segue e eu vou em direção a porta, a família comemorava a posse do Jung-Hoon, a mesa estava farta, olho para todos e os vejo sorrindo, felizes menos meu pai.

Bato palma.. e todos olham assustados em minha direção.

- É uma pena eu não ter recebido o convite desse jantar maravilhoso.

- Como isso é possível? - Diz minha mãe.

- Filho? - Meu pai vem em minha direção, mas antes de chegar perto de mim ele cai desmaiado.

- Pai?.....

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