Cap 14° Ele só me usou! ☔

Jeon Jungkook:

Senti cheiro de armação assim que soube que Hana, quero dizer, minha mãe estava preparando um almoço em família, ainda mais querendo a minha presença. Hana nunca demonstrou qualquer tipo de afeto por mim, eu aprendi a conviver com a falta dos seus carinhos até porque meu pai me dava do jeito bruto mas me dava.

- Jeon eu nem acreditei quando recebi sua mensagem dizendo que queria me ver. - Disse Jisoo ao entrar em minha sala.

- Sente-se. - Ela puxou a cadeira e sentou-se cruzando suas belas pernas de forma provocante.

- A que devo a honra deste convite inesperado? - Jisoo sorriu.

- Jisoo vou logo ao ponto. - O olhar dela mudou completamente pois ela sabia muito bem que eu não a chamei para bater um papo amigável.

- Vejo que não me chamou aqui para darmos início aos preparativos do nosso casamento.

- Você enlouqueceu? Eu não vou me casar com você, está cansada de saber disso Jisoo, eu amo o Park Jimin e não vou abrir mão dele assim tão fácil.

- E o que veremos Jeon, até porque Park não é quem você pensa ser.

- Não adianta colocar ele contra mim, quero deixar bem claro que eu vou me casar com ele e não com você!

- Tudo bem Jeon! - Jisoo forçou um sorriso, mas seu olhar só demonstra rancor.

Realmente ela está planejando algo grande só peço que não seja com o Jimin pois se for eu mato quem for.

- Se você ou quem quer que seja mexer no único fio de cabelo dele, eu vou até ao inferno e pode ter certeza que mato.

- Guarde suas ameaças, Jeon. - Jisso pegou sua bolsa e saiu da sala tranquilamente.

Ela aceitou muito rápido. - Pensei. - Algo está errado e eu vou descobrir.

- Jeon, então como foi? - Perguntou Namjoon com um sorriso no rosto, ao entrar. - O que aconteceu com ele, Jeon?

- Jisoo é uma garotinha mimada! Mas sobre o que está falando? - Perguntei confuso.

- Eu pensei que Jimin estava aqui com você.

- Jimin estava aqui? - Levantei da cadeira. - E porque ninguém me avisou? - Bati na mesa com raiva.

- Ele disse que era surpresa, Jungkook, por isso não avisei.

Sai correndo para ver se eu o encontrava, com certeza ele viu Jisoo entrar na minha sala. Ele vai entender tudo errado preciso encontrá-lo antes que seja tarde.

Enquanto eu o procurava eu ligava mas só já dava fora de área, não pensei duas vezes e fui até seu trabalho, assim que seu amigo Taehyung me viu olhou preocupado.

- Cadê o Jimin, Taehyung? - O azulado arqueou sua sobrancelha e me olhou confuso.

- Jimin já terminou o expediente dele, ele deve ter ido para casa. Aconteceu alguma coisa, senhor?

- Tudo o que não devia! - Minha voz trêmula dificultando a minha comunicação com Taehyung.

- O que está acontecendo Jungkook? - Taehyung insiste em perguntar.

- Preciso encontrá-lo, se ele aparecer por favor me avise.

- É claro.

Entrei novamente no carro e fui em direção ao seu apartamento, subi as escadas correndo, toquei a campainha e nada dele me atender, o desespero já tomava conta do meu corpo eu já não conseguia pensar direito.

Junwei com certeza ele está com ele, e mais uma vez entrei no carro e saí a procura dele, toquei a campainha do apartamento do Junwei e o infeliz veio abrir.

- Cadê ele? - O empurrei no peito e entrei sem a sua autorização. - Me deixa falar com ele. - Junwei tentou me segurar.

- Jimin. - Gritei por seu nome.

- Jimin não está aqui, você não tá vendo, Jungkook! - Junwei segurou em meu braço mas eu soltei e fui em direção ao quarto olhei todos os cômodos e nada dele.

- Ele fugiu de você babaca, o que você fez para ele seu bastardo. - Junwei veio para cima de mim, eu já estava tão afim de quebrar a cara dele mesmo.

Ele acertou um soco em meu rosto, sorri, e olhei para ele.

- Se eu for revidar eu te mato! - Limpei meus lábios.

- Bastardo fica longe do Jimin.

Me perdoe meu amor, mas eu não aceito que ninguém me chame de bastardo.

- Tá com ódio né Junwei pois o amor que eu sinto pelo Jimin é recíproco, já o que ele sente por você é amor de irmão, e isso te deixa com mais raiva.

- Cala a boca Jungkook! - Junwei gritou já vindo pra cima de mim novamente, só que eu desviei e logo em seguida eu acertei o nariz dele com um soco forte que partiu. O sangue começou a escorrer.

- Eu vou te matar Jungkook. - Junwei gritou já com a mão em seu nariz.

- Entra na fila moleque!

Sai do apartamento dele com tanta raiva que precisei parar e controlar minha respiração que estava bastante alterada. Passei a noite procurando por ele e nada, fui em todos os lugares que eu imaginava que ele poderia estar.

Voltei para casa e a dor só aumentava pois tudo lembra ele, seu cheiro está impregnado em minha cama, olho para a poltrona e o vejo sentado sorrindo em minha direção, vou até ele mas não é real, tudo passa de uma alucinação que minha própria mente está projetando.

Eu não queria que fosse dessa forma! Onde ele está? Será que está bem? Será que se alimentou? Será que está com frio?

Essas e outras perguntas, eu me fazia enquanto estava deitado abraçado com sua camisa. A chuva começou a cair e eu imaginava tanta coisa, principalmente que ele estivesse em perigo sem pensar sai para procurá-lo por debaixo da tempestade, eu só queria encontrá-lo e dizer que eu escolhi ele para ficar ao meu lado.

Rodei a cidade toda e nada de encontrá-lo, meu coração está tão apertado por não saber onde ele está, nunca fui de chorar e agora estou aqui virando a cidade do avesso chorando.

Quando penso que as coisas vão dar certo acontece algo para atrapalhar. Vi o dia clarear sentado na sacada da minha janela, eu liguei para todos os conhecidos dele, mas não tive nenhuma notícia, todos já estavam preocupados e para piorar a polícia só pode fazer algo depois de 24 horas.

Tomei um banho rápido e fui até a empresa com a esperança dele estar por lá, todos os funcionários chegaram menos ele, cansado de esperar fui em direção a sala do gerente que por sinal é muito conhecido meu, mas antes de chegar até a sala meu celular tocou, meu coração disparou ao ver o número dele.

| Jimin, amor, onde você está? Porque não me atende.

Ele nada falou mas eu ouvi sua respiração ofegante.

| Acabou senhor vice-presidente. Não, me procure.

Sua voz trêmula, era como se ele estivesse tão longe do aparelho.

| Jimin... Me dei-....

Ele desligou o celular sem ao menos me deixar falar, porque ele está fazendo isso?

Subi na moto e sai dirigindo feito um louco sem me importar com a minha própria vida, pois eu não vou abrir mão assim tão fácil do homem que amo.

Eu só vou acreditar se ele falar olhando dentro dos meus olhos que acabou. A chuva começou a cair dificultando a minha visibilidade, de repente aparece um caro vindo contra a mão e para desviar puxo a moto para o lado mas pista molhada me fez derrapar no asfalto meu corpo foi arremessado me fazendo cair em cima do carro que estava parado, fiquei caído no chão consciente, porém eu não conseguia me mover, a multidão logo começou a chegar e imediatamente eu fui reconhecido.

- É o vice-presidente da Cisco Systems.

- É ele mesmo o jovem Jeon Jungkook, alguém liga pra emergência.

Não demorou para a ambulância chegar ao local.

- Ele está consciente, doutor!

A voz dos paramédicos ecoavam longe, ou seja, eram os meus pensamentos que estavam....

- A pressão dele está caindo, doutor.... Vamos perdê-lo.... - Meus olhos foram se fechando lentamente.

Acordei sentindo muita dor, abri meus olhos lentamente para acostumá-los com a claridade do ambiente, pelo cheiro e claro que não estou em meu quarto.

- Filho, como está se sentindo?

Meu pai, Do-Jun estava sentado ao lado da minha cama. Tosi ao tentar falar algo, minha garganta estava seca, tentei me levantar mas a dor só piorou.

- Não se mexa filho, você precisou ser operado às pressas porque estava tendo hemorragia por dentro.

- Jim....Jimin...! - Balancei minha cabeça chamando por ele.

- Você precisa descansar filho! Depois você o procura.

- Pai me tira daqui, eu quero ir para a minha casa. - Mais uma vez tosi.

- Jeon! - Jimin entrou no quarto desesperado. - O que aconteceu com você? - Jimin tocava em meu rosto, seu olhar preocupado percorria cada parte do meu corpo.

- Eu vou deixar vocês a sós, lembre-se que você precisa descansar, Jungkook. - Disse meu pai antes de sair.

- Você está querendo se matar! - Jimin falou chorando, mas estava chateado.

- Eu prefiro morrer do que viver sem você!

- Você é louco! - Park virou de costas para não olhar para mim.

- Diz olhando em meus olhos Jimin que acabou! Que não me quer mais! - Ele não olhou.

- Se não falar eu vou me.....AI..... - Ao escutar-me gemer de dor Jimin se virou e veio até mim preocupado.

- Jeon tá doendo muito, eu vou chamar a enfermeira! - Segurei em seu braço o fazendo olhar para mim.

- Você entendeu tudo errado, Jimin eu sei que você esteve na Cisco e viu Jisoo entrar na minha sala.

- Eu vi como você olhou para ela, Jeon! - Jimin tentou desviar o olhar.

- Eu a chamei para dizer a ela que quero me casar com você! Mas você entendeu tudo errado.

- Então porque você a chamou para ir ao almoço em família Jungkook.

- Eu não a convidei! - Respondi meio confuso.

- Onde você esteve Jimin? Eu passei a noite te procurando.

- Isso não importa.

- Importa sim, Aí droga. - Comecei a sentir dores fortes no abdômen, e comecei a tossir sangue.

- Socorro um médico por favor! - Jimin gritou ao me ver contorcendo de dor.

- Doutor ele está sentindo muita dor. - O médico começou a me examinar, olhei para o lado e Jimin chorava.

- Preparem a sala de cirurgia agora. - Disse o médico

- Doutor..

Três horas depois.

Ao acordar senti um peso sobre meu ombro, abri meus olhos e vi Jimin dormindo sentado segurando minha mão.

- Ele não quis sair do seu lado senhor! - Sussurrou a enfermeira ao enjeitar a medicação.

- Por quanto tempo eu dormi?

- A cirurgia durou mais do que esperávamos, senhor, não corre mais risco isso que importa.

- Por quanto tempo ele está dormindo nessa posição? - Falei sério, deixando a pobre enfermeira assustada.

- Três horas, senhor! Com licença senhor. - A enfermeira saiu, levei minha mão para tocar seu rosto.

Ele vai acordar com dor. - Pensei.

- Jimin, amor acorde.

- Jeon você já acordou, como você está se sentindo? - Jimin limpou seus lindos olhos e bocejou.

- Estou bem amor, vá para casa você precisa descansar, vou pedir para Yoongi levá-lo.

- Não vou sair daqui até ter certeza que você está bem Kook. - Jimin falou firme.

Fomos interrompidos com batidas na porta, dei permissão para entrar até porque eu sabia de quem se tratava.

- Yoongi quero que leve-o para casa, e certifique que ele vai estar seguro.

- Jeon, eu não vou sair daqui! - Jimin me olhou sério.

Jimin é teimoso, aqui é perigoso ele ficar até porque da forma como estou não poderei protegê-lo.

- Com licença, eu vim ver como o paciente está? - Disse o médico ao passar pela porta.

- Doutor diga ao meu companheiro que eu estou bem, ele precisa ir para casa descansar! - Olhei para o médico e ele entendeu, enquanto Jimin ficou surpreso ao ouvir minhas palavras.

- Meu rapaz, o senhor Jeon está certo, você precisa descansar e ficar aqui não vai adiantar muito. - Jimin ficou me olhando.

Depois de insistir muito, Jimin cedeu, Yoongi o levou para a minha casa, eu não quis preocupá-lo mais do que ele já está.

- Doutor, ainda estou sentindo dores fortes na cabeça, eu só não falei nada por causa do Jimin.

- Com a queda o capacete acabou saindo da sua cabeça, pode ter certeza meu rapaz você tem um anjo da guarda muito poderoso ou alguém lá de cima ainda não quer te levar. Irei aplicar uma medicação para a dor, você irá amanhecer melhor.

- Obrigado doutor!

O médico saiu, eu fiquei olhando para a janela, desde que meus pais se foram nunca fui de rezar e muito menos de agradecer, aliás eu não tive motivos para isso, mas depois que Jimin entrou em minha vida, tudo ficou mais claro eu passei a enxergar as coisas com outros olhos. E hoje eu quero agradecer a você aí em cima por ter trago o Jimin para minha vida novamente.

Sei que não sou um bom cristão e talvez isso esteja tão longe de mim, mas quero agradecer por tudo. Preciso me recuperar o mais rápido possível para sair daqui, Jimin precisa de mim.

Durante a minha internação Jimin vinha todos os finais de tarde ficar comigo, era a melhor hora do dia. Porém quando ele ia embora meu coração ia junto com ele.

Um mês se passou e hoje estou de alta, não vejo a hora de chegar em casa e encontrá-lo, resolvi então fazer surpresa para ele, irei buscá-lo no trabalho. Yoongi chegou me ajudou a arrumar todas as minhas coisas já dentro do carro, peço para ele passar na floricultura para comprar um buquê para levar ao dono da minha felicidade.

Enquanto estava no hospital Hana e Jung Hoon não foram lá me visitar e também nem senti falta já era de se esperar, meu avô também não foi, mas ele ligava todos os dias para saber como eu estava, e claro que eu ignorei todas as ligações e mensagens de Jisoo. Mandei barra ela todas as vezes que tentou me visitar.

Tudo está indo bem entre eu e Jimin, sei que nossa felicidade está despertando ódio e inveja em muita gente. Já estava em frente a empresa quando meu celular tocou sorri ao ver o nome dele na tela.

| Adivinhou que eu estava pensando em você?

| Como você está se sentindo?

| Só meu coração que não está muito bem hoje!

| Porque Jeon eu já estou indo.

| Amor...

Jimin nem deixou eu terminar de falar, ele encerrou a ligação, sai de dentro do carro, me encostei no capuz com o buquê de flores lindo nas mãos.

- Jeon... - Jimin começou a chorar ao me ver, ele caminhou até mim e levou suas mãos até seu rosto.

- Surpresa meu amor. - Tirei a mecha dos seus cabelos que caiam em seu rosto e sorri. - São para você. - Entreguei a ele o buquê e selei seus lábios, eu não me importava se tinha jornalista por ali, eu não quero mais esconder de ninguém que estamos juntos.

- Jeon eu quase morri do coração quando você disse que seu coração não estava bem. - Jimin falou trêmulo pela surpresa.

- Mas eu não menti, meu coração não estava bem, pois eu ainda não tinha visto você! Vamos almoçar? - Jimin acenou com sua cabeça e sorriu.

Entramos no carro e eu pedi para Yoongi nos levar ao restaurante da madame Cris. O restante ficava fora da cidade, meu corpo está fraco, mas pelo Jimin cada esforço vale apenas. Jimin segurava em minha mão desde a hora que entramos no carro.

O carro parou então descemos e fomos em direção a uma mesa que fica embaixo de um árvore linda, não demorou para a madame Cris vim nos receber. Fiz nossos pedidos, Park me olhava e seus olhos estavam mais brilhantes do que o céu estrelado, mas uma vez ou outra ele desviava.

Não pressionei pois quero deixar ele à vontade para falar sobre qualquer coisa que o esteja incomodando. Depois de almoçarmos fomos para casa, Jimin permanecia calado e isso estava me deixando agoniado, mas continuei quieto.

Subimos para o quarto ele me ajudou a tirar o meu terno, foi então que eu segurei em seu queixo e o fiz olhar em meus olhos.

- O que está acontecendo com você meu amor? - Jimin desvia o olhar, mas eu o faço olhar para mim novamente.

- Me desc- - Ele pausa sua fala, e olha para o curativo no lado esquerdo do peito e começou a lagrimar.

- Jimin, isso não foi culpa sua, olhe para mim.

- Eu não me perdoaria nunca se acontecesse o pior com você, mas eu estava tão magoado que pensei que você estivesse mentindo para mim, então comecei a acreditar nas palavras do meu irmão.

- Eu não tenho nada que perdoar, até porque você não tem culpa, veja só eu já estou aqui.

O puxei para um abraço, ficamos abraçados por um tempinho.

- Senhor Jeon. - Rebeca bateu na porta, eu disse para ela entrar, Jimin tentou se afastar mas eu o segurei firme.

- Desculpe senhor, mas seu irmão Jung Hoon está lá embaixo e deseja vê-lo. - Olhei para Jimin e ele balançou sua cabeça dizendo para eu não ir.

- Diga a ele que irei recebê-lo, Rebeca.

- Jungkook você não vai descer. - Jimin se afastou do abraço chateado, e saiu do quarto.

A intenção do Jung Hoon para vir até aqui é me fazer passar mal porém não irei dar esse gostinho para ele, já está na hora de colocar ele no seu devido lugar, antes de sair do quarto liguei para Namjoon e ordenei para ele marcar uma reunião na sala principal com todos os Jeon'S, mas sem pronunciar que estarei presente.

Ao me aproximar do escritório, escutei a voz do Jimin e pelo seu tom ele estava bastante alterado.

- Como você pode ser irmão do Jungkook, você é uma pessoa ruim. - Jung Hoon apenas sorria ao ouvir Jimin despejando toda sua raiva.

- Jungkook é um erro, ele não dev-...- Jung Hoon parou de falar assim que sentiu o peso da mão do Jimin em seu rosto.

- Eu não vou permitir que você ou qualquer um fale um absurdo desse.

Me escondi na coluna quando vi Jimin sair da sala furioso.

- Jesus! - Disse Jung Hoon ao abrir a porta e me ver parado sorrindo.

- O que foi irmão parece que está vendo o diabo em sua frente. - Sorri. - Onde está indo com tanta pressa?

- Preciso ir agora, Jeon, apareceu um assunto importantíssimo.

Jung Hoon saiu feito um furacão, voltei para a sala e Rebeca estava ao telefone, ao me ver ela disse que era Jisoo ao telefone eu disse para ele desligar e assim ele fez depois de inventar uma desculpa.

- Onde está o senhor Park?

- No Jardim senhor....

Me aproximei devagar ele estava sentado na cadeira de balanço tapei seus olhos e sussurrei em seu ouvido.

- Eu te amo... - Jimin sorriu.

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Park Jimin: ⛈

- Obrigado por me deixar ficar essa noite aqui, eu só preciso ficar sozinho e aqui é o lugar onde ninguém vai me procurar.

- Sabe que pode ficar aqui quanto tempo quiser. - Disse Luciano.

Luciano e eu éramos amigos de faculdade, mas nossa amizade ficou abalada depois que ele falou sobre seu real sentimentos por mim, eu disse que meus sentimentos por ele não era recíproco e isso mudou bastante as coisas entre nós, fomos nos afastando cada vez mas até perdemos o contato.

Parece coisa de filme, acabamos nos encontrando em uma das minhas entregas, foi estranho, conversamos sobre coisas do passado ele me contou que voltou para Seul está com oito meses, trocamos os números de contato e hoje me vejo em frente a porta dele pedindo abrigo.

- Obrigado por me deixar ficar! Mas é só por essa noite. - Tento ser firme em minhas palavras, mas o que estou sentindo agora dói.

- Porque está chorando anjo? O que fizeram com você? - Luciano me abraçou.

Ele me guiou até o sofá e foi até a cozinha pegar um copo com água, estava nervoso e chorava feito uma criança ao lembrar a forma como Jisoo e Jungkook se olhavam.

- Eu me entreguei para ele, e Jungkook brincou comigo, Junwei estava certo. - Falei em meio aos choros pois doía saber que o homem que eu aprendi a amar mas do que a mim mesmo só quis se aproveitar de mim.

- Quem se aproveitou de você, Park Jimin? - Lu me olhou sério.

- Isso não importa, eu só quero descansar. - Limpei meu rosto e olhei para o lado. - Se eu não posso ficar aqui eu vou para outro lugar. - Me levantei mas Luciano segurou em meu braço me impedindo de sair.

- Eu já disse que pode ficar o tempo que quiser, eu só estou preocupado com você baby mochi. - Luciano tocou em meu rosto fazendo nosso olhar se cruzar. - Vou preparar um lanche para nós enquanto você toma um banho quente.

Entrei no quarto, coloquei minhas coisas sobre a cadeira e fui em direção ao banheiro, já embaixo do chuveiro fecho meus olhos e as lembranças de todos os momentos que eu tive ao lado do Jungkook vieram como um filme, a saudade apertou me fazendo ficar com tanta raiva por amá-lo tanto.

Porque ele está fazendo isso comigo?

Mesmo com o choro entalado na garganta eu não consegui colocá-lo para fora.

Eu vou conseguir arrancar todo esse amor de dentro do meu peito! Eu vou te esquecer Jeon Jungkook. - Meus lábios tremiam ao pronunciar cada palavra.

Engoli a vontade de chorar, vesti uma roupa confortável a chuva caia forte, fui até a janela e olhei para o céu.

Porque não me levou junto a ti, minha mãe?

- Baby. - A voz do Luciano me fez parar de pensar besteira, sorri e desci com ele.

Luciano preparou um lanche delicioso, mas eu estou sem fome, só quero me deitar, mas meu amigo está tão empolgado em ter minha companhia, conversamos até algumas horas e só assim fui para o quarto.

Peguei meu celular que ainda permanecia no modo avião, abrir a galeria vou deslizando meu dedo até parar na pasta "uma chance nova" passei foto por foto lembrando dos momentos que eu tive junto com Jungkook, segurei a vontade de ligar para ele, meu peito doía muito, mas o meu orgulho é tão cruel que deixei meu celular de lado.

Levanto novamente da cama e vou até a janela olho para o final da rua e me espanto ao olhar para o outro lado da calçada e vejo um homem de capa amarela, ele estava olhando em minha direção era como se ele estivesse esperando eu aparecer na janela, pois assim que ele me viu resolveu sair, fiquei olhando para onde ele iria mas ao piscar ele sumiu na escuridão do beco.

São exatamente 4:00 horas da manhã, me levanto vou até o banheiro lavo meu rosto e me encarou no espelho, nem me reconheço as olheiras enormes ao redor dos meus olhos relatam a noite mal dormida já não basta os pesadelos que ando tendo com o meu passado, agora estou sofrendo por amor. Tomei um banho e liguei meu celular, várias mensagens começaram a chegar ignorei todas, eu sabia que no instante que eu pisar na empresa Jungkook vai estar lá a minha espera, fora Taehyung que vai me fazer várias perguntas. Respirei bem fundo e disquei o número do Jeon.

| Jimin, amor, onde você está? Porque não me atende.

Meu coração acelerou, minhas mãos começaram a suar, minha voz não saía.

| Acabou senhor vice-presidente. Não, me procure.

Tento ser firme mesmo tropeçando nas palavras, pois o choro preso na garganta já está sufocante.

| Jimin...

Desliguei o celular pois eu não iria conseguir, engoli o choro, coloquei um sorriso em meu rosto e sai do quarto, Luciano já estava na cozinha fazendo um café fresquinho, isso me fez lembrar de quando eu dormia em sua casa.

- Conseguiu dormir baby? - Perguntou Lu ao me entregar uma caneca de café.

- Obrigado deu sim! - Sorri.

Hoje para a minha sorte meu turno é a tarde, ficamos conversando sobre tantas coisas por um instante Lu me fez parar de pensar nas coisas que aconteceram.

- Que horas você entra no trabalho? - Lu caminhou até a TV que fica sobre a bancada e a ligou.

- Hoje meu turno começa às 15:00 horas e vai até às 22:00. - Lu parou de lavar as poucas louças e olhou para mim.

- Hoje chega mercadoria, preciso deixar tudo organizado para o turno da manhã fazerem as entregas. - Sorri.

- Iss- .. - Lu parou de falar assim que deixei a caneca cair da minha mão.

- Está se sentindo mal Ji? - Lu veio até mim e me ajudou a me sentar. Passei minha mão em meu peito, uma angústia tomou conta me deixando com falta de ar, de repente o noticiário da TV chamou minha atenção.

- O jovem milionário Jeon Jungkook acaba de sofrer um acidente gravíssimo e está sendo levado para o hospital Seoul National University, ele foi levado às pressas, parece que o vice-presidente estava inconsciente.

Ao ouvir a notícia minha respiração ficou acelerada, me levantei da cadeira, tremendo, eu não queria acreditar.

- Jimin, o que houve? Luciano perguntava apavorado.

- Eu tenho que ir para aquele hospital agora! - Gritei já chorando.

- Está bem agora, fique calmo. - Luciano tocou em meu ombro.

- Você não entende. - Gritei desesperado.

- Ji eu vou levar você, só me deixa pegar as minhas chaves.

Comecei a chorar me senti culpado, pois eu não deveria ter acabado daquela forma sem dar uma explicação.

Meu Deus se ele mor- .... Eu não quero nem pensar em uma besteira dessa. Mas eu juro que eu não vou me perdoar nunca. Entramos no carro e fomos em direção ao hospital

- Mas rápido Luciano, por favor..

- Estou indo Ji.

Senhor sei que ando tão distante de ti, mas peço que não me castigue dessa forma eu já perdi minha mãe, por favor não me leve Jungkook, eu não vou suportar.

Ao chegar no hospital, a imprensa já estava toda lá, irei passar por eles e nem vão notar minha presença, mas eu me enganei.

- Eu vi ele com o CEO! - Um dos repórter apontou em minha direção e rapidamente todos me cercaram sem ao menos me dar chance de sair.

- O que você é para o vice-presidente? Vocês estão juntos?

- Vocês brigaram? Onde você estava na hora do acidente?

Essas e mais outras perguntas eles faziam, eu apenas olhava para todos assustado pois eu nem sabia o que falar, pra minha sorte, Namjoon apareceu.

- Se afastem todos. - Namjoon me abraçou e me tirou da multidão.

- Namjoon eu preciso vê-lo por favor! - Pedi em suplicos.

- Se acalme por favor, eu vou tentar convencer os médicos, e também o senhor Do-yun está com ele agora. Acho meio difícil eles cederem sua entrada.

- Eu não me importo quem esteja com ele, eu só quero vê-lo por favor não me negue isso. Se não me deixarem ver ele, eu vou fazer o maior barraco.

- Vou ver o que faço está bem?

Enquanto Namjoon foi falar com os médicos, eu andava de um lado para o outro aflito, olhei e o médico só balançava a cabeça, então eu saí pelos corredores olhando pelas janelas de vidro para ver em qual quarto o meu Jeon estava.

- Jeon! - Corri até ele e toquei em seu rosto. - Você está querendo se matar?

- Eu prefiro morrer do que viver sem você!

- Se fizer isso eu morro junto!

As lágrimas escorriam pelo meu rosto até porque eu me sentia culpado, Jeon estava muito pálido, de repente ele começou a sentir dores fortes, as convulsões ficaram mais fortes então comecei a gritar chamando pelo médico, e prontamente Jungkook foi levado para a sala de cirurgia.

O Senhor Do-yun estava sentado na sala de espera e me vendo aflito andando de um lado para o outro veio até mim.

- Filho, você precisa se acalmar! - Ele tocou em meu braço e me abraçou tão forte que não contive as lágrimas.

- Eu só quero o meu Kook senhor Do-jun, eu não vou me perdoar se acontecer alguma coisa com ele.

- Não vai acontecer nada meu filho, Jeon e osso duro na queda.

Já se passava uma hora e Jeon ainda continuava na sala de cirurgia, eu liguei para Taehyung e pedi para ele me cobrir no turno, fui até a capela que fica dentro do hospital me ajoelhei e pedi a Deus que não levasse Jungkook de mim, enquanto eu orava senti algo tocar meu ombro olhei e não vi nada, mas eu senti o perfume da minha omma.

Depois de um tempo voltei para a sala de espera, ao chegar o mesmo rapaz que estava com jisoo na noite passada também estava na sala, ele olhou para mim e sorriu educadamente. Não demorou para o médico chegar.

- Familiares do paciente Jeon. - Todos se levantaram, meu coração estava para sair pulando.

- Então doutor, como meu irmão está?

- Conseguimos conter a hemorragia, agora vamos ter que aguardar as primeiras 24 horas.

- Doutor permita a entrada do rapaz Jimin, ele irá acompanhar meu filho, pois tenho certeza que nesse momento Jeon vai querer isso.

- Obrigado senhor Do-yun.

Depois de agradecer o senhor Do-yun, entrei no quarto, e confesso que doeu tanto ver Jungkook deitado com vários aparelhos ligados a ele, seu corpo parece tão frágil, apesar de ser tão grande. Me sinto tão pequeno por não conseguir protegê-lo.

Puxei a cadeira e me sentei ao seu lado segurei em sua mão.

- Não sei se está me ouvindo, mas quero que saiba que eu te amo mais do que qualquer coisa, então levanta dessa cama e fica comigo meu amor. Não me deixe, Jeon.

Estava tão exausto mas eu não vou sair daqui até ele acordar. Encostei minha cabeça em seu ombro, segurei em sua mão e fechei meus olhos.

Quando acordei Jungkook já havia despertado, conversamos e ele pediu para Yoongi me levar para casa e claro que eu só aceitei depois de muita insistência, mas todos os dias eu vinha visitá-lo, como ele havia me pedido eu fiquei em sua casa.

Taehyung me perturbava todos os dias ele queria saber onde eu fiquei enquanto eu estava sumido, é lógico que eu não disse até porque nunca se sabe do amanhã não é mesmo, é também se eu dissesse ele não iria guardar segredo ainda mais ele que está namorando o motorista do Jungkook.

Um mês se passou só que para mim ele parecia anos, talvez posso está exagerando um pouco, mas eu conto as horas para vê-lo me acostumei com seu cheiro, sua voz, da sua companhia, além das trocas de carinho entre a gente.

Hoje o meu dia estava tão corrido que mal peguei o celular para ligar para ele para saber como ele estava, mas ao terminar meu turno liguei para ele para saber como ele estava.

Fiquei apavorado quando ele disse que seu coração não estava bem, meu desespero foi tão grande que sai correndo, mas fui surpreendido com ele parado sentado no capuz da sua Lamborghini com um buquê de rosas tão lindas. Jungkook a cada minuto me surpreende, fomos almoçar e depois fomos para casa.

Tudo estava indo bem, até Rebeca nos interromper dizendo que Jung Hoon estava na sala esperando pelo Jeon, fiquei furioso quando Jungkook disse que iria recebê-lo, chateado eu saí do quarto deixando Jeon falando sozinho.

Desci as escadas furioso, Rebeca estava na sala e ao me ver ela se assustou.

- Rebeca, onde está o senhor Jung Hoon?

- No escritório senhor Park.

Fui até o escritório ao entrar Jung Hoon estava sentado na cadeira do Jungkook, e ao me ver ele se assustou e logo sorriu.

- Jimin, não me diz que meu irmão piorou. - Jung Hoon debochou ao falar.

- Você é tão patético e invejoso, mesmo que tente jamais chegará aos pés do homem que Jungkook é.

- Você está muito abusado para um mero entregador, isso bebê me mostre essas garras. - Sorri.

- Você não faz ideia do estrago que essas garras são capazes de fazer, Jung Hoon! Quer pagar pra ver?

A discussão ficou séria, eu revidei cada ofensa que Jung Hoon fazia ao Jungkook, então deixei bem claro que eu também sou capaz de defender quem eu amo, depois de deixar as coisas claras, sai do escritório e fui direto para o jardim, precisa me acalmar, mas ao mesmo tempo estava tão preocupado com Jungkook, e se o irmão dele fizesse algo para prejudicar a sua recuperação.

- Te acalma Park Jimin. - Falei para mim mesmo.

- Eu te amo, Park Jimin. - Jungkook sussurrou em meu ouvido ao tapar meus olhos, a respiração em minha nuca me fez arrepiar, sorri.

- Falou com seu irmão, senhor vice-presidente! - Tirei suas mãos dos meus olhos.

Mas Jeon como é teimoso levou sua mão até meu rosto e fez um carinho, me fazendo ceder rapidamente.

- Não sei o que houve com Jung Hoon para ele sair tão rápido parecia que ele estava fugindo do próprio diabo. - Fingi que não sabia de nada.

- Jeon esse final de semana irei viajar!

- Para onde? - Jeon puxou a outra cadeira e sentou-se ao meu lado.

- Changwon!

- Gosto de Changwon, lá tem uma pousada maravilhosa, você vai gostar de lar.

Olhei incrédulo para a ousadia do Jungkook e pisquei um par de vezes, e ele continuava falando como se nada estivesse acontecido.

Mas confesso que estava adorando ver ele fazer planos para a gente.

Ficamos apreciando o pôr do sol, Rebeca pronunciou que o jantar já estava sendo servido, terminando nossa refeição e subimos para o quarto, enquanto Jeon tomava seu banho resolvi desenhar um pouco, estava tão distraído que nem o vi se aproximar e me abraçar por trás.

Ele cheirou meus cabelos me deixando todo arrepiado, Jeon sabe o quanto fico sensível quando ele beija meu pescoço, mas ele adora me provocar.

- Vamos pra cama meu amor, está ficando tarde.

- Pode ir, eu só vou terminar aqui e já vou.

Jeon beijou meus cabelos e foi para a cama, me levantei e fui até o closet pegar meu pijama, estava em frente ao espelho passando um creme em minhas mãos quando olhei e o vi tão sério mexendo no seu notebook.

Ao me aproximar da cama Jeon fechou o notebook, tirou seus óculos e abriu seus braços para eu me deitar sobre seu peito. Mas antes de me deitar peguei os comprimidos e dei a ele, depois que ele tomou, aí sim eu me deitei. Trocamos carinhos, esse era o nosso momentos, esse era o momento em que esquecemos o mundo lá fora.

No dia seguinte acordei cedo e tomei meu café, Jeon ainda estava dormindo, mas antes de sair disse a Rebeca para ela não esquecer de lembrar o seu patrão de tomar os remédios. Já do lado de fora, abri o aplicativo para chamar um Uber quando a voz do Yoongi me assustou.

- Bom dia senhor, já está pronto? - Olhei confuso.

- Desculpe senhor Park, mas o senhor Jeon ordenou para que eu o levasse para a empresa.

- Por hoje aceitarei Yoongi, mas eu tenho a moto da empresa para me locomover pela cidade.

Durante o percurso até a empresa eu ia respondendo as mensagens do Luciano pois desde o dia do acidente do Jungkook não nos encontramos mais, porém sempre trocamos mensagens. Mas hoje ele me convidou para ir ao seu aniversário que irá acontecer no próximo final de semana, não dei certeza a ele se iria, até porque não sei se Jungkook irá querer me acompanhar.

Meu turno foi tranquilo, posso dizer que foi tranquilo até demais pra quem tem a vida turbulenta como eu. Estava no vestiário pegando minhas coisas para ir para casa quando meu celular começou a tocar, olhei que era meu irmão. Atendi.

| Ji, não desligue, eu preciso de você.

Fiquei nervoso ao ouvir a voz do Junwei, ele parecia estar muito mal.

| O que houve irmão? Onde você está?

| Me ajuda Jimin, eu tô no meu apartamento.

| Estou indo.

Peguei minhas coisas e saí correndo comendo de que Junwei estivesse realmente em perigo. Já em cima da moto passo uma mensagem para Jungkook dizendo que estou indo até o apartamento do Junwei, guardei o celular no bolso e sem querer meu dedo acabou ativando o modo avião.

Cortei o caminho só queria chegar até ele, estacionei a moto em frente ao prédio e corri até o elevador, acionei o botão do 13° andar, as portas se abriram e eu corro até lá, tirei a cópia da chave.

- Irmão? - O apartamento estava todo escuro. - Irmão? - O chamei novamente.

- Ji, você veio. - A voz dele vinha do seu quarto, coloquei meu capacete e minha mochila no sofá e fui até ele.

- O que houve com você? - Corri até ele, Junwei estava bêbado.

- Eu te amo, Ji! - Ele tentou me beijar, eu tento me afastar mas ele tem mais força que eu.

- Pare irmão! - Tentei me afastar mas uma vez mas Junwei me segurava com tanta força.

- Irmão não!....

- SOLTA ELE, DESGRAÇADO

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