Cap 13° Isso é real? ☔
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Park Jimin:
— Omma.... Omma..... Cadê você porque está se escondendo de mim?
Estava no meio da floresta escura chorando eu andando sozinho, a névoa que caia dificultava a minha visibilidade.
— Omma..... Estou tão sozinho, por favor apareça, você me prometeu que sempre estaria comigo então porque não aparece. — O nó que se fez em minha garganta acabou deixando minha respiração mais pesada.
Uma gargalhada surgiu me fazendo parar de andar, e cada vez mais ela parecia ficar mais perto de mim. Olho assustado para todos os lados procurando um refúgio mas eu não enxergo nada.
- JUNGKOOK. - Gritei por seu nome mas ele não apareceu.
- JUNG....KOOK! - Gritei novamente, porém minha voz falha.
Será que meu destino é morrer sozinho? Por que todos que amo me abandonam? Que destino cruel é esse.
Meu coração acelerou ao ver um homem parado em minha frente de cabeça baixa com um maldito cigarro na mão. Era ele meu padrasto, fiquei apavorado as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, meu corpo tremia.
- Docinho você não vai dar um abraço em seu appa? - Ele abriu seus braços e sorriu, minhas pernas começaram a fraquejar.
- Seu desgraçado você não é meu appa e nunca vai ser, você matou minha omma eu sei que foi você ela jamais iria fazer isso e me deixar. - Gritei chorando e ele continuava parado sorrindo.
- Eu não matei sua mãe!
- Mentiroso!....
- Se fosse mentira ela não estaria aqui! - Ele apontou para o outro lado, eu olhei em direção e a vi em pé sem expressão alguma, eu quis correr até ela, mas minhas pernas não me obedecem.
- Omma! - A chamei, ela me olhou e caminhou em direção ao meu padrasto.
- Não vai omma, não chega perto desse demônio. - Ela ignorou todos os meus suplicos.
- Venha querida. - Ele estendeu sua mão para ela pegar.
- Vem meu amor, vamos ser a família feliz que sempre fomos. - Disse minha mãe ao abraçar Hae-jin.
- Cala a boca, você não é minha omma! Ela jamais me pediria isso. - Balancei minha cabeça e fechei meus olhos com muita força.
Abri meus olhos e olhei para os lados assustados e comecei a chorar pois mais uma vez Hae-jin me atormenta em meus sonhos, mas essa é a primeira vez que vejo minha omma ao lado dele, mas aquele monstro não era minha mãe, ela jamais iria que eu ficasse perto de quem me machuca.
Me levantei e saí da estufa a chuva ainda caia e estava forte eu nem sei em que parte dessa droga de ilha eu estou.
Porque Jungkook me deixou sozinho? Mesmo ele me jurando que não iria me deixar ele fez, exatamente por isso que evitei tanto essa droga de sentimento.
Eu andava abraçando meu próprio corpo, de repente avistei a casa dele, entrei e o vi em frente a várias telas, ele parecia preocupado, meus olhos se abriram quando vi uma arma perto de sua mão.
- Jungkook! - Ao ouvir minha voz ele correu até mim e me abraçou tão forte, que parecia que o mundo iria se acabar.
- Eu pensei que estivesse acontecido alguma coisa com você meu amor. Nunca mais faça isso, Jimin. - Jungkook segurou o meu rosto e beijou meus lábios.
- Porque você me deixou sozinho? - Me afastei de seus braços e caminhei até a janela.
- Porque eu vi preparar algo para você, aliás para nós comermos.
- E porque não me acordou? - Jungkook veio até mim, me abraçou por trás colocando seu queixo em meu ombro.
- Você estava dormindo tão bem, que não quis acordá-lo.
- Mas era para ter me acordado! - Me afastei mais uma vez dos braços dele.
- O que está acontecendo? Eu fiz alguma coisa para você não querer que eu toque em você? - Olhei para Jungkook seus olhos estavam lacrimejando.
- Não aconteceu nada! É que....
Não consegui mais falar comecei a chorar desesperado pois eu estava tão cansado de tentar demonstrar que sou forte. Jungkook sem dizer nada me abraçou.
- Desculpa, eu não quis assustá-lo, eu pensei que você tivesse me abandonado assim como todos fazem. Eu sou um fardo para todos ao meu redor!
- Não, Jimin, você não é um fardo, nunca mais diga isso de você.
- Kook, eu tive um pesadelo, Hae-jin tentava me pegar, eu gritava chamando por você, e você não estava lá. Você faz ideia do quanto eu fiquei apavorado.
- Estou aqui meu amor, eu não vou deixar você! Vem, vamos para a cozinha fazer algo para nós comer, pelo jeito essa chuva não vai passar.
Jungkook sempre tenta me fazer esquecer das coisas que me atormenta, estou tão feliz que fico com medo, tudo está indo bem demais. Não sei o que vai acontecer quando voltarmos para a nossa verdadeira realidade. O medo que estou sentindo é grande, porém não vou dizer nada, apenas vou deixar tudo acontecer.
Preparamos uma comida rápida e prática, o clima esfriou bastante ao cair da noite, Jungkook acendeu a lareira, enquanto eu escolhia um filme para assistirmos ele subiu até o quarto para pegar duas cobertas para nós. Estava tão indeciso em escolher algo.
- Está tão sério meu amor! - Jungkook se sentou ao meu lado puxou meus pés para colocar as meias, ele como sempre tão atencioso e cuidadoso comigo.
- Espere um minuto eu vou preparar dois chocolates quentes. - Me levantei, mas antes de me afastar Jeon segurou em meu braço e me puxou me fazendo sentar em seu colo.
- Eu te amo, Park Jimin. - Jungkook tirou uma mecha dos meus cabelos que caiam sobre meu rosto e beijou meus lábios
Isso é real mesmo meu Deus? - Pensei.
- Eu também amo você presidente Jeon. - Sorri e beijei a ponta do seu nariz.
Quando voltei com as duas canecas, Jungkook estava sério olhando para seu notebook, cocei minha garganta fazendo ele olhar para mim.
- Me perdoe amor, eu sei que eu disse sem tecnologia, mas eu precisava responder esse e-mail, mas já terminei.
- Aqui! - Jeon pegou sua caneca da minha mão, ele deixou o notebook de lado e abriu seu braço para que eu me sentasse ao seu lado e me encaixei certinho no espaço.
Colocamos nossas canecas sobre a mesa e eu me deitei sobre seu peito, a chuva caía mais forte os trovões e relâmpagos eram de causar medo eu me assustava a cada segundo com o barulho. Eu nem sei dizer o que era mais assustador o filme ou os trovões, quando a música sinistra começava no decorrer da cena eu sabia que coisa boa não viria então eu fechava meus olhos.
- Está com medo amor? - Jungkook
É óbvio que estou né Jungkook, você tinha que escolher um filme de terror. Afs - Pensei.
- Não amor, apenas me assustei com o barulho dos trovões. - Menti e ele sorriu ao ouvir minha resposta.
Continuamos ali assistindo e olha que nem estava na metade do filme, de repente Jungkook me puxou para baixo do seu corpo.
- Jeon... - Jungkook me olhava totalmente diferente, seus olhos brilhavam.
- Porque está me olhando assim Jeon? Está me deixando com vergonha. - Tentei desviar meu olhar, mas ele segurou em meu rosto.
- Obrigado.
- Pelo o que?
- Por me ensinar o verdadeiro significado da felicidade, eu te amo tanto.
- Eu também amo você Jeon.
Uma vez ou outra a mão atrevida do Jeon se manifestava e eu estava adorando todo aquele atrevimento, troca de carinhos e beijos ardentes não faltaram, aproveitamos cada segundo juntos, confesso que vir para cá foi a melhor decisão que ele tomou. Mesmo por trás daquela máscara de homem arrogante, mesquinho e irritante, existe um homem maravilhoso só tenho que agradecer por ele não ter desistido de mim.
Nunca imaginei que um dia eu iria encontrar alguém que realmente me fizesse ter paz e esquecer o mundo em um simples beijo. Mas isso não quer dizer que eu não pense no amanhã, pois teremos grandes problemas principalmente com os Lings.
Desde que eu saí da casa do meu irmão Junwei não me procurou e nem respondeu minhas mensagens e nem atendeu minhas ligações.
As coisas entre nós dois estão tão estranhas, eu não entendo o porquê ele guarda tanto rancor do Jungkook, o que será que aconteceu com eles no passado?
Minha preocupação maior é a reação da família do Jungkook quando souberem do nosso relacionamento, por mim eu sinceramente não queria que Jeon nos assumisse não ainda, estamos tão bem, isso está me incomodando tanto. Mas não quero incomodar ele agora não hoje.
Hoje é o nosso último dia aqui na ilha e notei que ele anda preocupado com algo, eu já perguntei, mas ele como sempre diz que tudo está bem e que não é para eu me preocupar, mas eu já o conheço tão bem. As horas passaram tão rápido, ele me levou para conhecer tudo ao redor.
- Quero vir mais vezes aqui CEO Jeon Jungkook. - Falei já o abraçando por trás, Jungkook entrelaçou nossos dedos.
- Com toda certeza agora tenho motivos para visitar esse lugar.
- Como assim? - Me abaixei passando por debaixo do seu braço e fiquei de frente para ele.
- É porque o presidente Jun-seo quer dizer o meu avô disse que aqui era a casa dos meus pais biológicos. - Olhei para ele meio confuso, mas aí me lembrei que ele teve um flashback quando era pequeno.
- Porque não me disse Jeon? - Cruzei meus braços indignado pois ele não confia em mim totalmente.
- Porque eu estava tão feliz que não sobrou espaço para lembranças tristes. - Ele sorriu e me puxou para um abraço.
- Vamos? É hora de voltarmos à realidade. - Disse ele.
- Jeon eu tomei uma decisão, e quero dizer a você antes de pisarmos em Seul. - Jungkook me olhou diferente.
- Eu vou voltar para minha casa, e não é você que vai me impedir, eu já decidi mas você pode ir a hora que quiser meu amor. - Jungkook se afastou.
- Jeon.... - O chamei.
- Você sabe o que eu acho sobre você voltar para lá. - Me aproximei dele e o abracei por trás.
- Eu sei amor, mas você vai estar lá para me proteger! Você é meu herói.
- Eu aceito com uma condição.
Vou deixar ele pensar que está sobre o controle da situação.
- Qual?
- Me deixe deixar seu apartamento em segurança pelo menos colocar algumas câmeras, por favor Jimin, eu me preocupo demais com você.
Aceitar isso é o mesmo que perder a minha privacidade, mas pensando por outro lado ele está certo ainda mais com Hae-jin a solta por aí.
- Tudo bem aceito sua condição.
- Mas essa noite assim que chegarmos você vai dormir em minha casa até tudo estar preparado para você voltar.
- Tudo bem meu guarda-costas favorito.
Jungkook acionou o piloto automático e viajamos tranquilos, o mar não estava agitado para a nossa sorte. De longe já avistamos as luzes da cidade e senti um aperto no peito ao olhar para Jungkook, ele puxou sua respiração olhou para mim e sorriu. Jeon tirou o celular do seu bolso e entregou o meu, por incrível que pareça eu não senti falta algum desse aparelho.
| Yoongi já estamos ancorando, venha nos pegar agora.
Depois de falar com seu motorista, Jeon caminhou até mim.
- Tenho uma coisa para lhe dar. - Jeon tirou do seu bolso uma caixinha de veludo na cor branca abriu e tirou de dentro uma pulseira linda de brilhantes com os pingentes das oito fases da lua e entre elas tinha um sol, meus olhos se encheram de lágrimas.
- Jeon, ela é linda.
- Era da minha omma, eu quero que fique com ela.
- Eu não posso, Jeon.
Depois de muita insistência eu aceitei o presente, eu estou tão feliz que chega a dar medo. Passaram algumas horas e o fiel motorista chegou.
- Boa noite senhor Jeon! Senhor Park. - Jungkook permaneceu calado, eu fiquei morrendo de vergonha.
- Boa noite, Yoongi!
Jungkook segurou em minha mão e fomos em direção ao carro, pela expressão do rosto do vice-presidente as coisas não andam muito bem com seu motorista.
Dentro do carro o clima estava estranho, Jungkook estava muito sério, ele olhava para o motorista como se a qualquer momento ele fosse fazer um interrogatório. Chegamos em casa.
- Eu vou tomar um banho, Jeon. - Quebrei o silêncio, mas antes de subir as escadas ele puxou minha mão me fazendo parar e olhar para ele.
- Quer sair para jantar, ou prefere descansar amor?
- Prefiro descansar mais se você quiser sair pode ir.
- Eu prefiro ficar com você. - Jeon piscou e me puxou pela cintura.
- Com licença senhor o secretário Kim está no escritório esperando pelo senhor! - Disse Rebeca.
- Diga que já estou indo, mas antes vá lá fora e diga para Yoongi ir até o escritório também.
- É claro senhor.
Rebeca saiu rapidamente nos deixando a sós, o olhar do Jungkook estava completamente diferente, ele parecia preocupado.
- Você está bem, kook?
- Sim amor, só um pouco cansado. Mas não se preocupe com isso.
Enquanto eu subi para o quarto, Jeon foi em direção ao seu escritório. Tirei toda a roupa suja e fui para o banheiro coloquei a banheira enorme para encher e enquanto ela enchia, tirei meu celular do bolso e liguei para meu amigo Taehyung.
| Oi senhor Park Jeon. Lembrou que tem amigo é bonitão?
Sorri ao ouvir pelo o que ele me chamou.
| Nossa, mas você está tão engraçado!
Taehyung começou a gargalhar do outro lado da linha, tive que afastar o celular do meu ouvido para não correr o risco de ficar surdo.
| Onde você está Jimin, não me diga que o senhor Jeon te prendeu no calabouço e fez de você o escravo sexual dele.
| Aí... Aí... Tae. Eu não estava na cidade e acabei de chegar.
| E por acaso para onde a donzela estava.
| Tem sorte que está longe de mim Taehyung.
| Ji a empresa é uma droga sem sua presença, graças a Deus que amanhã você já retorna.
| Minhas férias foram como passar em uma montanha-russa.
| Como assim?
| Depois te explico, agora vou desligar eu só liguei para saber de você e para dar notícias.
Encerrei a ligação e coloquei o celular para tocar uma música para relaxar enquanto eu me delicio nessa banheira.
Ao sentir a água meu corpo foi relaxando, fechei meus olhos e deixei a música me levar para longe dali, logo dos problemas, longe de toda insegurança.
Relaxei tanto que acabei tirando um cochilo, dei graças a Deus por não ter tido nenhum pesadelo, olhei para meus dedos eles estavam enrugados por ter ficado tanto tempo debaixo da água. Vesti meu roupão e saí do banheiro e nada do Jungkook, troquei de roupa e deitei na cama pra descansar enquanto ele não subia, me assustei com o som da vibração do meu celular. Me levantei e fui até a mesinha pegá-lo, olhei para a tela era uma mensagem do meu irmão.
| Jimin-ah quero te ver, estou com saudade.
Não respondi, mas eu também estou com saudade do meu hyung e quero vê-lo, mas ele anda tão estranho. Desliguei o celular para não me estressar mais ainda e voltei para a cama, mas antes de deitar eu vi a sombra do Jungkook passar direto para o final do corredor, estranhei.
Que estranho porque ele passou direto? - Me perguntei.
Esperei ele retornar mais nada, então resolvi ir atrás dele para saber o que aconteceu, sai do quarto e caminhei até onde ele estava, a porta estava entreaberta, puxei minha respiração e entrei.
Jungkook estava de cabeça baixa, ao me ver em pé a sua frente ele forçou um sorriso para não me deixar preocupado.
- Amor, eu já ia até você só precisei passar aqui para fazer uma ligação. - Disse Jungkook já se levantando da sua cadeira.
- O que aconteceu Jeon, e não mente para mim, dá para ver em seus olhos que tem algo acontecendo. E é sério.
- Não é nada meu amor, é outra não quero levar problemas para você! - Jeon veio para me abraçar mas eu o empurrei.
- Amor pare com isso, você já tem problemas demais para se preocupar, está bem irei dizer então desfaz esse bico. Meu avô, o presidente Jun-seo sofreu um AVC, ele está internado, e eu fiquei sabendo agora.
Me senti mal ao escutar, e por um momento me culpei, pois se ele não estivesse comigo talvez seu avô não estaria mal.
- O que houve, Jimin?
- Você precisa ir até o Hospital ver seu avô, eu vou ficar aqui esperando notícias.
- Irei amanhã ao hospital, não há nada que eu possa fazer lá agora, e outra se eles realmente quisessem que eu soubesse meu pai teria dado um jeito de me avisar.
- Jeon!
- Vem vamos você precisa descansar, pois amanhã você retorna ao seu trabalho. - Jeon segurou em minha mão e me levou em direção ao nosso quarto, mas antes que chegássemos ao cômodo fomos interrompidos.
- Desculpe interrompê-los, senhor Jeon, mais o senhor Jung Hoon, está lá embaixo e deseja falar com o senhor Park.
- Comigo? - Apontei para mim mesmo assustado, olhei para Jungkook ele cutucava sua bochecha com a própria língua.
- Jeon eu não faço ideia sobre o que ele quer falar. - Tentei explicar, mas o vice-presidente soltou minha mão e me encarou.
- Diga ao meu digníssimo irmão que o senhor Park irá recebê-lo. - Disse Jungkook para a Rebeca.
- Jungkook eu não vou aceitar que me trate assim! - Falei em um tom firme.
- Jung Hoon não iria vir até aqui à toa ele quer me provocar e vai tentar usar você, então eu peço que desça e o trate bem, porém não deixe ele se aproximar de você.
- Eu não estou entendendo nada Jungkook.
- Só confie em mim por favor.
Mesmo não querendo eu desci para saber o que o Jung Hoon quer tanto falar, ao chegar na sala ele estava de costas.
- Boa noite, o senhor deseja falar comigo? - Perguntei e prontamente ele se virou e sorriu lindamente.
- Boa noite Park, essas flores são para você. - Ele me entregou um buquê de tulipas brancas, que por sinal elas são lindas.
- Obrigado, não precisava se incomodar. - Peguei o buquê de suas mãos.
- Jungkook se encontra?
Que cínico ele sabe que o Jeon está em casa, o que ele está querendo?
- Ele....
- Estou aqui irmão, oi meu amor está precisando de alguma coisa. - Jungkook segurou em minha cintura e me beijou na frente do seu irmão, e olha que não foi um beijo qualquer não, se não fosse Jung Hoon fingi uma tosse o vice-presidente não iria parar.
- Desculpe irmão, eu esqueci que você estava aqui. Mas estou curioso o que te trouxe até minha casa? - Perguntou Jeon.
Eu estava sem saber o que fazer pois eu ainda estava me recuperando do beijo que Jungkook me deu na frente do irmão dele.
- Eu vi ver como o Jimin está! - Jung Hoon sorriu dando uma piscadela na maior cara de pau.
- Como está vendo estamos muito bem! - Disse Jeon já me puxando para ficar mais perto de si.
- Eu não entendo Jungkook porque nosso avô e nosso pai te protege tanto. Enquanto você estava de passeio pelas ilhas Maldivas o presidente Jun-seo estava quase morrendo e pior ele chamava por você.
Jungkook encarou seu irmão e tentou ir até o mesmo mas eu segurei em seu braço o impedindo de prosseguir, pois eu sabia muito bem que o Jeon ia bater em seu irmão.
- Sabe quem o socorreu na hora, Jimin? - Eu apenas acenei com a cabeça dizendo que não.
- A senhorita Jisoo, sua irmã!
- Chega Jung Hoon! - Jungkook gritou.
- Jimin se precisar de qualquer coisa pode contar comigo. - Hoon ergueu sua mão para me pegar, mas Jungkook foi mais rápido e o empurrou.
- Bem eu vou indo.- Disse Jung Hoon.
Jung Hoon saiu nos deixando a sós, o clima ficou estranho, minha cabeça tava uma merda pensando na Jisoo e pior eu me sentia culpado por Jungkook não estar presente quando o presidente da Cisco passou mal.
Subi para o quarto eu queria ficar um pouco sozinho, entrei e me deitei, mesmo com vontade de chorar segurei as lágrimas. O sono chegou e Jungkook não veio para o quarto, acordei no meio da madrugada por causa dos meus pesadelos e comecei a chorar, eu só quero dormir em paz. Me levantei e fui procurar pelo Jungkook fui em todos os quartos e não o encontrei.
Onde ele está meu Deus? Será que ele saiu?
Estava sentindo um aperto no coração, ao olhar para o lado vi uma luz no vão da porta, caminhei até lá abrir a porta e o encontrei dormindo no sofá com o celular desbloqueado em sua mão. Meu coração deu uma acelerada quando vi escorrer uma lágrima dos seus olhos.
- Jeon, amor, vamos para o quarto por favor. - Ele acordou assustado e seu celular caiu da sua mão, me abaixei para pegar e vi que ele estava vendo nossas fotos na sua galeria.
- Volte para o quarto amor, eu bebi e não quero que me veja assim! - Disse ele sem olhar para mim.
Ignorei suas palavras e me deitei no sofá com ele, o abracei e não falamos mais nada um para o outro.
Acordei com o alarme tocando olhei em volta e vi que eu já estava no quarto, tentei recordar o que aconteceu porém eu só me recordo de deitar junto a ele no sofá. Olhei para o meu lado, Jungkook dormia tranquilamente, me levantei, tomei banho, troquei de roupa, já vestindo desci para tomar meu café, eu não quis acordá-lo até porque ele não dormiu nada esses dias.
- Bom dia senhor Park.
- Bom dia Rebeca.
Rebeca me serviu um delicioso suco de laranja. Eu precisava me apressar pois ainda tinha intenção de ir até meu apartamento para pegar algumas coisas que deixei lá.
- Porque não me esperou para tomarmos café juntos, amor?
- Bom dia querido!
- Bom dia mochi. - Jeon depositou um selar de respeito em minha testa.
- Quer que eu o deixe na empresa amor?
Pensei em dizer não, mas ele está tão atencioso comigo.
- Quero sim!
Jeon se sentou à mesa para fazer seu desjejum.
- Senhor desculpe interromper mas a senhora Jeon pediu para avisá-lo que hoje terá uma reunião de família na mansão dos Jeon'S ao meio dia e sua presença não pode faltar.
- Obrigado Rebeca. Vamos amor? - Acenei com minha cabeça confirmando.
Me levantei subi até o quarto para pegar minha bolsa e assim ir para a empresa, ao sair da casa Yoongi já estava à nossa espera, durante o percurso não trocamos uma palavra, uma hora ou outra o motorista dava aquela olhada pelo retrovisor.
O motorista parou em frente a empresa, Jeon desceu primeiro e abriu a porta para mim, já do lado de fora ele segurou em minha mão e me puxou para um abraço, Bê que estava chegando em sua moto quase caiu ao me ver chegar com o CEO da empresa Cisco Systems, me despedi dele e caminhei para a entrada, confesso que eu não parei de pensar sobre o que eles irão falar na reunião em família.
- Jimin...- Ouço me chamarem, olho para trás e vejo Jisoo em pé. O sorriso que eu esbanjava em meu rosto sumiu.
- Tens um tempinho?- Ela perguntou sorrindo.
- Jisoo não é uma boa hora podemos nos encontrar no meu horário de almoço? - Dei as costas para ela, sinceramente não é uma hora boa para conversarmos.
- Você acha mesmo que irá ficar com Jungkook mesmo seu bobinho? - Parei de andar ao escutar suas palavras, me virei e caminhei até ela.
- Eu não penso, eu já estou Jisoo! Então se está pensando em jogar sujo como todas vezes vai se preparando pois eu posso jogar melhor que você, então se veio até aqui com a intenção de me deixar com medo, sinto muito queridinha você deu viagem perdida.
Jisoo me encarava com tanto ódio, eu sei o quanto ela pode ser perigosa isso me fez lembrar do dia em que ela tentou me matar na piscina. Se não fosse o Junwei aparecer na hora eu estaria morto.
- Fica esperto Jimin, e tome bastante cuidado.
- Está me ameaçando, Jisoo?
- Pense como quiser!
- Ji! - A voz do Tae fez com que ela se afastasse.
- Até logo maninho. - Jisoo jogou um beijo e saiu.
- O que essa tripa seca queria Ji?
- Você sabe o de sempre, me provocar! Aí deixa pra lá essa barata branca pra lá, vem cá me dá um abraço. - Abracei meu amigo pois eu estava com tanta saudade desse pestinha.
Colocamos as fofocas em dia, e como de costume eu olhei em direção a sala do senhor Mín-jun, e toda vez que eu olho para lá meu corpo se arrepia por completo. Me despedir do Tae pois estamos em rotas diferentes agora, fui até o vestiário pegar meu colete e também para guardar minha coisas, depois de fazer tudo isso fui até a sala do supervisor para pegar minha rota.
- Com licença, senhor Rick.
- Seja bem vindo novamente Jimin.
- Obrigado senhor!
- Bem, aqui está a sua rota das entregas, por hoje você irá ficar aqui pela zona urbana, mas para semana que vem você irá fazer uma pequena viagem até uma cidadezinha no interior.
- Tudo bem senhor Rick! - Peguei o papel da mão dele e saí da sala.
Subi na moto e fui fazer a minha primeira entrega, que por sinal foi no prédio onde é o apartamento do meu Hyungie, olhei novamente o nome do cliente no pacote e sorri por ver o nome dele, toquei a campainha ele abriu e ao me ver na porta me abraçou tão forte que parecia que iria quebrar todos os meus ossos.
- Não consigo respirar, irmão! - Junwei me soltou, entrei em seu apartamento e tudo estava impecável.
- Você está tão lindo Jimin-ah. - Junwei assanhou meus cabelos.
- A viagem me fez bem! - Respondi.
- Jungkook não passou dos limites com você não, né Ji?
- Ju, eu e Jungkook nós...
- Você não fez isso! - Junwei bateu com sua mão sobre a mesa me assustando.
- Você não pode ter se entregado para aquele bastardo! - Junwei alterou sua voz comigo.
- Eu já disse para não chamá-lo assim. - Também alterei minha voz.
- E sim eu me entreguei para o homem que eu amo. Qual o seu problema irmão? - Junwei me olhou com raiva.
- Espero de coração Jimin-ah, que aquele idiota não faça com você o que ele fez com Jisoo!
Não ele não ia me esconder algo assim ainda mais envolvendo Jisoo.
- Tá surpreso Ji? - Fiquei calado, peguei o capacete e minhas chaves e saí do apartamento dele apressado.
Eu dirigia em alta velocidade, estava com medo de sofrer um acidente ou até mesmo causar um, pois em minha cabeça se passava tantas coisas, eu queria chorar, as palavras do meu irmão não saía da minha mente, pela primeira vez durante todos esses anos eu fiquei cego de raiva parei em frente a uma praça desci da moto e me sentei no banquinho e comecei a me questionar o porquê minha vida virou um verdadeiro inferno, porque minha felicidade incomoda tanta gente? Será que eles não percebem o quanto estão me magoando! Eu queria que eles enxergasse como eu me sinto por dentro.
- É tão estranho só poder ver como estamos por fora, quando tudo do lado de dentro está desmoronando. Porque estou com tanto medo da felicidade que estou sentindo? Imagino como seria se nós estivéssemos menos medo. - Fecho meus olhos e deixo uma lágrima cair.
- Sabe meu jovem, a maioria das pessoas que eu conheço, gostariam de ouvir menos os seus medos, e ouvir mais os seus sonhos, não sei o que está passando em sua vida filho mais tudo irá se resolver com o tempo então acalme esse coração.
Eu fiquei sem reação ao ouvir tudo o que o senhor que sentou-se ao meu lado disse, olhei para ele assustado pois eu realmente não o vi chegar. O senhor de cabelos brancos de sorriso encantador se levantou, tocou em minha cabeça e sorriu e foi embora sem me deixar falar.
Depois de um tempo verifiquei o endereço da próxima entrega e olha só o destino mais uma vez me colocando em direção ao Jeon, subi na moto e fui em direção a Cisco. Olhei pelo retrovisor e notei que tinha uma segunda moto me seguindo, ignorei talvez fosse coisa da minha cabeça, continuei dirigindo e não demorou para eu chegar ao destino, peguei a caixa e deixei na sala do Namjoon ele me tratou tão bem, perguntei a ele qual era a sala do Jungkook, pois queria fazer uma visita e lhe dar um beijo, depois de me responder eu sai e caminhei todo sorridente até a sala dele porém, minha felicidade durou pouco, me escondi ao ver Jisoo, ela falava com alguém no telefone
- Jisoo! - Um rapaz por sinal muito belo chamou por ela. - O que faz aqui?
- Ji-ho como você está? Há seu irmão Jungkook me ligou e pediu para eu vir até aqui para irmos juntos para o almoço.
O quê? Como assim o Jungkook chamou ela.
Meu coração parece que vai parar de bater, porque ele está fazendo isso comigo, logo agora depois de tudo o que aconteceu entre nós dois, ela entrou na sala dele, eu esperei o irmão do Jeon sumir e me aproximei da sala, a porta está entreaberta sei que isto é errado mas......
- Você é igual a mim Jungkook! - Jisoo se aproximou do Jungkook e ele nem sequer se afastou, eu saí dali não queria ver o que ia acontecer, eu andavam rapidamente cheguei ao elevador eu só quero sumir desse lugar ir pra bem longe, segurei as lágrimas o meu mundo está desabando, não esperei o elevador descer, resolvi ir pelas as escada, o que estou sentindo nesse exato momento está me destruindo por dentro. Meu coração está sangrando por dentro.
Mesmo em pedaços por dentro terminei todas as entregas, eu nem voltei para a empresa, fui direto para meu apartamento. Não chorei, segurei firme, peguei uma bolsa e coloquei algumas coisas, eu não ia ficar aqui até porque Jungkook vai vir procurar por mim e eu não quero falar com ele não agora.
Tranquei tudo, peguei a moto e fui para o lugar onde ninguém me acharia, minha cabeça estava uma verdadeira bagunça, desde que saí da Cisco eu desliguei meu celular.
Cheguei no local desliguei a moto e tirei meu capacete, de repente tenho a sensação que estou sendo observado, olho para trás mas não há ninguém a não ser uns jovens que estão em uma rodada conversando. Olho para cima e vejo que a luz do apartamento está acesa.
- Ele está em casa, graças a Deus.
Subi as escadas e toquei a campainha.
- Ji! - Ele me olhou assustado.
- Posso entrar?
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