Cap 10° Você vai se casar?☔

Park Jimin:

Nunca senti tanto medo em minha vida como senti ao ser perseguido, como se já não bastasse, esse idiota do meu padrasto me atormentar em pesadelos, agora ele achou de fazer isso na vida real.

Eu pensei que esse infeliz já estivesse morto.

Pensei que aqui no apartamento do meu hyung estaria seguro, longe dos meus pesadelos e de tudo que me atormenta mas eu me enganei, o risco que eu estava correndo era tão grande, pois se não fosse o Jungkook aparecer com toda certeza a essa hora eu já nem sei mais o que seria de mim. Porém o meu medo maior era se Hae-jin machucasse Jungkook, se isso acontecesse eu não me perdoaria nunca.

Jeon a todo custo queria ir para cima do Hae-jin, para me defender, mas eu o segurei de todas as formas, notei nos olhos do Jungkook que ele não estava com medo muito pelo contrário, Jeon estava disposto fazer qualquer coisa para me proteger, mas eu também vi nos olhos do Hae-jin que ele não estava brincando quando disse que iria matar o Jungkook se fosse preciso. Eu precisava fazer alguma coisa para proteger ele, mas na hora eu não conseguia pensar em exatamente nada.

— O que aquele bastardo estava fazendo aqui, Jimin-hyung?

Junwei perguntou furioso andando de um lado para o outro, me fazendo sair da confusão que estava em minha mente. A forma como Hyung falou a respeito do Jungkook me doeu.

Bastardo? O que ele quer dizer com isso pois essa é a segunda vez que ele se refere ao Jeon.

Ouvir Junwei falar dessa forma me deixou bastante chateado.

- Por favor Hyung, não fale assim do Jungkook!

- Porque você está defendendo ele? - Junwei parou em minha frente, seu rosto estava vermelho de raiva eu nunca tinha o visto dessa forma e isso me deixou com medo.

Junwei segurou em meu braço com uma certa força, me fazendo olhar para ele assustado. Eu engolia a minha saliva com uma certa dificuldade.

— Pare Jun, você está me machucando! — Junwei olhou para mim meio confuso.

— O que está acontecendo com você? — Tirei a mão dele que estava segurando meu braço e dei um passo para trás me afastando mais um pouco dele.

— Desculpe, eu não quis te assustar, mas aquele moleque me tira do sério, eu tenho tanta raiva dele. — Junwei veio para tocar em meu braço novamente.

— Não toque em mim! — Dei um passo para trás com os olhos já cheios de água.

— Não estou entendendo o porquê desse seu comportamento, Junwei precisamos conversar. Estou deixando bem claro que eu irei embora, vou aceitar o convite do Jungkook de ir morar com ele.

— O quê? — Junwei gritou com raiva e logo em seguida deu um soco na parede machucando sua mão.

— Isso é loucura! — Junwei falou olhando para os pés.

- Preciso de um tempo, vai ser melhor.

- Faça como achar melhor Park Jimin, depois não diz que eu não te avisei, Jeon é uma furada, não sei se seu protegido lhe contou, mas o avô dele está planejando o casamento dele com a nossa Jisoo-Hyung!

Confesso que as palavras dele foram rasgando meu peito por dentro. Quem sou eu perto de Jisoo, ela é a pessoa ideal para Jungkook, eles têm os mesmos gosto e são da mesma classe.

Engoli o choro para não demonstrar o quanto aquelas palavras me afetaram profundamente, mas eu havia prometido ao Jungkook que iria para a casa dele, e vou fazer isso, acredito que ele irá me falar sobre essa história de casamento.

Será que eu vou conseguir prosseguir? Isso é loucura Park Jimin! - Eu me perguntava várias e várias vezes, a quem eu estou querendo enganar.

— Se ele não contou Hyung é porque isso não é importante. — Respondi com uma certa dificuldade, pois o bolo que se formou em minha garganta estava me sufocando, eu queria gritar, sair correndo, mas eu não posso tenho que passar por mais esse obstáculo que a vida está colocando em meu caminho.

Acorda para a realidade Ji, e olhe ao seu redor, se parar e começar a observar vai perceber que existe alguém que realmente está disposto a enfrentar tudo para estar ao seu lado.

Alguém? Onde ele quer chegar com isso.

— Vou para meu quarto pois está difícil conversar com você! — Falei já saindo de perto dele pois Hyung estava descontrolado, a fúria que eu vi nos olhos dele era realmente de causar medo.

Já no meu quarto tranco a porta, e vou até a janela, o som das coisas que Junwei quebrava era como se fosse aqui dentro do meu quarto, se passou vinte minutos e tudo ficou em silêncio.

— Talvez ele tenha dormido.

Peguei minha mochila e comecei a arrumar minhas coisas, mas as palavras do meu Hyung não saíram da minha cabeça.

Porque será que o Jeon não me falou nada sobre o seu avô está planejando o casamento com a Jisoo.

Levei minha mão até o peito e apertei, eu queria chorar mas eu não consegui, o choro preso na garganta estava dificultando a minha respiração. Tudo se tornava tão difícil, caminhei com muita dificuldade até o banheiro, entrei debaixo do chuveiro com roupa e tudo e fiquei ali.

A água caía sobre minha cabeça me fazendo acalmar meus pensamentos mas a vontade de chorar ainda estava entalada na garganta, já aguentei tantas coisas, mas esse turbilhão de sentimentos que vem crescendo dentro de mim está me deixando apavorado.

— Senhor, se não for para mim, tire isso enquanto ainda tem tempo. Eu já sofri muito, o senhor não acha?

Deixei passar alguns minutos e saí do banheiro, mas confesso que meus pensamentos eram uma verdadeira bagunça. Troquei de roupa, olhei no relógio as horas de ir para a casa do Jungkook estava se aproximando, senti um nervoso tão grande, uma sensação estranha, eu sei que já moramos juntos durante um tempo, mas sei lá isso é novidade não consigo explicar.

Abrir a porta devagar eu não queria ter que esbarrar com meu Hyung pois eu sabia que iríamos brigar mais uma vez, e eu não estava com cabeça para isso. Tudo estava silencioso, abrir a geladeira para tirar uma garrafa com água e ao colocar sobre o balcão, olhei para o canto escuro da cozinha e levei um susto tão grande que deixei o copo cair da minha mão.

— Você prefere morar com um estranho do que com seu Hyung?

Junwei estava com uma garrafa de bebida na mão ele estava completamente bêbado, ele mal conseguia dar um passo para frente, pra falar a verdade ele mal conseguia ficar em pé, nunca imaginei que eu iria vê-lo nesse estado deplorável, eu não estava reconhecendo meu Hyung.

— Hyung vamos você precisa tomar um banho gelado. — Fui para ajudá-lo, porém ele recusou minha aproximação.

— Eu não quero que sinta pena de mim Jimin-ah. — Junwei me empurrou.

— Você está bêbado, vem me deixar ajudar você. — Tentei novamente, e mais uma vez ele me empurrou.

— Não me olhe assim! — Junwei gritou me fazendo olhar para ele com medo.

— Eu só quero te ajudar, não custa nada me deixar fazer isso Hyung.

— Sai daqui vai lá servir de brinquedinho do Jungkook, no momento que você não tiver mais serventia ele vai de descartar assim como ele faz com todos.

Nunca ninguém me feriu tanto com palavras, como as que saíram da boca dele, justamente dele a pessoa que eu mais confio, e foi aí nesse exato momento que eu desabei comecei a chorar pois doía muito. O que ele pensa que eu sou. Olhei para ele com os olhos cheios de lágrimas.

— Eu nunca imaginei que um dia eu iria ouvir essas ofensas saindo da sua boca, você não faz ideia do quanto você me magoou.

— Jimin! — Junwei veio para segurar em meu braço.

— Não me toque! — Dessa vez foi eu que o empurrei, mas ele veio mais uma vez em minha direção e me segurou em meus ombros com força.

— Me solta Jun está me machucando!

— Olhe para mim Ji! —  Junwei me sacudia me fazendo olhar para ele, mas eu continuava com meu rosto virado, as mãos grandes e pesadas estavam me machucando muito.

— Jimin eu preciso que ouça com atenção, eu...

Antes que ele me dissesse qualquer coisa, fomos interrompidos pela campainha sendo tocada.

— Me solta! Eu vou sair pela aquela porta espero que quando esse teu porre passar você lembre de todas as ofensas que me fez.

Fui até meu quarto e peguei minha mochila, mas antes de seguir em frente passei no banheiro lavei meu rosto, Jungkook não podia me ver assim, fiquei parado na frente do espelho e fiquei olhando meu reflexo, olhei em direção ao meu braço as marcas dos dedos do Hyung estavam tão evidentes, peguei minha jaqueta e coloquei, puxei minha respiração e segui em frente.

Ao passar pela sala Junwei estava em frente a janela de costas para mim, olhei para trás e deixei uma lágrima cair, limpei novamente meu rosto.

— Estou indo! — Ele nada respondeu.

Com um sorriso falso no rosto abri a porta, levei um susto ao ver aquele homem loiro de 1,81 de altura, ao vê-lo parado na minha frente, lembrei do dia em que eu fui fazer uma entrega para o Jungkook na Cisco.

Então foi ele que eu pensei que fosse o CEO.

— Está tudo bem senhor Park? O vice-presidente Jeon me pediu para buscá-lo. Me chamo Kim Namjoon. — Ele ergueu sua mão para me cumprimentar, depois do aperto de mão, Kim pegou minha mochila e descemos em direção ao estacionamento.

Assim que o elevador parou no subsolo senti um frio enorme ao andar pelo estacionamento, pois as lembranças do ocorrido me fizeram travar e eu não conseguia sair do lugar.

— Algum problema, senhor? — Eu não conseguia falar nada, comecei a entrar em pânico por dentro.

— Senhor! — Ao sentir o toque do Senhor Kim, eu consegui sair daquele maldito pânico.

— Oi, me desculpe, vamos.

Eu sentia os olhares que ele me dava enquanto dirigia mas eu não ligava, a tristeza que eu estava sentindo dentro de mim estava me matando, as palavras do Junwei não saía da minha mente, e lembrá-las não consegui controlar minhas lágrimas e mesmo que eu as limpasse elas continuavam escorrendo. E Namjoon me vendo nesse estado estacionou o carro em um acostamento, esperando eu me recompor depois de alguns minutos consegui controlar tudo e só assim seguimos em frente.

— Por favor não comente com o CEO do que você presenciou aqui!

— Quanto a isso senhor fique despreocupado.

Não demorou para chegarmos. A casa do Jungkook era afastada de tudo, passamos por um portão enorme, o jardim estava todo iluminado, tudo era tão lindo, parecia aqueles jardins de filmes de contos de fadas. O carro parou em frente a porta de entrada.

Assim que passamos pela porta, o aroma que vinha da cozinha era tão maravilhoso que me fez salivar. Namjoon saiu em direção a um cômodo e eu fiquei olhando para os retratos que estavam espalhados pela sala toda.

Porque ele está demorando tanto? Será que ele não vem me ver?

Eu me fiz tantas perguntas no momento.

— Pensei que não viria amor! — Me assustei com a voz do Jeon, ele me abraçou por trás.

— Eu disse que vinha, então estou aqui! — Minha voz saiu trêmula pois eu estava bastante nervoso e Jeon percebeu.

— Quero que se sinta seguro aqui, o que eu puder fazer para te proteger eu irei fazer, sei que não confia em mim, mas eu te peço vamos começar do zero, eu preciso de você em minha vida.

Era tudo o que eu queria ouvir, mas eu estava tão confuso pois ao mesmo tempo que eu queria tentar acreditar as palavras do Junwei vinham em minha mente me fazendo recuar mais uma vez.

— Não sei se fiz a coisa certa, Jeon, estou muito confuso e com medo. — Ele segurou em meu rosto, mas eu estou com tanto medo de tentar novamente.

— Eu estou com você agora. E não vou te abandonar, eu te amo e não irei soltar sua mão.

Ao mesmo tempo que meu peito se enchia de felicidades e de esperanças de ser amado, a insegurança também crescia, pois o medo de perder tudo era tão grande.

— Jeon! — O chamei mas ele não me deixou falar, Jungkook beijou meus lábios de uma forma tão diferente, o beijo era cheio de carinho e respeito.

— Vem vamos comer! — Jungkook segurou em minha mão e me levou para fora pois ele havia preparado um jantar de boas vindas, tudo estava tão lindo a mesa farta tudo preparado por ele, a lua estava tão brilhante parecia que ela queria tornar essa noite inesquecível.

Eu fiquei tão impressionado, ele pensou em tudo, quem diria que um riquinho gostasse de fazer isso tudo sozinho. Eu pedi para servi-lo, tudo estava tão gostoso fazia um tempinho que eu não comia tão bem assim a última vez que eu comi uma comida tão deliciosa foi quando ele era apenas o meu Jeon.

A noite estava linda, tudo tão perfeito, terminamos o jantar, Jungkook me convidou para sentarmos na borda da piscina, eu queria esquecer tudo o que aconteceu hoje. Ele nos serviu de um delicioso vinho, porém notei que ele estava distante, parecia tão pensativo.

Olhei em direção a lua e agradeci a ela em pensamento por esta noite maravilhosa, de repente sinto meu corpo ser puxado, Jeon me abraçou fortemente e sobre a lua ele me beijou, tudo foi mágico.

— Aconteça o que acontecer não esqueça que eu te amo Park Jimin.

Não faço ideia do que essas palavras significam, tive a leve impressão que ele esteja me preparando para alguma coisa. Jeon levou suas mãos até meu ombro e ao apertar eu gemi de dor.

— Desculpe amor, eu machuquei você? — Jungkook perguntava tão preocupado.

— Não é nada, eu apenas me assustei.

Eu não quero levar mais problema para ele, alias para ninguém.

Não precisamos dizer uma palavra sequer, deitamos em uma rede na varanda e ficamos abraçados olhando para a lua, não sei descrever o quanto eu me sinto protegido nos braços dele, Jeon fazia carinho em meus cabelos, não entendi o motivo da vontade de querer chorar, talvez seja essa paz que estou sentindo nos braços dele.

Mas essa paz também trás medo.

Jeon deslizou seu dedo em meu braço levemente me causando arrepios, me aconcheguei mais um pouco nos braços dele, olhei para ele e Jungkook estava com um sorriso lindo nos lábios.

— Posso saber o motivo de toda felicidade?

— Ainda pergunta meu amor! — Jungkook me abraçou forte e beijou meus cabelos me fazendo sorrir feito um bobo.

O dia amanheceu e eu não lembro como vim parar aqui nesse quarto enorme, e como se não bastasse eu não lembro como vesti meu pijama.

Será que Jungkook? Não, ele não ousaria.

Me levantei, fiquei por um tempo sentado na beira da cama, esfreguei meus olhos, olhei no relógio eram ainda 6:00 da manhã. Era domingo, e estava tão frio, enrolei o edredom em volta do meu corpo e fui até a janela, afastei a cortina, e olha só estava chovendo, olhar para a chuva cair, me fez lembrar da minha omma.

— Como eu queria que estivesse aqui comigo, omma. — Falei entre sussurros.

— Ela não está, mas se permitir eu posso ficar ao seu lado até você não me querer mais.

A voz do Jungkook saiu tão grossa que me fez olhar para trás rapidamente.

— Desculpa entrar em seu quarto, mas eu queria fazer uma surpresa para você. — Jungkook estava com uma bandeja tão linda em suas mãos.

— Não precisava, Jeon. — Falei já todo envergonhado pois a forma como ele me olhava me deixa tão tímido.

Sentamos em uma mesa, para tomarmos café da manhã juntos, ele me serviu de um chá com leite, e depois se serviu.

— Queres me perguntar alguma coisa meu amor?

— Sim! Jungkook ontem a noite nós. — Fiquei calado, não consegui terminar a pergunta. Abaixei minha cabeça pois eu não conseguia olhar para o Jungkook.

— Quer saber se nós transamos? — Ao escutar a pergunta dele eu me engasguei com o pedaço de torrada. Jeon se levantou da cadeira e veio até mim, me deu um copo de suco.

— Cuidado! Se é isso que está deixando você inquieto, não Jimin a gente não transou. — Jungkook se aproximou do meu rosto e falou em meu ouvido.

— Estou me controlando no máximo, irei esperar por você, por mais que minha vontade seja de jogar você naquela cama e te foder com força. — As palavras dele me fez engolir seco.

Jungkook afastou seu rosto e segurou em meu queixo, me fazendo piscar um par de vezes, sabe quando você fica sem reação e não consegue se mexer, é assim que eu me sinto, Jeon sorriu e deu um selar em meus lábios.

— Eu preciso sair por alguns minutos mas não irei demorar se precisar de qualquer coisa peça aos meus subordinados.

Jeon nem terminou seu café, se levantou, depositou um selar em minha cabeça, pegou seu terno e saiu me deixando sozinho nessa casa enorme, ela é tão grande que chega dar medo. Tomei um banho quente e joguei toda minha roupa em cima da cama, mas eu não havia trazido nenhuma roupa para frio.

— Droga! — Resmunguei.

Abrir a porta do meu quarto, olhei para os dois lados para ver se não tinha alguém por ali, vi que o caminho estava livre, caminhei nas pontinhas dos pés, abrir a porta do quarto do Jungkook.

Uau!

O quarto do Jungkook é o tamanho do meu apartamento todo, sem dizer o tamanho do closet, abri a primeira gaveta e tirei um conjunto moletom na cor azul.

Ele não vai nem dar falta.

Vesti o conjunto e sorri pois eles ficaram um pouco grandes, mas eu estava tão quentinho.

A chuva caía na fora, e estava mais forte ainda, me deitei na cama dele, seu cheiro estava impregnado nos lençóis de seda, me agarrei ao seu travesseiro e o trouxe para mais perto para sentir o cheiro dele.

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Jeon Jungkook:

— Senhor Jeon, sei que não tenho permissão para me intrometer em assuntos pessoais, mas é meu dever contar.

— Fala logo Namjoon!

— Quando cheguei em frente ao apartamento do Senhor Junwei, ele e o senhor Jimin estavam discutindo.

— Ele fez alguma coisa com o Jimin, Namjoon? — Perguntei já segurando Namjoon pelo colarinho.

— Jung... jungk.. — Olhei para ele, notei que seu rosto estava ficando roxo, foi então que eu soltei seu pescoço, Namjoon começou a tossir, ele levou sua mão até seu pescoço e fez massagem.

— Você enlouqueceu de vez Jungkook, tá querendo me matar? — Namjoon perguntava sem tirar os olhos de mim.

— Fala logo.

— Continuando, o senhor Junwei não queria deixar o senhor Park sair de lá, eles discutiram, sei que ouvir conversa alheia é errado mas não deu para evitar e outra eu estava atento pois se ele fizesse alguma coisa eu iria agir Jungkook.

— Vá embora Namjoon, amanhã irei fazer uma visita aos Ling 's. E você irá comigo.

— É claro senhor. — Namjoon saiu, esperei passar alguns minutos para poder ir receber o grande causador da minha felicidade.

Eu preparei um jantar de boas vindas para ele, dessa vez vou fazer diferente, uma hora teremos que conversar sobre sua irmã Jisoo e meu avô, mas não irei falar sobre isso com ele não hoje, até porque ele passou por muita coisa esses dias e não merece mais uma preocupação.

O jantar sobre a luz da lua foi maravilhoso, Jimin ficou tão feliz que eu esqueci até dos meus problemas. Depois do jantar o levei para a beira da piscina, lá tinha uma rede na varanda, secamos a primeira garrafa e a noite só estava começando, conversamos pouco, mas aproveitamos a companhia um do outro. Já era por volta das três horas da madrugada o clima estava bastante frio, Jimin estava muito quieto.

— Jimin-shi, amor! — O chamei e não tive resposta.

De repente o tempo mudou, começou a chover, e Park estava dormindo, o sono dele estava tão pesado que ele não acordou quando eu o carreguei e levei para seu quarto, o coloquei sobre a cama tirei seus sapatos, fui até onde sua mochila estava e tirei de dentro seu pijama, sei que amanhã ele vai surtar mas eu não posso deixar ele dormir de roupa apertada, tirei sua calça com um pouco de dificuldade pois ela era colada demais, sinceramente eu não sei como ele conseguiu entrar nela, coloquei a calça de pijama, agora só faltava a camisa, ao tirar a camisa me assustei com as marcas roxas nos braços dele.

— Quem ousou tocá-lo? Quem ousou machucá-lo assim! — Junwei era o único que me veio à mente na hora, se antes eu já o odiava imagina agora.

— Então foi por isso que ele gemeu quando eu o abracei. Me perdoe, eu não fazia ideia do que você estava passando enquanto eu estava longe. — Depositei um selar em seus lábios que estavam tão frios, depois de deixar ele bem aquecido saí do seu quarto.

O dia amanheceu e eu me encontrava sentado, já era de se esperar eu não consegui dormir só lembrando dos machucados pelo corpo do Park, se realmente foi o Junwei que o machucou ele irá receber o meu melhor tratamento. Seja quem foi o desgraçado vai pagar.

Me levantei e desci até a cozinha para preparar um café reforçado para ele, ao chegar na cozinha, Rebeca estava começando a preparar meu café, ao me ver se aproximar ela abaixou sua cabeça.

— Rebeca, qualquer coisa que o senhor Park desejar é para fazer, quero que ele tenha o melhor tratamento aqui. Está me ouvindo? — A moça apenas balançou sua cabeça confirmando.

— Vá até o mercado e compre as melhores frutas, agora!

— Sim senhor Jeon Jungkook.

Rebeca saiu às pressas, bem isso fazia parte dos meus planos pois eu mesmo queria preparar tudo, já tudo pronto peguei a bandeja e levei até seu quarto, ao entrar Jimin falava consigo mesmo, e claro que eu escutei sobre o que ele falava. Me aproximei dele e o fiz entender que agora ele tem a mim.

Park estava todo envergonhado, ele olhava para suas roupas e olhava em minha direção, eu sabia exatamente o que aquela mente dele estava imaginando. Jimin me perguntou se a gente tinha transado, mesmo que esse fogo todo me queime todo por dentro eu o respeito e quero que tudo aconteça no tempo dele. Só espero conseguir resistir até lá. Expliquei a ele que não aconteceu nada, mas mesmo assim ele não estava muito confiante em minhas palavras.

Infelizmente eu precisava sair, tinha coisa para resolver, sim em pleno domingo! Prometi a ele que eu não iria demorar e assim eu irei fazer, pois o que Jungkook promete, Jungkook cumpri. Me levantei, fui até ele e depositei um selar.

Enquanto eu desci as escadas tirei meu celular do bolso e liguei para Namjoon o avisando que já estava à caminho, Kim me respondeu que já estava em frente ao local marcado. Min Yoongi estava terminando de arrumar o carro assim que me viu veio até mim.

— Bom dia senhor Jeon! Eu já estou terminando de preparar o carro.

— Eu irei sair no meu carro, fiquei aqui caso o senhor Park precise de alguma coisa. Yoongi. — Parei de andar

— Sim Jungkook.

— Não deixe nada acontecer com ele, e está proibida a entrada de qualquer um aqui!

— É claro senhor.

Entrei em meu carro e saí feito um louco dirigindo em alta velocidade a primeira parada era na casa dos Ling 's. Parei meu Bugatti em cima da calçada e toquei a campainha. Quem abriu foi exatamente a pessoa que eu queria falar, Jisoo.

— Jeon! — Ela me olhou surpresa.

— O que te traz aqui tão cedo?

— Vim fazer um pedido a você! — Jisoo abriu um sorriso lindo.

— Então diga Jeon, qual é o pedido seja qual for a minha resposta é sim.

— Ainda nem ouviu e já está me dizendo sim?

— Anda eu estou curiosa. — Jisoo começou a dar pequenos pulinhos de felicidade.

— Quero que tire essa ideia idiota da cabeça do meu avô, que iremos nos casar, eu sei que você anda fantasiando essa união também. Mas fique sabendo que eu amo o Jimin, e se ele aceitar eu vou me casar com ele. E se você não fizer isso que eu estou ordenando eu vou agora mesmo entrar e acabar com esse momento em família.

Jisoo nada falou, ela ficou paralisada pois eu segurava o braço dela com uma certa força a deixando assustada, a forma como ela me olhava era de puro pavor pois com toda certeza ela viu a fúria em meus olhos.

— O que está acontecendo aqui Jisoo, porque esse idiota está segurando em seu braço assim! — Perguntou Junwei.

Sorri, pois ele iria ser a última pessoa que iria visitar, mas acho que o destino tá me fazendo um grande favor, a raiva que eu estava sentindo ainda era pouco mas bastou eu escutar a voz dele para que algo dentro de mim despertasse.

Dei meia volta e parei em frente a ele, o encarei, apertei meus punhos, Jisoo vendo que a qualquer momento eu iria partir o irmão dela ao meio correu e ficou entre nós dois.

— Parem por favor! — Ela suplicava.

— Irmão nossos pais estão tomando café em família.

— Jeon vá para sua casa, eu irei conversar com o presidente eu prometo. — A voz da garota saiu tão trêmula que chegou a me dar pena.

—  Presta bem atenção seu babaca, a próxima vez que você ousar em tocar no Jimin e machucá-lo pode se considerar um homem morto.

— Do que você está falando? Você machucou meu Hyung seu bastardo? — Junwei deu uma de desentendido. Essa atitude dele me causou uma crise de risos.

— Essa foi a última vez que você colocou essas suas patas no corpo dele.

— Você enlouqueceu Jeon, eu jamais iria machucar o Jimin.

— Irmão do que ele está falando? — Jisoo segurou no braços do Junwei. Mas ele só fazia balançar a sua cabeça como se dissesse que não sabia de nada, ou que não lembrava.

— Tá avisado.

— Está me ameaçando seu moleque? Você só está com o Jimin por causa das ações, seu interesseiro, quando ver que ele não tem mais serventia vai descartar ele como lixo.

Ouvir esse absurdo que saía da boca dele, foi o suficiente para eu perder a cabeça. Aquelas malditas frases bastaram para mim, o que corre em minhas veias é sangue e não água, no instante em que Junwei segurou meu braço eu girei meu corpo rapidamente e o derrubei com uma direita. Só vi o sangue escorrer, acho que quebrei o nariz dele, Jisoo se jogou na frente do irmão.

— Fica longe do Jimin! — Falei apontando o dedo para ele.

Entrei em meu carro, minha respiração estava tão pesada por causa do ódio que eu estava sentindo, estava dirigindo em alta velocidade eu queria desafiar a morte, ao piscar quando olhei para a frente freei o carro rapidamente fazendo cantar o pneu, não sei de onde esse maluco surgiu mais foi por pouco que eu não o atropelei, o cara ficou parado me olhando estranho como se estivesse me reconhecido, abri a porta do carro para perguntar se ele estava bem, mas assim que ele me viu sair do carro ele começou a andar rápido, parecia que estava fugindo do diabo.

Meu celular vibrou era Namjoon, me avisando que meu avô iria se encontrar com uma velha amiga.

Quem será essa pessoa? - Pensei.

Encostei o carro em um acostamento, abaixei minha cabeça ficando em cima do volante. Eu precisava me controlar, pois se eu chegar assim em casa é bem capaz do Jimin se assustar, olhei para as minhas mãos elas estavam sujas de sangue. Abro o porta-luvas e tiro de lá um pacote de lenço umedecido, limpei minhas mãos.

Se Junwei está pensando que isso vai ficar assim ele está muito enganado o que é dele está guardado. Já mais calmo ligo o carro e vou em direção a minha casa. Assim que desci, Yoongi veio em minha direção, antes dele abrir a boca eu disse para ele tirar o dia de folga. Subi as escadas arrumando o terno sobre o meu corpo, parei em frente ao quarto do Jimin, bati, chamei por ele mas não tive resposta, abri a porta devagar com receio de acordá-lo caso ele estivesse dormindo, mas ao ver o quarto vazio meu coração deu aquela disparada que eu pensei que fosse sofrer um infarto. Assim que saí do quarto, Rebeca vinha passando pelo corredor.

— Rebeca, o senhor Park saiu?

— Desculpe senhor, ele está em seus aposentos, eu sei que o senhor não gosta que entre lá sem permissão, mas quando eu percebi ele já estava lá.

— Presta atenção Rebeca, Park Jimin tem passe livre para entrar e sair do meu quarto quando quiser, não só do meu quarto como de qualquer parte desta casa.

— Sinto muito senhor!

— Agora some da minha frente.

— Com licença senhor.

O alívio que estou sentindo não tem tamanho, por um instante eu estava com um medo enorme dele ter ido embora. Abri a porta do meu quarto e lá estava ele dormindo em minha cama. Sorri

Como se já não bastasse Jimin já se apossou de todo o meu amor, agora ele está aqui sobre minha cama e usando minhas roupas.

Quem diria que um dia eu iria me permitir amar, sempre gostei de dinheiro, nunca me importei com as pessoas, sempre fui egoísta sempre tive o que quis, e olha só como é a vida, Jimin veio para me mostrar o real significado da palavra amor. Por ele sou capaz de enfrentar o mundo.

Caminhei até a janela e fechei as cortinas, a chuva forte ainda continuava, o frio só aumenta, Jimin se mexia muito talvez esteja com frio, tirei um lençol do guarda-roupa e o cobri, levei meu dedo até seu rosto e tirei uma mecha de cabelo que caía sobre ele. Mas esse meu ato o fez abrir seus lindos olhos.

—Jeon.... — Jimin falou sonolento.

— Volte a dormir meu amor! — Park apenas acenou com sua cabeça.

Me sentei na poltrona, peguei o notebook, e fiquei respondendo alguns e-mails, não sei por quanto tempo eu fiquei ali em frente a tela do computador.

—  Desculpe senhor Jeon mas eu já posso servir seu almoço? — Rebeca perguntou, ela já sabe como as coisas funcionam, vendo que eu não respondia ela se retirou.

Me levantei e fui até a cama, Park ainda continuava dormindo, eu não queria acordá-lo, mas ele também não pode ficar sem se alimentar.

— Jimin, amor acorde, você precisa se alimentar. — Eu o chamava fazendo carinho em seu rosto.

—Me deixa dormir só mais um pouquinho, amor. — Jimin respondia de olhos fechados.

Beijei seus lábios, e comecei a espalhar vários beijos pelo seu rosto, com a intenção de acordá-lo. Me aproximei do seu ouvido.

— Quer que eu leve você carregado até a sala de estar? — Park abriu seus olhos rapidamente me fazendo sorrir, mordi o lóbulo da sua orelha o fazendo levar sua pequena mão até ela.

— Não precisa, eu já acordei. — Park se sentou na cama e começou a olhar ao redor, ele esfregou seus olhos e ficou vermelho pois percebeu que não estava em seu quarto.

— Me desculpe, não foi minha intenção dormir em sua cama, Jeon! — Sorri e segurei em seu queixo erguendo seu rosto para ele olhar em meus olhos.

— Se quiser, você pode dormir aqui todos os dias, eu não irei achar ruim, Jimin meu amor, quero que você se sinta bem aqui, e não precisa pedir desculpa de nada aqui é sua casa agora.

—  Jungkook!

— Shiii não fale mais nada, vamos descer.

Já na sala de estar, estávamos sentados almoçando tranquilamente, bem nem tanto eu percebi os olhares de Rebeca para o Jimin, forcei uma coceira na garganta, ela olhou para mim e me viu sério. Mesmo tentando disfarçar, eu via o sorrisinho nos lábios carnudos do Park.

Tirei o domingo inteiro para ser somente dele, conversamos um pouco, mostrei a ele o álbum de fotografia da família Jeon. Jimin olhava tudo com um brilho grande nos olhos e atento a tudo o que eu dizia. A noite ordenei para Rebeca e os demais saíssem da casa eu queria ficar a sós com ele, talvez ele se sinta mais à vontade.

Preparei uma noite bem agradável para ele, escolhi um filme bom, escolhi o melhor vinho da minha adega, enquanto ele tomava seu banho eu preparava uma massa leve para comermos. Já tudo preparado vou até meu quarto tomar o meu banho também.

A chuva ainda continuava, e estava um clima tão agradável, eu tinha imaginado um jantar na varanda, mas preferi mudar de ideia até porque a chuva engrossou.

Espero que ele se agasalhe bem. - Falei comigo mesmo.

Já estava à espera dele, e não demorou para ele descer as escadas, como sempre Park é lindo de qualquer jeito, até se ele vestir uma roupa toda rasgada ele ainda continuará perfeito, bem é assim que eu o vejo.

- Isso estar uma delícia Jungkook! - Jimin falou de boca cheia e apontando o garfo para mim, em outra ocasião eu acharia isso tão ridículo, mas se tratando de Park Jimin tudo fica fofo.

— Isso é só o começo meu amor, eu preparei uma noite bem adorável para nós dois.

Continuamos comendo em silêncio, eu não iria enchê-lo de perguntas, quero primeiro ganhar a confiança dele. Depois do jantar fomos em direção a minha sala particular onde costumo ficar sozinho ou quando quero assistir um bom filme, as cadeiras confortáveis já estavam à nossa disposição, o filme mal começou e fomos atrapalhados com buzinas vindo do lado de fora.

—  Você disse que não iria trabalhar hoje Kook! — Jimin falou em um tom chateado.

— Mas eu não vou, meu amor.

Me levantei e fui até a janela ver quem era o infeliz que estava buzinando em frente ao meu portão, mas a chuva que caía deixava tudo difícil, resolvi ignorar, vendo que não iria retornar a pessoa talvez desista e vá embora, bem era o que eu faria. Porém a pessoa continuava buzinando, a raiva que eu estava sentindo não tem explicação, então desci para ver quem era o infeliz e Jimin veio comigo. Ao me aproximar do portão Jisoo desceu do carro ela estava completamente bêbada.

— Jungkook amor, o que esse bastardo está fazendo aqui em sua casa? — Jisoo apontava o dedo para o Jimin.

— Que porra tá fazendo aqui, Jisoo? Jimin é meu companheiro.

— Já contou para ele que vamos nos casar senhor vice-presidente! — Jisoo gritava bêbada sorrindo toda molhada.

— Isso é verdade Jungkook? — Perguntou Jimin ao segurar meu braço.....

Até breve. ..

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