Cap 09° Não vá ☔

Park Jimin.

Me assustei com o irmão do Jungkook parado em minha frente ainda mais em frente a empresa onde eu trabalho.

Esse cara não bate bem da cabeça!

Não sei explicar mas ele me passa uma vibe estranha. Tentei ignorá-lo, mas ele correu e ficou em minha frente me impedindo de passar. Eu já estava nervoso com toda aquela situação e para piorar Jung-Hoon insistia em dizer que gostava de mim e queria me dar mais presentes, já basta todos os que ele mandou para empresa.

- Que cara maluco.... - Pensei.

Tentei novamente passar, só que dessa vez ele segurou em meu braço com um pouco mais de força, isso realmente me assustou. O que eu não esperava era que o Jungkook fosse aparecer, e para ser sincero eu agradeço a Deus por ter mandado ele até aqui.

A voz grossa e aguda ecoou chamando nossa atenção. Jung-Hoon olhou assustado para seu irmão, era nítido o medo nos olhos do mais velho. Jungkook encostou seu irmão contra o carro e apontou o dedo em seu peito com uma certa força, o fazendo franzir a testa parecendo que estava com dor. Não nego que ver o Jeon me defender e me proteger me deixou mexido por dentro, mas também não posso me dar por vencido preciso seguir em frente, não estou dando uma de cu doce, mas não está sendo fácil saber que ele só se aproximou de mim por causa das ações.

Após fazer várias ameaças ao seu irmão, Jeon segurou em minha mão e me tirou dali, quando dei por mim eu já estava sentado no banco da frente do carro. Assim que ele entrou, Jeon puxou a respiração mas não falou nada, era como se ele estivesse pensando no que iria me perguntar, mas para a minha surpresa ele apenas girou a chave e começou a dirigir, ver ele calado e sério estava me deixando nervoso.

- Meu senhor no que será que ele tanto pensa? - Eu fazia tantas perguntas ao tentar decifrar sua fisionomia.

Mas ele continuava dirigindo sem falar nada, então eu quebrei o silêncio e passei o endereço do apartamento do meu Hyung, durante o percurso o único som que existia dentro do carro era das nossas respirações, não demorou para chegarmos ao estacionamento, bem o trânsito ajudou bastante hoje, esperei ele dizer alguma coisa, porém ele continuou em silêncio, então eu resolvi quebrar o silêncio mas uma vez.

- Quero agradecê-lo pelo o que você fez hoje! Eu não sei o que teria acontecido se você não tivesse chegado naquela hora . - Jungkook nada falou, mas ele estava chateado pois só pela forma como ele segurava o volante dizia muita coisa.

- Desde quanto você ficou tão íntimo do Jung-Hoon? - Jeon quebrou seu silêncio, mas pelo tom da voz dele eu percebi o quanto ele estava com raiva.

- Eu não sou íntimo dele, seu irmão que é louco, eu não pedi nada para ele, e porque está com raiva isso tudo é culpa sua. - Destravei o cinto de segurança e olhei fixamente nos olhos do presidente.

- Eu vi você tocando nele! - Jeon alterou sua voz, e isso me deixou mais irritado.

- Pode parar, eu não toquei nele, eu estava me defendendo dos seus assédios. E você viu, mas é se eu tivesse tocando nele, nós não temos nada um com o outro, eu sou solteiro senhor presidente, então não vem cobrar nada de mim, você não tem esse direito! - Jeon olhava para mim com fúria nos olhos e mas irritado ele ficou.

- Eu quero que você fique longe dele, não se envolva com ele!.

- Ele é seu irmão mais velho porque carrega tanta raiva assim Jeon?

- Porque você está defendo ele, Jimin? Você se importa com ele tanto assim?

- Não estou defendo apenas quero entender porque esse rancor todo. - Jeon virou seu rosto e eu sorri pois entendi o que estava acontecendo.

- Está com ciúmes presidente?

- NÃO!..... - Jeon respondeu rapidamente em um tom ameaçador.

- Hum ainda bem! - Respondi sorrindo. - Já que não está com ciúmes então podemos falar mais um pouco sobre Jung-Hoon.

- Seu irmão Jung-Hoon é um homem muito atraente e muito interessante. - Falei um pouco entusiasmado só para causar mais ciúmes nele, olhei para o Jeon ele apertava o volante com tanta força que eu pensei que iria quebrar ele ali mesmo, eu estava me segurando no máximo para não sorrir da cara do presidente.

- Então é isso boa noite, estou indo, senhor presidente! - Levei minha mão até a porta para abrir, mas Jeon a travou rapidamente.

- O que você pensa que está fazendo, Jeon? - Jeon abaixou sua cabeça e sorriu de um jeito diabólico.

- Park Jimin, venha morar comigo?

Juro que por esse pedido eu não estava esperando, eu fiquei totalmente sem reação e surpreso, e olha que é difícil eu deixar me intimidar assim.

- Porque eu moraria com um homem que eu nem conheço? - Jeon me olhou incrédulo ao ouvir minha resposta.

- Você mora com Junwei!

- Sim, mas ele é meu irmão! - Jeon me olhou sério. - Você e eu não temos nenhum relacionamento para morarmos juntos.

Jeon não falou mais nada, eu puxei minha respiração pois pelo o que eu percebi estamos nos afastando cada vez mais, e pra falar a verdade eu não sei porque estou tão preocupado com isso, mas isso dói.

Que droga porque eu quero chorar.....

- Bem presidente, estou indo! - Levei minha para abrir a porta do carro novamente antes que ele me visse chorar.

- Espere! - Jungkook, segurou em meu braço, e só de sentir o calor das mãos dele, meu corpo todo se aqueceu, senti um frio na barriga. Engoli seco eu não queria olhar em seus olhos porque eu não iria resistir e era exatamente isso que ele queria.

- Eu sei que é difícil de entender o que eu fiz, mas eu juro Jimin o que eu sinto por você realmente é verdadeiro, acredite em mim, me deixe provar para você.

Jeon segurou em meu queixo me fazendo olhar em seus olhos, ele foi aproximando seu rosto do meu, e eu não conseguia me mover dali parecia que eu estava hipnotizado. Já estávamos próximos o suficiente, eu sentia a sua respiração quente contra o meu rosto, Jeon não parava de olhar para meus lábios. O toque de seus dedos em minha boca me fizeram fechar meus olhos. A mão grande foi descendo até a minha nuca me causando arrepios, Jungkook, grudou nossas testas.

- Eu te amo Park Jimin! - Assim que ele terminou essa frase eu abri meus olhos, então eu pude ver sinceridade em tudo o que ele falava, mas eu estou tão magoado por dentro que não consigo esquecer o que aconteceu, em um passe de mágica eu esqueci até meu nome, assim que ele me beijou.

O beijo era intenso de tirar o fôlego, as mãos grandes apertavam a minha cintura de uma forma possessiva, não nego o quanto isso me leva para outro mundo, Jeon mordia meus lábios com um pouco de força me causando uma sensação estranha por dentro mais ao mesmo tempo eu estava gostando. Jungkook devorava minha boca como se não houvesse um amanhã.

Sei que vou me arrepender mas eu preciso parar isso antes que seja tarde. - Pensei.

E um movimento rápido eu abri a porta e saí de dentro do carro. Caminhei rapidamente sem olhar para trás e apertei o botão do elevador, mas algo dentro de mim implorava para voltar, porém eu preciso ser forte e seguir em frente. Esperei o elevador descer mais nada, então resolvi subir pela escada.

Cada degrau que eu subia eu resmungava, já estava cansado quando eu cheguei no quarto andar, meus pés estavam tão doloridos.

O apartamento do Junwei era o último, e o corredor era enorme, comecei a sentir um medo de repente, e para completar não tinha ninguém nos apartamentos, do nada as luzes começaram a piscar, meu coração começou a acelerar parecia que eu estava dentro de um filme de terror. Sabe quando você sente que a qualquer momento algo ruim vai acontecer, controlei meus batimentos, olhei para os lados e não tinha uma alma viva sequer, comecei a dar passos pequenos, cada vez que eu tentava me aproximar da porta do apartamento do meu Hyung parecia que ela ficava mais distante.

Pisquei um par de vez ao ver um homem encostado na parede com um cigarro na mão, e para piorar eu tinha que passar por ele, ao me aproximar dele, o cara se mexeu me fazendo parar de andar, dei um passo para trás assim que ele ficou em minha frente de cabeça baixa. Confesso que gelei, eu quis me mover do lugar mas quem disse que as pernas obedeciam.

- O que ele quer afinal? Se é me deixar assustado ele conseguiu. - Eu falava comigo mesmo.

Ele ainda continuava de cabeça baixa, engoli seco, minha respiração começou a ficar mais acelerada, o medo começou a tomar conta de todo o meu corpo, eu queria sair correndo mas eu não conseguia me mover do lugar. O homem começou a sorrir de um jeito assustador. Minhas mãos começaram a tremer, comecei a suar frio, e a porra das luzes ainda continuavam piscando. Eu rezava pedindo para todos os santos que eu lembrava o nome para alguém aparecer.

Era pra mim ter ficado com o presidente Jeon. Eu estaria seguro, bem eu acho. - Pensei.

Ele começou a se mover, cada passo que ele dava em minha direção eu dava um passo para trás..

- Você mudou muito Park Jimin!

Como assim ele sabe meu nome. Ele me conhece?

- Você deve está se perguntando quem sou eu? - As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto eu estava paralisado, quando dei conta ele estava em minha frente.

- Você se tornou um belo rapaz, Jimin. - Ele tocou em meu rosto, só que eu o empurrei.

- Não toque em mim seu assassino! - Gritei. - Você matou minha mãe! - Ele sorriu.

- Eu não sou assassino, sua mãe se matou sozinha, ela estava louquinha da cabeça.

- Isso é mentira! Minha mãe não faria isso. Ainda mais sabendo que eu iria ficar sozinho. Eu sei que foi você por mais que eu fosse apenas uma criança eu lembro muito bem, você sempre jurou minha omma de morte. Mas porque? Se não queria mais viver com ela porque fez isso? - A raiva e a fúria eram tão nítidas em minhas palavras.

- Para que tantas perguntas se você já sabe a resposta.

- SEU IDIOTA! - Gritei

- Há Jimin, você não faz ideia do quanto eu esperei você crescer.

Hae-jin segurou em meu braço, e sentir o toque da mão dele em minha pele me fez ter lembranças horripilantes das quais eu não queria ter lembrado. O empurrei é logo em seguida dei um soco nele e comecei a correr, e ele também correu atrás de mim tentando me alcançar, cheguei no elevador olhei havia uma placa avisando que ele estava em manutenção. Então só me restava as escadas, eu não tinha muito tempo pra pensar, comecei a descer rapidamente as escadas mesmo com medo de cair eu continuei descendo rápido já estava tão cansado, foi quando cheguei no meio do caminho meu braço foi puxado, me fazendo voltar para trás e cair batendo minha costa, não sei como ele chegou tão rápido aqui.

- ME SOLTA! - Gritei já com os olhos lacrimejando, e o desgraçado apenas sorria balançando sua cabeça.

- Você vai comigo......

- Me solta, soco.......

Não consegui gritar pois ele me agarrou e conseguiu me controlar mesmo eu tentando de todas as formas me soltar eu não conseguia, ele é muito forte e grande, nós já estávamos no estacionamento, pra piorar tudo estava escuro, eu só pensava o pior.

Esse é meu fim.... - Pra falar a verdade era a única coisa que vinha na minha cabeça.

Chegamos no carro dele, e a briga continuava para eu me soltar, em um movimento eu acertei uma cotovelada no estômago dele e saí correndo. Mesmo não enxergando nada eu continuava correndo o ruim era que o estacionamento era subterrâneo, eu limpava meus rostos pois as lágrimas eram como cachoeira.

Lembrar de tudo doí muito, e mais uma vez me encontro sozinho ao ter essas lembranças da minha infância, lembranças que estão marcadas para sempre em minha vida.

Será que eu nasci só para sofrer nesse mundo? ... - Eu me questionava, estava com medo e desesperado, mas eu não podia desistir e me dar por vencido sem antes lutar.

Eu já nem sabia em qual direção eu estava correndo, olhei para trás e não o vi, então eu parei um pouco para recuperar o fôlego. Me encostei na coluna mas sempre olhando para os lados, com cuidado tirei meu celular do bolso.

- Droga! - Murmurei pois estava sem sinal.

Precisava sair dali e continuar pois estava perigoso demais ficar aqui ele poderia me encontrar a qualquer momento. Sai dali e comecei a andar devagar para não fazer nenhum barulho, era uma corrida contra o tempo, aliás minha vida estava em jogo.

- Socor- ......

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Jeon Jungkook:

Travei a porta para que Jimin não saísse sem me escutar, era a oportunidade que a vida estava me dando e eu não ia desperdiçar essa chance. Eu percebi na respiração dele o quanto minha atitude o deixou assustado.

Eu sei que errei eu deveria ter sido sincero com ele desde o início, mas não adianta ficar me reclamando do que aconteceu, pois já aconteceu agora só resta tentar corrigir a burrada que eu cometi, está sendo difícil ter que aceitar a indiferença dele comigo, quem diria eu que sempre tive tudo aos meus pés estou correndo atrás de alguém.

Não nego que ver ele com Jung-Hoon me deixou furioso ainda mais quando vi Jimin tocando no peito do meu irmão. Aquela cena me levou a loucura mas eu não podia fazer nada, até porque se eu fizesse iria piorar a minha situação. Ter que engolir toda a raiva e fúria que eu estava sentindo dentro de mim foi uma mas sensações bem difícil.

Jung-Hoon sabe muito bem que foi um erro muito grande me desafiar, ainda mais envolvendo a pessoa mais importante para mim ele terá o que merece assim como qualquer um que tentar se meter em meu caminho ou tentar fazer algum mal ao Jimin.

Eu e o Jimin trocamos algumas palavras mas ele ainda está decepcionado comigo, mas só pelo fato dele me ouvir um pouco já é meio caminho andado. Tentei no máximo me controlar para não beijá-lo pois eu estava com medo da reação dele. Mas o que eu sinto por ele é bem maior do que a minha própria vontade. Então eu o beijei e sentir que eu fui correspondido aqueceu algo dentro de mim, o beijo estava gostoso e perigoso demais porém perfeito, mas tudo o que é bom dura pouco, Jimin afastou nossos lábios rapidamente, mesmo ele fingindo ser durão eu percebi que ele também queria continuar, mas ele e orgulhosos demais.

Mesmo contra a minha vontade estou dando o espaço dele, assim que ele saiu do meu carro eu senti uma sensação estranha, ignorei o que poderia dar errado. Esperei ele entrar na porta que dá acesso ao elevador e só assim liguei o carro e saí cantando pneu.

Eu dirigia a 120 km/h precisava esfriar a cabeça ainda mais depois que o Namjoon me contou que, Min-jun estava em liberdade novamente.

Quem em sua sã consciência solta um maníaco desse? - Pensei

- Droga! - Gritei batendo no volante do carro, com toda certeza ele irá atrás do Jimin, eu devia ter mandado dar um fim nele, isso que dá em acreditar na justiça.

Eu dirigia feito um louco, sem dar importância a minha própria vida, ainda mais por saber que minha própria família está planejando a minha morte. De repente senti um aperto no peito.

- JIMIN....

Freei o carro rapidamente pois a angústia que estava sentindo naquele momento era sufocante demais, parecia que uma mão apertava fortemente meu coração ao ponto de esmagá-lo. Dei meia volta no carro e entrei na contra mão eu não me importava com os carros buzinando para mim sai desviando de todos os carros até chegar na avenida que me levaria para o apartamento do Junwei.

Entrei no estacionamento e tudo estava escuro, a sensação aumentava cada vez mais, procurei pelo meu celular e não encontrei.

Nessas horas tudo some, parece ser uma coisa.

Desci do carro e comecei a caminhar até a porta de entrada. Tudo estava silencioso, foi quando escutei passos vindo em minha direção eu me escondi atrás de uma coluna, foi quando avistei Jimin ele vinha correndo assustado foi quando eu puxei ele rapidamente.

- Socorr-

Ele olhou para mim assustado, estava tremendo, ele me abraçou tão apertado.

- O que aconteceu Jimin? O que fizeram com você. - Eu perguntei nervoso e ele apenas me abraçava e chorava.

- Quem fez isso com você? - Afastei o corpo pequeno e trêmulo e segurei em seu rosto passando firmeza para ele, Jimin não conseguia falar apenas olhava para trás.

- Fique aqui! Eu vou até lá. E te prometo que quem fez isso com você vai pagar com a própria vida.

- Por favor não vai é perigoso! - Jimin se agarrou em meu corpo.

- Não me deixe sozinho, eu estou com muito medo. Ele....- Jimin não precisou falar mais nada pois eu saí feito um louco procurando por quem eu nem conheço.

Ao chegar em uma certa parte do estacionamento avistei uma sombra de um homem em pé assobiando, ele segurava algo em sua mão não dava para saber o que era realmente.

- O que você quer seu idiota? - Fui em direção a ele, mas meu braço foi segurado olhei para trás era Jimin ele estava cansado por ter corrido.

- Não vai, por favor. - Jimin, implorava para eu não ir.

- Você ainda vai vir comigo Jimin! - O cara falava andando de cabeça baixa, tentei novamente ir até ele, mas Jimin me abraçou.

- Se atreva a encostar em um fio de cabelo dele pra você ver do que eu sou capaz. - O filho da puta ainda continuava sorrindo.

- Você teve sorte dessa vez Jimin por esse playboy intrometido ter aparecido!

- Vou te mostrar do que o playboy aqui é capaz de fazer desgraçado. - Tentei novamente ir até ele, mas Jimin me segurava forte, eu estava com raiva, mas ao olhar dentro dos olhos do Jimin vi o quanto ele estava com medo de que algo acontecesse comigo.

- Kook, não vá eu te peço, ele tá armado vamos embora daqui, eu vou com você pra qualquer lugar.

Segurei na mão do Jimin e o coloquei atrás do meu corpo. Olhei com tanto ódio para o homem que eu nem sabia de quem se tratava. No instante que as luzes foram acesas, ele saiu correndo, entrou em um carro sem placa que só já estava esperando por ele.

- Você está bem? - Segurei o rosto do Jimin e o fiz olhar em meus olhos.

- Hurum! - Jimin me abraçou novamente, as batidas do coração dele estavam tão aceleradas que eu conseguia senti-la em meu peito. Vê-lo assim me fez entender o quanto ele precisa de mim e eu dele, Jimin faz parte da minha vida e irei defendê-lo de todas as formas.

- Você vai para minha casa, aqui é muito perigoso, e também se ficar aqui eu não vou estar por perto para te proteger. Não adianta discutir comigo, vou te dar o tempo para avisar, Junwei, à noite mandarei Namjoon vir buscar você. - Jimin não falou nada apenas segurou em minha mão, isso era tudo o que eu precisava.

Esperei o Junwei chegar para poder ir me encontrar com meu avô, se passaram alguns minutos e ele chegou. Ao me ver de mãos dadas com o Jimin Junwei fechou a cara.

- O que esse idiota está fazendo aqui Jimin-ah? - Junwei gritou vindo em minha direção.

Eu já estava com raiva mesmo, e ao escutar esse idiota falar alto do o Jimin me fez ficar mas furioso, soltei a mão do Jimin e fui de encontro com Junwei e o recebi com um soco.

- Isso é pelo o que aconteceu com o Jimin aqui nessa droga de apartamento. - Junwei levou sua mão até seu rosto e me olhou com ódio.

- Jeon, por favor vá agora eu vou conversar com ele. - Jimin ficou em minha frente segurando em meu peito me fazendo ficar parado.

- Que fique bem claro, eu só estou indo porque você está me pedindo, mas lembre-se a noite Namjoon vem buscar você. - Park acenou com sua cabeça confirmando.

Voltei para meu carro, fiquei por uns minutos parado analisando tudo o que acabou de acontecer, liguei rapidamente para Yoongi mas ele tinha me pedido esse final de semana de folga, então liguei para Ruby o meu segurança particular pedi para ele me encontrar aqui em frente ao apartamento do Junwei, e não demorou muito para ele chegar.

- Ruby eu quero que fique de olho no Jimin, não deixe que nada aconteça com ele. - Mostrei a foto do Jimin para ele saber de quem se tratava.

- Ruby não deixe que ele desconfie de nada!

- Sim senhor presidente.

Liguei o carro e dirigi até a casa do meu avô, pois eu tinha um assunto para resolver, não é porque ele é meu avô que vai tomar decisões por mim, ainda mais envolvendo minha vida. Depois de atravessar a cidade cheguei até o apartamento luxuoso do meu avô que ficava na cobertura.

Apertei o botão do elevador que me levaria até a cobertura, mas antes que a porta fosse fechada uma mão feminina a segurou. Esperei a pessoa entrar.

- Jungkook, como você está se sentindo? Eu não sabia que seu avô tinha convidado você também? - Disse Jisoo toda sorridente, ela está linda e elegante como sempre.

- Quem bom que está aqui, assim eu falo tudo de uma vez para os dois. - Jisoo me olhava sem entender nada.

O elevador parou na cobertura, a porta se abriu e dei passagem para ela, pois sou um cavalheiro.

- Vá na frente, eu preciso fazer uma ligação muito importante. - Falei sem olhar para ela, pois minha atenção estava toda para a tela do celular.

| Você está bem ? Já conversou com ele

Fiquei esperando a resposta do Jimin, e não demorou para ele responder.

| Estou conversando com ele agora até mais tarde.

Sorri ao ler, porém eu percebi que não estava sozinho, Jisoo me olhou e sorriu sem graça.

- Você é meu Hyung Jimin estão juntos? Quero dizer em um relacionamento.

- Ainda não, mas eu não irei desistir dele. Jimin é muito importante para mim. Exatamente por isso que vim até aqui falar com meu avô, dizer a ele para tirar da cabeça que eu e você ainda iremos nos casar.

- Jungkook e... eu...

- Vamos o vovô estar nos esperando. - Sorri e dei passagem para ela seguir o caminho, Jisoo passou por mim de cabeça baixa sem dizer nada aliás nem precisava dizer alguma coisa desde a nossa juventude eu deixei bem claro que a única coisa que existia entre nós dois era amizade nada além disso, eu nunca dei esperança a ela.

Ao entrarmos no apartamento fui pego de surpresa havia vários acionistas e empresários, meus pais e meus irmãos também estavam presentes pareciam que estavam comemorando alguma coisa que eu não sabia.

- Aí estão eles, um brinde aos noivos. - Disse meu avô fazendo todos olharem para mim e Jisoo.

-Avô precisamos conversar agora, mas se quiser eu falo aqui a frente de todos! Eu não me importo.

- Avô é melhor ouvir o que seu neto tem para lhe dizer! - Disse Jisoo.

- Me deem licença eu vou ver o que meu neto quer conversar deve estar nervoso com o noivado. - Todos os presentes sorriram.

Já estávamos no escritório do meu avô, fechei a porta, esperei ele se sentar para poder começar.

- Avô com que direito o senhor tomou uma decisão sobre minha vida sem me perguntar se eu queria?

- Olha como fala com seu avô moleque.

- Eu não sou mais uma criança avô, eu não vou me casar com Jisoo, o senhor está cansado de saber que eu não a vejo com outros olhos, eu já tenho uma pessoa.

- E quem é essa garota?

Eu sei o quanto a tradição para meu avô é importante, mas eu não vou abrir mão da minha felicidade.

- Sinto muito em desapontá-lo avô, mas não é ela e sim ele. Estou apaixonado por um homem.

- Isso é um absurdo Jungkook! - Meu avô alterou sua voz.

- Porque avô eu ainda nem falei de quem se trata e o senhor já está agindo assim.

- Não me interessa quem seja ele, ou de quem ele é filho, eu não vou admitir que você manche o nome da família Jeon. Você irá se casar com a senhorita Jisoo sim.

- Eu não irei me casar com ela avô, e se quiser me tirar a presidência siga em frente eu não me importo agora vá até seu pessoal e disfarce toda essa confusão que o senhor causou.

Deixei meu avô no escritório com tanta raiva, passei por todos que estavam na sala sem dizer nada, bati a porta e fui em direção ao elevador.

- Jungkook filho! - Meu pai Do-jun chamou por mim me fazendo parar e olhar para ele.

- O que houve porque está saindo assim?

- Eu nunca me senti um membro da família jeon! - Respondi furioso.

- Do que está falando filho? Você é um membro sim da família assim como eu e seus irmãos.

- Pare de mentir! - Estava furioso e dei um soco na parede.

- Se acalme filho, você não pode sair assim desse jeito

- Eu sou dono da minha vida, e eu irei casar com quem eu quiser, chega vocês colocam dinheiro na frente de tudo até da própria família, eu não sou assim por mais que eu fui criado para ser assim eu sinto muito em desapontá-los.

- Sabe que sempre estarei ao seu lado filho! - Meu pai se aproximou e me puxou para um abraço, abraço do qual eu estava precisando tanto.

Mas eu não derramei uma única lágrima sequer por mais que eu quisesse eu não consegui.

- Mas o que está acontecendo aqui Do-jun? - Perguntou minha mãe. - Que gritaria toda e essa tá todo mundo perguntando.

- Hanna, querida agora não, nosso filho precisa de apoio, principalmente do nosso. - Sorri pois notei o quanto minha mãe não se importava com o que eu estava sentindo.

- Não se preocupe pai, eu sou Jeon Jungkook vou ficar bem. - Abracei meu pai e entrei no elevador.

Já fora da cobertura caminho em direção ao meu carro, parei, levei minha mão até o teto do carro e me firmei abaixei minha cabeça e fechei meus olhos, as palavras do meu avô não saia da minha mente.

- Jungkook!

Era só o que faltava, Jung-Hoon aparecer na minha frente.

- Vai embora daqui Jung-Hoon é para o seu próprio bem.

- Eu não vou desistir do Jimin, eu estou entrando nessa batalha. - Disse Jung-Hoon com a voz trêmula, me virei e fui para cima dele feito um demônio, o joguei contra o chão e acertei duas sequência de socos.

- Se você se aproximar novamente dele eu te mato, está me ouvindo Jung-Hoon? - Jung-Hoon virou seu rosto e começou a tossir.

Sai de cima dele e entrei no meu carro e dirigi até minha casa, eu estava fora de mim precisava me controlar pois Jimin iria está em casa a qualquer momento. Ao passar pela porta, Namjoon estava sentado me esperando.

- Senhor!

- O que faz aqui Namjoon, já era para você ter ido buscar o Jimin.

- Tem certeza senhor? Olha o estado em que o senhor se encontra se o rapaz vê-lo assim vai ficar assustado. - Namjoon se levantou e veio até mim e tirar o copo de whisky da minha mão.

- O que pensa que está fazendo?

- Senhor, olhe suas mãos estão sujas de sangue. - Olhei para elas e realmente estavam sujas.

- Vá buscá-lo, saia da minha frente, Namjoon.

- Com licença senhor.

Assim que meu secretário saiu eu subi para meu quarto precisar tomar um banho, já de banho tomado vesti uma calça moletom e coloquei uma camiseta preta deixando minhas tatuagem à mostra, tatuagens das quais a minha família nem imagina que existem.

Desci até a cozinha para preparar algo para comermos pois com toda certeza ele ainda não comeu nada, coloquei uma música para tocar precisava relaxar a mente, abrir uma garrafa do meu melhor vinho, e coloquei um pouco em minha taça. Olhei novamente no relógio para ver as horas.

- Já era para eles terem chegado, será que aconteceu alguma coisa no caminho?

Peguei meu celular para ligar para Namjoon, mas a claridade do farol do carro dele me fez guardar o celular novamente. Continuei preparando nosso jantar, mesmo lutando contra vontade de ir correndo para vê-lo.

- Senhor Jeon! - Ele está na sala esperando por você!

- Pode ir Namjoon e obrigado.

Tampei a panela e abaixei o fogo, e fui vê-lo. Assim que cheguei na sala, Jimin estava impressionando olhando tudo ao seu redor, parei de andar e fiquei olhando para ele.

Como ele é lindo. Porque eu não o encontrei antes.

Andei lentamente até ele sem fazer barulho, Jimin estava em frente a paredes de fotografias tão distraído que não me viu me aproximar, o abracei por trás. Ao sentir meus braços o envolver, Jimin se assustou e virou-se rapidamente ficando de frente para mim.

- Pensei que não viria amor! - O abracei forte para lhe transmitir conforto e segurança.

- Eu disse que vinha, então estou aqui. - Colei nossas testas.

- Quero que se sinta seguro aqui, o que eu puder fazer para te proteger eu irei fazer, sei que não confia em mim, mas eu te peço vamos começar do zero, eu preciso de você em minha vida.

- Não sei se fiz a coisa certa, Jeon, estou muito confuso e com medo. - Jimin baixou sua cabeça, mas eu segurei em seu queixo levantei lentamente o fazendo olhar para mim.

- Eu estou com você agora. E não vou te abandonar, eu te amo e não irei soltar sua mão.

- Jeon. - Não deixei mais ele falar uma palavra sequer o beijei, eu queria que Jimin esquecesse tudo o que aconteceu com ele hoje, não quero que ele perceba o quanto o meu dia foi atordoado, o máximo que eu puder deixar ele longe de tudo isso eu iria fazer. Paramos o beijo e olhei novamente para ele, e suas bochechas estavam coradas.

- Vem vamos comer. - Segurei na mão dele e o levei até a minha varanda onde eu havia arrumado uma mesa à luz da lua.

- Nossa Jeon, que lindo! - Jimin puxou em meu braço me fazendo olhar para ele.

- Obrigado eu adorei. - Jimin sorriu.

- Você teve todo o trabalho, então me deixe servir você. - Jimin falou sorrindo.

Ele nos serviu, a noite estava linda, do jeito que eu imaginei, terminando o jantar e o convidei para sentarmos a borda da piscina para tomarmos um bom vinho. Eu estava decidido a fazer ele parar de pensar em coisas ruins, eu não iria perguntar nada sobre o homem que estava atrás dele, mas eu preciso saber para poder fazer alguma coisa, mas vou deixar ele me contar quando ele estiver preparado.

Jimin olhava tudo com brilhos em seus olhos, o puxei para perto de mim e o abracei e sobre a luz da lua o beijei.

- Aconteça o que acontece não esqueça que eu te amo Park Jimin.

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