Cap 05° O CEO ESTA VIVO☔

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Park Jimin:

Estava apavorado e com medo, Min-Jun gritava pedindo para eu abrir a porta, a sensação que eu estava sentindo era como se eu estivesse dentro de um filme de terror com um serial killer a solta. Cada batida na porta que ele dava, meu coração disparava.

- JIMIN. Abra essa porta! Abre para mim, eu não vou fazer nada contra você JIMIN. Você não quer ficar comigo porque eu não sou tão rico como o seu namorado que está no exterior?

- J.I.M.I.N.... - O eco foi ficando cada vez mais longe. De repente os gritos pararam, a maçaneta da porta não se movia, tudo ficou quieto e isso estava me deixando apavorado.

- Jimin, eu sei que você tem fobia de escuro então não me obriga a desligar as luzes. - Min-jun falava baixo encostado na madeira, eu via a sombra dele por debaixo da porta.

Ao ouvir a confirmação dele entrei em pânico, as luzes foram desligadas, tudo piorou. Meu corpo se arrepiou, comecei a suar frio, meus batimentos aceleraram, cheguei a pensar que eu morreria.

Lembrei da vez que o infeliz do meu padrasto tentou abusar de mim, tudo vinha como uma onda gigante trazendo lembranças horripilantes das quais eu já nem me lembrava mais. Me encostei na parede, eu não sentia minhas pernas, estava vendo a hora e o momento de cair ao chão, minhas mãos tremiam, eu chorava sem parar ao lembrar da minha mãe. Minha vista foi ficando embaçada, então fechei meus olhos com força. Lembrança da noite anterior antes da tragédia não parava de aparecer.

Eu e minha mãe estávamos sentados olhando para o céu, a lua naquela noite parecia estar tão pertinho da gente, ela era tão linda, meus olhos brilhavam ao olhar para ela, minha mãe sorriu ao me ver tão encantado. Meu padrasto havia sumido o dia todo, e isso era maravilhoso pois estávamos em paz.

- Meu filho, eu vou te dar a lua! - Minha omma falava com um sorriso lindo em seus rosto, o sorriso mais lindo que alguém poderia me oferecer.

- Como vai me dar a lua mamãe, se você não pode alcançar ela.

- Eu posso sim! Confie na mamãe. Eu vou te mostrar.

As lágrimas rolavam ao lembrar desse momento, pois se eu soubesse que aquela seria nossa última conversa eu teria inventado alguma coisa só para não ir a escola na manhã seguinte, talvez eu estivesse evitado que ela tirasse sua própria vida.

Escutei barulhos, olhei para o local de onde vinha o som. Era Min-jun ele havia arrombado a porta, ele começou a andar até onde eu estava. Eu não tinha forças para me defender, e muito menos para me levantar e sair correndo. Min-jun olhava para mim sorrindo, ele estava com raiva. Eu puxava minha respiração com muita dificuldade.

- Agora você será meu Jimin! - Disse Min-jun, eu piscava lentamente tentando enxergar as coisas com mais clareza, mas tudo piorava, minha visão estava muito embaçada eu não estava enxergando direito então comecei a ter alucinações. Cheguei a ver Jeon em pé a minha frente

- Socor..- Eu tentava pedir ajuda mas eu estava sem forças. Foi quando eu senti um corpo cair ao meu lado, mas eu não consegui ver quem era.

- Socorro. - Gritei e me assustei com o Jeon sentado do lado da minha cama segurando minha mão.

- Amor não tenha medo, eu estou aqui! - Eu olhava ao redor para ver se realmente eu estava em meu quarto.

Talvez tenha sido um pesadelo. - Pensei.

- Você estava demorando para chegar, mandei mensagem você não respondeu então eu resolvi ir até a empresa onde você trabalha. - Olhei para Jeon e vi o quanto ele estava preocupado comigo.

Então tudo realmente aconteceu!

- Obrigado Jeon, eu não sei o que teria acontecido se você não tivesse chegado a tempo.

- Eu vou caçar aquele verme, eu te prometo. - Jeon falou com raiva.

- Por favor, se acalme. Você não está recuperado direito da sua perna, você se colocou em perigo também Jeon.

- Jimin se demita, eu vou te sustentar! - Sorri pois foi tão fofo ouvir isso da boca dele.

- Se eu me demitir, como vamos sobreviver?

- Não se preocupe com isso. Eu posso te sustentar! - Jeon falou firme.

- Aliás, Jeon, como você conseguiu me trazer até aqui?

- Eu chamei um UBER, com o seu celular. - Peguei meu celular rapidamente para olhar e realmente estava lá o percurso e o valor da corrida.

- Como você sabe a minha senha de pagamento? Perguntei

- Eu usei sua impressão digital.

Jeon é muito esperto. - Pensei, franzi meu rosto por estar sentindo dor de cabeça.

- O que foi? Está sentindo alguma coisa? - Jeon perguntou já preocupado

- Não, está tudo bem! Eu só... - Não falei mais nada, apenas fiquei quieto.

Passei a manhã na cama, Jeon não me deixou levantar, mas eu precisava ir para a empresa eu dependo do meu trabalho. Depois de almoçarmos eu tomei meu banho me arrumei, preciso seguir em frente, mesmo que eu esteja com medo eu não vou demonstrar. Ao estacionar a moto na garagem, olhei para a entrada do depósito e tive um flashBack da noite assustadora que eu tive ao lado do senhor Min-jun. Passei minhas pequenas mãos em meu rosto e puxei a respiração, pois eu não iria chorar.

Ao entrar no depósito todos os funcionários vieram falar comigo, estranhei pois até ontem minha presença não era notável.

- Jimin você está bem? - Perguntou Hoseok.

- Sim estou! O que está acontecendo? Porque todo mundo está me olhando assim?

- Shi! Aí vem o senhor Min-jun. - Disse Be e prontamente todos abaixaram suas cabeças menos eu e Hoseok.

Min-jun, parou em minha frente e me olhou, dava para ver a fúria em seus olhos, Hoseok se aproximou de mim e ficou ao meu lado, preparado para me defender de qualquer coisa. Mas Min-jun não falou nada, apenas seguiu para a saída, assim que ele sumiu da nossa vista Be e Suzuki se aproximaram de mim.

- Jimin, você sabia que o chefe Min-jun, foi demitido? - Perguntou Suzuki, eu nada respondi, apenas olhei para ela. - O superior recebeu uma carta de reclamação, cheia de evidências que o senhor Min-jun estava recebendo propina, além de está desviando dinheiro para uma conta no exterior. Então o chefe superior mandou ele imediatamente embora. - Disse Suzuki.

- E quando isso aconteceu? Perguntei.

- Assim que chegamos na empresa hoje pela manhã, a direção nos comunicou - Disse Suzuki, Hoseok se despediu e saiu para entregar.

Deixei Be e a Suzuki conversando, e fui em direção ao meu armário para pegar minha jaqueta, mas ao abrir a gaveta vários presentes caíram de dentro, isso estava realmente estranho, peguei todos eles e fui em direção ao depósito. Me aproximei de Suzuki e ela me olhou assustada.

- Você pode ficar com isso, eu não posso aceitar. - Entreguei a ela o presente que ela havia deixado em meu armário, olhei para todos que estavam presente. - E vocês também podem pegar todos os presentes que me deram.

- Por favor, você tem que aceitar Jimin! - Disse Be.

- Eu já disse que não quero!

- Jimin, é difícil de encontrar trabalho hoje em dia, e eu não quero ser demitida! - respondeu Suzuki, desviando seu olhar do meu.

- E porque você seria demitida, Suzuki?

- Não é isso que eu quis dizer Jimin! - Suzuki, sorriu tentando disfarçar mas eu não sou burro com toda certeza estava acontecendo algo e ninguém queria me falar. - Jimin você precisa aceitar por favor. - Ela insistiu.

- Por favor aceite Jimin. - Be também insistiu.

Todos estavam me olhando estranho e isso estava me incomodando muito, nunca os outros funcionários eram gentis comigo a não ser meus amigos. Hoseok estava fazendo entregas mal eu vi ele hoje na empresa. O turno acabou e eu fui para casa levando todos os presentes que havia ganho. Ao passar pela porta Jeon estava sentado mexendo um celular que eu não faço ideia de onde ele tirou.

- Boa noite, você já chegou! Vejo que ganhou um bônus para comprar tanta coisa. - Perguntou Jeon, peguei a bolsa grande onde estava todos os presentes e coloquei em cima da mesa onde Jeon estava.

- Você não vai acreditar no que aconteceu hoje na empresa. - Me sentei de frente para Jeon e tive a atenção dele toda para mim.

- Me conte o que aconteceu. - Jeon pediu.

- Hoje quando cheguei na empresa todos os colegas de trabalho ficaram me bajulando, sendo que durante anos eles nem me davam bom dia, isso foi estranho demais. Eles enfiaram coisas no meu armário. Suzuki me implorou para ficar com o presente dela, tentei devolver mais ela insistiu, disse que era para mim ficar, pois ela não queria ser demitida.

- Jeon, será que o superior tem uma quedinha por mim? - Jeon sorriu ao escutar minha pergunta. - Mas ele tem 60 anos! - Jeon gargalhou e eu também por pensar assim.

- Você deveria ir dormir um pouco! - Disse Jeon.

- Está bem boa noite! - Era impressão minha, ou Jeon queria se livrar de mim.

Entrei no meu quarto e tomei banho pus meu pijama, já bastava eu ter pesadelos com o infeliz do meu padrasto, agora toda vez que fecho meus olhos a imagem do senhor Min-jun aparece em minha mente.

Eu não conseguia dormir, estava inquieto, me levantei e fui até a minha varanda, a porta do quarto do Jeon estava fechada com certeza ele está dormindo, me sentei e fiquei olhando para o céu, de repente senti um vento gelado. Lembranças do meu passado começaram a atormentar. Quanto mais eu tento esquecer mais presentes elas se tornam.

O dia amanheceu e estava lindo, abri as cortinas do meu quarto, hoje eu só iria ir na empresa assinar uns documentos. Tae havia me ligado me contando que ele conheceu um carinha lindo mas muito misterioso.

Ao sair do meu quarto Jeon estava sentado no sofá, ele estava sério demais parecia preocupado com alguma coisa.

- Bom dia amor, vejo que você conseguiu dormir bem. - Jeon perguntou.

- Sim, os incensos que ganhei da Suzuki me fizeram dormir feito um bebê. - Me sentei ao lado dele ao olhar para o chão, vi um envelope, peguei, Jeon me olhou rapidamente.

- É seu? - Perguntei com um sorriso largo nos lábios.

- Sim, me dei, por favor

- Por acaso aqui dentro desse envelope tem alguma foto sua comprometedora? Para ficar tão nervoso?

- Não é isso que você está pensando. - Jeon falou sério e eu sorri.

Então ele tentou pegar o envelope da minha mão mas eu não deixei é claro, fiquei de joelhos no sofá com o braço onde estava o envelope para cima, Jeon mais uma vez tentou pegar então eu troquei rapidamente de mão, mas Jeon segurou com força e acabou me puxando me fazendo cair por cima do seu corpo, ficamos nos olhando, eu não consigo explicar o quanto ele mexe comigo.

- Você está diferente hoje, Jimin! - Jeon olhava para a minha boca e eu para a dele. Me levantei rapidamente, enquanto ele permaneceu deitado.

- Diferente como? - Perguntei, já curioso com sua resposta.

- Me ajude a me levantar. - Jeon ergueu sua mão para eu ajudá-lo. Fiquei novamente de joelhos no sofá, peguei em sua mão, mas Jeon me puxou com força me fazendo cair novamente em cima dele, Jeon segurou em minha cintura fortemente e beijou meus lábios fazendo meu corpo se arrepiar por inteiro, o beijo foi ganhando uma velocidade surreal, não consegui me segurar e acabei deixando um arfar escapar da minha boca, eu sentia meus lábios mais volumosos do que já são só parei o beijo para recuperar o fôlego, Jeon apertava minha cintura fortemente para não me deixar sair dos seus braços

- Eu tenho muita coisa para fazer, Jeon.

- Se eu pedir pra você deixar tudo o que tem pra fazer e ficar comigo você faria?

- Eu não posso desculpa! - Me levantei todo envergonhado pois Jeon notou o volume que estava em minha calça. Nem olhei mais para ele, entrei em meu quarto rapidamente, me encostei na porta e só vinha em minha cabeça o beijo que acabou de acontecer, sorri ao lembrar e um frio na barriga senti.

- Eu só posso estar ficando louco senhor.

Troquei de roupa e saí do meu quarto, Jeon estava deitado no sofá, peguei minhas chaves e o capacete, hoje está completando 15 anos que minha mãe faleceu, para muitos o tempo passou rápido, mas para mim é como se os dias fossem uma eternidade. Já em frente a sepultura dela senti um aperto enorme no peito e uma vontade de chorar, mas eu segurei firme e engoli o choro, troquei as flores que estavam murchas e coloquei rosas amarelas suas preferidas. Fiquei conversando com ela um pouco e contei tudo sobre o Jeon.

Passei na empresa somente para assinar alguns documentos, tive que deixar a moto na empresa para revisão, então decidi caminhar um pouco. Meu celular tocou.

Tete chamando......

| Oi Jimin-ah.

| Oi Tae-hyung, como você está?

| Estou bem! E você? Então algum progresso com o Jeon? Me conte tudo.

| Não houve nenhum progresso de verdade.

Sorri

| Fala sério ji, eu vi sua postagem no seu status do WhatsApp, ninguém posta citações de amor sem motivos. Se você confessar eu vou te poupar. Então vai me contar ou não?

E agora, eu conheço bem meu amigo e se eu não falar nada é bem capaz dele aparecer na porta da minha casa.

| Bem, talvez eu esteja começando a gostar dele. - Confessei

| Oh my god. Isso é óbvio!

Afastei meu celular do meu ouvido pois Tae gritava tanto que cheguei a pensar que meus tímpanos fossem estourar.

| Como assim tão óbvio? Você percebeu? Tá tão transparente assim? Então se você percebeu ele também vai perceber! - Falei rápido pois fiquei nervoso.

| Claro que vai, e outra ele também gosta de você.

| O quê? Como você sabe?

| Aí, ai, eu tenho anos de experiência com shippe.

Sorri ao ouvir as palavras do meu amigo.

| Tae você acha que ele tem namorado?

| É possível, pois pela foto que você mandou mesmo embaçada ele é bem bonito, sei lá eu acho que já vi ele em algum lugar, só não lembro de onde.

| Pois é, é disso que eu tenho medo.

| Mas você não precisa ter medo, Ji. Talvez ele esteja solteiro. A forma como vocês entraram um na vida do outro não é pura coincidência, Ji talvez ele seja o cara certo, tudo é possível. Não é?

Parei de andar e meu sorriso desapareceu no instante em que eu vi o senhor Min-jun parado em minha frente, ele estava usando um moletom preto com o capuz em sua cabeça.

| Jimin? - Tae me chamava

| Já te retorno Tae.

| O q... - Desliguei o celular e guardei no meu bolso.

- Senhor Min! - Dei um passo para trás quando ele se aproximou.

- Oi Jimin por favor peço que me escute. - Min-jun parecia estar sendo sincero, eu o acompanhei até uma praça afastada, sentamos em um banco, bem ele não iria fazer nada contra a mim, ele me prometeu.

- O tempo passa depressa, não é mesmo? Eu lembro muito bem quando você chegou na empresa. Você era apenas um novato inocente. - Disse Min-jun, mas eu não conseguia olhar para ele.

- Pois eu lembro bem!

- Sabe Jimin eu sinto muito pelo que aconteceu, eu queria te pedir desculpas, eu sou um idiota quando bebo muito, me desculpe pelo o que eu causei a você, estou realmente arrependido do que fiz.

- Senhor Min-jun, o senhor não precisa pedir desculpas, o que aconteceu ficou no passado. Eu acredito que o senhor não fez de propósito. Mas não jogue a culpa no álcool. - Min-jun olhou para mim.

- Você acredita em mim Jimin? - Olhei para ele.

- Eu acredito.

- Se você me entende. Porque fez isso comigo?

- Do que você está falando? - Perguntei.

- Você estava o tempo todo se insinuando para mim, você já havia planejado isso tudo não é Jimin? - Min-jun estava me deixando confuso.

- Do que está falando? - Perguntei. - Aliás, onde está tentando chegar com essa conversa? - Min-jun começou a sorrir.

- Você parece ser tão inocente Jimin. Mas aí que a gente se engana. Eu não consigo superar o que você fez comigo Jimin. - Comecei a ficar nervoso no instante em que ele alterou a sua voz, fiquei de pé, só queria sair dali rápido.

- Min-jun, eu realmente não sei do que você está falando. Creio que isso não passou de um mal entendido.

- UM MAL ENTENDIDO, JIMIN? - Min-jun gritou me fazendo dar um passo para trás. - Você é o real motivo pelo qual eu fui demitido. Eu acabei assim Jimin por sua causa! - Eu olhava para os lados para ver se alguém aparecia mais nada.

- Isso não é verdade! Eu não sou capaz de fazer mal a ninguém - Respondi já sentindo meu coração disparar. E outra eu nunca me insinuei para você e nem para ninguém, você está louco.

- Você até pode não ser Jimin! - Min-jun me segurou pelos ombros com força me fazendo ficar apavorado. - Mas as pessoas por trás de você sim!. Eu vou para o inferno Jimin, mas eu levo você junto comigo.

- Você enlouqueceu me solta, está me machucando, se você não parar agora eu vou gritar.

- Grita, Jimin.... GRITA! - Min-jun falava alto.

- Jimin! - Eu escutei a voz do Jeon me chamar, mesmo que fosse longe era ele eu tenho certeza.

- Jeo- .....- Min-jun tampou minha boca eu tentei me soltar mas ele era mais forte que eu. Travei uma luta com ele, mas de nada adiantou.

- Você não vai escapar de mim Jimin. - Foi a última coisa que eu escutei ao ser arrastado

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Jeon Jungkook:

Sempre fui um homem de palavra, nunca voltei atrás em minhas decisões, mais quando eu saí da casa do Jimin senti um vazio enorme dentro do peito, era como se estivesse faltando um pedaço de mim, quando o encontrei na praça chorando me senti um verdadeiro canalha, como eu tive coragem de deixar ele sozinho.

Quando ele me disse que pensou que nunca mais iria me ver me segurei para não chorar, sentir o abraço dele foi e é uma das melhores sensações que eu já tive na vida. Jimin é uma parte que estava faltando em minha vida, mas eu não posso ir com pressa se não eu também irei sair machucado.

No dia seguinte levantei cedo, liguei para Yoongi e pedi para ele trazer algumas coisas para mim, decidi fazer uma surpresa para o loirinho. Não demorou para Yoongi me ligar dizendo que estava na porta, peguei a minha muleta e fui em direção a ele, bem minha perna não está recuperada, ainda sinto muita dor e preciso de apoio, mas em breve estarei 100% e aí sim será o meu retorno. Ao abrir a porta peguei as coisas da mão do Yoongi, e ele me repassou tudo o que estava acontecendo na empresa. Jung Hoon estava muito feliz pois estava a frente de um projeto que com toda certeza poderia arruinar a Cisco, Yoongi disse que Namjoon escutou Hoon e Ji-ho estarem falando que iriam vender a Cisco para um comprador no exterior.

Ao saber disso, uma raiva tomou conta de mim e isso estava me deixando frustrado demais. Meu segurança foi embora mas antes dele ir embora pedi para ele ficar na cola do Hoon, bem eu não poderia ser pego desprevenido.

Fui para a cozinha e comecei a preparar um belo café para Jimin, quando estava terminando de preparar tudo senti o perfume dele, ao me virar ele estava em pé na minha frente mais lindo do que ontem. Ele estava impressionado ou com medo não sei o certo.

- Bom dia! De onde saiu tudo isso? - Perguntou Jimin.

- Não importa, vamos tomar café juntos antes de você ir trabalhar.

Eu não poderia dizer que eu tinha mandado comprar.

- Se isso for um sonho eu não quero acordar! - Jimin esfregou seus lindos olhos e sorriu.

- Então pode ir se acostumando, pois irei te mimar muito.

Mesmo ele não querendo eu irei tornar tudo para ele mais fácil.

- Jeon!

- Shi, vem, sente e tome seu café com calma.

Jimin comia tudo com muito gosto. Eu nunca cozinhei pra ninguém a não ser para mim mesmo. Acompanhei o loiro até a porta e o agarrei, eu não queria que ele fosse era como se alguma coisa dentro de mim estivesse me pedido para não soltá-lo. Mas eu não poderia pegar o Jimin e amarrá-lo.

Assim que nos despedimos, Jimin desceu as escadas e eu fui até a janela, mas antes dele sair no portão olhou para mim e acenou.

Liguei para Namjoon para saber como estava a minha empresa, a filial da Cisco, ele disse que estava organizando tudo para deixar em ordem para o meu retorno. O dia parecia que estava passando lentamente, a noite chegou e nada do Jimin chegar, estava preocupado com sua demora, então peguei o meu celular e liguei para ele mas ele não me atendeu, então passei uma mensagem e nada dele responder, e nem visualizou, comecei a ficar nervoso, eu ia toda hora na janela para ver se ele estava chegando mas nada.

Já se passava das oito horas da noite, eu sentia uma angústia no peito, eu não ia ficar aqui esperando por notícias, então desci as escadas e caminhei até um ponto de táxi, eu poderia chamar Yoongi mas ele estava na empresa em uma reunião, já dentro do carro passei o endereço da empresa onde o Jimin trabalhava, o motorista estacionou eu desci, tive certeza que ele ainda estava na empresa porque sua moto ainda estava estacionada.

- Jimin. - Chamei por seu nome mas não tive resposta, foi quando escutei uma outra voz chamar por ele, e a pessoa parecia estar com raiva e nervoso, abrir a porta rapidamente e subir as escadas.

- Agora você será meu Jimin! - Ao escutar essa confirmação sentir tanta raiva, peguei o extintor de incêndio e acertei a cabeça do desgraçado ele caiu desmaiado ao lado do Jimin.

- Jimin! - O chamei.

Ao vê-lo quase desacordado senti meu peito doer, chamei por ele e nada dele respondeu então eu o peguei em meus braços e o tirei dali, outra hora esse desgraçado vai pagar por tentar tocá-lo. Pois minha prioridade é o Jimin nesse momento. Com muita dificuldade eu cheguei até a parte de fora da empresa, chamei um carro pelo aplicativo e coloquei Jimin com muito cuidado. Chegamos em casa eu fiz o pagamento, Jimin ainda se encontrava desmaiado, o coloquei em sua cama e fiquei ali do lado dele o esperando acordar. Acabei dormindo ao seu lado, me assustei com ele gritando, ele estava com medo e eu não tiro sua razão. Expliquei a ele tudo o que aconteceu, depois de explicar, voltei para a cozinha para preparar alguma coisa para comermos.

Jimin e teimosos mesmo eu pedindo para ele não ir para o trabalho ele foi, era 19:00 quando escuto barulhos de chaves, o loiro entrou com uma bolsa grande cheias de coisas. Ele me contou tudo o que aconteceu de estranho na empresa e eu claro fiquei ouvindo sem dizer nada, ele me contou que Min-jun tinha sido demitido, eu fingir que não sabia de nada, mas por dentro eu estava sorrindo, porém a única coisa que eu disse para ele era para ir dormir e descansar pois estava tarde. Ele me desejou boa noite e entrou em seu quarto, não demorou para o meu celular tocar.

Yoongi chamando..... Peguei o celular

| Está tudo pronto? - Perguntei

| Sim senhor, Mary concluiu a aquisição que o senhor pediu.

| Ok

| Jungkook, vamos deixar aquele verme do Min-jun se livrar? Perguntou Yoongi.

Olhei para o quarto do Jimin, para me certificar que ele não estava escutando nada.

| Por enquanto Yoongi.

Encerrei a ligação e fui para meu quarto dormir, o dia amanheceu e Yoongi havia vindo cedo me entregar o envelope com o dossier que eu havia pedido a ele. Eu estava na sala lendo, me assustei com a porta do quarto do Jimin se abrir, rapidamente joguei o envelope para que ele não visse, Jimin sorriu para mim e eu fiquei todo bobo, o loiro se sentou ao meu lado, meu coração disparou quando ele encontrou o envelope, eu fiquei nervoso porque dentro do envelope havia informações sobre o seu passado, e com toda certeza ele não iria entender por mais que eu explicasse para ele.

Eu pedi para ele me entregar o envelope, mas ele não quis me entregar, ele ficou me enganando passando de uma mão para outra sorrindo de mim, então eu segurei seu braço com força e o puxei para perto de mim, só que ele caiu sobre meu corpo, eu sentia o coração dele bater fortemente igual o meu, olhei para seus lábios eles estavam tão vermelhinhos e chamativos não controlei minha vontade de beijá-lo, infelizmente Jimin parou o beijo e se levantou ele disse que tinha que sair para resolver algumas coisas, e depois ele iria direto para a empresa.

As horas se passaram, eu estava sentado assistindo o noticiário.

- A um maníaco a solta atacando mulheres indefesas tomem bastante cuidado, hoje tivemos um relatório de uma jovem que disse ser abordada por esse maníaco. A polícia está averiguando um vídeo onde o suposto maníaco aparece. Ele está usando um moletom na cor preta com o capuz em sua cabeça para não ser identificado e uma calça jeans azul, pedimos que se alguém tiver qualquer informação entre em contato com a polícia.

Ao escutar esse noticiário fiquei preocupado com o Jimin, liguei para ele. Mas o celular só dava fora de área. Olhei para o cesto de lixo e vi o cartão da empresa onde ele trabalha, não pensei duas vezes e disquei o número.

| Alô aqui é o namorado do Jimin, ele está na empresa? Não estou conseguindo falar com ele. Você poderia chamá-lo para mim é urgente.

| O Jimin, não está na empresa, ele não tem turno hoje. Ele só passou aqui rapidinho para assinar uns documentos e saiu.

| Que horas? Você poderia me informar

| Por volta das 17:00 horas.

| Ok, obrigado.

Desliguei o celular rapidamente e caminhei em direção a porta. Eu iria sair para procurá-lo, ao abrir a porta levei um susto ao ver o Yoongi parado em frente a porta.

- Jungkook! - Olhei para os lados para ver se ninguém estava vendo.

- Entre Yoongi. O que está fazendo aqui?

- Desculpe senhor e urgente, eu acabei de descobrir e vim trazer para que você veja. - Olhei para o documento que Yoongi estava em suas mãos, era um rascunho de nomeação do nome do novo gerente do grupo J

- O senhor Ling, irá se reunir secretamente com alguns acionistas.

- Quando isso vai acontecer, Yoongi?

- Hoje às 22:00 horas no hotel Plaza. Jungkook, se você não for agora, receio que será tarde demais.

Isso tinha que acontecer agora, eu estava preocupado com o Jimin sumido, e agora mais essa eu não posso deixar que Ling assuma a presidência da Cisco. Pedi para Min Yoongi passar no meu apartamento para trocar de roupa, bem eu não podia aparecer assim na frente dos acionistas e do Ling pai da Jisoo.

Yoongi dirigia rápido para chegarmos a tempo, porém meus pensamentos só estavam em uma única pessoa: Jimin. Ordenei para que ele diminuísse a velocidade, olhávamos para todos os lados procurando pelo paradeiro do loiro, cada segundo que se passava meu peito apertava estava com medo de que estivesse acontecendo o pior.

- Jungkook, eu não quero deixá-lo preocupado, mas eu preciso informá-lo que o Min-jun também sumiu.

Ao ter essa confirmação só me veio à minha mente que Min-jun havia sequestrado o Jimin.

- Jungkook.

- Continua procurando. Que horas são?

- 21:00. Jungkook, ainda não é tarde para voltar para casa, deixe que eu procuro pelo senhor Park. - Disse Yoongi, mas eu não dava ouvidos para o que ele falava eu só queria encontrar o jimin.

- Pare aí na frente eu vou procurá-lo! - Yoongi suspirou.

- Sim senhor! - Yoongi parou. Eu saí procurando por ele

- Jimin. - Eu gritava chamando seu nome. - JIMIN.....JIMIN...JIMIN. - Joguei as muletas e comecei a correr devagar, minha intuição gritava para mim ir naquela direção.

Cansado de correr parei para recuperar o fôlego, de repente olhei para o chão e encontro o chaveiro do Jimin, com toda certeza é dele, voltei a correr, estava com medo e desesperado, foi quando de longe eu vi o desgraçado colocar o Jimin desacordado no banco de trás do carro, Min-jun olhou para os lados e entrou no carro, mas rápido eu corri não me importava com a dor que eu estava sentindo. Cheguei perto dele e o agarrei ele pelo colarinho e o puxei pela janela do carro o jogando no chão, comecei a dar um soco atrás do outro sem dar tempo para ele revidar, ele desmaiou, então eu voltei para o carro para tirar o jimin de lá.

- Jimin meu amor sou eu Jeon acorde. - O carreguei e o coloquei encostado no muro. Ele foi recuperando a consciência, Jimin me olhava estranho como se estivesse tentando me reconhecer, talvez seja o modo como estou vestido.

- Você está bem? Está machucado?

- Jeon, sua perna. - Jimin olhava em direção a ela, estava mais preocupado comigo do que com ele próprio.

- Não se preocupe. Me deixa ajudar você meu amor? Vem. - Ergui minha mão para que ele a pegasse.

Jimin se levantou devagar e caminhamos juntos para chegarmos à estrada. Só que eu fui surpreendido com uma paulada em minha costa, Jimin começou a gritar, Min-jun acertou meu rosto com o pedaço de pau me deixando tonto, eu caí no chão e Jimin veio para me ajudar, só que Min-jun agarrou ele pelos cabelos.

- Agora eu vou acabar com isso Jimin? - Disse Min-jun ao segurar Jimin pelos ombros.

Jimin tentou se soltar, mas infelizmente ele não conseguiu, o desgraçado tentou beijá-lo. Ao ver isso me levantei e acertei um soco no estômago dele, fui pra cima dele com tanta raiva desferindo socos e chutes, mas ele não caiu continuou em pé, ele olhou para minha perna e notou que estava com dor, Min-jun correu em minha direção com o pedaço de pau na mão tentou me acertar várias vezes em meu rosto, mas eu me protegi com meus braços, só que o desgraçado acertou minha perna me fazendo cair e gritar de dor.

- Jeon! - Jimin chamou por mim, Min-jun passou por cima de mim e foi em direção a ele, mesmo com dor tentei impedi-lo segurando em sua perna, só que ele soltou sua perna e desferiu dois chutes em meu estômago. Olhei com tanta raiva para ele.

Jimin foi para cima dele para me defender, mas o loiro era bem menor que Min-jun. O desgraçado segurou o Jimin e o jogou no chão fazendo ele bater sua costa, e começou a bater em seu rosto. Ao ver o jimin inconsciente, não me controlei, tirei forças de onde eu nem sabia que eu tinha e fui para cima do Min-jun, joguei ele no chão e comecei a dar socos com toda a minha força o deixando desacordado, ele já não se mexia mas. Jimin sangrava bastante, eu estava fraco e não conseguia me mover do lugar.

Yoongi chegou ao local veio correndo em minha direção, porém eu disse para ele ajudar primeiro o Jimin, Yoongi colocou o Jimin no carro.

- Yoongi você sabe muito bem para onde levar esse lixo. - Apontei para o Min-jun, prontamente Yoon o colocou no porta mala, e só assim eu entrei no carro.

- Para onde senhor?

- Para a casa dele! Preciso deixá-lo em segurança.

- Sim senhor.

Yoongi nos deixou em casa, ele carregou Jimin pois eu estava muito machucado e pedi para ele o deixar em seu quarto. Já na sala Yoon me perguntou o que era para fazer com Min-Jun, eu disse para ele deixar ele preso no quarto do pânico que assim que eu pudesse iria até lá.

- Sim senhor, boa noite Jungkook se cuida.

Assim que ele saiu eu tranquei a porta e fui até o quarto do Jimin, peguei o kit de primeiros socorros me sentei ao seu lado e com a gaze comecei a limpar seus lábios que estava machucados, e com mais raiva eu fiquei do Min-jun, pois minha vontade era de matar ele, assim como com qualquer um que ousar em machucá-lo. Tirei a camisa suja, passei um pano molhado pelo corpo bonito e vesti seu pijama. Só assim eu voltei para meu quarto, tomei banho e me deitei na cama. Mas antes de dormir passei uma mensagem para Yoongi continuar investigando o senhor Ling e para me manter informado.

O dia amanheceu e domingo Jimin ainda estava dormindo, então eu desci as escadas e fui até o mercado comprar o que estava faltando, meu celular tocou.

Yoongi chamando....

| O quê houve para me ligar assim?

| Bom dia pra você também. Só estou ligando para informá-lo que os acionistas com quem o senhor Ling se encontrou têm procurado o presidente, provavelmente estão falando sobre a assembleia geral. Você acha que o senhor Ling pode conseguir convencê-los?

| Esses velhotes são tão difíceis de comprar, Ling terá muito trabalho para convencê-los, porém eu não irei retornar ainda, tenho absoluta certeza que a moral do Ling foi abalada, faz sentido que ele esteja desesperado.

| E quando você pretende voltar para o grupo J?

| Ainda não irei voltar agora, Yoongi. E o Min-jun você deu um jeito nele?

| Desculpe senhor, mas eu não aguentei, eu dei uma surra nele para arrancar informações.

| Venha me pegar agora eu quero acabar com a raça desse desgraçado.

| Sim senhor.

Desliguei o celular, escrevi um bilhete e deixei na mesinha do lado da cama do Jimin para que quando ele acordasse não se assustasse com minha ausência, desci as escadas para esperar o Yoongi, não demorou muito para que ele chegasse.

- Bom dia Jungkook

- Bom dia, Yoon.

- Senhor a senhorita Ling ainda continua em busca do seu paradeiro. - Apenas suspirei.

Já no local, entrei no quarto no pânico e Min-Jun estava sentado com as mãos amarradas.

- O que vamos fazer com ele senhor? Perguntou Yoon. Me aproximei do meu motorista.

- Entregue ele para a polícia e torne a vida dele um verdadeiro inferno.

- Sim senhor.

- Você fez um belo trabalho Yoongi.

- Obrigado senhor. Jungkook, Min-jun me confessou que alguém o interceptou para que ele procurasse o senhor Park, a pessoa não lhe deu outra escolha.

- E quem foi?

- Eu não sei senhor, mas estou investigando. Mas Min-jun tem quase toda certeza que fomos nós.

- Ótimo! - Sorri. - Parece que alguém está tentando nos incriminar! Quem você acha que pode ser Yoon?

- Pensei que talvez fosse o senhor Ling!

- Não, com aquele gênio ele não conseguiria ficar tanto tempo quieto se soubesse que estou vivo.

- Então quem poderia ser Jungkook?

- Não se preocupe, o rato acabará saindo do esconderijo. Verifique a data da assembleia geral para mim.

Depois de algum tempo pedi para Yoongi parar na praça, ao passar por uma banca de flores lembrei do Jimin e comprei as mais lindas para levar para ele. Ao retornar para o carro notei um outro carro parar atrás do Yoongi, dei meia volta e mandei uma mensagem para ele avisando que ele estava sendo seguido e mandei ele me encontrar em um hotel. Não demorou para que Yoongi chegasse.

- Você não percebeu que estava sendo seguido? Porque os homens do Ling começaram a te seguir de repente?

Eu conhecia aqueles homens eles trabalhavam para Ling o pai de Jisoo.

- Não sei senhor, talvez porque o negócio da New seja grande demais.

- Não posso mais me esconder! - Respondi já ficando de pé e olhando para a janela.

- Senhor. - Yoongi chamou minha atenção.

- Diga o porque me procurou hoje.

- Há uma atualização na assembleia, quanto a substituição do presidente, o presidente está hesitando, mas hoje pela manhã foi informado que haverá uma reunião amanhã, para entregar o cargo para o senhor Ling. Então eu sugiro ao senhor que volte para casa imediatamente.

- O que aconteceu com meu avô? Ele não iria entregar a presidência assim, não depois de saber que eu estou vivo, isso tá estranho demais.

Eu não tenho outra escolha a não ser voltar. Pensei.

- Ok vamos lá é hora de surpreendê-los.

- O senhor quer que eu informe o senhor Park? Para que ele não fique o procurando senhor. - Fiquei sem saber o que dizer, olhei para as flores que eu comprei para ele e senti remorso, mas eu não poderia voltar lá não agora, era o futuro da minha família em jogo.

Fiquei no hotel enquanto Yoongi foi até a minha casa pegar minhas roupas, peguei meu celular e mandei uma mensagem para o Jimin.

| Tenho que resolver algumas coisas, mas quando eu terminar voltarei para você, eu te prometo amor.

Não tive resposta, mas ele visualizou. A noite chegou, liguei e mandei mensagem mas Jimin ignorou todas, tive que tomar remédio para dormir.

Amanheceu, tomei banho e me vesti elegantemente como de costume, estava me preparando sei que meu retorno trará grandes consequências. Ao chegar na empresa todos os funcionários me olhavam de boca aberta, pareciam estarem com medo.

Fiquei em frente a porta esperando a hora certa para entrar.

- Muitas coisas desagradáveis aconteceram nos últimos tempos com o grupo J. Estou sob muita pressão para assumir a presidência. Entendo e agradeço a confiança de todos aqui presente. - A voz não é confundível com toda certeza meu irmão Jung Hoon.

- Certamente assumirei com responsabilidade a função do presidente. - Ling se pronunciou também, já era esperado que as cobras começassem a se comer.

- Eu não aprovo! - Falei em tom alto ao abrir a porta, trazendo a atenção de todos para mim, todos os acionistas olhavam para mim de boca aberta, sem dúvida eu encontrei a melhor hora para retornar.

- É o vice-presidente Jeon Jungkook.

- Ele está de volta!

- É ele mesmo!

- Pai é o Jungkook, ele está vivo. - Disse Ji-ho.

Todos estavam impressionados com o meu retorno, meu pai nem ao menos veio me abraçar pois ele estava em choque. O desespero no rosto do Jung Hoon era notável, não só o dele Ling me olhava com tanto ódio. Namjoon sorria ao ficar ao meu lado.

- Seja bem vindo ao grupo J senhor Jeon. - Disse Namjoon

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