capítulo 7
Ellen Sandler
-pessoal.-diz Pierre agora para o seu grupo -revezem aí, e vão tomar café da manhã, tá bom, depois eu vou colher o depoimento de cada um.
Uma movimentação ocorre no salão na troca de guarda, e Pierre se junta a mesa aonde eu estava.
-Aisha, poderia trazer um café pra mim e pra nossa convidada, por favor?
-Claro, senhor.- A mulher obedece nos deixando a sós.
Agora estava frente a frente com o crush da adolescência que não fazia ideia do por que estava em Zagreb.
Pierre Ferrari não tinha o rosto deformado como dizia a irmã, e na verdade tinha rosto bonito de mais para alguém que já apanhou tanto, o seu jeito imponente, o seu corpo forte e a beleza descomunal, me fazia imaginar era assim que os antigos Reis e presidente se portavam.
Pierre Ferrari era filho de Beethoven e liza Ferrari eles eram um dos conselheiros que gerenciava a escola Ferrari da qual formava os melhores assassinos da Europa.
Os Mercenários eram classificados por três tipos, a elite da qual Pierre fazia parte, esses costumavam ser filhos de fazendeiros traficantes e comerciantes espalhados pelo mundo.
Os escravos que eram crianças que foram sequestradas e enviadas para se tornarem Assassinos e assim poderem ser compradas por traficantes e fazendeiros.
E os que se tornavam Livres de alguma forma, eram aqueles que eram formados e se tornavam nômades cumprindo missões pelo mundo inteiro.
Cada um desses homens tinha acesso à lista negra que era onde se encontrava os nomes dos criminosos estipulados pela Zelândia que dava bonificações pela cabeça de cada um de acordo com o seu grau de dificuldade para matá-lo ou nivel do crime que cometeram.
Os mais ricos pagavam para que certas pessoas entrassem na lista e assim fazendo que cada um dos Mercenários possam matá-los e receber a sua devida recompensa.
Pierre era o único aniquilador da cidade Já que a maioria deles se encontrava na África, Ásia e o Oriente Médio que era onde o continente era mais movimentado. Provavelmente Pierre se encontrava ali apenas para descansar já que quando sair da cidade ele ainda não morava aqui, ele havia chegado a dois anos atrás, e fazendo morada ali e entrando para os maltas, e nos ajudando a manter a cidade segura enquanto ele descansava. era isso que eu pensava, na verdade não faço a mínima ideia porque estáva aqui.
Pierre me encarou pensativo, eu não encontrava coragem pra confronta-lo e por medo de dizer algo que o faria bater em alguém novamente.
-Você é Jorge estão juntos a quanto tempo?-Diz tentando ser simpático.
-Não estamos juntos.-Digo séria.
--Como? Ele falou que estavam?-Ele diz sério.
-A gente só ficou uma vez, estamos nos conhecendo.-A fala faz Pierre sorrir curioso.
-Se o pai dele ouvir isso, ele matar vocês dois.
-Quem é o pai dele?-Uma pergunta que só agora havia se lembrado de fazer.
-Isso não vem ao caso.-Diz Pierre aparentemente forçando ser simpático.
- Por acaso você conhecer Samantha William?
-infelizmente sim, E uma jovem de personalidade forte.-digo contendo a minha real opinião, não confiava em Pierre.
-E sabe que ela tem um relacionamento com o Jorge ,não?
-ele me disse que terminaram, não sou o tipo de ser amante de ninguém.
- Olha, eu vou te contar uma coisa.-ele diz com um tom frio. -A relação de Jorge Samanta é uma as coisas mais complicadas que eu já vi , isso pode ser perigoso principalmente pessoas como você?
- Perigoso o quanto?
- Perigoso ao ponto de nem eu entrar no meio.
-Eu não sabia disso, e na verdade só rolou um beijo.
Uma vontade de questionar o homem sobre jorge me passa pela cabeça, mas o medo a dizia que a qualquer momento ele iria fazer algo que poderia me machucar.
Aisha retorna com uma garrafa de café e biscoito caseiros sobre uma bandeja, Pierre a agradecer e lhe faz um pedido.
-Aisha, entra em contato com Samantha, E pergunta o que ela sabe de Jorge, por favor.-Pierre se serve de café e biscoito. -Não diga nada do que tá rolando, tá bom?
Aisha se retira novamente, Pierre manda que eu tome café e o obedeço.
-Senhor Pierre, sobre o que vocês dois conversavam?-Pergunto com a maior simpatia que conseguir reunir.
-Sobre o assalto lógico.-Diz engolindo um biscoito, que sujava sua barba bem aparada.-Ele só queria limpa a sua barra, e assim negociamos algo bom pra nós dois.
-o que exatamente?-Digo bebendo minha xícara de café.
-Eu que faço as perguntas aqui.-Diz firme contendo minha curiosidade.
Ele me perguntou sobre o que eu sabia do assalto, o que era uma perca de tempo, já que Adam não contou nada relevante.
Os homens de Pierre serviam café e pão para os jovens prisioneiros no chão sobre uma guarda reforçada.
-Vai matar eles, não vai?-Pergunto tentando calar o pressentimento que havia em mim.
-Se tudo ocorrer bem, não. Depende se eles me pagarem e Jorge conseguir cumprir o acordo, e claro se nada mais grave acontecer com Modric.
-Senhor, você deixar eu ligar par minha irmã, ela não sabe onde eu estou?
-Não me chama de Senhor, pode me chama de Pierre.-Diz Pierre tomando café- Sua irmã está na lua de meu, você não vai querer atrapalhar, não é?-Uma aflição brotar no peito congela de apreensão.
-Como sabe disso?-Pergunto preocupada.
-Jorge me falou, esse seu álibi para não está no crime, eu averiguei. -ele diz me analisando. -pra ser sincero sei tudo sobre a sua vida.
-Como assim?-Pergunto já sabendo a resposta.
os comunicadores necessários para vivemos, também nos prende a Zelândia a fazendo monitora toda a nossa vida. O que é bom pois ela sabe sobre todos os crimes e informa aos maltas ou soldados.
Mas as pessoas com dinheiro podem comprar nossas informações junto a eles, permitindo que soubessem qualquer coisa da sua vida.
-O que você tá fazendo aqui?-Ele pergunta curioso.-Você largou uma vida bem promissora para trás.
-Motivos maiores.-digo me enchendo de café para me entreter.
-Quais motivos, garota?-diz Pierre me encarando
- Por que quer saber da minha vida?-Pergunto curiosa.
- Por que você é interessante.- a fala me deixa um pouco sem jeito, lembrava o quanto sonhou ser interessante para Pierre, a o longo da sua adolescência, mas infelizmente agora era alvo dele.
- o que te interessa?-digo simpática sem motivo aparente.
- bem, uma jovem que era viciada em drogas, que é ex de um soldado promissor da Zelândia, quer deseja se tornar psicóloga , o curso mais difícil para que não é da Zelândia, de repente decidi largar tudo, para voltar para cá, tem uma Mãe cega e uma irmã que acabou de casar e outra de cinco anos, e esse idiota que você chama de irmão. Ainda por cima tem um caso com Jorge, e bate em mim para salvar o seu irmão, não é todo dia que eu vejo uma história dessa, eu gosto de boas histórias.-Ele fala entretido.
-vim cuidar da minha família.-digo com o mesmo tom que ele usou.- minha irmã tá grávida, e minha mãe desenvolveu cegueira nos últimos três anos e tem uma filha de cinco, e o meu irmão é um sem rumo, Por isso eu estou aqui, vim ajudar eles.
-você não tem que se sacrificar por ninguém.-diz Pierre como se fôssemos amigo próximo -você não pode jogar tudo fora por causa de outras pessoas.
Um sorriso escapa do meu lábios, já estava preparada para ouvir, os elogios pela sua atitude, como qualquer pessoa normal faria.
Mas Pierre não era normal, ele fazia parte das engrenagem mais importantes do sistema, ele não olhavam motivos, apenas atitudes que cada um tomava e caso fosse ruim, ele fazia cada um pagar.
-E isso que pessoas normais fazem, largam tudo por quem amam, você séria capaz disso, Pierre?-Ele é surpreendido pela pergunta e ele voltar a sorrir.
Nos encaramos por alguns segundos, mas agora não sentia medo, podia enxergar através dos seu olhos uma admiração.
- já ouviu alguma das minhas histórias?-ele pergunta já sabendo a resposta.
-sim.- digo tentando não demonstrar que era uma de suas maiores fãs.
- acho que você vai gostar dessa.-ele se servi de mais café, me fazendo desconfiar de um possível vício, e assim ele começa a narrar.
"Bem, Eu me formei na escola da minha família com 16 anos, e a partir daí já comecei a trabalhar e construir uma carreira bem promissora até os 19 mais ou menos.
mas então eu recebi a oferta de um trabalho pelo meu pai eu ira receber uma fortuna de quase 2 milhões de bit. E como aquelas pessoas não estavam na lista negra, para matá-las custo seria mais alto.
Para aquele trabalho, eu e mais três homens teria que matar todos de uma pequena Vila de uns 400 habitantes lá pro lado da Índia, só porque eles fizeram um linchamento de um estuprador, que Abusou de uma menina de 13 anos. Mas como esse cara filho de um grande fazendeiro, ele nos fez uma boa proposta.
Eu desci par essa vila ,mas no meio do caminho eu acabei comendo aquelas comidas porcas da Índia, e todos nos passamos mal e pra piora chegando perto da vila, capotamos o carro, somos socorrido pelas pessoas da vila, eles eram simpáticos e cuidaram de cada um de nós.
Eu fiquei aos cuidado de uma jovem, na verdade a mesma menina que foi violentada. mas ela é tinha algo estranho.
Ela era um anjo comigo, fui tratado melhor por ela do que em toda a minha vida por todas as mulheres que conheci, nem minha mãe eram tão boa assim comigo.
ela era simpática, cuidadosa, engraçada, aquilo me deixou confuso, então eu perguntei para ela por que me tratava tão bem.
Ela disse que ia se matar e que queria entrar no céu.
Então lhe perguntei como você acredita em Deus.
Ela disse que era a única coisa que ela podia fazer, já que toda vila ia morrer por conta dela, e a partir daí ela me explicou realmente o que realmente aconteceu no estupro.
O relato mexeu comigo e fiquei com pena e também quis agradecer por tudo que ela fez por mim,
contei para ela o que a gente veio matar eles.
Ela foi avisar a família dela, e consequentemente a vila inteira ficou sabendo , eles matou os três homens que vieram comigo, apenas me pouparam a pedido da jovem, eu lhe pedir para que eles fugisse para mais longe possível.
Mas os eles não quiseram, me disse que morreriam ali em família e no seu lar, eles me enviaram junto com alguns homens para levamos as crianças para um lugar seguro.
Meu pai logo descobri o nosso fracasso, e envio o meu melhor amigo para esse serviço, havíamos crescido juntos, como irmão, um ajudando o outro, Mas nos formamos e cada um foi para um lado.
ele liderou o massacre naquela Vila, depois eles vieram atrás da gente, e nos encontrou, então nós dois tivemos a brigar mais épica que eu já estiver ,em uma cidade inabitável indiana que era quase uma floresta, eu queimei a cara dele, eu perdi mais queimei a cara dele, depois ele me jogou de uma ponte de dois metros de altura me quebrando todo.
A equipe deles haviam matado todos e só ficou vivo eu e a garota, e ele nos levar ao meu pai e ao pai do estrupador.
Ali eles me torturaram de formas bem criativas, mas aquilo não foi o pior .
depois ele estupraram Aquela Garota durante horas na minha frente, tiver que ouvir ela agonizar, enxergar a expressão de sofrimento em seu rosto, e não puder fazer nada, estava amarrado e sem força, e ai decapitaram a cabeça dela.
E meu pai me perguntou
Alguém vem te salvar ?
Ninguém veio minha mãe tava lá e não fez nada, meu irmão não estava ali, e meu melhor amigo me torturou e estuprou a jovem. Ninguém foi me salvar, a única pessoa que podia havia acabado de morrer, uma criança de treze anos.
Aquele foi o momento é que eu mais acreditei em Deus, porque eu tinha que acreditar que aquela menina encontrou um lugar melhor é a única coisa que eu poderia me consolar naquele momento.
Uma pessoa boa e que cuidou de mim como ninguém cuidou, uma criança morreu, porque eu fracassei, e sofreu mais do que deveria porque eu tentei salvar ela, ela tinha que está em um lugar melhor, era tudo que me eu conseguia acreditar , foi isso que eu pedir pra Deus, e se Deus quiser ela está.
A partir daí meu pai me vendeu como escravo, e passei alguns anos na África e vivi um monte dessas histórias que o povo conta hoje."
Pierre finaliza a narrativa, e a todo momento olhou no fundo dos meus olhos, e assustadoramente ele não mostrou nenhuma expressão, estava da mesma forma de como começou a conversar
Não consegui conter as lágrimas que a história me trouxe, uma angústia que eu nunca imaginei sentir pelo meu sequestrador me dominava. era como se ele não conseguia mas sentir dor, mas sabia que lá no fundo ele sente, mas só não consegue mais demonstrar isso.
- Por que me disse isso?
- sei lá, você me lembra essa história.-ele diz indiferente.- você me perguntou se eu seria capaz de fazer isso por amor, eu fiz, e não valeu a pena.- agora seu semblante mudou, agora eu pude ver ira seus olhos .-Apartir daquele momento eu me prometi duas coisas, que lutaria por Justiça e não ia deixar que ninguém que me ama morra. Infelizmente alguns momentos eu não consegui manter essa promessa, mas eu te garanto, que se alguma coisa acontecer com o modric ou com a minha Nancy, eu vou decapitar todos aqui presente sem nenhum pingo de Piedade.
Agora eu sentia pena dele, nunca que suportaria passar por aquela situação e a dor que me causaria. Sempre acreditei que ele fosse intocável e indestrutível, mas não, ele também tinha seus fantasmas.
- não foi culpa sua, você só tentou salvar ela.-digo tentando consola-lo.
- mas eu não salvei, mas pelo menos me vinguei , só meu pai e o filho da puta da do Henry estão vivos, o restante estão mortos.
-Henry Van gal.-digo me lembrando de um dos Mercenários famoso, ele era um máquina de matar, e não importa quem fosse, ele havia matado muitos aniquiladores ao redor do mundo.
-Exato, eu so não mato ele, por que ele bate em mim.-ele diz sem um pingo de vergonha.- mas o resto eu matei todo mundo.
- aliviou alguma coisa?-pergunto emotiva.
Ele me encarar com pesar, e tive a resposta atraves do seu olhar de que ainda carregava aquela culpa, Pierre erguer o olhar rapidamente e o sigo.
Adam vinha acompanhado de Aisha, eles sentam na cadeira restantes da mesa redonda. Conversamos um pouco, enquanto Pierre fazia o mesmo com Aisha.
- Jorge e Samantha estão brigados, mas Samantha disse que não terminaram.-diz Pierre servindo café para Adam.-Toma um cafezinho, pra relaxar.
-obrigado.-Adam beber o café atacando os biscoitinhos.-eu poderia conversar com a minha namorada.
-Só depois de você me explicar tudo que aconteceu. E nem adianta mentir pois eu estou muito bem informado sobre o caso, qualquer deslizes, eu atiro no outro braço.-fala Pierre com o mesmo tom que usou na conversa que tivemos.
Adam o encarar com medo, e para de comer.
-O que quer saber?
-por que fizeram isso?
-tenho um amigo chamado Mike, ele pegou o carro do pai dele sem permissão e fomos da um role, Ele não é muito bom no volante e aí ele acabou atropelando o Roger, o filho mais velho do senhor modric, bem ele disse que ia nos denunciar e então ... brigamos ele até deu trabalho na gente.
-na gente? Quantos?-interromper Pierre.
-Três, a gente bateu nele e pedimos para que não contasse pra ninguém, mas ele denunciou para Zelândia. O pai do Mike teve o carro aprendido pela Zelândia, ele bateu nele e o expulsou de casa, o que o deixou transtornado de raiva, ele acabou nós convencendo a invadir a casa do Modric, e nos vingamos de Roger, mas ele estava internado pela surra que levou e a mãe estava com ele, E só estavam seu Modric e a criança que resistiram, a gente até bateu neles e destruímos a loja, até os vizinhos aparecerem atirando, então fugimos.
-Como você foi capaz de fazer isso, Adam -Digo incrédula.-por que se meteu nisso?
-Ele é meu amigo, eu tinha que ajuda-lo.
-vocês invadiram e destruíram a casa de um homem e bateram nele e numa criança de onze anos e tudo isso por que atropelaram e espancaram alguém.-digo puta, e a fala de Pierre reverbera na minha mente. você não tem que se sacrificar por ninguém.
Levanto e lhe dou um soco no rosto e começo a esbravejar.
-Eu ia morrer por sua causa.-digo retornando ao meu lugar.-Depois de tudo que passamos com o nosso pai, você botar tudo a perde por conta de um amigo qualquer.
Ele fica em silêncio cabisbaixo, eu novamente voltei a chorar, e retorno ao meu lugar acompanhado pelo olhar de Pierre.
-Aisha, ver como está a situação do pessoal no hospital.-Ele diz ainda me encarando, tento secar as lágrimas ignorando os seus olhos sobre mim.
Aisha se retirar para um canto mais reservado e Pierre se volta para Adam.
-Foi a versão que eu ouvir mais cedo. Quanto a minha afiliada, vocês deram um chutes na cabeça dela, quebraram as costela da minha Nancy, ela tem onze anos. O que ela fez a vocês exatamente?-Adam não diz nada e seu rosto agora era de medo . Pierre agora demonstrava um ódio imensurável.-Eu vou fazer com que todos vocês sofram o dobro da dor que ela sentiu, isso eu garanto.
Olhos de Adam estava cheios de água, e o rosto lembrava tristeza, ele não devia ter feito isso, pensavam em vão.
-Me desculpe, eu me arrependo profundamente, por ter feito isso.
-Mas você tem que aprender, e pessoas só aprender com a prática, vamos brincar bastante.-diz Pierre sádico.
-você vai matar ele?-pergunto preocupada. Seu olhar raivoso se encontra ao meu.
-Eu acho que você entende agora, que morrer não é a pior coisa que pode acontecer com alguém.-Ele sorrir sacartico.-Agora você vai me dizer o papel de cada um no assalto, e especialmente quem bateu na Nancy e no modric.-diz se voltando para o irmão.
Pierre não tinha limite quando se tratava maltratar alguém, e o irmão seria vítima disso, todos ali presentes seriam.
Aisha retorna com um semblante pesado, ela vinha segurando as lágrimas, ela trazia notícias, e não queria ouvir quais eram.
-Pierre, A Nancy está morta.-diz a jovem se entregando ao choro.
Nota: vocês gostariam de ler contos sobre os feitos de Pierre Ferrari?
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