capítulo 30
Ellen Sandler
A ansiedade me torturava me fazendo esperar o meu encontro com Jorge no fim de semana, Já havia se organizado, junto a família para a minha saída, e a jovem que Jorge contratou já estava a par de tudo para cuidar da mãe, da irmã caçula e Cassandra que até estava disposta de saúde nos últimos dias, mas os seus homônimos nos colocava em uma montanha russa de sentimentos com brigas desnecessárias com a mãe, e aos choros sem motivo aparente.
Jade me atualizar sobre a situação de Adam diariamente e havia marcado uma consulta para segunda feira, aonde iria apresentar o tratamento para minha mãe, e para toda a nossa família.
John se matava de trabalhar em horas extras para poder nos ajudar, o que me deixava mal, já que infelizmente só tinha pegado uma faxina no condomínio durante toda a semana.
Na próxima semana, buscaria um trabalho fixo para poder ajudar de maneira incisiva e não nos fazer dever a Zelândia, o que destruiria a nossa vida por completo, nos tirando inúmeros benefícios que nos ajudar a se manter.
Finalmente o sábado chegou, após uma noite de sono desconfortável no quarto de Adam, já que Cassandra e jhon dormiam no meu quarto, pois eu não podia deixar uma cega e uma criança de cinco anos sozinho.
eu acordo de madrugada e me preparo para que jorge me pegasse as quatro da manhã.
A sua mensagem me informa da sua chegada, e assim me junto a ele em seu carro, em seu chevette azul que era incrivelmente bonito.
—Bom dia.—Jorge diz no momento da minha entrada.—Dormiu bem?
—Não.—Digo lhe dando um selinho.—Mas o dia vai fazer valer a pena.
—Tomara.—Ele diz dando partida no carro, com o seu sorriso magnético.
Jorge se vestia com uma jaqueta de couro e uma camisa branca por baixo , e uma calça preta e um tênis que não favorecia seu visual, mas ainda assim , estava lindo como um sonho.
Espero está a altura. Penso olhando para o meu conjunto de moletom azul claro, que me protegia do frio da madrugada, ele mal pode ver o meu biquíni, digo mentalmente.
Ao som de um rock pesado, vamos em silêncio até a saída da Cidade, ate que Jorge quebra o silêncio.
—Já foi a praia?—ele pergunta estranhamente entusiasmado.
—Não, minha família nunca teve dinheiro para isso.—Digo em meio a uma careta após estranha letra da música que tocava.
—que escolhe alguma música, eu tenho tudo que você quiser aí.
—música Latinas.
—eu vou colocar uma brasileiras, pode ser?—Ele diz já trocando a pasta de música no seu rádio.—Paguei uma fortuna por essas relíquias.—Ele diz entusiasmado colocando a música de um tal Nando Benny, e começando uma tentativa de cantar em português pateticamente e ainda por cima tentava consolidar a dança e o dirigir.
A cena era estranhamente engraçada e sexy, e logo me contagiou para tentar acompanhá-lo em meios as risadas que o momento Proposionava.
Assim seguimos a viagem em meio a as paisagens lindas e ruínas de cidades abandonadas, nós entretendo em meios as músicas, até uma delas me trazer uma curiosidade que eu ainda não havia me feito até agora.
—Trabalha com que?—Pergunto decepcionada por esquecer desse pequeno.
—Já disse, Ellen.—Ele diz esperando o tempo da música para então , cantarolar .—Não tenho carro , não tenho teto e se ficar por mim e por que gosta, no meu , lá lá lá lá lá lá do lepo lepo . —Ele diz com um sorriso estranhamente satisfeito.
—Tô falando sério?—digo um pouco contagiada pela sua animação.
Ele abaixa um pouco o rádio e foca novamente em mim.
—Trabalho com o meu tio, Vicente Baggio. Eu sou o gerente de logística de tudo que chega até a cidade.
Animação se vai quando raciocino o que isso significava, ele orquestrava tudo que chegava na cidade vindo dos Baggios.
—Ate drogas e armas?—Digo com frieza
—não isso, meu tio achar que eu não tenho cara pra lidar com esse tipo de coisa, então eu fico com o restantes, alimentos, remédios e eletrodomésticos ou qualquer coisa do tipo, é cuido disso.
—Ele confia bastante em você.
—Eu sou a pessoa a mais preparada pra esse cargo, ele meio que não tem escolha. —Ele diz sorrindo.—O que foi?
—Nada demais.—digo tentando afastar os meus pensamentos ruim.
—Ellen.—Ele diz colocando a mão na minha coxa.—pode confiar em mim, me fala o que houve ?
—Eu achei que você era um traficante de drogas, e que meu pai deixou uma dívida com alguns traficante.
—não se preocupe, eu não tenho nada haver com esse tipo de gente, e cuido da papelada e do dinheiro.
—você é bem inteligente, gostei.—digo o admirando.—Deveria trabalhar com pessoas melhores.
—Sabe com que seu o seu pai estava envolvido?—Ele pergunta curioso.
—Não faço a mínima ideia, eu havia saído da cidade, e não tinha muito contato com a minha família, e depois que voltei, nunca tocamos no assunto e também não fico a vontade falando disso.
—Deve ser horrível ver o seu pai, se matando aos poucos, ainda bem que você conseguiu se tornar essa pessoa sensacional que você é.—Ele diz com um olhar galanteador.
—Sabe o que é pior?—Digo o encarando, me questionando se falo ou não, mas decido confiar nele.—Eu ne tornei uma viciada em droga por causa dele.
—Sério?—Ele pergunta surpreso.—Como isso aconteceu?
—Eu tinha brigado com a minha mãe, eu estava muito triste , ele chegou todo noiado, e aí ele me ofereceu um cigarro de maconha, eu tinha treze anos, eu gostei, aí ele começou a trazer pra mim, aos poucos ele me ofereceu outros tipos de drogas, no meu aniversário de quartoze anos ele me ensinou a usar heroína, eu sabia que era errado, mas era o único momento que ele paraecia me trata como su sua filha usando com ele.
" minha mãe e a minha irmã parecia que me odiava. Ai teve um dia que ele chegou em casa bêbado e drogado, minha mãe não estava em seus melhores dias, eles brigaram feio, eu achei que iria matar ela e eu tive que entra no meio, ele me bateu e disse que nunca mais iria me dar droga, eu pensei que eu aguentaria, minha mãe ficou agradecida, meu pai ficou muito violento, e chegou a estrupa ela quando eu e os meus irmãos não estava por perto, eu não conseguia achar droga, por conta dos maltas que não me deixava vende droga pra de menor, eu cheguei a implorar de joelhos para ele me oferecer qualquer tipo droga, ele negou, no meio disso tudo minha mãe me acusar injustamente de tá trasando com o filho do vizinho que era casado, meu pai chegou e me espancou como nunca antes, minha irmã chegou em casa e impediu que ele me matasse, mas minha mãe não me defendeu, nem nada , meu irmão estava cagando de medo, era uma criança ainda, então eu percebi que precisava sair dali, se não iria morrer. Assim que eu melhorei um pouco fugir de casa, eu estava acabada e em abstinência, mais consegui chegar na minha vó, ela cuidou de mim, e logo percebeu que eu estava viciada, eu dei muito trabalho pra ela, e ela nunca desistiu, aí um dia finalmente e ela me internou em uma clínica, —finalizo a narração da história, e percebo os olhos dele impressionado.
—Você aguentou tudo isso, e algo desumano o isso você passou.—Ele diz prontamente me entregando uma garrafa de água que estava no porta luva—por que você ainda cuidar da sua família?—Ele diz quase me acusando de um crime.
—passei onze meses na clinica de recuperação, e lá eu fui me conhecendo, e fui muito bem tratada, me apaixonei na profissão de psicologia, aqueles profissionais me ajudaram muito, quando eu saí, descobri que meus Avós, se sacrificaram muito para que eu me curasse, e eu os tive como verdadeiros pais, meu pai morreu, e eu não estava muito bem resolvida ainda, briguei feio com a minha irmã. Os anos passou , e eu percebi que precisava me resolver com a minha família, eu vim cá para mim, acerta ajudei Cassandra com o casamento, eu planejava ir embora, duas semanas depois, mas aconteceu isso com Adam, meu desejo era deixa ele morrer, mas minha vó não desistiu de mim, eu não posso desistir dele, ele merece uma segunda, da mesma forma como eu recebi .
—Você fez por merecer, Ellen, será que ele fará também.—ele diz reflexivo.
—Espero que sim.
—Desculpa, Ellen, mas eu estou com raiva só de ouvir o que você disse, Eles não merecem você, como ela não percebeu que você era drogada e ainda tá preocupada com que você tava ficando, essa mulher é maluca.
—não dá pra abandonar a nossa mãe, Jorge, você sabe disso.
—não, Ellen, Eu não sei.—O tom desprezível me trouxe uma curiosidade.
—E a sua mãe, como ela é?—Digo bebendo mais um gole de água.
—Não quero falar sobre isso?—Ele diz com um olhar penetrante para a estrada.
—Depois de tudo que eu fale, eu mereço uma história triste, não achar?
—Não Sei, vai superar a sua.—Ele diz, eu o encaro com uma criança pidona.
—Agora eu quero saber.
—Tá bom.—Ele diz sem muito entusiasmo.—Vai ser a primeira Pessoa que vai me ouvir fala isso, então se sinta privilegiada.—Ele diz antes de começar a narrativa.
“Meus pais sempre tiveram uma relação fria, mas eu sempre gostei muito do meu pai, o problema é que um dia, quando eu tinha sete anos, eu passei mal, quando estava indo para escola, eu acabei voltando para casa ,Aí eu flagrei minha mãe, com um outro homem dentro de um carro, quando eu vi meu pai, eu contei para ele, E ele me disse que aquilo me tornava um homem, sabe o lado que eu tenho que escolher.
"no dia seguinte, no jantar , meu pai trouxe o homem que estava com minha mãe, ele estava amordaçado, minha casa estava cheia homens armados, ele começou a bater nos dois , eu e o meu irmão pediu para que ele parasse, mas formos imobilizados pelos homens dele, minha mãe estava desesperada, enquanto ele espancava ela, chegou uma hora que ele trouxe lá para perto de mim, eu pude ver as feridas do corpo dela e o rosto angústia e dor , ele me fez confessar o que eu havia dito pra ele, As últimas palavras dela foi me pedindo desculpa por eu esta vendo àquilo.”
Jorge se segurava para não chorava, mas a sua voz o denunciava a sua vontade, a única coisa que conseguia fazer era acariciar os seus cabelos, enquanto o meu coração apertava a cada palavra, mas desabei, com o final da história.
“Meu pai pegou um facão, e decepou a cabeça da minha mãe na minha frente. Ele pegou a cabeça dela pelos cabelos e me agradeceu por eu mata ela, e me mandou que eu me despedisse dela, Eu disse que amava ela , que era melhor mãe do mundo, ele soltou cabeça dela no chão, sem nenhum remoço, meu irmão tentou reagir contra meu pai e ele foi espancado. Eu só conseguia olhar a cabeça dela nos meus pés. Meu pai colocou a cabeça dela no meu quarto, ficou lá por uma semana. Eu vi a cabeça da minha mãe apodrecendo na minha frente.”
Lágrimas escorriam sobre a sua face, enquanto ele evitava olhar pra mim, mas eu já compartilhava aquela dor com ele e meu choro, era o dele. Eu não sabia o que falar. Nem sei ser era uma boa ideia.
—eu sou um idiota, eu estraguei o nosso final de semana.—ele diz tentando se recompor.
—Jorge, não faz isso, pode desabafar que estou aqui.
—você não é minha psicóloga.
—Como você lidar com isso?
—lidando, vivo a minha vida.
—Você tem contato com o seu pai?
Nesse momento, ele parece finalmente se liberta.
—Ele entrou na minha cabeça, eu não consigo sair disso, entende eu não sou nada sem ele, Eu escolhi ele, eu só serei alguém, se eu for igual a ele
—Isso não é verdade.
—Claro que é? Eu não sou um perdedor, depois de tudo, eu vou consegui ser quem eu nasci pra ser, eu vou assumir o lugar dele.
—Jorge, eu não sei como e a sua relação com o seu pai, mas eu acredito que você não queira ser igual a ele?
—Eu serei melhor que ele. Isso eu te garanto.
—Talvez você não tenha que viver em função disso.
—Eu não tenho escolha, não posso fugir do meu destino.
Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, Jorge encosta o carro, em uma
—quero que veja uma coisa.—Ele diz como se nada tivesse acontecendo. sigo seu olhar, é só assim consigo analisar a paisagem.
Tínhamos subido uma serra e a a beira da estrada tinha um mirante natural que dava de frente para o mar que já podia ser visto daquela altura, O sol no outro lado do mar dava indícios de que estava preste a nascer diante do horizonte.
—Que lugar lindo.—digo caminhando para perto da beira do penhasco.
—Sempre quis ver como seria o nascer do sol daqui, achei que você iria gostar.
—Eu amei.—digo com entusiasmo.
Os primeiros raios de sol surgem trás de nós lentamente no horizonte, pintando o céu com tons suaves de laranja e rosa. O mar se torna um arco íris repleto de cores deixava uma vista única.
—Isso é muito lindo.—Deixo escapar maravilhada era o nascer mais bonito que há havia presenciado.
—é essa a sensação que eu tenho quando eu te vejo.—Ele diz meigo no meu ouvido.
Me viro para ele e vejo outro espetáculo, a luz do sol reflete em seu rosto o deixando ainda mais lindo e seu olhar apaixonante, me desmontar. E avanço para lhe dar um beijo.
Nossos lábios se encontram e se completam perfeitamente, enquanto nossas línguas dançam de forma única, o beijo se encerram, me deixando com um olhar boba.
—Esse vai ser o melhor dia da sua vida.—Ele diz com um olhar acolhedor.—E uma promessa.
—Eu sei que vai ser.—digo, ele me dá um beijo na minha testa, e volta a apreciar o nascer do sol e eu faço o mesmo.
Esse foi o começo de um dos melhores dia da minha vida.
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