capítulo 15

Dentro do escritório de Pierre Ferrari que me esperava atrás de uma mesa.

-Agora assim está apresentável.-Ele diz se levantando e vindo em minha direção, me deixando apreensiva -Sente -se-Ele aponta para um dois sofá à nossa frente.

Chegamos ao sofá, enquanto eu analisava o cenário.

O escritório era minimalista , ele tinha uma mesa onde Pierre estava quando cheguei, o sofá do qual nos encontrávamos, uma mini geladeira. O local era escuro e tinha uma luz amarelada, que era incomum na região, o escritório ainda tinha algumas portas fechadas, aquele lugar deveria ser uma das suítes do antigo hotel pela arquitetura chique do lugar.

-O que desejar beber? Eu tenho suco e água, eu não gosto de refri, então nem pergunte.

-pode ser suco. -- Digo, ele busca uma garrafa de suco e me serve, e ainda trás uma tigela de amendoim brasileiros e uma vasilha de biscoito e coloca na mesa à nossa frente.

-Por que está sendo tão gentil comigo?-pergunto curioso observando ele organizar a mesa, e aí se voltar pra mim.

- Bem, A maioria das pessoas querem me matar.-Ele diz retornando ao sofá. -Eu posso contar nos dedos as pessoas que tentaria me salvar da forma que você tentou, eu tenho que dar valor a essas pessoas, não achar?

-Faz sentido. -- Digo provando do suco de goiaba, e engolindo os pensamentos bobos de que poderia estar interessado em mim de outras formas.

-Por que gritou?-Ele pergunta com um olhar doce que não imaginei que ele conseguia dar.

-Só não achei justo que você morresse. -- Digo sustentando o meu olhar ao dele.

-por que você acha que eu mereço viver?

-Só por que eu quero salvar o meu irmão, não quer dizer que eu concorde com o que ele faça, eu cuidava de crianças antes de vim pra cá, e tenho uma irmã de cinco anos ,e não tenho ideia do que eu faria se alguém matasse ela. Eu sinto muito, eu não imagino o que você esteja passando, por perder uma criança inocente dessa forma.

-Eu tô bem.-ele diz sorrindo. Ele claramente estava mentindo. -- A vida é assim, pessoas morrem.

-mas quando as pessoas morrem na sua vida, você começa uma vingança que destrói todos os envolvidos, principalmente você.-digo cautelosa lembrando de suas histórias.

- É só isso que eu posso fazer. Eu não me vingo, eu faço justiça é diferente. -ele diz um pouco impaciente, deixando a nítido que seria melhor não prolongar a conversa.

- Você vai aceitar o pedido do meu irmão?

- Poucas pessoas têm a honra de se salvar, e a Lara será uma delas.

-Isso não é justo, Pierre?

-Claro que não, justo seria que todos eles estivessem mortos.

-Tudo isso por dinheiro?-Pergunto atrevida.-Você diz que é uma pessoa justa, mas quer extorquir dinheiro, da gente?

Ele sorriu lindamente, mas por algum motivo aquilo me assustou.

-Os danos à loja de Modric foram de oitenta mil, e as despesas médicas de Roger, Modric e o da Nancy e junto com o enterro dela, foram de mais sessenta mil, esse dinheiro é pra eles não pra mim.

-Ao menos dá um pouco mais de tempo, por favor?

-Não quero. -- Ele diz plenamente. - Eles que se virem?

-E se eu pagar o dele, o que vai acontecer amanhã?

-Vai ter que pagar de novo, até dez cento e cinquenta mil.

-Isso é cruel, Pierre.

-Eu tenho esse defeito, desculpa, mas eu acredito que a sua família pode conseguir esse dinheiro.

-Minha família? Eu não consigo entrar em contato com a minha irmã que está viajando, sei lá pra onde, minha vó tá com o marido internado com câncer terminal, e a minha mãe é cega, eu e Adam nem olhamos na cara dos nossos outros parentes, só tem eu, Pierre. Eu tomo conta de tudo.-As lágrimas já não se importavam com o meu comando e caiam desenfreadamente.

-Eu dei a minha palavra, Ellen. Eu não posso voltar atrás, se você não consegue pagar, ele infelizmente vai morrer.

-Eu posso pagar. Eu só não sei se vale a pena. Eu vou jogar a minha vida inteira fora, eu só vim ficar alguns meses, eu tenho uma vida pra viver, eu não só a porra de uma salvadora qualquer, que faz o certo, eu sou a mulher que vive a vida que ela quer viver.

Pierre se aproxima, e me dá um abraço, e eu apenas derreti em seus braços fortes e seu perfume de magnata.

- Você nunca vai se perdoa, por não ter feito o possível e o impossível para salvar a pessoa que você ama, você pode até viver tudo que você sonha, mas isso vai te assombra,e você terá que conviver com isso, agora você tem que decidir se vale a pena

Ele tinha razão, eu tinha a minha parcela de culpa, eu não fui a melhor irmã, que eu podia ser, foquei tanto nos meus problemas, que me esqueci que meu irmão precisava de suporte, para superar os traumas que o pai fez na nossa cabeça.

-Eu posso falar com o Adam?-digo com pesar por ter que sair dos seus braços.

-vou chama-lo.-ele diz mandando a ordem através da voz pelo comunicador.

Simultaneamente o meu comunicador tocar mais não era Pierre e sim uma ligação de voz de Jorge. Saio dos braços de Pierre e o atendo.

-Oi, Ellen, como você tá?

-Tô ótima.-digo que não queria colocar ele nisso, depois da surra que levou do Pierre, e pelo pressentimento de que a história dele com Samantha não havia acabado.

-Desculpa, eu estava na correria. Eu te mandei mensagem e você não respondeu, eu fiquei preocupado.

-Merda, eu nem vi, me desculpa, é que eu estava morta de cansaço, dormi a tarde toda, acabei de acordar.

-Imaginei, eu também tô louco pra cair na cama e dormir. Mas aqui quer que eu passe na sua casa, eu tô indo buscar um hambúrguer agora, se quiser eu levo pra você.

-Tentador, mas deixar pra outro dia, vou aproveitar um tempinho sozinho, tá?

-Claro. Qualquer coisa me ligar.

- Tudo bem, obrigado pelo carinho, beijo.

-- beijo. --h ele desliga a ligação, e retorno a atenção para o Pierre, que comia os amendoins de preciosamente.

-nossa que medo, você nem tremeu para enganar ele.-diz Pierre sorrindo

.

-Eu só não quero que ele se meta nisso, e aliás foi desnecessário o soco que você deu nele.

-Ah para, ele que veio falar merda.

-ele não falou nada demais, ele só disse a verdade.

-Quem disse que eu quero ouvir a verdade. -- Ele fala como se fosse uma ofensa.

-Você tem um ponto. -- Digo sorrindo.

-Gosta dele? -Ele pergunta sereno.

-Você acha que eu gosto?-Digo curiosa.

-Não te conheço pra achar nada sobre você, Só tome cuidado tá?

-Eu deveria tomar cuidado com você?

-- muito. -- ele me diz sorrindo.

Nosso olhos se encontram, o seu olhar me fazia viajar para o passado onde tudo que queria era ser sua garota que ele iria proteger dos seus inimigos, no tempo em que meu único desejo era ser dele, e agora isso parecia real, e não queria que acabasse, só queria que ele me agarrar-se e me tomasse para si, e para minha felicidade, os seus olhos queimavam de desejo ao contemplar cada parte do meu rosto, ele não se contém e sua mão acariciar meus rosto como se fosse a coisa mais delicado que já havia pegado, e me derreto em seu toque e foco apenas em seus lábios carnudos que guardava aquele sorriso apaixonante.

De surpresa, ele passa sua mão em seu quadril em direção ao seu colo, e me jogo sobre ele, e meu pedia que ele me devorasse, e ele finalmente atende o meu pedido. E avança e antes que nossos lábios tocassem o destino prova mais uma vez que me odeia, e aqui está a prova.

-Sr. Pierre. -- Uma mulher entrou na sala. -- O Adam está aqui.

Saio de cima dele antes de que o irmão entrasse. Pierre acena positivamente e Adam entra na sala.

-Entendeu por que eu quero matar ele. -- ele diz com cara de mal.

-Não fala assim. -- digo rindo da cara dele.

Ele quer matar meu irmão, né. O pensamento lhe traz a realidade.

Por que toda vez que eu vejo ele, eu esqueço que ele a qualquer momento pode me matar. A voz de Adam me traz a tona.

-Ele vai pagar a parte da Lara. -- pergunta aflito.

Ele estava acabado, o rosto estava inchado, e olhos vermelhos provavelmente de tanto chorar.

-O que você fez com ele?-digo com perplexa pra Pierre.

-A gente estava se divertindo. -- ele diz marrento.

-responde a pergunta, Ellen.-pede Adam ignorando a minha preocupação.

-Não.-digo vendo seu rosto se entristecer e se o desespero surge, ele se joga aos meus pés, em prantos.

-Diz que você pode pagar pra ela. Ela não pode morrer. -- Ele faz uma pausa e olha disfarçadamente ao redor, e diz sem emitir som. -- Ela está grávida, não diz nada. Só salva a gente

O espanto é visível em meu rosto, me deixando aérea.

Essa menina vai te um filho, meu Deus, eu não posso deixar ela morrer, eu nunca vou me perdoa.

-Eu pago. -- digo com uma voz trêmula de choro, mas que traz alívio ao olhar de Adam.

Pierre me olhar com aprovação, mas ele logo focar no comunicador e me enviar o código para o pagamento.

Isso é culpa dele. Penso lembrando de Pierre não tem um pingo de empatia, mas só podia agora fazer a transferência.

-- feito. -- digo sem muito entusiasmo.

-Eu te amo, irmã.-ele diz aliviado beijando a minhas mãos.-você não vai se arrepender.

-- Certinho. -- diz Pierre firme.

-- Pierre. -- Aisha entrou no escritório.

-O meu bem, como é que você tá?-ele diz a abraçando.-Dormiu bem?

-- Sim. -- diz dengosa.

Esses dois se pegam. Penso só agora me tocando, ele sempre tratava ela, com um cuidado maior do que os demais, como não percebi isso, merda desisto de homem.

A mulher estava bonita, em um vestido solto verde, e os cabelos liso soltos, não estava desarrumada como de manhã, já que devia ter acordada correndo para lidar com o assalto.

-A jantar tá pronta, tá.-ela diz saindo do abraço dele , e passando a mão no peitoral dele.

Que piranha essa aí? A mente pensa sozinha.

-já estamos indo. Levar o Adam para cela. -- ele diz para mulher que trouxe Adam , ela a obedece. -- Ellen, vamos jantar lá embaixo.

-Posso conversar com você rapidinho?-Peço sem muita convicção.

-- Claro. -- Ele acena positivamente, e olha para ela -Pode ir na frente.

E assim ficamos sozinho novamente, e Pierre volta para mim.

-Precisa de mais alguma coisa?

-Amanhã eu terei que pagar você novamente, e eu não tenho dinheiro para os dois, e o pai dela não tem nem aí para ela, me dar um pouco mais de tempo, eu não vou conseguir pagar vinte mil pra você, e a minha família está quebrada.

-por que fez um casamento , então?-diz soberbo, mas sem espera a resposta, ele prossegue.- Faz o seguinte eu vou pensar no seu pedido e quem sabe eu posso alongar esse prazo uma ou duas semanas.

-vai ajudar demais. Obrigado. -Digo grata , e ele acena positivamente

-Ah, sua arma tá na recepção, na saída você pegar ela lá.

Assenti com um. Sorriso, e tentando não encara-lo demais, para não pula acima dele , e o ajudo a guardar os alimentos sobre a mesa. E saímos para jantar.

Ao chegar ao refeitório, só guiada por Pierre e me sirvo de uma comida simples, e sento entre Pierre e Aisha que não pareceu se importar com a minha presença entre ela e Pierre.

Após o jantar, os maltas conversam entre si, e suas panelinhas, Pierre havia saído deixando eu a sós com Aisha.

-vocês dois namoram?-Perguntou a com minha delicadeza de princesa.

-- Oi. -- ela diz assustada. -- Tá falando do que? Eu e o Pierre? Não , tá doida, somos amigos, a gente se pega, mas nada demais.

-- Sei. -- afirmo sem muita confiança.

-Por que, a curiosidade?

-não, é que vocês têm química.

-um homem bonito daquele tem química com qualquer uma.-ela diz sorrindo

-Meia noite, pessoal.-Pierre anunciou de repente atrás de mim, me fazendo confirmar o horário no comunicador.-Sabe o que isso significa, mas gente vai morrer.-diz sádico.

- Quem não pagou?-pergunto curiosa.

-sabe o Mike, ele pagou, mas a irmã e a namorada não, agora eu vou matar as duas na frente dele.-ele diz com um entusiasmo assustador

-não precisa fazer isso. -- Digo sentindo empatia pelo rapaz.

-mas é justo, fazer o que?

-Você não é justo, você é cruel, isso sim. -- digo já me arrependendo da audácia.

-você pensar assim, isso não é ser cruel , cruel seria fazer o Mike escolher quem morrer. -Ele diz só depois se tocando que havia tido uma brilhante ie

Ideia. --é isso que eu vou fazer.

-Eu não disse isso?

-Tanto faz, você e Aisha vem comigo.

-Não, Pierre, eu não posso ir.- minto tentando fugir dali.-Eu não tô bem.

-Assim que é bom, quando você vê gente morrendo, você pensa ainda bem que não sou eu , aí você melhora rapidinho.-Ele estender a mão pra mim, Aisha já estava em seu lado.-vamos Ellen.-ele diz em um tom ameaçador.

Olha ao redor e todos me encaravam, e isto significa que qualquer pedido de Pierre era um ultimato , e não tem outra escolha, a não ser ir vê a morte mais um dos jovens.

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