Capítulo Vinte e Sete
Castiel starys:
Com cuidado, me afastei dele, observando como ele gradualmente voltava a dormir. Meu coração batia acelerado, ainda pulsando com a intensidade do súbito contato entre nós. Era como se tivéssemos mergulhado em um momento de intimidade que nos ligou de maneira mais profunda do que nunca.
Enquanto o observava descansar, mergulhei em reflexões profundas sobre a intensidade da conexão que compartilhávamos. Minha mente e meu coração travavam uma batalha interna. Estava claro que, se eu seguisse apenas o meu coração naquele momento, poderia facilmente quebrar a promessa que fiz a Isis: cuidar dele sem me apaixonar nesta vida.
Foi um dilema interno difícil de enfrentar, pois os sentimentos que cresceram em meu peito eram poderosos e inegáveis. No entanto, eu sabia que minha prioridade era protegê-lo, ajudá-lo e, acima de tudo, garantir sua felicidade, mesmo que isso significasse suprimir meus próprios sentimentos.
Assim, com um suspiro profundo, eu me concentrei em manter minha promessa e resistir à tentação de me deixar levar pelo amor que crescia entre nós. Era um desafio que eu estava determinado a superar, mesmo que isso significasse enfrentar minha própria tormenta emocional.
Me sentei na cadeira ao lado da cama, buscando recuperar a calma após o que tinha acabado de acontecer. Meu coração ainda estava agitado pela intensidade do momento. Ajeitei-me na cadeira, tentando acalmar minha mente e minha respiração.
No entanto, a tranquilidade gradualmente tomou conta de mim, e, sem perceber, acabei adormecendo sentado na cadeira. Era uma sensação estranha, mas a exaustão emocional e a paz que se seguiu ao turbilhão de sentimentos me permitiram encontrar algum descanso naquele momento de sono improvisado.
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Dessa vez, mergulhei em outra lembrança, uma lembrança repleta de romantismo. Encontrei-me sentado em uma grande mesa, com Shushu à minha frente, seus olhos brilhando com uma ternura profunda, como se o mundo inteiro desaparecesse e só existíssemos nós dois. Cada detalhe da cena era nítido e carregado de emoção.
Com um toque de nostalgia, recordava a forma como nossas mãos se tocaram pela primeira vez naquela noite especial. O brilho suave das velas iluminava o ambiente, criando uma atmosfera íntima e acolhedora. Conversamos por horas, compartilhando nossos sonhos e segredos mais profundos, enquanto a paixão entre nós crescia.
E, então, em um momento de pura magia, nossos lábios finalmente se encontraram em um beijo apaixonado, selando nosso amor de maneira inesquecível. Era como se o tempo tivesse parado naquele instante, e o mundo inteiro desaparecesse ao nosso redor, deixando apenas a promessa de um amor eterno. Era uma lembrança romântica que permaneceria viva em minha mente para sempre.
Shushu se afastou, deixando um doce sorriso em seus lábios enquanto seus olhos continuavam fixos nos meus. Com carinho, ela passou a ponta dos dedos pelo meu rosto, como se estivesse gravando cada traço em sua memória, aquele momento mágico e repleto de amor. Era como se o mundo inteiro tivesse desaparecido, deixando apenas nós dois e a promessa de um futuro juntos. Era uma lembrança que aquecia meu coração toda vez que a revivia.
Este foi o nosso primeiro jantar romântico, uma surpresa organizada por ela. Era evidente o carinho que ela havia colocado em cada detalhe daquela noite. A ideia de Shushu havia sido uma bela surpresa para mim, e eu estava verdadeiramente encantado com o gesto dela.
A atmosfera estava impregnada de romance, e aquele momento especial representava o início de nossa jornada juntos. O brilho em seus olhos enquanto ela me surpreendia com tanto cuidado e amor era algo que eu guardaria para sempre em meu coração. Era o começo de algo belo e significativo, uma lembrança que me acompanharia por toda a vida.
Nossa mãos se entrelaçaram, criando uma conexão profunda entre nós.
— Quero que saiba que vou te amar até o fim dessa vida — ela disse, com os olhos brilhando com emoção.
Aquelas palavras carregadas de amor ecoaram em meu coração, deixando-me sem palavras. Era um compromisso sincero e profundo que nos unia, uma promessa de amor eterno que eu sabia que ela cumpriria com todo o seu coração. E naquele momento, senti-me verdadeiramente abençoado por ter alguém tão especial ao meu lado, alguém que amava com tanta intensidade e sinceridade. Era uma lembrança que aqueceria meu coração em todos os momentos de nossa jornada juntos.
Mas então, a lembrança mudou, e me vi confrontado com o momento em que me forcei a ignorar a dolorosa realidade de que um dia ela partiria, e eu continuaria sem tê-la ao meu lado. Nesse instante, a minha chave encantada brilhou intensamente, como se estivesse reagindo às emoções conflitantes que tomavam conta de mim.
A luz intensa da chave continuou a iluminar a lembrança, destacando o peso da minha decisão de me proteger da dor da perda. Era uma lembrança que me fazia lembrar da escolha difícil que eu teria que fazer, a decisão de me afastar da vida dela por três mil anos, uma separação injusta que a faria sofrer repetidamente.
Enquanto eu me debatia internamente para mandar a lembrança embora, senti meu coração doer e acelerar ao mesmo tempo. No entanto, nada parecia mudar a cena diante de mim, onde a minha versão na lembrança tomava sua decisão sem pensar duas vezes. Ele pegava a chave e murmurava as próximas palavras, e eu podia ouvir uma tempestade se formando ao longe.
Na lembrança, eu observava Shushu treinando com sua espada, seus movimentos rápidos e precisos contra os bonecos de madeira ou os cavaleiros que ela selecionava para enfrentar. Era uma cena que mostrava sua força e determinação, uma lembrança dolorosa que eu estava prestes a reviver.
Tentei me afastar da lembrança, mas das sombras emergiu a minha versão naquela cena. Ela acenou para Shushu, que sorriu ao se aproximar, seus olhos brilhando com alegria. No entanto, ela percebeu que a minha chave estava brilhando intensamente e ergueu uma sobrancelha, mostrando surpresa em minha direção.
Antes que Shushu pudesse reagir, a chave brilhou com uma intensidade impressionante, e uma magia avançou em sua direção. Ela congelou no lugar, a lâmina da espada ainda firmemente segura em sua mão. Então, com um tremor violento, a espada caiu de sua mão, e ela me olhou horrorizada.
A lembrança se desenrolava diante dos meus olhos, e eu me sentia impotente diante do que estava prestes a acontecer. Era uma lembrança que me fazia reviver a dor da separação, o peso da decisão que eu tinha tomado naquele momento. Sorri na direção dela e contei o que havia feito, e seu horror imediatamente se transformou em raiva. Ela desferiu um soco em meu estômago e, em seguida, um chute doloroso na região do meu saco.
A dor foi aguda e intensa, e eu me curvei, sentindo o impacto dos golpes. Era como se a lembrança estivesse me punindo pela decisão que havia tomado naquele momento, relembrando a consequência de meu sacrifício. A dor física era uma representação do sofrimento que eu havia causado a ela, e eu aceitava a punição com resignação, sabendo que era parte do preço que eu tinha que pagar.
Ela gritava comigo, perguntando como eu pude fazer algo daquele tipo. Eu queria explicar, mas ela me ameaçou com sua espada e me pediu para me afastar. Olhei para ela, me sentindo perdido e confuso, sem saber como lidar com a situação, mas acatei seu desejo.
A distância entre nós cresceu, e eu pude ver a dor em seus olhos, misturada com a raiva e a confusão. Era uma lembrança que me fazia sentir o peso da minha decisão e a consequência de minhas ações. Mesmo que eu tivesse agido com boas intenções, não podia negar o impacto que tinha tido sobre ela. Era uma lembrança que me deixava com um sentimento de tristeza e arrependimento, mas também com a certeza de que tinha feito o que achava ser o melhor naquele momento.
Me afastei do castelo com o coração pesado e partido, carregando o fardo da lembrança que me assombrava. Foi nesse momento que os outros guardiões surgiram diante de mim, agindo rapidamente para tomar minha chave. Em questão de segundos, fui detido e levado para enfrentar um julgamento.
O destino que me aguardava era incerto, mas eu sabia que enfrentaria as consequências das minhas ações. A tristeza e a dor me acompanhavam enquanto eu era levado, uma lembrança vívida do preço que eu havia pago por minhas escolhas naquela lembrança dolorosa.
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Abri os olhos e olhei para Mauro, que dormia calmamente ao meu lado. Senti as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, a lembrança ainda fresca em minha mente. Um sentimento de arrependimento e tristeza tomou conta de mim, e eu me culpei por ter agido daquela forma naquela lembrança.
As lágrimas continuaram a cair, e eu me senti inundado por uma mistura de emoções intensas. Quis me bater, querendo de alguma forma punir a mim mesmo por minha tolice naquele momento. Como eu pude ter tomado uma decisão tão dolorosa? Era uma pergunta que ecoava em minha mente, e eu lutava para encontrar uma resposta que pudesse acalmar a tempestade de sentimentos que rugia dentro de mim.
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Gostaram?
Até a próxima 😘
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