Capítulo 09

Lindsey

Assim que Levi sai, me deixando a sós com sua nonna, acabo soltando um suspiro resignado. Uma hora ou outra, esse momento chegaria.

— Sra. Martinelli — pigarreio. Tratei-a de modo formal, não sei se ainda me permitirá chamá-la de nonna. — Antes de qualquer coisa, eu gostaria de me desculpar... — sei que Levi falou que ela não me julgou e que não me culpa, porém, me sinto melhor assim.

Ela nada diz, acompanho em silêncio, enquanto se aproxima da cama, senta-se e faz um gesto para que eu faça o mesmo. Quando me acomodo ao seu lado, enfim, ela fala.

— Você não está em julgamento aqui, criança. E muito menos teve sua integridade questionada — ouvir isso vindo diretamente dela, traz uma sensação de alívio e faz meu coração dar um salto dentro do peito.

Emocionada e mexida demais com o turbilhão de situações que vivi durante esta tarde, não só pelo episódio com Pietro e posteriormente com a mãe de Levi, ainda passei pelo sentimento de culpa e rejeição por ter sido tão ingênua e a terrível sensação de perda se instalou em mim, somado a tudo isso, teve Levi com todo seu cuidado e carinho, me mostrando o quanto se importa comigo, de tudo, seu gesto foi o que me deixou mais fragilizada, eu estava preparada para enfrentar sua fúria, mas a sua compreensão foi demais para mim. E agora, aqui com a nonna, não resisto e me entrego a um choro convulsivo. Não mais por toda tragédia que vivi, mas sim por todo amor e acolhimento que sinto vindo deles.

Ela abre seus braços para mim, permitindo que eu use seu corpo como apoio e alento e seu gesto causa em mim uma sensação de casa de mãe. Meu peito arde de saudade daquela que sempre foi meu porto seguro e choro mais ainda.

— Chore criança, coloque para fora tudo que estiver angustiando seu coração, deixe ir tudo... — ela alisa meu cabelo e costas enquanto fala. — Mas quando estiver recomposta e sairmos por aquela porta, quero ver a mulher forte e determinada, que o mio ragazzo escolheu para viver ao seu lado.

Mais calma, me afasto, ela apenas me olha atentamente e numa voz calma, pergunta.

— Antes de tudo, quero saber como está se sentindo?

— Estou bem, obrigada. Agora estou muito bem.

— Isso é muito bom, de qualquer forma vou pedir que Levi a leve até o consultório de Lorenzo amanhã, não faz bem a minha bisneta que a mãe dela sinta tantas emoções.

— Bisneta? — pergunto não entendendo nada.

— Sim, será uma linda bambina — leva uma de suas mãos até minha barriga e afirma com convicção e um sorriso terno. — Não pergunte como eu sei, só sei e que Dio ajude o mio bambino, possessivo do jeito que é, terá muitos surtos.

— Ele vai ser um pai incrível — falo com um sorriso, enquanto enxugo o rosto.

— Claro que vai — ela suspira. — Figlia, Julianna me contou o que houve e como Francesca a tratou quando chegou da villa e também vi as fotos.

Envergonhada e triste, abaixo a cabeça. A tristeza transformando-se em raiva e em tristeza novamente, em seguida murmuro.

— Sinto muito, realmente, eu... Pietro...

— Não vamos falar do que houve na villa, o assunto que me trouxe aqui é outro — faz uma pausa, sua expressão ficando carregada e com o franzir do cenho, um vinco de expressão surge entre seus olhos. — Também não vou falar do comportamento lamentável da minha nora e do Pietro se prestando a esse papel, apesar de ser vergonhoso um membro de minha família agir assim, mas, com eles me acerto depois — mais uma pausa e desta vez, ele pega em minhas mãos. — Não a culpo por ter saído da forma que saiu, contudo, como experiência própria, digo que deveria ter procurado seu noivo para conversar.

— Eu tive medo...

— Imagino que sim, e não era para menos. Todavia, confie mais na inteligência de seu noivo. Achou mesmo que ele acreditaria naquelas fotos tão amadoras? Estava na cara que foram forjadas.

— Fui precipitada, fiquei com medo e envergonhada... Agi na emoção...

— No calor do momento agimos sem pensar, e creia-me, sei bem o que é isso, já fui jovem e impetuosa, sei como emoções conflitantes nos tornam surdas e cegas. Mas quando existe amor... Nada poderá separar, abalar talvez, mas separar não. Acredite nessa velha, não existe nada mais forte do que o amor verdadeiro. E eu vejo isso entre você e il mio ragazzo (meu menino).

Olho em seus olhos, as feições agora serenas, como eu queria ter essa certeza que ela tem. Amor verdadeiro, como se isso fosse possível para mim. Sempre soube que minha relação com Levi era apenas sexo, este encobriu as brechas, mas não era suficiente e isso ficou muito claro hoje. Estava decidida a dar um basta, mesmo o amando com toda minha alma, acho que mereço mais.

Contudo, suas palavras me desmancharam e aquilo que imaginei se mostrou errôneo. Com seu carinho, e sobre tudo, suas palavras sinceras, me fizeram sentir que vai além de sexo seus sentimentos por mim, mas amor? Saio do transe em que estava e percebo que ela me olha com expectativa, espera uma resposta minha.

— Infelizmente está errada — sinto um aperto no peito com o que vou dizer. — Eu amo seu neto como nunca pensei ser possível amar alguém e sei que ele tem muito carinho por mim, mas não me ama. Não como o amo.

— Criança tola, não a culpo por pensar assim, e não enxergar o que está diante dos seus olhos. Talvez não acredite nas palavras dessa velha, ou talvez até já saiba, só não se deu conta ainda, mas, o tempo se encarregará de mostrar que tenho razão. Só não demore muito a perceber ou perderá o melhor de tudo.

— A senhora...

— Calma criança, logo saberá e não serei eu a forçá-la a ver o que não quer.

— A senhora é uma mulher sábia — pronuncio resignada, amor? Será? Sinto meu coração disparar.

— Sabedoria é algo que vem com o tempo e a minha veio com a idade, quem me dera meus dezoito anos com a maturidade de hoje, com certeza eu iria tocar o terror e deixar mio padre mais careca do que já era.

Sua última frase foi como um bálsamo, quebrando a tensão de momentos antes e acabamos caindo numa gargalhada gostosa.

— Não consigo imaginar a senhora fazendo isso...

— Ah, se eu já era terrível como uma tola, imagine com sabedoria...

Neste momento ouvimos uma batida na porta e em seguida Levi entra, alto e lindo, os olhos perspicazes em direção a mim, o sorriso discreto nos lábios fazendo meu coração saltar dentro do peito mais uma vez e pensar em amor... Seu amor por mim. Mas então ele abre a boca, fazendo graça, me fazendo passar uma enorme vergonha e como tudo ainda pode piorar, quando a nonna termina a frase de que servirá logo o jantar, meu estomago faz um enorme barulho.

Logo estávamos todos no andar de baixo e a nonna foi logo orientando a Nacy para que mandasse servir o jantar.

— Não vai esperar os outros chegarem para o jantar? — perguntou Kiara com a voz enfadonha. — Está adiantando o horar...

— Quer me ensinar a comandar minha casa, mio caro? — Kiara fica lívida, nada fala e a nonna continua. — Quando forem chegando vão se acomodando para comer, a refeição não vai fugir da mesa. E você fique à vontade para sentar-se à mesa no horário de sempre, não precisa nos acompanhar agora.

Depois de suas palavras, seguiu-se um silêncio pesado, que foi quebrado quando nos encaminhamos para a mesa.

O cheiro estava delicioso e eu agradecia mentalmente por ter tomado o remédio contra enjoo antes de descer.

Aos poucos, alguns familiares de Levi iam chegando e acomodando-se à mesa, tinha a impressão de que um ou outro me olhava estranho, tenho certeza que me culpam pelo incidente da tarde, meu noivo percebendo meu desconforto, apertou minha mão num gesto de apoio e sussurrou...

— Apenas nós dois, ou melhor, nós três importamos, você nunca estará só.

Sorri e mais relaxada, comecei a apreciar a refeição deliciosa, rindo e brincando com a Giulia que não parava de tagarelar. De repente, um arrepio passou pela minha espinha e uma voz raivosa atravessou meus tímpanos.

— O que essa desqualificada está fazendo aqui?

Eu respirei fundo tentando não ranger os destes, não permitiria que ela me tratasse da forma como fez mais cedo, nunca mais. Eu a encaro sem medo, porém, antes que eu diga algo, Levi e sua nonna se pronunciaram.

Mamma...

— Francesca, teremos uma conversa depois. Agora se retire — a nonna fala colocando-se de pé. A nossa volta um silêncio quase fúnebre se instala e até a pequena Giulia que falava sem parar está calada.

— É muita ousadia...

— Ousadia a sua atrever-se a aparecer em minha frente com a cara mais deslavada depois do que fez. Desapareça agora ou serei obrigada a lhe dar a lição que mio fratello não foi capaz de dar.

— A senhora me respeite que eu faço parte desta família, não vou a lugar algum e exijo que ela saia — olha em minha direção, seus olhos faiscando de ódio.

— Cale a sua boca que você não tem moral para exigir nada aqui. Enquanto eu estiver viva, quem dita como as coisas devem ser sou eu. Agora se retire que você não é bem-vinda para jantar conosco. Vá comer na cozinha, no seu quarto ou onde quiser, menos aqui.

Mamma, perfavore... — o pai de Levi pronuncia.

— Se estiver achando ruim, retire-se e vá fazer companhia a sua esposa. Porque aqui, ela não senta.

Giulia me abraça assustada, todos estão com os ânimos alterados, faço menção de sair, mas Levi não deixa.

— Você não sai daí — fala baixo, apenas para que eu ouça. Sua expressão é algo que só vi no dia que ele viu Caleb me segurando pelo braço, na noite de Ano Novo. Balanço a cabeça em afirmação para ele, que se levanta no mesmo instante.

Levi Martinelli

Com quase trinta anos de idade, e detentor de uma educação onde me foi ensinado a ser respeitoso com todos, ainda mais com aqueles que são meus genitores, eu me sentia no limite de jogar tudo para o ar e dizer umas boas verdades a minha mãe.

Tenho certeza que não tem dedo seu nesse lamaçal todo, mas a mão inteira. De outra forma, ela jamais teria aquelas fotos tão rápido em seu poder.

Olhando no rosto de Lindsey, que começou a ficar pálido, eu via o horror nos seus olhos, enquanto ela tentava vagamente aninhar Giulia com a cabeça apoiada em seu peito e uma mão em seu ouvido, impedindo que ficasse mais assustada com nossas vozes alteradas. Fui tomado por uma fúria quando ela tentou sair e assim que a impedi, me levantei.

Minha nonna está possessa e já determinou a saída de minha mãe do ambiente, mas antes disso, ela precisa ouvir algumas coisas de mim. Então assim que minha nonna termina de falar, eu continuo.

— Desde que soube do meu casamento, a senhora tem sido por demais, desagradável. Sendo ofensiva e deselegante não só comigo, como com minha noiva.

— Eu mostrei a você o tipo de mulher que arranjou com provas irrefutáveis.

— Provas fabricadas, com uma armaçãozinha de merda — digo enfurecido. — Acha que não conheço minha mulher? Que acreditaria em tamanho amadorismo, eu sinto informar, mas, a senhora não me conhece.

— Está enfeitiçado por...

— ESTOU APAIXONADO — grito exasperado. Olho para Lindsey e se antes ela estava pálida, agora parecia que não tinha nenhuma gota de sangue em sua face. Volto-me para minha mãe. — Mas não sou cego. E se a senhora não aceita minha mulher e meu filho, não precisa comparecer ao meu casamento, que você querendo ou não, vai acontecer. Casamento este que por mim faria bem longe daqui, mas em respeito a minha nonna, e, só porque minha noiva, a mulher que eu amo, resolveu ficar, será feito aqui. — ela me olha com escárnio, como se zombasse de mim.

— Vocês não vão dizer nada? São coniventes com isso? — pergunta aos outros que estão à mesa, como ninguém diz nada, ela se volta para sair.

— E tem mais... — digo e ela se volta para mim. — Nesses dias que ainda temos pela frente, fique longe dela, se fizer algo, se ao menos uma lágrima dela rolar por sua culpa, esqueça que tem um filho, porque eu, certamente, esquecerei que tenho uma mãe — minha mãe me olha horrorizada e sem mais uma palavra, dá as costas e sai acompanhada do meu pai. Antes de me sentar, completo. — O mesmo vale para qualquer um aqui — olho diretamente para Kiara. — Amar é uma decisão e eu resolvi amá-la. Aceitem de uma vez por todas.

Eu sentia meu coração disparado dentro peito, a impressão que dava era que a qualquer momento, ele saltaria para fora. Sentia-me triste por tudo, e até por deixá-la saber do meu amor desta forma. Não foi como eu planejei, mas paciência. Volto a sentar ao seu lado e enquanto tomo sua mão gelada e trêmula na minha, ouço minha nonna anunciar.

Lo spettacolo è finito, mangeremo di nuovo (o espetáculo acabou, vamos voltar a comer), andaimo...

— Espetáculo? Que espetáculo? — Mateo entra fazendo graça, acompanhado de Lourenzo, Mandy com o bebê nos braços.

O que veio a seguir foi uma verdadeira algazarra italiana, com todos conversando e gesticulando numa animação como se nada tivesse acontecido, enquanto o jantar transcorria, eu olhava minha noiva quieta, processando tudo que ocorreu, ela não comentou nada e nem eu.

Um tempo depois, depois da sobremesa, a nonna se despediu de todos, alegando que iria se recolher, Kiara saiu logo em seguida. Enquanto eu conversava com meus primos e irmão em um canto, peguei por diversas vezes o olhar de Lindsey sobre mim, ela está muito calada, de certo chocada com a revelação que fiz na frente de todos.

— Olha, tem uma foto da princesa Lind na internet — Giulia grita chamando a atenção de todos na sala.

Voltamos nossa atenção imediatamente para onde ela está e Mateo é o primeiro a chegar até ela.

— Deixe-me ver isso aqui princesinha... — diz com ar de riso. — Não é foto, é um vídeo. Mas antes vamos à legenda:

"Membro de famosa família da toscana leva um passa fora de desconhecida em frente à fonte que é considerada por muitos, local de encontro dos apaixonados."

Sinto um calor subir pelo meu pescoço, estou furioso e o stronzo do meu primo coloca o vídeo para rodar e todos se amontoam para ver. Vou para junto de Lindsey, a abraçando pelo ombro, no exato momento em que um coro de espanto ecoa no ambiente.

— Foi um belo de um, tapa, ragazza — tio Pepe fala com sua voz de barítono. — Passa de novo — diz sorrindo.

— Bateu nele? — pergunto próximo de seu ouvido.

— Sim... — responde em um fio de voz.

— Essa é mia bella — dou um beijo rápido em seus lábios. Viro para minha família e falo. — Não que eu precisasse, pois jamais duvidei da integridade e lealdade dela, mas esse vídeo foi bom para que vocês, caso ainda tivesse alguma dúvida, vejam que ela jamais faria algo assim. Agora se me dão licença, vamos subir para descansar.

— Lembre-se que o bebê já está pronto, não precisa caprichar nos detalhes — Lorenzo fala.

— Mandy, leve seu marido daqui ou vou quebrar a cara dele — o idiota fica sorrindo para mim.

— Mandy? — Lindsey pergunta, não entendendo o motivo de chamar Giovana assim.

— É um apelido porque quando jovem, ela era muito mandona e Lorenzo odiava, ainda a chamo assim para irritá-lo — ela apenas sorri da minha provocação infantil.

— Os deixe capricharem, primo, porque vai que a criança puxa a ele e não a mãe... — Mateo fala entrando na onda. — Afinal, o único lindão da família sou eu. Precisamos de uma nova geração lindões.

— Meu sobrinho fofo também é lindão — Julianna fala pegando o filho do nosso irmão nos braços. — Parem de implicância, os deixem ir descansar que o dia foi pesado.

— Descansar é a última coisa que eles vão fazer naquele quarto.

— Tio Pepe — Julianna exclama. Olho para Lindsey e ela está bem corada e tudo piora quando Giulia pergunta.

— E eles vão fazer o quê?

Não esperei para ouvir a resposta em meio às vozes altas que se seguiram à isso. Puxei minha noiva pela mão e quando adentramos o quanto, falei.

— Enfim sós.

— Enfim sós — ela repete, anda pelo quarto e para, virando-se para mim, o olhar preso ao meu, fico na expectativa do que dirá a seguir. — Aquilo que você falou lá embaixo, obrigada! Mas não precisava dizer...

— Lindsey, Lindsey... — solto o ar dos pulmões com força. — Conhece-me tempo suficiente para saber que eu não diria se não fosse a mais pura verdade.

Aproximo-me devagar, posso sentir seu corpo trêmulo e toda sua confiança através de seu olhar esmeralda.

O tempo parou a nossa volta, sedimentado pela harmonia do momento e eu me vi abraçado ao seu corpo.

— Diz de novo... — sua voz não é mais que um sussurro abafado devido ao seu rosto enfiado em meu peito.

Ela se afasta com cuidado, seu olhar novamente fixo no meu, como se estivesse tentando desvendar meus pensamentos.

Non solo ti voglio bene, come ti amo follemente — ela me olha confusa, não entendendo o que falei em meu idioma natal, trato de traduzir. — Não só te quero bem, como te amo loucamente.

— Ah, minha nossa, Levi... — sua voz falha. — Desejei tanto ouvir isso, tanto...

— Ti amo amore mio — repito. — Não sei quando, nem como aconteceu. Só sei que a amo com minha alma e quero você para o resto da minha vida se você me quiser.

— Claro que quero. Eu amo você.

Grazie a Dio. Quase me declarei para você naquela estrada, estava apavorado que você me deixasse, eu não permitiria que se fosse assim...

— E por que não falou?

— Falei... — digo. — Com outras palavras, eu falei. Não queria que me interpretasse mal e que achasse que só falei para convencê-la a voltar. Pretendia contar do meu amor, amanhã, em um passeio que programei para nós dois.

— Eu amo você e não importa como eu fiquei sabendo, o importante é que nos amamos e eu fui uma tola em ter fugido daquela forma.

Depois de suas palavras, eu a tomei em um beijo cheio de uma paixão compartilhada, com um desejo febril, quase incontrolável. Contudo, eu precisava cuidar dela. Quando nos separamos, a puxo para cama.

— Venha, vamos deitar juntos. Quero você junto a mim, precisa descansar, prometo ficar quietinho, apenas sentindo seu cheiro.

— Sem sexo? — pergunta.

— Nunca mais faremos sexo, mia bella. De hoje em diante apenas faremos amor, mas não, hoje não, precisamos de carinho nos braços um do outro.

— Tem certeza? — pergunta se esfregando em mim, dá um sorriso safado quando sente meu membro ereto de desejo, inconfundível, a pressionava-lhe o ventre. Ela começa a fazer movimentos sensuais, fazendo um gemido rouco escapar dos meus lábios.

Ela tem o poder de me deixar aceso com um simples gesto. Beijo o vale entre os seus seios por cima do tecido de sua blusa, em seguida brinco com seu mamilo sensível e desta vez é ela quem geme me deixando louco.

Mia bella, queria apenas cuidar de você — falei enquanto brincava com seu seio, numa exploração lenta.

— Faça amor comigo... — seu pedido rouco, enquanto passava suas unhas pelas minhas costas e mordia minha orelha, levou minha resistência embora.

Num gesto quase selvagem, arranquei suas roupas e as minhas, penetrando-a com intensidade logo em seguida. Sem preliminares, só o desejo profundo e cru de sentir um ao outro. Detive-me quando cheguei ao fundo, apreciando nosso contato.

— Oh... Por favor! — implora cheia de desejo.

Inicio uma sequência de penetração profunda, num vai e vem lento, a safada rebola embaixo de mim, me levando ao descontrole total e os meus golpes vão ficando cada vez mais fortes até que ela fecha os olhos, inundada de prazer, me apertando enquanto seu gozo vem forte.

Quando os abre novamente, o tom jade em seus olhos me deixa fascinado.

A imagem dela nua, enlouquecida, com seu corpo vibrando enquanto é atingida pelo orgasmo e os olhos brilhando de prazer, suada e sensual é um afrodisíaco para mim.

— Você... É muito perfeita! Amore mio, isso goze para mim — continuo com os movimentos intensos até que numa investida mais profunda, solto um uivo, quase animalesco devido à intensidade do prazer que me abate e sinto-me esvair em um gozo que me exaure as forças, caio para o lado e puxo seu corpo para meu peito, ela se aninha e com uma voz entrecortada diz.

— Obrigada por seu amor, por me entender e por passar por tudo isso por mim.

— Eu amo você, não agradeça por isso. Passamos por isso juntos e se necessário enfrento o que vier com o maior prazer — beijo sua testa.

Embevecido, eu a acariciava, aproveitando a calmaria que se seguiu e desejei que aquele momento nunca acabasse.

Tempos mais tarde, ela está profundamente adormecida. Exausta, pois com o fogo que tem, não permite que nos amemos apenas uma vez.

Pela fresta das janelas, a claridade ia adentrando o quarto, revelando o novo dia. Depois de tomar meu banho, troco de roupa e saio. Passo na cozinha para ver se Nacy providenciou tudo o que eu havia pedido, após verificar que está tudo certo, em seguida, saio da casa, por ser muito cedo, não cruzei com ninguém, todos ainda dormem.

Depois de percorrer cerca de 150 metros, chego ao meu destino. Passo pela entrada observando que nada mudou por aqui, os barris decorativos continuam do mesmo jeito que me lembrava.

Assim que adentro o local, me encaminho para a parte em que sei onde encontrar meu alvo. Assim que entro, o vejo de costas.

— Dante, leve a amostra ao laboratório e depois vá fazer o que pedi ontem — fala sem se virar, como fico em silencio, ele volta-se para a porta ficando lívido quando me vê.

Ora cerchiamo di risolvere i nostri conti, il tuo bastardo (agora vamos acertar nossas contas, seu desgraçado).

Continua...

Eita, eita, eita... Enfim saiu a tão esperada declaração por Lindsey e por nós também😍 O que foi aquela declaração na frente de todos? Uma explosão de emoção...

 Nonna, eu te amo... Essa personagem é muito porreta né gente? O que será que Kiara pensou ao ouvir Levi dizer aquelas palavras? Bem, ela não sei, mas eu amei...

Pela primeira vez o nosso casal fez amor ciente do que um sente pelo outro... tão lindo. Estou apaixonada por eles.

E o que foi aquele finallllll? Socorro... Quem será que Levi foi ver?

Espero que tenham gostado, não esqueçam das minhas estrelinhas... Um beijão carinhoso em cada uma e até o proximo capítulo.😍❤🌹

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top