Capítulo 2

Josh

— Pai, não pode fazer isso. Tenho me dedicado integralmente aos negócios da nossa família desde que era só um garoto. Investi muito tempo e energia aqui, em minhas férias da faculdade, acordei muitas vezes, enquanto ainda era madrugada e trabalhei até quando o sol se punha. Eu mereço isso. Sabe que quero muito assumir esse cargo — falo com irritação na voz, andando agitado pela sala.

— Sei disso meu filho — suspira e continua. — Mas essa filial é praticamente independente de todo conglomerado. Andaria praticamente sozinho, acha que está preparado? — meu pai indaga-me sério.

— Não me subestime Sr. Ferrell. Estou mais do que preparado e sabe disso — seguro seu olhar no meu. Puxo o ar para meus pulmões tentando me acalmar, me sentando a sua frente em seguida.

Não acredito que meu pai tenha dúvidas do meu potencial. Afinal, o que foram todos esses anos que investi aqui? Encaro sua postura austera, o que não condiz com seu olhar risonho.

— Meu filho, não leve-me a mal, tenho visto seus esforços na empresa e confio em suas decisões de olhos fechados, porém, as vezes, você tem um comportamento muito inconsequente lá fora — ele respira fundo. — E essa imagem não fica bem diante dos acionistas e investidores.

— Pai... — tento falar, ele interrompe-me.

— Não Joshua — altera um pouco sua voz. — Você sabe que fiz essa empresa do nada. Prezo por tudo que construí durante todos esses anos — olha-me atravessado. — Cada semana você aparece com uma garota diferente, pensa que não sei do loft que você mantém no centro? — diz olhando-me e continua. — Bebe de forma irresponsável, e, até de um racha de carros participou.

Olho para meu pai com os olhos arregalados. Como ele descobriu tudo isso? Sempre procurei ser muito discreto, evitando aparecer na mídia. Antes que eu pergunte ele continua.

— Sim, meu filho, eu sei de tudo que acontece com você.

— Isso aconteceu a quase um ano — digo, simplesmente.

— Isso é o tipo de coisa que não pode ser associado a ninguém de nossa corporação, ainda mais a um membro com cargo tão elevado. E uma vez exposto, não se esquece tão fácil.

— O que você quer que eu faça para dar-me essa chance? — pergunto resignado, não me dou por vencido.

Ele levanta-se e anda até o grande janelão atrás de sua mesa. Dou o tempo que ele precisa para responder minha a pergunta. Pela demora em falar, penso que ignorará o que perguntei, então volta-se para mim dizendo:

— Vamos fazer assim... — olha-me fixamente. — Tire suas férias como planejado e na sua volta, conversaremos novamente.

O encaro desacreditado. Não me agradou em nada essa proposta do meu pai, mas saberei dar um passo atrás, para dar três adiante depois. Com afobação não conseguirei nada, e se quiser realmente convencer o velho, terei que ser cauteloso, não cheguei onde estou agindo por impulso.

— Tudo bem, pai, mas não pense que desistirei, afinal sou seu filho — pisco para ele que imediatamente abre um sorriso relaxando a postura de momentos antes.

— O que pretende fazer? Vai viajar? — pergunta mudando de assunto e quebrando clima tenso de antes.

— Não! Prometi ao Sr. O'Malley que ajudaria com passeio de formatura do terceiro ano do Nudgee St Joseph's College — não sei o que deu em mim para aceitar essa proposta do Matt. Eu devia estar louco.

O Sr. O'Malley é pai do meu melhor amigo, o Matt, e também é muito amigo do meu pai. Sempre que possível, estão no clube de golf ou viajando juntos em família.

— Não sei se fico feliz em você ajudar o Gregory ou preocupado com todas as jovens que estarão nesse acampamento.

— Não é nada disso, vou apenas para fazer companhia ao Matt, o pai o intimou a participar esse ano, já que dois funcionários que faziam parte da organização ficaram doentes na última hora.

— Se você diz — fala com ar de riso.

— Pai, sou mulherengo, mas não pego menininhas  novinhas, tenho consciência das leis do nosso país — digo. — Agora vou indo, vim apenas pegar o documento da reunião de segunda e já estou atrasado para encontrar o Matt no clube — olho em meu relógio, e continuo. — Vai ficar até que horas aqui? A mãe não gosta quando trabalha no sábado.

— Também já estou indo — rir olhando a foto de minha mãe sobre a mesa, seus olhos chegam a brilhar. Nunca vou entender esse tipo de amor que os meus pais têm.

Ela sempre o apoiou em tudo, mas não abre mão dos fins de semana em família. Isso para ela é sagrado. Ainda olhando a foto ele diz.

 — Não quero problemas com dona Olivia — olha para mim e continua. — E segunda, na reunião, nada de aliviar com eles, quero esse negócio fechado antes de suas férias. Já perdemos muito tempo — diz, sentando-se novamente.

— Deixe comigo, sou seu melhor negociador — gabo-me, seguindo em direção a porta.

Essa conversa com meu pai não foi nada do que eu esperava, mas paciência.

Somos de uma família tradicional, e eu tenho muito orgulho do meu pai, que herdou a empresa falida do meu avô e a transformou no que é hoje.

Posso dizer que tive educação privilegiada, viajei para vários países e só depois entrei para a empresa. Não posso reclamar da vida quem tenho tido até agora, mas eu quero mais.
Sim, meu sonho é assumir a filial de minha família em Nova York, a cidade-luz. Mas, meu coroa, Jeremy Ferrel, é osso duro de roer, eu também o sou...

Desde de o final do colegial que trabalho com meu pai na sede onde ele é o CEO todo poderoso. Iniciei como um simples office boy, dividindo-me entre a empresa e a faculdade de Administração e Gestão em Negócios. Aos poucos fui subindo de cargo, até a posição que ocupo hoje, a vice-presidência. Foram cinco anos de extrema dedicação. Só que agora, aos 23 anos, acredito chegou minha hora, quero andar sem a sombra do meu pai. 

Já pensei em eu mesmo fundar minha própria empresa e seguir sozinho, mas isso daria muito desgosto ao meu velho, que vive dizendo que um dia, ao se aposentar, isso tudo será meu. 

Saio dos meus pensamentos ao ouvir o toque do celular. É o Matt, ativo a ligação no viva voz do carro...

— Estou a caminho — digo.

— Pensei que a Bela adormecida ainda estivesse na cama — fala com seu jeito brincalhão de sempre.

— Vá se...

— Olha a boca suja — interrompe-me. — Tenho uma linda jovem aqui ao meu lado que não deve ouvir seu palavreado baixo. Venha logo — diz e desliga sem me dar tempo de responder.

Desconecto o celular do aparelho de som, ligando na rádio de costume, a melodia de Wiz Khalifa - See You Again ft. Charlie Puth  toca o trecho calmo da música, nada condizente com meu estado de espírito.

Aumento a velocidade do carro bem no momento em que o rap da canção começa sua agitação. Enquanto percorro as ruas quase desertas aquela hora, volto a pensar em minha conversa com meu pai.

Farei o que for preciso para atingir cada uma das minhas metas.

E se para isso terei que abrir mão de certas coisas, eu farei. Nesse momento nada é mais importante do que atingir meus objetivos. Com esse pensamento aumento, ainda mais, a velocidade do carro e sigo em direção ao clube.

Kate

— Obrigada papai, te amo muito — agradeço tirando o cinto de segurança, descendo do carro em seguida.

— Também amo muito vocês e cuide de sua Irmã — ele direciona esta última frase para Clhoe.

"Até parece que eu não sei me cuidar."

Ela abre um sorriso de orelha a orelha pela confiança recebida e eu reviro os olhos.

Andamos em direção à entrada do clube e logo avisto a Nick acenando como uma louca para chamar nossa atenção.

Caminhamos até ela e para isso tenho que passar pela quadra onde vejo o Joshua Ferrel e o Matheus O'Malley, com alguns amigos jogando vôlei, e como sempre a metida da Cassandra também está lá.

Sempre o via de longe no Campus da faculdade ao lado do meu colégio, nunca nos aproximamos, mas durante uma festa onde o Sr. Ferrell e o Mick seriam homenageados como empresários modelos, que tinham projetos sociais voltados para os jovens em formação, fomos apresentados. Não sei descrever ao certo o que senti quando ele apertou minha mão e a beijou, a sensação que eu tinha era de que acontecia uma revoada em meu estômago, não fui capaz de  pronunciar uma única palavra. Morro de vergonha só de lembrar.

Neste evento também estavam o Matt e a insuportável da Cassandra. Desde então, vez ou outra nos víamos em alguns eventos sem muita aproximação, geralmente não estamos no mesmo círculo social ou de amigos.

Toda vez que o vejo, sinto um negócio esquisito, meu coração dispara e sinto-me uma idiota, pois ele nunca olhou para mim mais que dois minutos.

Tento caminhar o mais tranquila possível, mas nossos olhares acabam se cruzando e eu desvio rapidamente.

— Que bom que você chegou, já estava quase tendo um ataque aqui sozinha sem poder desabafar, vendo o Matt suado com aquela camiseta cinza, e sorrindo para mim cada vez que faz um ponto. Oi, Clhoe! — Nick fala tudo de uma vez sem nem respirar. 

Olho em direção ao Matt e ele está sorrindo pra cá.

— Oi — Clhoe responde e vira-se para mim. — posso ir para a piscina?

— Claro, só tenha cuidado de não ir para a parte muito funda e passe mais um pouco de protetor.

— Pode deixar, eu sei nadar — responde, vai logo aplicando protetor de todo jeito e sai correndo.

Mais uma vez olho em direção a quadra e vejo que o time do Josh acabou de marcar um ponto e a Cassandra corre em sua direção para comemorar, desvio o olhar mas não antes de ver o Matt soltar um beijo para Nick que bate palmas e pula que nem pipoca.

— Desde quando é tão amiga do Matt? — pergunto desconfiada.

— Amiga, eu ia te contar! É que eu fui à praça ontem, naquela loja de vestidos, buscar uma encomenda para minha mãe, e acabei encontrando ele por acaso. Quando ele falou comigo não acreditei — respira fundo. — ele se ofereceu para me acompanhar e como ainda demoraria um pouco para a encomenda ficar pronta, ele me convidou para tomar um sorvete — respira fundo de novo. — E eu aceitei. Conversamos quase uma hora direto e no fim, quando nos despedimos ele me beijou!

Arregalo os olhos com tudo que ela me conta e falo:

— Conversaram ou você falou por quase uma hora? — debocho, ela fica vermelha, o que é raro. Continuo. — Você deu o seu primeiro beijo e só agora que me conta?

— Eu sei... É que eu fiquei tão nervosa, não conseguia para de pensar. Quase não consegui dormir essa noite. Mas assim que amanheceu liguei pra sua casa, mas a dorminhoca ainda não tinha acordado.

— É, minha mãe falou da sua ligação! Também respondi sua mensagem, e você nem visualizou. Mas continue, o que mais aconteceu? — pergunto ainda curiosa.

— Ontem ele me disse que estaria aqui hoje pela manhã e disse que queria conversar comigo, então resolvi vir o mais cedo que eu pudesse e quando cheguei, ele também estava chegando, ai pudemos conversar um pouco e combinamos de nos conhecer melhor.

— Uau! Estou admirada com a rapidez de vocês! — ela ri do meu comentário e continua olhando pra ele.

Estou muito feliz por minha amiga e espero que dê certo entre os dois, eles super combinam, e a Nick, assim que o viu a primeira vez, teve uma quedinha por ele.

Clhoe chega perto de mim perguntando se pode ir na lanchonete pegar um suco e logo eu a autorizo. Ela sai em disparada passando pela lateral da quadra e eu fico observando, quando de repente, vejo quase que em câmera lenta o momento exato em que Cassandra vai arremessar a bola, e acerta em cheio minha irmã, que cai batendo a cabeça no chão. Corro feito uma louca em sua direção.

— Clhoe... — grito. — Qual o seu problema garota? — digo para Cassandra, enquanto me abaixo junto da minha irmã pra ver como ela está.

— Eu não tive culpa, essa pirralha que apareceu na frente da bola — responde vermelha de raiva.

— Não faça isso — Josh fala quando eu faço menção de levantar minha Irmã. — Ela pode ter uma concussão. É melhor imobilizar o pescoço dela.

Fico desesperada com essas palavras e meus olhos se enchem de lágrimas, olho pra ela e vejo que está acordando.

— Clhoe pelo amor de Deus, você está bem? Sente alguma coisa? — ela se senta e balança a cabeça dizendo que não.

— É melhor levá-la na enfermaria para dar uma olhada só por precaução — Josh fala já colocando-a nos braços. — Vamos — diz olhando pra mim.

— O que? Vai interromper nosso jogo por causa de uma besteira dessas? A pirralha já disse que está bem — Cassandra fala alterada.

— Cala a boca Cassandra, o jogo acabou — Matt diz, nos acompanhando, junto com Nick para a enfermaria.

Ando de um lado para o outro na recepção da enfermaria enquanto minha irmã é examinada. Já tem quase vinte minutos que ela está lá dentro e nada de alguém vir aqui dizer alguma coisa.

— Não adianta nada você ficar nervosa desse jeito, ela está bem! Só está sendo examinada por precaução — Josh fala tentando me tranquilizar. Não digo nada e continuo com minha caminhada de um lado a outro.

— É verdade amiga — Nick fala. — Tente se acalmar.

— Vou à lanchonete pegar alguma coisa para comer, vocês querem? — Matt pergunta olhando de mim para o Josh. Negamos com a cabeça. — Volto logo, venha Nicole — ela sai de mãos dadas com ele.

"O que foi que eu perdi?" — penso, olhando a cena a minha frente.

— Porque não se senta um pouco, daqui a pouco teremos notícias — Josh pega no meu braço me fazendo parar de andar. Viro-me em sua direção e por um momento eu me perco na profundeza cristalina dos seus olhos, e fico ali o encarando sem dizer nada até que percebo que ele aproxima seu rosto do meu, tenho a nítida sensação de que ele vai me beijar. Meu coração falha uma batida e depois dispara, fecho os olhos, prendendo a respiração. Mas tudo que sinto é um leve toque em meus lábios. Devo ter perdido o juízo, quase deixei ele me beijar, nem ao menos nos conhecemos direito. Saio do transe quando ouço suas palavras.

— Ande, venha se sentar — diz, já se afastando, mas sem largar meu braço.

Vou sem protestar por que ainda estou confusa sem entender direito o que aconteceu aqui, estou sentindo uma mistura de sentimentos devido aos acontecimentos da última meia hora e agora, somando-se a tudo, o quase beijo de Josh.

Em menos de cinco minutos a porta da enfermaria abre e Clhoe sai sorrindo de alguma coisa que o médico acabou de dizer. Levanto-me rápido e pergunto ao médico como ela está.

— Foi só um susto, ela está perfeitamente bem. Não tem com o que se preocupar.

— Mas ela ficou desacordada por alguns minutos — questiono. Ele olha para Clhoe que devolve-me um olhar envergonhado.

— Desculpa, Kate, mas é que fiquei com tanta vergonha que fingi ter desmaiado — fala de cabeça baixa.

— Meu Deus Clhoe, quase me mata do coração — respiro aliviada. — Graças a Deus não foi nada grave — falo já pegando na mão de minha irmã. — Muito obrigada doutor. Vamos Clhoe...

— Não tem de quê — responde. — Até logo, mocinha — diz, entrando no consultório em seguida.

— Eu estou com fome, quero comer antes de irmos — fala fazendo biquinho.

— São minhas convidadas — Josh fala. — Vamos até a lanchonete, o Matt já está lá com sua amiga — finaliza esperando uma resposta.

— Quem é você? — Clhoe pergunta levantando uma sobrancelha. Não sei como ela consegue fazer isso.

— Sou um amigo da sua irmã e ajudei te trazendo pra cá — responde sério.

— Acho melhor irmos direto pra casa — digo meio sem jeito.

— Por favor, faço questão — insiste ainda.

— Por favor Kate, estou com fome.

— Tudo bem, vamos — acabo cedendo.

— Obaaaa, obrigada, você é a melhor irmã do mundo — fala sorrindo e sai andando na frente deixando Josh e eu para trás.

Josh não ficou muito tempo conosco, quase não tocou em seu lanche, despediu-se de nós e foi embora.

Um tempo depois, o Matt nos deixou em casa e Clhoe ainda estava rindo com todas as palhaçadas que ele fez na lanchonete e durante o percurso para minha casa. Desci, agradecendo por tudo. Nick também desceu se despedindo dele com um selinho rápido, pois tínhamos muito o que conversar sobre os últimos acontecimentos da manhã.

Entrei enquanto eles ainda se despediam e vi minha irmã relatando com precisão tudo que tinha acontecido no clube, inclusive a parte em que esteve com os olhos fechados fingindo um desmaio, mamãe estava com os olhos arregalados quando olhou para mim, e por fim Clhoe finaliza com chave de ouro.

— Conheci um amigo da Kate que nos pagou um lanche, e um amigo da Nick que nos trouxe para casa de carro.

Agora minha mãe estava com uma expressão interrogativa no olhar, sacudi os ombros e corri escada acima antes que ela falasse alguma coisa.

— Ufa! Essa foi por pouco — jogo-me em minha cama. E lembro que hoje quase dei meu primeiro beijo.

Cinco minutos depois a Nick entra no quarto com minhas cartas nas mãos.

— Oh não! — falo colocando o travesseiro no rosto.

— Quando ia me contar? — pergunta — Já tinha recebido a uns três dias e não me disse nada, porque?

— Amiga, me perdoa, mas eu não quis contar enquanto você não tivesse recebido as suas cartas também, não queria te ver triste — abaixo a cabeça.

— Meu Deus Kate, fiz a mesma coisa... recebi as minhas e só não te contei porque você falou que não tinha recebido as suas.

Arregalo meus olhos com a constatação de que o Jeffy, meu irmão tinha toda razão.

Ficamos nos olhamos por um tempo que pareceu ser uma eternidade, cada uma constatando que estávamos protegendo uma a outra. Por fim caímos na gargalhada.

— Amiga, a partir de hoje, não importa o que seja, jamais esconderemos nada, qualquer coisa, por menos que seja, uma da outra — fala com os olhos brilhando com lágrimas não derramadas. Éramos amigas irmãs e nos amávamos muito.

— Combinado! Não importa o que seja — respondo lhe dando um abraço.

Continua...

Olá, tudo bem com vocês???

AMO-TE desde sempre chegou ao segundo capítulo e espero que tenham gostado...

Agora vamos comentar?

O que acharam do Josh? Nossa... mulheres, bebedeira e racha? Viradinho né?

E dos demais personagens, Nick, Matt e Cassandra? Sei não viu...

Eita que quase teve o primeiro beijo... quem sabe no próximo. kkkkkkk

Essa irmã da Kate hem... quem não tem uma tagarelinha assim? Meu pai...

E por fim, Jeff tinha toda razão, não é mesmo?

Que venham as emoções do próximo capítulo... rsrsrs...

Até lá. Bjs!!!



Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top