53 Um ano
Pov Jean
-Que cavalheiro.
Eu digo e ele sorri me dando um selinho. Nós entramos no carro e a primeira coisa que ele me disse foi:
-Quero seu celular.
Ele me diz como se fosse uma ordem, eu apenas cruzo os braços e respondo um belo e sonoro...
-Não! Tá duvidando de mim?
Ele revira os olhos e se aproxima.
- Não! Eu só quero ele pra você não ficar mexendo.
-A não Lucas...
Digo fazendo manha.
- Jean a gente já ficou 2 meses sem se ver, e eu quero aproveitar ao máximo o tempo que passaremos juntos hoje. Então por favor me dê o celular.
Mesmo contra gosto eu entrego o meu celular, e ele sorri.
-Não fica convencido achando que manda em mim.
Ele ri e começa a dirigir.
-Você fala pra gente aproveitar, mas só veio me procurar depois de dois dias aqui.
Eu digo e ele não responde nada.
-Onde ficou esses dois dias que esteve aqui?
-Na casa da Gabbie.
Ele diz tranquilamente.
-Até ela tá envolvida nisso?!
Eu estava começando a ficar com raiva, eu comentei com ela que estava preocupado e ela nem se quer me disse que ele estava aqui.
-Não vai ficar com raiva, eu pedi pra ninguém contar.
-Quem mais sabia disso?
-Sua mãe, alguns dos nossos amigos daqui e seu melhor amigo.
Meu queixo caí, até minha mãe e o Vinícius.
-Depois desse complô contra mim, eu não espero nada menos que um dia memorável.
Ele sorri e acena, a verdade é que eu estava feliz por estar com ele. Mas puto por não ter percebido o que estava acontecendo.
-Que tal agora me dizer onde vamos...
Digo manhoso tentando fazer ele contar.
-Não.
-Então me devolve meu celular.
Digo já colocando a mão encima de onde avia um volume.
-Te garanto que isso não é seu celular.
Ele sorri e da uma olhada rápida pra mim. Eu poderia ter tirado a mão mas a mantenho no mesmo lugar, só que começo um fazer o movimento de ir e vir.
-Não é assim que vai conseguir seu celular...
Ele diz mas eu continuo.
-Jean...
Começo a acelerar os movimentos e sinto seu amiguinho começar a dar sinal de vida.
-Meu celular.
Digo estendendo a mão.
- Não, mas você pode me masturbar o quanto quiser, mas o máximo que vai conseguir é um acidente.
Ele diz sério e eu retiro a mão de cima de seu membro.
- Tá bom então, saiba que acabou de perder uma masturbação no carro por não ficar calado. - ele ri e continua dirigindo.- deveria pensar mais com a cabeça de baixo.
Ele ri ainda mais e para o carro em um sinal, eu percebo então que estamos a caminho da praia.
-Sabe que eu não gosto de praias né.
-Sei.
-Então porque tá me levando pra uma?
-Daqui a pouco você terá sua resposta.
-Me lembrei porque não gosto de surpresas...
Falo baixo mas ele acaba escutando.
-Dessa eu acho que vai gostar. Agora me diz, como foi lá no tribunal?
-Davi realmente matou o Moisés e foi considerado culpado por isso.
-Uau, e como você tá com isso?
-Meio traumatizado, vou precisar de uns aninhos de terapia, mas tô bem.
-Ainda bem que ele foi preso, né.
-Sim, finalmente. Menos um ex embuste pra encher o saco.
Eu digo olhando pra ele, que sorri parando o carro.
-Chegamos.
Quando eu olho, percebo que é uma linda casa na praia. Eu saio do carro e ando até a porta, ele vem atrás de mim me abraçando.
- Cortesia do nosso cúpido Jorge.
-Aquele seu amigo do sítio?
Pergunto surpreso.
-Sim, esse mesmo.
-Essa casa também é dele?
-Sim, ele tem várias casas.
Ele ri e me solta abrindo a casa.
-Jorge é o tipo de amigo que eu sempre quis ter.
Ele ri e nos entramos, assim que entro vejo uma porta aberta no fim do corredor.
-Vem comigo.
Ele me guia até a varanda, que tinha um linda vista da praia.
-Então, o que achou?
Ele pergunta estendendo uma toalha no chão.
-A vista é linda. Mas o que vamos fazer aqui?
Pergunto e então eu percebo que a uma cestinha em sua mão.
-Que tal reproduzir o que era pra ter sido nosso primeiro encontro?
Eu sorrio e me sento ao seu lado.
-Mas dessa vez sem chuva!
Ele diz e eu rio ao lembrar do nosso primeiro encontro.
-Apesar da chuva foi um ótimo primeiro encontro.
Digo enquanto ele arruma as comidas.
-Verdade... Mas então, hoje vamos seguir o cronograma. Bon appétit.
Eu então pego um sanduíche e começo a comer.
-Hum...
-Então, o que achou?
-Muito bom.
Logo um sorriso convencido se forma em seu rosto.
-Poisé, fui eu que fiz.
Bato palminhas pra ele e continuo comendo.
-E então, como você está com a prisão do Davi?
Ele me pergunta pegando um pedaço de bolo.
- Ainda me acostumando com a ideia de ter me livrado daquele maluco, mas feliz por estar com você.
Me aproximo dele e lhe roubo um selinho.
-Que bom, espero te fazer esquecer dos problemas.
Ele sorri maliciosamente e me manda uma piscadela.
-Mas e você, como foi ficar sem mim?
-Eu fiquei bem, mas minhas gatas ficaram com saudades de você sabe...
-Suas gatas?
Pergunto levando uma das sobrancelhas enquanto cruzava os braços.
-É...
-Entendi...
Eu afirmo com a cabeça e começo a rir.
-O que foi?
Ele diz se fazendo de desentendido.
-Você, você é um cara de pau.
-Ó!
Ele leva a mão ao peito fingindo ter ficado ofendido.
-Admita meu amor, você morreu de saudades.
Digo perto de seu ouvido.
-Talvez...
Ele vira seu rosto e olha dentro dos meus olhos.
- Talvez eu tenha sentido falta de te beijar.
Ele segura meu rosto e começamos a nós beijar. Assim que nos beijamos várias memórias vieram à tona novamente.
O nosso beijo no sítio, a nossa primeira vez... O primeiro eu te amo, nosso primeiro encontro... O dia em que ele me pediu em namoro, o dia em que eu o pedi em namoro... Várias coisas vieram em minha memória com apenas um beijo. Assim que encerramos o beijo, um grande sorriso se fez presente em meus lábios.
-Eu com certeza senti falta disso.
Diz finalmente se rendendo. Eu abro um sorriso convencido e ele muda de assunto.
-Quando eu passei de seu amigo, pra crush?
Ele me pergunta, enquanto toma um suquinho.
-Acho que foi quando eu fui pra sua casa aquele mês.
-Só ali?
Ele me pergunta um pouco surpreso.
-Sim.
Rio, e ele sorri um pouco sem graça.
-E você? Quando eu passei de seu quase irmão, pra possível parceiro sexual?
-Acho que desde o início da nossa amizade, eu já te via como alguém que gostaria na minha cama.
Ele diz sem graça.
- Mas como você tinha namorado eu reprimi essa ideia.
Eu levo a mão até a boca, eu realmente estava chocado, nem se quer imaginei isso.
-Por que nunca me disse isso?
-Porque você sempre deixava claro que não me via daquele jeito e...
-E?
-Eu não queria que agisse diferente comigo, só porque eu já queria você como parceiro em outras coisas também.
Ele diz rapidamente e eu fico surpreso.
-Nossa, eu...
-Nem imaginava?
-Isso, tirou as palavras da minha boca.
O clima tinha ficado meio estranho.
-Têm uma coisa que sempre me deixou curioso.
Digo tentando mudar de assunto.
-O que?
-Na nossa primeira transa você me fez te chamar de mestre, mas nas outras vezes não. Mesmo quando a gente faz no mesmo estilo daquela noite. Porquê?
-Que a resposta sincera?
-Por favor.
-Quando a gente transou, eu não queria me envolver emocionante.
-Tá me dizendo que queria só me fuder?
Pergunto chocado.
-Não falaria com essas palavras, mas sim. E como percebeu eu falhei miseravelmente.
Ele diz e eu acabo rindo assim como ele.
-Não acredito, você só queria meu corpinho?
Me finjo de bravo e ele se aproxima.
-Eu só não queria entrar na friendzone de novo, com você.
Ele diz me abraçando.
-Como assim de novo?
Do que ele tava falando agora?
-Eu fui apaixonado por você, muito antes de você pensar em mim de outra forma.
Ele dizia rindo ao olhar minha cara de surpreso.
-Sério?
-Sim, Jean. Eu só disfarçava melhor do que agora.
Ele sorri.
-Agora você não é nada discreto.
Eu rio ao me lembrar dos comentários dos nossos vídeos juntos, os fãs sempre marcavam as olhadas dele pra mim.
-Eu não sou discreto? Foi você que falou no eu nunca que ficamos.
Ele tinha razão, mas não falaria isso pra ele.
-Em minha defesa eu agi no automático, da minha sinceridade.
-Sei...
-Pelo menos, não sou eu quem fica inventando justificativa pra gente se beijar na frente da câmera também.
Ele ri.
-Tá, talvez as justificativas já estão passadas, mas não tenho culpa.
-Eu sei, mas temos que inventar desculpas melhores... Naquele dia do chantilly por exemplo, ficou bem pornográfico. Principalmente quando você gritou que ia enfiar o dedo no cu do perdedor.
Nós dois rimos, provavelmente os vizinhos devem ter achado que éramos dois pervertidos.
- Isso é porque eles não souberam o que aconteceu depois.
Eu rio ao me lembrar da "banana" com chantilly que eu ganhei depois.
-Temos a mentalidade de uma criança no quinto ano.
Ele diz rindo.
-E graças a isso podemos apreciar o humor um do outro.
Digo beijando sua bochecha e ele sorri.
-Tenho uma coisa pra você, espera aí.
Ele diz animado se levantando e indo lá pra dentro. Eu fico curioso, já que provavelmente deve ser um presente do nosso primeiro ano de namoro. Ele volta e me estende a mão me ajudando a levantar.
-Eu sei que a gente tinha combinado de ir comprar juntos mas eu não resisti.
Ele diz pegando uma caixinha do bolso, eu fico extremamente surpreso. Ele vai me pedir em casamento? Com um ano de namoro?
-Você não vai me pedir em casamento, né...
Digo um pouco nervoso e ele ri.
-Não vou, pelo menos não agora.
Ele ri e abre a caixinha, eu então percebo duas alianças de prata.
-Anéis de compromisso.
Sorrio ao ver, ele me entrega a caixinha.
-Gostou?
Ele parecia ansioso com a minha resposta, ficava balançando enquanto eu admirava o presente.
-São lindas, mas se a gente começar a usar, vamos ter que assumir que estamos juntos.
-Então não vai usar?
Ele me pergunta meio desanimado.
-É claro que eu vou usar.
Digo sorrindo e estendendo minha mão para que ele coloque o anel, que encaixou perfeitamente. Eu pego o outro e coloco em seu dedo também. Nós sorrimos e nos beijamos, sua mão boba começa a explorar meu corpo e afasto meu rosto. Ele continua segurando minha cintura, mantendo nossos corpos juntos.
-Mais tarde a gente mata a saudade um do outro.-digo lhe dando um selinho- Mas acho que agora temos que explicar essas belezuras.
Digo entrelaçando nossas mãos que agora carregavam nossas alianças de compromisso.
-Acho que as pessoas já sabem.
Ele diz e tira o celular, e então me mostra uma foto de nós dois hoje a tarde nos beijando. Pego o celular e começo a ver a repercussão.
- Estão surtando com a foto.
Digo mostrando pra ele que sorri, me aproximo da sacada e me apoio na mesma.
-Imagino...
Ele diz rindo, enquanto me abraça por trás.
-Lê aí pra gente o que estão achando.
- Têm gente comemorando que a finalmente conseguiram provas que é real. Outros dizendo que só acreditam quando a gente falar. Um pessoal dizendo também que é montagem.
Digo rindo.
- Têm até o pessoal de outros shipps falando que você é do T3ddy, ou do Orochi...
Digo revirando os olhos e ele ri.
-Você sabe que isso é mentira.
Ele diz beijando minha nuca.
-Eu sei, mas me incomoda esse tipo de comentário.
-Que assumir?
-Seria errado eu dizer que sim só pra esfregar na cara desses outros fandoms?
-Não...
Ele ri.
-Então eu quero.
Então ele sorri e se ajeita atrás de mim, sorrio e tiro uma foto. Respondo o comentário da menina com um:
"É real sim queridinha." Logo posto a minha foto com o Lucas no meu perfil com a legenda: "Um ano de jeba" E é claro que depois disso as pessoas acabaram pirando, mas eu não paro para ler.
-Feliz?
Ele me pergunta depois de ver as centenas de respostas que tive em segundos.
-Sim, obrigado meu amor.
Lucas sorri e me beija.
-Que tal a gente aproveitar de outra forma agora?
Ele diz olhando pra praia.
-Vou ficar cheio de areia.
-Depois eu te ajudo a tirar.
Ele sorri para mim de uma forma maliciosa e eu acabo me rendendo.
-Ok.
Com isso nos dois fomos até a praia, onde nadamos e brincamos no mar, pelo resto da tarde. A noite nos curtimos de uma forma mais quente...
E apesar do meu desgosto por praias, eu não trocaria nada daquele dia. Agora se você estiver se perguntando o que aconteceu depois da minha revelação... Duvidaram de mim.
-Acham que é trolagem.
Digo vendo os comentários, ontem a noite não olhei o que disseram pois estava muito preocupado curtindo nossa noite. Mas agora, eu percebi que não tenho credibilidade com os meus fãs.
-Não acredito, eles acham que eu tô brincando.
Digo passado e Lucas ri.
-Tá vendo o que dá ficar fazendo trolagem.
Ele diz pegando seu celular.
-Vem cá. - ele me puxa para o seu lado.- Diga X.
E então ele tirou a foto, nós dois na cama sem camisa. Ele postou a foto com a legenda: "Não vou morrer sozinho" e foi só aí que os fãs realmente acreditaram.
-Agora eles sabem que não é brincadeira.
Eu revirei os olhos e ele sorri.
- Que tal, ao invés de você ficar puto, a gente se divertir mais um pouquinho.
Ele diz já subindo em cima de mim. Eu não o impedi, e logo já estávamos aos beijos novamente. Depois daquele dia, fizemos um vídeo anunciando o nosso namoro. Que foi muito bem aceito por ambos os fãs dos nossos canais. E acabou até ajudando nossos canais a crescer. Um tempo depois daquilo, nos começamos a morar juntos e com isso veio milhares de pequenos momentos, bons e ruins. Memórias e histórias também. Inclusive essa história que lhes contei foi apenas o início do sonho, que hoje posso lhes garantir... Deu tudo certo!
Fim.
Notas da autora
Espero não ter decepcionado com o final, mas foi isso. Obrigada a todos que acompanharam por todo esse tempo, e aos que chegaram atrasados também. Eu agradeço a cada um que leu até aqui, obrigada por acompanhar. Aos meus leitores fiéis que esperam outra história, podem ficar tranquilos que logo já vai chegar. Dessa vez é minha última nota nessa fic, então é com muita emoção que eu encerro aqui. Beijos e até uma próxima fic.
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