51 De longe
Fantasminhas por favor deixem a estrelinha, obrigada pela atenção e fiquem agora com mais um capítulo.
Pov Jean
Eu já estava no carro de volta para casa, quem diria que em um mês eu passaria por tanta coisa. Acho que daria para escrever um livro, algo como: Um mês foi o suficiente para me apaixonar. Rio de mim mesmo com esses pensamentos bobos. Realmente é uma história e tanto, que vou acabar contando para os meus amigos e minha mãe. MINHA MÃE! Como ela vai reagir a essa história? Ela já é meio baba ovo do Lucas, será que continuaria sendo se eu contasse que estou namorando? E o Lucas será que já contou para os pais dele? Escuto o meu celular tocando, olho na tela e era o Lucas.
-Já sentiu saudades?
-Não, não, só queria saber se você já chegou em casa, e se fez uma boa viagem, sei que as vezes fica enjoado.
-Aí que fofo você se preocupando comigo, eu fiquei bem durante a viagem e já tô chegando em casa.
-Que bom, quando chegar me avisa ok?
-Tá bom.
Sorrio pela sua preocupação comigo.
-Tenho que desligar, até mais.
- Até...
Quando desligo percebo que já estou enfrente de casa. Eu provavelmente seria interrogado, mas talvez consiga atrasar isso até amanhã. Entro e escuto eles conversando, deixo minha mala na porta e vou em direção a conversa.
-Oii, cheguei família.
-Jean!
Logo minha mãe já vem me abraçar, e meu pai também.
-Por que não avisou que já estava chegando? Seu pai iria te buscar no aeroporto.
-Não precisava.
Como eu ia explicar que queria evitar ao máximo conversar agora?
-E então como foi a viagem?
-Uma loucura...
Deixo escapar, ótimo, agora eu vou ter que mudar de assunto.
-E como vão as coisas por aqui?
-Não vai acreditar em quem apareceu aqui em casa esses dias.
Minha mãe começa a falar animada, ela parecia tão ansiosa pra me contar que nem insistiu nas minhas novidades.
-Tânia deixa o menino contar as novidades dele primeiro.
Meu pai se intromete.
-Depois eu conto pai, eu quero saber dessa fofoca primeiro.
Eu me sento ao lado da minha mãe e logo ela começa a me contar.
-Lembra da Maria Reis? Mãe do seu primeiro namoradinho.
Na primeira frase eu já arregalei os olhos. Como se não bastasse os filhos loucos me atormentando, agora a mãe vem aqui também.
-Lembro, claro que lembro, ela nunca foi muito com a minha cara.
-Poisé, mas você acredita que ela teve aqui? Veio com uma história maluca dizendo que tentou impedir, mas que depois que o Moisés saiu de casa o marido surtou e que não sei o que. Começou a se pagar de vítima, a falar um monte de coisa sem sentido e a chorar.
Mentira, será que ela sabia de tudo e veio pedir desculpas a minha família?
-O que mais ela disse? Ela te explicou o porque de ter vindo aqui?
-Não, só disse que sentia muito.
Agora eu tava tentando entender o que aquilo tudo significava, mas pra história fazer sentido eu precisava contar a minha parte também.
-Acho que eu sei o porque de ela ter vindo até aqui...
-Jean você ainda acha sentido nas fofocas de sua mãe?
Meu pai pergunta com a sombrancelha erguida. Eu rio e respondo.
-Claro, porque ela realmente têm sentido. Acontece que... - respiro fundo e digo- Eu fui sequestrado, por um dos Reis.
-Você foi o que?!
Meu pai pergunta praticamente gritando, enquanto a expressão da minha mãe era de choque.
-Sequestrado.
Ouço a voz do meu irmão atrás de mim.
-Aí, que susto, que me matar do coração?
-Eu que deveria fazer essa pergunta, já que fui eu que recebi um depoimento da polícia de tubarão as 6 da manhã. Tá afim de me explicar?
Meu irmão cruza os braços e me olha bravo, eu olho para os meus pais que ainda não parece ter absorvido as informações.
-Então, como eu ia dizendo antes de você me interromper. Eu fui sequestrado pelo Moisés, que usou o Davi como isca para me pegar.
-Ele fez algo com você?
Minha mãe já me pergunta preocupada.
-Se eles tiverem te feito alguma coisa com você, eu...
Meu pai fala com raiva e eu logo me apreço para explicar as coisas.
-Não fizeram nada comigo, pelo menos não fisicamente. A verdade é que eu era uma espécie de enfeite, só um efeito colateral no meio daquela loucura.
-O polícia me disse que seu namorado fez a queixa em menos de 24 horas, mas você não ficou desaparecido nem por 4 horas. Então ele me disse que as buscas começaram antes porque você estava sendo perseguido. É verdade?
Meu irmão me pergunta aparentemente tentando entender.
-Você tá namorando?
Minha mãe pergunta confusa.
-Você não avisou que ia sair, em uma cidade que mal conhece Jean Luca?
Meu pai perguntava também confuso.
-É por isso que me pediu para investigar a família Reis?
Chegava a ser engraçado as preocupações de cada um, se não fosse em uma situação tão tensa.
-Primeiro, sim, é verdade que eu estava sendo perseguido. Eu tô namorando - sorrio para minha mãe- Eu conheço um pouco da cidade, mas avisei que ia sair pai. E sim, foi por isso que pedi sua ajuda.
-Só você mesmo pra ser burro ao ponto de avisar por um bilhete, que ia encontrar um assassino. Não pensou em me avisar que ele era um assassino não?!
Meu irmão da um tapinha atrás da minha cabeça.
-Assassino?
Minha mãe arregala os olhos.
-Aí mãe, depois te explico.
Meu irmão diz e saí. Meus pais no entanto ficam parados esperando uma explicação.
-Desculpa, eu sei que fui irresponsável.
-Pra se dizer o mínimo né Jean Luca.
Meu pai diz, depois disso eu levei um grande esporro por ter sido tão burro. Mais tarde eu e meu irmão explicamos tudo pra eles, e as duas histórias se encaixaram e meu irmão conseguiu entrar com um pedido de mandato. E pra minha sorte, meus pais não ficaram realmente bravos comigo. Mas Tânia, quis saber sobre a história de eu estar namorando.
-Agora, vai me contar essa história de tá namorando?
-Claro que vai querer saber né Tânia.
Digo rindo e vou até a cozinha.
-Desembucha logo Jean.
Ela diz e eu rio.
-Poisé, então... eu tô namorando com o Luba.
Digo e ela me olha desconfiada.
-Isso é mais uma trolagem para o seu canal?
-Claro que não né.
-Jean se isso for mais uma das suas brincadeiras...
Eu a interrompi, ela realmente não estava acreditando em mim.
-Não é, sério, se quiser ligo pra ele agora pra você falar com ele.
Digo pegando o celular, e ela não me impede de ligar. Ela realmente não acredita em mim? Tô passado! Ligo de chamada de vídeo, ele não demora muito a atender.
-Oi Jean, ah oi tia Tânia.
Ele sorri para nós.
-Oi Luba, como você está?
-Vou bem e a senhora?
-Bem também, desculpa te atrapalhar é que...
Eu a interrompo e explico.
-Oi, te liguei porque minha mãe não acredita que estamos namorando.
Ele sorri ao ouvir meu comentário.
-Poisé, depois dessas brincadeiras pro YouTube fica difícil de acreditar mesmo.
Ele ri.
-Pois pode acreditar, é verdade sim. Ele me pediu em namoro e eu aceitei.
-Aí que bom luba, fico feliz por vocês. Finalmente Jean arrumou um garoto direito para namorar, já tava até achando que ele não tinha jeito pra escolher homem. Você tinha que ver, era um pior que o outro...
-Eu sei, ele me contava as histórias.
Ambos riem.
-Hoje eu descobri que até assassino Jean namorou. O meu filho onde é que você arrumava esses homens?
-Sinceramente nem eu sei...
Digo rindo, meio sem graça.
-Mas que bom que vocês estão juntos agora, vai que você consegue por algum juízo nele. Já que eu e o pai dele não conseguimos muito. Onde já se viu sair na madrugada pra encontrar assassino?
-Realmente não sei viu, mas pode ficar tranquila que eu vou tentar por juízo nele sim.
Ele sorri para minha mãe, que retribui sorrindo também.
-Vou indo porque tenho que ajeitar umas coisas aqui, cuida bem do meu menino em luba.
-Tá bom.
Ele ri e minha mãe saí de perto de mim e começa a ajeitar umas coisas. Eu vou para o meu quarto enquanto falo com ele.
-Iai como foi seu primeiro dia sem minha presença?
-Silencioso, até estranhei.
Ele ri.
-Isso é bom ou ruim?
-Acho que meio a meio porque desacostumei a ficar sozinho, parabéns Jean você me fez depreciar minha solidão.
Eu rio pela ironia em sua voz.
-O meu amor, se essa é sua forma de dizer que tá com saudades tudo bem. Eu também já tô sentindo...
Ele ri
-É talvez, mas então como foi seu dia?
-Levei uma bronca dos meus pais e do meu irmão... Me senti na adolescência. Mas e o seu, como foi?
Ele sorri
-Mas também né Jean, quem em sã sanidade mental vai encontrar um assassino, sozinho, e desarmado ainda por cima.
-Não vem você também, por favor.
Ele ri novamente
-Ok, hoje eu deixo passar. Mas voltando a sua pergunta, meu dia foi bom apesar da solidão...
-Ó dó meu Deus, pode ficar tranquilo que vou te visitar assim que for possível.
-Acho bom!
Ele diz e eu rio.
-Vou deitar tô cansado...
Digo e fico em um ângulo meio zuado, ele pra me acompanhar também muda de posição.
-Acha que isso vai dá certo isso?
-Acho que não tenho problema em te ver nesse ângulo.
Ele ri.
-Tô falando sério Lucas.
-Sim Jean, acho que vamos dar certo. Sabe porquê?
-Não.
-Por que sempre que nos encontramos vamos estar na fase lua de mel.
Ele diz e eu sorrio.
- Bobo.
-A verdade é que vamos dar certo porque nos amamos.
Ele diz e eu sorrio.
-Você têm razão.
-Eu sempre tenho!
Eu rio e assim continuamos.
Continua...
Notas da autora
Olá pessoas, esse foi o penúltimo capítulo espero que tenham gostado. Queria saber se algum de vocês têm, ou poderia fazer edit deles pra eu colocar no último capítulo por favor. Quem tiver favor deixar o link ou o nome, obrigada pela atenção e a todos que leram bjs, até sábado.
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