XVIII; Hospital atordoado

18| 𝖧𝗈𝗌𝗉𝗂𝗍𝖺𝗅 𝖺𝗍𝗈𝗋𝖽𝗈𝖺𝖽𝗈

JULIE NÃO PÔDE VER STILES enquanto ele estava no hospital. Scott conseguiu encontrar ele e ficou por perto enquanto eles faziam alguns testes nele. O telefone dela está cheio de ligações perdidas de seu pai, que voltou recentemente para Beacon Hills, e de Isaac, que está se perguntando por que ela faltou à escola. Julie recebeu créditos extras quando foi educada em casa na Eichen House, pois era uma distração e um momento de fuga da instituição mental. Por causa disso, ela tinha nenhuma ou poucas aulas a perder.

Mas isso não a impediu de passar o dia inteiro fora de seu quarto de hospital, tentando pegá-lo de relance quando as portas se abriam e, em seguida, ser bajulada repetidas vezes pelas enfermeiras.
— Eu preciso falar com ele, Xerife.
-Julie implorou a Noah Stilinski repetidas vezes.

— Jules, Stiles está lá fazendo os testes, e a última coisa que quero é que você vá lá e diga a ele que fazer o teste para demência frontotemporal é uma perda de tempo.

Julie resmungou.
— Isso é porque é uma perda de tempo! Ele não tem demência, xerife.

— Então o que ele tem, hein?-.Ele perguntou.
— Se você sabe por que meu filho está alucinando e agindo um pouco demais como sua mãe, então me diga!

Como posso dizer a um pai que seu filho está possuído por um demônio? A única resposta que ela conseguiu pensar foi que ela não pode.

— Eu preciso perguntar uma coisa a ele.- Julie suavizou seu tom.
— Eu não o vi desde antes de ele desaparecer, xerife, e isso está me deixando louca. Apenas me deixe vê-lo, por favor.

— Eu sinto muito. -Noah lançou-lhe um olhar simpático.
— Seu pai está esperando por você há horas, você sabe disso, certo? Ele me disse que ligou mil vezes e você não atendeu nenhuma vez. Eu disse a ele que você está fazendo companhia a Stiles, mas você precisa voltar para casa. Ele está preocupado.

Julie olhou para seu telefone, para as vinte chamadas perdidas que seu pai deixou para ela.
— Eu mandei uma mensagem para ele, ele sabe que estou bem.- Ela disse.
— Não posso ir para casa, xerife, como posso ir para casa e jantar com meu pai fingindo que está tudo bem quando meu melhor amigo está lá com médicos fazendo exames de ressonância magnética nele o dia todo?

Sem dizer uma palavra, ele a puxou para um abraço caloroso.
— Ele vai ficar bem, certo? Ele acabou de acordar, precisa fazer mais um teste e então saberemos com certeza. Aí você pode vê-lo.

— Okay.- Julie se afastou, esfregando os olhos. Ela não tinha dormido muito na noite passada, não mais do que duas horas numa cadeira do hospital, mas isso pode ter a ver com a privação das pílulas para dormir.

— Você pode perguntar algo para ele por mim? Ele disse algo ao telefone, acho que ele estava apenas alucinando que alguém estava com ele. Você pode perguntar a ele se ele se lembra de quem era?

Julie já sabia a resposta, era o Nogitsune com ele, na sua cabeça. Mas Stiles também sabia? Stiles descobriu que ele estava possuído quando a deixou na festa para descobrir? Um milhão de perguntas inundaram seu cérebro, querendo saber como funcionava a possessão. Stiles era realmente ele mesmo quando eles viajaram em seu jipe ​​na noite anterior ao seu desaparecimento? Ou era o espírito demoníaco, apenas fingindo ser ele?

Ela agarrou-se à alça da mochila e, quando se virou para a esquerda; ela viu Derek Hale no final do corredor, checando com Scott sobre como as coisas estavam indo. Os dois lobisomens então se separaram, ambos indo para lados diferentes do corredor.

Derek Hale estava familiarizado com Kitsunes, ela lembrou, e como Julie tinha todo o seu conhecimento dos livros de mitologia, ela precisava dele para separar seus fatos da ficção. Ela começou a correr até ele, mas ele estava no estacionamento quando ela o alcançou.
— Derek! Espere!

Ele finalmente parou, virando-se para encará-la.
— O que você quer?

Julie parou para recuperar o fôlego.

— Ouça, eu tenho tentado a porra do dia todo para que alguém me escute; mas Scott está com muito medo de acreditar em mim, Lydia está muito culpada por estar errada na noite passada, e Isaac está- Ela parou quando percebeu ela não sabia onde ele estava, porque ela esteve pesquisando o dia todo e muito distraída para checar suas mensagens.
— Provavelmente com Allison, ou algo assim.

— E para que exatamente você precisa de mim?

— Acreditar em mim quando digo que Stiles é o Nogitsune.

Derek quase riu.
— Stiles? Magro, indefeso, eu-uso-um-bastão-como-arma Stiles?

— Ah, então você precisa de evidências? Tudo bem.- Julie bufou.
— A mensagem codificada para Barrow foi escrita com a caligrafia dele, ele esteve me drogando sem saber na semana passada para que eu desmaiasse quando o Nogitsune assumisse ele-

Ele balançou sua cabeça.
— Por que o Nogitsune escolheu seu corpo, e não algum sobrenatural todo poderoso?

Isso, ela não sabia exatamente ainda.
— Eu estava esperando que você descubra isso. Acho que é porque ele estava no Bardo, um estado entre a vida e a morte onde há uma porta aberta para a sua mente. O que significa que espíritos podem entrar na sua cabeça ou algo assim. Tudo se alinha perfeitamente, desde aquele dia em que tentamos tirar Allison, Scott e Stiles do Bardo, foi quando tudo começou a piorar.

Derek ainda não parecia convencido.
— Isso é tudo?- Ele perguntou em um tom entediado.

— Não.- Julie disse, referindo-se à pasta de sua mãe em sua mochila.
— Mas não vou lhe contar o resto até saber que posso confiar em você e que você pode ajudar.

Por um momento, ele considerou.
— Eu ainda não entendo por que eles não escolheriam alguém com mais- Seus olhos desviaram-se para a luz piscante da rua.
— Poder...

— O que é isso?

Derek ficou perdido em pensamentos por um momento.
— Eu acho que há outra coisa que precisamos descobrir primeiro.

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QUANDO ELES CHEGARAM AO COLÉGIO, Julie silenciosamente orou para que ela não corresse para o seu professor de geometria, já que ela tinha uma aula antes que ela claramente pulou. Derek e Julie caminharam pelos corredores, de olho em uma certa kitsune.

— Então Stiles sabe que você sabe?
-Derek perguntou enquanto ela explicou a ele o que aconteceu na noite da festa, deixando de fora as partes do beijo.

— Eu disse a ele que esqueci o que aconteceu.- Julie explicou mais adiante.
— Acho que ele também não se lembra, acho que o Nogitsune está roubando as memórias dele para não descobrir o que está realmente acontecendo com ele. Então, ele simplesmente pensaria que estava ficando louco.- Ela caminhou mais para o corredor da escola.
— Eu queria dizer a ele esta noite, mas eles não me deixaram vê-lo.- Ela parou quando viu Kira.
— Lá está ela.

No meio do corredor lotado, estava Kira, chamando Scott, que a ignorou e correu para uma das salas de aula. Ela fez beicinho e seu rosto caiu.

— Scott está um pouco distraído agora. -Derek se aproximou dela.
— Mas eu posso te ajudar.

Kira franziu a testa.
— Por que você quer me ajudar?

— Porque ajudar você significa ajudar Stiles.- Julie disse com sinceridade.
— Também porque Derek prometeu que ele desenharia a aparência da sua aura para mim se eu ajudar, e estou muito curiosa para dizer não.

Derek revirou os olhos, esta não era a abordagem que ele estava planejando em sua cabeça, mas não importava. Ele sabia que com Julie aqui, seria mais provável que Kira cooperasse.

— Porque eu quero que você me conte tudo o que aconteceu na estação de energia com Barrow.- Ele disse.
— Na verdade, eu quero que você me mostre.

Não demorou muito para que eles chegassem à usina. Julie estava no carro naquela noite e, embora nunca tivesse entrado, sabia as instruções. Aquela noite, embora não tenha sido tão longa quanto parecia, foi o dia em que Isaac foi atacado pelos Oni. Foi o ponto de mudança para todos, porque foram apresentados a criaturas que nunca souberam que existiam antes.

Kira, Derek e Julie caminharam pela estação de eletricidade, observando as cercas e tomadas elétricas e caixas de papelão empilhadas em todos os lugares.
— Foi por aqui, eu acho. -Kira disse.
— Mas tudo parece igual agora.

— O que é aquilo?- Derek questionou, apontando para um bastão metálico preso à parede.
— Isso é um taco de beisebol?

Julie deu um passo mais perto, sabendo imediatamente a quem pertencia.
— É o bastão de Stiles. -Ela disse.
— Eu me lembro dele pegando do carro quando ele seguiu Scott aqui, para te salvar.

Derek destacou o taco da parede, observando-o.
— Está magnetizado.- Ele disse, e começou a traçar o morcego através da linha de giz branco no chão, até que o bastão fosse magneticamente puxado para a parede.
— Kira, preciso que você me diga tudo o que sabe sobre a raposa de fogo.

— Raposa de fogo?- Julie lembrou de sua pesquisa.
— Como na eletricidade que os kitsune criam quando esfregam o rabo?- Ela perguntou.
— Espere, você não tem rabo, tem?

Revirando os olhos, Derek começou a sair da estação de energia e, como esperado, as duas adolescentes seguiram atrás dele. Quando entraram no carro, começaram a contar tudo o que sabiam sobre o fogo da raposa.

— Então o que isso significa? -Kira perguntou.
— Eu não entendo como meu fogo de raposa tem algo a ver com Stiles.

— A mensagem deixada no quadro foi escrita pelo Nogitsune para Barrow, certo?- Julie começou a explicar.
— O Nogitsune já estava na cabeça de Stiles naquele ponto, então tudo que ele precisava era de seus poderes. Então ele enviou Barrow para usar o foxfire, criado por você na estação de energia, para iniciar os poderes do Nogitsune dentro de Stiles.

Kira suspirou.
— Então, basicamente, eu ajudei um espírito das trevas a assumir o controle do melhor amigo de Scott.

Quando eles chegaram ao hospital e saíram do carro de Derek, ele se virou para Kira.
— Por falar nisso, você deve ficar aqui quando contarmos a Scott.

Julie acenou um adeus para Kira quando a deixou para trás no estacionamento e entrou no prédio do hospital.
— Espera.- Derek disse quando os dois entraram no elevador.
— Você me disse antes que ia me dizer algo, mas precisava ter certeza de que vou ajudar primeiro. Seja o que for, acho que você deveria me dizer agora, antes de contarmos ao Scott.

As portas do elevador se fecharam, deixando os dois sozinhos.
— Eu não acho necessariamente que seja uma boa ideia dizer a você agora. -Ela suspirou.
— Eu te conto depois. Acho que preciso falar com meu pai antes de começar a supor.

Quando eles finalmente chegaram a Scott e explicaram tudo, para sua surpresa, ele concordou com eles. Ocorreu-lhe que ela nunca se sentou para explicar a Scott, mas apenas ansiosamente deu sugestões, esperando que ele entendesse onde ela queria chegar. Era descarado que Scott estivesse questionando isso desde a noite anterior, quando Stiles desapareceu.

Eles sentaram do lado de fora da sala de testes enquanto Stiles fazia um teste de ressonância magnética, que eles sabiam que levava de quarenta e cinco minutos a uma hora. Eles ficaram sentados em silêncio depois de contar a Scott sobre como Stiles tirou seus poderes do fogo da raposa; poderes que eles não sabiam até que ponto.

O telefone de Julie não parava de vibrar, e quando ela o ligou para ver a mensagem de texto de seu pai, ela suspirou.
— O que é isso? -Scott perguntou, paranóico.

— Nada.- Ela balançou a cabeça.
— É só meu pai, ele está de volta e se certificando de que tenho uma chave reserva da casa porque ele vai dormir.

Scott mexeu com os dedos, olhando para Derek.
— Você sabe as coisas que você me disse sobre os sinais de quimio mais cedo? -Ele se inclinou, os cotovelos apoiados nos joelhos.
— Isso me lembrou de quando você estava me ensinando a usar a raiva para controlar as mudanças.

— Acho que você acabou me ensinando mais sobre isso.

Enquanto Julie se inclinava na cadeira do hospital, observando o relacionamento dos dois lobisomens, ela percebeu que nunca considerou o quão leal o relacionamento de Derek e Scott era um com o outro.
— Você está me ensinando de novo?

— Pense nisso mais como compartilhar alguns segredos comerciais. -Derek inclinou a cabeça.
— Você sabe que eu levei Cora de volta para a América do Sul, certo? É onde ela passou a maior parte do tempo depois do incêndio. Mas essa não foi a única razão pela qual eu saí, eu precisava falar com minha mãe.

Julie não pôde deixar de interromper com isso.
— Sua mãe morta?

— Ela me disse algo que mudou minha perspectiva sobre as coisas, sobre um monte de coisas. Ela disse que esta cidade precisa de alguém para protegê-la. Alguém como você, Scott.

Scott se levantou, tendo uma epifania repentina.
— Ele estava tentando nos proteger!

Perplexa, Julie se levantou da cadeira.
— Quem, Scott?

— Stiles estava nos protegendo dele mesmo.

Derek arregalou os olhos.
— O telhado. -Ele disse. Quando começaram a procurar um caminho para o telhado, Julie não se preocupou em perguntar sobre o que eles estavam falando, porque ela tinha a sensação de que eles estavam prestes a mostrar a ela exatamente o que significavam.

Eles chegaram ao telhado, na calada da noite e começaram a caminhar em direção às tomadas.
— O que você está procurando?

— Não tenho certeza, mas viemos aqui ontem à noite e sentimos o cheiro de ansiedade e estresse de quando Stiles estava aqui. Não acho que Stiles estava lutando consigo mesmo, acho que ele estava lutando para não fazer algo.

Scott pulou em cima de uma caixa de madeira, verificando o que havia acima da grande saída quadrada.
— Há algo aqui.- Quando seu braço se esticou, ele puxou uma sacola de ginástica e a jogou no chão.

Julie se ajoelhou para examinar o que havia na bolsa.
— Que diabos é essa coisa?- Ela engasgou levemente, tirando as ferramentas da bolsa.
— Eu não entendo, o que ele estava fazendo? -Não demorou muito para ela saber a resposta.

A tomada elétrica em frente à qual estavam estourou, pequenas fogueiras sendo deixadas no chão do telhado.
— Julie, fique atrás de mim! -Scott gritou.

Um fio se cortou e começou a balançar, voando de um lado para o outro com a extremidade cortada iluminando-se com volts. O arame voou até cair do telhado e cair no estacionamento.
— Precisamos descer lá! Agora!- Derek gritou.

— Não! -Julie gritou.
— Precisamos encontrar Stiles!

Derek balançou a cabeça.
— Você não está vendo isso? Stiles não é mais Stiles! -Ele disse enquanto todos desciam correndo as escadas.
— O que você vai fazer se o encontrar e ele não for ele mesmo? E se ele tentar te matar?

— Eu tenho isso.-.Julie tirou as adagas dos bolsos.

Ele zombou.
— Para apunhalá-lo?

— Para me proteger.

Eles chegaram ao andar térreo, em direção ao estacionamento.
— Eu sugiro encontrar um plano que não acabe com você sendo morta.

No estacionamento, havia uma poça d'água e uma ambulância bateu na parede. Julie pôde ver Allison e Isaac saindo do carro, e Isaac empurrando Allison para longe para que a poça de volts não a eletrocutasse. Kira estava gritando para que todos voltassem, e todas as pessoas imediatamente entraram em seus carros e dirigiram para o outro lado.

— Isaac!- Julie gritou, observando-o desabar no chão.

Ela queria correr para ele, mas Scott agarrou suas mãos para impedi-la de entrar na água.
— Cuidado!

Kira, no entanto, entrou na piscina de água sem desabar no chão como as outras. Ela agarrou o fio, com volts saindo pela extremidade cortada, até que fechou a extremidade com a mão, até que parou.
— Os olhos dela- Julie disse, observando-os brilharem em um amarelo dourado.
— Isaac!

Julie correu para ele, verificando seu pulso.
— Ele não está respirando! -Ela gritou.
— Scott, ele não está respirando!

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desculpe, Stiles não apareceu neste capítulo, mas o próximo capítulo tem cenas Stiles/Void e Julie então 👀

Acho que vou fazer uma maratona por causa do niver do Dyl, 30 aninhos man. Amanhã...

Qualquer erro, me avisa please

Nome do próximo cap: Espírito Trapaceiro 🤔

2715.20.08.21

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