Capítulo 21 - Aonde o Firmino entra na história?
Vanessa Schneider
Nove em cada dez pessoas que dão PT na balada, costumam ter alucinações de fatos que não ocorreram durante o momento de vergonha alheia, e com certeza, eu estava dentro da estatística.
Quer dizer, que tipo de pessoa cruzaria com o Firmino em pessoa numa baladinha qualquer de uma cidade qualquer?! Fala sério! Estava mais do que na cara que meu coma alcoólico afetou muito mais minhas faculdades mentais do que eu poderia imaginar.
-Ela está morta? - Ao longe eu podia ouvir a voz de Beah, como se fosse um sonho distante.
-Sendo bem sincera? Eu não sei...o que você fez com ela? - Roh estava, nitidamente, questionando de forma acusatória o terceiro membro do diálogo.
Eu sempre amava ser o centro das atenções no quesito drama, e eu tinha um pressentimento que aquela minha ceninha era digna das novelas mexicanas. Contudo, eu estava morrendo de vontade de abrir os olhos e dar aquele alô para o mundo.
-Ai cacete... - Balbuciei.
-Ai sim, porra! Ela está viva! Sorte sua sorrisão! - Roh me envolveu em um abraço forte.
Eu ainda tentava processar quem era a pessoa que estava atrás das figuras elétricas de minhas amigas, mas eu queria mais era contar meu momento drogada sem drogas ilícitas, para minhas companheiras.
-Manas, eu dei um apagão na pista de dança... - Suspirei pesadamente.
-Todo mundo viu, quer dizer, você literalmente parou a festa, com toda certeza estará no JF Depressão amanhã. - Beah prendeu o riso.
-Ai...droga!! Mas escutem! - Eu estava começando a retomar minha energia vinda do além. - O mais bizarro foi que eu acordei nessa cama e acordei dando de cara com um homem vestido com a melhor fantasia do universo de Roberto Firmino...juro, eu até desmaiei de novo.
Sinceramente, eu esperava uma reação mais surpresa das minhas amigas, mas ao contrário dos berros e da euforia, o que Roh e Beah fizeram, foram trocar olhares cúmplices.
-Hello! Vocês ouviram o que eu disse? - Tentei puxar a conversa mental das duas para mim.
-Não acho que você tenha delirado...-Beah soltou um pigarro, inclinando o corpo para o lado, mostrando a figura da quarta pesssoa que se encontrava no recinto.
Era o mesmo homem, e sentia meu rosto perdendo a cor a medida que ele levantava os olhos do celular e se direcionava a mim.
Minha Nossa Senhora da Bicicletinha Sem Freio, não era uma fantasia...era ele...era o...
-Moça, por favor, não grita e não desmaie de novo, não sou o Bobby, sou irmão gêmeo dele. - O sósia do Firmino se aproximou do pé da cama.
Roh e Beah levantaram da mesma, e eu já sabia o que viria a seguir.
-Vocês tem muito o que conversar, disso não tenho dúvidas, vamos deixa-los sozinhos, estaremos no saguão te esperando, Nessa! - Beah puxou Roberta para a porta antes mesmo que eu pudesse protestar.
-Tudo bem, por alguma razão que eu não sei, agora temos que conversar. - Fechei as pálpebras com força. - Olha, obrigada por ter me salvado do maior mico da minha vida, e me desculpe por todo esse alarde, mas é que você é extremamente igual ao seu...irmão. - Aquela última palavra ainda era estranha de ser pronunciada.
Um sorriso brotou em seus lábios e eu fiquei viajando nele por alguns segundos, a tempo de voltar para a realidade antes que eu começasse a babar por um estranho.
-Observei você durante a festa inteira, estava esperando o momento certo para me apresentar. - Ele coçou a nuca, um pouco tímido, fiquei úmida (sossega, Vanessa).
-Ainda bem que você escolheu chegar em mim na hora que eu desmaiei, porque na certa eu teria feito O escândalo no meio da pista. - Dei de ombros me ajeitando na cama fofinha.
-Com toda certeza, foi um golpe de sorte. - Ele riu e eu o acompanhei.
E foi naquele momento que eu me toquei que não sabia seu nome, e por mais que eu nunca mais eu veja aquele deus grego em forma de homem, eu queria pelo menos chama-lo pelo nome que não soasse como se eu estivesse na cama com o Bobby Firmino em pessoa.
-Desculpe, mas já que você não é o Firmino jogador, qual é o seu nome? - Perguntei, acanhada.
-Gabriel, Gabriel Firmino. - Ele segurou minhas mãos e eu pude sentir uma corrente elétrica passar pelo meu braço.
Qual era a primeira regra do rolê, Vanessa Schneider?! NÃO SE APAIXONAR DE PRIMEIRA, PORRA!
-Ah, sim...meu nome é... - Ele não me deixou completar a frase.
-Vanessa! Suas amigas falaram bastante seu nome enquanto você viajava pelo além. - Ele riu e eu revirei os olhos, também, rindo.
-Aquelas safadas não perdem tempo...-Soltei a respiração.
-Com certeza não, eu preciso ir. - Ele se levantou e eu quase protestei. - Podíamos combinar alguma coisa, quando recuperar a ressaca.
-Claro, me passa seu número. - Eu tateei meus bolsos procurando meu celular, sem sucesso.
-Relaxa, já consegui com aquela sua amiga doidinha de cabelo cacheado, te vejo em breve, Vanessa! - Ele acenou antes de sair.
PUTA QUE PARIU, EU TE AMO ROBERTA!!
-----------------------------------------------------------
Quem aqui acha que a Vanessa tirou a sorte grande com esse irmão gêmeo do Firmino?
Quem aqui quer saber mais sobre esse homão da porra que entrou em cena?
Quem aqui está sedento (a) para ver as confusões que nossa amada irá arrumar com João (embuste) Francisco e com o Gabriel (sonho das mulheres) Firmino?
Quem aqui é #Jonessa?
Quem aqui já é #Firmessa?
Gostaria de dedicar esse capítulo a Yasmin, uma das minhas leitoras favoritas que está fazendo aniversário hoje! Parabéns fadinha!
Nos vemos semana que vem!!
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top