capitulo 24

Acordo com Otávio beijando minhas costas. Sinto um sorriso se formando nos meus lábios enquanto ouço um murmúrio de prazer sair dele. Me espreguiço e me viro para encará-lo.

"Sabe por que te amo?" – ele pergunta, o olhar carregado de ternura.

Dou um sorriso, balançando a cabeça em sinal de curiosidade.

"Porque quando acordo do seu lado me sinto mais vivo, e quando te toco me sinto mais homem do que qualquer um."

Não posso deixar de sorrir ao ouvir isso. É bom sentir-se amado de uma maneira tão profunda e sincera.

Otávio beija minha barriga, subindo lentamente até minha boca. Seus lábios encontram os meus em um beijo suave, mas carregado de emoção.

"Também te amo!" – afirmo, meus olhos brilhando com sinceridade.

"Por que me ama?" – ele pergunta, deitando-se ao meu lado e olhando-me intensamente.

"Porque te faço mais homem quando me tocas," digo, rindo.

Ele se move para me beijar mais uma vez, seus lábios explorando meu peito e minha boca com uma intensidade que faz meu coração bater mais rápido. Ele para e me observa, esperando uma resposta.

"Eu te amo porque ninguém pode nos condenar por amar. E porque, para me entender, tem que virar o mundo de cabeça para baixo, e você fez isso."

Seus olhos se fixam em mim, criando uma atmosfera íntima e carregada de emoção. Puxo seu rosto para mais perto, e nossos lábios se tocam com uma voracidade que revela toda a paixão que sentimos um pelo outro. Meu corpo nu agora repousa sobre o dele, e eu o observo com um sorriso satisfeito. Otávio esboça um sorriso safado, e me entrego completamente a ele.

Agora, eu e Otávio estávamos juntos de verdade, embora nem todos soubessem. A situação com o pai dele, Sr. Wruck, ainda era uma preocupação. Apesar de tudo, estávamos sendo cuidadosos para manter nossa relação em segredo. Nos víamos pouco fora da escola e, quando nos encontrávamos, procurávamos estar cercados de amigos para evitar suspeitas.

*

A festa estava em clima ótimo quando, de repente, o som dos tiros estourou pelo ambiente. Um disparo após o outro fez o DJ parar a música, e um silêncio aterrorizante tomou conta da casa. Meu coração acelerou e eu olhei ao redor, tentando entender o que estava acontecendo.

Dos fundos da casa, avistei Gael, sua expressão grave e decidida, chamando-me. Corri até ele, e ele me puxou para a cozinha, onde me prensou contra a parede, sua voz tensa e urgente.

"Você deve sair daqui!"

"Por que?" – perguntei, confuso e assustado.

"Não está mais seguro!" – ele respondeu, com uma firmeza que não permitia discussão.

"Como assim..."

Fui interrompido por Nina, que apareceu desesperada, seus olhos arregalados e cheios de pânico.

"Erick. Foi o Sr. Wruck!"

Olhei para Gael, que segurava meu braço com força, sua expressão preocupada.

"Não vá."

"Me solta agora," pedi, puxando meu braço com força. Sentia um frio na barriga, sabendo que precisava ir.

Com uma mistura de medo e determinação, corri pelos fundos da casa. A movimentação dos convidados e vizinhos na entrada da casa de Otávio e Renato estava frenética. Era um caos absoluto, com pessoas tentando entender o que estava acontecendo.

Lutando contra a multidão curiosa e agitada, consegui entrar na casa. A cena que encontrei era devastadora. Renato estava ajoelhado ao lado do corpo do pai, seu rosto coberto de lágrimas. Otávio, silencioso e abatido, estava sentado na escada, seu corpo coberto de sangue.

Cobri a boca com as mãos, tentando controlar a onda de choque e tristeza que me envolvia. Aproximo-me de Renato, tocando seu ombro com cautela. Ele olhou para mim, seus olhos vermelhos e cheios de dor.

"Ele morreu," Renato disse, sua voz quebrada pela emoção.

Eu estava atônito. Quem poderia ter cometido um crime tão horrível contra alguém que parecia, à primeira vista, ser uma pessoa boa? A morte do Sr. Wruck era um enigma doloroso.

"Eu não entendo... Como isso aconteceu?" – perguntei, minha voz tremendo.

Renato não respondeu imediatamente, sua dor era evidente, e Otávio permaneceu em silêncio, a tristeza evidente em seus olhos. O caos ao nosso redor parecia um borrão, e eu sentia o peso da tragédia esmagando-me.

Gael apareceu na entrada da casa, sua expressão ainda grave, mas agora com um olhar de preocupação redobrado. Ele se aproximou e, com um gesto, indicou que deveríamos sair dali. A segurança estava comprometida, e a cena era mais do que eu poderia suportar no momento.

"Vamos, precisamos sair daqui," disse Gael, sua voz carregada de urgência.

Segui-o, tentando processar o que acabara de acontecer, enquanto a festa se transformava em um pesadelo. A tragédia de perder alguém tão próximo, misturada com a confusão e o medo, criava um emaranhado de emoções que eu não sabia como lidar.

Ao sair da casa, meus pensamentos estavam em tumulto. A morte do Sr. Wruck era apenas o começo de uma noite que prometia ser ainda mais complicada e dolorosa.

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