capitulo 23
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Olá, Tudo bem?
Capítulo novo, era para ter postado ontem, mas faltavam algumas coisas.
No capítulo anterior vocês viram como Erick foi vingativo e se atracou com Renato, que não é nada mau rsrs. Lhes apresento, Erick Safadinho!
~*~
Dois dias após a festa de boas-vindas de Renato, nossa relação se intensificou. Como diz o ditado: éramos amigos, mas nos pegávamos às vezes. E essa dinâmica estava ficando cada vez mais íntima. Meu relacionamento com Otávio, por outro lado, estava fadado ao fracasso. Ele nunca parecia saber o que realmente queria, e isso ficou claro logo após a festa, quando ele veio me procurar. Foi uma cena embaraçosa para ele.
Renato e eu, desde então, nos tornamos inseparáveis. A química entre nós só aumentava, especialmente depois daquela transa ardente. Ele insistiu em me levar para casa, mesmo sendo perto.
"Me desculpe," disse, quebrando o silêncio. "Eu te usei mais cedo. Estava com raiva do seu irmão."
Renato sorriu, pegando minha mão. "Está tudo bem. Foi uma bela usada... Mas já te disse, você merece um homem, não um moleque."
Sorri de volta e me aproximei dele, tão perto que pude ouvir seu coração acelerar.
"Erick!"
Olhei por cima do ombro de Renato e vi Otávio. Ele estava ali, chorando e visivelmente bêbado.
"Meu Deus... O que você quer?"– perguntei, exasperado.
Ele se aproximou, caindo de joelhos aos meus pés, e implorou.
"Eu quero você de volta. Me perdoa, sei que o que fiz não foi atitude de alguém que estava comprometido."
Renato esboçou um sorriso discreto, claramente gostando de ver seu irmão mais novo se humilhando publicamente.
"Otávio..."– olhei ao redor e notei que algumas pessoas estavam gravando a cena. Dei um sorriso, mas por dentro, me sentia incomodado.
"Otávio, acho melhor você levantar,"– disse, tentando ajudá-lo a se levantar, embora sem muita vontade.
"Por favor, diz que me perdoa."
"Eu te perdoo. Agora levanta!"– insisti.
Com a ajuda de Renato, Otávio finalmente se ergueu, claramente envergonhado ao perceber que estava sendo filmado e que algumas pessoas riam dele.
Renato e eu continuamos nosso caminho até minha casa.
"Então, perdoou mesmo?"– perguntou Renato, quebrando o silêncio.
"Sim. Não sou de guardar rancor,"– respondi, com um sorriso tranquilo.
"Você é tão puro. Não sei como posso estar tão apaixonado por alguém tão diferente de mim,"– ele disse, rindo.
Como assim? pensei, confuso.
"Mal nos conhecemos e já está apaixonado?"
Ele sorriu, aproximou-se e me deu o último beijo da noite.
Observar Otávio malhando na garagem através da janela do quarto de Renato me fazia pensar em como as coisas haviam mudado. Renato saiu do banheiro, com uma toalha na cintura e o corpo ainda suado da malhação.
"Pensei que ia tomar banho," perguntei, meio intrigado.
Ele se aproximou de mim com um sorriso travesso, me fazendo cócegas e me jogando na cama, caindo sobre mim.
"Pensei em algo melhor," respondeu, enquanto começava a levantar minha camisa, expondo minha barriga. Seus lábios roçaram minha pele e sua barba fazia um cosquinha gostosa.
"Você está suado," comentei, gemendo enquanto me contorcia sob o toque dele. Sentia uma corrente de prazer que parecia quase um paraíso.
"Nunca ouviu dizer que o melhor sexo é quando o parceiro está suado?"– disse ele, erguendo a cabeça e me fitando nos olhos.
"Então é assim que você me vê, como seu parceiro de sexo?"– perguntei, rindo, enquanto ele se inclinava para me beijar novamente.
"Se for isso que você quer..."– respondeu ele, voltando a me beijar. Eu me entreguei ao momento, sem hesitar.
Mais tarde, recebi um convite do pai dos irmãos para jantar com eles. Até então, ele parecia alheio ao que realmente estava acontecendo entre mim e seus filhos.
"Eu estudo com Otávio; temos aulas de história, literatura e línguas estrangeiras," falei, enquanto dava uma garfada no macarrão.
"Otávio foi um idiota por ter saído da escola do exército," comentou Renato, sem rodeios.
Otávio não contradisse o irmão, e parecia concordar com a opinião dele.
O Sr. Wruck, que se parecia com um Ben Affleck mais musculoso, abriu o colarinho da camisa e passou a mão na barba e no bigode. Ele se sentou à mesa, parecendo faminto.
"Uhm! E onde você conheceu Renato?"– perguntou, limpando o canto da boca com um paninho branco.
"No aeroporto, Sr. Wruck," respondi, tentando manter a compostura.
"Pode me chamar de Miguel," disse ele, com um sorriso amigável.
Eu sorri de volta, vendo Renato fazer um sinal para Otávio. Os dois se levantaram e foram para a sala de estar, me deixando sozinho com Miguel.
"É bom conhecer um amigo dos meus filhos. Mas eu sei que tem algo mais, só não sei o quê," comentou Miguel, com um olhar curioso.
Arregalei os olhos, um pouco surpreso com a percepção dele.
"Me desculpe, Senhor... Miguel, acho que está enganado quanto a mim. Não estou com nenhum dos seus filhos, na verdade, tenho que ir para casa, minha mãe está me esperando," disse, levantando da cadeira.
Ele se levantou e me acompanhou até a porta, ainda com um sorriso cordial.
"Foi um prazer conhecê-lo. Volte sempre," disse ele, enquanto eu saía, sentindo um misto de alívio e confusão sobre o que poderia ter sido.
***
Acordei com meu celular vibrando ao lado da cama, era uma mensagem de Otávio:
"Abra a porta da varanda."
Levantei-me rapidamente, deixando o livro que eu estava lendo cair no chão. A noite estava silenciosa, e a lua iluminava a varanda com um brilho prateado. Fui até a porta da varanda e a abri. Lá estava Otávio, parado do lado de fora, sua silhueta destacada contra a luz fraca da lua.
"O que você está fazendo aqui?"– perguntei, tentando manter a calma, embora meu coração estivesse acelerado.
"Vim te ver," ele respondeu, com um olhar que misturava determinação e vulnerabilidade.
Dou de ombros e entro de volta no quarto, sentando-me na cama. A luz da lâmpada de cabeceira iluminava parcialmente o rosto de Otávio enquanto ele se aproximava lentamente.
"Eu vim te pedir desculpas," ele começou, sua voz um pouco trêmula. "Eu não estava sóbrio na festa e não consegui entender por que você me perdoou. Quero ouvir isso de você."
"Eu te perdoei," digo, a voz firme, mas com um toque de tristeza.
"Eu sei, mas por quê? Bem, eu estava com outra na festa. Eu sinto muito por ter te machucado," ele disse, a voz carregada de arrependimento.
"Eu sei, e foi por isso que acabei ficando com seu irmão," confessei. "Mas isso não mudou o que eu sinto. Eu ainda queria estar com você."
"Erick..."
"Otávio, seu irmão é uma ótima pessoa e me fez esquecer dos meus problemas por um tempo. Mas é com você que eu quero estar, sempre será com você!" – digo, as lágrimas começando a escorregar pelo meu rosto.
Otávio se aproximou de mim na cama, seu olhar cheio de dor e esperança. Ele me puxou para um beijo intenso, e o calor de seus lábios contra os meus trouxe uma sensação de alívio. Seus braços me envolveram em um abraço apertado, e eu senti sua respiração quente em meu pescoço.
"Eu te amo, Erick," ele sussurrou, suas palavras carregadas de sinceridade e emoção.
Senti um alívio profundo e uma sensação de calma ao ouvir aquelas palavras. Coloquei minhas mãos em seu rosto, inclinando-me para um beijo mais suave, tentando transmitir o quanto ele significava para mim. O beijo se aprofundou, e o mundo ao nosso redor parecia desaparecer.
Depois, recostamos juntos na cama, Otávio me envolvendo em seus braços. Ele me olhou com um sorriso, tentando disfarçar o cansaço. "Eu sinto tanto por tudo isso, Erick. Só quero fazer as coisas certas."
Eu sorri, me aconchegando mais perto dele. "Vamos fazer isso juntos. Não importa o que aconteça, eu estou aqui com você."
A noite se estendeu tranquila, com o som da brisa suave passando pela janela aberta e a sensação de que, apesar dos desafios, estávamos no caminho certo. Adormecemos juntos, o calor de seu corpo contra o meu me dando um conforto que há muito não sentia.
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E então, o que acharam? Esse Erick é safado, pqp. Pegou os dois irmãos, mais o amor da vida dele é o Otávio! s2 s2
Aguarde as cenas dos próximos capítulos, teremos mais casal Orick.
Mais que vocês acham melhor #CasalOrick ou #CasalRedrick ? Soltem as hashtag.
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