capitulo 18

"Por que faz isso comigo?"—Gael murmura, seus dedos alisando meu cabelo com um toque quase elétrico. O calor do seu peito nu é palpável contra minha pele, e eu sinto cada subida e descida de sua respiração profunda.

Levanto meus olhos para encontrar os dele, que estão cheios de uma intensidade perturbadora.

"Isso o quê?"—pergunto, minha voz carregada de curiosidade e um toque de desafio.

"Me deixa nervoso, depois diz que não quer nada. Aí se preocupa comigo e me deixa com tesão, depois fala que não devíamos, e quando menos esperamos, já estamos brincando... Resumindo, me deixando louco!"—ele fala, o tom de sua voz misturado com frustração e desejo.

Sinto seu corpo vibrar contra o meu. Seus lábios tocam meu peitoral, um beijo leve que provoca um arrepio em toda a minha pele. A cabeça dele pesa para trás, e um gemido escapole dos seus lábios.

"Não sabia que te deixava doido."—sussurro no seu ouvido, meu hálito quente provocando um choque de prazer.

Me sento no seu colo, e ele me agarra pela cintura com uma firmeza que transmite possessividade. Seus lábios exploram meu pescoço, sugando e beijando minha pele com uma intensidade que me faz estremecer. Seus beijos são uma mistura de calor e necessidade, e cada toque é como um incêndio em minha pele.

"Gael."

Ele segura meus cabelos com uma pressão controlada, puxando-os suavemente para trás. A barba dele roça contra meu pescoço, causando uma sensação de formigamento que se espalha por todo o meu corpo, me deixando arrepiado e ansioso.

"Sabe que não podemos..."—digo, minha voz um murmúrio tremulo.

"Não faz isso comigo, Erick."—Os olhos dele encontram os meus com uma profundidade ardente. Nossos corpos se encaixam perfeitamente, e o prazer se entrelaça com a necessidade, criando uma sinfonia de sensações.

Beijo seus lábios, sentindo um frio intenso se espalhar pela minha barriga e um efeito borboleta no meu estômago. O desejo e a emoção se misturam, e um gemido involuntário escapa dos meus lábios, marcando o início de uma conexão intensa e proibida.

Após longas horas com Gael na cama, finalmente decidi descer as escadas em busca de algo mais reconfortante do que o calor da paixão. O cheiro de leite quente, mingau e uma sensação de tranquilidade me guiaram até a cozinha.

Quando cheguei lá, encontrei uma mulher com cabelos dourados sentada no sofá, aparentemente aguardando alguém. Sua presença era distinta, e havia algo de enigmático em seu semblante.

"Posso ajudar?"– perguntei, tentando entender o motivo da sua presença.

Ela se virou lentamente para mim, seus olhos brilhando com uma mistura de preocupação e determinação.

"Dona Sophia, o que te trouxe aqui?"– perguntei, surpreso ao reconhecê-la.

"Erick, querido. Soube do julgamento, e quero que saiba que tudo vai ficar bem."

"Já faz duas semanas... Tenho certeza que a senhora não veio aqui apenas para prestar suas condolências."

Ela sorriu, um sorriso enigmático que parecia esconder algo mais.

"Garoto esperto! Vim tratar de alguns assuntos com o delegado. Apenas queria passar para ver como você estava."

Dou de ombros, intrigado com a sua visita inesperada.

"Gael está no escritório. Posso te levar lá."

"Não é necessário, sei o caminho."– respondeu ela, levantando-se.

A mulher se dirigiu para fora da cozinha, e eu a observei com uma mistura de curiosidade e desconforto. Que mulher estranha, pensei.

"Neuza, fale para Gael que vou dar uma corrida. Volto mais tarde..."– digo, saindo pela porta.

O sol estava começando a se pôr, tingindo o céu com tons laranja e rosa. Fui até a área de recreação do condomínio. Alguns meninos jogavam vôlei na quadra e crianças brincavam no parquinho. Ouvi meu nome sendo chamado.

"Erick! Erick!"

Me virei, procurando a origem da voz, e vi alguém acenando para mim ao longe. Ele correu até onde eu estava.

"Otávio."– sussurrei para mim mesmo.

Otávio estava sem camisa, com tatuagens novas adornando seu corpo musculoso e definido. Ele me abraçou com um entusiasmo genuíno.

"Quanto tempo!"– afirmou ele, sorrindo amplamente.

"É..."– respondi, um pouco sem jeito.

"Bom..."– ele coçou a cabeça, parecendo sem palavras por um momento. "Vou sair com um pessoal essa noite..."

"Ah, que legal. Se divirtam!"– disse, sorrindo.

Ele cruzou os braços, e os músculos se expandiram ainda mais.

"Quer vir com a gente?"

Fiquei sem palavras por um instante.

"É... Não sei... Tenho alguns deveres e trabalhos para fazer. Talvez eu saia com Nina, ou talvez não, ainda estou pensando..."

Ele parecia um pouco confuso, mas tentou manter a animação.

"Ah, tudo bem. Se mudar de ideia, só me ligar. Vou te buscar na hora!"– ele gaguejou, um pouco hesitante.

"Tudo bem."

Ele sorriu de volta.

"O quê? Então você vai?"– perguntou, com um brilho de esperança nos olhos.

"Sim."– respondi, sorrindo também. Voltei a correr, olhando para trás uma última vez. Otávio estava com as mãos atrás da cabeça e um sorriso largo no rosto. Nunca havia visto alguém tão feliz por mim, pensei.

Quando cheguei em casa, encontrei Neuza na cozinha, tirando um bolo do forno. O aroma doce e acolhedor preenchia o ambiente.

"Que cheirinho gostoso."– disse, abraçando-a. "Cadê Gael?"

Ela começou a rir, reclamando do calor e do suor que eu havia deixado no abraço.

"Ainda está em reunião com a Dona Sophia," ela respondeu, com um tom de preocupação que eu não tinha notado antes.

"Ela estava aqui?"– perguntei, surpreso.

Neuza confirmou com um aceno de cabeça e, percebendo a minha curiosidade, se ofereceu para me levar até Gael.

"Se quiser, posso te levar até ele. Pode ser que eles já tenham terminado a reunião."

"Por favor, isso seria ótimo."

Neuza me conduziu até o escritório, e, enquanto caminhávamos pelos corredores, uma sensação de inquietação tomou conta de mim. Algo estava acontecendo, e eu estava determinado a descobrir o que era.

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