Prólogo.

Uma história começa de algum lugar, sai de alguma criação da mente humana.
E essa não seria diferente. Bom, seria apenas uma Animaforse.
Acalmem-se, eu irei lhes explicar no decorrer.
Essa história é tão envolvente quanto outras.
Mais tenham paciência com esse narrador, já que será a minha primeira história.

Há muitos anos atrás.

   Um jovem de apenas 7 anos, corria como se o mundo fosse seu.
Brandia uma espada de madeira e gritava a plenos pulmões, "o herói chegou para te salvar."

Ele se denominava o herói de sua vila.
Mais era tão fraco, pequeno e insignificante, que morreria ao pisar em uma confusão real.

Ele corria, saltava e gritava as mesmas palavras.
Seu inimigo, era nada mais que um ninho de marimbondo.

O que não foi a belíssima idéia, já que ao bater da 3° vez, os marimbondos se agitaram e avançaram.
A cena foi patética e hilária, o garoto caiu ao lado de uma pedra enquanto cobria o rosto.

Um som o fez erguer a cabeça assim que os marimbondos se foram.
Ali naquela pedra, havia um corvo.

Seria o pobre corvo, seu próximo inimigo. E provavelmente o inimigo ganharia, mais a asa quebrada foi o motivo de não fugir, ou avançar.

O garoto o pegou com cuidado nos braços e correu para casa.
A noite já chegava, já que o sol se escondia por entre as colinas.

Sua mãe já havia saído para o trabalho.
Ela criava o garoto sozinha, e sua única chance de conseguir por comida em casa, era se deitar com vários homens.
Exatamente isso, a mãe dele era uma meretriz.

O garoto correu para seu quarto, e após usar dois gravetos para estabilizar a asa do corvo, ele enfaixou. Não sem antes notar um ferimento de flecha na asa.

O deitou em seu travesseiro e acariciou sua cabeça.

__você ficará bom logo. Poderá voar e ser livre.__o garoto sorri e toca com cuidado a asa do corvo.__eu fiz um bom trabalho, e prometo que você poderá voar em breve.

O garoto velou a noite do corvo, mais para uma criança era difícil ficar muito tempo acordado.

Quando o dia surgiu, o garoto acordou e não achou o corvo em seu travesseiro.
A bandagem que ele tinha feito estava sobre o travesseiro.

Um som fez o garoto olhar para sua escrivaninha.
Havia uma gaivota sobre ela, a mesma pulava de um lado pro outro mostrando as asas e as batia freneticamente, mais não levantava vôo.

__amiguinho, você viu o corvo machucado?

Ele era tão burro, mais talvez não fosse sua culpa, já que para qualquer um, era estranho.

A gaivota se virou e mostrou a asa, o garoto olhou o mesmo ferimento, porém cicatrizado.

Sendo claro a resposta, a reação do garoto não foi a melhor.

Ele gritou, arremessou coisas contra a gaivota e por fim, saiu do quarto trancando sua porta.

Horas se passaram e o pobre garoto ficou fora por todo esse tempo, quando voltou abriu a porta com cuidado e esperando não ver nada mais, ele entrou.

Mais o que ele viu sentado sobre a cama, foi a gota d'água para a mente do garoto parar de processar.
Um homem com uma capa preta e roupas simples brancas, estava olhando pra janela.

__você tem um dom.__o homem diz e o garoto desmaia.

Ao acordar, não havia mais homem e nem gaivota, ele estava em sua cama e ao seu lado o corvo deitado.

O garoto saltou da cama se afastando do corvo e se escondendo atrás de seu criado mudo.

Antes dos gritos começarem, um bilhete estava sobre o criado mudo.

"Animaforse. Isso que você tem é algo quase raro. O corvo, a gaivota e o homem. São todos um só. Pare de desespero quando me ver!"

O garoto olhou o papel e olhava o corvo, bambu era o que ele parecia naquele momento.
Balançava como eles no vento.

Naquela noite dormiu na sala, na manhã seguinte, a gaivota estava no criado mudo.
Ainda com medo, lhe deu água e um pouco de alpiste.

Ele saiu com sua mãe e voltaram na tarde.
Ao entrar no quarto, um homem olhava sua janela.

__pode me explicar?__o garoto reuniu forças pra falar.

__você salvou um corvo, me salvou. Mais ao ter a bondade de cuidar de um ser, que todos abominam por dizer carregar a morte, você despertou seu poder.

__eu não tenho poder!

__tem sim. É raro quando humanos carregam isso. Existem muitos pelo mundo a fora. Você é só um deles.__o homem se virou e o olhou.

__e você estava preso no corvo, ou o corvo em você?

__eu era só um corvo normal. Você me deu a chance de ser uma gaivota que jamais será condenada, e poderei voar livre sem ser alvejado, e um humano para entender sua mente tola.

__eu sou invencível?

__não. Você é patético. Mais seu poder tem que ser controlado, isso só funciona com animais e não com humanos, ou seja é quase inútil. Mais você tem garra e por isso vou te ajudar. E por que devo minha vida a você.

__como fará isso?

__você quer realmente ser um herói?

__muito.

__otimo.

Naquela tarde, o garoto fez um amigo e um treinador. De dia tinha uma gaivota, de tarde um treinador, e a noite um corvo para zelar seu sono.

Nunca contou a ninguém sobre seu dom, nem a sua mãe.
Já que pessoas com poderes, eram condenadas e rotuladas.

Quando completou idade o garoto se tornou um homem, se alistou no exército, para salvar pessoas e dar a sua mãe, a vida que merece.

Subiu de soldado, para cabo, e logo e finalizando sua jornada, se tornou comandante.

Comandante Mercúrio! O patético garoto franzino se tornou um homem belo, e com um coração puro.

Nunca se desprendeu de seu leal companheiro, que o seguiu em cada batalha, em cada momento de sua vida, e seria sempre assim.

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