7|Hora das consequências.

Dizem que uma hora ou outra tudo que você faz, tem as consequências, tanto boas como ruins. Não importa oque, sempre terá consequências suas atitudes.

Com Aishitemasu não seria diferente, infelizmente as consequências de uma ordem de um homem sem escrúpulos, veio cobrar seu preço agora.

    O navio atracou no porto da cidade de Sole di Tor.
Hoddy cumpriu com o que disse a Randal e Merlin, irritou e perturbou Nani, causando inúmeras expressões na mesma.
O que na mesma noite, Nani e Aishitemasu recriaram as expressões.
Aishitemasu perguntou sobre algumas expressões usadas pela mesma e Nani teve toda a paciência de explicar e ensinar.

Na manhã seguinte após o desjejum...outra coisa ensinada por Nani a ser dito como; café da manhã, rango. Ou como Hoddy fala; boia.

Após o café ficaram horas embaixo da árvore conversando sobre expressões e ensinando mais algumas.
Ao serem avisadas que chegaram no porto, e Kuro já havia feito a vistoria, eles poderiam atracar.

Dessa vez Kuro ficou responsável de vigiar Aishitemasu.
Não que precisasse, com as explicações do que ela pode ou não fazer, ela poderia andar sozinha. Mais talvez ainda tivessem receio.

Andaram por muitas ruas e ruelas, Kuro fazia algumas brincadeiras e mesmo sem compreender, Aishitemasu foi na dele.
Nas palavras do mesmo; era o que fazíamos na infância.

Mais em uma ruela secundária, um homem de meia idade, notou o porte físico, e cor de cabelo de Aishitemasu.
Como esqueceria tal pessoa, ele nunca esqueceu nem ela, e nem os outros do pelotão de Losti, tinha gravado a rancor e mágoa dentro de seu peito...tinha motivos? Com toda certeza.
Motivos que perturbaram o sono de um certo soldado, que mais pra frente virou comandante. Sim! Ele mesmo, o comandante Mercúrio.

Mais sem o mesmo presente, como explicar a alguém magoado e rancoroso, que não tiveram escolhas. Já que uma ordem, deve sempre ser cumprida.

Aishitemasu usava uma blusa de alça branca, que definia seu busto como nunca, um espartilho preto que casou perfeitamente com a enorme saia preta que usava, a mesma tinha uma fenda na perna esquerda, que ficava aparente quando andava, as botas e luvas eram seu charme especial.
O cabelo solto e duas mechas na frente faziam uma trança atrás na parte de cima e finalizava com uma fita preta.

Kuro usava uma calça preta, um par de botas pretas, e uma blusa de botão aberta revelando o abdômen definido.
O cabelo preso em um rabo de cavalo baixo, onde na frente estava meio bagunçado.

Ao chegarem no restaurante onde os outros estavam, o sol já dizia adeus para a lua surgir.

Se sentaram com os outros e a mesa estava alegre, piadas e risadas eram o que vinham dela.
Aishitemasu ainda não compreendia as emoções, mais sabia identificar as expressões, quem diria que Nani seria uma boa professora em tão pouco tempo.

Aishitemasu já conseguia deixar de ter a expressão neutra e a postura direita, aos poucos a deixava.

Talvez Ninguém esperava que problemas antigos de Aishitemasu, fossem surgir agora.

__eu vou pegar mais um saque.__Merlin avisa.

__alguém quer mais alguma coisa?__Aishitemasu se levanta e uma surpresa de todos menos de Nani ocorreu.
Ela disse algo fora dos padrões, ofereceu ajuda como alguém normal.

__duas cerveja, dois refrigerantes, um rum, e dois saques.__a mesma concorda e se vira indo em direção ao balcão.

Talvez a boneca Nani tenha ensinado bem, mais ainda precisava por em prática com outros as habilidades da Ningyō de guerra.

Infelizmente não seria nada programado e sim algo completamente difícil a qualquer um.

Ao fazer os pedidos, o barman disse que levaria tudo a mesa, e olhando bem os olhos da mais nova, disse que havia alguém procurando por ela lá fora.

Talvez ela devesse ter voltado pra mesa, talvez avisado aos outros que sairia.
Com certeza diriam que era um erro, ou que provavelmente fosse uma armadilha. Já que o bando sofre armadilhas como essa, em quase toda cidade que vão.

Mais Aishitemasu ainda não compreende que pertence a um bando, não compreende como agir em tais atitudes, seu corpo ainda é movido como modos militares, e com isso, lá se foi Aishitemasu...direto pro abate.

Ao chegar no lado de fora, olhou a rua Deserta, os ventos frios que vinham junto da noite sem estrelas, isso era o cenário perfeito para coisas ruins.

Após dar alguns passos a frente, uma silhueta se afastou de um poste mal iluminado.

__achou mesmo que eu não te reconheceria? Acha mesmo que sem a farda eu esqueceria do seu maldito rosto!__o homem esbraveja em ódio enquanto se aproxima da mesma.

__não sou mais uma oficial.__apenas isso foi dito.

__isso não apaga seus crimes, sua assassina!__o homem jogou algumas fotos e recortes de jornais em sua direção, acertando o rosto de Aishitemasu, mais não a causando nada.

A mesma olhou os recortes e as fotos no chão.

Na mão do homem, um relógio de bolso, onde de um lado era um relógio, mais do outro uma fotografia de uma mulher.

__eu a amava, e vocês não se importaram de tirar ela de mim. Você não é bem-vinda aqui! Todos desse lugar perderem alguém naquele dia.__ele encarava a foto, Aishitemasu notou o olhar, era a expressão desolado e talvez não sendo o momento, ou talvez o homem não gostasse dessa expressão vinda dela.

Aishitemasu se abraçou e fez a expressão de tristeza, como talvez dissesse que compreendia a expressão do homem.

__o orfanato, minha mulher trabalhava naquele orfanato, aquele que vocês atearam fogo, após atirar em cada criança e cada funcionário. Tudo por que?!__ao erguer a cabeça ficou incrédulo por ver a expressão dela.

__como ousa ficar triste?! Você não tem o direito, deve sofrer, ter pesadelos e acima de tudo, sentir o que muitos sentiram.__ao dizer isso, mais alguns homens surgiram, com armas e espadas em mãos.

__estava cumprindo ordens, uma ordem deve sempre ser cumprida.__ela avisou.

__pode vestir o que for. Na farda o sangue fica marcado, mais na pele as marcas de seus crimes não sai. Você é um monstro, uma maldita desgraçada!__um soco acertou o rosto de Aishitemasu a jogando no chão.

Ela poderia reagir? Sim. Mais Mercúrio após essa missão, disse em um desabafo com a mesma, mesmo sem a compreensão dela.
Disse que se um dia encontrar um dos entes das vítimas, aceitaria o primeiro golpe e talvez dois, talvez assim desse um mero acalento, de uma enorme dor, que não poderia mudar o que fez, mais que jamais se orgulharia dessa missão.

Aishitemasu sentou no chão e outro golpe em sua cabeça fez a mesma bater no chão. O segundo.

__não vai reagir desgraçada?!__o homem rosnou.__será que sentirá algo, se um dos seus morrer? Lá dentro outro que merece sofrer, está a rir. Mercúrio!__outro desinformado da real situação.__eu vou matar cada um dos seus amigos, e por fim matarei você, e o maldito soldado Mercúrio.

O homem se preparou para entrar, passou por Aishitemasu e ao dar mais um passo, algo segurou seu braço.

Aishitemasu estava de pé, o olhar assassino daquela época voltou.
Pode-se dizer que é um gatilho.

"Matar ou morrer!"

A frase aprendida na guerra, mais no bando aprendeu outra.

"Proteger sempre seus companheiros."

Sua mente decidiu organizar como deu as duas completas frases.

Matar ou morrer por seus companheiros e acima de tudo por seu dono.

__não toque nos meus companheiros, e não se aproxime do comandante Mercúrio!__a voz poderia dizer ser diabólica.

Aishitemasu puxou a espada do homem e com a outra mão o jogou em direção a parede de uma casa do outro lado.
Armas foram engatilhadas e disparos deferidos.

Mais todos desconhecem a Ningyō de guerra.
Rápida, precisa, exata e imbatível. Tudo isso formou a arma de batalha perfeita.

Com uma única espada, ela decapitou e perfurou o coração dos homens no local.
O rosto e blusa manchados de sangue não eram nada a ela, jamais seria.

Um homem tentou fugir, porém tão rápido quanto um raio corta o céu, o corpo do mesmo foi arremessado em direção ao restaurante.

Ao ter os corpos ao chão, Aishitemasu se virou e caminhou em direção ao homem que a interceptou.

Um disparo veio do mesmo, erguendo o antebraço esquerdo o projétil atingiu sua prótese e desviou, quando ele preparou outro disparo, Aishitemasu pegou corrida rapidamente e antes que notasse algo, a espada arrancou a cabeça do homem.

Espanto foi o que ouviram do lado de fora.

Estavam achando estranho a demora de uma certa pessoa.

__onde a Aishi foi? Será que se perdeu?__Guila olhava ao redor.

A bebida chegou, Merlin havia recobrando a lucidez, como um sexto sentido, mais a verdade foi ver um homem segurando firme a espada em sua bainha, e sair do restaurante.

Aquilo sim seria um problema, como não seria.

O homem que deixou a bebida na mesa foi impedido de se afastar, ao ter a espada contra a barriga.
O olhar do bando foi para Merlin que olhava as costas do homem.

__onde está nossa companheira?

__eu não sei de nada senhor, eu só sigo ordens.__mentira, isso fora planejado, outro que também perdeu um ente naquela missão maldita.

__ordens?__Li o encarou.__do que está falando?!

Não houve resposta, um corpo atingiu as portas de madeira do restaurante, deixando o sangue se espalhar.

__merda!__Randal resmungou se levantando rapidamente, assim como os outros.

Ao chegarem no lado de fora empurrando todos que entravam no caminho, notaram Aishitemasu caminhando como um predador, o sangue em seu rosto e roupas, assim como no cabelo que estava meio bagunçado.

A espada na mão direita, reluzia com a luz prateada da lua, ao cortar o ar o sangue na mesma sai, deixando a mesma tão limpa quanto antes.

Todos olhavam os mortos e o olhar da mesma.
Ao parar diante das fotos e recortes, Aishitemasu fincou a espada no solo e olhou todos os papéis no chão, alguns manchados de sangue e outros não.

Em meio aos recortes onde avisavam do incêndio, outros da chacina, outros com as fotos dos corpos necrosados e feridos.

Haviam fotos de todos que morreram, Aishitemasu não esquece um rosto em todas as inúmeras missões, não esquece uma batalha se quer.

Havia uma fotografia onde estavam todos da missão, o pelotão comandado por Losti.
Todos com suas fardas e armas em mãos, Aishitemasu estava ali, ao lado de Mercúrio, ela com a expressão neutra e vazia, já ele? Ele tinha uma expressão seria e o olhar demostrava o sentimento naquele momento, dor.

__Aishi o que houve?__Kuro reuniu força para perguntar.

__matar ou morrer por meus companheiros. Missão cumprida capitão e comandante.__Aishitemasu fez uma reverência e estendeu a mão com a foto para Merlin.
O mesmo que até o momento olhava tudo ao redor, apanhou a fotografia e olhou.
Precisou de muito para fingir ser ele ali, mais não precisou, Aishitemasu nem se quer ergueu a cabeça, se virou e começou a caminhar para o navio.

Dilys se agachou apanhando as fotografias, e os recortes.

__DESGRAÇADA!__Foi quando um grito enfurecido e um disparo de uma flecha de besta, atingiu o ombro de Aishitemasu.

O que só a fez dobrar o joelho esquerdo, e ao usar a outra mão ela arrancou a flecha, e voltou a caminhar.

Antes de tal ato de Aishitemasu, assim que a flecha atingiu a mesma. Outro disparo ocorreu.
O revólver de Merlin atingiu a cabeça do primeiro atirador.

Merlin não desviou os olhos de Aishitemasu, mais ao escutar o corpo acertar o chão, junto de um rosnado ele se virou.

Kuro estava em sua forma tigre, estava com ódio das pessoas na frente do restaurante.

Todos em alerta, e Merlin encarou todos superior.

__quem vocês pensam que são?!__sua voz era fria.

__ELA NÃO É BEM-VINDA AQUI! É UMA ASSASSINA, O LUGAR DELA É NO INFERNO!__uma mulher gritou em ódio.

__o meu também.__outro disparo veio de Merlin.

__Aishi não é mais um militar, ela Pertencem aos piratas, ela não é uma assassina por querer!__Hoddy avisa entre dentes.

__sumam daqui!__um senhor avisa.

__não precisa pedir duas vezes.__Dilys se virou e começou a andar.

Nani e Guila já tinham ido ao encontro de Aishitemasu por conta do disparo.

__Kuro, acabe com eles!__Li avisou sem um pingo de remorso.

Hoddy ajudou Kuro imobilizando alguns, Kuro não mata por diversão, mata por defender os seus.
Todos naquele restaurante sabiam o que os homens lá fora fariam. Eram 6 contra uma jovem garota. Arma ou não, era desigual, e nem por isso se importaram.
Por que o bando teria pena de gente assim.

As coisas acontecem por uma razão, eu sei que já disse e permaneço com isso.
Mais aqui foi talvez o início de uma nova fase.

Aquele confronto desigual, foi bem mais fundo que qualquer ferimento.
Despertou algo que Mercúrio tentou ensinar, e agora o bando teria que lidar.

Uma imagem fala mais que mil palavras, tem razão.
Uma certa fotografia, falou mais que qualquer insulto desferido, e qualquer palavra de ódio.

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