1|O peso de uma vingança!

Vou lhes contar uma história, deixo-lhes avisado que não será como os contos de fadas.
Espero que entendam que nada foi fácil e talvez jamais seja.

Espero que tenham entendido um pouco sobre a, Animaforse.
Não! Essa não é a história daquele patético moleque, e sim de quem ele descobriu amar.

Estão em dúvida? Tudo bem, eu vou-lhes contar a história de Aishitemasu, a arma de batalha.
Ou como gosto de chama-la, Ningyō (boneca) de guerra.

Mais admito apenas para vocês, eu tenho um orgulho dessa garota.

Dizem que você colhe o que plantou, eu tenho certeza que a protagonista dessa história, não plantou nada disso. Muito pelo contrário, ela pagou algo que não era dela.

Alguns anos antes.


O capitão Tiek estava em seu escritório, na base da marinha em Solet.
Tudo estava tranquilo, ou era o que ele pensava.
Uma batida o tirou de sua paz e sossego.

__entra!__Tiek olhou para a porta e um senhor com marcas em seu rosto de batalhas antigas, surgiu.

Andava meio curvado com a ajuda de uma bengala, era nítido que o senhor era um reservista.
Não serviria para batalha, só se for como isca.

Tiek sabia que o senhor era um militar, pela postura e acima de tudo, as medalhas presas em seu sobretudo.

__capitão Tiek, finalmente pude conhecer o senhor.__o senhor faz uma continência.

__descansar. Vejo pela patente, que é um tenente. A que devo a honra do...

__Finn, tenente Finn.

__isso, tenente Finn. Precisa de algo?

__não. Eu vim cumprir um último desejo, a um amigo antigo de batalha.

__entendo. E o que seria?

__eu estava presente quando Mercúrio e Losti se alistaram. O senhor não os conhece, mais Losti o conhecia. Porém não foi por ele que vim, e sim Mercúrio.__o senhor se sentou e Tiek o olhava intrigado.__Losti foi casado com uma mulher chamada Dorotheia. O senhor a conhece. Voz de anjo e encanto de uma sereia. Longos cabelos brancos como neve e olhos como de um céu azul.

Claro que Tiek a conhecia, não existia ninguém com essa descrição.
Sim! Olhos azuis e cabelos brancos como neve, poderiam ter várias, mais voz de anjo e encanto de uma sereia, essas duas coisas em uma só pessoa, impossível.

__conheci. O que tem ela?

__Dorotheia deu a luz a uma garota. Losti a criou como sua filha, porém ele sempre soube que não era. Mais ele odiava o senhor, tudo por causa de Dorotheia jamais lhe esquecer, e ter traído ele com o senhor. Dorotheia partiu dias depois que a menina completou 1 ano. Aos 9 anos, Losti conseguiu a encaixar no exército. Ninguém soube dela, ela era posta por responsabilidade dele, e seus subordinados jamais traíram ele.

Tiek se levantou e andou até sua janela, olhando a vista que tinha.

__crescendo naquele meio, sendo usada como arma e escudo, ela só soube fazer isso. Nunca falou uma palavra, mais aprendeu a escrever graças a Mercúrio. Ele nunca gostou de ver ela ali. Era só uma criança, mais sendo subordinado de Losti, ele não poderia dizer nada. Com os anos, a garota se tornou uma arma, seguia comando de quem a tinha nas mãos. Sua mente entendeu que ela era só uma arma a quem precisasse dela. Aos 11 anos, Mercúrio conseguiu que a garota falasse alguma coisa. Óbvio, que foram palavras sem o menor sentido. Ele a ensinou a falar, e a coisa que ela disse, foi uma pergunta na verdade.

__que pergunta?__Tiek sentia saber o rumo dessa história, mais queria saber onde daria.

__por que não tenho nome? Foi essa a pergunta. Mercúrio não sabia responder, e ele apenas perguntou se ela queria um nome. A garota disse que sim. Porém Mercúrio já estava rendido, e olhando em seus olhos ele lhe deu um nome. Aishitemasu.__Tiek se virou e encarou o homem incrédulo.__sabe o que isso significa?

__eu te amo. Ele estava apaixonado pela garota?

__sim, estava. Mais nunca fez nada. Ele disse que para qualquer um daquela base, que perguntasse seu nome, ela se chamaria Aishi. Mais ele sabia que ela não entendia nada sobre o significado de seu nome. Porém o pelotão deles voltou da missão um ano depois. Mercúrio me encontrou, e me contou tudo isso. Contou que estava apaixonado, mais ela era só uma criança. Que seu desejo era tirar ela daquele lugar. Que faria de tudo pra isso. Os poucos dias que eles ficaram, eu e ele descobrimos a real ligação da Aishi com Losti. Mercúrio ficou transtornado do motivo dela sofrer tanto. Mesmo que ela não diga e provavelmente nem sinta mais nada, ele não aceitou. A Aishi, já é uma arma, é apenas isso que ela virou. Ele me pediu algo e jurei fazer.

__o que é?

__eles foram convocados. Mais essa missão, eu nunca saberei o que houve. Apenas 2 foram encontrados. Um morreu dias depois, por uma infecção. Capitão Tiek, a única sobrevivente daquela missão, foi Aishi. Estou aqui, pois vim cumprir o último pedido de meu amigo.

__que era?

__contar a verdade a você. Aishi é sua filha e ela só passou por tudo isso, por uma vingança que nunca teve haver com ela. Losti, destruiu Aishi, por ódio do senhor. Dorotheia nunca a procurou, e nunca ligou pra ela. Aishi pagou por erros seus, e de Dorotheia. Por que o senhor e ela tiveram algo, enquanto ela era casada com Losti.

__onde ela está?

__Dorotheia?

__quero que Dorotheia morra! Pergunto de Aishi.

__me acompanhe.__o senhor se levantou e saiu porta a fora.

Tiek o seguiu em silêncio total, sua mente criava ódio e rancor.
Ele deseja que Dorotheia tenha morrido em algum canto do mundo, já que Losti morreu na última missão.

Tiek nunca se imaginou pai, e nem sabia se iria querer algum dia.
Mais descobrir dessa forma que teve uma filha, e que ela sofreu por um envolvimento dele, era o cúmulo.

Ele errou? Sim. Porém Dorotheia fez muito pior, largou a filha deixando ela nas mãos de um crápula.

Após alguns minutos andando pelas ruas, Finn entrou em um hotel, caminhou até o segundo andar e ao parar diante de uma porta, ele se virou para Tiek.

__tenho que lhe alertar que ela não compreende as expressões humanas direito. Cresceu longe de tudo que é normal.

__ela está aí dentro?__Tiek jamais pensou em sentir tamanha aflição.

__está. Senhor, Aishi não voltou completa da última missão.__o senhor fechou os olhos buscando forças.__ela perdeu os dois braços e uma perna, quase morreu e ainda não entende a gravidade de tudo.

Aquelas palavras foram mais fortes que um tiro.
Tiek se não fosse alguém tão frio e negado de expressões, desmontaria naquele exato momento.

O senhor abriu a porta e entrou, Tiek o seguiu.

Perto da cama, em um canto sem muita claridade, havia alguém deitada sobre o chão com um lençol por cima.

__Aishi.__o senhor a chama com cautela.

Tiek estava diante de sua única filha, quando o lençol foi tirado, Tiek viu alguém agachada, como se estivesse esperando uma presa.

O senhor colocou ao lado de Tiek, um coelho e se afastou um pouco.

__mate!__foi necessário esse comando, para a jovem avançar sem problemas em direção ao coelho.
Não teve tempo de fugir, Aishi quebrou seu pescoço e o jogou longe.
Se levantou e fez uma continência a Tiek.

__está seguro senhor.

Os olhos de Tiek percorreram cada centímetro de Aishi.

Olhos azuis acinzentados, pele clara, com um toque sútil, que não a deixava totalmente anêmica. As maçãs do rosto eram rosadas levemente. Um longo cabelo até o quadril, que se assemelham a neve.
Aishi usava uma camisola azul de alça.
Tiek notou as próteses nos dois braços uns centímetros acima dos cotovelos, e a prótese na perna direita, centímetros acima do joelho.

Ela era a personificação de uma boneca, daquelas que são encatadoras. Mais o que Aishi tinha de encantadora, ela tinha de perigosa.

__descansar.__Tiek reuniu voz para conseguir pronuncia uma única frase.

O que haviam feito com Aishi, não era só uma tortura, ou uma simples lavagem cerebral.
Isso que Aishi passou, foi a maior crueldade imposta que um ser humano, poderia fazer.

__ela segue o comando de quem a tiver. Mais seu único dono, e que ela seguirá o comando de atirar na própria cabeça se preciso, é Mercúrio.__Finn suspira triste.__Ela não sabe.

Tiek entendeu o que ele disse por último.
Aishi não faz idéia de que Mercúrio morreu, não contaram a ela. Finn disse que Mercúrio está desaparecido.

__você ficará com o capitão Tiek, Aishi.

__sim senhor.

Ver Aishi agir tão como um robô, tão como um soldado, com apenas 13 anos. É de partir o coração de qualquer um.

__minha missão foi cumprida. Até mais capitão. Se cuide Aishi.

__obrigado Tenente.__Tiek o olhou por cima do ombro.

Com um aceno Finn sai do quarto fechando a porta.
Tiek não sabia por onde começar, não sabia o que fazer, ou como fazer.

__está com fome, Aishi?__Tiek a olhou e notou as mãos pra trás em respeito.

__ja fiz meu desjejum, minhas funções no momento eram aguardar e obedecer.

__está de tarde, precisa comer. Suas funções já foram desativadas. Vamos almoçar.__Tiek se virou e notou com a visão periférica, Aishi o seguindo com os braços colados ao corpo e andando como em uma marcha.
Passos sincronizados e nem um pouco fora de forma.

Ele ensinou homens a serem soldados. Nunca o contrário.
Ele precisará ensinar Aishi, a ser uma adolescente e não um soldado, muito menos uma arma.

Foi aqui, que Aishitemasu entrou. O patético garoto, apenas deu a chance de um recomeço.
Mais quem pensa que sua história para aqui, está muito enganado.
Aishitemasu, está a espera da ordem suprema, ordens de um homem que foi tudo, sem a Ningyō saber.

Me acompanhem, garanto que não vão se arrepender de ouvir mais sobre uma história como essa.

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