𝐂𝐚𝐩𝐢𝐭𝐮𝐥𝐨 32
ㅡ Surpresa ㅡ Hyuna diz no maior tom de sinismo a mim ㅡ gostou de me ver?
Minhas pernas ficam fracas, sinto que a qualquer momento eu possa cair durinha nesse chão e fico ainda mais nervosa assim que me viro rapidamente para trás - para a porta – na tentativa de sair correndo de perto dessa louca. Porém antes que eu pudesse dar um mísero passo em direção a porta, Mina que saiu de trás de um arbusto foi mais rápida que eu ao fechar a porta com força, trancar e guardar a chave em seu bolso. Engulo minha saliva em seco e sinto cada parte do meu corpo estremecer de medo, não sei como fugir, não tem como fugir...
ㅡ Onde você pensa que vai? ㅡ Hyuna indaga naquele mesmo tom de sinismo usado anteriormente ㅡ temos muito para conversar.
ㅡ Eu não tenho nada para conversar com você ㅡ disparo com a voz trêmula.
ㅡ Mas nós temos ㅡ ela faz questão de enfatizar a palavra "nós" como se houvesse mais pessoas conosco. Seu olhar se vira para trás e de repente começa a sair uma onda de garotas que até então estavam escondidas atrás de arbustos, pilares ou banco de madeiras velhos.
Não é só "como se houvesse" realmente há mais pessoas.
Não consigo contar por conta da enorme carga constante de nervosismo por todo o meu ser, mas deve ser pelo menos umas 29 garotas que agora me olham com raiva, parecendo que iriam me matar a qualquer momento – se isso não fosse realmente acontecer...
Meus pensamentos de medo sãos interrompidos assim que eu sinto uma forte dor em meu coro cabeludo, Hyuna puxa meu cabelo com força e eu berro de dor, mas ela não liga nem um poucos pelos meus gritos e súplicas de misericórdia implorando para ela parar. Mas ela só parou mesmo após me jogar no meio das demais garotas. Com os olhos cheios de lágrima por conta dessa humilhação e da dor, passo a mão em meu couro cabeludo agora dolorido.
Todas me olham com raiva e desdém, como se eu tivesse cometido um crime gravíssimo e tivesse prestes a ser julgada por ele agora. Foi de fato uma grande idiotice eu ter aceitado encontrar uma pessoa que eu não fazia idéia de quem era em um lugar como esse, abandonado. Mas na hora a curiosidade foi maior, e agora estou prestes a morrer na mão de meninas loucas. Bem que dizem que a curiosidade mata.
ㅡ Haru, pode começar ㅡ Hyuna diz em um tom autoritário para sua amiga. Assim que ouço as palavras "pode começar" saindo da boca dela, eu me assusto e fico com mais medo ainda, meu coração bate freneticamente prestes a sair pela minha boca a qualquer momento.
Céus, começar o que?
ㅡ Bem, meninas, aqui está o que dissemos a vocês ㅡ Haru diz para as outras garotas, se referindo ao papel em suas mãos antes de começar a lê-lo com muita atenção e em voz alta para que todas ali pudessem ouvir ㅡ Me desculpa por tudo, espero que você goste da florzinha, não comprei um buquê pois seria estranho, as pessoas iam acham que estamos namoran...
ㅡ Eii, isso é meu! ㅡ Em um ato involuntário eu berro ao perceber do que se trata o papel no qual ela está lendo. Foi Jungkook que me deu junto com aquela florzinha! Filhas da mãe... Devem ter pegado do meio do meu caderno ainda na sexta feira já que os deixei ali. Desgraçadas!
ㅡ Hum, então suponho que isso também deve ser seu não é? ㅡ A voz sinica de Hyuna agora acompanha em sua mão uma rosa vermelha ㅡ acho que nossas amigas aqui adorariam saber quem lhe enviou essa linda rosa ㅡ minha vontade é de bater nela e esfregar a sua cara no chão, porém a coragem não existe então tenho que simplesmente aguentar essa humilhação e as lágrimas em meu rosto ㅡ continue lendo Haru ㅡ Hyuna ordena a sua amiga, sem ao menos tirar seus olhos raivosos de cima de mim
ㅡ Namorando... ㅡ Haru continua a ler, conforme as ordens de Hyuna ㅡ mas enfim, lhe desejo todas as felicidades do mundo, assinado Jeon Jungkook, o rei do universo ㅡ no momento em que ela termina de ler e diz o nome do autor dessa "carta", um grande alvoroço se faz presente no local.
Eram meninas surpresas com a revelação, meninas não acreditando que Jungkook realmente me deu uma rosa e meninas com ainda mais raiva que antes. Pelo jeito elas não sabiam muito bem sobre que assunto se trataria aqui, mas agora sabem e é por isso que fecho meus olhos sentindo meus corpo arrepiar de medo. Medo do que vai me acontecer agora, do que vão fazer comigo somente por acharem que eu e Jungkook podemos estar juntos.
ㅡ Eu lhe avisei logo no início para ficar longe de Jungkook, não avisei? ㅡ A voz de Hyuna parecia se aproximar ainda mais de mim. Tento me encolher na tentativa de fugir, mas isso com certeza é algo impossível ㅡ eu disse que se você não se afastasse dele as coisas iriam ficar feias para o seu lado, mas você não me ouviu... ㅡ Sinto sua respiração bater contra o meu rosto, significando que ela está logo na minha frente.
Quero fugir, preciso fugir, eu preciso de ajuda...
Eu não pude e nem consegui segurar as lágrimas, não sei o que vai me acontecer, contudo sei que obviamente coisa boa não é e eu não quero sentir dor, não quero ser humilhada, eu não quero sofrer então por favor, por favor... Alguém me ajuda?
Meus pensamentos rapidamente são interrompidos com um ardor forte em meus pulsos cortados, Hyuna segurara em meu braço com força e eu não consegui me conter de gritar um "aí" demasiado alto, mas ninguém ali pareceu perceber algo de estranho com o meu grito, provavelmente acharam que foi por conta do aperto forte da garota, menos mal!
ㅡ Você brincou com o fogo, e agora chegou a hora de se queimar ㅡ Hyuna me ameaça em um tom intimidador, somente agora estou olhando para ela cara a cara pois só agora que abri os olhos ㅡ eu vou fazer da sua vida um inferno até você deixar o Jungkook em paz, ele não merece alguém como você do lado dele, ele merece coisa melhor.
Eu não tinha como a responder mesmo se quisesse, as poucas palavras estão completamente presas em minha garganta, sem contar que o grito das demais garotas a minha volta me deixam ainda mais assustada para apenas querer dizer ou tentar fazer algo.
"É você não merece o Jungkook!"
"Fica longe dele"
"Vamos fazer da sua vida um inferno!"
"Você merece morrer!"
"Você é muito feia para ele, parece com um monstro"
"Vadia, puta, biscate"
Afirmações como essas foram tomando conta do local em que estamos, as lágrimas incessaveis desciam pelo meu rosto e apenas o que eu conseguia sentir era medo e mais medo. Eu não tenho como fugir, não com a porta trancada e com 20 garotas me cercando, não tem o que eu fazer e também não tem ninguém para me salvar, nem mesmo um anjo da guarda...
E sem que eu ao menos esperasse, senti um par de mãos me jogando para outra pessoa como se eu fosse um lixo descartável. Em seguida essa pessoa me jogou nas mãos de outra garota como se eu fosse algum tipo de vírus viral. As pessoas foram me jogando para lá e para cá como se eu fosse um nada, riam de mim, me xingavam de palavras horríveis nas quais eu não sou (puta, vadia e biscates são só alguns exemplos) e eu não tinha forças para vence-las, minhas pernas já haviam enfraquecido, soluços saiam dos meus lábios juntamente com as lágrimas descendo pela minha bochecha e eu só precisava aguentar isso, aguentar essa humilhação.
Não demorou muito para que eu caísse no chão depois de ser jogada para lá e para cá como uma doença infectusa que ninguém quer pegar, mas a humilhação não parou por aqui. Continuaram me chamando de coisas horríveis, diminuindo minha autoestima que eu já nem tenho e chutaram minas pernas, braços, barriga e costela. Me encolho de dor com cada chute dado, por favor socorro, alguém... Ajuda... Por favor... Por favor...
ㅡ Hyuna abre essa porta agora! ㅡ De repente, como se minhas preses milagrosamente tivessem sido ouvidas, uma voz familiar ecoou por trás da porta trancada, o que fizera todas as meninas pararem imediatamente o que estavam fazendo ㅡ abra imediatamente se não eu vou arrombar ㅡ quem é que estivesse ali parecia decidido a realmente arrombar caso ela não abrisse a porta, seus socos fortes na porta evidenciam isso.
Não consigo distinguir essa voz, mas certamente é familiar, porém a dor em meu corpo agora toma mais conta do meu cérebro do que saber quem é que está atrás da porta. Talvez seja o tal anjo salvador...
ㅡ O que vamos fazer agora? ㅡ As meninas perguntam assustadas, amedrontadas.
ㅡ Estamos fritas! ㅡ Algumas respondem desesperadas.
ㅡ Eu já sei ㅡ Hyuna diz enquanto a pessoa atras da porta bate insistentemente com muita força e mandando abri-la ㅡ Se escondam imediatamente! ㅡ Hyuna ordena, ouço passos apressados de todas as meninas se afastando de mim e procurando um lugar para se esconder. Eu por outro lado me forço a sentar no chão para entender melhor o que está acontecendo ㅡ e você se levanta ㅡ agora ordena a mim já segurando na gola da minha camisa para me fazer levantar a força.
ㅡ Um, dois... ㅡ O garoto começa a contagem regressiva para arrombar a porta, seu tom de voz é autoritário e muito grave.
Jeon Jungkook, sim certamente é ele.
ㅡ Mina, a porta! ㅡ Hyuna diz com irritabilidade para a garota que sai de trás de um arbusto para abrir a porta.
O clima no local agora é de pura tensão e até eu sinto isso, tenho medo que Jungkook ajude a me humilhar ainda mais na frente dessas garotas...
Assim que a porta é aberta ele entra com uma rapidez assustadora na sacada, Hyuna por outro lado se joga no chão com tudo e eu me assusto com isso, não esperava isso e também não consegui compreender o porquê dela estar fazendo isso. Até que...
ㅡ Oppa ㅡ a voz chorosa e muito irritante de Hyuna toma conta do local, ela agarra as pernas de Jungkook assim que ele passa correndo perto dela, fazendo até mesmo o garoto cair no chão ㅡ ela me machucou oppa... ㅡ Diz apontando para mim com um olhar de cachorrinho que caiu da mudança. Olho para ela com incredulidade, não, ela não está fazendo isso...
Olho para Jungkook que tentava se soltar dos braços de Hyuna sem ter que machuca-la, mas isso não parecia ser possível já que a garota não pretendia o soltar tão cedo. Por isso Jungkook achou melhor recorrer a outra alternativa, ele a empurrou para longe e se levantou rapidamente do chão vindo na minha direção.
ㅡ Você está bem? Ela te machucou? O que ela fez com você? ㅡ Jungkook dispara diversas perguntas a mim, seu olhar preocupado desce por todo o meu corpo a procura de algum machucado.
ㅡ Oppa! Ela me empurrou, ela me machucou, me humilhou!! ㅡ Hyuna grita, tentando chamar a atenção de Jungkook para ela, o que de certa forma funcionou já que o garoto a olhou.
ㅡ Cala a boca ㅡ o tom de voz dele é de desprezo, Hyuna cala a boca na hora surpresa com a forma em como ele falou com ela ㅡ sua voz me enjoa, você me enjoa ㅡ seu tom de voz frio me causa milhões de calafrios ㅡ então faça o favor de não dirigir a palavra a mim, e muito menos para a Mi Cha ㅡ ele diz em um tom autoritário e ainda muito frio ㅡ não mecha com a minha garota se não quiser sofrer as consequências disso depois, esteja avisada ㅡ suas mãos agora tocam na minha e ele sai me puxando para fora da sacada da escola, eu apenas acompanho seus passos enquanto meu cérebro roda em um única frase "minha garota" ele falou isso para mim? De mim? ㅡ Ah, e mais uma coisa ㅡ antes de de fato sair, ele se vira para trás onde Mina ainda está perto da porta com um olhar de espanto, Hyuna permanece no chão com uma cara de tacho ㅡ o aviso é para todas vocês ㅡ seu olhar passa por toda a extensão da sacada, onde as demais meninas estão escondidas ㅡ vocês estão na minha lista negra agora, então é melhor não tentar fazer mais nada com a Mi Cha se não quiserem que algo de ruim aconteça, bem, vocês sabem ㅡ após sua ameaça assustadora, ele de fato sai da sacada.
Estou feliz que ele tenha me livrado de coisas piores que poderiam me acontecer nas mãos daquelas garotas, preciso o agradecer imensamente por isso.
Acompanho seus passos enquanto ele me puxa escada abaixo, meu coração e respiração continuam acelerados e falhando, mas agora acho que eles estejam assim por conta das duas pequenas palavras de Jungkook "minha garota" não dá para saber se realmente foi para mim, mas é uma palavra de grande importância, ainda mais na Coreia pois emite um significado bonito e especial. Ele não falaria isso para mim, falaria?
Mas bem, qualquer linha de raciocínio que eu pudesse ter foi cortada no momento em que sinto minhas costas bater contra algo duro e gelado. Jungkook praticamente me jogou contra o final do corrimão da escada, e agora está me encarando com um olhar sério e penetrante que me assusta.
ㅡ O que você pensa que está fazendo? ㅡ Ele começa a dizer, pronto para me dar um sermão ㅡ Você precisa aprender a se defender, o que teria acontecido se eu não tivesse chegado lá?
Eu teria morrido? Resposta óbvia não?
ㅡ Em minha defesa, não tinha como eu me defender com um monte de garotas sendo que eu estava sozinha ㅡ me explico.
ㅡ Mas também foi bem sem noção da sua parte ir na sacada que é um lugar completamente isolado do colégio para encontrar alguém desconhecido ㅡ ele joga na minha cara a burrice que eu fiz, dessa vez ele está certo.
ㅡ É eu sei, mas eu estava curiosa para saber quem é ㅡ o respondo sem jeito, envergonhada com a minha estupidez e de cabeça baixa, não conseguindo nem manter o contato físico com ele.
ㅡ É e essa curiosidade quase causou a sua vida ㅡ ele continua jogando na minha cara, com uma expressão bem séria ㅡ não faço idéia do que aquelas meninas iriam fazer com você, mas boa coisa não era. Você não pode ir atrás de alguém só porque essa pessoa disse que gosta de você, que é seu admirador secreto ㅡ ele me repreende, eu o apenas escuto de cabeça baixa sem dizer nada, ele estava certo ㅡ nunca mais pense em aceitar ou aceite qualquer tipo de cartinha assim ㅡ ele adverte ㅡ além de ser ridículo, não faz o seu tipo.
Olho para ele que descia os últimos degraus que faltam da escada. O que ele quis dizer com "não faz o meu tipo", o que ele sabe sobre mim para saber o que eu gosto, posso ou quero fazer? Não nos conhecemos bem assim. Mas bem, isso não é algo que importa no momento, o que importa é eu sair correndo daqui antes que aquelas meninas desçam da sacada e me vejam aqui sozinha, provavelmente seria o meu fim.
ㅡ Obrigada ㅡ o agradeço assim que chego ao seu lado depois de correr ㅡ se não fosse você eu estaria morta, obrigada de coração.
Ele permaneceu em silêncio durante meu agradecimento, sua expressão é séria e de irritação na qual eu não ouso piorar a situação, mas tem uma coisa na qual estou remoendo de curiosidade e não poderia ficar quieta sem perguntar...
ㅡ Por que você foi até a sacada? ㅡ Pergunto sem jeito ㅡ como você disse, é um lugar isolado onde ninguém vai, então porque você estava lá?
ㅡ Ninguém exceto uma garota ingênua que fica feliz de receber apenas uma carta idiota ㅡ ele me responde com rispidez. Parece bravo, muito bravo e eu não queria o irritar mais e por isso me calo ㅡ Entra ㅡ ele fala abrindo a porta do carro, e antes que eu pudesse pensar em negar sua carona, ele disse sem paciência nenhuma ㅡ não enrola, só entra ㅡ não sei se é medo da sua irritabilidade ou o fato de eu não querer o irritar mais, mas eu preferi não ir contra suas ordens. O obedeci entrando no carro que nos levaria exatamente para o mesmo lugar.
O silêncio até a mansão Jeon foi marcado por uma boa parte do caminho. Eu queria tomar coragem para pergunta-lo sobre algo, para perguntar se o "minha garota" foi intencional, mesmo sabendo – imaginando – a resposta, acho que meu coração tem um pingo de esperança que a resposta seja diferente mesmo eu tendo certeza de que não vai ser e que o idiota só vai acabar se iludindo.
ㅡ Obrigado por me ajudar ㅡ o agradeço mais uma vez, apenas para puxar assunto.
ㅡ Não me agradeça, foi o mínimo que eu podia ter feito ㅡ ele diz fitando a janela ao seu lado ㅡ Eu não ia deixar você nas mãos de Hyuna sabendo o que aquela louca é capaz de fazer, como eu iria dormir em paz depois?
ㅡ É, sim, verdade ㅡ concordo com ele ㅡ mas mesmo assim, me sinto na obrigação de lhe agradecer de forma decente por ter me ajudado e me resgatado daquelas loucas.
Mesmo eu não tendo dinheiro no momento para comprar uma refeição para ele, eu teria que dar o meu jeito pois ele de fato merece alguma coisa, mesmo que seja feito por mim. Ele me ajudou, me salvou, foi o meu anjo da guarda que eu estava esperando que aparecesse milagrosamente para me socorrer, e ele apareceu. Preciso agradece-lo de algum modo.
ㅡ Eu posso sugerir uma coisa? ㅡ Ele pergunta agora me olhando, em seu rosto está estampado um sorriso ladino muito sapeca. Olho para ele desconfiada e com medo do que é que ele vai sugerir, mas concordei em saber o que é ㅡ Que tal você me pagar essa gratidão sendo minha amiga? ㅡ Ele sugere e meus olhos se arregalam, eu realmente não esperava um pedido como esse. Acho que qualquer outra coisa vindo dele seria mais normal que isso ㅡ Eu não quero que você fique chateada ou mal comigo depois do que lhe falei no intervalo, quero que possamos ter uma amizade boa...
É, de fato o que ele me falou no intervalo me chateou bastante e eu não posso negar. Suas palavras foram muito duras, ele basicamente pisou em qualquer sentimento que eu pudesse ter por ele após dizer que nossos beijos foram um erro e que não deveria ter acontecido. Mas bem, ser amiga dele não seria tão difícil né? Eu acho...
ㅡ Aceita minha proposta de sermos amigos? ㅡ Ele pergunta em um tom de voz que eu poderia jurar ser fofo.
ㅡ Desde que você não seja chato e impossível de lidar, sim ㅡ respondo seriamente, mas ele ri pela forma em como falei.
ㅡ Eu vou tentar, okay? ㅡ Ele diz me olhando, com um sorriso ladino encantador que chama a minha atenção ㅡ aish, você está toda bagunçada... ㅡ Ele diz olhando para o meu cabelo todo desarrumado e uniforme amassado após ser passada de mão em mão e jogada no chão ㅡ com licença... ㅡ Educadamente ele se aproxima de mim para ajeitar os fios bagunçados de meu cabelo.
Seu toque delicado e muito terno em minha cabeça soa como um cafuné delicioso, seu perfume agora tão perto de mim me embriaga como se fosse uma droga viciante maravilhosa. Ele ajeita cada fio do meu cabelo com as mãos, em seguida desce até a gola da minha camisa que está desarrumada. Eu apenas o acompanho com o olhar, não para suas mãos que fazem todo o trabalho, mas para seu rosto lindo que parece desenhado a mãos, ele me encanta.
ㅡ Você quer que eu dê um jeito nelas? ㅡ Ele indaga olhando nos meus olhos, mas no momento que seu olhar se encontra com o meu, eu paro de olhar-lo com medo de que ele perceba que eu estava o admirando.
ㅡ Não ㅡ respondo rapidamente a sua pergunta ㅡ violência gera mais violência.
ㅡ Sensata e educada, interessante ㅡ ele diz como se estivesse me analisando ㅡ mas vamos ver se você vai ter essa educação e auto controle todo com todas te enchendo o saco a cada 5 minutos.
ㅡ Não acho que elas vão ficar me enchendo o saco depois da sua ameaça ㅡ falo confiante ㅡ até eu senti medo ㅡ Ele ri e por estar perto de mim, o ar quente de seus lábios bate contra o canto superior da minha boca, me causando um súbito desejo de sentir seu hálito mais afundo em mim.
ㅡ Elas podem não te provocar enquanto eu estiver do seu lado, mas quando você estiver sozinha... ㅡ Ele abre um parentes sobre minha afirmação ㅡ e bem, quase nunca estamos juntos já que você não me aguenta nem por 5 minutos sem querer me matar.
ㅡ Nem por 1 eu diria ㅡ o corrijo, ele me olha com uma expressão desacreditada e eu ri um pouco.
ㅡ Mas então problema seu porque agora somos amigos e amigos tem que se aturar ㅡ ele diz todo brincalhão, eu até estava achando graça antes dele segurar em minha mão para demonstrar amizade.
No instante em que sinto sua mão entrelaçada na minha, meu coração até para de bater por um segundo, não era uma atitude que eu esperava e que certamente me causou frio na barriga com apenas um único toque seu.
ㅡ Acho que já estou me arrependendo amargamente dessa decisão ㅡ brinco sem tirar os olhos de nossas mãos coladas uma na outra, é uma sensação gostosa...
ㅡ Ah é? ㅡ Ele continua sem acreditar nas minhas palavras, mas seu tom de voz emite graça pura ㅡ então você prefere que sejamos outra coisa né? ㅡ Seu rosto e corpo se aproximam ainda mais de mim, me assusto com isso e o olho rapidamente fazendo com que assim nossos olhares se encontrem. Meu ventre parece revirar em meu estômago, mais uma das sensações estranhas, mas boas que ele causa em mim ㅡ para ser sincero, se eu fosse menina eu também não gostaria de ser apenas minha amiga ㅡ Eu tive que rir disso mesmo não aguentando mais ele se achando sempre que tem a oportunidade.
Que ele é bonito e um gato eu sei, isso todo mundo sabe e ele não precisa jogar isso em nossas caras o tempo todo. Mas o rosto bonitão dele se afasta do meu assim que o carro acaba de estacionar, o que significa que chegamos na mansão Jeon.
ㅡ Depois conversamos melhor okay? ㅡ Ele fala a mim antes de nos despedirmos e cada um seguir o seu caminho. Ele pelas portas da frente e eu pelas portas do fundo.
Primeiramente tenho meu almoço com meus colegas de trabalho, em seguida troco o uniforme da escola pelo uniforme de trabalho e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo para então começar a trabalhar. Depois de um dia conturbado como esse, nada melhor do que ocupar a mente trabalhando, assim não tenho tempo de pensar na desgraça da minha vida.
Demorei, mas trouxe capítulo novinho em folha. Sei que demorei muito e peço perdão por isso, porém andei andando sem tempo ultimamente com a escola, meus afazeres de casa e a minha vida pessoal. Eu não me encontro em uma das melhores fases da minha vida (infelizmente) e me sinto muito mal quando não consigo fazer aquilo que prometi ou tinha programado, e eu prometi a vocês que postaria capítulos novos toda quarta e sábado mas como podem estar vendo, nas últimas semanas eu não estou cumprindo com minhas palavras e peço imensas desculpas.
E pelo bem da minha saúde mental e profissional, decidi que vou postar os capítulos sem pressa e quando eu conseguir revisa-los da maneira que quero. Sei que é chato ficar esperando atualização e não chegar, mas eu preciso cuidar um pouco de mim agora então não vou mesmo conseguir cumprir com o cronograma que havia montado. Me perdoem...
Esse capítulo terá uma continuação então não percam, posso adiantar que terá cenas fofas de Michook.
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