12 ; 𝘼𝙯𝙖𝙡𝙚𝙖
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⊹ J e o n J u n g k o o k ⊹
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Durante todos esses meses, minha mente estava ocupada executando nossos planos para derrubar a Ordem do Eclipse. Permanecer dentro dela era crucial para que tudo desse certo. Eu sabia que o meu papel ainda me dava a vantagem de estar próximo dos líderes e ter acesso às informações necessárias para dar continuidade na minha missão, mas só eu e o Nam não era suficiente.
Depois que conheci o Jimin, tudo mudou. Tudo que eu havia feito na minha vida como caçador parecia agora um grande terror que me perseguia todos os dias. Eu queria consertar meus erros, mesmo que, talvez, já fosse tarde.
O relógio marcava pouco mais de 07h da manhã, e, ainda desmotivado, só levantei da cama quando meu celular começou a tocar. Atendi ainda sonolento, sem nem ver quem estava ligando.
— Hmm, alô?
— Jungkook? Sou eu, o Hoseok.
Eu pulei da cama e me sentei rapidamente assim que ouvi sua voz. Já faz mais de um mês desde o nosso último contato, e a preocupação nos fez pensar nas piores possibilidades.
— Porra, não demorem tanto para ligar.
— Desculpe, tivemos que trocar nossos números e eu não consegui o seu. Tive que ligar para a operadora pra descobrir — ele riu.
— Estou aliviado em saber que vocês estão bem.
— Estamos ótimos, e tenho boas notícias. O Taehyung descobriu o paradeiro do Jimin.
— Não brinca... É sério?
— Sim, muito sério. Era por esse detalhe que o Taehyung não conseguia detectar mais nenhum uso dos poderes dele pra rastrear. O Jimin está no vilarejo onde os dois cresceram. Ele soube graças a outro amigo que tem lá dentro e que conseguiu contato com o Taehyung.
Meu coração começou a acelerar.
— Me passe o endereço. Eu vou até lá agora mesmo.
— Ei, espera, não é bem assim. Lá é o berço do Projeto Aether, e pra eles, você é um inimigo. Ir lá é praticamente pedir pra ser morto. O vilarejo é protegido por barreiras poderosas de poder, e há patrulhas constantes.
— Mesmo assim, eu preciso tentar. Se houver uma chance de ver ele, eu vou.
Ele respirou, pensando nas possibilidades.
— Vamos fazer do jeito certo. Você precisa do contato de alguém de lá. Vou ver se o Tae consegue algum.
— Ok, muito obrigado, Hoseok.
Desliguei o telefone, sentindo a adrenalina percorrendo meu corpo. Eu e o Hoseok crescemos competindo em tudo, e nunca imaginei que, no fim, viraríamos amigos. Era algo bem inesperado.
Mesmo que ainda tivesse que esperar, aproveitei pra organizar minha mala. Eu estava em casa, e, enquanto arrumava tudo, meu celular tocou. Era o Eunwoo.
— Droga... — murmurei antes de atender. — Bom dia, líder.
— Jungkook, preciso de você aqui na sede.
Se eles me passarem alguma missão, vai me atrapalhar completamente.
— Ok, estou indo.
— Ótimo. Não demore.
Desliguei, fui rapidamente trocar de roupa, deixando a mala em cima da cama. Desci direto pra garagem e saí em direção à sede da Ordem.
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Assim que cheguei, fui direto para a sala principal. Eunwoo estava sentado na poltrona de couro escuro, com uma expressão séria. Ao me ver, ele apenas apontou para a cadeira à sua frente, indicando que eu me sentasse.
— Precisamos falar sobre sua próxima missão — ele começou sem rodeios.
Eu sabia...
Meu corpo inteiro ficou tenso. Eu não queria missão alguma, mas sabia que não podia questionar. Eunwoo ficou em silêncio por alguns segundos antes de me encarar diretamente nos olhos.
— Quero que você termine algo que deixou inacabado. Quero que volte a procurar o florista. Já está finalizando o prazo que o maluco do meu pai deu, e sinto que as ameaças dele realmente eram verdade.
De tudo que ele pudesse dizer, isso era o que eu menos esperava. Como o Jimin usou seus poderes contra mim no bar, eles nem cogitaram que tínhamos algo, o que, de certa forma, foi um alívio. Mas, ao mesmo tempo, aumentou a ambição deles, já que perceberam que ele é muito mais forte do que imaginavam.
O Taeha queria ele mais que tudo, mas enquanto eu existir, isso não vai acontecer.
— Certo, vou retomar minhas buscas.
Era claro que, se eu encontrasse Jimin, não contaria nada para eles, mas agora, com o aval da Ordem, as coisas ficariam bem mais fáceis.
Eunwoo me observou por um momento, como se tentasse ler meus pensamentos.
— Confio que você vai fazer o necessário, Jungkook. Não decepcione a Ordem.
Concordei, mantendo minha postura.
Nesse momento, o celular do Eunwoo começou a tocar. Ele pediu licença e saiu para atender na varanda. Eu sabia que na sala dele não havia câmeras, então aproveitei a oportunidade. Entre a bagunça de papéis espalhados pela mesa, tinha o tal caderno que ele sempre usava, e depois de todo esse tempo, era minha oportunidade. Sem pensar duas vezes, peguei o caderno rapidamente e o escondi dentro da minha roupa.
Ele voltou e parou ao lado da mesa, ainda falando ao celular.
— Pode ir, Jeon, eu vou demorar aqui. Depois continuamos.
— Ok, líder. Com licença.
Saí da mansão o mais rápido possível e voltei para casa. Assim que entrei, me sentei na sala e comecei a folhear o caderno, com um sorriso no rosto. As provas e informações sobre os próximos passos eram tão detalhadas que eu mal acreditava no que estava vendo.
O caderno estava repleto de anotações sobre atividades da Ordem, incluindo horários, locais e detalhes sobre várias missões. Eu passei um bom tempo analisando o conteúdo, anotando pontos importantes e ligando as informações com o que já sabia. Com isso, sentia que estava mais perto de desarticular eles.
Era uma traição contra o Eunwoo, que confiava cegamente em mim, mas era um custo necessário pra conseguir concluir nossos planos.
Quando terminei, fechei o caderno e fiquei olhando para a parede, perdido em pensamentos. Fui despertado pelo som de uma notificação. Era uma mensagem do Hoseok, com o contato de ninguém menos que o Min Yoongi...
Eu sabia que ele era o guardião do Jimin, e, a essa altura, ele provavelmente me odiava, mas eu precisava tentar.
Liguei uma vez, e chamou até cair. Duas, três, cinco, dez vezes, e nada.
— Droga... — deitei no sofá, olhando para o teto. — Eu preciso de você, Jimin.
Insisti mais uma vez, já sem esperanças de que o Yoongi atendesse, até que...
— Alô? Quem é que não para de me ligar?
Eu me sentei imediatamente no sofá.
— Yoongi? Sou eu, Jungkook. Não desligue, por favor, eu imploro.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, mas eu podia ouvir sua respiração pesada do outro lado da linha.
— Como conseguiu meu número e o que quer comigo, caçador?
Eu não podia perder tempo. Precisava ser direto antes que ele desligasse.
— Como eu consegui não importa, mas eu preciso da sua ajuda. Preciso encontrar o Jimin e consertar o que fiz. Além disso, preciso da sua ajuda para derrubar a Ordem.
— Derrubar a Ordem? — Ele começou a rir. — Ouvir algo assim de um caçador é no mínimo engraçado.
— Eu sei que parece suspeito, mas me ouça, por favor. Fui criado apenas pra ser um caçador, nunca tive uma vida além disso, mas conhecer o Jimin mudou tudo. Ele deu um sentido à minha vida. Ainda estou dentro da Ordem, mas como um infiltrado, arquitetando um plano para derrubar eles. No entanto, para funcionar, preciso de ajuda. Eu sou apenas um contra eles.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos.
— E digamos que eu acredite em você, o que você quer em troca?
— Nada. Só quero consertar meus erros. Não seria uma troca, mas se você me ajudar a ver o Jimin, nem que seja de longe, eu te agradeceria muito. Entendo que ele não queira me ver depois do que fiz, mas preciso pelo menos ver ele.
— Mesmo depois do que ele fez com você naquele bar?
— Sim. O que aconteceu foi consequência de um erro meu, ele não tem culpa.
E de novo, um silêncio quase mortal na linha, mesmo que tenha durado poucos segundos até ele voltar a falar.
— Ok, vou considerar o que você disse. Mas saiba que eu não confio em você e não vou facilitar nada sem garantias. Se você quer realmente ajudar a derrubar a Ordem, vai precisar mostrar que está disposto a fazer o que for necessário.
— Eu entendo. O que você precisar, eu vou fazer.
— Primeiro, você vai ter que me passar informações sobre a Ordem. Tudo o que sabe, especialmente sobre a estrutura interna e qualquer fraqueza que tenha descoberto. Só assim poderemos decidir o que fazer a partir daqui.
— Certo, passarei tudo que consegui coletar.
— Ok. Após fazer isso, vou te mandar o endereço de onde estamos. Você não poderá se encontrar com ele dentro do vilarejo, mas vou pensar em um jeito de fazer esse encontro acontecer. E se ainda assim ele não quiser falar com você, não force a barra.
— Entendido. Eu vou preparar tudo o mais rápido possível, e respeitarei o que você impor.
— Se lembre, Jungkook, não há espaço para erros. Qualquer deslize e tudo pode desmoronar. Não é só a sua vida em jogo, mas a de muitos outros, mais do que você imagina nesse momento.
— Eu vou fazer o que for preciso pra garantir que isso não aconteça.
— Ótimo. Preciso desligar, então não me ligue mais. Vamos manter contato apenas por mensagens.
Desligamos a chamada, e eu fiquei com o celular na mão, processando o que acabei de ouvir. O plano que eu tinha em mente estava começando a se formar com mais clareza, e com ajuda, tudo se tornaria mais fácil.
Fui para meu quarto, liguei o computador e comecei a separar todos os arquivos que consegui sobre a Ordem, além de outras provas. Eu precisava ser meticuloso e garantir que nada fosse deixado de lado. Cada detalhe era crucial para o plano que agora parecia mais distante e ao mesmo tempo mais real do que nunca.
Enquanto trabalhava em mais informações para enviar, minha mente não deixava de voltar ao Jimin. Cada vez que eu pensava nele, a dor da saudade se misturava com a determinação de corrigir meus erros. Se eu tinha uma chance de me desculpar, estava decidido a aproveitar ao máximo, mesmo que ele apenas me ouça e escolha me esquecer pra sempre.
E, se ele já tiver me esquecido?
Essa dúvida me assombrava enquanto eu revisava cada detalhe, cada documento. A possibilidade de que ele pudesse ter seguido em frente, de que sua vida pudesse estar completamente desassociada da minha, era um pensamento difícil de engolir. Eu não sabia o que encontraria quando visse ele novamente.
A manhã avançava e eu continuava a trabalhar.
Enviei todas as provas que tinha em mãos e fiquei aguardando ansioso por qualquer sinal de contato dele. Em meio a essa espera, acabei cochilando com o notebook ligado, em cima do meu colo.
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Acordei com uma mensagem do Yoongi próximo das 11h da da manhã. Achei que seria sobre o que ele achou dos arquivos, mas era simplesmente um endereço, seguido de uma breve informação: ele e o Jimin estariam nesse endereço daqui à três horas.
Meu coração disparou, e o ar pareceu faltar por um momento. Não havia tempo para hesitar. Peguei minha única mala, que já estava pronta, e corri até o carro. Assim que entrei na estrada, enviei uma mensagem rápida para o Namjoon, avisando que estava indo atrás dele.
Eu dirigia sem conseguir me concentrar totalmente na estrada. Meu cérebro estava uma confusão, tentando organizar as palavras certas para quando o visse. Eu ensaiava mentalmente, mas tudo parecia errado ou insuficiente.
A cada quilômetro, minhas mãos suavam mais no volante, e o nervosismo fazia minha mente se encher de cenários possíveis. Como ele reagiria ao me ver? Ele ia gostar? Ou finalmente diria com todas as letras que nunca me perdoaria?
Ou pior, e se ele perdesse o controle de seus poderes novamente? Essa possibilidade me arrepiava, por isso eu realmente não podia forçar a barra.
Essa é a maior ironia do meu destino. Passei anos sendo treinado para caçar e neutralizar Aethers, mas a vida deu sua volta cruel. Justo eu, me apaixonei pelo mais forte deles.
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Cheguei a Hadong-gun pouco mais de 14h, perto do horário combinado. A cidade era pequena, menor do que eu imaginava.
Como o Yoongi havia mencionado, havia uma feira na praça principal, então estacionei o carro próximo e comecei a caminhar por ali, observando cada rosto enquanto aguardava uma ligação ou mensagem dele.
A atmosfera tranquila do lugar contrastava com a agitação que eu sentia por dentro. Eu tentava manter a calma, mas a expectativa de encontrar o Jimin estava presente. Cada pessoa que passava, cada sorriso e interação ao meu redor parecia um lembrete do que eu tinha perdido e do que estava tentando reconquistar.
Enquanto vagava pela feira, a espera se tornava um teste de paciência e esperança, e eu me perguntava repetidamente como seria o encontro. Até que meu celular, que já estava na minha mão, vibrou com uma única mensagem do Yoongi:
"Espere no banco ao lado do lago, abaixo de uma grande árvore de ipê amarelo."
Fui até o lago e rapidamente avistei o banco abaixo da árvore. Eu me sentei e tentei acalmar a ansiedade que acelerava meu coração, já que minhas mãos estavam trêmulas e minha respiração irregular.
Tinha chances de ser uma emboscada, e na verdade, eles estivessem prontos pra me capturarem, assim como fiz com vários Aethers. Mas, de certa forma, não me importava com os riscos.
Finalmente, entre a multidão, avistei o Yoongi se aproximando com o Jimin, que estava distraído olhando ao redor. Mesmo com o calor, ele estava vestindo um moletom e roupas largas. Eu o observei de longe, tentando ler suas expressões e me preparando para o que estava por vir.
— Porra, como ele é lindo... — murmurei para mim mesmo, a voz quase falhando.
Se o meu coração já estava acelerado antes, agora, vendo ele tão de perto depois de tanto tempo, parecia que ia sair pela minha boca.
Ele só percebeu minha presença quando já estava bem na minha frente. Seus olhos se arregalaram ao me ver, alternando entre mim e o Yoongi, como se esperasse uma explicação imediata.
— O que isso significa? — ele perguntou.
— Não faça nada precipitado, Jimin — Yoongi respondeu com calma, mas firmeza na voz. — Eu fiz isso porque você precisa falar com ele, e você sabe muito bem que precisa.
Jimin parecia tenso, mas não revidou. Ele segurava uma sacola ecológica de pano, que trouxe à frente do corpo como se fosse um escudo. Era evidente que ele confiava no Yoongi e respeitava sua opinião, mesmo que não gostasse da situação.
Yoongi olhou para mim com um olhar sério, quase como um aviso final, antes de virar para Jimin novamente.
— Eu volto em dez minutos. Jimin, qualquer problema, me chame. E Jungkook, não quebre meu voto de confiança.
— Ok, obrigado — respondi rapidamente, tentando soar mais seguro do que estava.
Jimin acenou com a cabeça enquanto o Yoongi se afastava. O clima entre nós não era exatamente sufocante, mas havia uma tensão imensa, óbvio. Ele se sentou no banco, balançando os pés e segurando impaciente a sacola. Era completamente diferente do Jimin que vi naquele bar.
— Me perdoe por tudo. O que você viu nas mensagens não era mentira, mas também não menti quando falei meus sentimentos por você. Eu me apaixonei desde o primeiro instante em que te vi, e estava falhando de propósito na minha missão. Eu estava disposto a fazer você fugir, mas tive medo... eu estava com medo de te perder, e no fim, acabei te perdendo do mesmo jeito.
Ele me ouvia, mas não olhava nos meus olhos, nem pra me responder, algo que ele só fez depois de um longo suspiro.
— No começo, até cogitei o perigo de você ser um caçador da Ordem, ou talvez algum louco atrás de recompensa, mas logo descartei essas opções quando fui te conhecendo. E no fim, eu estava certo.
— Infelizmente, eu fui criado para isso. Não escolhi meu destino; apenas fui moldado e obrigado a seguir esse caminho. Mas você me mostrou que a vida é muito mais do que isso. Eu quero viver uma vida com você e estou disposto a abandonar e destruir a Ordem pra que aconteça.
Ele então me encarou com olhos cheios de desconfiança, tristeza e, ao mesmo tempo, amor. Ali, no seu olhar, eu tive a certeza que podia descartar a chance dele ter me esquecido. Ele não me esqueceu.
— Eu era só uma missão... — ele entrelaçou as mãos no colo e falou com a voz embargada.
Senti um aperto no peito ao ouvir aquilo.
— Antes de te conhecer, sim. Mas tudo mudou quando coloquei os olhos em você. Você... você é tudo para mim. Desde que você se foi, minha mente está uma bagunça...
Ele permaneceu em silêncio, e por um momento, o mundo ao nosso redor pareceu desaparecer. Tudo o que eu queria era que ele acreditasse em mim, que me desse uma chance de mostrar que meus sentimentos eram reais.
— Eu te amo, Min.
Ele me olhou de novo, hesitante, como se estivesse lutando consigo mesmo sobre o que fazer. Após outro longo suspiro, ele olhou para todos os lados. Nesse momento, ele sussurrou algo tão baixo que eu sequer consegui entender.
— Desculpe, eu não entendi.
Sem repetir o que falou, ele soltou a sacola que segurava e levantou a blusa moletom que estava usando. Meu coração, que já estava acelerado, começou a bater ainda mais forte quando vi ele com uma barriga redonda.
— Espera, você... isso... não, você tá brincando — Eu mal conseguia formular minha pergunta direito.
Ele permaneceu em silêncio por alguns segundos, como se estivesse decidindo se confirmava ou não o que estava ali. Ele abaixou a camisa e a blusa moletom, e desviou o olhar.
— Sim. É um bebê.
Minha visão começou a escurecer, e meu corpo foi enfraquecendo, como se todo o ar tivesse desaparecido do planeta. Ele olhou na minha direção e deve ter notado a expressão que fiquei.
— Ei, você tá bem? — ele falou, um pouco mais próximo de mim.
Levei a mão aos olhos e tentei controlar a respiração. Comecei a me acalmar aos poucos. Uma mistura de medo, confusão e alegria tomava conta de mim, tudo ao mesmo tempo. Eu queria formular uma pergunta normal, mas eu só conseguia gaguejar.
— Eu... eu vou ter um filho? — perguntei, ainda sem acreditar.
Ele concordou com a cabeça.
— Só te mostrei porque você tem o direito de saber também, mas não quer dizer que vamos ficar juntos. Nós somos inimigos.
Minha respiração ainda estava completamente desgovernada, mas meus pensamentos estavam claros.
— Se estamos destinados a ser inimigos por causa das nossas origens, então vamos desafiar e mudar essa merda. Eu quero ser parte da sua vida, e agora que sei desse bebê, quero ainda mais.
Ele me observou, o olhar carregado de emoções conflitantes. Havia um momento de silêncio profundo entre nós, enquanto ele processava minhas palavras. Ele voltou a cobrir a barriga com a sacola que estava no ombro.
— Você realmente está disposto a se virar contra a Ordem? Ficar comigo significaria isso, e você sabe.
— Não só estou disposto, como te prometo que vou acabar com ela. Com a ajuda do Yoongi e do seu vilarejo, eu vou conseguir. Tenho as provas suficientes pra isso acontecer, e farei o que for preciso pra corrigir tudo o que fiz.
Ele respirou fundo, como se estivesse começando a acreditar na possibilidade de um futuro diferente para nós, e então começou a chorar. Suas lágrimas eram uma mistura de alívio e tristeza. Eu me aproximei e, mesmo um pouco hesitante com tal atitude, tomei coragem e o abracei.
Imediatamente seu cheiro tomou conta de todo o meu redor, me provando o quanto eu era apaixonado por ele e tinha necessidade de sentir seus feromônios.
— Eu senti tanto a sua falta, Min.
Ele se aninhou em meus braços, segurando forte minhas roupas e com suas lágrimas molhando meu peito. Eu senti uma onda de emoções, um misto de esperança e medo, mas também uma profunda certeza de que, apesar dos desafios, eu estava fazendo a coisa certa.
Quando soltamos o abraço, sua bolsa com algumas frutas caiu no chão. Eu rapidamente peguei elas, que se espalharam, e estendi a mão pra ajudar ele a se levantar.
Nesse momento, o Yoongi se aproximou de nós.
— Jimin, quer que ele entre no vilarejo? Se você quiser, eu permito, e aproveito para explicar ao meu pai sobre as informações que o Jungkook nos forneceu sobre a Ordem. São informações preciosas.
Jimin olhou para mim e depois para o Yoongi, ainda com o rosto molhado de lágrimas.
— Eu quero.
Ouvir aquilo fez até meu coração sorrir.
— Ok, então vamos.
Segui o Yoongi com o carro até o vilarejo onde o Jimin viveu e está vivendo atualmente. Mesmo ainda um pouco inseguro, ele aceitou vir comigo no carro. No caminho, ele segurava a barriga com um cuidado quase protetor, como se quisesse proteger ela de qualquer perigo.
Eu mal podia acreditar que era real...
Já haviam se passado três meses desde que ele desapareceu, o que significava que o bebê tinha aproximadamente essa mesma idade.
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Ao passarmos pelos portões, dois homens armados me pararam, mas o Yoongi os dispensou com um simples aceno. O vilarejo à nossa frente era impressionante, com colinas verdes ao fundo e construções antigas, carregando a história do lugar em cada pedra e madeira. As pessoas caminhavam tranquilamente, algumas delas nos observando com curiosidade discreta, mas sem desviar da sua rotina pacata. O contraste com Elysium era gritante.
As palavras do Hoseok ecoaram na minha mente. Eu provavelmente era odiado por boa parte dessas pessoas, especialmente se me reconhecessem. Com sorte, isso não aconteceria.
Descemos do carro, e Yoongi veio até nós com passos firmes.
— Jimin, espere com ele no seu quarto. Vou falar com meu pai e logo chamo vocês.
— Tá ok.
Começamos a caminhar após a saída do Yoongi, seguindo por uma trilha de pedras que levava a um conjunto de cabanas espalhadas pelo vilarejo, cada uma com sua própria personalidade, enquanto a leve brisa carregava o cheiro da terra e o som distante das conversas.
A cada passo, eu sentia que meus olhos estavam descobrindo um novo mundo. O lugar era tranquilo, com o som distante de risadas, pássaros cantando e conversas despreocupadas que vinham de dentro das casas, e me dei conta de como aquele ambiente era completamente diferente da sede da Ordem.
As construções de pedras escuras tinham uma simplicidade charmosa, com flores plantadas nas por todo lado. Era um local que exalava vida e tranquilidade, o oposto da frieza e rigidez que cresci, onde cada cômodo era silencioso, frio e sem alma.
Quando chegamos à frente de uma das cabanas, a porta de madeira simples e as janelas abertas deixavam a brisa suave entrar, mas o que realmente me chamou atenção eram as várias azaléias de cor rosa que rodeavam a cabana. Era evidente que aquele era o quarto do Jimin.
Ele parou por um momento, como se estivesse reunindo forças antes de entrar. Assim que passamos pela porta, sua gatinha veio ao nosso encontro, como se tivesse me reconhecido.
— Oi, Haru. Quanto tempo. — Abaixei e fiz carinho nela, que respondeu com um miado.
Até que olhei para ele, que estava tirando sua blusa de frio, revelando novamente sua barriga nesse movimento. Eu a observei com um misto de admiração e amor no olhar, enquanto a realidade começava a se estabelecer ainda mais na minha mente.
— Eu não consigo acreditar — murmurei. — Dentro de você tem uma vida que é parte de nós dois.
Ele olhou para a própria barriga e, em seguida, sentou na cama, com um sorriso levemente tímido, assim como era no começo, quando o conheci.
— Eu posso tocar? Se não puder, tudo bem.
— Pode...
Sentei ao seu lado e, com cuidado, coloquei a mão sobre sua barriga. Sentir a suavidade e a forma protetora de sua pele foi uma experiência quase mágica. Era surreal sentir que nosso filho estava crescendo ali, dentro da pessoa que mais amei e amo.
Nosso filho... eu seria pai. De todas as coisas pelas quais já passei na vida, essa era, sem dúvidas, a maior de todas. Se eu pensava que era impossível me apaixonar ainda mais, ver ele esperando um filho meu provou que era sim possível.
— Eu nunca imaginei que poderia sentir algo assim — Jimin falou, com sua voz baixa. — Eu nunca quis filhos, não considerando que sou um Aether, mas tudo mudou quando ouvi a médica dizer que ele estava dentro de mim. Eu fiquei tão confuso...
Seu olhar refletia seus sentimentos, e eu conseguia ver a batalha interna que ele estava enfrentando com essas dúvidas, sozinho.
— Eu sei que é inesperado e que nossas circunstâncias são complicadas, mas estou aqui e sempre estarei. Quero estar ao seu lado e fazer parte disso. Sou capaz de enfrentar o mundo por você. Ou melhor, por vocês.
Ele fechou os olhos por um momento, como se estivesse absorvendo minhas palavras. Quando os abriu novamente, soltou um suspiro profundo.
— Eu... eu quase te matei. Por que algo assim não te fez desistir de mim?
— Porque eu te amo, Jimin. Nada do que aconteceu vai mudar isso. Eu sei que você teve motivos de sobra pra me odiar, mas eu estou aqui, vivo, e ainda te quero pra sempre. Nada vai me fazer desistir de você, e agora, menos ainda. Me deixa fazer parte disso, por favor.
Ele me olhou com seus olhos pequenos e esperançosos. Ele era tão lindo que eu queria um filho idêntico a ele.
— Eu também te amo, e só conseguia pensar no quanto eu queria viver esse momento com você.
Eu peguei a mão dele e levei até minha boca, dando um beijo enquanto sentia o aroma viciante da sua pele e dos seus feromônios.
— E nós vamos. Ainda temos muito tempo pela frente.
Nesse momento, o Yoongi bateu na porta, nos chamando do lado de fora.
— Meu pai está chamando vocês dois, vamos.
Enquanto caminhamos pelos caminhos arborizados do vilarejo, o Yoongi me explicou que seu pai era o chefe da comunidade. Isso significava que eu enfrentaria um grande desafio: convencer o líder de que minhas intenções eram honestas. Ele tinha motivos de sobra para me prender, já que capturei muitos Aethers.
Chegamos à casa principal do vilarejo, uma construção ampla e acolhedora, com uma arquitetura rústica que combinava com o ambiente do local. O Yoongi abriu a porta e me fez sinal para entrar, enquanto Jimin ficou atrás, me acompanhando e segurando minha mão.
O interior da casa era igualmente acolhedor, com móveis de madeira e uma lareira que exalava um calor reconfortante. No centro da sala, um homem de aparência imponente, cabelos grisalhos e uma postura autoritária nos esperava.
— Este é meu pai, o Arconde do nosso vilarejo.
Eu me curvei, o cumprimentando, enquanto o Arconde me olhava com curiosidade e desconfiança, avaliando cada detalhe.
— Então você é o tal Jungkook, o caçador da Ordem do Eclipse... — disse ele, sua voz profunda e firme. — Sente-se.
Eu me sentei em uma das cadeiras ao redor da mesa, tentando manter uma postura calma e confiante. Jimin se sentou ao meu lado, e o Yoongi ficou de pé ao lado do pai, aparentemente pronto para intervir se necessário.
— Eu gostaria de ouvir sua versão da história — começou o Arconde, mantendo os olhos fixos em mim. — Por que eu deveria acreditar que você está sendo sincero com relação às provas que enviou?
— Eu entendo a desconfiança. Sei que minhas ações passadas podem ter causado muita dor e desconfiança, e não estou aqui para minimizar isso, mas sim para corrigir. Depois que conheci o Jimin, comecei a ver tudo com outros olhos e quero corrigir cada erro que cometi. Já salvamos o Taehyung, como o senhor deve saber, e meu objetivo é salvar todos os outros.
— Sim, eu soube. Então foram vocês que resgataram ele.
— Sim. Aproveitamos uma brecha e fugimos com ele, que agora está em um lugar seguro.
— Fico muito satisfeito em ouvir isso.
— Eu estou disposto a destruir a Ordem e todo o sistema que me moldou, assim como salvar outros Aethers que ainda estão lá. Além disso, quero proteger o Jimin e o futuro do nosso filho.
O Arconde permaneceu em silêncio por um momento, como se estivesse ponderando minhas palavras com cuidado. Finalmente, ele respirou fundo e respondeu.
— Suas palavras são um começo, mas ações falam mais alto. Se você realmente quer provar sua mudança, terá que mostrar que está disposto a lutar pelo que disse. Enquanto a Ordem do Eclipse estiver ativa, o Jimin ficará aqui, para a segurança dele e da criança.
Por mais que eu desejasse estar com ele em um lugar só nosso, sabia que o Arconde estava certo. Manter Jimin aqui era, de fato, a melhor forma de proteger os dois.
— Eu entendo, e aceito. Vou fazer tudo o que for necessário para acabar com a Ordem e garantir a segurança de todos.
O Arconde analisou meu rosto por mais alguns segundos, antes de finalmente concordar.
— Então é assim que faremos. Estarei observando suas ações de perto. Se você realmente quer mudar, mostre isso. Mas, se quebrar nossa confiança, não hesitarei em te colocar na nossa pior prisão.
Jimin, que estava ao meu lado, olhou para mim com um misto de alívio e preocupação.
— Obrigado, Arconde. Prometo que não vou desapontar vocês.
— É o que eu espero. E se quiser, tem minha autorização para dormir aqui. Agora vão, vamos analisar todas as provas que nos enviou. — disse o Arconde antes de nos dar um último olhar.
O Yoongi nos acompanhou até a porta e saímos logo em seguida. O Jimin se aproximou de mim, e pude ver a tensão em seus ombros relaxando um pouco.
— Vamos voltar para o quarto — ele sugeriu, pegando minha mão e me guiando de volta para a cabana.
Eu o segui, ainda em choque por ter ele de volta após todo esse tempo. Se fosse um sonho, eu não queria acordar nunca mais.
Quando entramos, ele começou a bocejar.
— Está com sono? — perguntei.
— Uhum. A médica disse que a sonolência aumentaria um pouco devido aos hormônios desregulados. O quanto que tenho dormido é inacreditável — respondeu, com um sorriso cansado.
— Hoje foi um dia puxado. Você merece descansar — falei, enquanto me deitava na cama e abria os braços para ele. — Vem cá.
Ele sorriu e se acomodou ao meu lado, encontrando um lugar confortável nos meus braços. A sensação de ter ele ali, seguro e ao meu lado, me trouxe um alívio profundo. Enquanto ele começava a relaxar, eu passei a mão suavemente sobre seu cabelo, sentindo a paz que vinha da proximidade dele.
— Eu pareço patético, né?! — ele murmurou, e eu virei na mesma hora pra olhar para ele.
— Quê? Por que está dizendo isso?
Ele desviou o olhar, seus olhos passeando por todos os cantos, menos para mim, como se quisesse evitar a pergunta.
— Me responde, Min — insisti.
— Bem... quem que engravida na primeira vez que transou? — ele respondeu com um sorriso fraco.
Respirei fundo, me aproximando mais dele, e passei a mão em sua nuca.
— E agora, eu não poderia estar mais feliz. Fui seu primeiro e agora... vou ser pai. — Minhas palavras saíram com um sorriso.
Ele me olhou nos olhos e, ao ouvir, deu um sorriso leve. Não resisti ao impulso e segurei seu rosto, aproximando nossos lábios. Beijar ele era como mergulhar em algo que me deixava ainda mais fascinado. Seu sabor era viciante, e cada segundo daquele contato parecia me prender ainda mais a ele. Eu passei meses desejando sentir seu gosto novamente.
— Eu senti tanto sua falta... — murmurei, com nossos lábios encostados.
Ele me olhou nos olhos, e eu podia ver seu olhar brilhar.
— Eu também senti. Senti tanto que ficava te ligando pra ouvir sua voz.
Eu dei um sorriso bobo.
— Eu sabia que era você. Suas ligações me deram esperança. Obrigado por isso.
Depois de um tempo e vários beijos, ele adormeceu em meus braços. Eu continuava olhando sua barriga, ainda sem acreditar que tudo aquilo estava acontecendo. Fui criado unicamente para ser um caçador, sem nem saber quem são meus pais, e agora, me apaixonei por um Aether e vamos ter um filho... Sinto como se estivesse recebendo a chance de ser um ser humano normal, e não a arma que fui criado e treinado para ser.
Tirei meu braço de baixo dele com cuidado e, enquanto ele permanecia dormindo, saí do quarto e liguei para o Namjoon.
— E aí, JK, achou ele? Se você me ligou, é sinal que não te mataram, nem te prenderam.
— Achei, finalmente achei! Sabe qual a surpresa que veio junto? Vou ser pai.
— Ufa, ainda bem que você achou ele. Eu já estav... O quê? — ele engasgou e começou a tossir. — Você disse o quê???
Eu dei risada, tão feliz que mal conseguia me conter.
— O Jimin está esperando um filho meu, você tem noção disso? Eu sinto que vou surtar de felicidade.
— Espera, calma... Você está falando sério?
— Sim. Eu deveria ter imaginado os riscos, nós dois ficamos no cio juntos, e sem preservativo. Eu fiquei tão louco pra achar ele que mal raciocinei essa possibilidade.
— Caralho! — Ele parecia sem palavras, tentando processar a informação. — Porra, vou ser tio... Nós precisamos comemorar logo. Mas, provavelmente você nem volte mais, certo?
— Não sei... Agora com o bebê, o ideal é ele continuar aqui. O líder deles aceitou a parceria, então, vamos armar um plano para agir. Eu vou derrubar a Ordem e sei que vou ser considerado um traidor por eles, então não quero que você se envolva mais nisso.
— O quê? E perder a melhor parte?
— Não quero que você pague por algo que eu fiz, Nam.
— Você não tem que querer. Eu sou seu melhor amigo e vou ajudar vocês no que precisar. Agora que vocês vão virar uma família, vou ajudar ainda mais.
Eu sorri, já com a certeza que era impossível existir outro amigo como ele.
— Eu não sei nem como agradecer por isso. Sua ajuda significa mais do que você pode imaginar.
— Você sabe que não precisa agradecer. Vamos focar no que realmente importa agora e garantir que tudo saia bem.
— Certo. Vamos organizar tudo e te mantenho informado. Se perguntarem sobre mim, diz que fui atrás de outra prova do paradeiro do Jimin.
— Ok, se cuidem, papais.
Desligamos a chamada e voltei para dentro da cabana, onde ele ainda dormia abraçado a um travesseiro. Sentei ao seu lado e comecei a fazer carinho nos seus fios dourados e macios.
— Eu nunca mais vou deixar você fugir de mim — sussurrei, com o coração cheio de determinação.
Ele estava deitado de lado, e sua gatinha também estava dormindo na cama, apoiada na sua barriga, e eu sentei apenas para assistir. Nada no mundo iria me impedir de proteger o Jimin e esse pedacinho de nós dois que crescia dentro dele. Eu estava determinado a enfrentar qualquer desafio para garantir que eles estivessem seguros e felizes.
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No dia seguinte.
Assim que ele acordou, vi seu rosto ainda marcado pelo travesseiro. Ele abriu os olhos devagar, meio confuso, e logo focou em mim, percebendo que eu já estava acordado.
— Não foi um sonho... — ele murmurou, com a voz ainda rouca de sono.
— Eu pensei exatamente isso quando acordei e te vi do meu lado — respondi, sorrindo.
Ele retribuiu com aquele sorriso que me conquistou desde o primeiro dia em que o vi na floricultura, o tipo de sorriso que tinha o poder de me acalmar completamente. Em seguida, seus olhos se voltaram para sua barriga, e ele pousou a mão sobre ela, de forma instintiva.
De repente, senti um pânico crescendo em mim. Levei a mão à cabeça, desesperado, e comecei a andar de um lado para o outro ao redor da cama.
— O que foi? Tá com dor? É melhor a gente ir pro hospital… Droga, onde é que tem hospital nesse ovo de cidade? Precisamos de um médico!
Ele soltou uma risada boa de ouvir.
— Não, não é dor — ele tentou segurar o riso. — Só tô com fome.
Eu dei um suspiro de alívio.
— Achei que estava passando mal.
Ele continuou rindo, com uma expressão feliz no rosto.
— Eu cuido disso. — completei. — Você fica aí e tenta relaxar, vou trazer algo pra você comer.
— Sou eu quem mora aqui, esqueceu?
Eu realmente nem sabia onde tinha café, lanchonete, restaurante, ou qualquer outra coisa.
— Verdade... Foi mal, tô nervoso.
Ele segurou meu rosto e me deu um selinho.
— Relaxa, tá? Nós dois estamos bem.
Merda… Como eu amava ele.
Levei a mão até sua nuca, o puxando para um beijo rápido. Mas ele veio na minha direção e aprofundou o beijo, deixando claro que queria mais do que só um toque breve.
No meio daquele momento, a barriga dele roncou alto, e nós dois acabamos rindo.
— Vamos, sua alimentação é mais importante que beijar.
Ele revirou os olhos, rindo também.
Estendi a mão rápido pra ajudar ele a se levantar, mas ele nem parecia precisar, se levantando com facilidade.
— Às vezes, me esqueço o quanto você é forte.
Ele me lançou um sorrisinho, mas havia algo melancólico em seu olhar.
— Não fique pensando naquilo, Min. Eu fico orgulhoso de que você seja tão forte.
— Tenho treinado, pra não perder o controle dos meus poderes de novo — ele murmurou.
— Isso é ótimo. No que eu puder te ajudar, conte comigo.
Ele deu outro sorriso, meio sem jeito, e naquele momento me veio à mente o contraste que ele era; uma verdadeira caixinha de surpresas. O rostinho angelical escondia o poder insano que presenciei naquele dia no bar.
Saímos da cabana e começamos a caminhar em direção ao carro.
— Tem um refeitório aqui, mas vamos voltar pro centro da cidade. Lá tem uma cafeteria boa. Eu te mostro o caminho.
Concordei, e logo fomos para o carro. A estrada passava por áreas rurais, revelando paisagens deslumbrantes que deixavam qualquer um sem fôlego. A cada curva, as colinas pareciam se abrir para nos mostrar mais belezas ocultas.
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O centro da cidade era tão pacato quanto a área do vilarejo, e a arquitetura tinha um charme antigo, como algo saído de um conto. O centro também era cercado por colinas verdes e vastos campos, onde se podiam ver pastagens e pequenas hortas.
Ele gesticulava para mostrar os arredores enquanto a gente caminhava pela cidade.
— Não há muitos comércios aqui. Tem algumas lojinhas e mercados locais, onde tem de tudo um pouco, só é uma pena não ter uma floricultura. Sinto falta da minha loja.
— Você vai voltar a ter seu cantinho, em segurança, e isso é uma promessa — respondi, determinado a fazer isso acontecer.
O sorriso suave que ele me deu em resposta era como um lembrete do que eu estava disposto a fazer por eles.
— Obrigado.
Após mais algumas ruas arborizadas, chegamos em um pequeno café e escolhemos uma mesa ao lado da janela. Assim que o garçom trouxe o cardápio, ele nem olhou e me entregou.
— Para mim, quero torta de mirtilo, acompanhada de sorvete e caramelo por cima... Ahh, traz também um capuccino de chocolate, com o chantilly à parte.
Eu olhei surpreso para ele enquanto ria, afinal, ele nunca gostou de sobremesas, e muito menos tinha esse apetite.
Eu pedi um capuccino e dois oniguiris.
— Por que tá rindo?
— Acho que tem alguém que está te ensinando a gostar de doces.
Ele riu, mexendo as mãos na mesa, impaciente.
— Magicamente se tornaram deliciosos.
Eu sorria enquanto ele falava sobre as pequenas mudanças que já estava sentindo. Cada detalhe parecia me tornar ainda mais feliz. Mesmo que eu já tenha perdido três meses, ainda restava a gravidez toda pela frente, e eu estava disposto a viver cada momento.
Quando os pedidos chegaram, vi os olhos do Jimin brilharem ao ver tudo o que pediu. Ele atacou a torta com entusiasmo, dando pequenas colheradas no sorvete e fazendo um pequeno som de satisfação a cada mordida.
— Está bom? — perguntei.
— Uhum! Prove!
Ele apontou a colher na minha direção e comi, e era extremamente doce, mais do que meu paladar aguentava.
— Gostou?
— É beeem doce.
— É maravilhosa. Acho que vou pedir outra torta depois dessa.
Eu ri, sentindo uma onda de alegria ao ver ele tão contente, depois de todo esse tempo sem sequer saber por onde ele andava. Eu sonhei todos os dias com esse rosto, com a chance de ver ele de novo.
— Você já sabe se é menino ou menina?
— Ainda não — ele respondeu com a boca cheia e esperou um momento para engolir. — Vou descobrir no próximo mês.
— Se for ômega, vai ser Aether também, certo?
Ele concordou com um leve aceno, mas seu olhar ficou distante, pensativo.
— Não quero que ele passe pelos mesmos medos que passei... Prefiro que seja um alfa ou um beta.
— Até lá, a gente já vai ter dado um fim na Ordem. Ele vai poder ser feliz e livre, seja ômega, alfa ou beta. E você também.
— Assim eu espero — murmurou, um brilho de esperança surgindo em seus olhos.
Depois disso, terminamos nosso café com calma, em uma paz que há muito tempo eu não sentia. Como ele havia prometido, pegou outro pedaço de torta, comendo com o entusiasmo de sempre, enquanto eu observava, satisfeito em ver ele relaxado.
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Assim que voltamos para o vilarejo e descemos do carro, ele segurou minha mão com firmeza e começou a me puxar com entusiasmo.
— Vem cá, quero te mostrar uma coisa.
Enquanto a gente caminhava, notei alguns olhares discretos direcionados a nós, mas ele parecia indiferente pra eles. Ele me guiou por uma trilha até uma plantação cheia de flores de todas as cores e espécies, espalhadas em um campo vibrante que parecia um pedaço de outro mundo. O ar estava impregnado de um perfume suave, e as pétalas coloridas formavam um tapete natural que se estendia até o horizonte.
— O que você acha? — ele perguntou, com os olhos brilhando enquanto apontava para cada flor.
Caminhei devagar entre as flores, absorvendo o cuidado em cada planta. Ele observava meu olhar atento, e era impossível não perceber o orgulho que irradiava de sua expressão.
— São incríveis! Você quem cuida delas?
— Uhum. Tem sido minha maior distração nesses meses.
Fomos caminhando até uma estufa de vidro ao lado da plantação, onde as paredes transparentes deixavam entrar a luz do sol, iluminando o interior com um brilho suave. Ele estendeu a mão e, com um movimento sutil, fez uma prancheta deslizar pelo ar até sua palma, usando seu poder com naturalidade.
— A camomila é o nosso plantio principal — explicou, os olhos reluzindo com orgulho. — Com ela, fazemos vários remédios para as pessoas do vilarejo, e eu mesmo tomo alguns. Estou aprendendo a fazer as extrações também, olha.
Ele folheou suas anotações, e o que vi ali me impressionou: cálculos complexos, anotações detalhadas sobre cada planta, tudo parecia uma fórmula de quem leva aquilo muito a sério. Eu não sabia o que me impressionava mais; a precisão de seus estudos, dignos de um verdadeiro nerd, ou o controle com que usava seu poder, tão natural quanto respirar.
Eu o observava com atenção enquanto ele explicava as propriedades medicinais de cada planta, a voz leve e animada, como se estivesse compartilhando segredos preciosos. Era evidente o quanto ele amava aquele trabalho.
Eu o puxei com cuidado para perto de mim.
— Você é incrível. Fico feliz em saber que passou esse tempo se distraindo com algo que gosta — falei, admirando o brilho nos olhos dele.
— Obrigado, realmente tem me feito bem — respondeu. — E você, o que tem feito nesse tempo?
— Tenho um melhor amigo que me ajudou muito. E, além disso, fiz outro amigo que, por acaso, também deixou de ser caçador pra namorar um Aether... o Taehyung.
A surpresa iluminou o rosto dele ao ouvir o nome familiar. Ele respirou aliviado, como se um peso tivesse saído de seus ombros, e aquele pequeno momento de esperança entre nós foi como um raio de sol que atravessava a estufa, preenchendo o espaço.
— A Ordem usava ele para nos rastrear. Isso deve ter deixado eles loucos de ódio com você.
— Deixou, mas não importa. O importante é que os dois estão bem e vivendo juntos em outra cidade — respondi.
— Espero que algum dia seja nós dois.
Coloquei a mão em sua barriga e comecei a acariciar suavemente.
— Eu te garanto. E não só nós dois, mas nós três — afirmei.
Ele sorriu e me abraçou, e aquele gesto aqueceu meu coração. Enquanto ele se dedicava a algumas tarefas na plantação, eu o observava, admirando sua dedicação e paixão. Peguei meu celular e comecei a conversar com o Namjoon por mensagem, acertando os próximos passos para agirmos contra a Ordem.
E assim, a tarde passou.
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Assim que a noite chegou, fomos para a cabana. Enquanto ele tomava banho, coloquei comida para a Haru e organizei algumas coisas que estavam fora do lugar.
Quando ele voltou, estava enrolado em um roupão. Uma brisa suave entrou pela janela, trazendo o aroma fresco de sua pele até mim. Sem resistir, fui até ele e comecei a beijar seu pescoço, o que fez com que ele soltasse uma risadinha por causa das cócegas.
Ele sentou na cama, e eu também, onde comecei a beijar sua barriguinha. Ele segurou minha mão por cima da minha, e esse momento de paz durou apenas alguns segundos, até que ele disse algo que fez meu corpo congelar.
— Quando vocês forem atacar a Ordem, eu quero ir junto.
Levantei imediatamente, encarando ele.
— O que você disse?
— A quantidade de Classes A que temos aqui é mínima. Não posso deixar que ajam sem mim.
— Não vou permitir que você se envolva em uma guerra.
Ele cruzou os braços e fez uma expressão determinada.
— Eu preciso ajudar. A Ordem do Eclipse matou minha mãe e me perseguiu a vida inteira. Se existe uma chance de eu contribuir para acabar com eles, eu vou fazer parte disso. Não adianta você tentar me proibir.
— Eu entendo que quer fazer parte disso, mas você está esperando um bebê, entende? A última coisa que eu quero é colocar vocês dois em risco.
— Eu sei dos riscos, mas não posso ficar de fora. É algo pessoal pra mim. E não adianta tentar me proteger demais. Se eu ficar aqui, vou me sentir inútil e incapaz de lutar pelo que é certo. Já está decidido.
Eu respirei fundo, tentando engolir sua insistência.
— Como você é teimoso.
Ele me olhou com um olhar determinado, bem no fundo dos olhos, e de certa forma, ele me convenceu.
— Confie em mim, eu sei que, com a ajuda de vocês, vou conseguir lidar com eles sem nos colocar em perigo.
Eu me sentei na beirada da cama, tentando processar suas palavras. Sua determinação era firme, e eu sabia que não iria conseguir fazer ele mudar de ideia tão facilmente.
— Ok, eu vou pensar em um jeito de fazer funcionar.
Sem dizer nada, ele aproximou o rosto e começou a me beijar. Entre nossos beijos, desci para o seu pescoço, e minha mão circulava por todo seu corpo, sentindo o toque macio de cada lugar do seu corpo.
Com nossos feromônios já começando a exalar, a situação começou a ficar intensa.
— Melhor a gente parar... — falei, tentando recuperar o controle.
— Por que?
— Eu não quero machucar o neném.
Ele soltou uma risada bonita e contagiante, como se eu tivesse dito algo engraçado.
— Fica tranquilo, não vai machucar. Ele ainda é minúsculo.
Ele estava deitado e, do seu pescoço, comecei a descer e beijar sua barriga com carinho.
— Mas... você quer isso?
— Uhum, quero.
Seus feromônios tomaram conta do quarto, enchendo o ar com um cheiro envolvente, quente, inebriante. Sem os supressores, seu aroma estava muito mais intenso, quase viciante, e me envolvia completamente.
Comecei tirando sua camisa, sem pressa, deixando que cada movimento intensificasse o clima entre nós. Logo em seguida, deslizei suas calças para longe, revelando sua pele sob a luz suave.
A quantidade de feromônios que ele liberava deixava claro seu estado de excitação. Mas simplesmente penetrar ele não era o suficiente; não com a necessidade ardente que eu sentia. Me abaixei, segurando com firmeza, e envolvi seu pau com a minha boca, sentindo seu corpo estremecer ao primeiro toque da minha boca.
Ele deu um salto, os olhos arregalados pela surpresa.
— Shh, relaxa... — murmurei, olhando diretamente para ele enquanto passava a língua de forma provocante. Suas bochechas estavam intensamente coradas, os olhos fixos em mim, um misto de nervosismo e prazer.
À medida que continuei, percebi que ele começou a relaxar, os dedos encontrando meu cabelo e o segurando com uma leve pressão a cada movimento. Ele se acomodou melhor, as costas apoiadas na cabeceira da cama, e eu posicionado entre suas pernas, os músculos de seu corpo tensos e trêmulos de desejo. Seus gemidos, abafados pela mão que cobria sua boca, me instigavam ainda mais, tornando tudo ainda mais intenso.
Eu já estava no meu limite, consumido pelo desejo intenso que ele provocava em mim. Sentindo o calor crescer, tirei minha calça e voltei o olhar para ele, ainda ansioso pra ter certeza de que não havia qualquer dúvida.
— Tem certeza que não vou te machucar? Nem você, nem o neném? — perguntei, a voz um pouco rouca, tomada pela preocupação misturada ao desejo.
Ele envolveu minhas costas com as pernas, cruzando ela atrás de mim, e me puxou mais perto, os olhos ardendo de confiança e provocação.
— Tenho, tenho muita certeza... — ele respondeu, ofegante, com um sorriso pervertido no seu rosto.
Minha obsessão por ele crescia a cada instante. Não conseguia desviar os olhos dele... aquela expressão única de desejo, os olhos brilhando como se quisessem me consumir, e a leve curva de sua barriga que o deixava em um nível surreal de beleza.
— Droga, como você é perfeito... — murmurei, incapaz de esconder o fascínio que ele despertava em mim.
Cada detalhe seu, dos traços delicados aos pequenos sinais de entrega, me atraía como nunca antes, e a paixão entre nós parecia incontrolável.
Ele riu e voltou a me beijar, desta vez com intensidade. As palavras se tornaram desnecessárias, substituídas por suspiros e toques que diziam mais do que qualquer elogio poderia expressar. Minha boca explorava cada centímetro de sua pele, do pescoço ao corpo, deixando um rastro de calor que fazia seu corpo inteiro reagir, os músculos tensos e ansiosos sob meus dedos.
Minha mão, deslizando pelo seu corpo em um caminho lento e provocante, parou, segurando meu próprio pênis enquanto me posicionava, pronto para penetrar. Ele me encarou, respirando profundamente, cada segundo da expectativa aumentando a tensão entre nós.
Quando finalmente senti dentro dele, a sensação foi deliciosa e intensa, uma conexão tão profunda que parecia nos completar. Seus braços me envolveram instintivamente, me puxando para mais perto, nossos corpos se movendo juntos em um ritmo lento e cheio de amor, onde cada segundo reafirmasse o que sentimos.
Entre o vai e vem do meu corpo dentro dele, segurei seus braços e os levantei delicadamente acima de sua cabeça, enquanto minha boca encontrava seu peito, chupando e beijando cada parte, e seus gemidos ficavam cada vez mais altos, estimulando meu desejo a cada toque, cheiro e som.
— Espera... — ele sussurrou, ofegante.
Parei no mesmo instante que ele pediu, saindo de dentro dele com cuidado.
— O que foi? Te machuquei?
— Não... — ele respondeu com uma risada ofegante. — Mas vamos mudar de posição, minha lombar tá doendo assim.
Ele se ajeitou na cama, ficando de joelhos e virando de costas para mim, apoiando as mãos na cabeceira. Assim que voltei a penetrar sua bunda gostosa, ele deslizou uma mão até sua própria nádega e a abriu um pouco mais, provocando.
Segurei seu maxilar e trouxe seu ouvido até minha boca.
— Assim você tá trapaceando, Min... — sussurrei enquanto dava mordidas leves na sua orelha.
Ele me lançou aquele sorriso malicioso, mordendo seus lábios carnudos.
— Tá bom assim? — perguntou, com a voz baixa e provocante, olhando para trás.
— Tanto que já quero gozar...
Minha mão apertava sua cintura com firmeza, enquanto minha língua deslizava lentamente pelo seu ombro, pescoço e nuca, deixando um rastro de desejo. Ele estava completamente entregue, a excitação evidente no seu corpo, com seu pau duro rígido de prazer.
Do seu quadril, minha mão deslizou até envolver seu pênis, começando a estimular com movimentos lentos e provocantes. Ele se movia contra mim, e, apesar da timidez que sempre carregava, não conseguia conter os gemidos que escapavam em perfeita sintonia com sua respiração ofegante.
Suas mãos se agarravam à cabeceira da cama com força, enquanto ele jogava a cabeça para trás, encostando em mim, perdido no prazer.
— Que delícia... n-não... não para, Jun... — sussurrou, a voz tremendo, cada palavra cheia de desejo.
Ver ele assim, tão vulnerável e entregue, só aumentava minha obsessão. Seus gemidos, o ritmo constante dos nossos movimentos e a maneira como ele me sentia eram loucamente excitantes. Meu corpo parecia à beira de explodir de prazer, e eu lutava pra controlar o instinto de entrar em rut.
Me inclinei, aproximando meus lábios de sua orelha enquanto segurava seu maxilar
— Geme mais pra mim...
No instante em que ele empinou ainda mais a bunda, rebolando contra mim enquanto eu estava fundo, o prazer se tornou insuportável. Aquilo foi o limite, uma entrega completa que me fez perder qualquer resquício de controle.
Minha mão continuava o estimulando, e quando senti seu corpo estremecer, ele gozou na minha mão, liberando tudo o que sentia. E então, como se nossos corpos estivessem em perfeita sincronia, eu também fui levado ao ápice, gozando dentro dele.
O quarto parecia pulsar ao nosso redor, preenchido por nossas respirações e o calor que ainda emanava de nossos corpos entrelaçados.
Quando ele se sentou, ainda ofegante e com a pele suada brilhando, coloquei a mão sobre sua barriga, em um gesto quase instintivo, querendo sentir o bebê.
— Tá tudo bem? — perguntei.
Ele sorriu, os olhos fechados, exibindo aquele dente levemente torto que sempre me deixava ainda mais apaixonado.
— Estamos ótimos.
Me inclinei, acariciando seu rosto e observando cada detalhe enquanto ele relaxava nos meus braços. Ver ele assim, tranquilo e feliz, fazia tudo valer a pena.
— Você me chamou de Jun. Poderia me chamar assim sempre?
Ele deu um sorrisinho bonito.
— Posso.
Abracei ele e comecei a encher seu pescoço de beijos.
— Não faz isso, eu tô suado... — ele disse entre as risadas.
— Não tenho culpa que até seu suor é uma delícia.
Depois de mais alguns amassos, fomos para o banho, onde obviamente eu quis tomar junto com ele.
Assim que voltamos a deitar juntos. Enquanto eu fazia carinho na sua barriga, ele fazia carinho na Haru. A tranquilidade do momento me ajudava a esquecer, por um instante, as preocupações com o futuro.
A suavidade dos toques e o ambiente calmo começaram a fazer efeito. Jimin começou a respirar lentamente, já relaxando e se preparando pra dormir. Seus dedos ainda faziam carinho na Haru, que, satisfeita, ronronava suavemente.
A sensação do calor do seu corpo era incrível, e logo meus próprios olhos começaram a pesar.
Com o tempo, o cansaço se fez presente, e eu também fui cedendo ao sono. O ambiente ao nosso redor se tornou cada vez mais tranquilo, até que, finalmente, adormecemos juntos, abraçados e rodeados pelo conforto da nossa nova rotina... ou melhor, da nossa nova família.
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🪻
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Olá, mi amorzito,
Finalmente esses dois estão juntos!
Nunca escrevi uma separação tão longa kkk
Eu gosto de uma adrenalina, e esse cap foi levinho pra compensar, então se preparem para os próximos.
Obrigada por sua leitura e presença :)
Te vejo no próximo capítulo!
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