30: Um Cio de Homem Coelho
Notas Iniciais
Olá, príncip💜s e coelhinh💜s! Como vocês estão?
Eu senti muitas saudades! 🥺💜
Aos que prestaram vestibulares, como essa autora, estão conseguindo descansar? Não se pilhem, vocês foram ótimos! 💜 Aos que estão encerrando o ano no colégio também! Boas férias! 💜
Dessa vez não teve um motivo externo para que eu demorasse com essa capítulo, porém, em vista a tudo o que eu tentei trazer com a história e em como os personagens valorizam um ao outro, foi extremamente difícil escrever da forma como eu imaginava que eles levariam esse momento! Mas foi feito com carinho e dedicação, espero que gostem! 💜
Ainda está nos planos terminar essa história esse ano! Vamos com fé! 🥺
Sem delongas, peguem suas garrafinhas de água, lencinhos e as cadeiras!
Boa leitura!💜
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"Mas estou machucado
Eu preciso de uma voz que ecoe
Eu preciso de uma luz para me levar para casa
Eu meio que preciso de um herói
É você?
Você pode ser meu rouxinol?
Cante para mim, eu sei que você está aí
Você pode ser a minha sanidade
Me trazer paz
Cante para eu dormir
Diga que você será meu rouxinol."
Demi Lovato - Nightingale
[🌌]
Jeongguk sorriu após ter pedido para o príncipe guiá-lo com sua voz. Um sorriso tão murchinho, com o peito subindo e descendo rapidamente acompanhando as lágrimas quentes colorindo suas bochechas de vermelho vívido. Sentindo dor, encolheu o corpo contra o separador de vidro.
Ver o anjo daquela forma, partia o coração de Taehyung em infinitos pedacinhos, tomado pela angústia sabendo que jamais poderia esquecer o sofrimento que assistia brilhando nos olhos azuis. As luzes douradas do closet estavam baixas para não causar sensibilidade onde já estava dolorido para ele, piorando a situação, Ggukie estava fora do ninho que sabia ser um lugar seguro e especial.
Sentiu os próprios olhos marejando, enquanto, pensava no que fazer para ajudá-lo a enfrentar aquele momento, como o pedido baixo e magoado vindo dele antes. Seus próprios nozinhos o atacaram.
Seria mesmo um herói?
Pois tudo o que estava fazendo, era continuar parado olhando para seu amor completamente desolado do outro lado do cômodo.
Praguejou a si próprio em pensamentos, buscando por uma resposta, pela canção que traria Jeongguk, o permitindo embalá-lo em seus braços para nunca mais soltar. O protegeria e cantaria eternamente se aquele fosse o seu desejo. Seria capaz de se transformar em um rouxinol apenas para ele.
De repente, uma ideia surgiu, e sem desviar o olhar de Jeongguk, procurando algum sinal negativo de que pudesse estar agindo errado, caminhou sobre os joelhos para dentro do ninho, sendo atentamente observado de volta por aqueles olhos cheios de medo. Respirando fundo, engoliu o bolo preso em sua garganta, liberando espaço para que sua voz saísse rouca e baixa, preenchendo todo o cômodo com a letra que encontrou em seu coração. Em rendição ao seu pedido, se acomodou e abriu os braços esperando por ele, demonstrando que estava ali para qualquer coisa que precisasse, que seu amor iria muito além de flores, dates e filmes de super heróis. Estaria ali nos bons e nos maus momentos o apoiando e ajudando.
Iniciou a música de amor, como se fosse uma oração poderosa, no tempo que assistia seu amor fechando os olhinhos e cedendo o corpo contra o carpete vermelho bordô lentamente, soltando alguns soluços tentando se concentrar somente em si.
Jeongguk estava sentindo dor por todo o corpo e seu coração acelerado além do natural, ouvia aquela canção passeando entre eles, sendo domado igualmente pelo cheiro de morangos e chuva. Respirou fundo erguendo as mãos e secando as pálpebras sensíveis com leveza, abrindo os olhos voltando a assistir o homem bonito de braços abertos lhe esperando. Sabia que aquele era um convite para que fosse até a fonte de seu amor e recarregasse suas energias. Um remédio capaz de curá-lo inteiramente, de dentro para fora.
Com as orelhas felpudas esticadas e rígidas em direção ao príncipe, os olhos vidrados no movimento de seus lábios e em cada palavra cantada sobre amor, Ggukie sentiu sua mente e corpo se acalmando e o pensamento vindo do coelho em sua alma pediu para que fosse até ele.
Franziu as sobrancelhas com a confusão de instintos o cercando. Seu lado homem ainda sentia medo, estava em um período delicado que considerava perigoso, o passado havia o traumatizado com tanta crueldade, no entanto, precisava confiar no seu lado animal que lhe dizia o contrário.
Olhando para Taehyung, sorriu sentindo que realmente nunca precisou se esforçar para alcançar a confiança no humano. Naturalmente ele o cativou, ensinou a ter seu próprio mundo e agora queria compartilhar o dele também.
Com ele não tinha medo. Com ele, sentia cheiro de morango, chuva refrescante e de infinitas flores. Com ele se via colorido de todas as cores possíveis, tanto de tinta quanto de bolhas de sabão - coisas que ele já lhe presenteou para que explorasse seus instintos -. Seus beijos tinham gosto de chocolate shot, seus braços lhe davam abraços quentinhos e sua voz soltava palavras tão bonitas que invadiam diretamente seu coração. Com ele sentia a vida. Uma nova e merecida vida.
Afastando aqueles nozinhos que o assustaram com a chegada do cio, se permitiu reagir com os novos pensamentos acerca do príncipe, recompondo a força e energia para se erguer e engatinhar até o centro do ninho, onde finalmente encontrou o homem que amava.
Uma onda de calmaria o atingiu assim que encostou nele e sua voz abaixou ficando confortável à altura de suas orelhas felpudas. Jeongguk enlaçou os braços ao redor do tronco do empresário, escondendo o rosto na curvatura de seu pescoço e fechando os olhos automaticamente, colocando-se para descansar, sendo completamente acolhido.
Lutando contra nozinhos que eram inevitáveis naquele momento, voltando a invadi-lo o desafiando, aumentou o aperto de suas mãos nos ombros largos, buscando conforto e segurança para enfrentar seu passado de uma vez por todas.
Permitiu que as lembranças viessem.
Ggukie se viu ainda um pequeno filhote frágil e dependente, sendo separado de sua mãe coelho e trancado naquele pequeno cômodo que mais se parecia com uma gaiola de ferro, completamente no escuro.
Quando havia crescido um pouco, doente e com frio chorando inconsolavelmente chamando pela pessoa que lhe deu a vida, não percebeu quando o trauma começou a fazer ele se esquecer do rosto dela.
Se encolheu no calor do príncipe, soluçando como o pequeno Jeongguk daquelas memórias.
As próximas que o atingiram, eram de todas as vezes que tentou fugir e alguém pagou o preço, de seu corpo se debatendo com desespero, das mãos imundas conseguindo capturá-lo e das correntes pesadas mantendo-o imóvel durante seus castigos, causando tantas das cores feias que já cobriram seu corpo. A pior de todas, sendo o dia em que o tutor também o separou de sua amada avó.
Ele se lembrava perfeitamente do momento em que desistiu de tudo, levado para um mercado de linhagens onde todos os compradores desejavam que uma vida pequena viesse de si e sofresse em suas mãos. Ggukie nunca permitiu. Suportou cada castigo por nenhum outro híbrido de coelho - tão inconsciente e inocente quanto - ter conseguido chegar perto de si em seus cios.
Foi onde ele conheceu Baekhyun. Naquele lugar assustador cheio de grades e sofrimento, porém onde conheceu o que era ser acolhido, ter um amigo e um protetor. Onde também pode tomar uma nova decisão e tentar fugir outra vez e levar seus semelhantes consigo. Ele se agarrou naqueles momentos de esperança e pensou que era forte. No entanto, descobertos por suas movimentações, todos foram separados e um novo castigo o perseguiu durante dias a fio.
Perdendo para a intensidade que as lembranças vinham, cedeu o corpo completamente sobre Taehyung, apertando os braços ao seu redor temendo que alguém pudesse tentar o tirar dali e jogar novamente no escuro, sem conseguir controlar o choro alto se misturando a voz grossa, um choro que sentia estar preso em seu interior desde que se entendia por ser humano.
E aquela era a única verdade que conhecia do mundo em seus nozinhos. Ele era um ser humano especial. Uma vida que sentia e se expressava. Aquelas pessoas cruéis haviam o transformado em um homem traumatizado por tudo o que fizeram, mas conseguiu se encontrar novamente e provar a verdade. Ele deveria ser tratado como um ser humano. E entendeu isso no momento em que foi salvo por seu príncipe encantado.
Com a cabeça latejando de dor pelo peso de seus nozinhos, Jeongguk se obrigou a respirar profundamente, esfregando o rosto pelo ombro do mais velho, sentindo o cheiro bom vindo de sua roupa e do calor que se espalhava com o abraço de ursinho que ele o embalava naquele momento. Voltou a ouvir a voz dele, a canção já sem letra, apenas um doce som, o anestesiando de todas as dores.
Era uma voz mágica, como o canto de um rouxinol. Pensou.
Suas pálpebras se fecharam outra vez e se lembrou de sua última tentativa, do corpo doente e da visão borrada, do medo que sentia ouvindo os gritos de seu povo e das risadas que os maltratavam. Sem escapatória, percebeu ali, precariamente escondido do dono daquele lugar imundo, que não havia um mundo para viver, que iria permitir que o encontrassem, castigassem e torceria para não abrir os olhos outra vez. Entretanto, aquela mesma voz que estava o ninando, também ecoou naquele dia, estremecendo as paredes e lhe trazendo de volta a razão.
" - Vai ficar tudo bem, eu prometo."
E ele cumpriu.
"- Mas vai precisar confiar em mim."
Confiou.
"- Você é muito corajoso. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para te ajudar."
Ele fez.
"- Eu posso me aproximar de você?"
Somente ele poderia. Seu parceiro de vida. O homem bonito que se chamava Kim Taehyung.
Ele estendeu a mão e sorriu para si, lhe deu boas conversas, seu próprio espaço e o incentivou a seguir em frente mesmo com suas próprias dores e sofrimentos. Ofereceu o que tinha para fazer tudo ficar bem e mostrou que o mundo que desejava viver, estava a sua disposição, que o coração que transbordaria junto ao seu.
O príncipe também era um ser humano especial. Era seu amor. Seu herói.
Calmo outra vez, o garoto coelho sentiu seu corpo relaxar, soltando os ombros largos subindo os braços para o pescoço, retribuindo seu abraço. Erguendo a cabeça, abrindo os olhos e encontrando os dele, a sensação que o preencheu foi a de tudo o que um dia machucou, tivesse desaparecido ao se encontrar no brilho dos olhos caramelizados, lhe encarando com uma mistura de amor e preocupação.
Repuxando os lábios em um sorriso, pousou as mãos nas bochechas beijadas pelo sol, secando suas lágrimas com carinho, sentindo um choquinho de sentimentos bons quando ele contornou seus dedos com os próprios, depositando um longo selar em cada palma de suas mãos. Em agradecimento, se aproximou trocando um beijinho de esquimó, alargando seu sorriso com o alívio de vê-lo sorrindo novamente.
- Você me encontrou. - Tae sussurrou.
- Te encontraria mesmo se tivesse um mundo inteiro entre nós. - Respondeu no mesmo tom, soltando uma risadinha manhosa pelo recente choro, com os olhos dele piscando atônitos com sua declaração. - Eu consegui, príncipe.
- O que, meu amor?
- Consegui desenrolar os nozinhos que machucam aqui... - Ggukie se afastou minimamente, apontando para a própria cabeça. - E aqui... - Em seguida, indicou o coração.
Taehyung abriu o sorriso mais genuíno que conseguiu, seu coração ainda estava estrangulado no peito, pelo sua preocupação e por não ter feito nada mais que abraçá-lo ouvindo seu choro, sequer conseguindo imaginar quais eram as dores e o medo que ele estava suportando até a chegada do cio, fazendo-o se sentir mal por estar o tocando naquele momento delicado.
- Você é o homem mais forte que eu conheço, nada que disser vai mudar meu pensamento. - Respondeu por fim, afastando as mãos de seu corpo em respeito, deixando-as apoiadas em sua própria barriga.
Jeongguk soprou um riso, se aconchegando contra o corpo grandão outra vez, controlando a vontade de se esfregar inteirinho nele.
- M-Mesmo... depois de eu ter perdido tudo e tivesse desistido?
- Mesmo assim. Não se culpe por ter ficado exausto de uma vida em que não te permitiram viver em liberdade. Viu e ouviu coisas horríveis, tão cruéis que não deveriam ter chegado à você, que eu sequer consigo imaginar, meu amor. - O surpreendendo, os olhos do mais velho se inundaram outra vez e ele abaixou a cabeça escondendo o rosto, soluçando magoado. - E-Eu queria ter chegado antes, q-queria que qualquer um tivesse chegado antes para te tirar daquele lugar! Alguém que não permitisse que você sofresse nem mais um segundo!
Tocado por suas palavras, o homem coelho esfregou o nariz sobre seus cabelos. Os próprios olhos marejados.
- Está tudo bem, amor... - Ggukie soltou outra risadinha, ainda saboreando o apelido que deixou seus lábios.
Já o acastanhado encontrou seus olhares rapidamente, abrindo a boca sem conseguir dizer nada, estático sob o título lhe dado. Como o anjo poderia chamá-lo daquela forma tão linda e doce? Estava tentando demonstrar que também merecia receber todo o seu amor?
A cabeça com poucos, porém, fortes nozinhos inseguros acertaram Taehyung, mas ele se obrigou a esquecê-los, focando completamente no que seu namorado contava. Afinal, teriam muito tempo para chamar um ao outro de "amor".
- Talvez as coisas devessem ter acontecido da forma como foram. - Com um suspiro confirmando a profundidade de suas palavras, Jeongguk piscou, tentando distrair-se da pontada de dor que atingiu seu baixo ventre em surpresa. - Se eu não estivesse tentando fugir, se aquela não fosse a minha última fagulha de esperança que alimentou a força do meu corpo... não teríamos nos encontrado.
Com bons segundos de silêncio, o empresário piscou algumas vezes, assentindo veemente convencido por suas palavras, se lembrando de cada detalhe do dia que encontrou aqueles olhos pela primeira vez.
Não poderia ter sido somente uma coincidência, eles deveriam estar destinados a se encontrar. Um príncipe que salvou um coelho, e um coelho que salvou um príncipe.
- Tem toda a razão, meu amor. - Soprou um riso, aliviado por fim.
- Então me abrace forte! - Sentenciou o moreno, apoiando as mãos suadas nas do príncipe escorregando pelos lados de seu corpo, firmando-as. - Posso compartilhar algo com você? - Cochichou, apoiando a testa orvalhada de suor em seu ombro.
- É claro! - Tae o abraçou com ternura outra vez.
- Eu estou finalmente conformado com o passado e aprendi a conviver com ele. - Fechando os olhos, suspirou quando a dor começou a se intensificar. - C-Conformado com a forma que eu me perdi da minha mãe coelho, como eu perdi a vovó e como o homem que me tinha como posse queria sugar cada suspiro de vida meu. Mas eu também tive o Baek hyung, tive a chance de salvar meus semelhantes e ainda conhecer você. Tudo mudou principalmente depois que eu conheci você.
- E-Eu... não fiz. - Taehyung se calou, franzindo o cenho quando o anjo gemeu de dor, apertando seus ombros. - Meu amor?
- Eu aguento mais um pouquinho... - Respirando fundo, Jeongguk se reergueu. - Você fez tudo, amor. - Voltou a sorrir. - Você fez muito mais que me salvar... Se tornou o meu melhor amigo, permitiu que eu tivesse tudo e ainda me deu espaço para me curar e desenvolver. Permitiu que as coisas acontecessem do meu jeito, também confiou em mim quando as suas dores tentaram te machucar de novo, e acreditou no nosso amor um pelo outro. Isso foi tudo o que eu sonhei em ter. Obrigado, meu herói.
- Eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para te fazer feliz. - O mais velho afirmou com a certeza de seu coração, sorrindo somente em poder observar seu homem sorrir. - Eu faço qualquer coisa por você.
Sem conseguir respondê-lo, com o sorriso estremecendo, Jeongguk gemeu arrastado outra vez, sentindo seu membro enrijecido e pulsante, elevando o calor de seu corpo e as dores passeando por seu baixo ventre.
- E-Está doendo, TaeTae!
- Calma, meu amor! Vamos resolver juntos! - Erguendo as mãos para o rosto do mais novo, Tae buscou uma confirmação em seus olhos cintilando em um azul oceânico.
- Vamos! - Sem dar tempo a ele, Jeongguk conectou seus lábios, abraçando-o pelo pescoço e passando a esfregar o corpo contra o dele, buscando a mínima satisfação de seus desejos compartilhados com o coelhinho na outra metade de sua alma.
Taehyung se atrapalhou um pouco com a urgência de seu namorado, mas logo estava acompanhando seu ritmo, puxando-o para mais perto, ajudando-o a se esfregar em si.
O homem coelho se afastou gemendo baixinho com o estalo de suas bocas, puxando a camisa do pijama e a arrancando de seu corpo, fazendo o mesmo com o mais velho. Sua visão estava pesada e levemente turva, causando um pouco de dor em seus olhos, mas observava atentamente o corpo moreno aparecendo sob o pijama dele.
Os sintomas do cio eram fortes, pontadas de dor enviavam choques por todo seu corpo, mas principalmente o calor que o deixava zonzo e com desejos, estavam o dominando naquele momento.
- T-TaeTae... - Ggukie chamou, empurrando o quadril contra o dele, buscando alívio da dor esfregando suas intimidades. - Eu preciso acasalar... só assim que vai fazer a dor desaparecer! - Chorou contra seu ombro.
- Tudo bem, meu amor! - Taehyung tremia os lábios, estava tão assustado quanto ele. - Mas precisamos nos acalmar, senão não vamos conseguir! - Disse a verdade, recebendo como resposta um assentir frenético e o anjo respirando profundamente, tentando controlar a agitação de seu corpo.
- Só meu corpo que não está agora. - Decretou Jeongguk já aéreo, se esfregando e passeando com as mãos por todo o corpo moreno a sua disposição, levando as mãos dele ao encontro do seu bumbum, até que os apertos que trocavam se tornaram insuficientes para as pontadas de dor que sentia. - Não dá mais, hyung! - Contorceu as pernas ao redor das coxas dele. - E-Eu preciso acasalar! - Voltou a se desesperar.
- Certo! - Taehyung respirava erroneamente. - Como... como eu posso... - O de fios negros o interrompeu com um beijo necessitado, atrapalhando-se com as mãos do mais velho ao tentar retirar o short do pijama. - C-Certo. - Ele o ajudou a se livrar do tecido.
- Nós já treinamos como começa a onda de calor, f-faz só com a mão primeiro, TaeTae...
Taehyung não o respondeu de imediato, apenas terminou de se livrar de suas roupas, e assim que suas peles nuas voltaram a atritar, passou a distribuir beijos por seu rosto e pescoço, distraindo seu amor de suas mão apertando sua carne e melecando os dedos em seu mel, conhecendo seu corpo até a entrada escorregadia. Não se enrolou apesar da insegurança - temia que ele pensasse que estava perdendo o respeito por si - porque a preocupação era maior com sua expressão de dor e corpo rígido sob suas mãos, o impedindo de acariciá-lo completamente como já haviam feito anteriormente naquela noite.
Pouco tempo foi o suficiente para o homem coelho se acostumar com aquela invasão e começar a rebolar contra o indicador dele, o alívio em seu baixo ventre sendo uma ilusão, pois segundos depois voltou a atacá-lo com força.
- TaeTae... mais! - Pediu sôfrego, sendo preenchido pelo segundo dedo, agarrando os ombros do mais velho.
O suor escorria em abundância por seu corpo, os cabelos grudavam na testa e nuca com os movimentos ritmados contra a mão de Taehyung, fechou os olhinhos mordendo os lábios com os sintomas de seu cio trazendo um falso alívio com uma nova onda de calor e dor.
- Ggukie... - Esse resmungou, indicando que estava escutando o namorado. - Seu corpo está rígido, dessa forma vai se machucar, pequeno.
Jeongguk soluçou em resposta, afundando o quadril contra os movimentos dentro de si aos poucos se tornando viciantes e quentes.
- E-Eu não estou conseguindo, príncipe. - O abraçou, permanecendo de olhos fechados quando passou a receber doces beijos pela linha lateral do pescoço até o ombro esquerdo.
- Então use tudo de mim, meu amor, eu sou todo seu para que faça o que quiser até conseguir relaxar.
Com aquela afirmação em uma mistura de seriedade e carinho, o mais novo não esperou para grudar seus lábios outra vez.
Os beijos do príncipe eram realmente encantados, tinha certeza.
Eles faziam seus nozinhos desaparecerem, bem como tudo ao redor, os sons assustadores de suas lembranças e os trovões presos do lado de fora. Os lábios cor de pêssego traziam calor e o som dos estalinhos causados devido sua agitação em experimentar várias e várias vezes seu gosto através das línguas enroladas, se tornou seu favorito.
A mão livre dele acariciava suas costas, resvalando por seu rabinho pomposo e elétrico para chegar novamente em seu bumbum e apertá-lo do jeito bom que aprendeu a gostar rapidamente, dando mais espaço para seus dedos o preencherem, enquanto, soltava palavras bonitas entre suas respirações apressadas para retomarem o ósculo. Suas pernas amoleceram e derreteu sobre ele pela sensação dos dedos afundarem ainda mais, acertando um ponto erógeno que o incendiou de vez.
Descolando suas bocas, soltou um gemido arrastado de prazer, finalmente sentindo alívio. Percebeu que o namorado realmente tinha mãos grandes.
Naquele ritmo, não demorou para chegar ao seu limite, sujando a barriga do príncipe, se contorcendo em seus dedos. No momento, tremendo em êxtase, ainda que quisesse, seu corpo não conseguiria ficar rígido, e sim, parecido com uma grande gelatina de limão. Abriu um pequeno sorriso satisfeito.
Taehyung o imitou contagiado, retirando os dedos trazendo a sensação de vazio junto do frio pela onda de calor ter ido embora. Seus instintos bagunçados incentivaram novas gotinhas de lágrimas escorregarem por suas bochechas e uma nova fisgada dolorida surgiu em seu baixo ventre, provocando novamente aquela sensação da necessidade de alívio, principalmente quando olhou para baixo e encontrou o membro pulsante e avermelhado do acastanhado entre suas coxas afastadas.
- O que foi, meu amor? Você se machucou? - Tae segurou seu rosto entre as mãos com preocupação.
Jeongguk não o respondeu primeiramente. Suspirou ao sentir o cheiro de seu mel impregnado nos dedos dele, enviando arrepios desejosos por todo seu corpo.
Deixou o coelho dominá-lo um pouco mais, gostando da liberdade que ele trouxe ao assumir o controle de seus nozinhos, agora desenrolados e claros.
- Não machucou... - Respondeu rouco e completamente manhoso, voltando a se esfregar naquele colo quente. - O Ggukie quer mais! - Respirou profundamente, deixando um selar na palma da mão alheia acariciando seu rosto e secando suas lágrimas. - E-Eu preciso. - Ambos estavam dividindo aquele momento. Homem e coelho. - Eu quero acasalar com você príncipe... muito mesmo! - Apoiou as mãos sobre as dele.
- Então vamos, amor... - O acastanhado estava surtando por dentro, mas não deixaria transparecer, pensando em suas próximas palavras, pois não queria trazer nada negativo para aquele momento delicado para o anjo. - Porque eu... eu também quero muito acasalar com você. - Sorriu para ele, recebendo seus braços fortes ao seu redor em uma abraço necessitado e os lábios vermelhinhos em seus pescoço.
O homem coelho não estava prestando atenção completamente em todo aquele carinho, tudo o que se passava nos novos nozinhos em sua mente, era acasalar com o príncipe, porém, se esforçava para retribuí-lo - sabia que também estava assustado - e se sentiu confiante ao receber a confirmação de que também o desejava tanto quanto desejava ele.
Em alerta, se afastou quando voltou a sentir os dedos quentes encontrando a fonte de seu mel.
- N-Não precisa mais TaeTae, eu quero o seu... - Suas bochechas queimaram, não pela vergonha, e sim, pelo seu anseio. - mel dentro de mim.
Tae engoliu em seco, assentindo veemente.
- Está bem, amor, como você quiser.
Ambos os apaixonados encontraram seus olhares pelo tempo que pareceu eterno, antes do empresário conduzi-lo ao segurar sua cintura incentivando a erguer o corpo, posicionando o que queria no lugar de seus dedos. Quando aquela conexão ganhou calor entre eles, soltaram gemidos longos e arrastados. Jeonguk completamente cheio e Taehyung apertado.
Mantendo a calma, o acastanhado aproveitou os primeiros resquícios de prazer deixando o anjo de mover primeiro, acompanhando com deleite seus olhinhos revirando de prazer e sua voz angelical pedindo por mais.
Jeongguk imaginava que a sensação de acasalar seria boa, como seus hyungs felinos haviam contado a partir de suas próprias experiências, mas não que o ato o derreteria completamente de prazer por estar acasalando cheio de vontade e com o seu grande amor.
Se não estivesse perdido em prazer rebolando e recebendo doces beijos, com as mãos grandes e delgadas acariciando seus mamilos, adoraria criar sua própria opinião.
A velocidade e pressão dos dois corpos se esforçando para se chocar um com o outro, estava ecoando um som molhado e erótico, fazendo as oelhas extensas e felpudas dançarem em aprovação.
Entretanto, com o calor se intensificando, novamente para provocar seus limites, o homem coelho sentiu novamente o formigamento do êxtase se tornando cada vez mais distante, não importava a profundidade que era acertado. Resmungou frustrado.
- Mais amor! - Apoiou as mãos nos ombros dele, subindo e descendo batendo as polpas de seu bumbum nas coxas do moreno.
Seu ventre voltou a oscilar em dor, fazendo-o lembrar do que o doutor Junseo havia alertado: as primeiras vezes acasalando seriam as mais dolorosas.
Seu coração naturalmente acelerado parecia querer saltar pela garganta e sua respiração entrecortada, enquanto se esfregava e pressionava com toda a força de seu corpo mole em busca de prazer, gostando quando uma mão do príncipe encontrou seu pênis duro expelindo mel, apertando e movimentando para cima e para baixo rapidamente, incentivado por seus gemidos descontrolados em aprovação, voltando a sentir a fagulha do alívio subindo por sua espinha.
- Mais rápido, TaeTae!
A intensidade dos estímulos causaram uma explosão prazerosa e a sensibilidade quando seu prazer escorregou pela cabeça avermelhada de sua intimidade e se pressionou ainda mais para baixo sentindo-se completo com o preenchimento de algo a mais em seu interior. O acasalamento amoleceu suas pernas outra vez.
Taehyung estava ofegante, apoiando a testa em seu ombro após erguer seu quadril e se retirar de dentro de si. Ggukie arregalou os olhos sentindo o mel escorrendo pelo meio de suas pernas, o prazer triplicando com a boa sensação passeando em seu corpo trêmulo.
Outra vez estava calmo e com a temperatura de seu corpo normalizada.
Com cuidado, o empresário o acomodou deitado sobre o ninho, distribuindo um longo selar em sua testa e em seguida em seus lábios.
Ggukie sorriu grande com o gesto.
- Eu te ajudo a vestir o pijama de novo, meu amor.
- Não quero! - Negou desesperado, se erguendo sobre os cotovelos apoiados no colchão improvisado, incontrolavelmente passeando os olhos azuis pelo corpo do namorado, se demorando no pênis exposto e melecado com mel. Ggukie chacoalhou a cabeça ao salivar se recordando do que haviam acabado de fazer juntos. Então não. Não queria mesmo nenhuma peça de roupa atrapalhando sua visão.
- Tudo bem. - Tae respondeu com um riso soprado.
Ao tentar se mexer e deitar novamente, tranquilizado por sua resposta, o homem coelho sentiu uma pontada de dor na lombar e gemeu baixinho.
- Quer um remédio para dor?
- Agora não, obrigado príncipe. - Escondendo o rosto no travesseiro feito com as roupas dele, Ggukie inspirou profundamente. - Eu quero descansar com o hyung me abraçando bem forte... - Estendeu a mão às cegas, puxando assim que ele estendeu a própria, os conectando. Sentiu ele se ajeitando atrás de si e pedindo a um sussurro rouquinho, que erguesse a cabeça, usando seu braço como travesseiro e o outro contornou seu tronco, trazendo para mais perto, colando completamente seus corpos.
Seu calor o relaxou completamente e os nozinhos se acalmaram com o beijo recebido no topo da cabeça. A nudez não importava mais naquele momento, desde que pudesse se sentir daquela forma eternamente.
Feliz com mais um passo dado em sua vida e a paz que acasalar com o príncipe trouxe, Jeongguk encolheu o corpo se escondendo contra o peitoral dele, imitando o movimento de seu braço e entrelaçando seus dedos. Seu coração palpitando ao ouvi-lo rir baixinho ao pé do seu ouvido quando o rabinho pomposo esfregou eletricamente em sua barriga, causando cócegas.
Os apaixonados não demoraram a cair no sono, porém este não demorou mais que duas horas, em vista que a dor voltou a incomodar o homem coelho perfeitamente protegido pelos braços dourados.
Ambos trocaram poucas palavras desde então e os dois primeiros dias realmente foram os mais dolorosos para o anjo, porém que os superou sem nenhum comprido para a dor, como o amigo híbrido de onça aconselhou. Não precisaria de remédios com o príncipe a sua completa disposição, de qualquer forma. Ele e seu lado coelhinho adoravam saber daquilo.
[🌌]
Na madrugada do terceiro dia, já que estavam economizando energias dormindo boa parte do dia, Jeongguk abriu os olhos cintilando sob as luzes douradas do closet, as pupilas dilatadas por pouco não escondendo o azul intenso. Ele estava com vontade de acasalar. Muita vontade.
Seu corpo queimava e se arrepiava inteiro somente por recordar da sensação que o ato trazia. Se erguendo sobre os braços nus no colchão, encontrou o príncipe dormindo de bruços ao seu lado, completamente nu. Sorriu sem exibir os dentes em direção a seu rosto sereno e apagado. Ele deveria estar cansado de acasalar tantas vezes. Mas si próprio não.
Observou atentamente durante algum tempo com uma calmaria que desconhecia, o movimento das costas largas e lindamente bronzeadas, inflando os pulmões na respiração. Sem nenhum nozinho deixando sua mente em branco, e sem conseguir controlar sua vontade, Ggukie inclinou o tronco enfiando o nariz na nuca coberta por lindos cachos castanhos e cheirosos.
Soltou um rosnado baixo em puro deleite.
Seu príncipe era o homem mais cheiroso que conhecia.
Atiçado pela deliciosa combinação de morangos e chuva e suor, continuou farejando, desenhando com a porta do nariz redondinho a linha de sua coluna, distribuindo beijinhos castos pelas costas macias e quentes.
Ao contrário dele, que tinha o corpo quentinho e macio, o suor já escorria pelo seu em abundância.
Se afastando, observou o bumbum protuberante e redondo, tão dourado quanto o resto dele. Formou um biquinho nos lábios. Taehyung era lindo de observar. Desde os cabelos compridos e ondulados, as costas largas e os braços com músculos naturais relaxados sobre os tecidos, as polpas de carne palpáveis, com pernas grossas que brilhavam na visão do coelho apaixonado e seus dentes querendo morder algo para descontar os sintomas de seu cio.
Toda aquela estrutura bonita estava em seu ninho, então era completamente dele.
Seus olhinhos vasculharam, ainda procurando por algo, duro, com o mesmo cheiro bom e que ainda vertia mel. Tão gostoso quanto todo o belo homem dormindo ao seu lado. Lambeu os lábios vencido pelo desejo, voltando a se inclinar, mordiscando sem força, com muita saliva e a língua lambendo a pele, uma generosa quantidade de pele do bumbum dele.
No mesmo segundo seus olhos se arregalaram observando a carne se contorcer e uma covinha surgir na lateral do corpo, demonstrando tensão. Tae resmungou um gemido rouco. As orelhas extensas e felpudas de Jeongguk balançaram, alegres com aquele som. O coelho dentro de si aprovou a atitude do homem do lado de fora.
Energizado, mordeu o outro lado, sorrindo para seu trabalho bem feito e o homem despertando.
- G-Ggukie. - Taehyung agarrou os lençois da cama, o rosto tornando-se vermelho com a confusão e sono misturados. - Você está em outra onda de calor?
Jeongguk assentiu inconscientemente, acariciando a bochecha quente à mostra, do humano.
- Eu quero acasalar de novo, príncipe... - Explicou calmamente, como se não tivesse feito nada demais e não reconhecesse que as batidas aceleradas que ouvia, não eram de seu próprio coração. - mas você está escondendo o que vai me ajudar!
Tae sorriu pequeno tentando disfarçar sua timidez, afastando um pouco as pernas e dobrando a direita sobre o colchão, deixando a mostra sua intimidade.
Jeongguk sentiu a boca encher de água ao perceber que o bumbum dele parecia maior.
- N-Nós já treinamos... você sabe o que fazer. - Tae voltou a esconder o rosto quando o silêncio foi a única resposta por algum minutos.
- TaeTae... nós podemos? - Jeongguk praticamente subiu em cima dele, esfregando-se em si à espera de uma confirmação. Seu corpo estremeceu ao senti-lo duro em suas costas.
- Tem lubrificante na terceira gaveta do armário... e-eu precisar vou!
O humano começou a sentir as pernas tremelicarem em ansiedade, sentindo o peso sumir do colchão e a gaveta arrastando.
Ggukie voltou com o tubo pouco depois, acariciando as costas do namorado antes de se inclinar e beijar sua orelha esquerda.
- Eu posso mesmo, amor? - Perguntou em um sussurro, sorrindo com as bolinhas de arrepios que percorreram pela derme dele.
- Sim. Faça o que quiser comigo, amor.
Após sua confirmação, Taehyung desconheceu a si próprio ao gemer e rebolar contra os dedos de Jeongguk, adorando a sensação do ato completo com o corpo dele colado ao seu, a boca distribuindo curtos beijos e os ruídos dos gemidos dele bem baixinhos ao pé de seu ouvido.
Não fizeram somente uma vez daquela forma em uma noite.
[🌌]
No quarto dia, o homem coelho sorria preguiçosamente. Sua temperatura corporal já estava normalizada e seus olhos na coloração natural, brilhando em duas perfeitas jabuticabas. Tão confortável que seu corpo havia se esquecido das dores do cio, descansando a cabeça no peitoral nu do homem bonito, assistindo a forma que a água morna dava a seus corpos submersos na banheira. Manhoso, apertou os braços ao redor do tronco dele, se remexendo sentindo o banho como uma massagem passeando por seu corpo.
Com poucos nozinhos refletindo imagens do que fizeram nos últimos dias, e de bochechas coradas por não ter reconhecido a si próprio, voltando a ser o Ggukie tímido e leve, se sentou sobre os joelhos, encarando o maior que abandonou o carinho em seu braço para encontrar seus olhos com os dele.
- E-Eu não me lembro muito bem do que aconteceu, TaeTae...
- Se quiser, podemos conversar sobre, pequeno...
Apesar do sorriso ladino e pequeno, as bochechas do mais velho estavam tão vermelhas quanto as suas. Ggukie negou, completamente envergonhado. Como poderia conversar com seu príncipe sobre o que fizeram juntos com tanta necessidade?
- Ou também pode ficar à vontade para convidar a Doutora Hyubi para conversar. - Tae sorriu com sinceridade em sua sugestão.
- Certo, farei isso! - Mordendo o lábio inferior, Jeongguk desviou o olhar, praguejando a si próprio em pensamento por ter olhado para baixo e encontrando mais do corpo nu do namorado.
Tentou se esquecer que mesmo fora do cio, já tinha seus nozinhos sem vergonha, e não era errado pensar neles já que eram namorados apaixonados e tinham desejos um pelo outro.
Determinado em voltar àquela conversa, se aproximou, passando uma perna de cada lado sentando sobre as coxas do namorado.
- Na verdade, eu gostaria de me lembrar como é um acasalamento, amor...
Os olhos de mel se arregalaram.
- E-Então?!
- Eu quero acasalar com você agora, príncipe. - Encontrou seus olhos, sem receios. - E guardar tudinho na minha memória.
Apesar da surpresa e de ter se engasgado com a própria saliva, Tae ergueu as mãos, acariciando o rosto dele.
- Eu adoraria também, amor. - Uma pontada de dor atingiu suas costas ao ajeitar a postura. Resmungou discretamente. Riu baixinho em seguida. - Só não sei se consigo ficar em pé... - Tae não estava se referindo a firmar as pernas no chão.
- Eu te ajudo, príncipe. - Sorrindo de forma sapeca, Jeongguk foi diretamente onde estava o membro dele, esticando-se para um beijo longo enquanto ambos sentiam a água mais quente do que antes, um simples reflexo do calor que seus corpos começaram a sentir.
Com a mesma necessidade de uma onda de calor, o homem coelho e seu amor criaram uma conexão, porém a água o atrapalhava a ir no ritmo que adorou experimentar, fazendo-o resmungar para o príncipe que rapidamente os tirou da banheira, se acomodando na borda ainda sem deixar o seu interior. O banheiro da suíte foi preenchido com gemidos, corpos se chocando e beijos necessitados por todas as partes de pele que encontravam.
Quando ambos chegaram ao limite, a água já estava fria e se colocaram debaixo do chuveiro, não se contentando em somente lavar os cabelos um do outro, deixando a água quente e o box embaçado após outro acasalamento e um verdadeiro banho.
Ggukie se secou lentamente em frente ao espelho piscando com preguiça, sentindo seu corpo pesado pelo esforço prazeroso de minutos atrás e sorrindo para as belas pinturas que o namorado havia deixado por seu corpo. Daquelas novas cores ele gostou. Muito.
- Aqui, vista isso, amor. - Tae o tirou de seus devaneios, estendendo em sua direção um roupão felpudo e branco.
Pensando no conforto, se vestiu rapidamente após pendurar a toalha de banho no apoio, se enrolando no abraço do mais alto já vestido com um igual.
- Como está se sentindo? - Delicado, Taehyung retirou uma mecha de cabelo negro e cacheado de frente dos olhos de seu amor.
- Muito bem. - Ggukie respondeu sincero, apoiando o rosto sobre o peitoral coberto, sendo abraçado de volta. - O meu cio finalmente acabou, estou revigorado sem aquelas ondas de calor.
- Eu fico muito feliz, o calor intenso deve ter te incomodado bastante.
- Sim... - Respondeu o coelho com a voz abafada por ter esfregado o rosto contra o tecido macio.
- Sim... - O acastanhado riu balançando o tronco na direção que seu rosto virava.
Riram em sincronia. - Vamos comer algo? Noona veio mais cedo preparar uma refeição, já deve ter saído outra vez.
- Vamos hyung! Aproveito e ligo para a noona avisando que não precisa mais sair de casa por minha causa. - Ao contrário do que o maior imaginou, o anjo apenas soltou uma risadinha despreocupada. Enfim havia aceitado a ideia de ajuda de sua noona, sem sentir que estava a incomodando dentro de sua própria casa.
- Certo! Ela vai ficar feliz em poder voltar a ter sua companhia. Me contou que sente saudades.
- Eu também estou com saudades dela e dos nossos hyungs!
Taehyung negou para si mesmo, afetado pelo olhar redondinho lindo e brilhante, e pelo sorriso de dentinhos avantajados e fofos. Sem se parecer com o anjo completamente necessitado dos dias anteriores.
- Eu não. - O acastanhado deu de ombros, formando um bico nos lábios forçando uma expressão indiferente. - Estou com saudades só de você!
Ggukie riu, afastando-se do abraço somente para encará-lo.
- Eu estou literalmente aqui te abraçando, amor!
- Pois é! - O Kim lhe roubou um selinho. - Mas eu sinto saudades de você a todo momento!
- Seu bobo! - Gargalhando, o homem coelho se afastou, puxando o namorado manhoso pela mão além do banheiro.
Os namorados se separaram por breves minutos, o suficiente para se trocarem e se encontrarem novamente no quarto presidencial. Ggukie se sentou na cama, enquanto, o príncipe penteava os cabelos em frente ao espelho com a porta do banheiro aberta, assobiando alguma canção bonita refletindo em sua cabeça. O coelho suspirou apaixonado, ouvindo-o naquele silêncio confortável do resto da propriedade.
Enquanto esperava, abriu a sacola que descansava sobre a mesinha de cabeceira, onde sabia conter os remédios que ele havia comprado para si ainda no início de seu cio, juntamente da folha de recomendações preparada por Junseo. Porém, após conferir todos, arregalou os olhos ao não encontrar um em específico. Uma rajada de frio se instalou em sua barriga.
- Está tudo bem, amor? - Tae se jogou de bruço na cama ao seu lado, apoiando os braços o encarando com um sorriso pequeno no rosto.
- E-Eu estou... - O mais novo vasculhou a sacola novamente. - Estou procurando um dos remédios. Acho que não está aqui.
- É sério? Qual é? - Apontando para o nome na lista, Ggukie observou ele se sentar e ajudá-lo a procurar entre as caixinhas brancas com faixas coloridas. - Realmente não está aqui. Estava tão preocupado, que sai praticamente correndo da farmácia e não conferi a lista. - Ele o encarou com pesar, mas o híbrido sorriu compreensivamente, acariciando sua mão.
- Tudo bem, príncipe. - Tentando soar tranquilo, sentiu outra rajada de vento frio na barriga em contradição. - Nós... nós não usamos proteção durante minhas ondas de calor, não é? - Decidiu perguntar diretamente, engolindo em seco sentindo suas bochechas esquentarem pela vergonha e reação do príncipe.
Naquele momento, Taehyung arregalou os olhos desesperadamente, se levantando da cama em um pulo e tropeçando nos próprios pés ao passar a andar de um lado para o outro.
- N-Não usamos! - Agarrou os próprios cabelos, puxando os fios castanhos sem força. - Me desculpe, meu amor, eu deveria ter lembrado! - Seu tom de voz era bravo em sua própria direção. - Nem se passou pela minha cabeça! Mas nós fomos ao médico, e-então...
Jeongguk sorriu com sua preocupação, compartilhando desta até um pouco aliviado. Estavam muito preocupados com aquela informação, porém, pelo menos estavam juntos.
- Acho que vai ficar tudo bem! - Tentou acalmá-lo. - Nós podemos ir comprar? E-Esse é importante...
- Claro, pequeno! - O acastanhado estendeu a mão para si, de repente gélida como a sua. - Vamos comer algo e já podemos ir!
De barrigas cheias e antes que a dona Byun chegasse em casa, o casal seguiu apressado em direção ao centro e as farmácias, aumentando suas preocupações quando nas duas primeiras não encontraram a caixinha que Jeongguk precisava.
- Tem certeza que não fará mal? É por muito tempo que precisa tomar, meu anjo? Quer voltar até o doutor Junseo primeiro? - Taehyung seguia Jeongguk como um cachorrinho pelos corredores da terceira farmácia apontada pelo gps de seu celular.
Ele tagarelava em nervosismo, se culpando internamente por seu amor estar tão preocupado logo após seu período delicado, com as orelhinhas rígidas e seu pé direito batendo contra o chão constantemente.
- Está tudo bem, hyung! - O coelho se virou em sua direção, falando o mais baixo que conseguiu. - Fique calmo! Só vou tomar as pílulas por alguns dias para evitar filhotes!
Ambos ficaram em completo silêncio durante bons segundos, os olhos conectados e os corações acelerados. Um desejando saber imensamente o que o outro estava pensando sobre aquele assunto.
- C-Certo! Então vai tudo bem ficar! - O acastanhado engoliu em seco, o corpo trêmulo e gélido. - Digo! Vai ficar tudo bem!
- Vai sim, amor. - Soltando uma risadinha nervosa, sem se conter diante da agitação fofa e companheira do maior, Ggukie desviou o olhar, percebendo que estavam em um corredor repleto de produtos para bebês. Seu corpo inteiro se arrepiou, assustado somente com o pensamento voltado para aquele produtos. - V-Vamos! - Seguiu em direção a um farmacêutico atrás da bancada, no final do estabelecimento.
Taehyung passou alguns segundos parado estático, relembrando o que seu amor havia dito. Chacoalhou a cabeça se forçando a sair do devaneio. Estava pensando somente em sua saúde, não que pudesse haver algo a mais. Se lembrava de muitas histórias que ouviu desde que fundou a ONG e sabia que poderia acontecer - sabia que muitas famílias se formavam - mas não consigo. Não como pai. Nunca imaginou algo como aquilo, tendo em vista que no passado chegou a pensar em não ter até mesmo um companheiro.
Abriu um sorriso de canto, trêmulo e desacreditado, negando para si próprio olhando para o lado. Não deveria sequer pensar naquela possibilidade. Jeongguk também não estava pensando. Tinha certeza absoluta. Deveriam erradicar qualquer chance daquilo.
Contrariando a si próprio, pois não conseguia pensar em outro assunto, arregalou os olhos notando a variedade de chupetas em embalagens com imagens de bebês, outras com mamadeiras, brinquedos de morder e fazer barulho. Lentamente, olhou para o outro lado do corredor, encontrando pomadas cheirosas, sabonetes líquidos, lenços umedecidos e fraldas. Cada pacote com a imagem de um bebê sorridente e fofo.
Seu corpo se arrepiou inteiramente e finalmente saiu do lugar, andando rapidamente em direção ao seu amor feito uma criança assustada com algo que nunca havia visto antes, esquecendo-se até mesmo da dor em seus quadris pelas noites anteriores.
Aliviando ambos os apaixonados, deixaram a farmácia com a cartela de remédios e uma garrafa de água, permanecendo em silêncio sentados nos bancos do carro no estacionamento.
- Aqui, amor. - O acastanhado abriu a garrafa, oferecendo a si.
- Obrigado, príncipe. - Ggukie tinha as bochechas flamejantes ao colocar o comprimido na boca e engoli-lo com o auxílio da água, a mente nublada com a imagem do farmacêutico reconhecendo a indicação para aquele remédio e sendo mais natural que si próprio ao pedir por ele. Não conseguia deixar de pensar naquele assunto.
- Então...
Falaram ao mesmo tempo, se encarando de repente tímidos um com o outro. Taehyung pigarreou quando Ggukie desviou o olhar, desistindo de falar algo que estava em sua mente. Então, forçou seus pensamentos preocupados a trazerem uma solução do que fazer para aliviar aquela sensação entre ambos.
- Podemos aproveitar que estamos no centro... para passear um pouquinho! É! O que acha?
Jeongguk soltou uma risadinha com sua empolgação exagerada. Esquecendo-se rapidamente do motivo que os levaram até ali, afinal, seu hyung felino o orientou dando ênfase que era completamente normal uma situação como aquela.
- Eu adoraria, hyung! - Voltou a encará-lo, sorrindo abertamente outra vez.
- E onde gostaria de ir? - O acastanhado ligou o carro, entretanto, continuou olhando para o anjo, aguardando a resposta.
Alguns segundos de silêncio e não conteve a risada, observando os grandes e redondinhos olhos de jabuticaba brilhando em sua direção, falando sem palavras.
O empresário suspirou apaixonado, quanto mais o tempo passava e eles se conheciam dentro do relacionamento, começavam a entender um ao outro com gestos simples e significativos.
E naquele olhar, soube exatamente onde seu amor desejava ir.
- Até já sei onde é! - Afirmou convicto com um sorriso quadrado, observando-o se ajeitar no banco com o maior e mais bonito sorriso no rosto, enquanto, manobrava o carro para além do estacionamento, voltando às ruas.
- O hyung é muito espertinho! Se acertar, te dou como recompensa um beijinho!
- Eu vou cobrar, meu beijoqueiro! - Riram divertidos.
Assim, a preocupação se dissipou completamente e os namorados voltaram a conversar animadamente, enquanto, seguiam em direção ao seu segundo lar, sentindo-se completos e em paz, não desejando que nada pudesse atrapalhá-los em sua bolha particular de amor.
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Notas Finais
E então, o que acharam???
Decidi dedicar esse capítulo somente a esse momento, porque nossos taekook namoraram fofinho no capítulo passado haha - brincadeira! Mas também porque para mim, esse era o capítulo mais importante da história e do desenvolvimento do Ggukie em relação a tudo o que ele aprendeu e que quer para si a partir de agora! Não quer dizer que magicamente vai estar 100%, mas ele mesmo estar apto a enfrentar de novo e de novo quando seus traumas reaparecerem, porque conseguiu compreender que não está sozinho e que sempre terá o apoio e companhia! 🥺💜
Eu pensei muito na forma como detalhei certos detalhes e outros fui mais discreta, porque sempre fui insegura em escrever cenas de hot, mas espero que tenha sido uma leitura proveitosa! 💜
Me perdoem os errinhos também!
Até o próximo capítulo! Se cuidem direitinho! 💜💜💜
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