28: Um Encaixe Cheio de Sensações

Notas Iniciais

Olá, coelhinh<3s e príncip<3s! Como estão?

Demorei, mas cheguei! Peço desculpas mais uma vez por trazer atualizações inconstantes, mas o trabalho e a faculdade estavam corridos, atuo na área de adm, então início de mês é loucura para a empresa! Porém, aos pouquinhos estou me adaptando hihi

Essa atualização é especial e tem um passo muito importante para os pombinhos apaixonados! Espero que gostem! <3

Peguem as garrafinhas de água e se hidratem! Boa leitura! <3

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"Parece que faz uma eternidade

E você estava lá nas minhas noites solitárias, é, me consolando

Então, não faria sentido se eu fosse seu e você pudesse me chamar de amor?

Mas nós dizemos que somos só, dizemos que somos só

Amigos, por enquanto

É, mas amigos não dizem palavras que

Fazem amigos sentir que são mais do que só

Amigos por enquanto

Agora, cansei de fingir,

Então, vamos colocar um fim nessa amizade."

Friends - V

[...]

O nascer do novo dia estava escondido atrás das nuvens cinzentas, escuro em um comparativo com o simples rastro pegajoso da presença indesejada do antigo Kim Imperial que parecia ainda estar na propriedade, pesada e intimidadora sobre os ombros. Para Taehyung também trazia a sensação de ainda ser madrugada do lado de fora, porém, o despertador recém desligado de seu celular confirmou a realidade: precisava deixar a cama quentinha e marcada com o cheiro harmonioso e gostoso de torta de limão, para enfrentar mais um dia cansativo no trabalho.

Não era que ele não gostasse de trabalhar, afinal, passou vários anos forçando sua adaptação aos negócios da família e por fim, havia pego o jeito e a experiência de lidar com as demandas da Kim Imperial. Eram os recentes problemas que tiravam a sua paz, pois desejava que todos já estivessem resolvidos e que os seus semelhantes pudessem voltar a viver tranquilamente, sem temer as ameaças de tutores e humanos desprezíveis querendo aprisioná-los outra vez.

Piorando a situação de seus pensamentos, as mudanças que seu amor estava passando pelo cio que viria em breve, deixavam-o preocupado.

Saindo de seus devaneios, fixou o olhar no rosto bonito de Jeongguk, dormindo ao seu lado depois de uma noite agitada. Reparou todas às vezes que ele se levantou incomodado para ir ao banheiro, dos resmungos sôfregos por não conseguir dormir durante boa parte da madrugada, do corpo efervescente se afastando do seu em busca de alívio, e que naquele momento, parecia finalmente ter encontrado descanso, com o cobertor até a cintura, a camisa azul amarrotada e os braços frios abraçando o próprio tronco, compondo a tranquilidade de sua face e a respiração calma afetando positivamente seu coração. Desejava saber o que mais poderia fazer para que ele se sentisse bem durante aqueles períodos de calor.

Com carinho, ergueu a mão tocando os fios negros caindo sobre a testa dele, tirando-os da frente dos olhos e abrindo um sorriso para o cenho alheio franzindo, demonstrando que estava desperto o suficiente para senti-lo.

- Bom dia, Ggukie... - aproximou seus rostos, conectando o nariz na bochecha gelada e inspirando o perfume cítrico da pele pálida. - Está na hora de acordar.

O garoto coelho suspirou.

- Mas já, hyung? - perguntou manhoso, aproveitando a temperatura normalizada de seu corpo para se arrastar no colchão e grudar seus peitorais, mantendo os olhos fechados escondidos no pescoço dourado. Afinal, Jeongguk havia decorado aquele caminho no corpo de seu príncipe.

- Sim, o dia já amanheceu. - Tae riu baixinho, o abraçando com firmeza. - Você não quer ir comigo para a empresa hoje?

- Na verdade... não, hyung. - O moreno respondeu em um sussurro sincero. Sabia de suas condições físicas e optou naquele momento por não se arriscar novamente. Por mais que tivesse a certeza de que seu olfato reconheceria somente o cheiro do príncipe, estaria cercado por muitos híbridos dominantes no enorme prédio empresarial.

- Não tem problema, querido, talvez queira descansar um pouco mais e ajudar o Jiminie de casa? - Um assentir fez cócegas contra sua pele. - Mas eu preciso levantar já... - o movimento negativo veio junto ao aperto dos braços em seu tronco. Soltou uma risada baixa. - Não posso ficar, meu anjo...

- Pode sim, príncipe. - A voz melodiosa soou manhosa. - Precisa cuidar do Ggukie...

De olhos semicerrados voltados para o teto do quarto, o Kim controlou a vontade de rir, pois havia entendido as intenções de seu amor desde a primeira vez que ele falou daquela forma, sempre escolhendo momentos específicos para persuadi-lo a se entregar ao que queria. E não iria ocorrer diferente se cedesse ao charme carregado de dengo. Também sabia que poderia ficar e cuidar do ser grudado em si, porém havia algo a cumprir pessoalmente na empresa, e que tinha conexão direta com seu pai, aquele que mais queria longe de suas vidas, tão logo, precisava ser rápido.

- Eu também queria, mas preciso ir, meu amor... preparei uma estratégia para acelerar o processo das investigações, se der certo, ligarei no mesmo instante para te contar os detalhes.

- Tudo bem, príncipe.

Apesar das tarefas importantes determinadas para aquele dia - anunciando um tempo nublado e frio - o Kim permaneceu acariciando as costas do anjo, o ninando até conseguir se afastar da cama ajeitando o cobertor sobre si, sorrindo bobo e apaixonado para a bolinha que Jeongguk formou ao se esconder no calor da cama, dormindo profundamente outra vez deixando somente as orelhas extensas e felpudas para fora.

[🏙️]

Sentado à mesa de seu escritório cerca de duas horas mais tarde, Taehyung enroscava os dedos nos cachos castanhos, bagunçando-os enquanto esperava ansiosamente pela reunião marcada entre ele, o progenitor, e para surpreendê-lo, com o delegado responsável pelo caso da empresa interligada a um mercado de híbridos.

Três toques na porta o fizeram ajustar a coluna e pigarrear antes de liberar a tranca da maçaneta no controle portátil do imóvel, se levantando aliviado com o primeiro convidado sendo o homem grisalho e fardado, com o distintivo dourado brilhando em seu peito.

- Bom dia, senhor Kim. Obrigado por me receber hoje. - Ele estendeu a mão destra segurando o cotovelo com a livre em sinal de respeito, curvando-se junto ao mais jovem que retribuiu seu cumprimento de forma nervosa.

- É um prazer ter a sua testemunha direta na reunião de hoje, senhor Park.

- Por favor, pode me chamar apenas de Seungjin. - completou o grisalho. - Afinal, estamos cada vez mais próximos em nossa busca conjunta por informações, isso tem contribuído muito para as investigações.

- Eu acredito que sim... - mentiu o Presidente, sorrindo educado estendendo as mãos sugerindo as confortáveis cadeiras a sua frente. - o meu pai deve estar chegando e poderemos começar.

- Certo. Obrigado por não se demorar com essa reunião, exatamente todos os indivíduos ligados com a gestão da empresa devem contribuir para a investigação.

- Penso da mesma forma, Senhor Seungjin.

Após poucos segundos de silêncio desconfortável e absoluto, outros toques na porta indicaram o segundo convidado. O Kim mais velho soltou uma gargalhada alta para quem estivesse do lado de fora antes de se aproximar a passos descontraídos.

- Oh! Você não me informou que teríamos companhia, Taehyung! - Ele riu com escárnio, estendeu somente a mão em direção ao delegado, que se levantou junto a si para cumprimentá-lo. - Sou Kim Hyun. O fundador dessa empresa anos atrás!

Taehyung revirou os olhos, voltando a sentar, como os outros dois.

- É um prazer conhecê-lo.

- Bem... e por que devemos a honra da sua presença em uma reunião de negócios de família? - Hyun gargalhou outra vez, sentando ao lado do delegado, do lado oposto do Kim.

- O senhor Park Seungjin está comandando o nosso caso específico e estava em uma reunião com o meu advogado agora há pouco. - começou o Kim mais jovem. - Soube que era importante para a investigação que ele tenha informações de todos os gestores ligados à empresa.

- Mas eu não sou mais um gestor da empresa!

- No entanto, Senhor Kim, foi constatado nos sistemas que suas contas bancárias continuam as mesmas, com isso, eu fiz uma solicitação ao seu herdeiro, para que pudéssemos incluir nas investigações, bem como foi feita com a dele e dos outros gestores.

- Compreendo... - Nervoso, o mais velho entrelaçou os dedos sobre a barriga avantajada atrás do paletó. - Foi uma armadilha bem planejada, eu diria! - Riu alto novamente. - Está certo, podem vasculhar até a pedra embaixo do meu sapato, não devo nada a ninguém! Mas vim porque meu filho pediu ajuda para resolver essa situação o quanto antes.

- Eu também gostaria de participar, pois precisamos dar um retorno ao departamento de gestão de ações sociais em nome da família, especificamente a ong.

- Não é necessário tanto esforço, a Kim Imperial é uma das maiores chaebols do país, fatura mais de trinta trilhões de wons por ano! Esse escândalo é desnecessário para o peso que a marca carrega! - Hyun bateu o punho na mesa de vidro, mania que não desapegou desde que Taehyung começou a trabalhar com ele para aprender e assumir a Presidência. - Tudo o que precisa ser feito é a retirada do nome daquela lista circulando pela internet, a reposição do dinheiro em banco e várias ações sociais para os híbridos! Logo todos esquecerão desse ocorrido! O mesmo aconteceu quando nos acusaram de ter feito testes de cosméticos em animais, isso anos atrás!

- Não simplesmente, senhor Kim. - O mais jovem entre eles respondeu. - Dessa vez a ação foi programada e concluída dentro da empresa, em uma das máquinas registradas na rede de domínio da Kim Imperial. Precisamos descobrir quem é o culpado.

- Ele é teimoso, não é? - perguntou Hyun em direção ao delegado silencioso, ouvindo e prestando atenção em cada detalhe daquela reunião. - Eu o criei assim! - gargalhou. - Inspirado e determinado em ir até o fundo dessa história e cuidar da empresa que eu lhe dei como herança! - estendeu as palmas, os dedos abertos demonstrando a intensidade do que estava dizendo.

- Senhor Kim, por favor...

- Eu que peço por favor, filho! Há quanto tempo estão investigando e não encontram respostas? - O silêncio deles arrancou um sorriso malicioso do aposentado. - Não assistiram "Advogada Extraordinária"? Um pivete inteligente o bastante consegue se infiltrar em um sistema, não importa o quão protegido seja. A empresa é imensa, com certeza foi golpeada, não há o que fazer! Mas se querem insistir nisso, vão em frente! - ele deu de ombros por fim. O rosto inchado e vermelho devido às bebidas alcóolicas, as maçãs do rosto fundas e os olhos arregalados compondo características suspeitas para o delegado, mas que passaram despercebidas por Taehyung.

- Entendemos a sua estratégia e se o atual Presidente decidir seguir com as ações, irei montar uma proposta de liberação mediante a comprovantes e assinaturas à mão. - Seungjin se pronunciou cuidadoso. - No entanto, nos disse antes que aceita uma verificação em suas contas bancárias, posso prosseguir com as minhas demandas investigativas?

- Por mim tudo bem! - ele estendeu as mãos para cima em rendição.

- Presidente Kim? - O grisalho o encarou, esperando sua aprovação igualmente.

- Aprovo a continuação da investigação, senhor Park. - Taehyung mantinha a mandíbula cerrada em descontentamento, encarando o pai diretamente.

- Então eu posso me abster dessa reunião, tenho o que preciso para continuar meu trabalho. - Ele se levantou, curvando-se para o Kim Imperial, seguido do aposentado. - Com sua licença, senhores Kim.

Assim que esse deixou a sala, Hyun se esparramou na cadeira.

- Achei que o interrogatório fosse durar mais... - a voz rouca e enraivecida atingiu o mais jovem.

- O senhor Park sabe exatamente qual é a atual situação da empresa, pai, Yoongi e Hoseok estão o mantendo... - foi interrompido pelo progenitor.

- Você chamou seus amigos para trabalharem com você... que ideia idiota! - esbravejou. - Não pode confiar cegamente nos seus amigos, agora está aí com um problema que pode muito bem ter sido...

- Não tente me jogar contra eles! - Taehyung se levantou, apoiando as mãos sobre o vidro nobre. - Meus companheiros são de minha total confiança e tenho muitos motivos para que possa confiar cegamente neles!

- Não se exalte, o delegado pode voltar aqui e te levar para depor ainda...

Mordendo o interior das bochechas, tentando descontar sua frustração, o acastanhado sentou novamente.

- Apesar de tudo, obrigado pela ajuda... eu vou montar as ações sociais e enviar um novo pedido de transferência para a conta principal do banco.

- Finalmente está pensando com a cabeça! - outra gargalhada exagerada causou novas pontadas de dor nos nozinhos pesados do mais jovem. - Então eu vou indo, marquei com uns amigos um churrasco na área litorânea.

- Não se esqueça que vou enviar os dados de suas contas para o delegado, eles podem bloquear as contas por algumas horas.

- Não irei! - O Kim saiu cantarolando de forma debochada.

Relaxando o corpo sobre a cadeira giratória, o Presidente apoiou os braços nos encostos específicos e cruzou as mãos sobre seu colo, pensando se a estratégia de congelar as contas bancárias e o fio resistente, pinicando a certeza do envolvimento de seu progenitor, ajudaria na investigação. O histórico iria revelar todas as pequenas e discretas ações que descobriu ele fazendo anos atrás, e se fosse provado, saberiam exatamente que o homem que compartilhava o seu sangue, era o culpado de escandalizar a própria empresa.

Porém, diferente de como se sentiu quando o problema explodiu em suas mãos, não hesitou em tirar o celular do bolso interno do paletó, buscando o ícone de ligação para Jeongguk. Como prometido, não iria esconder mais nada dele, pois sabia que era um homem forte e pronto para lutar que estava morando em seu coração.

Do lado de fora da sala, Hyun trocou poucas palavras e somente com a secretária Hua, sozinha no balcão da recepção.

- O idiota do meu filho está desconfiado, precisamos colocar algum plano em ação... - batucou os dedos na madeira, como se estivesse esperando ela lhe entregar algo. - para sua alegria, eu encontrei o tutor do híbrido.

- Isso é ótimo, já sei o que podemos fazer.

- Falamos depois então, naquele lugar...

Os olhos dela se arregalaram de repente e fez uma reverência rápida.

- Foi um prazer revê-lo, senhor Kim!

Olhando para trás alarmado, ele encontrou os olhares atentos do delegado e de Hoseok sobre eles. Gargalhou.

- Ela é a única funcionária que está aqui desde a minha gestão! A melhor que tive! Foi um prazer revê-la, Senhorita Hua!

Deixando o balcão e sendo audacioso o suficiente para dividir o elevador empresarial com os outros dois, passou a se balançar sobre os calcanhares em silêncio durante o percurso, pensando em como faria para se livrar daquela situação e deixar seu filho preocupado com outra coisa. Escondeu o sorriso perverso, pois não precisou se esforçar para encontrar seu ponto fraco, sendo esse um adorável híbrido de coelho branco.

[🌇]

Por influência das novas informações reunidas desde a manhã pelo delegado Park, a tarde passou rápida e tranquilamente. Aquilo era tudo o que Taehyung desejava após mais uma semana inteira corrida e estressante, notando seus hyungs contagiados de igual pacificidade pelos corredores e ong, em vista que seus primos haviam ligado confirmando que toda a papelada estava correta e as reposições de todas as áreas de gestão do grande centro estavam a caminho.

Voltando a se sentir vitorioso pelas demandas caminhando corretamente, um único pensamento preencheu sua mente: para que iniciasse o final de semana alegremente, faltava a recepção calorosa de seu anjo em casa e um bom filme agarradinho a ele no sofá.

Permanecendo - com certo esforço aplicado - no escritório tentando se concentrar no planejamento de ações para mostrar ao casal de felinos selvagens e documentos importantes para revisar, Taehyung deixou o celular de lado focando naquilo e se esquecendo de que estava esperando uma resposta de Jeongguk à sua mensagem, mesmo que ele estivesse aparecendo com o status ativo no aplicativo que utilizavam.

O silêncio do mais novo era um pequeno e inocente plano com a ajuda do gato laranja - esse com todas as próprias demandas resolvidas - eles puderam conversar e combinar todo o trâmite. Jimin andava apressado pela ong procurando pelo namorado, pois queria avisar que precisava buscar o garoto coelho e levá-lo até a Kim Imperial para que realizasse sua surpresa ao acastanhado, no entanto, parecia que Yoongi tinha se camuflado em alguma parede falsa do imenso lugar, pois não o encontrava e sua preocupação com uma possível crise de ansiedade causou a aceleração angustiante em seu peito.

Ágil e felino, ele olhava para todos os lados do corredor principal, voltando alguns passos de sua caminhada apressada quando enxergou os cabelos dele no corredor fechado por uma janela extensa a sua esquerda, onde se encontrava o berçário.

Sorrindo aliviado, rapidamente alcançou a porta branca, dando três batidas suaves esperando educadamente que o híbrido de onça e pediatra permitisse sua entrada. Cuidadoso, ele observava alguns pais cuidando de seus filhotes com condições especiais, ensinados pelo doutor Jihoon, e no canto próximo à janela estava seu amor, embalando delicado e zeloso o bebê pantera em seus braços. Seu peito voltou a acelerar e aquecer, pois o Min havia criado um grande apego no filhote de cabelos negros e minúsculas orelhas felinas arrepiadas desde sua chegada.

Lentamente, foi se aproximando deles.

- Eu vim ver o Minho. - Apesar do conhecimento da condição auditiva dele, Yoongi falava baixo e calmo, sorrindo para seu dedo indicador que foi capturado pela mão pequena. - Vamos comer? O doutor Jihoon aumentou a quantidade de leite essa semana, para você ficar forte e saudável. - Sentando na poltrona ali próxima, ele ajeitou o bebê com o peso recuperado para os meses de vida em que ficou lutando na incubadora em seus braços, oferecendo o bico transparente da mamadeira que carregava na concha da mão.

Jimin o assistia embasbacado, não conseguindo controlar o movimento constante do rabo alaranjado de um lado para o outro ao assisti-lo daquela forma. Ele sabia que o namorado havia escolhido e batizado o filhote com um nome, mas não que se oferecia todas as tardes para cuidar de sua recuperação ali. Aquele era o lado delicado e amoroso que Yoongi demonstrava somente com aqueles que eram especiais para ele, e mesmo despertando seu ciúmes, aceitou facilmente dividi-lo com aquele pequeno ser, somente porque poderia ficar observando o sorriso gengival abertamente e todos os movimentos do humano se tornando calmos e relaxados.

- Gatão? - Os olhos escuros fixaram-se nos seus, levemente arregalados pela surpresa. - O que faz aqui?

- Ham?! E-Eu queria te avisar que precisava sair rapidinho... Ggukie me pediu uma carona até a empresa. - enfiou as mãos nos bolsos da calça, balançando o tronco para frente e para trás, envergonhado pelo flagra.

- Ah, certo! - sorriu ele. - Só antes, venha ver como o Minho está grande! - Os pés do gatuno pareciam ter grudado no chão e ele negou freneticamente. - Por que, Jiminie? Está tudo bem, a não ser que não tenha tomado banho hoje! - Yoongi brincou, tombando a cabeça para o lado quando percebeu que não havia contagiado o namorado.

Jimin observava o filhote sugando o leite da mamadeira com desespero, os olhos que descobriram ser dourados observando o seu amor, o conhecendo. Seu corpo ainda era frágil e as marcas dos acessos da incubadora formaram manchas roxas por seus braços, peito e pernas, deixando seu coração doído, mas sabia da chance de desaparecimento gradativo, pois ele estava recuperado em um berço comum faziam alguns dias. No entanto, ainda era um filhote delicado e olhando para as próprias mãos, era um adulto bruto de garras afiadas.

- Jiminie? - Yoongi o encarava preocupado.

- É que... ele é muito pequeno e delicado, e eu tenho garras afiadas, gatinho. - falou o que estava em seus pensamentos e sentiu suas bochechas corarem sob o riso divertido dele.

- Não se preocupe com isso, gatão, você sabe como eu sou desastrado e ainda sim consigo pegá-lo no colo. Venha, amor... - O chamado feito de forma tão doce atraiu o gato laranja até eles automaticamente.

- Meow... - ele miou baixo abaixando as orelhas, curioso com aquela estranha novidade, encarando a pequena criatura terminando de beber o leite especial agarrado a uma das pontas do pequeno pano branco apoiado no ombro do humano. - ele está grande mesmo.

- Uhum... atingiu três quilos já, e em pensar que começamos a luta com setecentas gramas. - devagar, o hyung afastou a mamadeira vazia e ergueu o filhote apoiando-o em pé contra seu peito, Jimin tentou auxiliá-lo criando uma concha com as mãos e acompanhando à distância até ele aconchegar a estrutura molinha, sem o risco de queda. Sorriu com o curto rabo preto balançando.

- Ele é fofo... - Encontrou o rosto infantil, rindo baixinho com sono o invadindo novamente e a cabeça de cabelos pretos e arrepiados deitada no ombro de seu amor, aumentando o tamanho das bochechas com o ato. - e gorducho.

- Dessa forma que eu queria vê-lo.

- Fez um ótimo trabalho, senhor cuidador de filhotes, Yoonie! - Enérgico, o gatuno esticou os braços, encolhendo juntamente dos ombros em seguida com o pigarrear repreendedor de Jihoon atrás dele.

O Min sorriu grande olhando para seu gatão, achando-o tão fofo quanto o bebê pantera em seus braços. Faziam um bom trio de felinos, afinal.

- Desculpe. - pediu baixinho.

- Está tudo bem, gatão.

Jimin os assistiu com atenção por mais alguns minutos, aprendendo como seu namorado fazia o filhote arrotar e o colocava para dormir novamente, compreendendo porque começou a sentir cheiro de leite impregnado em sua pele e que pensava ser o próprio que bebia a fim de relaxar antes de dormir. Sorriu. Seu humano era especial e extremamente bonito com o bebê nos braços, não escondendo o quanto gostava de Minho.

- Qualquer coisa que vocês precisarem, é só ligar, amor. - saiu de seu transe e depositou um beijo casto na testa do mais velho. - Vou deixá-los aproveitando a presença um do outro.

Yoongi soltou uma risadinha reconhecendo a pitada de ciúme dele no falso disfarce.

- Não se preocupe, gatão, vou te recompensar na nossa casa, hoje à noite...

- É sério, amor? - Um sorriso malicioso tomou os lábios rechonchudos do felino.

- É sim. Agora vá, você não tem um compromisso com o Ggukie?

- Oh sim! - Lhe dando um beijo estalado nos lábios e encostando o nariz para farejar carinhosamente a bochecha quentinha e macia do filhote, que havia despertado sua curiosidade, Jimin se afastou, reverenciando o pediatra antes de deixar o berçário.

- Você sentiu a presença dele, não é? - perguntou Yoongi de forma emocionada, sentindo o bebê ficando agitado em seu colo. - Vai gostar de brincar com o Jiminie, ele é um felino fofo como você. - Sorrindo, Yoongi seguiu ninando-o sob a supervisão do homem onça.

Jimin, por sua vez, deixou a ong e o estacionamento pensando: Yoongi, Jimin e... Minho?

Chacoalhou a cabeça, afastando aqueles pensamentos por hora causando a agitação de seu rabo e orelhas, focando sua atenção na direção das ruas e no pedido especial que o amigo havia lhe feito.

[🌇]

No último andar da ong, outros dois filhotes felinos e bem despertos, passaram a engatinhar para fora do ninho criado sobre o tapete grosso e felpudo no centro do escritório, agarrando-se nas pernas de Seokjin, esse sorrindo perdendo a concentração da tela do computador em sua frente.

- Meus gatinhos acordaram? - olhou para baixo da mesa, ouvindo as risadinhas sapecas deles. - Venham com o super-papai! - esticou os braços, trazendo-os para sentar um em cada perna sua. - Dormiram bem? - A resposta para sua pergunta veio na forma de carinho, com eles esfregando as bochechas por seu tronco. - Fico feliz.

- Mamá, papai! - A primogênita ergueu os olhos em uma mistura de verde e dourado, encontrando-o diretamente e formando um biquinho nos lábios.

- Ma... má! - O irmãozinho ainda estava aprendendo a falar, reconheceu a palavra e a imitou.

- O papai Nam foi fazer o mamá de vocês, e já volta, tudo bem? - Seokjin riu baixinho.

- Ouvi meu nome? - A voz grossa e aveludada invadiu o cômodo, os outros três felinos resmungaram sons animalescos e contentes.

- Papai! - manhosa, a única menina esticou os braços em sua direção, acostumada a se alimentar no colo do moreno, essa sendo uma espécie de regra imposta pelo próprio Namjoon, pois o marido e a filhote se agitavam e ficavam brincando em um momento que deveria ser relaxante e calmo para ela.

O mais jovem se ajeitou no colo do gato dominante sabendo o que viria a seguir, agarrando-se ao cheiro protetor e o sorriso dele para si.

- Meu menininho esperto!

Acostumados com a rotina da família, Namjoon levou a filhote e sentou-se defronte para o marido e filho, onde estava seu computador, voltando a trabalhar enquanto ela sugava o leite da mamadeira com gula, igual com os outros dois, no silêncio confortável que estabeleciam lendo as informações da tela acessa.

Preenchendo o cômodo, o celular do mais novo começou a vibrar, fazendo-o desconectar o enlace do rabo da filhote em sua mão, para atender a ligação.

- Alô, estou ouvindo. Kim Namjoon. - A voz séria e atenta recepcionou. - Sim... podemos ir hoje mesmo, obrigado.

Desligando a chamada, ele encontrou os olhos selvagens do marido.

- O que aconteceu, amor? - Seokjin perguntou preocupado, levantando o filhote para ele arrotar, acariciando suas costas.

- Precisamos deixar nossos filhotes na casa dos seus pais de novo, e ir para a prefeitura, ligaram para confirmar se poderiam marcar uma reunião de emergência hoje.

- Espero que não seja nada de ruim de novo, chamaram nós dois...

- Pois é, querido.

- Hoseok tem me dado algumas dicas, vamos ser confiantes e esperançosos! - O sorriso bonito se abriu, contagiando o bronzeado, esse imitando seu gesto com a menina em seus braços, ouvindo-a arrotar momentos depois.

[...]

Quando Jimin passou pela porta de entrada aberta por um Noona saudosa e animada com sua visita, mal teve tempo para dedicar a ela, pois o amigo de longas e dançantes orelhas de coelho lhe agarrou pelo braço e puxou escada acima, deixando para trás uma mulher de idade rindo prometendo um lanchinho para a aventura.

- Está tudo bem, Ggukie para hoje, mesmo, não é Ggukie? - perguntou o felino, descartando qualquer pensamento que pudesse trazer preocupação, com o sorriso de dentes avantajados em sua direção.

- Sim, hyung! Não tenho nenhum sintoma de uma onda de calor!

- Estou ansioso como se o date fosse meu, gostei do seu plano desde antes! - O felino sentou na cama, balançando as pernas ansiosamente. - O que você pretende fazer quando chegarmos na Kim Imperial? Contou ser uma flor, já a escolheu?

- Uhum! - Animado, o moreno apontou para a rosa sobre a cômoda do quarto. - Quero chamar o Tae para o nosso date com ela! Disse a ele que seria uma surpresa, e normalmente há encontros nas sextas à noite e a flor deve significar amor puro e delicado!

- Essa é uma ideia muito criativa! - O Park prendeu um risinho. - O emocionado do Taehyung vai ter um treco!

Eles riram, compartilhando a mesma energia sapeca.

- Ele é fofo quando está todo atrapalhado... - Ggukie chacoalhou a cabeça, voltando ao seu foco principal. - Hyung, pode me ajudar a escolher roupas que combinem com a ocasião? Quero estar bonito para o TaeTae.

- Claro! Onde você planejou levá-lo? Não me contou em detalhes!

- Em um restaurante simples, porém elegante como o hyung, desta vez é um pouco mais romântico que o nosso primeiro date, e eu vi em "Sorriso Real" com a Noona, que lá é feito um desenho de coração com um ovo para os casais! É diferente e bonito!

Jimin piscou algumas vezes antes de cobrir os lábios para esconder o riso divertido, que não passou despercebido pelo homem coelho, esse passando a bater o pé constantemente no chão.

- Você é tão adorável, Ggukie! - Se levantou, caminhando até o amigo somente para bagunçar seus cabelos úmidos. - O segundo encontro de vocês vai ser perfeito! Só peço que não me leve a mal, mas por experiência própria, os humanos demoram um pouco para reconhecerem um casal LGBT... - O brilho nos olhos de jabuticaba do outro estremeceu, o fazendo pigarrear. - E-Então, talvez você precise pedir isso ao chefe! É isso que eu quero dizer!

Jeongguk assentiu, abrindo um sorriso compreensivo, havia pesquisado muito sobre o termo utilizado pelo alaranjado quando encontrou novos doramas onde os personagens eram dois homens - como ele e o príncipe - conhecendo melhor o mundo dos humanos, pois para os híbridos, não havia aquela distinção quando tratava-se de escolher seu parceiro de vida. Ele passou a desejar que os humanos pudessem escolher daquela forma também.

- Obrigado por compartilhar isso comigo, Jiminie hyung.

- Não queria quebrar suas expectativas. - As orelhas peludinhas e laranjas baixaram ao redor da cabeça de fios ruivos, sendo afagadas carinhosamente pelo coelho.

- Tudo bem! Eu não saberia disso na hora que estivesse lá, e poderia me frustrar no date que planejei e esperei tanto!

- Certo! Então precisamos nos apressar, seu date com o TaeTae vai ser perfeito a maneira de vocês! Parece pedir um estilo mais social, o que acha? - Jimin o puxou em direção ao seu closet pessoal, erguendo as sobrancelhas ao encontrar seus olhares novamente devido ao silêncio repentino, somado as bochechas vermelhas e orelhas de coelho viradas para trás. - Há algo errado?

- É-É que não quero usar nenhuma roupa apertada, hyung... - Jeongguk mordeu o lábio inferior, acanhado, antes de continuar: - TaeTae e eu desejamos criar um clima e treinar coisas... bem... n-novas.

- Vocês dois estão fazendo... - O gatuno alargou o sorriso de forma sugestiva. - Fico muito feliz, na verdade! Você merece e precisa sentir prazer de verdade, principalmente no seu cio! Ah, Ggukie, transar é...

- Hyung! Vamos nos atrasar! - Ele o interrompeu com um resmungo envergonhado.

- Ah sim! Vamos te deixar um coelhão para o Tae!

A dupla não demorou para deixar a propriedade outra vez, com os petiscos e mimos de noona em uma bolsa térmica no banco detrás, o homem gato sentado ao volante e o coelho no banco de passageiro, movendo o pé direito pelo carpete preto, segurando a flor - escolhida a dedo por si - do jardim que cuidava com seu homem e com a outra mão, apoiava o celular de tela acesa, pensando se deveria responder o personagem principal de seus pensamentos, que havia mandado uma nova mensagem perguntando se estava tudo bem e se poderia ligar para aliviar sua saudade, alimentando a caixa de texto com inúmeras carinhas amarelas chorando.

Soltou uma risadinha por fim, decidindo deixar o celular apagado sobre suas pernas e seguir seu plano para surpreendê-lo.

[🌃]

Na Kim Imperial, todo os funcionários do andar pareciam tranquilos e igualmente animados pelo fim do expediente, poucos ergueram os olhares curiosos para Jeongguk e ele agradeceu o gatuno por liberar um pouco de seu cheiro amadeirado e dominante sobre si, disfarçando o seu que estava fortalecido nos últimos dias.

No entanto, antes que pudesse sorrir com o corredor levando-os diretamente para a sala presidencial, seus olhos percorreram pela bancada da recepção encontrando diretamente os castanhos da Senhorita Hua. Seu peito voltou a se comprimir com a sensação angustiante de medo e as lembranças de sua fala e jeito estranho de agir quando a ouviu falando no celular. O estômago pulsando revirado alarmou seus pensamentos de que precisava formular as palavras corretas para contar ao príncipe, mesmo que aquela informação pudesse atrasar as investigações, pois deveriam retroceder alguns passos para investigá-la novamente. Aquilo martelava o tempo todo, porém, estava demorando a se acertar com os nós de pensamentos e a coragem inexistente.

Decidindo esquecer por hora e aproveitar toda a noite ao lado do príncipe - enquanto se encheria de coragem para aquela conversa - acelerou os passos voltando a acompanhar o ritmo do amigo felino e deu três toques na porta do escritório dele.

- Agora é com você, está lindo, Ggukie! Boa sorte! - Jimin desvencilhou seus braços, apontando com o queixo na direção da maçaneta trocando a luz vermelha pela verde, permitindo que entrasse.

- Obrigado, hyung!

- Não foi nada, tenham uma boa noite, hein?! - Cutucando as costas do amigo ao abraçá-lo, Jimin se afastou sorrindo exageradamente.

- C-Certo! Até mais, hyung! - Envergonhado, Jeongguk pulou para o outro lado, fechando a porta atrás de si recebendo toda a atenção do Kim.

- Ggukie! - Taehyung se atrapalhou esparramando as folhas pela mesa ao se forçar para cima, o impulso empurrando a cadeira giratória até bater no vidro resistente da enorme janela atrás dele vindo em sua direção rapidamente. - Você veio! Se sente melhor?

- Sim, hyung! Na verdade eu passei o dia todo bem, hoje! - Jeongguk engoliu em seco com o cenho franzido do mais velho somado ao sorriso confuso, lhe observando com atenção. Pigarreou em um disfarce: - É para você... - ofereceu a delicada rosa cor de rosa, evitando o contato visual com o mais velho ao sentir ele pegá-la em meio a um suspiro surpreso.

- O-Obrigado, Ggukie! Eu adorei a sua surpresa! - Envergonhado, Tae farejou o doce cheiro da rosa, a colocando na lapela esquerda de seu terno cinza. - É uma linda companhia de bolso, não acha?

Jeongguk o analisou de cima a baixo, demorando-se propositalmente na rosa e depois no rosto bonito dele, seus ombros relaxando e um sorriso se abrindo. Sabia que a cor escolhida e o significado de amor delicado daquela rosa, combinaria com a cor do terno que espiou o príncipe ajeitando antes de sair do quarto naquela manhã.

- Fico feliz que tenha gostado, hyung!

- Eu amei! - Sem a timidez que tinham antes, se cumprimentaram com um selinho. - Devo dizer que não há homem mais bonito que você no mundo inteiro! - Tae observou desde os pés coberto com uma bota de couro, a calça preta e larga de um tecido mais grosso com dois bolsos próximos dos joelhos realçou a cintura fina e prendia auxiliada por um cinto igualmente preto, a camiseta azul clara com a marca minimalista no lado esquerdo. Seus cabelos estavam repartidos e do lado direito estava a franja maior, a fragrância mentolada do gel fixador exalando ainda mais perfume dele todo. - Para quem é tudo isso? - brincou, arrancando uma risadinha do moreno.

- É para você, príncipe! - Jeongguk se aproximou o suficiente para começar a sentir o perfume de morangos e chuva diretamente do pescoço dourado e a respiração quente contra seu rosto. - Vim te buscar para o nosso encontro!

- Isso é sério? Eu sabia que deveria usar meu melhor terno hoje! - Um sorriso quadrado e fofo se abriu, revelando a formosura da felicidade dele com seu gesto.

- Então, vamos! O hyung pode sair já? - Contagiado, Ggukie sorriu igualmente.

- Eu posso tudo o que você quiser, meu amor! Vamos!

Voltando para sua mesa afobado, reunindo suas pastas, a maleta de couro marrom e aparelhos eletrônicos, Taehyung guardou seus utensílios e apagou as luzes do monitor extra sobre a mesa.

Porém, antes que pudessem deixar o escritório, ele tomou as mãos do homem por quem era apaixonado.

- Estava pensando, já que você vai me levar a um encontro hoje, eu não devo nem mesmo pagar a conta... - Os olhos negros se arregalaram. Tae soltou uma risadinha retirando da carteira que carregava na maleta, um cartão preto o colocando nas palmas abertas do outro. - Também servirá para todas as coisas que desejar comprar depois de hoje, a função dele é no crédito.

- Obrigado, TaeTae, mas...

Impedindo-o de tentar recusar o cartão, inclinou até conseguir alcançar o ouvido dele, sorrindo com o longo e afetado suspiro que ele deu em resposta.

- Não se esqueça da senha dele... é: um, dois, três e zero... entendido? - sussurrou lentamente, se afastando com um sorriso satisfeito adornando os lábios observando o assentir frenético do de cabelos negros. - Vamos?

- V-Vamos, hyung! - Guardando o cartão com cuidado em seu bolso com zíper da calça, Jeongguk aceitou a mão oferecida a si e deixou o escritório guiado pelo mais velho, voltando a abrir um sorriso após ter se recuperado do momento anterior, assistindo-o quase saltitando ao seu lado.

Ele jamais se esqueceria dos números sussurrados com a voz rouca e grossa em seu ouvido, causando a dança frenética de seu rabinho, chamando a atenção de alguns híbridos. Aquilo era constrangedor na frente de todos, pois saberiam identificar o que estava sentindo através daquela reação, sendo a extrema necessidade de se entregar aos toques e efeitos que o homem bonito tinha sobre si. Queria se satisfazer com ele.

Chacoalhou a cabeça antes de chegarem ao elevador, tentando espantar os nozinhos sem vergonhas e focar no encontro romântico que teriam e no clima que criariam para tudo o que viria depois naquela longa noite.

Durante o percurso, começou a ficar nervoso observando a elegância do príncipe para o lugar escolhido, porém, ele não perguntou sobre onde seria em nenhum momento, seguiu o endereço dado por si, sorrindo feito um filhote que comeu cubos de açúcar e logo eles estavam esperando na fila com uma senha de identificação para as mesas.

- Nunca soube desse restaurante, é interessante. - Ele comentou apreciando o lugar, relaxando seus músculos do nervosismo.

- Acredito que vamos gostar, hyung! Não é como o que podemos ver o céu, mas...

Sendo surpreendido e ouvindo alguns arfares e murmúrios surpresos de humanos ao redor, se calou ao sentir as mãos grandes tocando suas bochechas e um beijo rápido nos lábios.

- Eu vou amar porque foi você que escolheu.

Taehyung pareceu não ligar para as pessoas, e despreocupado, o imitou, entrelaçando seus dedos enquanto acompanhavam a fila e conversavam baixinho, somente entre eles.

Por fim, quando uma mesa para dois foi liberada, um funcionário chamou pela senha em sua mão e foram guiados pelo restaurante com iluminação rústica e baixa, para uma mesa de mármore com uma chapa de ferro efervescente de mesmo comprimento na frente deles. O lugar inteiro parecia quente e acolhedor. Ambos suspiraram maravilhados.

Um garçom veio recepcioná-los e explicou sobre o cardápio, sendo suas escolhas carnes vermelhas e cerveja, essa que veio primeiro em canecas geladas erguendo a espuma alcoólica até as bordas. Tae o ensinou a consumir em um grande gole, causando uma dorzinha em sua cabeça pelo choque de temperaturas, porém, o gosto era incrivelmente bom, fazendo-os terminar a primeira rodada antes do cozinheiro chegar até eles com as carnes e petiscos.

Igual a um show de luzes, ou um filme no cinema como eles gostavam de denominar os momentos naturais e bonitos entre eles, o homem vestido adequadamente os cumprimentou e iniciou o preparo dos pratos, fazendo movimentos graciosos e profissionais em uma mistura de dança artística com os braços e mãos, para temperar as carnes e manuseá-las sobre a chapa, favorecendo o aroma delicioso e os dois pares de olhos presos em si, assistindo ao espetáculo.

Outras canecas de cerveja chegaram e os rápidos goles dos apaixonados começaram a amolecê-los e a conversa se tornou engraçada e suave entre eles, trazendo todos os assuntos possíveis que surgiam, emendando um ao outro.

Quando o cozinheiro terminou as carnes e aperitivos, serviu os homens com os pratos já postos e preparados com saladas, e os observou por alguns segundos.

- Me perdoem a intromissão, mas vocês são um casal? - perguntou um pouco acanhado, recebendo olhares inseguros em troca.

- Somos... amigos por enquanto... - respondeu um Jeongguk astuto e decidido a mudar aquele título, seus nozinhos de pensamentos dormentes pelo álcool o alertando daquilo.

- Certo, mas então tenho um toque final que pode acelerar o processo aí com vocês!

O cozinheiro soltou uma piscadela e pegou um ovo da pequena cesta que trouxe consigo, partindo a casca e desenhando sobre a chapa, fritando a clara primeiramente formando um coração - o que atraiu totalmente a atenção do moreno, que havia até mesmo se esquecido de fazer aquele pedido, mas que havia ganho mesmo assim. O humano estava reconhecendo ele e o príncipe como um casal e aquilo lhe deixou feliz. Sentia-se sortudo. - uma flecha entre ele e no meio a gema, para não queimar, deixou que o híbrido admirasse devido a denúncia de seu olhar arregalado, para em seguida, desmanchar o desenho e colocar a proteína sobre a carne, imitando o processo com o Kim.

Se curvando em respeito, ele desejou um bom jantar e se retirou, deixando-os a sós para comer e conversar.

O coração naturalmente acelerado do coelho estava triplamente elétrico, retumbando em reflexo nas suas orelhas de coelho, enquanto guardava na memória todos os segundos, observando o rosto tão radiante do príncipe, aproveitando cada segundo com ele ali. Estavam em um date e tudo ocorria como havia planejado e até melhor.

Mais tarde, os pratos vazios foram retirados, juntamente das canecas de cerveja. Os bancos se aproximaram, fazendo seus joelhos se chocarem constantemente enquanto conversavam com os rostos próximos, esperando o efeito do álcool baixar.

Taehyung não conseguia desviar o olhar e tudo parecia silenciado em volta, pois ele ouvia somente a voz do anjo levemente afetada e seus olhos brilhando mais que as luminárias exuberantes do restaurante. Lindos pontos de estrelas e vias lácteas o contornando no reflexo das íris negras. Desejava beijá-lo.

Já Jeongguk, observava com muita atenção o príncipe mordendo o lábio inferior vez ou outra, sorrindo para si de forma diferente, não como sempre sorria, havia uma pitada de algo a mais daquela vez, que estava curioso para descobrir. Notando o joelho alheio se esfregando no seu e a mão delgada buscando entrelaçar seus dedos, querendo contato, desejava beijá-lo ali mesmo.

Seus olhos voltaram a se chocar e sequer sentiu suas bochechas corarem, pois estavam tão imersos na conversa, na proximidade de seus rostos e nos sorrisos denunciando o que pensavam em conjunto, que soube encontrar o clima entre eles, quente, palpável e desejoso.

As duas sobremesas diferentes vieram logo depois e as experimentaram repartindo, levando a colher na boca um do outro, rindo quando alguma das mãos tremia e quase derrubavam sobre a mesa.

Aquele momento era especial e somente deles.

Conversas foram sendo deixadas de lado por um toque, um carinho no braço alheio, ou na nuca, ou nas bochechas. As palavras foram se tornando baixinhas e discretas, quando perceberam o que gostariam que viesse a seguir e se levantaram para pagar a conta. Jeongguk saltitou pelo corredor em direção a saída, contente por ter usado o cartão e pago sua primeira conta para um date com o príncipe.

Ligeiros, deixaram o restaurante com os braços entrelaçados pelo vento frio que os cercou até o estacionamento, e o caminho de volta foi silencioso, rápido o suficiente para que compensasse o que os pensamentos de ambos estavam gritando. Eles queriam chegar em casa e satisfazer seus desejos juntos, pois estavam com saudades da semana separados e focados em seus trabalhos.

[🌃]

A porta principal se abriu abruptamente, causando um estrondo ao colidir o trinco contra a parede. Taehyung sentiu as costas arderem levemente, essas batidas na madeira branca pelos braços do homem coelho lhe empurrando enquanto os lábios efervescentes permaneciam grudados aos seus.

Em uma mistura de pernas e pés atrapalhados, foram caminhando cegamente pela sala, se afastando contra as suas vontades quando um bonito vaso de flores tombou sobre a mesa decorativa próxima ao sofá, devido a batida da mão do príncipe nele.

Noona arrancaria suas orelhas se aquele vaso passasse quebrado por seus olhos.

- Machucou, príncipe? - perguntou um coelho preocupado e ofegante.

- Não, querido, mas nós precisamos subir, noona pode acordar se fizermos muito barulho.

Concordando, Jeongguk foi ligeiro ao agarrar a mão suada do parceiro e guiá-los para os degraus da escada, subindo a pulinhos desesperadamente necessitados pelo momento que esperou o dia inteiro para vivenciar.

No meio do caminho, porém, seus olhares desejosos se encontraram e um novo encontro de suas bocas fez com que tirassem bons segundos de distração, dividindo os pés entre dois degraus e as mãos segurando o pedaço de pele alheia que encontravam, arrepiando-os enquanto apreciavam os carinhos trocados pelos rostos e pescoços e ombros.

Desequilibrando com o tremor passeando pelo seu corpo e as pernas se tornando pudim de gelatina com o prazer sentido, Ggukie inclinou para trás batendo em um estalado, porém sem força, a cabeça em um dos inúmeros quadros do corredor, causando a queda e as bordas de madeira escorregando degraus abaixo.

- Meu anjo! Você se machucou? - Taehyung colou seus corpos, levando a destra para trás da cabeça do mais novo, acariciando a região atingida.

- Não, príncipe. - Jeongguk permanecia com os olhinhos fechados, resvalando seu nariz redondo contra o do outro, sorrindo com o movimento dele para cima e o beijo depositado em sua testa, em seguida, em seu nariz e por último um selar nos lábios. Lento e torturantemente quente.

- Vamos subir, senão realmente quebraremos alguma coisa. - riram baixinho, voltando a entrelaçar os dedos correndo para o quarto presidencial.

Passando pela porta, Taehyung a fechou e seus lábios se chocaram desejosos e ardentes novamente, levando-os em direção a cama de casal. Sendo virado de costas para o móvel, Taehyung foi dando passos cegos até sentir as panturrilhas chocarem na estrutura e sentar sobre o colchão macio.

- G-Ggukie... - chamou baixinho com as bocas se afastando em um estalo pegajoso, sentindo as bochechas esquentando com o olhar negresco brilhando infinitamente por todo o seu corpo.

- Príncipe... o que você vai me mostrar hoje? - Jeongguk se inclinou, apoiando as mãos na cama, deixando seus rostos próximos compartilhando as respirações quentes e necessitadas.

- O que você deseja que eu te mostre hoje, meu anjo? - O olhar de mel capturou o seu, a voz rouca fazendo cócegas em seus ouvidos, o arrepiando.

- Eu desejo o seu toque, quero sentir seu calor... - O coelho respondeu sem receios, afinal, esperava ansioso por aquilo, desde sua última onda de calor.

- Então venha aqui. - Chamou Taehyung, batendo as mãos nas próprias coxas.

Jeongguk sentiu o rosto esquentar, porém obedeceu no mesmo segundo, sentando com um joelho dobrado de cada lado do quadril dele, sem saber o que fazer com as mãos, deixando apoiadas em suas pernas cobertas.

Com carinho e doçura, o mais velho ergueu a mão e acariciou seu rosto, passando o polegar por seu lábio inferior antes de beijá-lo outra vez. Um choque gostoso passeou pelo corpo do híbrido, e seu rabinho passou a balançar freneticamente sentindo as mãos grandes abraçando suas costas, o puxando até grudar seus peitorais. Não soube dizer qual coração batia mais rápido, apenas que estava adorando a nova sensação que a posição e a brincadeira entre suas línguas causava.

Continuou de olhos fechados quando o príncipe se afastou, descendo os lábios para sua mandíbula e pescoço, erguendo uma das mãos puxando para o lado a gola de sua camisa, lhe dando acesso a um pequeno pedaço de seu ombro direito. Gostava. Gostava de sentir a boca dele naquele ponto de seu corpo, deixando seus nozinhos dormentes e embebedados de prazer.

- Quer treinar algo novo, coelhinho? - A pergunta veio em um tom que jamais ouviu dele, um tom baixo e certeiro, carregado de sedução.

- Q-Quero! - Balançou a cabeça freneticamente em concordância, sem pensar duas vezes.

Com o silêncio inesperado partindo do homem bonito, Jeongguk abriu os olhos encontrando diretamente os castanhos, esses mais escuros de desejo. Descendo o olhar para o caminho que sentiu as mãos dele fazendo, percebeu suas orelhas dançarem em aprovação quando os dedos delgados puxaram até encontrar a barra de sua camisa.

Desejou acompanhar cada centímetro que eles adentraram o tecido claro, dedilhando sua barriga, criando um rastro quente que continuou a subir lentamente, porém, seus olhos foram chamados como imãs para os dele outra vez, e seguiram se encarando pelo tempo que não quiseram contar, conversando através do brilho desejoso que iluminava um ao outro.

Taehyung parou quando a camisa ergueu metade do tronco alheio, encontrando a mínima ondulação de pele que levava ao peito de Ggukie, e pedindo uma confirmação de forma muda, recebeu um aceno lento e determinado para que continuasse.

- Me fale caso não se sinta confortável, tudo bem, querido? - As polpas dos dedos dele procuravam pequenos pontos sensíveis e endurecidos sob o tecido. Jeongguk estremeceu.

- Tudo bem, hyung.

Desfazendo o caminho feito por suas mãos, Taehyung sorriu ladino observando os poucos segundos de confusão do rosto bonito, percebendo-o morder o lábio inferior quando segurou a barra do tecido azul e passou a subir novamente, não interrompendo seus movimentos até que passasse pela cabeça e braços, o despindo com delicadeza.

O peito pálido e nu subia e descia ofegante. O homem coelho não conseguia acreditar que não havia uma estratégia - como entrar na piscina - para que a peça não estivesse cobrindo seu corpo, ali havia somente o desejo de mostrar para o príncipe onde queria ser tocado, livre de qualquer tecido. Que estava quente esperando os toques dele.

Os olhos de Taehyung percorreram por todo seu tronco, os dedos passearam pela linha marcada de sua clavícula do lado esquerdo, parando no ombro, então com as pontas causando arrepios, foi descendo pelo comprimento do braço, no tempo que sua boca se aproximava do pedaço de pele que havia se acostumado a acariciar com beijos. Com selares úmidos ele ergueu-se até o lóbulo de sua orelha, e o choque causado acertou diretamente o ponto abaixo de sua cintura. Jeongguk comprimiu as pernas ao redor do quadril dele, apoiando juntamente de um aperto as mãos em seus ombros.

Carinhoso, ele distribuiu um beijo também em sua testa antes de se afastar, levantando as mãos e contornando a base de seus peitos, os polegares esticados encostando nos mamilos eriçados. Calma e profundamente, ele acariciou aqueles botões quentinhos, ouvindo um gemido surpreso com a sensação que causou e uma das mãos do anjo cobrindo a própria boca.

Sorriu.

- Não precisa se segurar, meu amor... - Jeongguk assentiu de olhos fechados, mordendo de forma fraca a pele molinha da junta de seu dedo indicador, tentando descontar o novo prazer que descobriu.

Então seus nozinhos sem vergonha o levou a lembrança do sonho que teve dias atrás, onde ele imaginava as sensações que poderia sentir se o príncipe o tocasse além do pescoço e ombros, diretamente em sua pele sob calor, porém, a sensação real era infinitamente melhor e prazerosa. Gostou muito dela.

- TaeTae... - chamou sôfrego, as bochechas vermelhas quando se encorajou para abrir os olhos e assistir o que ele estava fazendo.

- Você gostou de ser tocado aqui? - Os dedos alheios pressionaram seus mamilos, reforçando a pergunta.

- S-Sim.

Sorrindo daquela forma que Jeongguk descobriu ser o seu desejo falando através dos gestos, assistiu-o inclinar o tronco e sugar lentamente com um beijo molhado e estalado um mamilo de cada vez, arrancando-lhe novos gemidos. O ponto entre suas pernas amolecidas pulsando com o novo prazer.

Erguendo uma das mãos, Tae afastou o dedo alheio dos lábios cheios de Ggukie e o beijou outra vez, voltando com a movimentação do seu polegar livre sobre a região erógena dele, deixando também que guiasse o beijo com sua necessidade e prazer próprio. Primeiro vinha o prazer de Jeongguk, depois o dele.

Debruçando sobre o príncipe, o homem coelho espalmou as mãos sobre seus ombros outra vez, o tecido impedindo-o de sentir a pele dourada que viu completamente apenas uma vez.

- Príncipe, eu quero sentir o seu calor... - Apontou para a barra da camisa dele, encarando-o nos olhos em seguida.

- Tudo o que você quiser, querido.

Ele estava sorrindo maliciosamente lhe dando liberdade para que fizesse o que quisesse com seu desejo, e não se mexeu no silêncio que se seguiu, deixou as mãos apoiadas em sua cintura e permitiu que enroscasse os dedos ansiosos na camisa já amassada - o paletó havia sido arrancado ainda no restaurante - desabotoando e revelando o tronco bronzeado naturalmente. Jeongguk sentiu a boca salivar.

Quando terminou de despi-lo, apoiou a mão destra no peito quente e macio, empurrando levemente, sorrindo pequeno e envergonhado para os olhos arregalados em sua direção. Porém, Taehyung não disse nada ou se opôs, deitou obedientemente sobre o colchão.

Jeongguk observou todo o tronco nu e a posição que estavam, com ele sentado sobre o quadril do mais velho, em uma parte também pulsante, lhe causando novos arrepios.

- TaeTae...

- Faça o que sentir vontade, meu amor. - carinhosamente, Tae reforçou sua permissão, mordendo os lábios ansioso pelo que viria a seguir quando ele se inclinou sobre si.

Jeongguk observou cada centímetro do rosto dourado, beijado pelo próprio sol, passeando o polegar pela bochecha direita com devoção, conectando seus lábios enquanto era embalado pela sensação quente de suas peles se encostando outra vez, agora sem nenhum tecido entre eles.

Se afastou resvalando o nariz sobre o dele, descendo e farejando seu cheiro pela bochecha livre de seu toque, buscando o perfume de morangos e chuva pelo pescoço, e juntando toda a sua coragem, depositou um selar longo e molhado ali, ouvindo o gemido rouco arrepiar suas orelhas de coelho, já derretidas pelas sensações indescritíveis que estava sentindo.

Seu coração naturalmente acelerado havia triplicado as batidas, naquele momento, não precisava se conter, não precisava parar de descer e explorar o peitoral forte e largo, com músculos naturais que o atraíram desde a primeira vez.

Atrevido, resvalou o nariz redondo pelas clavículas marcadas, pelo peito reto, porém, com os mesmos detalhes endurecidos e chamativos que os seus, e sorriu ao perceber que estava causando as mesmas sensações em seu homem. Deitou a cabeça sobre o lado esquerdo, ouvindo as batidas desesperadas por sua causa, a respiração entrecortada que somente seu lado coelho desperto poderia identificar, a saliva escorrendo pela garganta alheia com sede.

- Príncipe... você é muito bonito. - elogiou, erguendo um pouco a cabeça para ver o sorriso tímido e as bochechas flamejantes.

Sorriu grande. Desejava mostrar para ele o quanto queria aprender a ser carinhoso, retribuindo tudo o que ele lhe oferecia. Também queria mimá-lo com prazer.

- G-Ggukie é, você é também... - ele gaguejou ao ser surpreendido com a língua molhada capturando um de seus mamilos em uma lambidinha falso inocente, que o arrepiou por inteiro, refletindo diretamente no meio de suas pernas. Se remexeu sob o outro.

Jeongguk respirava erroneamente, tomado pela boa sensação da textura quente contra sua língua, os olhos vislumbrando o rosto do príncipe, memorizando sua reação, o movimento embaixo de si o fazendo se reerguer, somente para ver a bagunça que causou. Sabia que seus instintos estavam acordados pela forma diferente que enxergava, mais preciso, analítico.

O mais velho mantinha as mãos fechadas em punhos dos lados do corpo, contendo-se. Aquilo não foi do agrado de seus nozinhos sem vergonhas e do seu próprio como homem e coelho.

Com calma, ergueu as mãos dele, puxando-o para que compreendesse sua intenção e se sentasse outra vez.

Taehyung não disse nada, percebendo os cabelos negros grudados na testa, os lábios vermelhos começando a inchar levemente pelas mordidas incessantes, e os olhos transiocionados para os azuis brilhantes o devorando.

Esticando os dedos, prendeu a respiração levemente, assistindo de forma atenta ele resvalar as polpas pelas bochechas, guiando para seu pescoço, descendo para o peito outra vez, pela barriga macia e quente, permitindo-o sentir o suor se acumulando pela superfície cheirosa de torta de limão.

- C-Consegue ver, príncipe? - resmungou embebedado pelo calor.

- O que, amor?

- Que eu não vou quebrar se você me tocar? - A voz dele estava afetada, porém, séria em sua direção.

- Então me mostre... - Encontrando o caminho se abrindo lenta e especialmente mostrando seus limites naquela nova fase, o surpreendeu carinhosamente aproximando seus rostos e beijando a ponta de seu nariz. - Mostre onde você quer ser tocado, meu amor.

Jeongguk estremeceu, mordendo o lábio inferior com um pouco de força devido a sua ansiedade pelo que viria a seguir, guiando as mãos dele para sua costas, descendo lentamente até contornar seu bumbum. Ele havia gostado do toque quente naquela região.

Taehyung firmou as mãos sobre a calça larga, assistindo a reação de proveito de seu anjo quando pressionou as pontas dos dedos, puxando-o para mais perto de si, fazendo ele abraçar seus ombros e grudar seus peitorais. Jeongguk estava adorando a sensação da pele quente contra a sua, de finalmente estar realizando suas necessidades com o príncipe. À vontade, descansou a cabeça em seu ombro direito, beijando a lateral do pescoço cheiroso.

- Tae... eu sinto que estou com aquele problema de novo. - comentou, o desconforto quente e pulsante entre as pernas. - Você me ajuda?

Sem uma resposta com palavras - o acastanhado seguia se surpreendendo com a perda da inocência naquele tom de voz manhoso - ondulou o quadril para cima, sorrindo ouvindo Ggukie resmungar um curto gemido ao sentir o volume preso dentro de sua calça social atritar contra o dele.

- Pode sentir, anjo? - perguntou baixinho rente ao seu ouvido. Jeongguk assentiu, mesclando o suor do rosto bonito com o se acumulando rapidamente por si. - Vamos ajudar um ao outro... esfregue.

- O-O que? - De olhos arregalados, Jeongguk apertou o abraço contornando os ombros largos, soltando um gemido manhoso quando ele apertou e empurrou a carne farta de suas nádegas e os esfregou, incentivando seu quadril a repetir o movimento, sabendo que a recompensa seria a pulsação e o prazer o dominando, ainda que os tecidos os mantivessem separados.

O homem coelho fechou os olhos, passando a língua entre os lábios, umedecendo-os pela respiração ofegante, aplicando mais força em seu quadril carente pelo toque íntimo.

Taehyung soltava gemidos baixos e roucos em seu ouvido, beijando o pedaço de pele que encontrava o arrancando um sorriso, afinal, ele era extremamente carinhoso até naquele momento.

Voltando a deitar, Taehyung entregou o controle para Jeongguk, apertando seu bumbum para descontar o prazer sentido pelos olhos assistindo os volumes em suas calças se esfregando. O moreno não estava diferente, colocando seu peso sobre o dele para que a fricção ficasse mais forte a cada segundo. Estava vendo estrelas.

Ambos ainda não conheciam o corpo um do outro, estavam fazendo aquilo juntos e com toda a libido e energia e calor do momento, não puderam controlar o limite chegando os fazendo grunhir alto parando de se mover um contra o outro lentamente.

Taehyung sentia seu cabelo grudando na nuca e testa, respirando irregularmente no pescoço alvo e marcado com seus beijos. Jeongguk mantinha os olhos fechados no tempo em que os arrepios passeavam por todo o seu corpo e abaixo do quadril ele sentia uma explosão prazerosa deixando sua mente em branco e as pernas amolecidas.

Ele tinha conhecimento do que era aquele prazer que havia escorrido e melecado suas vestes, do calor se amenizando nas bochechas ferventes e na sonolência cobrindo seu corpo como um manto relaxante, seus braços continuavam ao redor dos ombros do príncipe que lhe proporcionou a solução para a onda de calor que vinha causando noites mal dormidas e pensamentos sem vergonhas, somente nunca esperou poder conhecer aquilo em liberdade.

Sorriu, se afastando para capturar os lábios do outro com carinho e gratidão. Havia adorado conhecer e registrar mais uma lembrança boa com ele, desejando novos momentos de treinamento, sendo a desculpa perfeita para grudar e esfregar seus corpos.

- Como você se sente, meu anjo? - Taehyung tombou levemente a cabeça para o lado, liberando o espaço para que o homem por quem era apaixonado tivesse acesso ao seu pescoço. Soprou um riso com o nariz redondo lhe farejando antes de distribuir diversos selares ali.

- Eu adorei criar um clima com você, príncipe!

O mais velho sorriu por vê-lo mudar tão rapidamente e voltar a agir de forma fofa, abraçando o tronco nu o deitando ao seu lado, beijando por todo o rosto do seu homem.

- Eu também. - passou a mão sob os fios úmidos de suor, desgrudando-o da pele. - Precisamos tomar um banho.

- Ah não, hyung! - Ggukie jogou uma perna sobre seu quadril, aproximando até conseguir grudar o tronco no dele em um abraço desesperado. - Vamos ficar assim só mais um pouquinho...

- Só mais um pouquinho então...

A temperatura ainda elevada após o momento de prazer e o conforto que a companhia e o abraço trouxe, silenciou o jovem casal em um sono profundo. No entanto, ao final da madrugada, uma lembrança em forma de sonho frio e ruim perturbava o homem coelho.

"Jeongguk percebeu que estava naquele quarto pequeno e fechado e escuro, seu corpo tremelicava de frio, encolhido entre as roupas do corpo sobre o fino colchão, buscando uma pequena faísca de calor. Ouviu a porta de ferro se abrir com um ranger agudo e o tutor se aproximou, conhecia o mau cheiro e a risada assustadora.

- Você vai para um lugar bem legal hoje... - sentiu as mãos sujas o puxarem para fora do colchão. O corpo enfraquecido cedendo de joelhos no chão congelante. - acho que posso faturar mais com você, aumentar a linha de produção... - Seu sorriso era perverso. - e vai me proporcionar isso, não vai? Seu cio está próximo, vai voltar e parir outro híbrido puro para a diversão dos meus clientes!

Naquele dia, lembrava-se que conseguiu fugir do mercado escondido em uma vila de periferia e pedir por ajuda, porém, nenhum humano conseguiu lhe salvar, pois não ousaram enfrentar os capangas armados que conseguiram o capturar novamente. Naquele período delicado, ele não sentiu calor, somente frio."

Abrindo os olhos assustados, Jeongguk esfregou as mãos pelos próprios braços arrepiados e gélidos. Se movendo pela cama, não encontrou o príncipe e desnorteado pelo recente sono, sentou à sua procura, suspirando aliviado ao vê-lo deixando o banheiro e vindo em sua direção com o semblante preocupado.

- Meu amor, estava tendo um pesadelo? Não sabia se poderia te acordar tão de repente. - tocou seu rosto do carinho.

- Estava, mas já passou, príncipe. - sorriu pequeno, aquecido com o gesto.

No entanto, com as orelhas bem esticadas e rabinho pomposo se agitando, não deixou de aproveitar a oportunidade de grudar seus rosto na barriga quente e ainda descoberta dele, abraçando sua cintura - pela diferença de altura de suas posições - e farejar o cheiro de morangos e chuva com um pouquinho de suor. Se arrepiou com as lembranças do que fizeram brincando em sua mente.

- Fico feliz, querido. - carinhoso, Taehyung afagou seus cabelos negros e se inclinou para beijar sua testa. - Eu liguei o chuveiro, a água está quentinha. - Ao se afastar, apontou para o banheiro de luz acesa e a porta aberta. - Tome um banho para relaxar primeiro, eu vou buscar um lanche.

- Está bem. - sem resistência, o coelho pulou para o cômodo abafado assistindo o vapor umedecendo as paredes e o vidro do box. Os ombros caindo em contentamento e a esperada sensação de preguiça com o corpo limpo, retirou as peças de baixo e se colocou sob a água quente.

Quando deixou o pequeno cômodo secando as pontas do cabelo que não escapou dos respingos de água, sorrindo de forma boba e apaixonada com a atitude dele em buscar um pijama e toalha macia e cheirosa, encontrou o príncipe lhe esperando sentado na cama, uma bandeja com suas canecas fumegantes e alguns biscoitos de chocolate entre elas, ele sorriu se levantando.

- Pode se servir, vou tomar um banho também. - Assistiu-o passar por si e um biquinho surgiu em seus lábios, terminando o caminho até a cama. Seu príncipe cobriria o tronco com uma peça de roupa outra vez, não achava aquilo agradável para suas vontades de homem e coelho.

Chacoalhando a cabeça afastando os pensamentos sem vergonhas, direcionou seu foco para o lanche preparado por ele e sentou com cuidado, cruzando as pernas de frente para um dos lados da bandeja de ferro, esperando pacientemente que deixasse o banheiro e compartilhasse aquele momento da madrugada consigo.

O Kim não se demorou, saindo do banheiro com uma toalha de rosto contornando os ombros, secando com uma das pontas o que foi molhado do cabelo castanho.

- Estava te esperando, TaeTae!

- Esperando por mim? - Ele sorriu alegre, sentando do seu lado oposto. - Obrigado, Ggukie. Vamos comer!

O lanche foi rápido e os manteve quentinhos e satisfeitos. Taehyung não permitiu a preguiça de dominá-los, empurrando o moreno pelos ombros novamente até o banheiro, onde escovaram os dentes e se infiltraram nas cobertas após arrumar a cama, tão confortáveis que ao serem pegajosos como o habitual, dormiram profundamente.

[🌃]

A manhã seguinte era motivo de alegria para a Dona Byeol, que poderia receber mimar seus moleques com seus petiscos preferidos e receber em troca suas companhias. Sendo a sua rotina há anos, levantou cedo e preparou o café da manhã, em seguida, calçou as botas amarelas de borracha e colheu de sua horta todos os legumes frescos e temperos que usaria para o almoço naquele dia, para deixá-los de molho na água, entretanto, não ousou ir acordar seus meninos como era acostumada.

Na madrugada anterior conseguiu ouvir ruídos e barulhos, e tirando de seus pensamentos todas as possibilidades do que poderia ter sido a causa, ficou somente imaginando que eles se divertiram em seu encontro e estariam cansados aproveitando o dia para dormir até tarde.

Mas que ela estava curiosa... estava.

E precisaria ter uma conversa séria com os dois pombinhos se suas suspeitas fossem confirmadas.

Horas mais tarde, batia o pé constantemente contra o chão, pois sabia ter acertado sua intuição de mãe, assistindo os moleques envergonhados se esquivando de suas perguntas e dando a desculpa do tempo ensolarado fugindo para a área de lazer.

Guardou sua conversa para outra ocasião, porém eles não escapariam de si facilmente.

Sentados à mesa de mármore da churrasqueira, com os bancos grudados um no outro, Taehyung mantinha um dos braços contornando a cintura alheia - que descobriu ser uma de suas partes favoritas, sendo o motivo de sua adoração desde que havia visto na noite anterior - sorrindo abobado sendo alimentado com um pão de queijo pelo homem coelho. Esse que não ficava atrás, manhoso, roubava selinhos estalados e deixava seu pescoço a mostra somente para sentir os arrepios bons com o nariz alheio buscando seu cheiro e lhe acariciando a pele com beijos, trazendo um sorriso de dentes avantajados permanentemente para seus lábios.

Nenhum dos dois sentia-se satisfeito, pois durante a semana mal puderam estar juntos para aproveitar a companhia um do outro, estiveram focados nos trabalhos, e após o date e todo o clima que construíram, os toques e beijos apenas melhoraram, se tornaram mais molhados e intensos e pegajosos.

Ainda que estivessem envergonhados sob o olhar analítico e desconfiado de Noona Byun.

- Estava pensando... - começou o acastanhado, apoiando o queixo sobre a mão livre e o cotovelo na mesa. - Essa semana finalmente acabou com tudo em ordem, o que você acha de convidarmos os hyungs para aproveitar a piscina?

- É uma ótima ideia, hyung! - Os lábios do coelho estremeceram, pois se os hyungs viessem, não teria tempo de se encher de coragem para contar ao príncipe sobre o que vinha enchendo seus pensamentos de nós.

- Certo! Vou chamá-los então! - O Kim se remexeu animado sobre o banco, desbloqueando a tela do celular.

- Hyung? - a voz baixa chamou sua atenção, fazendo-o levar os olhos da tela para o anjo novamente, franzindo o cenho confuso com o sorriso de outrora escondido entre os lábios vermelhinhos. - Tem alguns dias que eu queria te contar uma coisa, é sobre a moça da recepção, eu ouvi...

Sendo interrompidos, o celular do Kim começou a vibrar em sua mão, após uma mensagem com um pedido de urgência de Namjoon.

- Fale primeiro, Ggukie. - Apesar da leitura de confirmação da mensagem, os olhos de mel focaram-se em seu amor.

- N-Não tem problema hyung, pode atender o primo primeiro! Deve ser algo importante!

- Tudo bem... - Seu dedo deslizou rapidamente pela tela, clicando no ícone de viva-voz para que Jeongguk também pudesse ouvir. - Primo? Está tudo bem?

- Primo, você está com o Ggukie? Eu estava tentando falar com vocês desde ontem, mas nossos filhotes também precisaram de atenção em casa. Nós temos um novo problema.

- Pode falar, primo, está no viva-voz. - A voz rouca e afetada cortou os poucos segundos de silêncio que se seguiram após a fala do gato selvagem.

- Precisamos de uma estratégia para acelerar o processo de investigação, eu e o Jin recorremos, mas até sair a análise da proposta, a prefeitura aprovou uma ordem de que os tutores podem tentar recuperar legalmente os híbridos resgatados até três meses.

- Não é possível... - Jeongguk ofegou ao lado de seu hyung, segurando e apertando a mão dele desesperadamente.

- Vamos nos reunir no meu escritório aqui em casa. Tenho todas as informações possíveis que podem nos ajudar, primo.

- Tudo bem, estamos indo.

Encerrada a ligação, os mais novos encontraram seus olhares, um sem saber o que dizer ao outro durante intermináveis segundos.

- São muitos híbridos, TaeTae... eles podem não conseguir ser salvos outra vez... - Jeongguk teve o corpo contornado pelos braços do príncipe, protegendo-o do medo que assolou sua estrutura.

- Não vamos permitir que isso aconteça, meu anjo, confie em mim.

- Eu confio.

Consolados pela promessa, outras palavras não foram necessárias. O garoto coelho havia se esquecido do que planejava contar ao príncipe, pois a preocupação tomou todo o seu pensamento, bem como o dele, que deixou o bom sabor da refeição de lado, engolindo de forma seca o último alimento praguejando sua comemoração precoce, para guiá-los até o escritório, reunindo o computador e os documentos que tinha para que pudessem encontrar uma estratégia e defender seu povo.

Só esperavam que tudo voltasse a ficar bem.

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Notas Finais

E então, o que acharam???

Estamos chegando na reta final e agora eu diria que só temos emoções atrás de emoções :3

Sinceramente, eu estou muito feliz que durante esses 6 anos ( sim, 6 anos contando um banimento e um recomeço, mdsss) eu tenha desenvolvido esses taekooks, fico quentinho por dentro! Assim como os Namjin, os Yoonmin e seus filhotinhos!

Logo logo parece que teremos novos papais na área hehe

Me perdoem os errinhos!

Até o próximo capítulo! Se cuidem direitinho! <333

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