Perdição

JIMIN ON.

Desde que terminamos a turnê tenho apenas uma coisa em mente... Chris logo estará aqui. Por uma obra do destino ela fez reservas no hotel de um grande amigo e vejo isso como uma oportunidade de surpreede-la.

- Vai Donghee me de as informações? - Peço a ele que me olha desconfiado.

- Park eu não sei não. - Ele anda de um lado a outro de seu escritório de braços cruzados. - Imagina a confusão que isso pode gerar. Se cai na mídia afeta não só a você mais ao meu hotel também.

- Serei discreto. - Digo fazendo minha melhor cara de "deixa por favor". - Ela não fará escândalos, é minha melhor amiga.

- Não sabia que estavam tão próximos, se bem que você vive falando da moça. - Ele para perto da grande janela e vira-se para mim me olhando como se tivesse descoberto algo incrível e mirabolante.

- Você parece bem mais interessado..... parece apaixonado. - Sinto uma pontada no estômago ao ouvir sua conclusão.

- Não diga bobagens. - Respondo de imediato. - Somos de fato muito próximos, mais não ultrapassamos a linha da amizade.

Ele volta a se sentar e faz uma chamada para sua secretária, solicitando as informações de Chris. Meu amigo me deixa sozinho por alguns instantes e logo retorna com o acesso ao quarto.

- As câmeras do corredor estão desligadas e nenhum funcionário está autorizado a ir até o andar no qual ela ficará.

- Mais quanto ao serviço de quarto? Não quero que ela tenha problemas quanto a isso.

- Já providenciei alguém de confiança para cuidar dela. A pessoa assinará um termo de sigilo sobre essa hóspede em particular e sobre todos que possam vir visita-la.... em outras palavras, você.

Suspiro aliviado e agradeço ao meu amigo.

- Ela será guiada direto ao quarto, se quiser já pode ir até o mesmo. - Ele diz e eu já me levanto pronto para fazer minha surpresa. - Juízo! - Grita ele antes que eu saia.

Pego o elevador e me dirijo ao andar. Não tenho problemas para entrar no grande quarto. Ali encontro todas as informações sobre a estadia dela. Logo a teria em meus braços. Me deito no sofá que fica próximo a cama e aguardo. Não demora muito e ouço alguém na porta e me posiciono para recebe-la com carinho. Assim que ela entra eu a enlaço e afundo meu rosto na curva de seu pescoço. A surpresa dela passa em segundos e logo a sinto corresponder meu abraço.

- Senti falta do seu cheiro. - Ela me pega de surpresa com essas palavras.

- E eu do seu. - Beijo seu pescoço e sinto seu corpo reagir. - Desculpa.... acho que fui longe demais.

- Está tudo bem. -Ela se afasta e coloca sua mala de mão no sofá. - Nem vou perguntar como conseguiu isso.

- O Ceo é meu amigo de infância.

- Eu amei a surpresa, mais tá faltando uma coisa. - Ela diz.

- O que? - Pergunto ansioso.

Ela não diz nada, apenas se aproxima de mim me abraça e deposita um beijo em meu rosto. Agora era o meu corpo que reagia ao seu toque.

- Isso. - Diz de forma simples.

Não tinha como não sorrir e me sentir especial. Queria permanecer naquele abraço para sempre, mais a realidade me chama e decido dar espaço a ela.

- Ficou aqui me esperando por muito tempo? - Ela pergunta andando pela suíte observando cada detalhe da mesma.

- Não muito e não foi nada fácil convencer meu amigo a me permitir fazer isso. - Respondo fazendo bico na intenção de faze-la me consolar.

- Que biquinho mais lindo. - Rebate ela com suas mãos em minhas bochechas.
Era um toque tão singelo, mais me fazia muito feliz.

De repente me pego pensando a quanto tempo esses pequenos gestos me enchem de tamanha alegria?
A resposta.... desde que a conheci.

- Por que me olhas assim? - Ela agora me pergunta já sentada no sofá e tirando os calçados em seguida é sua jaqueta a ser retirada. Não me dou conta que minha mente está divagando por caminhos tortuosos até que a vejo se aproximar e me dar um leve cutucão. - Ei Mochi! Perdeu a fala?

- Desculpa..... eu acho que você precisa de privacidade. - Estava envergonhado por estar pensando de forma tão saliente.

- Realmente preciso de um banho, contudo, não quero que vá embora. Se incomoda de me esperar um pouco? - Ela me pergunta de modo tão doce que não tive coragem de negar então apenas a observo pegar algumas peças em sua bagagem e adentrar no banheiro.
Me sento no sofá novamente me policiando para afastar qualquer pensamento malicioso.
Alguns minutos depois a vejo surgir em um shorts jeans, camiseta branca, cabelos molhados e meia nos pés, sorri feito bobo.

- Agora me conta as novidades. - Ela diz sentando-se ao meu lado.

Limpo a garganta antes de falar alguma coisa.

- Acho que a senhorita precisa se alimentar primeiro e depois colocamos nossa fofoca em dia, se bem que não há nada que eu já não tenha contado.

E era verdade. Eu dividia tudo com ela e ela dividia tudo comigo. Pedi algo para comer e passamos muito tempo conversando, as vezes assuntos aleatórios, como o fato curioso que aconteceu em sua escala em Dubai quando ela ganhou um "beijo" de um camelo que estava dentro do saguão do aeroporto e depois descobriu que era assim que um príncipe local escolhia as mulheres que queria em seu harém.
Em outros momentos falamos sobre como Yoongi havia se interessado por uma brasileira que estava no show de Londres e que sabíamos que era brasileira por causa da Bandeira que ela ostentava orgulhosa.

- Que príncipe folgado. Acha que pode ir te roubando assim de mim. - Disse em tom irônico, mais no fundo eu estava irritado.

- Foi difícil me livrar dele, mais eu jamais ficaria lá. Eu sou sua Mochi.... não se preocupe. - Paralisei diante de suas palavras. Estava deitado com a cabeça em suas pernas e pude ver que ela havia ficado vermelha com a própria resposta.

- Quer dizer então que o Guinho se apaixonou? - Ela muda de assunto e o apelido me chama a atenção.

- Guinho?

- Chamamos ele assim em terras brasileiras.

- Fofo. O coitado não está sabendo lidar com os próprios sentimentos.

- Ele aprende.... de tempo ao tempo.

Ficamos assim por um bom tempo até eu perceber que estava tarde.

- Preciso ir. Já está tarde e tenho certeza que você precisa descansar. Sua reunião é em dois dias e te conheço bem para saber que ainda acha que precisa melhorar alguma coisa, mesmo o projeto estando perfeito.

- Tenho em quem me espelhar. - Ela me olha com aqueles olhos expressivos.

Me acompanha até a porta e me encara.

- Te vejo amanhã? - Ela pergunta.

- Amanhã. - Respondo segurando sua mão.

Ela me abraça com tanta força que eu poderia jurar que não queria que eu fosse. Mais uma vez ela me beija no canto dos lábios e meu desejo só aumenta. Preciso de muita força de vontade para ir embora.

Chego em casa e tomo um banho frio, precisava acalmar meu corpo. Debaixo do chuveiro fico me questionando o por que ela mexe tanto comigo.
No dia seguinte combino de tomarmos um sorvete e para isso uso meu melhor disfarce.... boné, mascara e uma roupa simples.
Chris usava um vestido soltinho e tênis. Estava linda e com os cabelos presos. Nos encontramos numa sorveteria mais reservada e ali nos sentamos na varanda do segundo andar.

- Esta nervosa? - Pergunto ao ver como balança sua perna.

- Perdão. Fico muito ansiosa antes de apresentar um projeto, ainda mais para uma empresa desse porte.

- Eu entendo. Sei que vai se sair bem então apenas relaxe. - Digo sem perceber que minha mão estava em sua perna, acho que numa tentativa de faze-la se aquietar.
Chris sorri e coloca sua mão sobre a minha e assim ficamos até notarmos que o local estava ficando mais movimentado e esse tipo de contato não é muito comum aqui, pelo menos não em público.

- Se quiser voltamos para o hotel e você pratica a apresentação comigo. - Chris aceita e assim pagamos conta e seguimos até seu quarto. O hotel ficava apenas a algumas quadras, mas por segurança deixei ela ir andando e segui de carro.

- Por que demorou tanto? - Provoco assim que ela entra pela porta do quarto.

- Porque não tenho motor nas pernas. - Ela rebate me fazendo rir.

- Deixa eu pegar o material e já começamos a apresentação. - Me ajeito no sofá e a vejo seguir até sua mala de mão e pegar o seu notebook, algumas pastas e depois se ajeitar em uma cadeira a minha frente. Por algum motivo desconhecido por mim, ela resolve soltar os cabelos e quando os vi cair sobre seus ombros e realçar seu rosto me perdi. Num ato desesperado me vejo com minhas mãos sobre sua cintura e a puxo para meu colo. Nosso corpos se encaixam perfeitamente e o seu olhar penetrar no meu de uma maneira totalmente diferente.

- Mochi eu...

- Não diz nada, apenas me deixe te sentir.

Não deixo que fale mais nada. Dei fim ao espaço que existia entre nós. Esmago meus lábios contra os dela de forma afoita.

Deus....me perdi.... nos perdemos ali.

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