Consequência.
CHAE ON..
Depois do vexame do coquetel, meu tio fez questão de se retirar e levar minha prima consigo. Como sempre de alguma forma eu pagaria pelo revés que ele teve.
- Como Bang se atreve. Nunca fui tão humilhado.
- O senhor me prometeu que me casaria com ele. - Chaerin se comporta como uma criança mimada.
- Claro que prometeu.... só esqueceu de perguntar se ele queria. - Comento no impulso.
- Cala boca.
Acabo levando um tapa de meu tio por meu comentário.
- Você parece muito carojoso com minha pequena derrota. - Ele segura meu rosto e olha em meus olhos.
- Impressão sua tio.
- Acho bom, afinal minha derrota não vai ser nada boa para você e seu..... pequeno caso nojento.
Ele me solta e volta sua atenção a filha.
- Eu não acredito que agora irei ter que conviver todos os dias com essa estrangeira sem sal.
- Calma minha menina. Cuide de sua carreira e da parte que te cabe do plano que do resto cuido eu.
Eu sabia que esse "resto cuido eu" queria na verdade dizer que eu teria que fazer coisas que desaprovou novamente. Droga! Será que não terei paz?
Observo minha prima nos deixar a sós.
- Agora que ela saiu você vai começar a fazer algo por mim. Quero ele ocupado e mais uma coisa Chae, comece a "esquecer" dele nas coisas relacionadas ao BTS.
- Como assim? - Me faço de besta para ter certeza do que ele falou.
- É mesmo muito estúpido. Não compartilhe tudo com ele, mantenha ele as escuras quanto a coisas como, créditos em música, lançamentos lançamentos plataformas, créditos de shows.
- Por que isso?
- Você está fazendo perguntas demais. De onde eu venho, nos começamos a podar as ervas daninhas pelas beiradas até eliminar completamente o problema.
Deixo meu tio e me retiro o mais rápido possível. Seja lá oque for que ele esteja planejando vai acabar sobrando para mim.
CHRIS ON..
Eu estava realmente atarefada e cheia de compromissos, mais nada me afeta mais que ficar longe de Jimin. Parecia que quanto mais eu lotava os meus dias no intuito de que eles passassem mais rápido, o efeito era justamente o contrário. Tudo parecia estar lento demais.
Fiquei radiante quando ele me convidou para o MMA e mesmo não tendo um minuto para nós dois, estar perto dele já me bastava.
Durante sua breve viagem aos Estados Unidos meu trabalho na Bighit começou, eu ainda não podia dar total atenção a minhas novas obrigações, porém o lançamento da Samsung está caminhando com suas próprias pernas e já não necessita tanto de mim.
Recebi um convite do senhor Bang para ir conhecer minha sala na empresa e resolvi aceitar.
Acordei cedo, me banhei, vesti algo quente e confortável e parti para a empresa. O Lugar é bem grande. Logo que cheguei fui recebida por uma staff muito simpática que me mostrou tudo com calma.
- Venha comigo, o senhor Bang a espera em sua sala. - A segui sorrindo, estava feliz de verdade.
Assim que sou anunciada meu acesso é permitido e la está ele sentado em sua mesa de som, o que me deixou curiosa e fascinada.
- Chris entre por favor.
- Com licença senhor.
- Senhor está no céu e eu não sou tão velho assim. Me chame de Bang por favor.
Acabo sorrindo com sua fala e me sento a sua frente na cadeira que ele me indica.
- Então devo pressupor que aqui seja onde a mágica acontece? - Pergunto analisando o ambiente a minha volta.
- Em parte sim. Mais como deve imaginar te chamei aqui para tratarmos de negócios.
- Sim!
Ele abre uma gaveta e te tira lá de dentro uma pilha de papéis.
- Aqui estão ideias e mais ideias de roteiros de Runs e algumas histórias que futuramente quero transformar em webtoons e quem sabe histórias originais dos meninos, as famosas fanfics. Quero que você leia tudo e veja se pode utilizar alguma coisa. Você tem carta branca criar o que quiser. Confio no seu talento. - Ele me passa tudo e eu praticamente desapareço atrás daquela pilha de papéis.
- Isso aqui é bastante coisa né?!- Digo rindo.
- Deixe-me chamar alguém para ajudar a levar isso tudo. Ainda está no hotel?
- Sim. Acho que só vou conseguir me mudar no início do ano.
- Sem problemas. Vou pedir que a levem em casa, assim fica mais fácil.
Me despeço de meu chefe e volto a caminhar pelos corredores. Para meu completo azar acabo esbarrando em Chaerin.
- Aí que nojo hoje encostou em mim.
- Perdão, não te vi. - De fato não tinha visto ela pois estava prestando atenção um dos roteiros que Bang havia me dado.
- Calada. Sua voz me irrita, assim como sua presença.
- Só lamento por você. Já disse que vai ter que lidar com isso. - Respondo bem humorada.
- Não sei qual foi o feitiço que usou no Jimin, mais isso logo vai acabar.
Começo a rir dela.
- Cuidado, posso resolver usar algo em você também.
- Você é muito vulgar. Acha que pode medir forças comigo? Meu pai é praticamente dono disso tudo.
- Com todo respeito, não sou eu que ando me esfregando em quem nem liga para a minha existência e até onde eu sei, seu pai tem apenas 20% das ações da empresa. Acho que alguém pulou as aulas de matemática.
Vi o ódio nos olhos dela e automaticamente meu rosto queimou e ardeu com o tapa que ela me deu. Levei a mão ao local e percebi que sangrava.
- Vai sua vadia, continua, cadê sua pose? - Chaerin mostrou a palma da mão e riu quando eu percebi o que ela havia feito. Eu estava em choque com a atitude dela e nada fiz. A vejo erguer a mão mais uma vez porém o impacto não vem.
- O que pensa que esta fazendo? - A voz de Bang ecoa por todo o corredor.
- Senhor... eu.... ela me provocou. - Chaerin começa a se defender.
- Eu vi muito bem oque você fez e saiba que virar o anel desse jeito para machucar o outro é uma agressão agravada e intencional. Você sabia que iria machucar.
- O senhor não entende, Jimin deveria estar comigo. Somos a realeza, mais ele prefere se misturar com isso.
- Já chega! A partir desse momento você está dispensada de suas funções. Passe no setor de recursos humanos e deixe as dependências da minha empresa.
Meus olhos se arregalaram tanto quanto os dela.
- Nao pode fazer isso, eu sou o melhor trainee que você tem. Meu pai vai..
- Seu pai vai ter muito o que explicar as autoridades quando eu entregar as imagens de você agredindo deliberadamente uma funcionária da minha empresa. Vá antes que eu perca a pouca paciência que me resta.
Meu chefe tomou meu rosto entre suas mãos e analisou o pequeno corte.
- Vamos ao hospital. Preciso documentar isso para que não volte a acontecer no futuro.
Não discuti com ele apenas obedeci. Acabei levando dois pequenos pontos próximo a maçã do rosto, nada que vá me prejudicar no futuro.
Hoje dia 31 de dezembro fazem dois dias do ocorrido e meu rosto está roxo no local e dolorido. Estou sendo sufocada pela saudade que sinto do meu Jimin.
Passei o dia analisando roteiros e quando me dou conta já anoiteceu e tudo que desejo é um banho.
Deixo a água escorrer por entre meus cabelos e corpo afim de relaxar. Sinto um par de mãos em mim e não preciso me virar para saber a quem pertencem. Sou virada para si e encaixo meus lábios nos dele, seu perfume me embriaga completamente. O doido entrou de roupa e tudo no chuveiro. Sorrio entre nosso ósculo e retribuo todo o desejo com o qual ele me toca. Nos separamos quando não há mais ar em nossos pulmões e só então Jimin olha em meus olhos e analisa meu rosto. Imediatamente levando a mão ao meu recente machucado.
Sua expressão muda completamente.
- Quem fez isso?
- Não se preocupe, já resolvemos...
- Amor! Quem foi que fez isso com você?
- Chaerin.
- Aquela... eu não acredito. - Jimin sai de dentro do Box do chuveiro furioso.
- Espera! Não pode sair por aí assim todo encharcado. Além do mais o Bang demitiu ela já e eu estou bem.
- Isso não pode se resolver só com uma demissão, não é justo.
- Droga Park Jimin me escute.... estamos a quase dois meses sem poder namorar direito, sem que possamos sentir o sabor de nossos beijos, não deixe isso estragar um dos únicos momentos que temos para nós dois. Já disse que estou bem, da pra você parar de ser um cabeça dura e vir me amar como eu mereço?
Nesse momento meu namorado me encara e percebe que estamos ambos parados no meio da sala e que estou sem roupa ou toalha alguma.
- Vai ficar resfriada se continuar aí sem nada. - Ainda tinha raiva em seu rosto mais suas feições já não estavam mais tão severas.
- Vem me aquecer então. - Provoco um pouco.
- Só se você me prometer que vamos conversar sobre o que aconteceu depois. - Abro um imenso sorriso e logo me vejo nos braços do meu Mochi.
Ele me pega em seu colo e volta a me beijar, sinto novamente a água quente do chuveiro sobre minha pele e sei que voltamos para onde tudo começou.
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