Capítulo 8.
Meg...
Acordei com meu corpo nu enrolado em lençóis de seda, sentia a cabeça latejar levemente devido a bebida forte da noite anterior, não tive vontade de abrir os olhos pois, ainda os sentia pesados, me remexi na cama enorme sabendo que estava sozinha, o homem que havia me proporcionado a melhor transas da sua vida tinha ido embora.
Lentamente abri meus olhos, pisquei várias vezes, o quarto ainda estava escuro, virando para a janela vi que estava amanhecendo, pois os primeiros raios de sol despontava no horizonte. Embora ainda fosse cedo resolvi me levantar, Ellen devia está preocupada já que não lhe dei notícias a noite toda e tinha encontrado o cretino recentemente, Ellen ficou um pouco paranoica desde que ele me abordou na saída da boate na semana passada, fora o fato de que sai de casa dizendo que ia me divertir até não sentir mais as pernas e não lembrar meu nome, bom a parte das pernaspllll quase foi verdade, pois ainda as sentia levemente bambas e dormentes, uma pena que ele já tivesse ido embora, não que fosse surpresa era só sexo casual.
“E mesmo que não fosse, com minha sorte...”
Sentei me na cama segurando o lençol com uma das mãos, coloquei as pernas para fora da cama e estiquei a mão até o móvel na cabeceira dessa para pegar a bolsa e poder mandar mensagem para Ellen dizendo que estava bem e que chegaria em casa em breve. Mas, minha mão tocou em algo que não era a bolsa, virei o rosto que ate agora observava o horizonte e vi um envelope com um bilhete em cima, liguei o abajur e peguei o bilhete, reli o papel incrédula com as palavras ali escritas.
Foi uma noite muito incrível, desfrute da suíte, ela já está paga.
Espero que a quantia seja o suficiente.
Não definimos preço, mas, deixei uma boa quantidade pela noite.
Passar bem.
Depois de chorar, esbravejar e me sentir humilhada em resolvi sair daquele quarto precisava ir para longe daquele lugar, chamei um táxi enquanto me encaminhava dali para fora, esperei o táxi ao lado da porta do hotel e ele chegou em 5 minutos, entrei, informei meu endereço e vi a taxista olhando para mim.
- Noite difícil? - Perguntou gentilmente.
- Nem imagina, o príncipe virou sapo. – “Novamente" completei mentalmente.
- Entendo. – Foi tudo que ela falou.
Bem pelo visto descobri seu defeito é um riquinho idiota, cafajeste e escroto de merda que acha que compra as pessoas com seu dinheiro, e pensar que eu deixar aquele idiota comer minha bunda. Mas, se um dia eu voltar a encontrar com ele vou esfregar esse dinheiro na sua cara e se possível lhe enfiar no traseiro.
Fiz o restante do trajeto em silêncio, fechei os olhos e imagens da noite anterior invadiram minha mente com uma rapidez sem tamanho, senti meu corpo reagir a lembrança e fiquei com raiva de mim mesma por sentir isso. Balancei a cabeça para afastar esses pensamentos.
Eu começo a achar que é praga do Nathan, eu parti o coração dele e demorou muito pra ele se reerguer, enquanto eu só encontro embustes ou cafajeste em minha vida e o Patrick que foi o pior de todos.
Me arrepiei só de pensar naquele homem que tanto me machucou. Quando cheguei em casa graças aos deuses Ellen ainda dormia, não queria ter que lhe explicar como foi a noite naquele momento. Deixei um recado para ela na lousa na geladeira, fui para o quarto, me livrei das roupas, tomei banho, vesti uma camisola confortável da mulher Maravilha e cai na cama.
**
Meg...
- Finalmente a bela adormecida acordou. – Ellen falou ironicamente quando sai do quarto depois do meio dia ainda de camisola.
- Bom dia para você também. – Eu precisava de café. – Me desculpe não ter avisado nada ontem.
- Ainda bem que você sabe que foi errado. – Disse me olhando caminhar até a cafeteira. – Você vai tomar café?
- Sim eu preciso, nem precisa me olhar surpresa assim.
Ellen ergueu uma sobrancelha e me analisou eu sabia que teria de explicar tudo, não gosto de café e apenas tomo quanto estou muito nervosa ou chateada.
- Você sabe que vai me contar né? – Ele disse mexendo a panela com o que aparentemente era o nosso almoço. – Mas antes tenho um recado pra você ligaram da Green Entretenimento. – Nesse momento eu a olhei com o coração disparado quase me engasgando com o café quente. – O cargo se roteirista assistente é seu, você precisa está lá amanhã às 09 horas.
- EU NÃO ACREDITO. – Gritei colocando a xícara com força sobre o balcão e correndo para abraçar minha amiga. – Meu Deus eu nem acredito, finalmente uma notícia boa.
- Sim, sim. Estou muito feliz por você. – Ela me abraçou de volta. – Você vai crescer nesse emprego vai ver.
Depois que o almoço estava pronto nos sentamos para comer e o olhar inquisitivo de Ellen deixava claro que eu deveria começar a falar, e foi o que eu fiz, contei tudo o que tinha acontecido enquanto comemorava meu novo emprego com macarrão. Me levantei e peguei o envelope para lhe mostrar a quantia absurda.
- E o que você pretende fazer com esse dinheiro?
- Devolver.
- Mas, você nem sequer sabe o nome dele.
- Não importa, um dia eu encontro ele.
- Você sabe que com esse dinheiro podia bancar a publicação e parte da divulgação do seu livro né?
- Sei, mas não vou tocar nesse dinheiro. - Fiz uma careta olhando para o envelope.
- Tudo bem eu lhe entendo.
Passamos o resto do final de semana em casa, acordei cedo na segunda feira e fui animada para a academia, coisa que nunca acontecia, depois de voltar tomei um banho frio, vesti uma calça social preta e uma blusa branca de mangas compridas e um detalhe no pescoço, coloquei sapatos de salto preto com a parte de baixo rosa, fui até a cozinha tomei meu café da manhã, escovei os dentes, peguei a bolsa e sai, Ellen ainda dormia, hoje a noite ela iria trabalhar em um ensaio de uma revista.
A sede da Green entretenimento é um lugar amplo e bonito, o prédio a alto e com a fachada em vidro, mas imediações da pra vê estúdios que usam como locação para vários programas, quando se identificou na recepção foi encaminhada ao RH.
- Você vai trabalhar diretamente com o senhor Jackson Carter, auxiliando ele em seus projetos.
- Sim senhora.
A mulher me entregou vários papéis e mandou que encontrasse ele no 27 andar onde estava sendo gravado um programa de auditório que o senhor Carter comandava. Peguei meu novo crachá e me encaminhei para o lugar indicado. Fiquei esperando enquanto Jackson conversava com algumas pessoas. Ele era um homem alto, bonito, sua barba possuía alguns cabelos brancos, seus olhos negros, sua pele escura, vestia calça social preta e camisa azul, ele era imponente.
Jackson Carter.
- Bom dia você deve ser a senhorita Taylor. – Ele disse assim que se aproximou.
- Sim senhor Carter, pode me chamar de Meg.
- Então me chame de Jackson. – Ele me deu um sorriso gentil. – Vamos vou lhe por pra trabalhar agora o último de deixou de repente.
Me levou até sua sala, onde me apresentou os trabalhos que eu iria supervisionar, entre eles uma nova serie policial que já estava em andamento era o principal, eu tinha que me integrar dos episódios já gravados e começar a trabalhar no roteiro dos dois seguintes. Ocupei minha mesa na sala ao lado da sua ligada a está por uma porta e me pus a trabalhar. Sai de lá depois das 19 horas com dor de cabeça, mas estava tudo revisado. E já tinha iniciado o novo episódio.
**
Apesar de pegado o bonde andando Meg conseguiu se adaptar bem ao trabalho, a série era instigante e desafiadora, na primeira semana já estava tão atolada de trabalho que sequer saiu com os amigos no fim de semana, só sábado a noite todos se reuniram em sua casa para comemorarem o novo emprego em grande estilo.
Estava tão entretida em seu trabalho que nem sequer percebeu o tempo passar e uma semana virou mês, um mês virou dois, era seu trabalho preferido até então, sentia-se muito bem, terminou de escrever livro e já estava compilando ideias para uma sequência. Um dia enquanto analisava o roteiro do último episódio da série fazendo algumas alterações Jackson entrou em sua sala com um papel nas mãos.
- Você é boa assim escrevendo outras coisas também? – Ele perguntou abanando o roteiro do novo filme da emissora que ele pediu apenas um esboço ideias, mas ela apresentou o primeiro ato inteiro.
- Eu me empolguei enquanto escrevia. – Disse quase como uma desculpa. – Quanto à minha habilidade escrita você pode analisar lendo os 5 primeiros capítulos do meu livro.
- Você terminou? – Ela assentiu. – Claro que eu leio.
- Não vou esperar você falar duas vezes. – Pegou uma pasta na segunda gaveta da sua mesa e entregou ao homem a sua frente.
Quando ele saiu voltou ao trabalho, mas dessa vez com um grande sorriso nos lábios, anotava ter o trabalho de conhecido. Mais tarde naquela dia quando chegou em casa viu a placa na porta de fora que avisava que Ellen não estava sozinha ela finalmente teria saído com o carinha vivia dando em cima dela. Meg achou que ela fosse amarelar novamente, mas dessa vez não, foi até o apartamento de Natalie que não atendeu, provavelmente não estava em casa era noite de apresentação de coleção nova. Pegou o celular e ligou para Iam que atendeu no terceiro toque.
Ligação on*
- Me diz que você está em casa e sozinho.
- Oi pra você também Meg. – Ele disse fingindo magoa. – Vai fala.
- Então, Ellen está acompanhada, então não posso entrar em casa se não quiser ouvir gemidos e eu estou exausta.
- Claro que pode vir pra cá. Estou preparando lasanha.
- Ótimo. Já pedi o táxi.
*Ligação off*
Pegou o táxi e se dirigiu para ao apartamento de Iam, o caminho foi curto e silencioso do jeito que ela gosta. Chegando lá subiu direto, os porteiros nem perguntavam mais quando viam ela pus as outras ali.
- Oi sumida. – Essa foi a saudação dele ao abrir a porta.
- Oi meu bem. – Disse o abraçando. – Eu sei que andei distante tô cheia de trabalho, não que eu esteja reclamando.
- Eu sei que não. – Deu passagem para ela entrar. – Então por pouco o nosso jantar não é pizza.
- Você queimou a lasanha? – Não se admirava, era comum dele fazer esse tipo de coisa.
- Quase.
- Típico. – Começou a caminhar em direção ao quarto dele. – Eu preciso de um banho já volto e vou pegar uma roupa sua, tá bom? – Disse com cara de súplica e rio.
- Sua sorte que minhas calças de moletom são frouxa se não num cabia nessa sua bunda.
- Quanta falta de elegância. – Falou sorrindo e já entrando no quarto.
Comeram e não é que a lasanha está boa, conversaram até tarde, depois ela se aconchegou para dormir no sofá, as vezes dormiam na mesma cama, mas precisava descansar e Iam se mexe muito enquanto dorme.
**
Meg...
- A senhorita poderia por obséquio me dizer por que não me mostrou isso antes? - Jackson perguntou com cara de bravo entrando na minha sala na segunda feira seguinte.
- Então você gostou. – Estava ansiosa.
- Não eu não gostei, por que me deu vontade de ler mais e você só me entregou 5 capítulos, você é ardilosa. – Ele tinha um sorriso nos lábios. – Mas escreve muito bem.
- Que bom que gostou. – Me senti muito comigo mesma.
- Mas, sério por que não me mostrou antes?
- Por que trabalho aqui a menos de três meses e não quis parecer aproveitadora talvez. – Me levantei ficando a sua frente. – Mas, eu tinha ele comigo a uns três dias pensando em lhe mostrar, mas não sabia como abordar o assunto.
Ele parece se dar bem com a chefona, então se por acaso me indicasse a ela esta me passasse para a editora da Corporação Green eu estou feita, a cláusula de não competição termina em breve, para Meg, deixe de sonhar. – A parte sensata da minha mente me trouxe a realidade no momento em que Jackson chamava minha atenção.
- Desculpe o que dizia?
- Que eu tomei a liberdade de enviar uma cópia do material que você me passou para a Grace. – Ele falou na maior naturalidade e eu só consegui esbugalhar os olhos.
- Grace, tipo Grace Green? A chefe? – Não conseguia coordenar meus pensamentos. – Mas, esse material nem está revisado, lhe mostrei por que lhe considero um amigo, mas mandar pra ela. Caralho.
- Ei, ei. Calma, me desculpa eu não sabia, se serve de consolo não encontrei muitos defeitos então achei que já estivesse revisado. – Ele tocou meus ombros me fazendo lhe olhar. – Me desculpa mesmo eu não devia ter feito isso, não tinha esse direito, devia ter falado com você antes e não passado por cima de você, queria te fazer uma surpresa.
- Tudo bem, é só que eu fui pega de surpresa. – Tentei me acalmar, a final de contas talvez ela nem lesse mesmo não é? – Você teve boas intenções.
- De boas intenções o inferno está cheio. – Rimos.
- Ainda assim, obrigada pela tentativa de ajuda.
- Não tem de que. – Ele parou de falar por um instante antes de continuar. – Você é realmente muito boa, tem futuro.
- Obrigada de verdade. – O abracei apertado.
- É a verdade. – Ele disse quando nos separamos.
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Meg está gostando do emprego novo, parece se dar bem com o chefe.
Será que Grace vai ler o material de Meg?
Vote e comente. 😊
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