Capítulo 75
Henry...
Com toda a certeza do mundo a melhor parte da organização de um casamento é experimentar as comidas, mas o difícil é escolher entre tantas opções maravilhosas. Estamos a mais de meia hora experimentando pratos para servir no jantar e depois ainda vamos provar os bolos, resumindo, talvez terminamos o dia no hospital de tanto comer. Mas, não importa issoé muito divertido e saboroso, escolher tecidos, guardanapos e flores é chato e nós fizemos isso sem entusiasmo, mas a parte do buffet é ótimo.
- Eu gostei muito do salmão. – Meg falou depois de um tempo encarando os pratos sobre a mesa. – Essa pode ser a nossa opção de peixe. - Disse levantando os olhos em minha direção.
- Concordo e para a opção de carne que tal o carré? – Eu realmente amei o carré, tanto que comi a porção quase inteira. - Está divino.
- Concordo realmente está ótimo.
- Ótimo. – Falou a chef que comandava a cozinha do buffet contratado. – E quando a opção vegana? – Perguntou depois de anotar as nossas decisões.
- O tabule. – Falamos ao mesmo tempo e rimos em seguida. -
- Ele está incrível. - Meg acrescentou e eu concordei.
- Temos os pratos principais então. – Ela falou terminando de anotar. – Uma das opções de entrada é o bife Wellington certo? – Ela perguntou estranhando tal prato usado como entrada.
- Sim. – Falamos ao mesmo tempo.
- É importante para nós. – Meg falou sorrindo quando nossos olhares se encontraram, tinha se tornado mesmo, era como se fosse a nossa comida, pois foi o que Meg fez na primeira vez que cozinhou pra mim.
- Entendo. – A mulher nos olhou e depois suspirou sorrindo. – E quanto as outras opções?
- O falafel e a vieira. – Meg falou e eu concordei.
- Sem dúvida. - Acrescentei.
- Então isso é tudo. Já temos os acompanhamentos e os canapés. – Ela conferiu a lista no tablet em suas mãos. - Finalizamos as escolhas.
- Muito obrigada pelo seu tempo. – Falei me levantando.
- Eu que agradeço. – A mulher sorriu. – Felicidades a vocês.
- Obrigada. – Falamos e ela saiu de volta a cozinha.
- O bolo agora? – Meg perguntou para a Cerimonialista que assentiu. – Melhor parte. – Ela abriu um lindo sorriso.
Sorri do jeito que ela falou e entrelacei nossas mãos, nos conduzindo para fora do lugar.
A confeitaria responsável pelo bolo e doces da festa era uma das mais antigas e tradicionais de Londres, e certamente uma das melhores de todo o Reino Unido, localizada em um belo prédio de pedra no centro da cidade cuja construção remonta de antes da revolução industrial. Em algum momento no início do século 20 a família Geller comprou o lugar e montou uma pequena confeitaria, que um século depois seria referência no ramo em todo o reino unido. Minha mãe fez o seu bolo de casamento aqui, e até hoje tem a senhora Geller em grande estima.
- Esse lugar é um sonho. – Meg falou olhando em volta ao passarmos pela porta.
- Sim, da vontade de comer tudo. – Falei sorrindo, minha mãe não deixava eu e Grace vir aqui quando éramos crianças por que sempre acabávamos comendo demais.
- Henry, menino. – A senhora Geller veio nos receber com um sorriso. – Que bom vê-lo aqui, ainda mais em um momento tão especial. – Ela olhou pra minha noiva. – Menina você é muito linda. - Meg agradeceu e sorrio. - Venham, mandei o Bart preparar uma amostra pra vocês. – Bart é o filho do meio que ajuda os pais na confeitaria, sua irmã mais velha trabalha com John na agência e a mais nova deve estar na faculdade pela idade.
Ela nos conduziu até uma mesa afastada que tinha várias opções de bolo e recheio. Depois do terceiro bolo eu já não sabia mais diferenciar os gostos, parecia um melhor que o outro, menos um com recheio de ameixa que estava beirando o ruim e me fez torcer o nariz.
- Eu não faço ideia. – Falei olhando para Meg que tinha uma expressão também confusa no rosto.
- Nem eu. Tem tantos bons. – Ela pegou novamente um pedaço voltando a provar um pouco. – Que tal a massa de nozes é um clássico.
- Deixa eu ver. – Comi um pouco do bolo que ela tinha nas mãos. – É gostoso.
- Nozes então. - Meg falou.
- E o recheio? – A senhora Geller perguntou.
- Chocolate? – Arrisquei.
- Chocolate nunca é demais. – Meg concordou.
- Bolo escolhido então.
Decidimos ainda os docinhos e bombons que serão servidos na recepção, Bart ainda quis saber sobre a decoração do bolo, mas deixamos em suas mãos. Ainda falamos com a Cerimonialista sobre alguns detalhes, horário, trajeto, decoração, a ordem de entrada e repassamos a disposição das mesas.
- Eu quero tulipas. – Meg disse irredutível. – São minhas flores preferidas.
- Tudo bem. – A mulher anotou. – Tudo em vermelho, rosa e branco? - A mulher quis confirmar.
- Sim. – Meg respondeu.
-Certo, então por hoje é só. – Ela se levantou. – Se precisar entrarei em contado.
Assentimos e nos levantando saindo da confeitaria depois de nos despedirmos dos Geller. Entramos no carro e ela se recostou no banco fechando os olhos visivelmente cansada, de modo que nem percebeu o caminho que eu havia tomado.
- Por que você parou? – Ela enfim abriu os olhos ciente de que não tinha dado tempo de chegar em casa.
- Precisamos de alianças. – Falei o óbvio, até o momento não tínhamos comprado nossas alianças, vivíamos adiando e nas poucas vezes que olhamos não nos agradamos.
- Verdade se a gente não comprar logo chega no dia teremos que amarrar uma corda nos dedos. - Ela rio.
- Tão dramática. – Falei saindo do carro e dando a volta. – Mas, se fosse pra casar com você eu aceitava uma aliança de corda. – Falei me aproximando.
- Tão romântico o meu noivo. – Me beijou rapidamente.
Ela entrelaçou nossos dedos e caminhamos em direção a Graff, mesma loja onde comprei o colar que dei a ela no dia do baile da Glamour e o anel de noivado. O ambiente é bem iluminado e requintado.
- Senhor Green, senhorita Taylor. – Uma mulher sorridente nos cumprimenta animada. – Vieram comprar alianças? – Me perguntei se a mulher se lembrava de eu ter compro o anel de noivado nessa loja ou se ela é simplesmente uma pessoa que lê sites de fofoca.
- Sim viemos. – Falei gentilmente.
- Só um minuto. – Disse e sumiu atrás do balcão. Nos deixando a sós, Meg analisava admirada algumas joias e eu podia ver sua careta ao ver os preços. A vendedora voltou com duas bandejas azuis escuras acolchoada trazendo várias alianças.
- Esses são nossos modelos mais novos. – Ela explicou mostrando as alianças. – Todos os nossos modelos são exclusivos.
Olhamos por alguns minutos a procura de algo que nos agradasse. Eu já estava achando que não encontrariamod a aliança perfeita, até que Meg pegou uma aliança grande, grossa, em ouro rose com um padrão entrelaçado desenhado.
- Olha que linda. – Meg me mostrou a aliança. Coloquei na palma da mão analisando o círculo de ouro com cuidado, de fato era muito bonita.
Ela voltou sua atenção a bandeja pegando um círculo menor, também em ouro rose, diferente da outra aliança, essa era formada pelos padrões entrelaçados que na outra são apenas um detalhe. Ela a analisou dos dois lados, girou nos dedos.
- O que acha? – Me perguntou indecisa.
- Eu acho que elas são perfeitas. – Falei sorrindo e ela sorriu junto. – Ficamos com ela?
- Sim. - Falou animada.
- Ótima escolha. Vou colocar na caixa. – A vendedora disse recolhendo as alianças e saindo.
O celular de Meg fez barulho dentro da bolsa, ela pegou olhando para a tela e fazendo uma careta, respondeu e voltou a guardar o celular.
- Algum problema?
- Não, Natalie quer que eu vá experimentar o vestido, mas eu já fiz isso essa semana.
- Devem ser os últimos ajustes. – Falei.
- Assim espero.
Ela suspirou e eu a abracei de lado afagando sua cintura onde minha mão tocou e beijando seus cabelos, nosso casamento está próximo e eu não posso esperar por esse dia.
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Queria eu provar bolos e doces de casamento.
Esse capítulo foi mais curtinho que os outros, mas eu queria muito trazer ele.
No próximo teremos a despedida de solteira.
Até terça. 😘🥰
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