Capítulo 69.



Meg...

- Eu jurava que você ia querer um casamento na praia. – Carol falou sentada na minha cama enquanto eu me arrumava.

Hoje é sábado e vamos sair para comemorar o noivado, vamos jantar no Salt e depois seguiremos para a Luxis terminar a noite em grande estilo. Carol está usando um macacão vermelho curto com um grande decote nos seios, uma maquiagem com olho bem marcado e batom nude. Eu estou com um vestido rosa simples, com um decote discreto, mangas curtas e uma fenda profunda na perna, minha maquiagem é discreta e natural com um batom vermelho marcado.

- Carol não dá pra casar na praia em pleno inverno inglês né, ou quase no inverno o que não faz tanta diferença quanto ao clima.  – Falei olhando para ela através do espelho enquanto segurava uma máscara de cílios na mão. – E esperar a primavera definitivamente não é uma opção.

- Vocês são apressados demais. – Ela falou rindo.

- Espere até você amar, aí você vai ver que em um instante vai querer largar essa vida bandida e querer viver cada dia com ela.

- Sei não irmãzinha, sei não. – E dizendo isso ela saiu.

Balancei a cabeça negativamente e voltei minha atenção para o espelho a minha frente. Desde nova Carol é assim, pula de cama em cama sem nunca se apegar a uma sequer, ela já se apaixonou, mas, sempre faz alguma merda e acaba a afastando antes que tenham a chance de ficarem juntas. Desejo sinceramente que ela tome jeito e encontre uma mulher para lhe amar como eu amo Henry, e que ela a ame de volta como eu o amo.

Terminei de me arrumar, peguei uma bolsa pequena e um casaco e fui na direção da sala. Natalie já estava lá, usando um vestido rodado preto com arabescos brancos que terminava logo acima dos joelhos, sua maquiagem marcava seus expressivos olhos azuis. Fui até a cozinha tomar um copo de água e ouvi a porta ser aberta.

- Olha o noivo. – Carol e Natalie falaram ao mesmo tempo e o abraçaram parabenizando.

- Obrigada meninas. – Ele disse e veio em minha direção. – Oi meu anjo. – Ele estava vestido de maneira simples com uma calça jeans e uma blusa branca de mangas longas puxadas ate os cotovelos e sapatos sociais e mesmo assim estava incrivelmente lindo. 

- Oi meu amor. – Falei colocando meus braços em volta do seu pescoço e lhe beijando rapidamente.

- Estão prontas?

- Sim.

Dizendo isso descemos em direção ao carro onde Franck esperava por nós.  Ele foi no banco do carona e nós três fomos no banco de trás. Em pouco tempo estávamos em frente ao restaurante, quando entramos Grace já esperava por nós usando uma calça jeans e uma blusa azul com transparência na parte superior. Menos de 20 minutos depois John, Tyler e Iam haviam se juntado a nós, todos se vestiam de maneira despojada.

- Sabe Meg ainda dá tempo fugir. – Tyler falou levando um copo de whisky aos lábios. – Sabe esse ai cara não é fácil.

- Mas, você sabe que ele só fica insuportável quando fica sem sexo. – John completou fazendo todos na mesa rirem exceto Henry.

- Vocês são ótimos amigos não é mesmo?  - Ele falou emburrado.

- Somos sim. – Os dois falaram ao mesmo tempo. 

- E sinceros. – John completou. – Sinceridade é importante.

O jantar se seguiu assim entre risos, piadas e conversa, eu olhava em volta vendo que meu círculo de amizade tinha se expandido consideravelmente em pouco tempo e eu gostava demais de todos eles, cada um tem um lugar especial em meu coração.

Depois do jantar fomos para o escritório que tinha no restaurante para um brinde mais particular e por que queríamos conversar com eles. Conversamos sobre o casamento, a data os locais que aconteceriam a cerimônia e a festa.

Depois de alguns minutos conversando eu peguei o notebook que ficava sobre a mesa, liguei, conectei ao meu celular e liguei para Ellen, coloquei o notebook em uma posição que ela visse todos e fui me sentar ao lado de Henry.

Poucos toques depois ela atendeu usando uma blusa coral de alças finas, com o rosto lavado e os cabelos caindo em cachos abertos sobre os ombros desnudos. Ela estava sorridente quando atendeu a ligação, olhou para todos e percebi que seus olhos pararam por alguns segundos em John antes de se voltarem em minha direção.

- Boa noite a todos. – Ela disse e eles responderam.

- Bem nos vamos direto ao assunto. – Falei e olhei para Henry que sorria em minha direção. Depois me voltei para Carol. – Você minha irmã, será minha dama de honra.

- Eu não estou um pouco velha pra isso? – Ela perguntou rindo.

- Combina com sua idade mental. – Ellen comentou e todos riram como se fosse uma piada.

- Olha aqui, tu me respeita viu. – Falou olhando pra Ellen que sorria e depois se virou pra mim. – Obrigada irmãzinha, será uma honra.

- Ótimo.

- Vocês três. – Henry começou olhando para os três homens na sala. – Gostaria que fossem meus padrinhos. 

- Claro que você gostaria. – Tyler falou. 

- Se não me convidasse eu estragaria o casamento. – John falou sério fazendo todos rirem.

- Obrigada pelo convite. – Iam falou parecendo surpreso, embora ele andasse muito com os três agora, acho que não esperava tal convite.

- Isso é um sim? – Henry indagou.

- Isso é um com certeza.

- Então e vocês três. – Falei olhando para Natalie, Grace e Ellen. – Serão minhas madrinhas. – Digo comunicando e não perguntando.

- É bom mesmo. – Ellen falou séria através da tela do notebook.

- Sua madrinha já desenhou alguns modelos de vestido. – Natalie diz animada, ela falava do meu vestido desde que voltei de Jersey.

- Você me quer como madrinha? – Grace pareceu surpresa.

- Claro que sim, e não foi uma pergunta foi um comunicado. – Dei de ombros.

- Obrigada, então. - Ela sorriu meio sem graça.

Uma algazarra se fez presente na sala, todos falavam ao mesmo tempo, de modo que era difícil entender uma só palavra do que diziam, depois de alguns minutos de conversas caóticas Ellen desligou. Ficamos por lá por mais cerca de 20 minutos, antes de seguimos em direção a boate.

A noite estava fria, um vento gélido fazia minha pele exposta se arrepiar, me arrependi por ter deixado o casaco no carro assim que pus os pés na rua, felizmente entramos rapidamente. Olhei para a fila de pessoas esperando entrar me perguntando como eles conseguiam ficar ali com tão pouca roupa e parecer não sentir frio, será que drogas ajudam com a sensação de frio? Passamos pela pista de dança em direção a área vip, não tardando a nos acomodar ali.

- Você está ainda mais gostosa nessa roupa. – Tyler falou para Carol com um copo na mão direita e os olhos grudados no seu decote.

- Sério Tyler? Comigo? Você sabe que eu sou lésbica né? – Ela perguntou com uma sobrancelha erguida. Os dois tinham se dado bem desde a primeira vez que se viram. – Você por acaso tem uma vagina?

- Foi um elogio verdadeiro. – E sorrindo continuou. – Mas, um homem pode tentar. – Ele deu de ombros rindo.

- Uma mulher pode lhe dá um tapa. - Ela falou revirando os olhos.

Todos na mesa riram com a frase dela. Não demorou muito e Chloe nos trouxe uma nova rodada de bebidas, ela se inclinou entregando os copos e Tyler acompanhou seus movimentos com os olhos fixos em suas pernas a mostra.

- Nem pense. – Lhe repreendi assim que ela saiu.

- O que? – Me olhou fingindo não compreender o que eu falei.

- A garota é doce e passou recentemente por algo constrangedor e traumatizante tudo que ela não precisa é cair na sua lábia de Casanova. – Falei o repreendendo.

- Nossa, eu só queria dar alguns orgasmos a ela, sou bom nisso. – Percebi Grace e Natalie dando um risinho. “Nossa senhora.” “Acho que se conta nos dedos as mulheres com quem Tyler não dormiu ou pelo menos tentou.” – Eu ficarei longe da garota. – Disse por fim. – Se você  continuar me privando de mulheres vou acabar me tornando monge.

- Você poderia não ser tão exagerado? – Revirei os olhos.

- Do que vocês estão falando? – John perguntou com uma sobrancelha levantada. 

- Eu simplesmente disse pra ele ficar longe da minha assistente. – Falei inocentemente e ri com o jeito que eu pareci uma mulher de negócios falando “minha assistente”.

- Vamos descer? – Natalie falou mudando de assunto.

Concordamos e descemos para a pista de dança deixando os rapazes para trás, ficamos em uma parte um pouco afastada da multidão de corpos ondulantes. Dançamos umas coisas outras entretidas, a tal ponto que eu não percebo uma aproximação atrás de mim, até que mãos fortes circulam a minha cintura e uma onda de energia me atinge mesmo através do tecido, eu nem precisaria olhar para saber quem se tratava.

Me virei na direção de Henry encontrando seus profundos olhos azuis focados em mim, sorri para ele e abracei seu pescoço me impulsionando para frente e colando nossos corpos, nossas bocas se uniram um beijo gostoso e lento, nossas línguas pareciam dançar ao som da música. Nos separamos em busca de ar sorrindo um para o outro.

Me virei de costas para ele e começo a dançar, joguei as mãos para cima e mexi meus quadris sensualmente de um lado para o outro, minha bunda roçou em seu membro quando eu fiz um movimento rebolando em sua direção, sorri ao sentir ele ganhar vida. Passei minhas mãos pelo meu corpo de forma sensual, até elas pararem sobre as suas que estavam apertando a pele do meu quadril por cima do vestido. Grace e Natalie sorriam do nosso show particular, quer dizer meu por que Henry apenas segurava meu quadril e se movia lenta e minimamente.

Depois de um tempo subimos de volta área vip, Grace nos seguiu, Natalie que estava dançando com um homem moreno não era mais vista por perto. Subi as escadas de mãos dadas com Henry e com um sorriso no rosto.

Quando chegamos na área vip que Tyler e Iam não estavam por perto, vindo deles deviam estar em algum lugar com uma mulher. John estava sentado no lugar onde antes todos estávamos, uma mulher de cabelos loiros se inclinava em sua direção falando algo em seu ouvido. Pela expressão de Henry e Grace ambos a conheciam e pareciam não gostar muito dela ou daquela situação.

- Grace querida. – A mulher falou se levantando e vindo em nossa direção. Olhando para ela percebi o quanto era bonita. – A quanto tempo.

- Verdade. – Grace falou de maneira simples retribuindo o abraço que a mulher lhe deu e se dirigindo até uma ponta distante do sofá.

- Henry. – Ela se virou com um sorriso e se agarrou em pescoço. – Está bem melhor que dá última vez que eu lhe vi. – Ela sorriu maliciosa e afastou me olhando de cima a baixo.

- Então você é a famosa Meg. – Ela se aproximou de mim. – Sou Hilary Hill. – Disse com uma simpatia que não parecia fingida.

- Prazer Hilary. – Falei estendendo a mão em sua direção, mas ela ignorou minha mão e me abraçou. “Pelo menos simpática ela é.”

Nos sentamos e a conversa flui por algum tempo, embora eu sentisse que algo pesava no ar, Grace estava concentrada no celular, vira e mexe ela sorria para a tela do aparelho e digitava com rapidez me deixando curiosa. “Com quem ela fala em plena boate? Numa noite de sábado.”

- Qual o problema com a Hilary? – Perguntei assim que ela e John desceram. Nem um pouco curiosa.

- Não tenho problema especificamente com ela. – Ele falou depois de tomar um gole da sua bebida. – Não gosto de como John age com ela. – Fez uma pausa. – Eles já namoraram, mas, tudo acabou anos atrás, já voltaram algumas vezes e mesmo que agora não voltem mais a namorar sério ela sempre o tem quando quer e virse-versa. – Era difícil imaginar o John desse jeito. – Eles não fazem bem um ao outro.

- Nossa, sério? – Estava incrédula.

- Às vezes eu penso que eles acham que isso é mais fácil do que procurar uma pessoa com quem tenha efetivamente alguma chance de futuro. – Respirou fundo. – Por isso os dois continuam nesse ciclo quase nocivo, eles já se conhecem o suficiente para saber que algo a mais não funciona e já passaram por muita coisa pra ainda terem sentimentos um pelo outro.

- Isso não é nada saudável. – Falei franzido o cenho.

- Não mesmo. – Ficou em silêncio parecendo que ele não queria continuar a conversa.

Ficamos em silêncio por um tempo, ocupados apreciando nossas bebidas, um riso abafado saia dos lábios de Grace. Levantei e sentei no colo de Henry de lado e passei uma mão pelos seus cabelos puxando suavemente e lhe trazendo para a minha boca, meu corpo inteiro se acendeu com sua língua e os movimentos de suas mãos.

- Então meu amor. – Falei quando separamos nossas bocas em busca de ar. – Eu estava pensando, bem que você podia me mostrar seu escritório. – Sorri maliciosamente.  

- Acho uma ideia espetacular. – Ele disse passando a mão descaradamente pela minha bunda.

Me levantei e ele se levantou em seguida, pegou minha mão e me encaminhou para duas portas que tinha ali. Destravou a parte a direita e entrou revelando sua sala simples, os móveis escuros contrastando com as paredes e chão muito brancos. Tinha uma mesa de madeira com uma poltrona preta de um lado e na frente duas cadeiras, em um canto tinha um pequeno bar e no outro um sofá preto amplo encostado na parede com uma mesa de centro na frente. Ouvindo o som da porta sendo trancada me virei em sua direção e ele me alcançou em poucos passos me beijando e me empurrando na direção do sofá de aparência confortável.

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Claro que eles iam ser os padrinhos e madrinhas não é mesmo?

Será que Carol vai encontrar uma mulher em breve?

E essa Hilary? Qual será a dela?

Até sexta. 😘😊

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