Capítulo 5.
Patrick na mídia.
Este capítulo contém gatilhos.
Meg trabalhou como babá, garçonete, secretaria, bar tender, vendedora, atendente em uma livraria e fazendo correções em trabalhos acadêmicos de colegas. Ela, Ellen, Natalie e Iam ficaram cada vez mais amigos, eles eram a família de Meg já que seus pais e sua irmã Lisa não falavam mais com ela, Carol ainda morava na mesma cidade e trabalhava com os pais, por isso não se viam com frequência.
Além da faculdade de letras fez especialização em cinema, escrita cinematográfica e literatura. Tinha terminado seu curso e estava escrevendo a sua dissertação sobre o papel da mulher na escrita, como passava quase o dia inteiro entre cursos e estudo trabalhava a noite como bar tender em uma boate, foi nessa boate que ela conheceu Patrick, ele era alto, musculoso, loiro, seus olhos azuis eram um pouco apertados e seu rosto com linhas fortes deixava ele sexy. Ele era policial, gentil, atencioso e carinhoso. Foi até a boate por quase um mês só para vê-la, antes de finalmente lhe chamar pra sair.
Começaram a namorar e ele era o homem perfeito, ela estava apaixonada por ele, e ele sempre falava o quanto era apaixonado por ela, sempre que podia a levava pra casa depois do trabalho por que seria perigo ela sair sozinha a noite pelas ruas. A incentivava com a escrita, ele era amoroso e presente, as coisas foram mudando tão devagar que Meg nem percebeu.
Ela deixou o emprego na boate por que ele disse que era perigo pra ela já que muitos homens ficavam a assediando, começou a trabalhar como secretária para uma colega de trabalho de um amigo dele em uma editora, deixou de sair sozinha com Iam por que Patrick achava que não era apropriado para uma mulher comprometida.
Quando ela se deu conta estava se afastando dos seus amigos por que eles sempre falavam que seu namorado era controlador e a estava sufocando, nem sequer escrever ela fazia mais, tinha parado de escrever o livro que vinha idealizando a tempos.
Um dia durante uma crise de ciúmes ela finalmente acordou de vez, por que até então ela achava que ele poderia mudar, que voltaria a ser o homem pelo qual ela se apaixonou. Que ele só tinha gênio forte e era um pouco protetor de mais.
- O que você estava fazendo com aquele cara? - Ele perguntou aos berros.
- Ele é meu colega de trabalho.
- E por que estavam juntos na rua? Você tá dando pra ele? - Ele gritou se aproximando com o dedo apontado para ela.
- Você ficou louco? - Ela fervia de raiva. - AGORA VAI ME ACUSAR DE TE TRAIR?
- A CULPA É SUA QUE FICA SE ESFREGANDO NOS HOMENS COMO UMA VAGABUNDA. - Ele estava com uma das mãos com o punho cerrado e tremia de raiva.
- Sabe talvez eu devesse te trair, pelo menos assim você tinha motivo pra esse escândalo todo.
- Você não é nem doida.
Patrick avançou para cima dela a empurrando contra a parede com a mão no seu pescoço, sua cabeça bateu contra a parede e ele apertou seu pescoço com força enquanto ela lutava com ele por ar, ele dizia que ela não ia fazer isso com ele, que mataria ela se tentasse, nunca sentiu tanto medo em toda a sua vida. Tirou a mão do pescoço dela e a jogou com força no chão a fazendo ficar tonta.
Naquele dia ela abortou de um filho que sequer sabia está esperando, quando Patrick gritou com ela acusando de ter abortado por que quis, e depois falando que a culpa era dela por fazer ele se alterar foi a gota d'água que faltava. Tudo que ela passou naquele dia a fez acordar para a vida.
- Sim eu sou culpada por isso. - Disse aos prantos quando saíram do hospital, ela estava sozinha por que seus amigos estavam a passeio na Escócia. - Sou culpada por ter sido burra o suficiente pra acreditar em você, por achar que você ainda poderia ser o homem pelo qual eu me apaixonei, mas eu não percebi que aquele homem não existe é só espelhos e fumaça, esse aqui. - Ela apontou para ele. - O homem que dúvida de mim, que me controla, manipula, que me agride, esse monstro é o que você é de verdade, o homem que me fez ter tanto medo que eu perdi o filho que nem sabia está crescendo dentro de mim. - Ela não parava de chorar.
- Eu não vou permitir você falar comigo assim sua vadia. - Ele estava com as mãos fechadas em punho.
- Não vai, por que eu nunca mais vou falar com você. - Ele lhe olhou atônito. - É isso mesmo Patrick estou te largando agora, de uma vez por todas, pra sempre.
Começou a andar e deixou ele falando sozinho, entrou em um táxi que viu em frente ao hospital e pediu que levasse ela até a rodoviária chorou o caminho todo até a Escócia, só queria está nos braços dos amigos, pouco se importou com o repouso que o médico recomendou, quando foi chegar ao hotel que os amigos estavam os primeiros raios de sol se espalhavam pelo céu.
**
Por quase um ano ela viveu em paz, Patrick não a incomodou depois que abordou um mês depois de deixar ele, largou o emprego na editora por que o amigo dele estava fazendo da sua vida um inferno e por causa da cláusula de não competição não pode procurar emprego em outra editora e passou a trabalhar em uma livraria e aos fins de semana voltou a trabalhar na boate que tinha largado por causa dele, todos lá chamavam ela de Misty por que ela nunca falava seu nome verdadeiro para os clientes, não depois de Patrick.
Um dia no entanto quando saía da Universidade, tinha ido a uma reunião com sua orientadora sobre sua tese, ele a estava esperando do lado de fora escorado no carro, ela gelou quando o viu, queria correr mas ele se aproximou rapidamente.
- Meg por favor eu não sei mais o que fazer sem você, eu juro que eu mudei. - Ele falou pegando seu rosto nas mãos.
- Não Patrick você não mudou e mesmo que tenha mudado seu comportamento no passado matou o que eu sentia por você. - Respirou fundo saindo seu toque. - Eu espero sinceramente que você tenha mudado e que quando encontrar outra pessoa você a faça feliz.
- Eu não quero outra pessoa quero você.
- Isso você não pode ter, não mais.
- Você ainda vai ser minha de novo você é minha. - Ele falou apertando seu braço com ódio nos olhos.
- Aí está você não mudou.
- Está tudo bem aqui? - Ellen e Natalie apareceu nesse instante, elas tinham ido buscar Meg.
- Sim o Patrick já estava indo. - Disse isso, se virou e foi embora com as amigas
Patrick ficou com ódio e prometeu que ela seria dele e que mais nenhum homem iria querer ela, ele não ia permitir que ela fosse de outro, não mesmo isso não ia deixar. Foi embora dali espumando de raiva, pronto para se vingar.
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Que dores de cabeça esse chernoboy ainda vai arrumar para a Meg?
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