Capítulo 49.
Meg...
Voltei para casa somente na segunda depois do trabalho, ainda estava cansada da viagem já que não tive tempo de descansar desde que voltei, Henry insistiu para que seu motorista ficasse aos meus serviços hoje, não gostei da ideia, mas como eu tinha duas malas para carregar aceitei de bom grado.
Agora estou abusando da boa vontade do Franck para carregar minha mala e algumas sacolas de compras que fiz no caminho pra casa já que minha geladeira estava quase vazia. Parte de mim ficava incomodada por está com o motorista do meu namorado milionário, sentia como se eu estivesse me aproveitando.
Sempre falo que as coisas que falam sobre mim não me afetam, mas se essas coisas dizem respeito ao fato de eu namorar um homem com muito dinheiro e as pessoas me tratarem como a sortuda que fisgou um cofre ambulante me afetam e muito, ainda mais depois das insinuações que Lisa fez hoje pela manhã, ao me ligar depois de ver minhas fotos com o Henry, Lisa Brown sabe ser maldosa quando quer, e ela sempre gostou de fazer isso comigo, ainda mais com algo que envolve sua falsa moralidade ou o fato de ela dizer que eu sempre quis ser melhor que ela, pelo simples fato de eu reclamar por ela passar a vida inteira seguindo as ordens do nosso pai, não é atoa que ela é a filha preferida. Com um suspiro eu tento afastar esses pensamentos de mim.
- Algum problema senhora? – Franck me olhou de maneira a analisar minha expressão.
- Não Franck, tudo certo. – Abri a porta dando passagem para ele. – Só foi um dia difícil.
- Então nada que uma noite de sono não resolva.
- Exatamente. – Vou aproveitar e cozinhar para relaxar também, aproveitar que Iam e Natalie vão aparecem já por aqui. – Pode deixar a mala aqui na sala mesmo, e as sacolas na bancada. – Deixei a mala de mão que eu trazia do lado da que ele carregava.
- Precisa de mais alguma coisa senhora?
- Não Franck, pode ir, obrigada. – Sem dizer mais nada ele foi embora.
Peguei minhas malas e fui para o quarto, peguei as roupas sujas e coloquei no cesto, guardei as não usadas, guardei os outros produtos, deixei as malas vazias em um canto do quarto para guardar mais tarde. Tomei uma ducha de água fria para relaxar e deixei a água levar tudo de mim. Quando eu estava passando hidratante quando alguém bateu na porta, me enrolei em uma toalha e fui abrir pra encontrar Natalie do outro lado, deixei ela entrar e voltei para o quarto, vesti um short de moletom, uma regata colada ao corpo, penteei os cabelos e sai do quarto.
- Quer ajuda pra guardar as compras? – Natalie propôs.
- Quero sim, obrigada.
- Então me conta como foi a viagem com o NAMORADO? – Ela deu muita ênfase a última palavra.
- Foi muito bom.
Conversamos sobre a viagem enquanto guardávamos as compras, depois peguei os ingredientes para espaguete com almôndegas, e começamos a cozinhar, era incrível como eu me sinto relaxada fazendo isso, cozinhar com certeza é uma ótima terapia.
- E como foi o encontro com o Tyler?
- Bom jantar e sexo melhor ainda. – Ela deu de ombros cortando uma cebola.
- Vão se ver novamente?
- Eu duvido.
- Está tudo bem com isso?
- Meg pelo amor de Deus eu não estou perdidamente apaixonada por ele, é só que o infeliz realmente é muito bom.
- Mas, você não costuma sair mais de uma vez com alguém casual e não costuma trazer pra casa.
- Eu não trago estranhos pra casa, ele não é um estranho. Quanto a não repetir por isso que provavelmente não volte a sair com ele. – Ri alto.
- Eu nunca vi uma mulher tão meiga e tão safada. Vocês se parecem sabia? Carinha de anjo, mas são uns safados. - Ela rio com minha constatação.
As almôndegas já estavam cozidas, assim como o macarrão e o molho estava reduzindo quando Iam bateu na porta com uma sacola em mãos. Ele tinha um sorriso radiante nos lábios, ele colocou a sacola sobre a bancada e retirou uma garrafa de champanhe dela.
- Por que você trouxe champanhe? – Fiz uma careta. – Sabe que eu não gosto.
- Mas, hoje você vai beber champanhe para comemorar a promoção do seu amigo.
- Mentira! – Exclamamos juntas e corremos para pular sobre quase o derrubando em um abraço triplo.
- Você soube hoje? – Natalie perguntou se afastando.
- Sim, John me avisou pela manhã. – Ele tinha um sorriso enorme nos lábios, daqueles que da quase para vê os pulmões.
Terminei o jantar colocando sobre a bancada, nos servimos e fomos para a mesa Iam nos serviu de vinho, ligamos para a Elle e deixando o celular em um canto da mesa comemos enquanto conversávamos sobre a promoção de Iam e sobre outras coisas. Ellen fazia muita falta, na maioria das vezes ela é a voz da razão que falta em nos três, o lançamento do meu livro é em algumas semanas e tudo que eu queria era tê-la aqui comigo no momento mais importante da minha vida, mas ela está do outro lado do mundo.
**
Meg...
- Bom dia. – Jackson falou abrindo lentamente a porta da minha sala.
- Bom dia. – Sorri para ele. – O que deseja?
- Então, sabe a adaptação do romance de época que foi encomendado semana passada? – Balancei afirmativamente a cabeça. – É seu.
- Eu vou escrever ele?
- Inteiramente.
- Como? – Abri ainda mais meus olhos surpresa.
- Isso mesmo, eu estou com dois programas pra dá conta ao mesmo tempo e tem a série investigativa ainda, então... – Ele fez uma pausa. – Parabéns.
- Obrigada. Começarei imediatamente.
- Ótimo. E mais uma coisa. – Ele me olhou um tempo antes de continuar. – Cristina chamou você para jantar na nossa casa no sábado, você e o Henry.
- Eu vou adorar.
Depois que ele saiu fui procurar o livro que devo adaptar para o cinema e começar sua leitura imediatamente, pois tenho que começar a escrever o roteiro o quanto antes já que se bem me lembro na reunião da semana passada foi informado que já estávamos atrasados com o projeto, pois o roteirista que faria isso se desentendeu com o autor e projeto não saiu. Liguei para a assessoria dele e marquei de nos encontramos na sexta feira para ele dizer suas exigências quanto a adaptação.
**
Henry...
Desde que voltamos de viagem eu sinto uma áurea de perigo, que me deixa angustiado, na segunda feira eu consegui convencer Meg a aceitar a companhia de Franck, mas, hoje ela se recusou a aceitar, já mandei reforçar a segurança no prédio dela e na emissora, odeio fazer coisas escondido dela, mas, sei que ela não me quer envolvido nisso, se ela quer me proteger eu tenho todo o direito de fazer isso com ela, afinal ela é a minha vida.
Coloquei Franck para continuar as investigações, e nada está surtindo efeito, isso tudo junto com um problema que tivemos com um livro o que vai acabar adiando o lançamento me deixou com um humor nada agradável, mas, como dizem tudo pode piorar.
- Então chefe pegando a escritora gostosa? – Willian falou sorridente depois que ficamos as sós na sala de reuniões. – Vejo que eu nunca tive a chance de tocar aquele corpo. – Ele zombou.
- Claro que não teve, a Meg não cai na lábia de homens escrotos como você. – Meu tom de voz era cortante e frio. – E veja como fala da minha namorada. – Falei entre dentes.
- Namorada? – Ele rio. – Devo admitir que a mulher é esperta.
- Você lave sua boca imunda pra falar dela.
Fui pra cima do homem lhe agarrando pelo colarinho e lhe dando um soco, eu não vou deixar ninguém insinuar que minha mulher é interesseira, ainda mais quando eu sei que isso é algo que mágoa ela. Antes que eu pudesse fazer mais alguma coisa senti mãos me puxando e a voz de Tyler me repreendendo.
- Sai fora daqui Will e não diga nada a respeito. – Tyler bradou. – Você está louco?
- Ele estava falando da Meg, chamou ela interesseira.
- Na sua cara? – Ele perguntou. – Ai tem coragem, mas, noção não tem nem um pouco, vem você precisa de um whisky, depois eu cuido daquele infeliz que teve bem o que mereceu.
- Que cuide com uma demissão.
Tudo que eu queria era que essa merda de dia acabe logo e eu possa abraçar a minha ruiva de novo. Não consegui me concentrar no trabalho o resto do dia e acabei saindo mais cedo para ir buscá-la no trabalho, ver seus lindos olhos azuis brilhando ao me ver entrar em sua sala, seu sorriso lindo e acolhedor e ela correndo para me abraçar, com o seu toque todo o meu estresse e angústia sumiram, nada mais importava no momento, só nós dois.
**
Ellen...
Faltam algumas semanas para o lançamento do livro da Meg, o dia mais importante da vida da minha irmã até agora, eu queria muito está ao seu lado nesse momento tão importante da sua vida, mas com o curso, a mudança de apartamento que eu tive que fazer, e as novas despesas do estúdio não estou podendo pagar passagens para ir a Londres ainda mais comprando sem antecedência.
- Ellen? – O homem de pele bronzeada e enormes olhos negros me chamou atenção.
- Sim Leo? – Sorri para ele, mas últimas semanas Leo tem sido ótimo. - Me desculpe estava aérea. – Falei mexendo no prato de comida a minha frente quando não tocado.
- Você tem estado assim nos últimos dias.
- Tenho sonhado muito com a minha casa. – Minha casa são minha família.
- Você sente muita falta deles não é?
- Sinto sim. – Antes que eu falasse mais alguma coisa o meu telefone tocou, um número de Londres. – Com licença Leo, até mais tarde. – Me levantei e sai do restaurante levando o telefone a orelha.
Ligação on*
- Alô? - Atendi pensativa.
- Alô. Ellen? – Uma voz masculina rouca falou do outro lado.
- Sim, sou eu.
- É o Henry, Henry Green.
- Oi cunhado. – Falei. – Aconteceu alguma coisa? A Meg está bem? Você fez merda? - Disparei rapidamente.
- Sim a Meg está bem e não eu fiz merda, nem aconteceu alguma coisa. – Ele falou sorrindo. – Mas, é sobre ela que eu quero falar. – Será um pedido em casamento? – Então, vou direto ao assunto, você sabe que em breve o livro dela será lançado. - Começou a falar. - Tudo já está organizado, convites enviados, buffet agendado, imprensa, locação, decoração, divulgação, exemplares para vendas no dia. Mas, falta uma coisa. – Ele fez uma pausa. – Você.
- Eu sei, queria muito está com a minha amiga nesse momento. - Falei triste.
- E vai está. Me diga quando você pode viajar?
- Como?
- Eu vou comprar suas passagens, ou mandar o jato da empresa lhe buscar, mas você é importante pra minha ruiva e vai está no lançamento do seu livro. – Eu fiquei sem palavras para o que ele acabou de dizer.
- Você realmente está apaixonado por ela.
- Perdidamente.
- Perfeito. Mas, sabe né, se feri-la eu arranco suas bolas, ela nunca gostou de alguém como gosta de você. - E já passou por causa demais.
- Eu farei de tudo pra não fazer isso. – Ele ficou em silêncio por um tempo. – Então depois você me fala o dia que pode viajar?
- Sim, mando por mensagem.
- Mais uma coisa, é uma surpresa. - Alertou.
- Tudo bem.
Ligação off*
Depois de desligar eu fiquei sorrindo com o celular na mão, me sinto muito feliz que a Meg tenha encontrado o amor, depois de tudo que ela já passou na vida merece ser feliz com uma pessoa que a ama como ela o ama, e algo em mim dizia que essa pessoa é Henry Green.
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Claro que o Henry não ia deixar a ruiva sem a Ellen no lançamento não é?
E esse "pressentimento" o Henry hem? Sera que algo está para acontecer?
Fiquei feliz com os 10k e estou postando um capítulo novo. Muito obrigada minhas gente, vocês fazer a tia aqui bem feliz. 😍😍
Agora sim, até sexta. 😘😊
Vote e comente. 😊
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