Capítulo 45.



Henry...


O sol entra pela cortina parcialmente aberta iluminando o quarto, alguns raios tocam a minha pele exposta me fazendo despertar, pisco os olhos lentamente me acostumando com a claridade crescente. Sinto a cama mexer ao meu lado e ela balbucia algo quase em um ronronar antes de me enlaçar minha cintura com os braços e montar em volta do meu tronco me fazendo sorrir.  A única coisa que ela usa é uma camisola rendada que pouco cobria seu corpo e a deixa irresistivelmente gostosa, ela se esfrega em mim, montando no meu colo e passando sua intimidade desnuda pela ereção crescente em minha cueca, se inclinou beijando meu pescoço e me fazendo gemer.

A maçaneta na porta é mexida pelo lado de fora e ela sai rapidamente do meu colo e eu só tenho tempo de colocar um travesseiro sobre minhas pernas antes de um emaranhado de cabelos alaranjados passar correndo pela porta recém aberta e correr na direção da cama subindo com certa dificuldade e pulando na nossa frente, Meg ri ao meu lado e estende os braços para a pequenina que se joga sobre ela com um lindo sorriso em lábios rosadinhos. “Ela é tão linda quanto a mãe, vai me dá muito trabalho com certeza.” "São as coisas mais importantes da vida."

Acariciei seus cabelos ruivos ondulados e ela me olha com seu sorriso inocente de criança, meu coração se aquece olhando para as duas mulheres da vida, não existe nada, nem ninguém no mundo que eu ame mais do que elas duas.

Ouço um estampido do lado de fora da casa e desvio meus olhos na direção da janela, quando viro meus olhos para elas novamente a minha pequena está desaparecendo aos poucos como se fosse levada pelo vento até não existir mais nada, meu coração aperta e eu sinto uma dor indescritível, como se estivessem me dilacerando aos poucos, Meg também começa a desaparecer e eu só posso assistir aquilo sentindo minha vida ser levada junto com elas.

- NÃO. – Acordo ofegante e com lágrimas nos olhos, meu peito está apertado e eu não paro de chorar.

Demoro alguns minutos para entender que foi um pesadelo, olho o quarto em volta escuro e vazio, eu só queria ouvir a voz dela agora, mas ainda é de madrugada e eu não quero assusta-la. Sabendo que eu não conseguirei voltar a dormir, levanto da cama e caminho até a janela. Em poucas horas eu estarei em casa, tudo está bem.

Quando o avião pousou eu sequer passei em casa fui direto para o apartamento dela, não posso ficar mais um minuto sem vê-la, aquele sonho ainda martela em minha mente e mesmo eu sabendo que não passa de um sonho eu preciso vê se ela está bem.  "Se algo tivesse acontecido eu teria sido informado não é?"

"Seria ótimo ter uma filhinha com ela, ia ser a alegria da minha vida". Eu não pude deixar de pensar enquanto o carro se arrastava pelas ruas de Londres.

Saltei do táxi levando minha mala e rumei para dentro do prédio, assim que sai do elevador vi a porta do apartamento de Natalie se abrir e Tyler passar por ela com uma cara de paisagem.

- Bom dia amigo. Não sabia que já tinha voltado. – Ele falou com sua melhor cara de pau.

- Bom dia, acabei de chegar. – Falei apontando para a minha mala. – Você não toma jeito Tyler? A Natalie?

- O que? Somos adultos e solteiros, qual o problema se divertir?

- Não sei por que eu ainda me surpreendo com você. – Balancei a cabeça rindo e deixei ele para trás. – Se a Meg quiser bater em você eu lhe seguro. – Falei antes de bater na porta.

Tyler saiu sorrindo para o elevador e eu bati na porta. Esperei um pouco e a porta foi aberta revelando Iam usando apenas uma calça de moletom azul e com os cabelos bagunçados. A visão dele ali na casa dela me atingiu em cheio e eu respirei fundo antes de entrar, controlando a parte irracionalmente ciumenta de mim, mas não era ciúmes o que mais me incomodava no momento.

- Bom dia. – Falei secamente.

- Bom dia.

- Cadê a Meg? – Deixei a mala no chão e me virei para ele. Desde o último sábado eu não conseguia olhar pra ele sem raiva.

- Ela ainda não saiu do quarto. – Ele me analisou antes de continuar. – Henry, olha eu sei o que parece, mas....

**

Meg...

Tinha acabado de fazer minha higiene matinais e estava me vestindo quando comecei a ouvir vozes do lado de fora, como a porta do quarto estava fechada eu não conseguia ouvir ou distinguir as vozes, mas com certeza eram dois homens. Abri a porta lentamente e pude distinguir as vozes.

- Se não é ciúmes qual o seu problema comigo? – Ouvi Iam perguntar.

- Você estava aqui. – A voz Henry me atingiu em cheio, eu queria correr para ele, mas, me forcei a ficar ouvindo. Foda-se se é feio ouvir a conversa dos outros, estou no meu apartamento. – Quando ela estava com aquele homem, você estava aqui e não fez nada, como você pôde deixar ela sofrer?

- Eu... Eu. – Iam balbuciou sem nada realmente sair por sua boca. – Eu não sabia, você acha que eu deixaria se soubesse? Que eu não faria coisa alguma?

- Você não é amigo dela? Como não viu? – Henry quase rosnava de raiva. – Você devia cuidar dela.

- Ela se afastou, eu resolvi da espaço pra ela, perguntei várias se tinha algo errado e ela me garantiu que não, perguntei as meninas e elas também não sabiam. – Iam falava e pelo som de passos ele andava de um lado para o outro. – Eu pensei que ela estava se afastando pra ficar mais tempo com o namorado, sabia que ele era ciumento, não gostava nada da minha relação com a Meg, quando ela me afastou achei que fosse isso, mas, nunca soube que era agressivo até ela o deixar. – Ele fez uma pausa. – Você acha que se eu soubesse eu não teria tentado impedir? Eu só não briguei com ele depois de descobrir por que ela me fez prometer que não o faria. – Continuou com a voz carregada de pesar. – Henry, você acha que eu não me culpo? Pois saiba que eu me culpo muito, se eu tivesse sido um amigo melhor ela não teria sofrido tanto, a culpa minha, eu tinha o dever de ter ajudado.

Nessa hora eu saí do quarto e vi meu amigo em lágrimas, eu sabia que ele jamais havia se perdoado por tudo que aconteceu, mas não tinha noção do tamanho da culpa que ele sentia, nunca falamos a respeito. Era a primeira vez que eu via Iam chorar desde que nos conhecemos.

- Não é sua culpa Iam. – Falei chegando na sala e indo até ele. – Aconteceria de qualquer forma, você não poderia impedir. – O abracei apertado sentindo ele chorar em meu ombro. – Eu estava cega e nada ia me afastar dele naquele momento, não até eu perceber o que acontecia, qualquer coisa só ia nos afastar ainda mais. – Falei com ele ainda no meu ombro, me afastei e fui até meu namorado que ainda tinha uma expressão brava no rosto. – Ninguém é culpado além do Patrick. – Pus minhas mãos em seu rosto e lhe puxei selando nossos lábios. – Eu não sou uma criança indefesa que precisa ser paparicada, sou adulta e as vezes quebramos a cara. – Respirei fundo. "No meu quase que literalmente." Meu humor ácido completou mentalmente.  – Eu precisava acordar e nada do que se diga agora vai mudar o passado, aconteceu ponto. O que importa agora é o futuro e eu não quero os fantasmas do meu passado nele.

- Eu nunca permitiria que ele te ferisse se eu soubesse... – O Iam começa a falar.

- Eu sei meu querido, eu sei. – Falo e olho pro Henry.

- Me desculpe por lhe culpar. – Ele olhou para o meu amigo com sinceridade. – Eu não tinha esse direito, eu não fui justo com você. – Baixou a cabeça. – Eu mesmo me sinto culpado.

Depois de muitas desculpas e lamentação – estou cercada por homens com tendência ao drama, eu sou a vítima e eles que se martirizam, vê se pode? –  o Iam foi embora me deixando sozinha com o meu namorado fodidamente gostoso usando um terno de três peças cinza escuro com uma gravata na mesma cor e uma camisa rosa.

- Você disse que o futuro é o que importa. – Ele falou me puxando para se e eu confirmei com a cabeça. – Você é o meu futuro Meg.

- O que você quer dizer com isso? – Olhei em seus olhos em busca de respostas.

- Que quando eu penso na minha vida daqui a uns anos eu não consigo imaginar minha vida sem você nela. – Ele falou segurando meu rosto nas mãos. – Eu não quero imaginar minha vida sem você. Por que você já tem cada parte de mim. – Como eu estou com essa declaração? Se vocês disseram em lágrimas, acertaram em cheio.

- Eu também não consigo pensar em um futuro sem você e nem quero isso, você faz parte de mim Henry. – Aparentemente somos um casal de declarações apaixonadas e dois chorões, por que o homem a minha frente está com lágrimas nos olhos. – Eu sou sua.

Ele sorriu e me beijou carinhosamente, se debruçando sobre mim, foi intensificando o beijo e eu podia sentir urgência, desejo e paixão no seu beijo. Ele me pegou no colo e me levou para o quarto, me livrei da minha blusa no caminho. Ele me colocou sobre o colchão com cuidado e ficou de pé tirando a roupa, eu já disse que tenho tara por homem de terno? Acho que não, pois que fique aqui registrado que eu tenho e muita. E vê esse homem tirando lentamente seu terno e vindo completamente nu em toda a sua glória para cima de mim só me deixa ainda mais louca. Ele posicionou na minha entrada me penetrando com delicadeza. Impaciente virei nossos corpos ficando sobre ele.

- Eu não sou uma boneca de porcelana. – Falei sentando nele de uma vez. – Não vou quebrar.

- Eu só estou sendo cuidadoso.

- Quando a gente estiver na cama você não precisa e eu não quero que seja cuidadoso, quero que me foda forte e gostoso como você sempre fez.

Dizendo isso ergui meu corpo e cavalguei sobre ele, ouvindo ele gemer e me dá seu sorriso safado de cafajeste que eu tanto gosto. Afundou os dedos no meu quadril deslizando uma das mãos para a minha bunda desferindo um tapa de leve, eu sussurrei “mais forte" e ele me olhou procurando por algo em meus olhos, ergueu seu tronco passando uma mão pelas minhas costas e segurando meu quadril com a outra trocou de posição ficando sobre mim.

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Finalmente a Meg conseguiu o queria, fazer o Henry parar de tratar ela com tanto cuidado.

E o Iam se culpando? Tadinho gente.

Espero que tenham gostado.

Provavelmente mais tarde saia outro capítulo (caso minha internet coopere) por que hoje é meu aniversário e vou comemorar com capítulos pra vocês. 😘

Até logo.

Vote e comente.  😍😘

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