Capítulo 44.
Henry...
- Então Franck o que você descobriu? – Perguntei me ajeitando na minha cadeira. Estamos na minha sala na empresa é fim de tarde de quarta.
Faz quase uma semana desde que Meg me contou do seu passado com o ex-namorado agressor, eu nem posso imaginar pelo que ela passou. Sou tomado por uma raiva sem igual toda vez que penso nisso e tudo que eu mais queria era encontrar esse infeliz e quebrar a cara dele, mas eu não posso fazer isso, lhe fiz uma promessa. E não posso arriscar ver Meg me olhando com medo novamente, ver aquilo quase me matou.
- Então senhor. – Franck falou com uma pasta nas mão. – Patrick Foster Thompson, detetive de polícia, 34 anos. Policial exemplar, condecorado em sua época de rua por bravura, depois novamente homenageado por desmantelar um cartel de drogas. Tem algumas acusações interna de abuso de poder, excesso de força, já foi encaminhado para o psicólogo da corporação algumas vezes por seu comportamento explosivo. – O homem falava calmamente enquanto eu folheava o material da pasta. – Mas, não tem uma queixa formal contra ele, entrei em contato com um conhecido na corregedoria e estou aguardando retorno.
- Mais alguma coisa? – Encarei o homem.
- Encontrei duas ex-namoradas, Ella Langford e Alisson Santori, entrarei em contato com a senhora Santori na próxima semana, já a senhorita Langford não será possível contato, pois, ela morreu dois anos atrás em um tsunami na Indonésia enquanto fazia trabalho voluntário.
- Alguma chance de ele ter agredido elas também?
- As chances são grandes senhor, homens violentos tendem a repetir o comportamento abusivo. E levando em conta que ambas as moças saíram do país pouco depois do término, as chances são ainda maiores. – Ele respirou fundo, visivelmente cansado por ter trabalhado dobrado esses dias.
- Me mantenha informado Franck. – Ele assentiu. – Viajarei amanhã para a Irlanda, vou supervisionar a obra de construção de um novo hotel, não vou precisar dos seus serviços durante a viagem.
- Sim senhor. – Ele colocou as mãos nos braços da cadeira. – Mais alguma coisa?
- Não.
Sem dizer mais nada ele se retirou da minha sala, me deixando imerso em pensamentos, a última coisa que eu queria era viajar agora, deixar Meg aqui sozinha me deixava com o coração apertado, mas eu tinha que ir, volto no máximo no domingo, mas ainda assim isso me deixa de coração apertado. Queria levá-la comigo, mas esses dias seu trabalho está uma loucura, Jackson saiu por uns dias para fazer uma viagem com esposa e ela assumiu todo o seu trabalho, ou seja, está fazendo tudo dobrado. E em consequência está uma pilha de nervos, hoje pela manhã ela gritou umas 10 vezes comigo por deixá-la dormir até tarde. Tentei fazê-la aceitar ao menos um segurança, mas ela não quis, por isso deixei um segurança acompanhando ela de longe.
Terminei tudo que eu tinha pendente na empresa o mais rápido que pude para ir logo ver a minha ruiva, quero passar cada segundo com ela antes de viajar pela manhã.
**
Meg...
- Seria tão bom se você viesse comigo. – Henry falou me fazendo cafuné enquanto eu tinha a cabeça em seu peito.
- Eu adoraria, mas tenho tanto trabalho que só de pensar fico triste. – Falei enterrando meus dedos nos pelos do seu peito. – Quando você volta?
- No Domingo. - Ele suspirou.
- Nossa tanto tempo ainda. – Falei levantando a cabeça em sua direção e lhe beijando enquanto monto no seu colo, suas mãos passeiam delicadamente pelo meu corpo.
Desde que conversamos no sábado eu não dormi um dia sozinha, ele está cuidadoso e carinhoso, o que é muito fofo e adorável da sua parte, mas quando ele faz amor comigo como se fosse uma virgem traumatizada me irrita e muito. Só por que eu me assustei quando ele deixou meus pulsos avermelhados ele está agindo como se eu fosse de porcelana, mas, eu não sou e nem quero ser tratada assim, quero que ele me foda com força, com direito a tapa na bunda e puxão de cabelo. É pedir demais? Acho que não.
“Espero que esses dias longe deixem ele com tesão reprimido e ele pare de me tratar como a porra de uma boneca de porcelana. Se não é capaz de eu encarnar a Anabelle.”
- Amor eu tenho fome. – Falei me deitando ao seu lado.
- Vamos comer algo então.
- Mas eu tenho preguiça. – Disse manhosa e ele sorriu.
- Quer que eu vá buscar alguma coisa pra você?
- Claro que sim. – Falei sorrindo. - Obrigada.
- As coisas que eu faço por amor. – Ele se inclinou sobre mim e beijou eu lábios brevemente saindo em seguida, me deixando com olhos esbugalhados para trás.
“Ele disse amor? Tipo AMOR? Ou foi só um jeito de falar? Deve ter sido jeito de falar né?”
Minha mente trabalhava freneticamente para criar suas loucas teorias, enquanto eu observo ele sair do meu quarto vestindo apenas uma cueca box vermelha, sua bunda é uma tentação. Eu ainda mordo essa bunda, isso é uma promessa. Quando ele passa perto de mim, minha mão toma vida própria e quando eu vejo já estou batendo ou apertando. Assim que ele sai do meu campo de visão meus pensamentos saem da sua bunda para as suas palavras. Ele quis dizer que me ama? Foi isso? Por que ele nunca me disse isso antes.
Depois de algum tempo ele voltou com um prato contendo dois sanduíches em uma mão, uma jarra de suco na outra e dois copos sobre o braços. Se sentou na cama ao meu lado, encheu um copo me entregando e me passando um dos sanduíches em seguida.
- Isso está muito bom. – Falei mordendo o sanduíche.
- É a fome, e eu moro sozinho tenho me virar pra comer.
- E a Molly não trabalha pra você?
- Ela só vai duas vezes por semana pra dá um jeito na bagunça. – Ele falou depois de engolir a comida em sua boca. – Gosto de privacidade em casa.
Eu realmente estava com muita fome e sede, tanta cede que tomei dois copos de suco. Depois de comer escovamos os dentes e os deitamos para dormir.
**
Meg...
Cheguei em casa muito cansada, não vejo a hora de chegar a semana que vem, assim eu vou ter meu namorado em casa de novo e Jackson estará de volta facilitando a minha vida, por que trabalhar por dois não é nada fácil, eu só espero que ele e Cristina tinham se acertado de vez.
Henry viajou hoje pela manhã e só volta domingo a tarde, me largando sozinha em Londres. Como eu posso está tão apegada a esse homem meu Deus. É quase irracional.
Como não sou a mulher que fica em casa sentada esperando o boy, vou aproveitar para sair com meus amigos, sem contar que se eu ficar sozinha dentro dessa casa vou começar a imaginar besteira .
- Oie. – Falo assim que Natalie abre a porta.
- Oie. – Ela responde me abraçando. Já está morrendo com a falta do namorado?
- Nem comece. – “Por isso eu não contei a ela sobre a frase do Henry de ontem". – Então que tal uma noite das meninas amanhã?
- Eu vou amar. – Ela falou sorrindo. – O Iam vai?
- Se fosse não seria uma noites das meninas não é mesmo?
- É um ponto. – Natalie falou. – Quer jantar? Fiz salada caprese.
- Eu não perderia por nada.
Jantamos enquanto conversávamos, Natalie estava muito animada com a possibilidade de assinar a próxima coleção do ateliê ao lado de Jean seu colega. Eu ficava muito feliz vendo o crescimento dos meus amigos, sentia que enfim éramos adultos.
Depois do jantar voltei para casa, precisava dormir, sexta seria mais um dia de acordar cedo e passar no set antes de me enviar em minha sala, na parte da tarde ainda tem a gravação de um programa de auditório, e eu sequer tinha preparado as perguntas ainda.
**
Meg...
Estou a 20 minutos sentada no sofá de Natalie esperando ela terminar de se arrumar, se ela demorar mais a noite das garotas vai ser comigo dormindo no seu sofá e aí dela se reclamar.
- Estou pronta. – Ela disse chegando na sala com uma calça estilo pantalona azul escura com detalhes as laterais e uma blusa amarela.
- Finalmente. – Disse erguendo as mãos para o céu.
Ela dirigiu até o Salt e quando chegamos lá a hostess nós levou para uma mesa que fica destina ao uso pelos donos. Hoje cedo pedi ao Henry para usar ela, talvez eu tivesse me aproveitando da nossa relação para conseguir a mesa, mas não vai passar disso.
Jantamos conversando e apreciando aquela que é a melhor comida de Londres sem sombra de dúvida. Está ali naquele restaurante me fez eu lembrar da minha avó e um aperto se formou em meu peito eu sinto falta dela.
- Senhora, sua conta não será cobrada. – O garçom falou sem graça quando eu pedi a conta.
- Como é?
- Ordem do senhor Green senhora.
- De maneira alguma, me traga a conta fazemos questão de pagar por ela. – Natalie olhou mim como se dissesse "fazemos quem cara pálida?”
- Mas, senhora...
- Sem mas. – O cortei. – Eu quero a conta e quero agora. – Falei em um tom duro e ele assentiu e saiu.
- O que foi isso?
- Eu me recuso a não pagar a conta. Usei me relação com o Henry pra consegui uma mesa, mas ser servida de graça é demais, não tem necessidade disso.
Depois de sair do restaurante fomos a um barzinho, não o de sempre, por que eu tinha receio de encontrar alguém que me reconhecesse por causa do maldito site, se bem que sábado aconteceu na boate, mas ainda assim, preferiu ir a outro lugar.
Acabaram em um pub temático, com drinks com nomes de séries, o lugar era bem estiloso, todo decorado em estilo rústico, com pôsteres de algumas séries espalhados, um balcão com taças de diferentes tamanhos, umas mais modernas, outras de ferro e até mesmo uma que imitava um chifre de animal. No centro possuía um sofá marrom igualzinho o do central Perk, uma pena que estivesse ocupado.
Nos sentamos em uma mesinha de dois lugares perto de uma janela, Natalie pediu um cupcake e eu pedi um cheesecake, depois de comermos, pedimos uns drinks e continuamos por ali. Já era quase meia noite e eu estava morrendo de sono, pagamos e nos preparamos para sair, quando um homem apareceu perto de nós.
- Boa noite meninas. – Rick falou com o seu melhor sorriso encantador.
- Boa noite. – Falei sorrindo.
- Rick quanto tempo. – O sorriso de Natalie foi morrendo a medida que via o jeito que Rick olhava para o meu decote.
- Estive viajando.
- Que bom que voltou. – Natalie falou e acrescentou. – Muito bom te ver, mas estamos de saída.
- Até por aí. – Falei seguindo para a porta.
- Meg. – Ele pegou meu braço. – Seu número ainda é o mesmo? A gente podia sair qualquer dia.
- Não estou disponível Rick. - Dei dois tapinhas no seu ombro. - Passar bem.
Puxei meu braço do seu agarre e sai do pub atrás de Natalie que estava muito quieta, ela nunca gostou que eu me saísse com o Rick e nunca me disse o motivo, mas isso não importa por que ele é passado.
- Então. – Falei assim que entramos no elevador. – Que tal pipoca, mousse de vi chocolate e uma maratona de filme? Amanhã eu, você e o Iam?
- Adoraria. – Falou saindo do elevador. – Tenho compromisso amanhã.
- Com quem? – Perguntei curiosa.
- Alguém. – Foi tudo que ela falou. Aí tem, mas, quando ela tiver pronta vai me falar. Talvez fique sério.
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Capítulo morninho para relatar o dia a dia do nosso amado casal.
Aí Meg tá sentindo falta do boy minha gente. E certamente Henry também está sentindo falta da ruiva, né?
Até terça. 😘
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