Capítulo 41.

Livro da Meg na mídia.

Meg...

- Natalie você já entregou meu presente por que esse embrulho? – Questionei vendo a sacola sobre a mesa de centro, ela tinha me dado o vestido para usar no lançamento do meu livro.

- É o presente da Ellen, ela deixou comigo antes de viajar e disse pra lhe entregar no jantar. – Natalie falou colocando 4 pratos na mesa. Olhou para Henry e virou a cabeça ruborizada quase ri do jeito dela, mas uma parte minha ficou com ciúmes.

Não dei atenção a isso, deixei o Henry oferecendo ajuda para minha amiga e fui até a sala, peguei a sacola tirando um embrulho de dentro, abri e dentro tinha uma caixa, dentro dela tinha um bilhete sobre um papel de seda escuro. No bilhete estava escrito.

Sinto muito por não está aí com você nesse ano, mas saiba que estou aqui pensando em você. Estou lhe deixando um presente para realçar suas belas curvas e deixar os homens babando aos seus pés. Kkkkkkk. 
Eu te Amo.
Parabéns minha amiga, minha irmã.

Sorri ao terminar de ler e coloquei o papel sobre a mesa retirando da caixa um vestido branco de mangas que ficaria bem colocado ao meu corpo e deveria ir até a altura do joelho. Virei o vestido na mão olhando-o dos dois lados e colocando novamente dentro da caixa.

- Gostou? – Natalie perguntou da cozinha onde Henry a ajudava com as travessas de comida.

- Amei. – Me virei para falar mais alguma coisa, mas a porta do meu apartamento foi aberta chamando minha a tenção.

- Querida cheguei! – Iam falou passando pela porta sorrindo. – Cadê a aniversariante mais linda do dia? – Perguntou vindo me abraçar apertado e beijando minha bochecha. – Parabéns ruiva, que você tenha todo o sucesso do mundo, por que eu sei que você merece. – Piscou pra mim me soltando.

- Obrigada Iam. – Sorri lhe beijando a bochecha e me afastando um pouco, consciente de dois pares de olhos sobre nós.

- Já ia me esquecendo. – Me entregou um embrulho que estava em suas mãos.

- Obrigada. – Peguei o embrulho abrindo para descobrir se tratar de uma caixa de joias dentro da qual havia um colar delicado com um pingente em forma de gota. Sorri para ele agradecendo.

Iam foi até Natalie dizendo que estava com saudade e a abraçando muito forte e beijando sua testa em seguida a deixando corada. Depois foi cumprimentar Henry que estava com cara de paisagem e segurou a mão de Iam por mais tempo do que seria necessário. Algo nele me dizia que ficou incomodado com tudo aquilo, suspirei. “Por que as pessoas não aceitam que homens e mulheres podem ser amigos sem precisar terminar um na cama do outro?”

O jantar transcorreu em meio a conversas e risadas, conversamos sobre vários assuntos, por vezes voltando para meu relacionamento com Henry e a forma como nos conhecemos, nossos trabalhos, Henry contou algumas histórias engraçadas sobre o John fazendo Iam quase se engasgar com a comida de tanto rir e dizer que precisaria de concentração para encarar o chefe no dia seguinte sem cair na gargalhada.

No fim da noite Ellen ligou para falar com todos nós por chamada de vídeo dizendo que tinha feito para conhecer o cunhado, Henry sorriu e se juntou a nós que conversamos com ela por mais de 30 minutos. Ela fez um interrogatório com meu namorado, terminando ameaçando de cortar as bolas dele caso me fizesse sofrer, ela falava de um jeito delicado, mas sério que deixava qualquer um pensativo.

- Por que você aceitou um colar do Iam, mas não aceitou um meu? – Henry perguntou depois que ficamos a sós e ele estava me ajudando com a louça, a pergunta me atingiu como um soco no estômago, eu pensei ter sentido ele diferente depois que o Iam apareceu, mas logo em seguida estava normal, ele conversou normalmente com ele o que me levou a acreditar que foi paranoia da minha parte. “Sabia que estava ele quieto demais.”

- 1 Não era meu aniversário. 2 Aquele colar dá pra comprar uma casa. 3 Você está transando comigo o Iam não. – Falei simplesmente depois de um suspiro. 

- Você achou que eu estava tentando lhe comprar? – Parei de enxugar um prato que tinha nas mãos colocando-o sobre o balcão com o pano dentro e me virei para ele.

- Não Henry, mas nós não tínhamos nada sério, você não tinha motivos para me dar presentes, eu não sou interesseira e não gosto que fique gastando dinheiro comigo.  – Falei suspirando, não queria falar sobre aquilo, não lido bem com pessoas gastando dinheiro comigo, talvez por meu pai ter passado algumas vezes na minha cara o quanto gastou na minha criação.

- Eu lhe entendo. – Ele secou as mãos na calça e veio até mim. – Então, se eu disser que guardei o colar em um cofre do meu apartamento para quando você estivesse disposta a aceitar, você aceitaria? – Perguntou me abraçando. – Nós somos namorados agora, então eu posso lhe dar presentes e ele já é seu.

- Talvez. Mas, você não vai ficar me dando presente sempre, viu. – Beijei seu queixo ele apenas sorriu concordando com a cabeça.  – Foi isso que lhe incomodou quando o Iam chegou?

- Você pensou que eu fiquei com ciúmes? – Eu balancei a cabeça em confirmação. – Bem, eu fiquei, o jeito como ele chegou, o jeito que ele falou com você, a forma que ele é tão próximo a você. – Ele falou com uma sinceridade que me surpreendeu. – Ele conhece você a mais tempo que eu, você usa blusas dele. – Ele continuou. – No dia que... naquele dia que eu vim atrás de você e você não abriu a porta pra mim, ele me fez ir embora e uma parte de mim não pode deixar de pensar que ele tinha feito aquilo pra ter você pra ele. - Ele baixou a cabeça.

- Henry eu... – Parei sem saber como começar. – Nós nos conhecemos a muito tempo, por isso ele é bem próximo a mim, ele faz parte da minha família, a gente nunca teve nada e nem...

- Eu não estou lhe pedindo explicação. – Ele me cortou de um jeito gentil. – Só estou dizendo como me sinto, eu sei que vocês não têm nada, vocês se olham com carinho, mas como, como eu e a Grace nos olhamos. – Ouvir ele falando aquilo me tirou um peso gigante das minhas costas, pois eu sentia medo de ver tudo acontecendo de novo. – Eu só não consigo controlar sentir ciúmes, mas não é minha intenção e nem eu vou tentar afasta você das pessoas que você ama, que são importantes pra você. - Ele acariciou meu rosto. - Eu vou aprender a lidar com isso eu lhe prometo.

- Obrigada. – Foi tudo que eu consegui dizer antes de lhe abraçar e chorar em seu ombro, ele me apertou forte sem falar nada. Era muito importante que ele falasse aquilo pra mim, que confiadas em mim e estivesse disposto a lida com o ciúme por mim.

**
Meg...

- Natalie eu não aguento mais provar roupa. – É sexta depois do trabalho e nós estamos escolhendo as roupas para sair amanhã na segunda comemoração do meu aniversário. Por insistência do Henry vamos a Luxis, não que eu não goste do lugar, mas lá a gente não vai gastar um centavo e eu sinto como se estivesse explorando meu namorado milionário. – Eu gostei daquele verde. – Tentei argumentar sem sucesso, não sei por que ainda chamo Natalie para fazer compras comigo. Ah claro, por que ela tem um ótimo gosto.

- Não, você tem que experimentar esses. – Ela insistia.

- A loja vai fechar e a gente e não escolheu ainda.

- Se você continuar enrolando...

Peguei as roupas rendida e fui até o provador agradecendo aos céus por ter escolhido um vestido soltinho hoje pela manhã o que facilita tirar nas muitas trocas de roupa. Vesti umas quatro roupas diferentes, já nem lembrava mais qual a primeira peça que eu havia experimentado.

- Esse. – Falamos juntas ao ver o vestido vermelho em meu corpo.

Demoramos mais um bom tempo escolhendo o vestido dela que experimentou cerca de 20 combinações de roupa e não estou exagerando, acabei levando um vestido rosa também e Natalie levou uns 3, ela sempre gostou de comprar. Liguei para o Henry vir nos pegar assim como ele tinha pedido para eu fazer, íamos jantar no Salt, ele falou que havia terminado uma reunião com o Tyler e estava vindo em nosso encontro.

- Recebi uma ligação da polícia hoje sobre a minha página naquele site. – Falei enquanto saíamos da loja e ela me olhou inquisitiva. – Me disseram que o rastreio do IP não deu em nada. – Senti uma onda de raiva percorrer meu corpo, o que você fazer quando a pessoa que devia proteger a vítima, protege o agressor que também é um homem da lei que jurou proteger e servir?

- Claro que não deu. – Natalie revirou os olhos. – Você devia falar com a corregedoria, esses policiais tem que pagar.

- Eu prefiro ficar em paz Natalie. – Falei suspirando.  Realmente não queria entrar nessa briga e o Patrick parecia em fim ter me deixado em paz, eu só preciso agora exorcizar o fantasma. – Não quero mexer nisso. Estou bem e quero continuar assim.

- Tá bem. – Ela falou reconhecendo que eu não queria falar sobre o assunto. – E o processo contra a plataforma?

- Tyler falou que vai ser julgado na próxima semana o processo por danos morais. – Todos os rastros referentes a mim foram excluídos na semana seguinte que eu descobri. – Foram descobertas outras irregularidades e é bem provável que a plataforma caia por causa disso e ainda tenham de pagar multa. – Estávamos já na rua.

Natalie ia falar alguma coisa quando uma figura masculina surgiu na nossa frente me causando um susto enorme, por alguns segundos eu congelei perguntando aos céus por que faziam isso comigo, pensando que era o Patrick, mas, assim que foquei no homem a minha frente vi se tratar de Lincon, o ex traidor da Ellen, um deles.

- Oi meninas. – Ele disse na maior cara de pau. – Como a Ellen está? Eu a procurei no estúdio várias vezes, mas não a encontrei. – Ele olhava de uma para a outra com olhos tristes que não me comoveram.

- Pra que você quer saber dela? – Natalie perguntou em um tom duro.

- Eu sinto falta dela, sei que errei, eu fui um idiota, mas eu a quero de volta eu gosto de verdade dela. – Ele falou apressado se aproximando mais de nós, me fazendo recuar um passo instintivamente.

- Não, você não gosta, se gostasse não teria traído ela. – Falei em um tom mais alto que o normal. 

- Eu gosto sim, eu me arrependo do que fiz. Eu quero consertar.

- Agora é tarde. - Natalie falou.

- Não tem conserto. - Completei.

- Não, me ajuda a falar com ela. – Ele segurou meu braço. – Vocês precisam me ajudar.

- Eu só faço o que é melhor para a minha amiga e com certeza você não é. – Eu disse puxando meu braço do seu agarre.

- O melhor pra ela é você ficar longe de você e das suas mentiras. – Natalie falou.

O homem deu mais um passo em nossa direção pronto para falar mais alguma coisa, mas, um carro parou atrás dele o fazendo se virar, Henry saiu pela porta do motorista, contornou o carro vindo ao nosso encontro em passos rápidos.

- Boa noite. – Falou vindo em minha direção. – Desculpe a demora meu anjo. – Me deu um selinho. Ele se mostrava neutro e controlado.

- Nem foi tanto assim. – Sorri para ele.

- Algum problema?  - Perguntou olhando para o homem com uma expressão séria e feroz.

- Não. – Respondi pegando sua mão. – Vamos.

- Quem é esse homem? – Ele quis saber assim que deu a partida no carro.

- Lincon o ex namorado traidor da Ellen.

- O homem com vocês naquele dia na Luxis.

- O próprio.

- Vocês se viram naquele dia? – Natalie perguntou confusa no banco de trás.

- Sim, mas, eu não pude bater na cara dele naquele dia, estava preocupada com nossa amiga.

Os dois riram do jeito que eu falei, seguimos até o restaurante falando daquela noite e sobre a Ellen e como ela ainda não superou a traição, o relacionamento era recente, mas ela gostava demais dele e não foi o primeiro homem que a traiu. O primeiro cara que ela conheceu em Londres era casado enquanto saia com ela que só descobriu disso meses depois.

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Oi minha gente.

Olha o Henry evoluindo, controlando o ciúme...

Quero desejar feliz dia das mães a todas as mães que leem meu livro. E as nossas mãe também. Beijo grande. 😍

Até terça.  😘

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