Capítulo 37.

Henry...

- E então o que vocês vão fazer de bom amanhã? – Tyler perguntou.

Hoje é sexta à noite, a primeira sexta namorando minha ruiva e ao invés de estar com ela, aqui estou sentado em um pub com esses dois sentindo falta dela.

- Eu tenho um evento de trabalho. – John falou dando de ombros.

- Vou ver se a ruiva quer sair ou ficar em casa. – Dois pares de olhos me encararam esbugalhados.

- Câmbio, Câmbio. – Tyler falou. 

- Na escuta soldado. - John responde.

- Soldado abatido. – Tyler falou se segurando para não rir. – Repito, soldado abatido. 

- Permissão para recolher o corpo soldado.

- Vocês dois são tão engraçados. – Falei revirando os olhos, mas rindo em seguida. – Eu vou rir muito quando vê você correndo atrás de uma mulher Tyler. – Falei lhe encarando.

- Vira essa boca pra lá. – Ele falou sério. – Jogue praga no John.

- Pra que? Ele já é gado. – Nós dois rimos quando eu mencionei a Hilary. Ele ficou sério.

Comemos e conversando por muito tempo, por incrível que pareça Tyler ainda não estava correndo atrás de nenhum rabo de saia, acho que está doente. Depois de um tempo já estávamos mais alegres, sempre fazendo piadinhas sobre eu nunca querer relacionamento ou nunca ter sentido nada antes.

- Você vai levar a mulher pra conhecer a tia Mariane com uma semana de namoro? – John perguntou boquiaberto quando eu falei que no domingo levaria a Meg para almoçar em casa.

- Na verdade a mamãe já conheceu a Meg.

-Quando?

- No dia do baile da Glamour.  Quer dizer no dia seguinte.

- Então o negócio é sério mesmo? – Tyler observou.

- Sim e nem vem com gracinha.

Falei antes que eles recomeçassem, ficamos lá por mais um tempo antes que voltasse para casa, trocando algumas mensagens com a Meg e depois indo tomar um banho frio antes de dormir.

**

Meg...

Me olhei no espelho analisando o vestido vermelho que estava em meu corpo, balancei a cabeça negativamente e o tirei o jogando sobre a cama junto de umas outras quatro roupas.

- O que tinha de errado com esse Meg? – Natalie me encarava sentada na ponta da minha cama.

- Era muito decotado nas costas.

- Pelo amor de Deus Meg você já descartou umas dez roupas.

- Eu estou nervosa Natalie, eu vou conhecer a porra da minha sogra e a gente tem uma semana de namoro, eu estava louca quando aceitei ir nesse almoço. – Falei exasperada fazendo a minha amiga rir da minha cara.

- Amiga olha aqui, você é incrível e sabe disso, ela não vai se importar com a sua roupa.

- Você tem noção que a primeira vez que ela me viu eu estava usando somente uma blusa do filho dela e com o cabelo bagunçado?

- Viu ela já te viu em situação pior. - Ela brincou.

- Não está ajudando Lawrence.

- Vem, senta aqui eu vou escolher uma roupa e você vai ficar aí quieta e vestir sem reclamar.

Apenas assenti e Natalie se enfiou em meu closet saindo de lá com uma saia jeans que ia até um pouco depois do meio das minhas coxas, com detalhes desfiados na barra e nos bolsos e uma blusa branca com transparência nas mangas e busto.

- Essa saia é muito curta. – Reclamei.

- Essa saia fica quase na altura do seu joelho, para de reclamar e vai se vestir que seu namorado chega já ai.

Peguei a roupa e vesti, realmente ficou bom, eu estava praticamente sem maquiagem no rosto, passei somente corretivo, blush, máscara de cílios e tint para ficar com uma cara de quem acorda bonita, demorei mais longos minutos escolhendo o sapato, optei por fim por uma sandália rosa claro com branco de salto médio em um estilo elegante e moderno.

Quando eu terminava de ajeitar meus cabelos alguém bateu na minha porta.

- Diz pro Henry que eu já estou saindo.

- Está bem, não demora. – Natalie saiu pela porta do meu quarto.

Coloquei meus brincos da sorte, diamantes em forma de gota que eu ganhei da minha vó Eva no meu aniversário de 15 anos, coloquei algumas pulseiras, passei um pouco de perfume, peguei uma bolsa pequena na qual coloquei somente o celular e a carteira, me olhei mais uma vez no espelho e sai do quarto.

Henry estava sentado de maneira despojada no sofá da minha sala conversando com Natalie que estava sentada na poltrona ao seu lado. Ele estava lindo como sempre, o infeliz é de tirar o fôlego, nossa senhora dos homens gostosos o que é esse homem vestindo uma calça jeans clara torneando perfeitamente suas coxas me fazendo ter pensamentos impuros e uma blusa cinza com as mangas arregaçadas e a gola em V dando uma bela visão do seu peitoral.

- Boa sorte amiga. – Natalie me abraçou. – Vai da tudo certo. – Sussurra em meu ouvido. – Até mais Henry.

- Até Natalie. – Ele fala enquanto ela se encaminha para a porta e veio em minha direção envolvendo minha cintura com os braços. – Que mulher linda essa minha. – Fala me beijando e apertando minha bunda.

- Que homem lindo esse meu. – Sorri mordendo seu lábio inferior.

- Gosto como essas palavras soam na sua boca. – Ele fala e eu ergo uma sobrancelha.  – Meu homem. – Ele explica e eu rio.

- Bobo.

- Culpa sua. – Me soltou e pegou minha mão. – Vamos.

À medida que o carro entrava em bairros residenciais, dominados por condomínios de luxo, meu corpo todo ficava tenso, minha vontade era desistir daquela ideia louca e voltar para a proteção do meu lar. Eu estava nervosa e sempre falo demais quando estou nervosa, isso é  ruim.

- Você está nervosa. – Ele falou se identificando em uma portaria.

- Claro que eu estou nervosa eu vou conhecer sua mãe. – Falei assim que passamos pela portaria.

- Você já conhece minha mãe e a Grace vai está lá também, ela te adora.

- Sua mãe me conhece como a vadia que estava andando com sua blusa no seu apartamento. – Eu falei a essa altura minha racionalidade estava por um fio. Ele parou o carro no meio da rua e se virou para mim.

- Não fala essas coisas, olha, minha mãe ficou enchendo o saco naquele dia perguntando sobre você e o que eu sinto, ela sabe estamos juntos e ela gostou de você naquele dia.

- Henry, você entende a pressão que eu estou sentindo? – Falei suspirando. – Você nunca namorou antes, você nunca trouxe uma mulher pra sua mãe conhecer, ela deve esperar que eu seja extraordinária pra fazer você fazer tudo que eu nunca fez, que eu seja diferente todas outras, mas eu sou a Meg, só Meg, sem nada de especial. – Falei revelando pra ele as minhas angústias. 

- Olha pra mim. – Ele colocou as mãos em meu rosto me fazendo lhe olhar. – Ela vai esperar conhecer a mulher pela qual eu me apaixonei, a mulher que fez eu baixar todas as minhas barreiras e vai esperar que ela sinta o mesmo por mim. – Ele me beijou rapidamente. – E se sua preocupação for quanto a você ser extraordinária, não se preocupe por que você é e muito.

- Henry...

- O que? É a verdade. – Ele me deu um lindo sorriso encorajador, eu procurei em seus olhos por dúvida, mas não encontrei. – Vai ficar tudo bem. – Balancei a cabeça em confirmação. – Eu que deveria me preocupar quando for conhecer seus pais, já que o último namorado que eles conheceram foi o senhor médico perfeito. – Henry ironiza falando de Nathan. “Por que eu fui falar sobre isso com ele?”

- Não deveria, eu não me importo com a opinião dos meus pais a muito tempo. – Ele me olha e eu sorrio. – E claramente você é o genro dos sonhos. – Digo e sorrimos, ele volta a movimentar o carro. – A mãe do Nathan me odeia. – Digo não sei por que, na verdade eu sei sim falo demais quando estou nervosa. – Mas, eu não a culpo. E se a sua mãe me odiar?

- Por que a mãe dele lhe odeia? – Ele pergunta estacionando o carro.

- Eu também odiaria a mulher que partiu o coração do meu filho. – Digo olhando pra ele.

- Então foi você quem terminou? – Às vezes o Henry parecia uma velha fofoqueira, por Deus. – Você nunca tinha falado como terminou tudo entre vocês.

- Eu nunca amei o Nathan, nunca fui apaixonada da maneira que deveria para ter alguém em minha vida, eu gostei muito dele, ele era bom e carinhoso e teve uma época que eu achei que pudesse vir a ama-lo, mas, isso nunca aconteceu e cada vez que ele falava sobre os seus sentimentos eu me sentia culpada. – Já disse que falo demais quando estou nervosz? Pois bem, eu falo. – Então eu tomei coragem e terminei tudo.

- Ele reagiu bem?

- Melhor do que eu imaginava, ele sabia que eu não o amava. – Por um momento eu vi compaixão em seus olhos.

- Não sei o que eu sentiria se soubesse que você não corresponde aos meus sentimentos. – Ele falou se inclinado em minha direção.  Era inacreditável que aquele homem pudesse se sentir inseguro.

- Com isso você não precisa se preocupar. – Sorri para ele.

- Que bom. – Ele sorriu amplamente, um sorriso que faz meu coração se derreter. – Então agora é melhor parar de falar do idiota do seu ex namorado e vamos entrar? – Não pude deixar de sorrir do jeito que ele falou.

- Vamos.

Ele saiu e abriu a porta pra mim. “Respira, não pira, respira.” Só então eu reparei no lugar onde estávamos, era um condomínio com casas luxuosas em estilo moderno, a rua que separava uma casa da outra mais parecia uma avenida, os gramados eram muito verdes algumas casas tinham roseiras na frente, tudo ali exalava riqueza.

- A casa é linda. – Falei assim que nos viramos em direção a uma casa com estilo moderno com fachada branca, varanda de vidro e duas palmeiras na frente.

- Depois que ficou viúva mamãe comprou essa casa e se mudou. – Ele falou me guiando até os degraus que davam acesso a porta de entrada. – Ela dizia que a outra era muito grande.

- Se esse é o conceito dela de pequeno, vai chamar meu apartamento de caixa de fósforos. – Ele ri do meu comentário enquanto nos encaminhavamos para a porta.

A porta foi aberta por uma senhora de olhos cor de mel usando trajes formais, supus que se tratava de uma governanta talvez, ela nos cumprimentou dizendo que as senhoras nos esperavam na sala e saiu. Por dentro a casa mantinha o padrão elegante e moderno que exibia em seu exterior, a sala tinha uma das paredes totalmente de vidro que dava para um jardim com muito verde e algumas flores. Os moveis eram em tons claros também, era tanto branco que me fazia lembrar um manicômio, em um sofá cinza claro estavam Marianne e Grace Green conversando entretidas. A mãe usava um vestido azul Royal pouco abaixo do joelho, com mangas curtas e um decote quadrado o único detalhe era um cinto com fivela dourada e a filha vestia uma calça jeans com alguns pontos desgastados pela perna e uma blusa de seda rosa chá.

- Bom dia. – Henry falou chamando a atenção das duas.

- Bom dia. – Eu disse apertando mais a sua mão. 

- Irmão! – Grace falou abraçando-o e eu soltei sua mão me afastando alguns centímetros. – Cunhada. – Se virou para mim me abraçando, retribui sorrindo.

- Meu filho a quanto tempo não visita sua mãe. – Pude ouvir ela reclamando. – Grace me deixa cumprimentar minha nora.

- Senhora Green. – Sorri em sua direção.

- Me chame de Marianne menina. – Ela me abraçou e por essa eu não esperava. – Vem sentem -se. – Me puxou pela mão me sentando no sofá entre ela e Grace, Henry se sentou em uma poltrona próxima.

- Sua casa é muito bonita.

- Obrigada querida, eu gosto muito dela. – Ela falou sorrindo.

- Mamãe sempre se interessou por arquitetura. – Grace concluiu. – O que você está olhando com essa cara de idiota? – Ela perguntou ao irmão depois de um tempo de um silêncio quase constrangedor.

- Estou olhando as três mulheres da minha vida juntas. – Ele sorriu, como pode ser tão lindo, Grace gargalhou ao meu lado.

- Não pensei que viveria o suficiente para ver meu filho apaixonado. – Marianne disse rindo. – Você laçou mesmo meu menino. – Não gostei de como aquilo soou, mas só ri.

- Pelo pouco que eu vi, laçou mesmo, por que eu nunca tinha visto meu irmão correr atrás de mulher.

- Eu nunca tinha me apaixonado antes. – Essa conversa estava ficando muito estranha e desconfortável, mas para minha felicidade meu celular começou a tocar.

- Com licença.

Me levantei pegando o celular que estava no bolso desde a hora que chegamos e me dirigi para a parede de vidro saindo pela porta, olhei para a tela do celular e vi que era minha mãe que me ligava, já era a terceira vez que ela me ligava desde o casamento de Lisa, o que era muito mais do que me ligou no ano passado inteiro. Respirei fundo e atendi.

Ligação on*

- Oi mãe.

- Oi, minha querida. – Falou em um tom amável. – Como tem estado?

- Bem e a senhora?

- Bem. Como está o trabalho?

- Meu roteiro começa a ser gravado em duas semanas.

- E o livro?

- A publicação é em dois meses. – Não era fácil trazer de volta uma relação a muito arruinada, por isso nossas conversas eram sempre estranhas, rápidas e meio formais. – Mandarei um convite em breve.

- Ótimo, eu não perco por nada.

- Obrigada. - Fiquei um tanto surpresa com a sua declaração. - E as coisas por aí estão bem?

- Sim está tudo bem. – Ela respirou fundo. – Soube que Nathan esteve em Londres um tempo atrás.

- Sim, eu o vi.

- Vocês estão se reaproximando?

- Sim mãe, mas como amigos. – Emendei rapidamente. – Eu já tenho alguém em minha vida.

- Você está namorando? – Pergunta surpresa.

- Sim estou.

-Quem ele é?

- Henry Green.

- O homem pra quem você trabalha? - Pude ouvir o tom de julgamento em sua voz.

- Eu trabalho pra a irmã dele.

- Que seja. – Sinto que ela ia falar mais alguma coisa, mas se cala. – Espero que ele a faça muito feliz minha filha.

- Eu também. – Acho que mereço ser feliz depois de tudo. – Mãe eu estou na casa da mãe do Henry, tenho que ir.

- Tudo bem. – Ela falou. – Tenha um bom almoço.

- Obrigada, pra você também.  – Desliguei e suspirei, essa conversa não ajudou com meu nervosismo.

Ligação off.

Voltei pra sala me sentei em uma poltrona ao lado de Henry que me encarou por alguns segundos e estendeu a mão em minha direção a peguei sorrindo. “Eu estou sorrindo demais por causa dele, nossa senhora gente apaixonada é muito boba.”

- Algum problema?

- Não, era a minha mãe. – Ele entendeu por conhecer sobre meu relacionamento conturbado com meus pais.

- Seus pais moram aqui em Londres? – Marianne perguntou.

- Não, eles moram em Manchester, foi lá que eu nasci, cresci e morei até vir pra Londres anos atras, é lá que eles permanecem.

- Eles trabalham com o que?

- São donos da Brown Contabilidade. – Digo e isso parece surpreende-la.

- Essa empresa é bem conhecida. – Comenta. – Conheço pessoas que mesmo aqui em Londres pedem consultoria deles.

- Sim, eles são conhecidos. 

- Não sabia que você vinha de uma família de posses. – Aquilo me atingiu como um soco no estômago, o jeito como ela falou surpreso e quase aliviada, ela achava que eu sou interesseira? – Não sabia que era uma Brown.

- Sim senhora, eu venho de uma família de posses, mas, eu não vivo com o dinheiro deles, e não se preocupe eu não quis o dinheiro da minha família, não vai ser o da sua que vou atrás. – Como eu já disse nervosa eu fico com a língua solta e privacidade de eu falar merda é grande.

- Minha querida eu não quis dizer que você é uma mulher interesseira. – Marianne falou se ajeitando no sofá. – Eu simplesmente fiquei surpresa, não que isso faça diferença. Ter dinheiro ou não, não faz diferença pra mim. – Aquilo não me soou muito convincente. – Sua família é uma das mais ricas de Manchester, eu os conheci ano passado, não sabia que eles tinham uma terceira filha. - Nisso eu acredito.

- Por que eles não falam de mim, desde que eu larguei a faculdade dos sonhos deles pra seguir meus sonhos e vim pra cá, fazer trabalhos indignos de alguém da minha classe, como meu pai me disse ao saber que eu estava trabalhando de garçonete eles agem como se eu não existisse. – Falei tudo que apertava meu peito, eu vivia falando que estava bem e era bem resolvida, mas a verdade é que aquilo ainda doía muito em mim.

- Por isso você não usa o nome Brown?

- Sim, Taylor é o nome de solteira da minha avó materna, ela sempre me apoiou.

- Me desculpe por tocar nesse assunto querida e principalmente me desculpe se parecia arrogante ou se a ofendi. – Ela falou, dessa vez senti mais sinceridade na voz e me senti uma idiota.

- Tudo bem, eu que peço desculpas, por ter agido como uma idiota.

- Não se preocupe filha, eu nem sempre estive em uma família de grandes posses e sei como as pessoas podem ser cruéis. - Ela me deu um sorriso verdadeiro. Sorri.

- Onde fica o banheiro?

- Eu lhe acompanho. – Henry se pôs de pé e me guiou por um corredor.

- Desculpa se eu fui grossa antes, não era minha intenção, eu não devia ter vindo. – Falei colocando as mãos no rosto.

- Ei, você não precisa se desculpar. – Pegou minhas mãos e me puxou para si. – Minha mãe não é esse tipo de gente rica que acha que todos se aproximam por dinheiro. Pode ficar tranquila, entendeu?

- Sim. – Foi tudo que eu disse antes de tentar entrar no banheiro.

- É assim que você se sente? – Me segurou pela mão. – Você acha que as pessoas acham que você é interesseira?

- Qual é? Maior clichê do mundo, cara rico. – Apontei pra ele. – Garota pobre. – Apontei pra mim. – Todos pensariam que eu sou interesseira.

- Por isso você não aceitou o colar? Por isso reclama que eu lhe compro roupa? – Apenas assenti. – Eu não vou pensar que você é interesseira, nunca, o resto não importa. Entendeu?

- Sim, eu acho. – Colei nossas testas. – Obrigada, você é um homem bom.

- E um ótimo namorado.

Se gaba e lhe beijei, ele me empurrou contra  a parede e me beijou com vontade passeando suas mãos pelo meu corpo, começou a beijar meu pescoço me fazendo ofegar, esfregava sua ereção em mim.

- Chega, estamos na casa da sua mãe.

- E o que eu faço com isso? – É muito descarado mesmo, mordo o lábio vendo sua ereção.

- Eu não posso lhe ajudar. – Falei saindo do seu abraço e entrando no banheiro.

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E esse encontro com  a sogra hem? Tenso.

Quanta emoção pra Meg.

Até terça. 😘

Vote e comente.  😘😘❤

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