Capítulo 36.



Henry...

- Então o que temos pra jantar? – Meg perguntou encostada na bancada da cozinha.

- Eu preparei uma das poucas coisas que sei realmente fazer risoto de 4 queijos com carne de forno. – Falei me virando para ela. – Estava esquentando o risoto e a carne está terminado de assar. – Ela estava ainda mais linda com os cabelos molhados, os lábios inchados e vestindo uma camisa preta minha.

- O cheiro está muito bom. – Ela falou sorrindo e vindo para perto do fogão. “Meus Deus como eu amo esse sorriso.” – Deixa eu ver se você é bom nisso mesmo. 

- Desculpa jurada do master chef. – Ironizei recebendo um tapa dela no braço e tomando a colher da minha mão em seguida.

- Nossa muito bom. – Falou colocando a colher na pia e se inclinando para me beijar. – É, desculpa. – Sorriu sem graça olhando meu ombro onde ela tinha deixado uma grande marca de mordida.

- Não se preocupe, eu gostei de ser marcado pela minha mulher. – Sorri puxando-a para mim.

- Safado. – Falou sorrindo e me beijando.

Preparei os pratos pedi pra ela se sentar na mesa e lhe levei a comida na mesa colocando em sua frente como um verdadeiro chefe, voltei peguei meu prato, coloquei na mesa e me sentei na sua frente. 

- Champanhe? – Perguntei pegando a garrafa que ainda estava no gelo quase completamente derretido.

- Claro. – Ela respondeu, mas algo em sua voz me chamou atenção.

- Você não gosta de champanhe?

- Não.  – Ela falou sorrindo. - Não mesmo.

- Ai. – Fingi me magoar. – Tenho vinho branco na geladeira e tem vinho tinto também se preferi.

- Prefiro, obrigada. – Ela sorriu ruborizada, "é possível ficar ainda mais linda?"

- Um minuto. –  Levantei e levei a garrafa para a geladeira, pegando a garrafa de vinho branco e abrindo sobre a bancada.

Voltei para a mesa com a garrafa em uma mão e o acendedor em outra, nos servi o vinho acendi as velas levei o acendedor para a bancada e apaguei quase todas as luzes da cozinha, deixando as levas iluminando o lugar. Quando eu me virei para a mesa Meg tirava uma foto desta, depois pegou a taça bebericando, não resisti e peguei meu celular do bolso tirando uma foto dela.

- Gostou tanto do jantar que está tirando fotos? – Perguntei voltando para ela.

- Preciso deixar Ellen e Natalie informadas. – Ela respondeu me olhando.

- Então vai precisar de uma foto do casal.  – Falei me abaixando perto dela e esperando que tirasse uma foto nossa.

Jantamos conversando sobre a vida, sobre trabalho, família e amigos, ela acabou convidando meus amigos idiotas para a comemoração do seu aniversário em duas semanas, dizendo que a Grace já tinha chamado antes, fiquei de falar com os dois.

- Você sabe que acabou de subir o sarrafo pra você mesmo, não é? – Ela perguntou enquanto me ajudava a tirar a mesa do jantar.

- Como é? – Perguntei.

- Você com esse seu gesto romântico aqui no pedido de namoro vai fazer eu ficar muito exigente. – Ela falou colocando os pratos na pia onde eu lavava a louça. 

- Não se preocupe eu vou me esforçar para cumprir suas exigências, no pedido de casamento eu me supero. – Eu podia ouvir ela prendendo a respiração do meu lado.

- O que? – Perguntou com sua voz saindo um pouco mais fina que o normal, me segurei pra não rir.

- O que? – Falei a imitando e fingindo demência. – Falei que da próxima vez eu me superou.

- Sei. – Ela falou pegando uma panela e começando a secar. – Sua noite romântica foi dada por encerrada?

- Bem eu pensei em assistirmos um filme e depois fazer amor até não aguentamos mais.

- Meu Deus que namorado tarado esse meu, estou muito ferrada.

- Não vi você reclamando mais cedo, vi você gemendo de prazer.  – Falei me virando pra ela.

- Descarado. – Bateu em meu braço.

**

Meg...

- Você vai me comprar roupas sempre que eu dormi aqui e for trabalhar no dia seguinte? -  Perguntei vendo uma sacola que estava sobre a cama.

- Sempre que formos dormir tarde sim. – Ele falou saindo do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, exibindo todo o seu peitoral, abdômen e braços definidos e musculosos, o homem é uma tentação e já quero ele dentro de mim de novo.

- Não quero que você gastando dinheiro comigo sem necessidade.

- Meg é só uma roupa. – Ele falou vindo até mim. – Eu não posso mais nem comprar uma roupa pra minha namorada?

- Pode, mas não precisa fazer isso sempre.

- Se você trouxer algumas roupas para cá pode resolver os problemas. – Ele falou na maior naturalidade recebendo olhos esbugalhados em resposta.

- Devagar com o andor meu amor. – Falei me afastando dele. – Nós começamos a namorar ontem e você já está me chamando pra morar com você?

- Não, eu estou lhe oferecendo uma gaveta só isso. – Ele falou sorrindo. – A não ser que você queira. – Disse e saiu para o closet o descarado. Mas, parou antes de chegar lá e se virou. – Mas essa aí não é nova, Natalie mandou uma muda de roupa, junto com sua bolsa, você não podia passar o dia inteiro sem a carteira.

- Vocês dois estão tramando muito juntos. – Falei sorrindo.

- Eu, como um bom namorado que sou só queria garantir que você tivesse tudo que fosse precisar.

-  Obrigada? – Falei sorrindo e ele entrou no closet.

Terminei de me secar e fui até a sacola pegando um conjunto de lingerie rosa claro e vestido, vesti a roupa em seguida, que consistia de uma calça jeans de duas cores, uma camisa branca de botões e um tênis branco.

Quando eu dava um jeito em meu cabelo ele saiu do closet vestindo calça, terno e blusa pretos sem gravata. Estava com um ar despojado e sexy.

- Perdeu a gravata? – Perguntei o olhando.

- Muito engraçadinha você. – Ele falou vindo até mim. – Não estou com vontade de usar hoje.

- Que rebelde. – Sorri, ele me trouxe mais para ele e me beijou. – Nem vem estamos atrasados.

- Vem aqui só um pouco.

- Eu não sou mais adolescente pra cair na conversa de "é só a cabecinha" Henry. – Falei rindo, mas ele me olhava com uma expressão estranha.

- Você já caiu nela? – Ele perguntou me olhando.

- Não, eu nunca fui tão boba. – E o Nathan é o tipo de cara que espera o tempo da outra pessoa, mas eu não precisava comentar essa parte. – Vamos. – Peguei sua não mão e o puxei para fora do quarto.

- O Nathan foi o seu primeiro homem? – Aquela pergunta me pegou de surpresa.

- Você vai mesmo quer ter essa conversa agora? – Perguntei parando e me virando de frente pra ele. – Vai querer falar de ex agora? – Ergui uma sobrancelha. – Importa mesmo, quem foi meu primeiro homem ou quantos eu tive? – Falei na defensiva, quando eu cheguei em Londres tive minha parcela de "diversão".

- Não, não me importa. – Ele falou colocando as mãos em meu rosto. – Eu não perguntei por isso, eu só fiquei curioso, você falou que ele foi seu primeiro namorado.

- E por que você ficou curioso? Lhe incomoda eu ter tido outros homens?

- Não, quer dizer é claro que eu sinto ciúmes de qualquer cara que te tocou e principalmente daqueles que você gostou, mas não me incomoda, não nesse sentido, seria até hipocrisia da minha parte se eu fosse me incomodar com a quantidades de homens com os quais você já dormiu.

- Sua lista é tão longa assim? – Perguntei com uma ponta de ciúmes.

- Não tanto assim. – Ele falou desconversando. – É sério, eu não sou, era, eu não era nenhuma galinha.

- É bom não ser mais mesmo.

- Fica tranquila, nem se eu tentasse. – Entendi foi nada do que ele disse.

- O que?

- Só estou dizendo que só quero você. – Ele selou nossos lábios. – Mas, você não respondeu a minha pergunta. - Insistiu, esse homem não desiste.

- Sim foi o Nathan. E acabou o assunto. – Falei saindo do quarto com ele atrás de mim, ainda estava pensando nas mulheres que tinham passado pelo seu corpo, eu estava descobrindo o ciúme como eu nunca senti antes.

Descemos até o segundo andar e um aroma de café e bolo invadiu minhas narinas fazendo meu estômago revirar, Henry pegou minha mão antes de se dirigir comigo até a sua cozinha onde uma mulher baixa de cabelos loiros mexia em alguma coisa no fogão. Ela apagou o fogo e se virou em nossa direção.

- Olha só se não é uma mulher nessa casa. – A mulher falou sorrindo.

- Muito engraçada Molly. – Henry riu. – Meg está é Molly que trabalha aqui comigo, Molly está é Meg minha namorada.

- Aleluia. – A mulher falou sorrindo. – É um prazer conhecê-la menina.

- O prazer é meu. – Lhe disse estendendo a mão. – O cheiro está fazendo meu estômago pular de fome, o que tem aí? – Perguntei gulosa.

- Tem ovos, bacon e bolo. – Ela falou. – E eu fiz suco para a senhorita como o senhor Green pediu.

- Obrigada.

**

Meg...

- Oi cunhada. – Eu estava entretida terminando um roteiro, pois passaria a tarde inteira em um set e nem vi Grace entrando na minha sala.

- Olá. – Sorrio pra ela.

- Então vim te levar pra almoçar.

- Mas, eu não terminei aqui ainda. – Sim eu sou a pessoa que reclama com a chefe pra continuar trabalhando.

- Vem já está passando da hora de almoço, depois você termina. - Levantei um dedo pedindo pra ela esperar e dar meu de digitar concluindo meu raciocínio.

Levantei, peguei minha bolsa e sai com ela, fomos até um restaurante na mesma rua, por isso caminhamos até lá.

- Então me diz você gostou da surpresa? – Ela perguntou tocando meu braço.

- Sim, eu amei. Estava tudo perfeito. – Falei sorrindo feito uma idiota. “Eu tenho certeza que se pesquisarem vão constatar que pessoas apaixonadas ficam com a capacidade intelectual reduzida". “Mas, é tão bom".

- Eu nunca tinha visto o meu irmão daquele jeito. Todo nervoso, apreensivo. – Ela falava enquanto caminhávamos. – Ele está muito apaixonado por você, todo bobo. – Ela parou antes de atravessarmos a rua em frente ao restaurante. – Quer dizer eu já tinha percebido que ele estava apaixonado, mas não sabia que era tão forte.

- Tinha? – Perguntei a encarando.

- Sim. – Ela balançou a cabeça para corroborar o que falava. – No dia do baile eu vi o jeito que ele olhava você com os olhos brilhando e como ele saiu correndo feito doido atrás de você quando saiu da festa. – Ela continuou depois que nos acomodamos. – Ele não corre atrás de ninguém, algumas mulheres já tentaram isso, mas você fez sem perceber.

- Eu não sabia disso tudo. – Falei consciente de que estava corada. – Eu também estou muito apaixonada por ele. – Soltei um suspiro ao terminar de falar.

- Espero que sejam felizes. – Ela disse pegando o cardápio. – Mas, agora eu quero saber como isso tudo aconteceu por que o safado do meu irmão não me contou os detalhes, mas vocês se conheciam de antes de eu os apresentar não é?

- Como você sabe?

- O jeito que se olharam no dia, com conhecimento e surpresa, tinha raiva nos seus olhos e meu irmão estava quase babando. – Gesticulou para o garçom. – Além do mais aquele dia que você foi até o escritório dele nunca ficou bem explicado para mim.

- Sim, nós já nos conhecíamos. – Falei depois de fazermos os pedidos.

- E você não vai entrar em detalhes?

- Bem... – Comecei a contar, não tinha motivos para esconder, não dela, então eu contei tudo.

- Meu Deus. – Grace estava boquiaberta. – Eu sinto muito que você passado por isso. – Ela tocou meu braço.

- Obrigada. – Não queria me alongar no assunto por que não queria falar de Patrick.

- Então quer dizer que se o meu irmão não fosse um safado vocês não tinham se conhecido naquele dia?

- Exatamente.

Almoçamos enquanto falávamos sobre minha relação com o seu irmão, quando saímos eu a acompanhei até o prédio, mas não entrei, esperei um táxi, tinha que ir para uma gravação externa e na verdade já devia estar lá. Quando entrei no banco de trás do carro e olhei para o outro lado da rua jurei ter visto Patrick parado me olhando, mas quando um carro passou, ele sumiu como um fantasma.

- Para onde senhora? – O motorista perguntou ainda com o carro parado me tirando do meu transe, mas, o frio permanecendo instalado em minha coluna.

Dei-lhe o endereço e me recostei no banco fechando os olhos e tentando me acalmar, naquele momento eu queria sentir os braços do Henry em volta de mim e ouvir sua voz. “Por Odin eu tô muito ferrada.”

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Uma casal apaixonado que coisa linda.

Será que era mesmo o Patrick a observando? Se for o que ele estará planejando?

Obrigada pelos 4k de leitura. 😍
Lay que me atura falando da visualização, Kakakakaka, obrigada.

Até domingo. 😘

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