Capítulo 27.



Meg...

- Aí caralho. – Reclamei balançando a mão depois de pegar a travessa do bife no forno, estava tão quente que o calor passou pela luva. – Mais um pouco e está pronto. – Voltei com ele ao forno.

O resto do jantar estava praticamente pronto, o risoto está terminando de cozinhar, os aspargos já estão salteados e a sala está na travessa, programei o forno, desliguei o fogo do risoto e sai na direção do quarto. Tomei um banho demorado lavando o cabelo, sequei o cabelo depois de pentear e fiz algumas ondas, me sequei coloquei uma lingerie vermelha e me sentei para passar um reboco na cara. Passei uma base leve, corretivo nas olheiras, contorno, blush, iluminador, pó translúcido, máscara de cílios e tint. Fui pegar um vestido quando o telefone tocou, sai para a cozinha atendi e era o porteiro avisando que o Henry estava na portaria, autorizei sua subida e pedi para ele avisar que eu ia deixar a porta destrancada.

Voltei para o quarto peguei um vestido branco florido de alça fina com um decote discreto e as costas nuas que ia até o meio das coxas, estava procurando uma rasteirinha quando ele me chamou da sala.

- Meg? – A voz de Henry ecoou pela casa.

- Já saio. – Gritei de volta, calcei uma rasteirinha rosa e sai para a sala. – Boa noite.

- Boa noite. – Ele se virou sorrindo para mim e veio me abraçar.

Henry me pegou pela cintura tocando minha pele exposta e fazendo um arrepio passar por ela, ele colou nossos corpos e segurou meu queixo me fazendo lhe olhar, sorriu de lado e inclinou a cabeça para me beijar. Nosso beijo foi calmo e carinhoso.

- Você está linda. – Ele disse assim que nos separamos.

- Você também está. – E está mesmo, ele está vestindo uma calça jeans preta e uma blusa azul clara de mangas curtas agarrada aos seus músculos.

- Olha admitindo que sou lindo. – Ele falou brincando.

- Você tá se achando né senhor? – Falei me afastando dele.

- Trouxe um vinho. – Ele falou pegando uma garrafa de cabernet que estava sobre a mesa de centro.

- Obrigada. – Falei pegando a garrava. – Vamos, me ajude a pôr a mesa.

- Eu sou visita. – Falou me acompanhando para a cozinha.

- Não quero saber.  – Peguei os descansos de panela, os pratos, taças e talheres e deixei sobre a bancada para ele colocar na mesa. – Quer comer? Vai ajudar. – Ele me olhou com um sorriso sacana nos lábios, tem a mente poluída demais esse homem.

- Quando você a disse ajudar a colocar a mesa quis dizer que eu ia fazer isso sozinho?

- O que? O grande empresário não sabe por uma mesa? – Perguntei sarcástica.

- Esse não é o caso.

- Então ponha a mesa. – Falei séria. 

- Isso é bife Wellington? – Ele perguntou quando eu coloquei sobre a mesa a travessa que estava no forno.

- Isso mesmo, é uma das minhas especialidades.

- Eu adoro bife Wellington. – Ele falou com os olhos quase brilhando.

- Vamos comer então. – Falei pegando uma faca para partir o bife ao meio e ver se estava no ponto, mas antes peguei meu celular sobre a bancada e tirei uma foto, parti vendo que o ponto estava perfeito e tirei outra foto.

- Estão tão bonito que merece foto?

- Está sim, olha essa belezinha. 

Mostrei uma das metades para ele que aproximou observando, ele ficou por trás de mim e enlaçou minha cintura com as mãos beijando meu pescoço, sorri feito uma idiota sentindo meu estômago revirar um pouco. “Espero que seja fome.”


**

Henry...

- Caralho! – Exclamei depois de provar o melhor bife Welington que eu já comi na minha vida. – Isso está muito bom. – Vi a Meg sorrir contente ao me ouvir falar.

- Ainda bem que você gostou. – Ela falou comendo uma porção. – Nossa, está mesmo muito bom.

- Boa escritora, Boa cozinheira. – Falei rindo. – Está de parabéns.

- Meu tio Matthew foi quem me ensinou a cozinhar, ele tentou ensinar nós três a bem da verdade, mas, só eu aprendi. – Ela falou, seu pensamento parecia longe. – Carol e Lisa só sabem o suficiente para não morrer de fome e Lisa nem isso direito já que queima até macarrão instantâneo. – Ela continuou tomando um gole de vinho.

- Você é próxima do seu tio?

- Eu era, muito próxima. – Ela ficou triste de repente. – Nunca fui próxima da família do meu pai, mas sempre fui próxima da minha vó Era e do meu tio.

- A sua mudança pra Londres afastou vocês?

- Não, foi um acidente de carro anos atrás. – Vi seus olhos encherem de lágrimas. – Ele não tinha nem 35 anos.

- Me desculpe por tocar no assunto.

- Está tudo bem, vai ficando mais fácil falar a cada ano, não que deixe de doer.

- Eu sei como é. - Falei olhando o prato.

Eu vi lágrimas escorrendo por seu rosto, soltei meus talheres, puxei a cadeira para mais perto dela e a abracei, vi ela chorar baixo um pouco e logo depois se recuperar, dizendo que tinha prometido a ele não ficar sofrendo. Terminamos de jantar com ela contamos histórias sobre a sua infância, sobre a sua relação com seu tio e como tinha passado parte de sua infância no restaurante da sua avó.

- Eu conheço o restaurante da sua avó. – Falei quando ela me disse sobre o restaurante.  – É um dos melhores que eu já vi. 

- É mesmo muito bom. - Disse com orgulho.

Depois de jantar eu insisti em lavar a louça, depois nos sentamos no sofá para assistir um filme, escolhemos Um Lugar Silencioso que ainda não tínhamos visto. Passamos praticamente o filme inteiro calados, quietos, em alguns momentos não movíamos um músculo de tão tensa que a atmosfera do filme pesava sobre nós. Nos momentos de maior tensão senti ela apertar minha perna. Quando o filme acabou nós estávamos abraçados e eu lhe fazia carinho nos cabelos.

- Eu esqueci de lhe oferecer sobremesa. – Ela falou se afastando para me olhar.

- Eu tenho outra coisa em mente no momento. – Falei puxando-a para lhe beijar, ela sorriu antes dos nossos lábios se tocarem.

Nosso beijo começou delicado e devagar e fomos intensificando aos poucos, ela se levantou e se sentou no meu colo, levei uma mão ao seu cabelo e a ouvi gemer baixo quando puxei seu cabelo para lhe puxar mais pra mim, minha mão em suas costas desceram até a sua bunda, onde eu apertei com vontade.

- Não vai me chamar pro seu quarto? – Perguntei beijando seu pescoço e a fazendo gemer.

- Você já conhece o caminho.

Me levantei com ela agarrada a mim e caminhei até o seu quarto, ela beijava meu pescoço, sugando a pele e se esfregando no meu pau que já latejava contra o tecido da minha calça.

**

Meg...

Ele estava parado na frente da cama completamente nu em toda a sua glória me olhando de uma forma tão profunda que estava me deixando envergonhada, tinha certeza pelo calor em minhas bochechas que eu estava corada por baixo da maquiagem, sorriu de lado e engatinhou sobre a cama em minha direção como um felino pronto para atacar. Beijou a parte interna de minha coxa esquerda e foi subindo lentamente deixando um traço ardente onde sua boca tocava, quando ele chegou a minha intimidade úmida afastou mais as minhas pernas me deixando completamente aberta pra ele, desceu sua língua lentamente até minha entrada a invadindo, depois voltou até meu clitóris o contornado com a língua em movimentos circulares e lentos, me levando a loucura com sua atenção em meu pontinha inchado. Dois dedos escorregaram para dentro de mim, me fodendo cada vez mais rápido aumentou o movimento de sua língua me arrancando gemidos de prazer.

- Henry. – Gemi baixo quando ele sorriu levantando a cabeça e vindo em minha direção.

Ele pegou uma camisinha no móvel na cabeceira e não demorou a se enterrar em mim, passei as mãos em suas costas arranhando de leve e senti ele intensificar seus movimentos estimulado pelas minhas unhas. Ele colou tudo dentro de mim e parou os movimentos por um instante. 

- Eu senti falta de estar dentro de você. – Ele sussurrou em meu ouvido.

- Então me mostre o quanto sentiu falta. – Falei com um sorriso safado no rosto.

- Safada. – Falou segurando meu queixo e mordendo meu lábio inferior antes de voltar a investir contra mim. – Como você quer? – Ele perguntou se movimentando devagar.

- Forte e fundo.

Ele não falou mais nada apenas grunhiu e tornou a investir com força, pegou meus braços e os prendeu contra a cama acima da minha cabeça apertando na altura do pulso me dominando sob seu peso, desceu a boca até meu pescoço e continuou investido, comecei a me movimento junto com ele indo de encontro ao seu membro em riste.


- Henry... – Sussurrei entre gemidos.

Falei sentindo minha libertação muito próxima, ele aumentou a velocidade enfiando a cabeça em meu pescoço e gemendo cada vez mais alto, aumentando a pressão em meus pulsos.

- Meg. – Gemeu rouco.

Senti minha libertação e me desfiz em um orgasmo longo e intenso, contraindo minha florzinha em volta do seu membro sentindo ele pulsar e Henry morder minha clavícula e apertar meus punhos gozando forte.

**

Henry...

Cai ao seu lado ofegante, ela espelhava meu estado, tirei a camisinha e dei um nó deixando ao lado da cama, a puxei para o meu peito e ela acariciou minha pele brincando com os pelos no meu peito.

- Caralho eu machuquei você. – Exclamei vendo uma faixa vermelha em seu punho, procurei a outra mão e a marca ali estava um pouco menos avermelhada. – Me desculpa, eu juro que não pensei que estava apertando muito, eu jamais machucaria você. – Me sentei trazendo-a comigo, eu sentia um aperto no peito, me sentia um idiota, jamais seria minha intenção a machucar e eu sequer percebi que a estava apertando tanto.

- Eu não tinha nem percebido. – Ela falou olhando para os pulsos e esfregando o que estava mais vermelho.

- Está doendo muito? Me... – Ela me interrompeu.

- Não está doendo. – Ela olhou pra mim e eu procurei por raiva ou medo em seus olhos.  – Olha eu fico com marca muito facilmente, isso vai sair daqui a pouco, se você tivesse me machucado de verdade estaria doendo, está tudo bem. – Ela me afirmou, mas eu ainda sentia algo errado, que eu tinha feito algo errado.

- Tem certeza? Isso parece realmente machucado. – Falei tocando seu punho e ela não recuou ao meu toque.

- Tenho sim.

Fiquei ali sentando abraçando-a e acariciando seus cabelos. Não demorou muito para ela montar em minhas pernas e começar a esfregar sua intimidade sedenta em meu pau que já estava pronto a sua espera.

- Você não cansa?

- Por que? Já cansou meu bem? – Devolveu a pergunta rindo.

-  Não mesmo ruiva.

Falei levando minhas mãos ao seu corpo para traze-la mais pra mim, achei que ela estava diferente da outra vez, parecia que alguma coisa estava errada, mas depois de perguntar pela terceira vez e ela me garantir que estava tudo bem eu me calei, principalmente por que ela fez meu pau escorregar para dentro dela com um gemido e começou a se movimentar pra frente e pra trás, seus peitos balançando de maneira convidativa a minha frente.

- Você é muito gostosa.

Falei sorrindo e atacando um de seus seios com a boca, suas mãos alcançaram meus cabelos puxando os fios e me puxando mais para si. Peguei em sua cintura e troquei nossas posições ficando por cima, ela esticou a mão para o móvel na cabeceira e pegou uma camisinha me entregando, coloquei a camisinha e tornei a penetra-la de uma vez arrancando um gritinho de surpresa seguido de um longo gemido.

Voltei a deixar ela por cima, senti ela levantar e descer sobre meu pau fazendo ele entrar e sair de sua boceta apertada, dei uma palmada com força em sua bunda e apertei em seguida erguendo meu corpo para lhe beijar na boca. Senti ela se contrair sobre mim e se apertar em volta do meu pau à medida que gozava gemendo o meu nome.

- Henry. – Gemeu antes de desabar sobre o meu peito sem me tirar de dentro dela.

Tinha algo em ouvir ela gozar falando meu nome que me deixava doido, fervendo com mais desejo ainda, eu me sentia com o ego inflamado e a vontade de faze-la minha só aumentava, coloquei ela por baixo de mim, girando sem sair se dentro dela o que a fez rir.

- Você não quer sair de dentro de mim? – Ela brincou sorrindo.

- Não quero. – Confirmei. – Se pudesse ficava aqui por muito tempo. – Nós dois rimos.

- Safado. – Ela sussurrou de um jeito muito sexy me puxando para mais um beijo.

Sai de dentro dela a virei de costas puxando sua cintura para que ficasse de quatro em minha frente, me dando uma bela visão de sua bunda.

- Empina essa bunda pra mim. – Pedi me inclinando sobre ela que me obedeceu prontamente e me olhou com cara de safada.

- Assim? – Ela perguntou provocando.

Ela se apoiou nos cotovelos ficando ainda mais empinada e eu bati em sua bunda com tanta força que ficou vermelha, segurei em seu quadril e meti tudo mais uma vez, tirando e entrando de novo e de novo, eu estava ofegante e meu pau pulsava de desejo implorando pela libertação.

Peguei seus cabelos cor de fogo e a puxei por eles em direção a mim, a ouvi gemer com o movimento e ouvi um gemido sair ainda mais alto quando beijei seu pescoço, sugando a pele levemente, entrei e sai sentindo ela rebolar me minha direção e em pouco tempo senti ela se contrair novamente em volta do meu pau. Soltei seus cabelos e coloquei as mãos em sua cintura ajudando a intensificar o movimento buscando meu orgasmo.

- Meg. – Sussurrei entre gemidos.

**

Meg...

Fiquei parada olhando pro teto depois que ele dormiu, tentando me convencer que estava tudo bem. “Ele não é o Patrick, está tudo bem, ele pediu desculpas.” “O Patrick também pedia". A vozinha medrosa em minha mente falou me deixando alerta. Eu sabia que não era justo pensar isso, que tudo tinha sido diferente, mas eu não podia deixar de sentir um receio. Me levantei com cuidado para não acordar ele, vesti sua blusa e fui até a sala em busca do meu celular.

Era quase 02:30 da madrugada o que significava que era início da manhã em Mumbai e eu precisa mesmo falar com Ellen. Fui até o pequeno escritório/ estúdio de fotografia que temos no apartamento enquanto discava para ela.

Ligação on*

- Alô gata. – Me cumprimentou com uma voz nada de sono.

- Oi meu amor. – Respondi baixo me encostando na mesa. – Já está acordada uma hora dessas?

- Já são praticamente 8 da manhã, a pergunta é o que você está fazendo acordada?

- Então. – Suspirei fundo e contei o que tinha acontecido.

- Por que você não falou pra ele que aquela atitude é um gatilho? – Ela perguntou paciente. – Você sabe que isso não é saudável.

- Mas, a atitude dele não foi um gatilho, eu adorei na hora que ele fez, eu me senti bem e estimulada, foi quando eu vi meus pulsos vermelhos que entrei em pânico. – Falei suspirando. - E contar que aquilo me deixou assim significa contar sobre o infeliz pra ele e não quero ter essa conversa.

- E eles estão doendo muito?

- Não eles não doem é que...

- Você lembra do Patrick e isso é apavorante.

- Sim. – Eu falei baixo.

- Olha meu amor, você não pode ficar sempre comparando os caras com quem você sai com o Patrick, aquele desgraçado não pode continuar interferindo em sua vida, se isso acontecer ele ganha. – Ela estava certa, eu não podia deixar aquilo me afetar e se eu me assustasse novamente eu precisava falar com ele. Olhei para os meus pulsos que já estavam um pouco menos vermelhos. - E ele não pode ganhar entendeu?
- Sim.

Ligação off*

Conversei mais um pouco com ela antes de voltar para a cama e me aconchegar em seus braços, ele sussurrou algo que eu podia jurar ser “minha ruiva" de olhos fechados e cheirou meus cabelos me abraçando apertado contra si.

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Meg continua assombrada pelos fantasmas do passado, até quando o infeliz do Patrick vai interferir na vida dela?

Até terça.

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