Capítulo 18.
Rosemary olhava para a filha que estava de costas colocando a amiga em um táxi, sentia o coração apertado no peito não podia acreditar que aquilo era verdade e ela não soubera de nada. Na verdade foi com pesar que percebeu que nos últimos anos não soubera de muita coisa da sua filha caçula, não participou de sua vida desde que ela foi embora e mesmo antes já andava afastada.
- Meg. – Não sabia por onde começar. – O que você disse lá dentro sobre relacionamento abusivo, você passou por isso? Foi aquele seu namorado policial?
- Foi sim. – Foi tudo o que Meg conseguiu responder. – O Patrick, ele tentou me controlar, era ciumento e manipulador.
- Ele bateu em você? – Perguntou a mãe com o coração na mão.
- Uma vez, ele ficou transtornado de ciúmes, apertou me pescoço, me jogou no chão. – Falou sentindo um desconforto no estômago. – Foi no dia em que eu abortei.
- Você esteve grávida?
- Nem eu sabia, não até ser tarde demais. - Sentia um embrulho cada vez maior no estômago.
- Por que eu não soube de nada disso? - Rosemary sentia seus olhos ardendo.
- Será que é por que nós não somos próximas mãe? – Falou se sentindo exausta. – E não é de agora, você sequer percebia quando eu chegava bêbada em casa ou chapada, se você não me via morando em casa, imagina estando longe e você só me ligando no meu aniversário.
- Eu nunca... Eu... Eu... me perdoe. – Meg olhou para a mãe que chorava na sua frente a mulher realmente parecia abalada. – Eu não quis acreditar, não queria ver que você sofria e depois que você foi embora a Carol sempre falava que você estava bem.
- Eu pedia pra ela não falar se quisesse saber de mim me ligasse era o que eu dizia a ela.
- Esse homem que fez mal, ele te deixou em paz?
- Assim que eu o deixei ele me ameaçou. – Rosemary arregalou os olhos. – Mas, depois me deixou em paz e recentemente ele voltou a me encontrar dizendo que tinha mudado e outro dia brigou por que me viu sair do carro de um cara do trabalho.
- E por que esse homem não está preso?
- Mãe o Patrick é da polícia, e ele é um policial condecorado do tipo que recebeu medalha por um trabalho bem feito, eles não vão prender um dos seus. – Meg falou triste e revoltada ao mesmo tempo, ela odiava se sentir de mãos atadas. – Sem contar que ele é um Thompson.
- Thompson como o juiz da suprema corte? - Rosemary perguntou.
- Exatamente, é o pai dele. Ele é um homem poderoso protegido pela justiça e pela polícia, o que eu poderia fazer? - Meg falou sem forças.
- Mas eu poderia tentar...
- Não mãe, não leve a mal, mas não. – Cortou antes de a mulher continuar. – Está tudo bem, eu não vou aceitar ajuda com o dinheiro Brown. - Falou e realmente não queria ter que recorrer ao pai.
- Mas, o nome poderia ajudar.
- Mãe, eu prefiro viver minha vida em paz sem mexer em vespeiro. – Era verdade também que temia pela vida das pessoas próximas a ela. – Esta tudo bem só quero seguir minha vida. – Rosemary concordou, se lembrando de falar com Carol depois. - O Patrick está quieto, ele vai me deixar em paz. - Falou sem acreditar em uma palavra do que dizia.
- Minha filha me perdoe eu não tenho sido uma mãe pra você. – Ela disse depois de um silêncio. – Eu não espero que recuperamos o tempo perdido, mas eu gostaria de ser mais presente em sua vida.
- Está bem. – Não sabia se estava disposta a perdoar a mãe, mas aceitaria uma reaproximação. - Provavelmente não ser a fácil, mas nós podemos tentar.
A mulher sorriu com tristeza nos olhos e abraçou a filha de um jeito que não fazia a anos, por um instante Meg se sentiu como quando era criança.
**
Meg...
O dia de domingo foi revertido quase que completamente revertido para a arrumação do casamento, passamos o dia no salão, Lisa estava tão animada com o casamento que passou o dia inteiro sem fazer um comentário ácido sobre Meg.
Os vestidos que Natalie fez para mim e Ellen eram lindos, o meu vestido era nude claro, com um decote que vai até perto umbigo, a parte de cima era todo coberta por flores rosadas que desciam pela saia de maneira delicada, a saia era soltinha de um tecido leve e fino, usei o mesmo salto da noite anterior. A maquiagem era leve nos olhos com um batom vinho nos lábios. Em seus cabelos tinha uma trança na lateral e o resto estava jogado para o lado.
O vestido de Ellen era prateado na parte do busto com um decote profundo que emoldurada bem seus seios, uma faixa azul logo abaixo do busto demarcava a divisão do busto com a saia que era também azul, usava um sapato de salto alto também azul, e uma maquiagem discreta com um batom rosa. Os cabelos estavam em um coque despojado.
O vestido de Lisa era todo branco com prata, rendado na parte do busto, uma faixa separava da saia que descia armada até o chão, possuía um detalhe na barra e brilho nos por toda a saia.
O vestido das madrinhas era amarelo clarinho quase creme de ombro só e com uma faixa lateral. Lisa tinha mesmo cara de quem escolheria um vestido sem detalhes para as madrinhas não chamarem mais atenção que ela no altar.
A cerimônia transcorreu normalmente, durante a recepção cuidei para me manter longe da minha família, não queria causar problemas no meio do casamento, estava distraída perto da mesa de aperitivos comendo alguns quando ouço uma voz muito familiar, porém que eu não escutava a anos, falar atrás de mim.
- Alguns hábitos nunca morrem. - Nathan disse em tom de brincadeira.
- Sabe como é, amo comida. – Disse me virando para encara-lo, ele está ainda mais bonito que antes, seu rosto de menino deu lugar a um homem sexy e belo, seu terno sob medida de três peça era com azul escuro e delineava bem seu corpo. – Bom te vê -lo. – Coloque o canapé que eu tinha mão de volta na mesa e a estendi em sua direção.
- Digo o mesmo. – Ele ignorou minha mão estendida e me abraçou. – Você está cada dia mais bela.
- Olha quem fala. – Disse sorrindo é gesticulando em sua direção quando nos soltamos.
- Então, soube que está trabalhando na Green Entretenimento você está feliz?
- Muito feliz na verdade. Acabei de escrever meu primeiro roteiro. - Falei animada, apesar de tudo Nathan sempre me apoiou.
- Que bom, é ótimo trabalhar com o que se ama.
- Sim, é libertador. – Falei tocando seu ombro. – Recebei uma proposta para publicar um livro.
- Sério? – Ele Perguntou com uma expressão feliz. – Fico feliz, você merece.
- Obrigada. – Não me contive e o abracei novamente. Nathan é um bom homem que em nada tem haver com os erros do nosso relacionamento, quero ver ele feliz.
Na hora do jantar eu e Ellen acabamos aceitando o convite de Benício e no sentamos na mesa de sua família, Nathan tinha me convidado para sentar com ele e sua família, mas eu decline agradecendo, a mãe dele ainda me odiava pelo término e eu estava procurando ficar longe de confusão.
Benício estava sendo muito gentil desde o dia anterior durante o jantar e depois quando me encontrou depois da conversa com a minha mãe, eu estava um tanto desnorteada depois de tudo aquilo, ele me levou de volta ao apartamento e conversou comigo durante todo o caminho.
**
Meg...
Na segunda avisei que não chegaria a tempo de trabalhar por que tive uma emergência com a Ellen, não era mentira eu ia com Ellen até Liverpool para ver seus pais antes da viagem, o senhor e a senhora Willians eram ótimas pessoas e enquanto moravam em Manchester sempre me apoiaram e acolheram, me sentia mais em casa com eles do que com minha família essa era a triste verdade.
Regressamos a Londres já a noite, a terça feira passou em um segundo, a noite fizemos uma despedida para Ellen com direito a muito choro e felicitações, a partida da minha amiga era muito repentina e embora eu soubesse o quanto isso era importante pra ela não conseguia me conformar.
Hoje é quarta o dia que ela vai viajar, acordei cedo fui ao banheiro tomando um banho rápido, escovei os dentes, passei uma maquiagem leve, apenas corretivo para esconder as olheiras já que ficamos acordados até tarde ontem, tint na boca e nas bochechas, pó e máscara de cílios, deixei os cabelos soltos e coloquei um vestido preto de mangas com um detalhe cinza na frente que evidência meu quadril e se estendia até a altura dos joelhos e um salto preto com a parte de baixo vermelha.
- Olha a Kim Kardashian. – Ellen sempre me chama assim quando visto algo que evidência muito meu quadril.
- Deixa de onda e vamos tomar café. – Passei por ela sorrindo.
- Eu deixei as chaves do carro no potinho ao lado da porta, vê se não bate meu amorzinho enquanto eu tô fora. – Ela falou enquanto tomávamos café.
- Tu me respeita que eu não sou uma motorista ruim. – Falei indignada, mas a verdade é que eu não era lá essas coisas no volante, meus três amigos só confiam em mim quando estavam bêbados e olhe lá.
- Não, imagina. – Sua voz estava carregada de ironia.
Natalie, eu e Iam fomos deixar Ellen no aeroporto, seu voo saia as 9 da manhã. No caminho conferi umas 10 vezes se tinha mesmo colocado o contrato dentro da bolsa. Carol deixou ele no meu apartamento ontem antes de pegar o voo para Nova York, como a senhorita Green não estava na empresa preferi não levá-lo comigo, hoje tenho uma reunião marcada com ela as 10 para lhe entregar esse bendito.
- Se divirta muito lá. – Iam falava. – Olha essa instituição tem gente de todo lugar do mundo, então você vai poder experimentar homens de vários países.
- Iam tome jeito. – Ellen riu batendo em seu braço.
- Espero que você aprenda muito amiga, sei que você vai ser ainda melhor do que o já é. – Natalie falou a abraçando. – Sentirei sua falta.
- Eu também.
- Olha aproveita que você vai pra Índia e faz uma limpeza espiritual. – Eu disse a abraçando fazendo graça para não chorar. – Vai que você se livra desse seu dedo pobre. – Todos riram.
- Muito obrigada.
- Eu sentirei muito sua falta minha irmã.
- Eu também sentirei. – Ela disse. – Sentirei de todos vocês, mas logo logo eu tô de volta. – Olhando para os nossos amigos ela falou. – Cuidem dessa aqui estão me ouvindo?
- Sim senhora. – Eles responderam sorrindo.
**
Meg...
Desde que eu cheguei não consegui me controlar no trabalho de tão ansiosa que eu estava para a hora de devolver o contrato para a Grace, a todo instante eu olhava no relógio, já tinha tentado continuar o que eu estava fazendo ontem umas três vezes e não tive sucesso algum. Jackson não estava no escritório hoje, ele estava em uma gravação.
Fui ao banheiro chequei minha maquiagem, fiz um coque, desisti e desfiz, ajeitei meu vestido, voltei para a minha sala peguei o contrato e rumei para o andar da diretoria. O elevador pareceu demorar uma eternidade até chegar.
- Pode entrar eles estão lhe esperando. – A assistente antipática falou.
- Eles? – Parei indagando.
- Sim, a senhorita Green e o senhor Green. – Eu engoli em seco não esperava conhecer o irmão da Grace hoje, mas isso não me intimidaria.
- Ah sim. – Disse fingindo normalidade. – Obrigada.
Sem falar mais nada me virei e rumei para a sala, bati na porta entrei assim que foi autorizado, Grace estava sentada em sua cadeira sorrindo para mim, um homem de ombros largos e cabelos escuros estava sentado a sua frente.
- Bom dia. – Eu falei entrando na sala.
- Bom dia Meg. – Grace falou.
- Bom dia senhorita Taylor. – Uma voz rouca e vagamente familiar disse. - É bom finalmente conhecê-la.
Quando o homem se levantou e se virou para me encarar abotoando um terno de três peças escuro com riscas formando um padrão xadrez, ele era alto e forte, vi que era um homem que impunha presença, quando subi meus olhos até seu rosto e me deparei com aquele belo par de olhos azuis a minha surpresa foi tamanha que por pouco eu não deixei a pasta que tinha nas mãos cair.
Eu não acredito que esse desgraçado é o Henry Green, e o infeliz fica mais bonito ainda de terno. "Você só pode está de brincadeira vida" "Eu fiz Cristo tropeçar enquanto carregava a Cruz?" "Fui general da SS?" Não conseguia acreditar.
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Eis que o encontro finalmente aconteceu. 😱😱😱😱
O que vai acontecer agora que estão cara a cara?
Como Meg vai reagir diante dessa surpresa? Como Henry vai reagir?
Na terça sai outro capítulo.
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