Capítulo 14.

Quando Ellen e Natalie desceram do táxi e caminharam em direção ao prédio no qual moram foram interrompidas por gritos vindos de um carro que acabara de parar. Elas se viraram a tempo de ver Lincon sair do carro entregando uma nota ao taxista e correndo em sua direção. Ellen queria se virar e não olhar para trás,  mas permaneceu estática.

- Ellen por favor me deixa explicar.

- Explicar o que Lincon? Que você estava me traindo? – A voz de Ellen estava um pouco rouca devido o esforço que fizera ao chorar.

- Me perdoa eu fui um idiota, aquilo não teve importância. – Ele disse se aproximando, Natalie olhava a cena inteira sem saber o que fazer. – Eu amo você. 

- Não, você não ama se me amasse não me humilhada dessa forma.

- Eu sou homem e a carne é fraca, ela estava lá dando em cima de mim. - Ele tentou se sair pondo a culpa na mulher.

- Meu Deus você é o que? Um homem das cavernas? – Natalie disse com desprezo. – Seu machista de merda. - Pela segunda vez em sua vida Natalie sentiu vontade de agredir alguém.

- Como ousa falar uma coisa dessas você é desprezível. – Ellen tornou a bater na cara do homem.

Nesse momento Iam e Meg desceram de um táxi e correram em direção a eles, Ele tinha os punhos cerrados e ela uma expressão estranha no rosto como se tivesse visto o fantasma de Hitler bem na sua frente.

- É verdade, olha eu posso ter sido um idiota, mas eu juro que te amo, no momento em que eu percebi que te perderia eu fiquei em pedaços.

- Você só pode está brincando. – Ellen riu irônica, seus olhos transbordavam de raiva e dor. – Você é louco se pensa que eu vou acreditar nisso.

- É verdade, não me deixe. Aquilo não teve importância ela não teve importância.

- Quantas vezes vocês saíram?

- Isso não importa.

- QUANTAS VEZES LINCON? - Ela gritou.

- Eu não sei, umas 3 ou 4 vezes nas últimas semanas.

- Com quantas outras você me traiu. – Lincon abriu e fechou a boca algumas vezes antes de conseguir falar.

- Três desde que começamos a namorar sério.

- E você ainda acha que eu vou voltar pra você? – Ela chegou mais perto dele. – Você só pode está brincando, só por que me fez de trouxa você acha que eu sou idiota a esse ponto? – Ela começou a bater em seu peito chorando. – Saiba que eu não sou, eu fui enganada e humilhada por você, mas isso não vai se repetir.

- Você tem sentimentos por mim que eu sei admita. – Ele a segurou pelo braço.

- Você fez questão de matar qualquer sentimento que eu possuo. – Ela disse e ele a puxou para mais perto.  – Me solta. - Ela tentou puxar o braço do seu agarre.

- Me perdoa.

- Me solta agora. – Isso era tudo que Iam estava esperando.

- Solta ela. – Gritou puxando o braço de Lincon e o afastando de Ellen. 

- Não se envolva no que não lhe diz respeito.

- aí que você se engana. Caia fora daqui e nunca mais apareça na frente dela. - Iam o ameaçou

Lincon tentou avançar novamente mas foi parado por um soco de Iam bem no seu queixo e os dois começaram a brigar, o fato de Iam ser mais  alto que Lincon lhe deu vantagem na briga e logo estavam trocando socos no chão com Iam por cima deixando o outro com sangue no rosto.

Ellen chorava abraçando o próprio corpo, Meg olhava para a cena assustada ela nunca tinha visto o amigo daquele jeito, Natalie era a única consciente no momento e foi ela quem fez Iam e Lincon se afastarem, mandando este embora em seguida.

Também foi Natalie que fez todo mundo subir até o apartamento e levou Ellen até o sofá onde se sentou, Meg foi para o quarto precisava de um tempo sozinha toda aquela coisa a fez lembrar de Patrick e isso a deixou assustada. 

- Você está bem? – Iam disse se aproximando dela que estava olhando pela janela e se afastou quando ele se aproximou. – Você está com medo de mim?

- Me desculpe.  – Foi tudo que ela conseguiu falar.

- Nada de desculpas, você  não tem culpa. - Ele falou com tristeza nos olhos. - Ei você sabe que eu nunca te faria mal não é? – Ele disse sem tentar se aproximar, seu coração doi por ver os olhos assustados de sua amiga em sua direção, ele sentiu vontade de matar o cretino que fez isso com ela. – Me desculpa por te assustar e ser gatilho para pensamentos ruins, não foi minha intenção.  – Falou xingando lentamente o desgraçado do Patrick. 

- Eu sei. – Ela falou lhe olhando. – Eu não queria que ele tivesse esse poder sobre mim, mas eu não consigo evitar. – Ela começou a chorar e se jogou nos braços de Iam. - Eu me odeio por isso.

- Vai passar, pode não ser fácil, mas vai passar e nós estaremos sempre aqui por você.  – Ela concordou com a cabeça. - E nunca mais diga que se odeia viu. - Ela não pode deixar de sorrir.

- Obrigada. - Mege falou se afastando. - Enquanto isso precisamos confortar a Ellen.

Enquanto isso Natalie estava sentada no sofá com a cabeça de Ellen  em seu colo, ela chorava sem para e repetia o quanto era burra, que provavelmente tinha merecido aquilo por ter ido tão idiota.

- Ei pode para com isso. – Natalie falou enquanto lhe fazia carinho nos cabelos. – Você não tem culpa de nada viu? Ele é o responsável, ele é o errado. – Repetia aquilo pela terceira vez quando os outros voltaram e Meg tinha marca de lagrimas nos olhos.

- Vocês todos estavam certos, nenhum de vocês gostava dele, mas eu tinha que ser a burra que cai direitinho.

- Ei, não fala assim. – Meg falou se sentando no sofá e pondo os pés de Ellen em suas pernas.

– Você não tem culpa, você estava apaixonada. – Natalie completou.

- Olha eu sei que dói, você sabe o quanto eu sei, mas acredite em mim isso passa. Logo logo você vai perceber que não tem culpa de nada nisso tudo.

Ellen apenas assentiu com a cabeça e fechou os olhos recebendo carinho na cabeça e nos pés.

**

Ellen...

- Você que tem pênis. – Falei olhando para Iam que estava sentada em uma poltrona. – Por que vocês fazem isso? Por que nos machucam? O que vocês têm no ligar do coração? – No momento aquelas me pareceram perguntas muito sensatas.

- Que? – Três vozes perguntaram ao mesmo tempo.

- Olha nem todos os homens são horríveis, alguns são honestos com seus sentimentos. – Iam falou na defensiva. – Temos coração, só que o de alguns são podres.

- Então o problema é o meu dedo podre mesmo.

- Não fale assim. – Natalie tentou me acalmar enquanto Meg ia pegar um pote de sorvete e quatro colheres.

- Como não? Eu sempre me apaixono por cafajestes, por caras que não correspondem o que eu sinto ou que me traem. – Um nó se formava em minha garganta e eu sabia que estava quase em lágrimas, empurei uma colherada de sorvete de morango na boca para tentar desfazer o nó. – Mas chega.

- O que você quer dizer com isso? – Iam me perguntou com a boca cheia de  sorvete.

- Eu não quero mais saber de homem, chega, essa coisa de amor definitivamente não é pra mim.

- Deixa de bobagem você só não encontrou o cara certo ainda.

- Deixa de sonhar Natalie, por que pelo visto nem vou.

- Mas....

- Deixa gente, ela sabe o que é melhor. – Meg me conhecia mais que os outros e sabia quando não valia a  pena discutir comigo.

Todos mudaram de assunto e  passaram as próximas horas tentando me alegrar, eu consegui não chorar e até sorrir de algumas idiotices que o Iam dizia, mas quando eu fui sozinha para o meu quarto desabei,  me joguei na cama depois de me livrar das minhas roupas e chorei abraçando meu próprio corpo. 

Eu sentia que estava quebrada, não apenas meu coração, cada parte do meu corpo doía,  Lincon não matou em mim somente meus sentimentos por ele como também a minha capacidade de confiar em um homem ou de entregar meu coração novamente.

A cada vez que eu pensava em todas as relações que eu já tive percebi que nenhuma delas era pra ser, talvez eu não tenha nascido para amar e ser amada, nunca viveria um romance daqueles que se vê em livros e filmes. E deixaria de pensar nesse tipo de coisa. Vou focar no meu trabalho, fazer aquele curso de fotografia em movimento que eu venho querendo faz tempo, pelo menos nisso eu sei que sou boa.  Quem sabe em breve eu não faça aquela viagem para o Egito que eu sempre quis.

Dormi em meio a lágrimas, com meu corpo doendo, um buraco no peito e a promessa de não me apaixonar novamente de não voltar a ser enganada por um homem.

A noite de sono porém não foi tranquila, sonhei que entrava em uma sala e em volta de uma mesa estavam os meus ex namorados e todos riam  de mim, eles contavam como haviam me feito de besta e como aquilo era divertido.  Acordei quase gritando de raiva e lágrimas escorreram dos meus olhos  eu nem sabia que ainda as tinha dentro de mim.

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Coitada da Ellen, está de coração partido.

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