Capítulo 12.

Marianne Green na mídia.


Henry...


Minha mãe está me deixando doido, dona Marianne não para de me cobrar uma mulher, diz que estou ficando velho, que eu preciso formar uma família, que ela não quer morrer antes de ver um neto correndo pela casa.

No café da manhã de hoje ela não parou de falar sobre isso, então eu percebi o motivo de Grace ter inventado uma desculpa para não ir, se ela tivesse lá nossa mãe também não ia deixá-la em paz, aquela malandrinha nem me alertou.

- Bom dia senhor Green. -  A assistente siliconado de Grace falou com uma voz doce ajeitando o decote em minha direção.

- Bom dia senhorita,  minha irmã está sozinha?

- Sim, senhor.  – Ela se debruçou sobre a mesa. – Ela estava agora mesmo em reunião com uma roteirista, mas a moça acabou de sair.

- Obrigada.

Me dirigi a porta sem voltar a olhar para a mulher que se oferecia quase esfregando os seios a minha frente.

- Nossa senhora. – Grace falou levando a mão ao peito. – O que você fez? Por que o mundo deve está caindo para você vir até aqui.

- É assim que você recebe seu irmão mais velho? – Devolvi no mesmo tom dramático. Nem um abraço?

- Deixa de drama.

- Patenteou? – Digo me sentando.

- Besta. – Ela me mostrou a língua em um gesto infantil. – Agora diga, por que veio aqui.

- O jantar com os franceses na próxima terça. – Disse sem enrolação. – Você sabe que eu não tenho paciência para voltas e o Pierre é mestre nisso, preciso que me acompanhe para me ajudar com eles.

- Por que você nunca me chama para um programa legal?

- Você me deve por hoje de manhã.

- Nem vem semana passada ela me chamou para acompanha-la na floricultura e era uma desculpa para me pegar sozinha e falar sobre casamento. - Ela suspirou. - Ela fez o sermão sobre se afundar em trabalho e esquecer da vida?

- Fez sim, oh se fez, ainda sugeriu que eu ia pegar uma doença se continuasse com essa vida de vadiagem.

- Mentira! – Grace caiu na gargalhada a minha frente. – A mamãe as vezes é impagável.

- Oh se é. 

Conversamos mais um pouco sobre nossa mãe e como ela se sentia sozinha sem o papai e talvez fosse por isso que ela andava tão empenhada em nós arrumar parceiros, por que assim não ficaríamos sozinhos.

- Henry, você se lembra que um tempo atrás eu lhe falei de uma funcionária minha da qual eu estava lendo um material?

- Sim, você disse que era promissor.

- Ela me disponibilizou 15 capítulos e é simplesmente brilhante. A gente precisa publicar isso.

- Pelo visto você deve ter gostado mesmo não é? Nunca vi você me indicando alguém antes, não desse jeito, diretamente a mim.

- Se você tivesse lido entenderia, ela é realmente muito boa, quando o Jackson falou dela eu desconfiei,  mas depois de ler vi que não deveria, ele estava mais que certo.

- Então essa escritora é a roteirista nova  que trabalhada pro Jackson?

- Isso mesmo, ela é muito competente no trabalho e uma escritora brilhante, pelo menos esse livro é brilhante.

- E você está com o material aí?

- Não, ela me pediu um tempo para organizar direito antes de me entregar.

Perfeccionista isso já é um bom sinal, se ela não quer entregar de qualquer jeito mostra o zelo que tem com o seu trabalho.

**

Meg...

O prazo que pedi a Grace para entregar o meu livre terminava na próxima semana, mas hoje eu estava com o material pronto, pareceu uma eternidade enquanto eu esperava para imprimir na impressora que fica na minha sala, sentia-me menos confiante a cada folha que saia dela.

Eu sempre fui minha maior crítica, talvez por eu ter mania de excelência como a Ellen sempre falava, o senhor Clarke meu professor preferido na faculdade me diz a mesma coisa, ou por que as coisas que meus pais me falavam me afetaram mais do que eu imaginava que aconteceria.

O fato é que agora que eu estava para entregar meu livro terminado para Grace eu começava a ficava mais nervosa a cada segundo, alguém da equipe da Editora Green iria ler aquilo e se não estivesse bom o suficiente?  A senhorita Grace gostou do meu trabalho, mas ela não é uma profissional não é mesmo?

"Para com isso, só por hoje vozinha  realista eu gostaria que você se mantivesse calada, obrigada de nada".

Voltei a trabalhar no roteiro que eu fazia enquanto a impressora terminava seu trabalho. Na hora do almoço eu levei o material para encadernar e voltei para a empresa e me dirigi diretamente para a sala da diretoria a fim de falar com minha chefe.

- Boa tarde senhorita a Senhorita Green se encontra?

- O que você deseja com a Senhorita Green? -A mulher antipática falou sem olhar direito na minha cara.

- Tenho algo para entregar a ela. – Respondi sem da muitos detalhes.

- Eu lhe entrego. – Ela estendeu a mão para mim ainda sem me olhar, seus olhos estavam focados no celular.

- Não obrigada, devo entregar pessoalmente. – Eu insisti. – Se ela não estiver disponível eu volto outra hora.

- Meg. – A voz de Grace soou atrás de mim.

- Grace estava agora mesmo lhe procurando.

- Bom já encontrou. – Ela focou os olhos em minhas mãos. – Vamos a minha sala.

- Claro. – A acompanhei.

- Eu estava agora mesmo almoçando com o meu irmão e nossa mãe. – Ela fez uma pausa parecendo incomodada com algo. – Se você tivesse me trazido isso pela manhã teria sido um bom assunto para o almoço assim talvez tirasse o foco da minha mãe em nossas vidas amorosas.

- Sinto muito. – Eu disse segurando o riso que morreu em seguida ao me lembrar da minha própria mãe. – Pelo menos você almoça com a sua. – Disse baixo.

- Sua mãe morreu? – Ela perguntou sem muito tato.

- Não, mas pra ela eu acho que é como se eu tivesse morrido, eles dizem que eu os envergonho com a maneira como resolvi viver minha vida, que essa vida de escritora é um sonho idiota. – Eu nem sabia o por que de está falando aquelas coisas para ela, não éramos próximas nem nada do tipo, as palavras simplesmente saíram da minha boca.

- Bem e você está mostrando a eles o quanto estão enganados.

- Isso é verdade. –  Queria encerrar logo esse assunto. – Bem aqui está a versão final não revisada por um profissional do meu livro.  – Disse estendendo o material em minhas mãos em sua direção.

- Isso é ótimo. – Falou pegando e folheando. – É consideravelmente grande diria que chegaria tem umas 500 páginas fácil quando convertido em formato de publicação.

- Por aí. – Sorri sem graça, na verdade chegaria perto das 600 páginas e eu achava que havia enrolado um pouco no meio, mas não diria isso de cara.

- Vou passar o material ao Henry o quanto antes e pedir para ele dá prioridade. – Assenti agradecendo. – Me diz uma coisa Meg quando você saiu da editora onde trabalhava tinha um período de não concorrência certo? – Afirmo com a cabeça. – E isso inclui publicações?

- Sim inclui.

- E quando esse período acaba?

- Em duas semanas. – Eu sabia exatamente por que sentia que aquela cláusula maldita de alguma maneira ainda me mantinha ligada ao desgraçado do Patrick e eu queria tudo que me lembrava ele bem longe de mim.

- Ótimo, ela não será um problema para nós então. - Ela falou me olhando.

- Não será, minha advogada já olhou o antigo contrato direito quando eu falei da possibilidade de uma publicação com a sua editora. - Falei citando minha irmã. - E ela me garantiu que tudo está correto.

- Sua advogada? - Perguntou levantando uma sobrancelha.

- Sim, que por coincidência e minha irmã também. – Eu falei rindo.

- Ótimo então. – Ela disse sorrindo ternamente. – Quando eu tiver uma resposta da editora entro em contato com você, até lá eu suponho que tem um roteiro para escrever.

- Sim eu tenho e falando nele tenho que voltar ao meu trabalho. - Eu disse me levantando. – Até mais Grace.

**

No dia seguinte Grace foi até o apartamento do irmão a fim  de lhe entregar o livro de Meg, já que na noite anterior antes de sair para o jantar que tiveram com investidores ela havia esquecido o dito cujo em sua sala.

Isso a levou até a empresa em um sábado a tarde, não deixou de notar que o lugar estava movimentado e não apenas pelas pessoas que faziam gravações ou mantinham o canal funcionando no fim de semana, quem trabalha além do seu horário deveria ser recompensado mesmo que não tivesse sido solicitado.

Depois de pegar o livro e resolver alguns problemas que surgiram por que parecia que ela não podia por os pés  a emissora sem que algo acontecesse, as vezes parecia que estavam só esperando a sua presença, pelo menos era assim é não pegava fogo em tudo enquanto estava fora.

Quando finalmente pós os pés fora da empresa já passava das 17 horas, foi até o apartamento de Henry e subiu direto pois era uma das quatro pessoas em toda Londres autorizadas a isso, as outras eram sua mãe, John e Tyler. Bateu na porta esperando a boa vontade dele abrir.

- Boa tarde mana. – Ele cumprimentou educado demais para o gosto de Grace.

- Boa tarde mano. – Ela respondeu entrando. – Você está bem? Está tão animado transou foi? Vou encontrar alguma mulher seminua pela casa? – Brincou com ele.

- Primeiramente você sabe que eu não trago mulheres aqui é meu refúgio sagrado. – Ela revirou os olhos. – Segundo para a sua informação eu sou um empresário de sucesso se você se esqueceu e minha vida não se resume a uma transa.

- Está bem, então essa sua felicidade toda se deve a?

- Eu fechei com dois investidores e agora seremos a editora oficial da obras de George R. R. Martin no Reino Unido. 

- Nossa isso é ótimo. – Respondeu o abraçando.

- Mas, acho que não veio aqui para isso não é? – Ele falou assim que se soltaram. – Esse é o livro que me falou?

- Sim.

Entregou o livro ao irmão que o pegou de suas mãos e o analisou com uma sobrancelha erguida em uma expressão indecifrável, depois de alguns minutos ele voltou a atenção para  a irmã.

- Margareth Taylor é o primeiro livro dela?

- A ser publicado sim.

- Espero que o conteúdo seja melhor que o título por que chamas do destino parece nome de livro religioso e não de fantasia.

- Eu lhe garanto que o conteúdo é bom.

- Ótimo minha equipe vai averiguar. – Falou depositando o livro sobre a mesa de centro.

- Quero pedir que coloque o seu melhor editor(a) nessa tarefa e faça o quanto antes. – Falou logo que o irmão se calou.

- Tudo bem, vejo que é algo importante para você.

- Sim é, apesar de eu ter pouco contato com ela gosto muito.

Conversaram por mais um tempo e Henry acabou lhe convidando a ir com ele e os seus amigos em algumas boates, seria o programa de sábado deles, mas, ela recusou prontamente, dizendo que preferia o aconchego do seu lar.

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Dessa vez foi quase.
Será que vão gostar do livro de Meg?

Quando será que esses dois vão se encontrar?

Novo capítulo na terça.

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